Passagens compradas: Minas Gerais

Oláá internet! Fazia tempo que não tinha nenhum post nessa categoria, mas tô tirando a poeira! Sabe o que isso quer dizer? Que vou ter assunto para postar coisas sobre lugares novos! :)

Apesar de ainda ter umas cartinhas na manga, é chato ter que escrever sempre sobre os mesmos lugares, reciclando fotos, e temendo falar alguma coisa que porventura já tenha escrito antes. Dessa vez vai ser um pouco diferente, pois essas são as primeiras férias no Brasil desde muito tempo!

Sempre quis muito conhecer Minas Gerais! Sou fascinada por história e agora que estudo Arquitetura, tenho a oportunidade de ver com os meus olhos algumas das maiores obras primas arquitetônicas do Brasil!

Também vou aproveitar a chance e rever alguns amigos que fiz quando morei em Budapeste (me segura, fazem 4 anos, aaaaa), e eles serão as primeiras pessoas que irei reencontrar dos meus grupos de amigos do Leste Europeu.

Ainda estou montando o roteiro, mas pretendo conhecer Ouro Preto-Mariana, São João Del Rey-Tiradentes, e claro, um pouco de Belo Horizonte. O tempo é pouco, só uma semaninha, por isso não posso colocar no roteiro cidades como Diamantina e até mesmo Inhotim (que sou louca para conhecer).

Estarei indo em breve! Assim que conseguir, posto mais coisas ;)

 

Anúncios

Criei um instagram!

Olá, internet! Como vão?

Então, depois de mais de 5 anos de Parla, Camilla/Camilla pelo mundo e uma tentativa de página frustrada no Facebook (hehe), essa semana criei o instagram oficial do blog!

O nome é @parlacamilla_ e vou postar coisas que acho interessante sobre viagens e Arquitetura! Hoje publiquei o primeiro post de adivinha onde? Moscou!

 

Logo postarei mais, e não se esqueça! @parlacamilla_

Onde se hospedar em Manaus?

Olá, internet! Hoje teremos mais um post da categoria Amazonas, e vou falar sobre um assunto que interessa muita gente que é a hospedagem! Quando se trata de sair de casa, o local que escolhemos para passar o dia (ou melhor, a noite) é de suma importância e pode nos revelar um pouco da característica do viajante.

Pois bem, aqui em Manaus posso dar minha contribuição como moradora, e por conhecer bem os bairros daqui (pelo menos eu acho haha), vou dividir esse post em duas categorias: trabalho e turismo.

Primeiramente, vamos falar de trabalho! Aqui em Manaus temos o Pólo Industrial, localizado majoritariamente no bairro do Distrito Industrial (nome muito criativo, não?). Isso quer dizer que aqui na cidade existem uma série de fábricas de vários setores, notadamente duas rodas, linha branca, bebidas, petróleo e gás, entre outras.

Por causa disso, o fluxo de pessoas de outros estados e países (especialmente os diretores e outros funcionários das fábricas) é muito alto, e normalmente essas pessoas costumam se hospedar no próprio bairro do Distrito Industrial, que possui uma série de hoteis de qualidade e que possuem a bandeiras internacionais, como Holiday Inn, Ibis, Comfort e Novotel.

Outros viajantes mais business que não focam em empresas do Distrito costumam ficar em bairros mais centrais (não confunda central com o bairro do Centro). Esses hoteis mais centralizados se encontram entre os bairros do Parque 10, Nossa Senhora das Graças e do Adrianópolis, que são locais de renda mais alta, e portanto, de melhor estrutura. Por exemplo, durante a Copa e as Olimpíadas, os times de futebol se hospedaram em Adrianópolis.

Além do pessoal business, essas regiões também atraem turistas, (já fazendo aqui a transição entre trabalho e turismo) mas é bom ficar claro de que essa área fica longe dos principais pontos turísticos da cidade, sendo obrigatória a locomoção por carro, táxi, uber, ou por algum tipo de shuttle. Apesar da distância, alguns hoteis da área como o Quality, o Mercury, o Ceasar Business e o Millenium ficam bem próximo a shoppings, e o acesso a bons restaurantes (por exemplo) fica bem mais fácil. Também nessa região ficam hoteis como o Blue Tree, Express Vieiralves, Hotel Adrianópolis e o Ibis budget.

Outro lugar bem procurado por turistas é a Ponta Negra, que muitos aqui consideram o local mais nobre da cidade. O local fica bem próximo ao rio, tendo um complexo tipo um beira-rio com vários quiosques e lojas, e também sempre com vários eventos, especialmente na região do anfiteatro. Ali existem dois hoteis, o tradicionalíssimo Tropical e o Wyndham Garden, normalmente o queridinho das celebridades e políticos.

O Tropical é de longe o hotel mais tradicional da cidade, mas já viveu dias melhores. Mesmo assim, continua sempre deslumbrante! Quando eu era criança, costumava passar os domingos no hotel, onde almoçava, ía ao zoológico e até de vez em quando dava um pulinho na piscina, que possuía aquelas ondas artificiais que achava beeem divertidas! Quando fiquei mais velha, ia jogar tênis de vez em quando lá.

Agora vamos falar do Centro da cidade, que é o local bem procurado por turistas, especialmente os mais aventureiros! Ali que se localizam os principais pontos turísticos da cidade (aka entorno do Teatro Amazonas), e apesar do nome do bairro ser Centro, ele se localiza bem na orla da cidade. Ele leva esse nome por ser o local onde a cidade nasceu, portanto, de onde tudo surgiu.

Ali se encontra uma grande variedade de hoteis e hostels. Confesso que não conheço a grande maioria e não sei sua qualidade, mas aparentemente a maioria deles não possui uma qualidade tão boa quanto em outras regiões da cidade. Mesmo assim, alguns dali parecem se destacar como o Boutique Hotel Casa Teatro e o Taj Mahal, que tem um restaurante giratório no topo. Existem também hostels de qualidade na região, e para tirar dúvidas (dos hostels e de outros hoteis do Centro), consulte as opiniões do Trip Advisor.

Uma dica para quem vai se hospedar no centro: muito cuidado. Infelizmente ali é uma das regiões mais perigosas da cidade, especialmente à noite.

