Viajar de ônibus ou de trem? Eis a questão!

Viajar é preciso! Mas como?

Vivendo no coração da Europa, preciso dizer que a facilidade de se conhecer lugares deixa qualquer pessoa ávida pra conhecer mais e mais. Às vezes é necessário um pouco de tempo para se acostumar a pegar os “macetes” de qualquer viajante.

Por exemplo, tenho uma amiga filipina que pela primeira vez saiu de seu país, e todo fim de semana está conhecendo lugares novos aqui por perto. Nesse último fim de semana, em Viena, todos nós compramos um ticket de 24 horas de uso no metrô, e toda vez que ela iria para alguma linha diferente, ela ia lá e validava o ticket. Sendo de 24 horas, é necessário apenas validar uma vez e seguir em frente até completar o dia. Após nós falarmos isso pra ela, ela disse um “Aaah”, e não validou mais. Bem, são experiências para se levar a diante. :)

Pra andar de ônibus ou trem entre um ou mais países é preciso ter sagacidade, afinal de contas muitas vezes não conhecemos a estação que vamos parar, onde é a estação de metrô, como faz pra comprar a passagem, se é necessário reservar lugar, ou até comprar tudo com antecedência.

Pra isso, temos o bom e velho google como apoio principal no planejamento e execução dessas viagens. Sites como o Trip Advisor, e muitos blogs (como o meu, hehe) dão uma boa ideia de como você pode chegar ao destino, se tal hotel é bom, como as pessoas fizeram pra comprar a passagem, e etc. Eu, por exemplo, sou uma total adepta da internet na hora de planejar qualquer viagem! Acho todos os relatos que encontro pela internet super válidos e levo em consideração.

Mas enfim, qual meio de transporte devo escolher para passear pelo velho continente? Isso depende muito de você, o que você espera, e quanto você pode pagar.

Muitos ainda tentam depender dos aviões. Não queria comentar muito, mas já andei muito de avião por aqui. Acho que você perde muito tempo nos aeroportos, e não aproveita muito a paisagem, e a sensação de estar viajando e descobrindo.

Viajar de ônibus é provavelmente a maneira mais barata de se viajar. Geralmente, os tickets são comprados online, mas a estrutura não é a das melhores. Não dos ônibus em si, mas sim de rodoviárias e empresas de ônibus.

Viajei algumas vezes de ônibus por aqui, e vi situações adversas. Em Budapeste e Viena, por exemplo, você pega o ônibus na rua, sem nenhuma infraestrutura ou apoio para um viajante mais desavisado. Aqui em Budapeste, os ônibus partem de Nepliget, e é possível chegar lá através da linha 3 do metrô. Chegando em Nepliget, você pode ir tanto para os ônibus com destinos locais, com uma infraestrutura boa e lugares para comprar passagens e lanchonetes (uma estação de verdade), ou ir para os destinos internacionais. Neste, você para na rua, sem nenhuma placa, horários ou indicações. Basta só esperar o ônibus chegar pra ter mais informações.

Em Praga (Florenc) realmente você entra e sai de uma estação de ônibus tradicional, com restaurantes, apoio ao turista, e especialmente, cabines para compra de bilhetes. Ponto positivo pra Praga.

Por esse fator da falta de bilheterias em algumas cidades, é bom que você compre com antecedência qualquer passagem de ônibus, mas um outro fator que agrava a situação é a disponibilidade de assentos disponíveis. Em ônibus, geralmente existem 40 ou 50 lugares, enquanto em trens, existem de 40 a 50 espaços em cada vagão. Por causa do preço, e disponibilidade (ou falta) de assentos, geralmente tudo é esgotado logo, havendo pouca probabilidade de se conseguir um lugar na hora.

Então temos os trens! Diferentemente dos ônibus, é mais provável que você consiga comprar passagens em cima da hora, devido à grande disponibilidade de lugares. Os trens costumam ser também mais caros, e o preço varia de empresa para empresa, dependendo de serviços prestados e reputação.

A infraestrutura da rede ferroviária também é muito boa. Geralmente, as estações de trem são bem equipadas, e com mais informações do que as rodoviárias. Para aqueles que podem pagar um pouco mais, existe uma primeira classe (sem muitas diferenças da segunda) com direito a vagão restaurante.

Outra dica que pode ser válida, é escolher o horário de partida de acordo com o tempo de duração da viagem. Por exemplo, se a viagem durar mais de 6 horas, é plausível de se escolher um trem/ônibus noturno. Dá pra dormir durante a viagem, e chegar de manhã no destino. Aos mais econômicos, uma noite a menos de hospedagem, e mais tempo para aproveitar o dia.

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