O que se tirar de uma experiência de intercâmbio?

Quantas vezes eu já saí pesquisando pela internet blogs e comentários de outras pessoas sobre lugares que visitaria eventualmente? Muitos relatos foram extremamente válidos para essas experiências no exterior, e gostaria de fazer o mesmo, com o meu ponto de vista! :)

Hoje, gostaria de começar a falar sobre a minha experiência mais incrível no exterior, na mãe Rússia. Sempre tive vontade de conhecer este país, mas eu tinha certeza de que eu dificilmente iria até lá como turista, minha família é “tradicional” em termos de escolher lugares pra viajar, e a Rússia seria exótica demais pra eles.

Cerca de um ano e meio antes de viajar, eu comecei a trabalhar voluntariamente pela AIESEC, organização que visa o desenvolvimento das potencialidades humanas, através de liderança, voluntariado, e, o tão famoso intercâmbio. Sempre sonhei em fazer intercâmbio, mas até aquele momento, as oportunidades que me apareciam, eram pra estudar inglês, ou trabalhar como babá, faxineira, ou outras profissões que, com o maior respeito, não iriam me agregar muito. Meu inglês já era avançado, e não via um potencial de desenvolvimento pessoal em limpar banheiros no exterior.

Quando surgiu a oportunidade de fazer um intercâmbio de desenvolvimento voluntário, eu logo me apaixonei pela ideia. Eu trabalharia em escolas e universidades fazendo apresentações culturais sobre o Brasil e a minha região, focando em temas como tolerância, culturalidade, liderança, empreendedorismo dentre outros. Era minha chance de ir para o leste europeu! E, acabei escolhendo a Rússia!

Diferentemente da maioria das pessoas, eu estava interessada em viver uma realidade bem diferente da minha, e mesmo sendo fascinada por conhecer Moscou, acabei indo para o interior. Estaria indo para a cidade de Saratov, na beira do rio Volga, o Amazonas da Rússia. Escolhi esta cidade por alguns motivos. Fiquei curiosa em querer saber como era a realidade de uma cidade puramente soviética, com uma população com pouco contato com estrangeiros, e, principalmente, sair da minha zona de conforto.

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