Enfim, se você chegou aqui, muito obrigada! Espero que esse post tenha sido útil e aproveite sua estada aqui na cidade! :)

Como é estudar Arquitetura em universidade Federal?

Olá, internet! Então, voltando aos posts sobre Arquitetura, hoje vou falar um pouco sobre um tema que é corriqueiro em várias áreas do conhecimento: como é estudar numa faculdade pública? No meu caso, estudo em Federal, mas no passado já frequentei a Estadual, então meio que conheço ambos os mundos.

Adiantando um pouco, esse post terá um pouco mais de opinião que o normal (obviamente sempre sendo respeitosa).

Uma das minhas maquetes favoritas de Forma: a Adição em Malha

Então, lendo muitos depoimentos e artigos, vejo pessoas equivocadamente subestimando as faculdades federais (em favorecimento das particulares), especialmente mais ao sul do país. Os argumentos são sempre os mesmos: greves, grade desatualizada, infraestrutura, e afins. A impressão que eu tenho é que muitas vezes falta muito conhecimento de causa e esses mesmos argumentos utilizados pelos críticos às faculdades federais são facilmente batidos por quem realmente conhece o dia a dia de uma universidade assim.

Antes de falar das terríveis greves, posso dizer com certeza que estudar Arquitetura em faculdade federal é muito bom, e não trocaria meu país UFAM por nenhuma particular. Tecnicamente ainda sou caloura, mas vivo essa rotina de federal há muito tempo, e apesar de estar no início da minha caminhada, consigo ver que há um grande esforço por parte dos alunos e professores pela melhor execução possível das aulas.

O curso de Arquitetura na UFAM é novo (até hoje só duas turmas pegaram o canudo), então a grade é bem atual, o que não é um grande problema no nosso caso. Outro lado bom é que algumas matérias-chave não são exclusivas do nosso curso, e caso ocorra algum problema (tipo uma reprovação em Física, Topografia e afins), a mesma matéria com o mesmo código é disponibilizada em outro curso da faculdade, o que diminui as questões burocráticas.

O fato de você não pagar mensalidade é outra coisa que é muito boa, pois Arquitetura é um curso onde precisamos gastar muito com materiais (socorro). Assim, os alunos ficam despreocupados com financiamento, boletos, contas e outras coisas.

Apesar de termos problemas de estrutura que são clássicos das faculdades federais (não nego, mas são problemas que dão pra levar), por enquanto ainda não tivemos questões muito graves em relação à falta de materiais. O que me vem à cabeça imediatamente é que só existem dois teodolitos para uma turma de 50 alunos de topografia, mas com apenas uma aula prática por semana, e em equipes, a carga não fica tão ruim (pelo menos por enquanto).

Os ateliês do curso no momento estão passando por reforma. Ainda não sei exatamente qual é a extensão desta, mas acredito que os locais vão ficar muito bons. Antigamente (até mês passado) existiam pranchas adequadas para Arquitetura, e alguns laboratórios. Confesso que como a minha vivência neste curso ainda é pouca, não sei dizer se esses laboratórios estavam com falta de materiais (eu imagino que sim, com uma ou outra coisa), mas como citei no parágrafo acima, nossa turma não sofreu tanto com a falta de materiais.

Outra coisa que acho positiva sobre a UFAM é a carga horária. O curso é vespertino e noturno, e por causa disso, temos uma quantidade de disciplinas maior do que as particulares da minha cidade. Existem pessoas que já acreditam que isso é um lado negativo, já que uma faculdade tão puxada quanto a nossa pode comprometer a flexibilidade do aluno.

Mas na minha opinião, muita flexibilidade pode comprometer a formação acadêmica do aluno, já que os estudos, em cursos dessa maneira, costumam ser deixados de lado perante trabalho e outras obrigações da pessoa. Arquitetura, assim como as engenharias, é um curso que requere muita atenção, técnica e trabalho, portanto ele não deve ser feito de qualquer jeito.

Mas claro que existem problemas, mas nenhum deles é uma dor de cabeça tão grande a ponto de desmerecer a minha faculdade perante a outras. O que chama mais a atenção são obviamente as greves. Elas são frustrantes sim, mas não a ponto de me desestimular e trancar o curso. Conheço colegas que fizeram isso na faculdade de Economia, mas honestamente, a greve foi só uma desculpa para desistir de um curso que essas pessoas nem gostavam.

Sendo bem sincera, a greve só é ruim se você não sabe aproveitá-la. Claro, é frustrante ter que adiar sua formatura em dois, três meses por causa de desentendimentos de alguns setores da universidade, mas em todo problema existe uma oportunidade.

Antes que comecem a me criticar, passei por duas greves na minha vida acadêmica em Economia (três e quatro meses respectivamente). Na primeira greve, descansei, viajei e passei três meses me preocupando exclusivamente com trabalho e auto escola. Da segunda vez eu aproveitei o tempo para avançar a minha monografia.

Sim, peguei greve no último período da faculdade. Greve esquisita, onde quase todos os cursos continuaram as aulas, mas nós de Economia (aff) e cursos de humanas como letras e licenciaturas (pra variar) tivemos que parar. Fiz todas as minhas pesquisas, escrevi muito, fiz todos os gráficos, revisões de português, tudo nesse espaço de 4 meses. Na reta final (propriamente dita), estava bem despreocupada, enquanto outros colegas estavam com tudo atrasado.

Enfim, por enquanto volto a enfatizar o quanto eu estou gostando de estudar Arquitetura, e ainda mais na faculdade onde estudo. :) Em breve, volto com mais posts, e muito obrigada se você leu até aqui! :)

Como visitar os pontos de interesse em Moscou de metrô?

Olá, pessoal! Baseado nesse post aqui sobre Paris e este outro sobre Budapeste, vou falar para vocês qual é a melhor estação de metrô para visitar alguns lugares interessantes na capital russa. Também já contei um pouco sobre a história do metrô mais bonito do mundo na minha opinião (link abaixo), e desde já adianto que se locomover neste transporte público em Moscou é muito fácil, prazeroso, e até interessante, já que ele parece uma obra de arte.

