Dormindo em hostel por aí

Quando eu faço o planejamento financeiro das minhas viagens, um dos custos mais altos se dá justamente na hospedagem. Eu sou o tipo da pessoa que gosta de ser bem servida, e claro que se eu posso pagar um pouco mais para ficar em um hotel de qualidade, eu pagarei.

Além do mais, eu gosto de ter o meu próprio espaço, com meu próprio banheiro, e um lugar calmo para assistir à televisão e acessar a internet.

Já dormi em vários hotéis por aí, mas os três melhores que já fiquei foram a Palmer House, de Chicago, o Novotel de Kirchberg, em Luxemburgo, e o Hilton Vienna Danube, em Viena. Os três foram super luxuosos, e sempre gostaria de ficar em hotéis dessa qualidade. ;)

Mas nem tudo são flores. Já fiz viagem onde só levei uma mochila, dinheiro contado e uma muda de roupa pra constar. Um exemplo de viagem “te desafia” foi quando eu fui passar o fim de semana em Praga. Eu ainda estava em Budapeste, e achei passagens baratas para ir até Praga. Por que não?!

Cheguei às 6 da manhã em Florenc, a estação de ônibus de Praga, e como não tínhamos onde ficar ainda, eu e minha roomate fomos conhecer a cidade. Praga é definitivamente linda! Uma cidade medieval com um toque moderno, e simplesmente amei o fim de semana que passei lá!

Nós acabamos por reservar no hostelworld.com o Mango Hostel por indicação de um amigo que tinha ficado lá. Esse hostel fica bem pertinho da Charles Bridge, que é a ponte de pedra que é um dos símbolos de Praga, junto com o relógio astronômico. Ali também é bem perto do castelo de Praga, onde só é preciso um pouco de fôlego pra subir as escadarias até lá.

Sobre internet, o wifi estava com o sinal bem fraco no meu quarto, e se eu quisesse acessar algo, eu podia ir pra recepção e ficar sentada lá.

Mas sobre o quarto em si, acabei dormindo com a Rekha (minha roomate), duas meninas que ficavam sempre entrando e saindo o tempo todo, e um outro que só chegou lá pra dormir. O quarto chegou a ser aconchegante, e não fiquei muito preocupada ou incomodada de dormir ali. O banheiro ficava dentro do quarto, e era limpinho e tranquilo.

Em Moscou, também fiquei em um outro Hostel, chamado Godzillas, também por indicação. Acabamos que nem precisamos reservar nada online, mas fica a dica de levar o papel de saída da imigração, senão eles não podem te aceitar como hóspede. O Rhushabh, o meu amigo indiano, havia esquecido o dele em Saratov, e ele precisou pedir pra alguém escanear e mandar por email com urgência. Fica a dica.

A infraestrutura dele também é muito boa, mas eu tinha que subir dois lances de escada (com duas malas é bem difícil) até chegar lá. O wifi funcionava e era bem rápido.

O quarto era bem diferente do hostel de Praga. Ele parecia um loft e tinha 8 camas. Pelo menos, durante o tempo que eu fiquei por lá, 3 camas foram ocupadas por mim, pelo Rhushabh e pelo Pedro, outro amigo brasileiro. Mas a rotatividade foi grande. Lá conhecemos muitas pessoas, como uma menina que jogava na seleção sub-18 de basquete da Alemanha, um menino que com 19 anos estava indo fazer seu PhD na Holanda, e um DJ que conhecia todas as baladas da cidade.

Mas algumas pessoas eram estranhas. Tinha um cara que roncava muito alto! Mas eu digo alto mesmo! Meu sono é pesado e acordei assustada com aquele barulho! O Pedro chegou até comentar comigo, dizendo que ele tava dormindo, e que ele achava o ronco dele alto, mas o daquele cara era mais alto ainda!

Ali do lado tinha uma cozinha totalmente equipada! Podíamos comprar qualquer comida, e cozinhar lá sem problemas ;)

Sobre o acesso, ele não era tão fácil como em Praga. Primeiro que Praga é uma cidade de um pouco mais de 1 milhão de habitantes, e Moscou tem singelas 11 milhões de pessoas vivendo nela. Não ficamos tanto no centro como em Praga. Mas mesmo assim, havia um acesso fácil a qualquer ponto da cidade. A estação de metrô mais próxima era a Tsvetsnoy Bulevar (linha cinza com baldiação na linha verde na estação Trubnaya), e ao sair dela, as direções eram meio confusas.

Saindo do prédio, era preciso virar na primeira rua à esquerda, uma ruelinha, mas bem movimentada. Se seguia nela até achar uma escada de uns 5 degraus, e chegar em um prédio rosa. Nesse prédio rosa, dobre à esquerda, através de um caminho, e logo dará em uma rua com o restaurante subterrâneo e a Embaixada da Venezuela. O prédio do hostel estava na quadra seguinte.

Passei uma semana em Moscou, mais ou menos o tempo que fiquei em Viena somando as três vezes que fui pra lá. Das duas vezes anteriores eu fiquei em hotéis (como o Hilton Vienna Danube, que falei antes), mas da última vez, acabei ficando no hostel Wombats at the Naschmarkt. Foi o melhor hostel que fiquei sem dúvida!

Acho isso não só pela infraestrutura do lugar, que era excelente! Mas também pela localidade, atendimento, serviços, e claro, a presença de mais 5 amigos.

Esse hostel fica bem perto da estação de metrô Kettenbrückengasse (nome pequeno, certo?!) na linha de metrô U4. Fácil de chegar a Schönbrunn, ao centro, ao Prater e a qualquer outro lugar de Viena.

Como o próprio nome diz, o hostel fica bem em frente ao Naschmarkt, que é um mercado ao ar livre que vende desde frutas frescas até roupas em Viena. Ótimo lugar para procurar pechinchas!

O hostel ainda te dá na entrada um vale de bebida grátis no bar, que fica ali dentro mesmo. Ele é bem frequentado, e eu e meus amigos nos divertimos muito ali.;)

Falando em amigos, o quarto feminino possui 4 camas, e acabei dividindo com as minhas próprias amigas, a minha roomate que viajou comigo pra todo canto, a Leana das Filipinas, e a Ice da China. Claro que a sua confiança aumenta com a presença de gente que você conhece, então aproveitei esse ponto. Vale lembrar que todos ganham uma chave magnética, e um armário numerado, onde só a presença dessa chave vai abrir. Prático, não? :)

Ah, e por 3 euros, o café da manhã é liberadíssimo! Pode se comer de tudo, e com o ótimo jeitinho brasileiro, eu e mais outros 2 amigos brasileiros, fizemos um sanduíche pra aguentar o resto do dia. Acabei comendo lá em Schönbrunn, e foi de bom grado! :)

Então, muitos tentam evitar dormir em hostels seja por espaço, dividir quarto com estranhos, ou até por desconfiança na segurança com outras pessoas. Até agora só tive boas experiências, e acho que com cuidados simples, como levar o mínimo necessário, não deixar objetos de valor à exposição, e claro, possuir a mente aberta para lidar com todo tipo de pessoa de vários lugares do mundo pode deixar a experiência de hostel bem agradável e saudosa.

 

 

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