Você pode gostar também: Você pode me encontrar dentro do metrô

1.Região da Praça Vermelha

Estação interessante: Teatralnaya (Театральная) – Linha 2 (verde)

O lugar mais icônico de Moscou (e talvez de toda a Rússia) se localiza bem no centro da capital. A partir de lá, a cidade cresceu e se desenvolveu, e por causa disso, muitos lugares importantes da cidade se localizam em seu entorno, como a Catedral de São Basílio, o Kremlin, o GUM, o Teatro Bolshoi e muitas outras coisas.

Uma série de estações de metrô se localizam ao redor da Praça Vermelha, mas na minha opinião, a Teatralnaya é a que se encontra em melhor posição. De lá, é possível explorar essa região e arredores. Mas se você quiser conhecer partes específicas dos arredores, como por exemplo só o Kremlin, existem estações mais específicas.

St Basil’s

2. Kremlin e museu do Exército

Estação interessante: Okhotny Ryad (Охотный Ряд) – Linhas 1 e 2 (vermelha e verde)

A Okhotny Ryad é uma estação que fica bem mais próxima à entrada do Kremlin, e confesso que era a que eu usava mais. A saída do metrô fica bem mais próxima do guichê que vende os ingressos para conhecer o que existe por dentro da muralha vermelha, assim como o museu do Exército, que gostei muito.

Também existe um shopping com esse mesmo nome com ótimas lojas e restaurantes. Os preços não são tão altos como no GUM, e dá para fazer boas compras ali. Outra estação da linha vermelha perto dali é a Biblioteka Imeni Lenina (Библиотека имени Ленина), que pelo nome já dá para perceber quem ela homenageia. Enfim, é também possível descer ali, mas a “pernada” é um pouco maior.

Caminhos do parque de Alexandre, atrás do Kremlin

3. Rua Arbat

Estação interessante: Smolenskaya (Смоленская) – Linha 3 (azul escuro)

A rua Arbat é uma das mais conhecidas de Moscou devido à grande quantidade de lojas, bares e restaurantes. Ela é bem extensa e gostosa de caminhar, e inclusive já fiz um post sobre ela aqui.

Existem duas estações de metrô da mesma linha que são interessantes para se chegar à rua Arbat: a Arbatskaya (Арбатская) e a Smolenskaya, que citei acima. Eu prefiro a Smolenskaya pelo fato de que faz mais sentido chegar por ela. A estação fica bem num dos inícios da rua e se você seguir direto, vai parar adivinha onde? Na praça vermelha, onde todas as ruas convergem em Moscou, haha.

Acho mais confuso chegar pela Arbatskaya, pelo menos eu sempre me confundia! Ela não fica exatamente na rua Arbat nem na Novy Arbat, enquanto você já sai direto na rua de interesse se você escolher chegar na estação Smolenskaya.

Rua Arbat

4. Teatro Bolshoi

Estações interessantes: Lubyanka (Лубянка) – Linhas 1 e 7 (vermelha e roxa) ou Teatralnaya (Театральная) – Linha 2 (verde)

O Teatro Bolshoi fica bem perto de você já sabe onde (Praça Vermelha, óbvio, hehe), mas existem outras opções de chegada além da estação Teatralnaya (que leva esse nome por causa do Teatro Bolshoi).

A estação Lubyanka fica em igual distância da Teatralnaya, e ali também existe a oportunidade de ver o antigo prédio da sede da KGB, a polícia secreta soviética, que também se chama Lubyanka.

Placa indicativa próxima ao Teatro Bolshoi

5. Estádio Luzhniki

Estação interessante: Sportivnaya (Спортивная) – Linha 1 (vermelha)

Quando eu visitei Moscou, meu smartphone era tão ruim que ainda não tinha acesso a mapas. Então quando nosso ônibus nos deixou em frente ao estádio Luzhniki, tivemos que procurar a pé e carregando malas (inclusive uma quebrada) por vários lugares até encontrar uma estação.

Acabamos descendo no Park Kultury, cuja caminhada até lá foi beeeeeem grande, cansativa e desnecessária, já que existe uma estação bem na frente (!!!!!!!) do estádio e não vimos. Fazer o quê, vida que segue.

Lembrando aqui que o estádio Luzhniki será o palco mais importante da copa do mundo do ano que vem! Então não caia no mesmo erro que eu e chegue e saia pela Sportivnaya, hehe.

6. Parque Gorky

Estação interessante: Park Kultury (Парк культуры) – Linha 5 (marrom)

O último ponto de interesse dessa lista é o Parque Gorky, e para chegar lá, recomendo chegar pela estação que utilizei para sair do estádio, ou seja, a Park Kultury. Confesso que a caminhada para chegar no Parque Gorky é meio comprida, mas não existe outra estação tão próxima quanto esta.

Saindo de lá, ainda é necessário atravessar uma ponte que cruza o rio Moscou, o que pode garantir lindas fotos. Para os que preferirem chegar do outro lado, pode descer também na estação Oktyabrskaya (Октябрьская).

 

Enfim, esses foram alguns lugares que selecionei para quem tem interesse em conhecer uma parte de Moscou por metrô. A cidade é muito grande e existem muitas outras estações: algumas linhas nem citei por serem mais residenciais ou não terem muito apelo para o turismo. Mas lembre-se que na dúvida, sempre tenha um mapa em mãos! ;)

 

Parques da Disney na Flórida ou na Califórnia?

Olá, internet! Muitas pessoas já me perguntaram se haviam muitas diferenças entre os parques da Disney da Califórnia e da Flórida. Nesse post, vou explicar para vocês o que eu achei de cada parque, e quais valem mais a pena visitar.

Contexto

MK, seu lindo!

Vários locais do mundo possuem parques da Disney, como por exemplo Paris, Tóquio, Hong Kong e mais recentemente, Xangai.  Nos Estados Unidos existem dois parques, sendo um em cada costa: um parque se localiza em Anaheim, na Califórnia, e o mais famoso, que fica em Orlando.

O parque de Anaheim é o mais antigo de todos, e ele é conhecido como Disneyland (Disneylândia, aportuguesando). Inaugurado em 1955, ele foi uma aposta de Walt Disney em criar um parque moderno cujas estrelas seriam os personagens que já haviam aparecido nos filmes e curtas do estúdio.

Como todos sabemos, o parque foi um sucesso, o que estimulou Disney a fazer uma aposta muito mais ambiciosa: construir um parque para atender as necessidades da costa leste dos Estados Unidos, visando preencher o mercado consumidor de New York, DC, Boston e outras cidades.

Ele acabou escolhendo a parte central da Flórida como O local a ser construído, já que esta parte não era tão habitada quanto outros lugares da costa leste. Alguns anos se passaram e surgiu o Walt Disney World, como conhecemos hoje.

Características da Califórnia

Como falei antes, a Disneyland fica bem no meio da cidade de Anaheim, na Califórnia. Por causa dessas características, o acesso ao parque é muito mais fácil e rápido. A maioria dos hoteis (o meu, inclusive) oferecem uma espécie de transporte para o parque, que só é necessário o agendamento. Em alguns casos, as pessoas vão até andando, sem necessidade de transporte.

Achei o estacionamento do parque muito pequenininho! Tivemos que dar várias voltas até encontrar uma pessoa que estivesse saindo, daí colocamos o carro nesse lugar.

Outra característica da Disneyland é a localização de Downtown Disney. Ali, o DD é coladinho ao parque, tipo como se fosse uma entrada. Vale a pena dizer que na Califórnia, o Downtown Disney ainda possui esse nome, sendo que na Flórida isso mudou há pouco tempo.

Características da Flórida

Apesar de serem localizados em Orlando, os parques são meio isolados da cidade e de outros estabelecimentos. Isso foi feito de propósito por Walt Disney, pois ele queria dar essa sensação de distância e de espaço. Por causa disso, os parques de Orlando não parecem ser tão compactos quanto os da Califórnia.

Existem quatro parques temáticos na Flórida (fora os aquáticos), e estes são o Magic Kingdom, Animal Kingdom, Disney Hollywood Studios e o Epcot, cada um com seu espaço, seu estacionamento e sua independência. Diferentemente de Anaheim, a estrutura é bem mais espaçosa. O Disney Springs (o antigo Downtown Disney) também é diferente do da Califórnia, pois ao invés de se localizar na entrada do parque, ele fica bem longe deles.

Os hoteis que pertencem à Disney oferecem uma série de serviços de transporte (seja barco, ônibus ou monotrilho), mas outros não possuem essa comodidade. Vale ressaltar também que ter carro É MUITO NECESSÁRIO em Orlando por causa da distância.

Semelhanças entre os dois parques

Ariel

A principal semelhança entre a Disneyland (Califórnia) e o Walt Disney World (Flórida) são as atrações e as estruturas. Obviamente existem algumas coisas que existem na Califórnia, mas não na Flórida, ou vice-versa.

Por exemplo, seções dos parques como a Main Street USA, Tomorrowland, Fantasyland, Frontierland e o Adventureland existem em ambos os parques. Claro que elas não são iguais 100%, mas o clima, estilo e decoração são semelhantes.

Algumas atrações existem em ambos os Magic Kingdoms (MK) como o Piratas do Caribe, a Mansão Mal Assombrada, o Jungle Cruise, a Space Mountain e a Big Thunder, fora muitas outras. No MK da Califórnia, existe o Fantasmic, atração que na Flórida já é apresentada no Hollywood Studios.

Só dei alguns exemplos, pois existem muuitas atrações que fazem parte de ambos os parques, porém em contextos diferentes.

Qual dos dois devo visitar?

Você vai gostar da Disneylândia caso o seu foco de viagem não seja somente nos parques. Se você tiver interesse em conhecer outros lugares pela região que possuam museus e belas paisagens, a Califórnia pode ser seu destino ideal!

Mas caso seu foco seja mais nos parques e em compras, Orlando parece ser a melhor opção! A variedade de shoppings e outlets é bem maior, e os parques, querendo ou não, são mais completos. Mas em compensação, a Flórida não é tão bonita (em termos de paisagens) quanto a Califórnia.

Espero que esse post tenha ajudado. Até logo! :)

Como foi o 1° período de Arquitetura? – Disciplinas (parte 2)

Olá novamente! Esse texto é a continuação deste aqui, onde comecei a falar sobre a grade do primeiro período do curso de Arquitetura e Urbanismo. O primeiro texto focou nas 4 matérias mais gerais desse semestre, e agora vou falar das outras 4 disciplinas que tivemos. Também vou falar o que é, o que eu achei, e se é difícil ou não.

(spoiler: o próximo post vai ser sobre viagens!)

5. Introdução à Profissão do Arquiteto

Acho que é comum que a maioria dos cursos possuam uma matéria introdutória, seja de algum conteúdo importante, ou da carreira, como é o caso dessa disciplina. Quando eu estudei Economia, eu tive Introdução à Economia: Micro e também a Introdução à Economia: Macro. Nesses dois casos, essa introdução focava nas duas grandes casas da economia, que derivam muitas outras áreas do estudo. Agora no caso de IPA, não foi uma introdução ao estudo da arquitetura, e sim, das áreas de atuação e outras reflexões sobre a carreira do arquiteto.

Essa matéria foi bem curtinha, com apenas uma aula por semana. A maior parte das aulas se direcionaram ao trabalho prático, que foi a idealização de um objeto escultórico. Eu até gostei do meu, mas houveram uma série de erros de interpretação que comprometeram o resultado final (minha culpa, mas fica a lição).

Nessa disciplina, tivemos uma ideia de como o arquiteto lida com as situações da vida prática, e aprendi algumas coisinhas logo de cara, como por exemplo, o que é um lugar e um não lugar (das pequenas coisas óbvias que não conseguíamos explicar com os termos corretos).

6. Expressão 1 – Desenho de Observação

Snapgram de hoje! Ainda estava finalizando o desenho do passarinho, ele ficou bem mais bonito!

O período termina na terça feira e essa é a única matéria que falta terminar. Infelizmente houve um problema de falta de professor no início do semestre, e por causa disso, demoramos a começar as aulas. Então estamos tendo reposição de aulas todos os dias e sempre desenhando como loucos!

Como o nome da matéria já diz, é desenho de observação, ou seja, o professor normalmente passa um desenho e temos que copiá-lo. Ele dá as técnicas necessárias para preparar o desenho e nós as reproduzimos da nossa maneira. A princípio trabalhamos só com grafite, mas nessa última semana, estamos utilizando lápis de cor aquarelável.

Acontece que eu nunca me achei boa desenhista. Eu tento ser esforçada e dar o melhor em todos os meus trabalhos, e o fato de ser detalhista me ajuda a por mais carinho nos desenhos. Pois todo esse cuidado trouxe resultados incríveis! Nem parece que fui eu que desenhei aquilo, haha.

Eu desenhei um pássaro com uma expressão tão real (ele parecia bem raivoso), que me orgulhei imensamente! Isso provou que eu posso desenhar sim! Então se você achar que para fazer Arquitetura é necessário desenhar bem, fique tranquilo que essa habilidade você vai desenvolver aos poucos!

Os materiais necessários para essa disciplina foram papel A3 para desenho (gramatura de preferência de 180 a 200g), lápis B (comprei do HB até o 6B), borracha para desenho, portfólio A3, pasta A3 com alça e lápis de cor aquarelável.

7. Expressão 2 – Desenho na Arquitetura

Detalhes de algumas árvores que desenhamos para Expressão 2

Na verdade, essa é uma matéria do segundo período, mas que foi adiantada para este semestre. No lugar dela teríamos aula de Fotografia, mas esta vai ficar para o 2017/2.

Essa aula de desenho é diferente da anterior. Esses desenhos são mais técnicos, com o objetivo de desenharmos plantas baixas no final do semestre. Nessa matéria muitos materiais foram pedidos e utilizados, como o papel A2 milimetrado, tubo ou pasta para guardar papel (comprei o tubo), grafites 0.5 e 0.9, canetinhas de ponta fina e de ponta grossa, escalímetro, e canetas nanquim pretas de espessuras variadas (utilizei as canetas nanquim descartáveis 0.05, 0.2, 0.5, 0.8 e 1.0, fora uma coleção de Stabilos coloridas 0.4 – e também ganhei um conjunto de colecionador de nanquins recarregáveis, mas que nunca utilizei)

A princípio começamos escrevendo linhas e letras, daí treinamos a mão livre e criamos o nosso padrão de alfabeto. Aos poucos o professor ia explicando a notação de paredes de concreto, tijolo, madeira, etc. Também aprendemos a desenhar árvores e outros tipos de vegetação para planta baixa. Depois aprendemos a fazer uma planta baixa de uma casa e de um prédio.

Nessas plantas baixas temos que indicar tudo: paredes, piso, iluminação, portas, janelas altas e baixas, tomadas, interruptores, telhado. Foi uma matéria trabalhosa, mas que no fim, gostei de fazer.

8. Estudo da Forma 1

Uma das minhas maquetes favoritas de Forma: a Adição em Malha (Não é igual à malha da segunda maquete)

Essa disciplina, de longe, foi a mais trabalhosa de todas! Não achei ela ruim nem chata, mas tiveram altos momentos de tensão durante o semestre.

Em Forma, aprendemos os princípios das maquetes, sendo que nesse semestre o foco seria o volume. Toda semana teríamos que entregar no mínimo uma maquete inspirada nos assuntos que o professor passava, inspirados em Ching.

Forma acabou se tornando difícil para muitos alunos pelo fato de que as maquetes consomem muito tempo e atenção das pessoas. Às vezes as pessoas tinham dificuldade na gestão de tempo e acabavam virando a noite cortando e colando papeis. Felizmente isso nunca aconteceu comigo e sempre entreguei minhas maquetes a tempo, e sem perder muito sono.

Acabamos utilizando muitos materiais que muitos (eu inclusa) ainda não haviam utilizado. Durante todo o semestre, cada um teve que comprar MUITOS papeis coloridos, MUITO papel triplex ou cartolina de gramatura alta, MUITO papel paraná, MUITAS seringas, cola de contato, cola de silicone (gostava de usar as duas), espátula, tábua de corte, estilete, régua de metal, lixas, esquadros, e ainda tivemos que arrumar um caderno A3 para que pudéssemos anotar nossos projetos de maquete.

Como utilizamos estilete, teve muita gente que se cortou. Felizmente acidentes ainda não aconteceram comigo, mas não fiquei isenta dos machucados. Nas duas primeiras maquetes eu ainda estava me adaptando a como cortar direito com o estilete e criei um calo no meu dedo indicador direito. Um belo dia esse calo abriu e ardeu bastante, e essa parte do meu dedo já ficou com a pele mais grossa que o normal. *eyeroll*

Sobre a minha evolução na disciplina: comecei mal, já que algumas peças da minha primeira maquete não estavam perfeitas. Ainda inventei de lixar algumas arestas e o professor reclamou muito disso, pois elas pareciam que tinham sido cortadas com lâmina cega, e acabei levando 7. A segunda maquete ele pensou que estava incompleta, pois o assunto era malhas, e a minha intenção era evidenciar um desenho que seria feito com as sombras dos módulos. Ele achou vazia e me deu nota 7.

Sempre busquei ouvir os conselhos dele e sempre comparei meu trabalho com os outros, e sempre quis melhorar para conseguir os elogios! A partir da terceira ele começou a elogiar mais o meu trabalho e mantive boas notas por bastante tempo! Nunca tirei 10, mas tirei algumas notas 8.5, 9 e 9.5.

Sempre pedia feedbacks e sentia que eu evoluía a cada semana. Eu queria muito que ele fizesse duas coisas comigo: os bons trabalhos ele tirava foto, e estas serão mostradas para os nossos calouros se inspirarem, e às vezes (mais raramente), ele chamava a atenção da sala para mostrar uma maquete que ele considerasse boa. Ele tirou foto de todas as minhas maquetes, com exceção das duas primeiras e da última, e ele mostrou uma maquete minha para a sala uma vez. Isso te faz sentir bem, sério, haha.

A última maquete eram 3 em 1. Eu gostei muito de uma e foi a que eu tive melhor nota. As outras duas eu não gostei e também não tive inspiração para melhorar. Minhas notas nessas duas foram menores do que eu já estava me acostumando a receber, mas também não foi uma tragédia.

Ainda existe a parte 2 dessa matéria, que vai acontecer agora em 2017/2. Já estou curiosa para o que vai acontecer.

Enfim, felizmente não reprovei em nada!! Agora é torcer para continuar assim! Provavelmente em dezembro (quando termina o próximo período da faculdade), vou dizer como foram as disciplinas, e espero também ter passado em tudo.

Como foi o 1° período de Arquitetura? – Disciplinas (parte 1)

Olá, internet! Esse é o segundo post da categoria Arquitetura e Urbanismo, e eu tenho muuuito o que falar sobre o assunto! Se já estou assim no primeiro período, imagina nos outros 9? Haha. Já que é assim, vamos por partes!

Hoje eu vou explicar como foi a grade do meu primeiro semestre da faculdade, falando o que é, o que gostei, o que não gostei, quais foram as dificuldades e as facilidades. Vamos lembrar que a grade acadêmica difere entre faculdades, mas muitas matérias possuem características semelhantes, que podem ser comuns a muitos estudantes de Arq e Urb.

O nosso curso é vespertino e noturno, então acabamos passando muito tempo na faculdade, especialmente por que nesse semestre tivemos 8 matérias, a maior quantidade num único período. Hoje eu vou falar só de 4 matérias, mais generalistas. Amanhã eu vou focar nas outras 4 mais focadas para o curso de Arquitetura.

Você pode gostar também: Como foi o 1° período de Arquitetura? – Disciplinas (parte 2)

1. Cálculo 1

Vamos começar pela matéria que bota mais medo nos calouros! Quando as pessoas falam em cálculo, normalmente já pensam em coisas impossíveis, muitas horas de sono perdidas, suor, sangue e lágrimas (eu daria essas características para Forma, mas enfim…).

O que se aprende em Cálculo 1? Os três grandes núcleos da disciplina são limites, derivadas e integrais, e se você aprender como é o princípio geral de cada um, você tem boas chances de passar. Sério mesmo! Matemática não tem segredo, são práticas e exercícios!

Durante todo o semestre, nos foram passadas várias listas de exercícios, cada uma com seu assunto específico, e as questões das provas seriam escolhidas dali. Dava pra tirar dúvidas em sala, e alguns aplicativos (como o Symbolab e o Malmath) mostram o passo a passo da resolução das questões. Nada que algumas horinhas resolvendo exercício não funcionem. :)

Mas assim, eu meio que não terminei Cálculo. Como eu já tinha feito uma matéria semelhante em Economia, eu consegui aproveitar a disciplina (só o nome era diferente, mas o conteúdo era igual)! Mas até sair o resultado, eu frequentei as aulas, resolvi as listas e fiz as provas. Se eu tivesse terminado junto com os outros colegas eu teria passado. Outra coisa, essa disciplina é igual a todas as engenharias.

2. Metodologia do Trabalho Científico

Acredito que quase todas os cursos da universidade possuem essa matéria em sua grade. Às vezes não exatamente com esse nome, mas o conteúdo é holístico, serve para qualquer curso. Essa disciplina, dentre outras coisas, nos ensina e auxilia a montar trabalhos científicos, sejam eles artigos, monografias ou TCCs.

O professou que ministrou esse curso também fez atividades que evidenciavam tipos de pesquisa, maneiras de estudar e outras coisas relacionadas à educação. Como se pode imaginar, existe muita leitura e discussão sobre coisas sobre o ensino.

Assim como Cálculo 1, eu consegui aproveitar MTC! Também frequentei as aulas até sair o resultado do processo, e não fiz o trabalho final, que segundo minhas amigas, foi bem difícil de realizar.

3. Estética e Filosofia da Arte

As duas primeiras disciplinas da lista eram mais genéricas e foram as que eu consegui aproveitar. Daqui até o final do curso não poderei mais fazer isso, então só me resta estudar e fazer os trabalhos da melhor maneira possível.

Mas por exemplo, essa disciplina chamada Estética e Filosofia da Arte era mais teórica que prática. O professor dessa matéria vinha do departamento de Artes, mas aparentemente ele é filósofo. Então já imagina que existe muita reflexão e discussão sobre assuntos sobre arte.

No início do curso, ele passou muitas aulas refletindo o texto do livro de Ernst Fischer – A necessidade da arte. Esse livro tem um cunho marxista e não esconde sua tendência, o que não me agradou muito. Além das aulas sobre reflexão e discussão sobre o conteúdo do livro, ele passou um seminário sobre trechos de um dos capítulos, que deveríamos fazer em grupo.

Ele também fez uma prova sobre esse livro e um outro texto. Felizmente foi a única prova dele. Além disso, ele passou um trabalhinho onde nós devíamos fazer uma reflexão sobre o gradil de um cemitério daqui, e um seminário sobre alguns tipos de arte. O tema do nosso grupo foi Pintura.

4. Geometria Descritiva

Antes de começar essa matéria, me falaram que ela era igual a Desenho Técnico, mas não se enganem: essas matérias não são tão parecidas assim. Também tive a impressão antes de ler a ementa de que essa disciplina seria parecida com o que aprendemos de geometria no ensino médio. Também estava enganada.

Minha impressão sobre Geometria Descritiva é que ela analisa as relações dos pontos, retas e planos no espaço, e como as características inerentes a cada um destes reflete na construção de formas geométricas (pessoal especializado nessa matéria, me perdoem se escrevi alguma besteira, mas acho que entendi assim).

Assim que as aulas começaram, eu fiquei muito confusa pela quantidade de informações novas! Afastamento, épura, cota, rebatimento, bissetriz, aaaaaaa. Demorei um pouco para não trocar mais os nomes das coisas (não conseguia diferenciar a cota do afastamento logo no início), e imaginei que se eu fosse reprovar alguma matéria no semestre, essa seria uma forte candidata.

Felizmente eu estava enganada também (olha quantos enganos, haha). Tirei 10 na primeira prova, fui bem na segunda (só não tirei 10 por que não lembrava como chegar num determinado ponto pedido), e tirei quase 10 numa atividade prática de construção de coberturas.

A disciplina ainda não terminou – a atividade final é amanhã e também envolve a planificação e a construção de uma cobertura.

 

Então, amanhã eu vou continuar com a parte 2 deste post. Se você leu até aqui, obrigada :)

10 cidades históricas para você conhecer na Colômbia

Quando os brasileiros resolvem conhecer a Colômbia, normalmente ficam no eixo Bogotá – Cartagena – San Andrés. É compreensível, pois esses são os três locais mais falados no país, mas assim como o Brasil não se resume a somente Rio e São Paulo, a Colômbia também possui muitos outros lugares maravilhosos não tão frequentados por turistas.

Puxando um pouco a brasa para minha sardinha, hoje vou falar sobre 8 cidades coloniais que existem no departamento de Boyacá, onde ficam as origens da minha família. A região é linda, e é uma pena que poucas pessoas conheçam esse lugar.

Os textos vão ser bem reduzidos devido a quantidade de itens, mas o que está aqui é o suficiente para termos uma visão geral de cada cidade!

  1. Tunja (Pop: 191.000 hab)

Tunja é a capital de Boyacá, a cidade mais populosa do departamento, e ela é uma das cidades mais antigas do país, já que foi fundada em 1539. Com tanto tempo de história (pensando bem, essa cidade tem quase a idade do Brasil!), muitas construções da cidade ainda são antigas, especialmente as que se localizam na região central.

Existe uma parte da cidade chamada de Centro Histórico, cujo coração fica na Plaza de Bolívar. A partir de lá é muito gostoso caminhar pelas suas ruas de paralelepípedos, onde os prédios de dois pavimentos ainda te dão a sensação de volta ao tempo.

Tunja fica apenas a duas horas de Bogotá. Já fui de carro e ônibus para lá: a estrada é boa, e a rodoviária não fica muito longe dos principais pontos de interesse da cidade.

2. Villa de Leyva (Pop: 17.000 hab)

Assim como Tunja, Villa de Leyva é uma cidade muito antiga e que preserva muito seu passado colonial com características espanholas. Fundada em 1572, essa cidadezinha é um dos pontos turísticos mais reconhecidos no país por sua beleza histórica. Provavelmente de toda essa lista, esta é a cidade com mais turistas e curiosos a visitando.

Villa de Leyva possui todo seu centro pavimentado com paralelepípedos, e assim como o centro de Tunja, é muito gostosa para se caminhar, apreciando as casinhas coloniais em estilo espanhol. A diferença entre ela e outras cidades da região é que ela não cresceu muito, então seu “todo” é mais uniforme. Perto dali, se encontra o Centro de Investigaciones Paleontológicas, um dos principais centros de estudo sobre o assunto do país.

Uma outra característica sobre Villa de Leyva é que ela fica num vale, ou seja, temos que descer a montanha para chegar até lá, sendo que a grande parte das cidades boyacenses ficam no alto. Isso fez o meu ouvido estalar muito, e juro que doeu bastante *insira emoji rindo aqui*

3. Paipa (Pop: 31.000 hab)

Lanceros del Pantano de Vargas

Paipa é uma cidade que eu costumava frequentar bastante. Também pequenininha, ela possui um centro com uma linda catedral e prédios antigos ao redor, mas diferente de outras cidades da lista, ela possui uma mescla de passado e presente que combina bastante.

Paipa também é uma das cidades que conheci que conseguem criar uma simbiose de rural+urbano bem interessante. Prédios bonitos e modernos convivem lado a lado com casinhas antigas, com muitos detalhes de madeira tipicamente colombianos.

E falando de história, um dos lugares mais importantes da história da Colombia se localiza dentro do município de Paipa, mas ainda longe do centro da cidade. O Pântano de Vargas foi o local da batalha decisiva das tropas de Bolívar contra os espanhóis, e com isso, a independência da Gran Colombia veio às custas de muitos boyacenses.

Outra atração famosa de Paipa são seus banhos termais. Como a cidade se localiza em cima de uma espécie de “ponto quente”, as águas são bem quentes, o que ajuda a melhorar o turismo dali.

4. Chiquinquirá (Pop: 65.500 hab)

Chiquinquirá (sim, muitas cidades nessa região terminam com “rá”) é uma das cidades mais novas dessa lista, fundada apenas nos anos 1800. Ela é uma das maiores cidades de Boyacá, e muitas partes da cidade são bem modernas, mas seu centro ainda guarda muitas características coloniais antigas.

Provavelmente o maior interesse da cidade é a Basílica da Virgem de Chiquinquirá, que é uma bela igreja que lembra muito as catedrais de outras cidades pela América Latina, ainda que menor. Ela se localiza na Plaza de Bolívar (sim, também exstem muitas Plazas que levam o nome do Libertador na Colômbia), que também são rodeadas pelas famosas casinhas coloniais com detalhes em madeira.

O Palácio da Cultura também é um ponto de interesse bem importante de Chiquinquirá, e é considerado um monumento nacional.

5. Monguí (Pop: 4.900 hab)

Algumas listas de jornais da Colômbia e do Exterior sempre listam Monguí como um dos povoados mais bonitos do país. Fundada no século XVII, Monguí não cresceu muito, e toda sua cidade se mantém fiel ao que era há séculos atrás.

Eu não conheço a Espanha, mas pelas fotos me parece que Monguí me lembra muito a cidade de Ronda (que é um dos meus lugares de sonho para visitar), e a temperatura é bem agradável para quem gosta de frio. A temperatura média fica na casa dos 13 graus por boa parte do ano.

Uma curiosidade sobre Monguí é que ela também é conhecida como um pólo importante para a confecção de bolas de futebol, devido à qualidade do couro da região.

6. Ráquira (Pop: 13.500 hab)

Ráquira é uma das cidades que jamais vou esquecer na vida. Esse povoado é pequenininho, mas é muito conhecido pelas suas casas coloridas que vendem artesanatos. Muitos habitantes da cidade se tornaram artesãos, e com isso, o comércio desses produtos atrai consumidores de toda a região.

As principais ruas da cidade me lembram muito do Caminito em Buenos Aires: casinhas coloridas bem decoradas com cores vibrantes.

Compramos muitos desses artesanatos para decorar a nossa casa! O meu favorito de todos é essa tapeçaria (foto abaixo) que colocamos uma moldura.

7. El Cocuy (Pop: 5.200 hab)

El Cocuy é uma pequena cidade localizada bem ao norte de Boyacá, quase na fronteira com a Venezuela. Com isso, já imaginamos que essa cidadezinha fica bem mais longe de Tunja e outras cidades desta lista.

Assim como a maioria das cidades dessa lista, ela ainda preserva uma ou outra característica colonial espanhola, mas ela é visada por muitos mochileiros como um dos pontos de início para explorar a Sierra Nevada.

A partir de El Cocuy existem várias trilhas de exploração para o Parque Nacional Sierra Nevada, que é um dos destinos mais bonitos, mas também é um dos mais subestimados da Colômbia. Eu mesma queria muito conhecer a Sierra Nevada, mas ainda me faltam culhões de exploradora. Enquanto isso, fico com as cidades coloniais. :)

8. Sotaquirá (Pop: 7.500 hab)

Pracinha de Sotaquirá

Claro que Sotaquirá não poderia ficar de fora desta lista! A cidade natal do meu avô e de boa parte dos meus parentes é linda! A maioria de suas casas segue um padrão de telhados laranja, paredes divididas entre o branco e o verde, e para completar, lindos detalhes em madeira por todos os lugares!

Eu já fiz um post só sobre Sotaquirá, mas tem algum tempo. Desde então eu não voltei lá, então infelizmente não possuo informações mais novas. Ali existem vistas maravilhosas, e curiosamente o meu local favorito é o cemitério. A sua vista é fantástica, e me traz uma paz de espírito sensacional! Não tem como não amar a minha Boyacá!

Airport Review: Aeropuerto Internacional de Carrasco (MVD)

O Aeroporto Internacional de Carrasco é o principal local de entrada e saída do Uruguai. Apesar de ser o aeroporto da capital do país, ele não é tão movimentado quanto outros da América Latina como Lima, Ezeiza ou Bogotá. Mesmo assim, esse aeroporto dá uma boa primeira impressão para os turistas que visitam Montevidéu, e isso inclui um grande percentual de brasileiros.

Aeroporto de Montevidéu

Voos de/para o Brasil:

Atualmente, as três maiores companhias aéreas do Brasil (obviamente Latam, Gol e Azul) possuem alguns voos diretos até Montevidéu, mas apenas 4 cidades do nosso país possuem voos diretos para a capital uruguaia.

A companhia com mais voos diretos é a Gol, que possui saídas de Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. A Latam possui saídas de São Paulo e do Rio, enquanto a Azul opera voos diretos a partir de Porto Alegre.

Eu fui para Montevidéu de Latam, e saí do Rio de Janeiro. As olimpíadas haviam acabado há pouco e o aeroporto estava perfeito, mas esse é assunto para outro post. :)

Você pode gostar também: Airport review: Aeroporto di Milano – Malpensa (MXP)

Como sair do aeroporto em direção à Montevidéu?

Primeiramente, é necessário saber que o Aeroporto de Carrasco fica a 20 km do centro de Montevidéu, ou seja, não é tão pertinho assim. Sabendo disso, já imaginamos que o preço de um táxi sairia um pouco salgado, mas existem outras opções de vários preços.

Como já disse, temos os tradicionais táxis. Eles são bem tranquilos para se usar na cidade, e não são tão caros quanto em outras capitais. Confesso que quase só usei táxi durante os dias que passei em MVD, mas não o utilizei na saída do aeroporto. Vale ressaltar que o preço do táxi é tabelado e varia de acordo com o local onde você vai descer.

Uma opção mais barata são as vans compartilhadas, e esse foi o modo que escolhi para ir até o hotel. Se paga 350 pesos por pessoa, mas a desvantagem é ter que esperar por um certo número de pessoas para encher a van. No meu caso, saímos num grupo de 7 pessoas, todos brasileiros, e aguardamos cerca de 20 minutos para conseguir esse número.

Caso ainda exista alguma dúvida, o site do táxi pode ajudar a calcular o valor da corrida do aeroporto.

Outra opção popular é a Uber, mas não a utilizei por receio. Até então, nunca tinha utilizado o serviço e não queria fazê-lo em outro país de primeira vez.

Você pode gostar também: Airport review: Aeroporto Humberto Delgado – Portela (LIS)

Câmbio no aeroporto

Tradicionalmente já sabemos que as casas de câmbio em aeroportos costumam ter uma taxa não tão favorável aos turistas, mas eu troquei um valor muito pequeno apenas por emergência, já que era noite e não teríamos a oportunidade de ir naquele mesmo dia ao centro para poder trocar nosso dinheiro.

Caso a dúvida seja para pagar o táxi ou a van compartilhada, fique tranquilo, pois o guichê destes aceita cartão de crédito.

Outra opção de câmbio é usar a Western Union ou o Transferwise, dois tópicos de posts futuros por aqui. (Spoiler: nunca usei nenhum dos dois sistemas, mas tenho interesse).

Você pode gostar também: Airport review: Ministro Pistarini – Ezeiza (EZE)

Duty Free

Antes de chegar lá, li em vários sites e blogs que o Free Shop de Montevidéu é considerado um dos melhores da América Latina. O duty free parece ser bom (bons preços especialmente para os perfumes), mas ele é pequeno comparado a outros, como Ezeiza. Mas seu tamanho diminuto é ideal para o porte do aeroporto, que como citei antes, é pequeno.

O duty free fica logo antes da imigração, então se você quiser fazer compras, só tem essa chance. Falando nisso…

Você pode gostar também: Airport review: Aeropuerto Internacional de Tocumen (PTY)

Imigração

O Uruguai é um país bem amigo do Brasil. Ambos fazem parte do Mercosul (inclusive a sede do Mercosul fica em Montevidéu!), e a tradição de amizade e cooperação data de muitos e muitos anos. Lembram da Colônia del Sacramento?

Então meio que por causa disso, a imigração é bem tranquila. Só me perguntaram a data prevista de saída do Uruguai e carimbaram meu passaporte.

Falando em passaporte, ele é opcional ao visitar o Uruguai. Você pode entrar no país com uma identidade de bom estado e com menos de 10 anos de emissão (err… a minha já tem um pouco mais de 10 anos). Mas lembre-se, levar passaporte é sempre melhor.

Você pode gostar também: Airport review: Miami Int’l Airport (MIA)

Wifi no aeroporto

Temos aqui mais um aeroporto com internet livre (*celebra*). Hoje em dia é difícil encontrar um aeroporto internacional sem algum tipo de conexão de dados, mesmo que por um período determinado de tempo. Parece que os aeroportos estão entendendo que esse é um detalhe que faz toda a diferença no conforto do passageiro, mesmo que seja em conexão.

Você pode gostar também: Airport review: Budapest Liszt Ferenc – Ferihegy (BUD)