O dia em que o tempo parou

O meu primeiro dia (de fato) em Budapeste foi cheio de novos sentimentos. Primeiro, comecei a ver a real beleza da cidade, que encantou todo mundo que já tinha passado por lá. O meu buddy havia me buscado de carro para ir comprar meu chip de celular e meu passe do transporte público, e ele iria me deixar em Margitsziget onde a minha roomate estaria com outros trainees.

Ele me deixou bem na ponte de entrada da ilha, e fui seguindo as “direções” que a minha roomate havia me passado por telefone. Acabou que ela deixou o celular no silencioso e nem consegui mais falar com ela, e fui a procurando em grupinho por grupinho. Acabou que eu a encontrei, e lá estavam muitos trainees. 20 minutos depois e eu já era super próxima de todos, e parecia que eu já os conhecia há meses!

O primeiro choque de realidade foi ali, sentada no gramado, comendo besteirinhas. Eu estava com 15 pessoas de nacionalidades diferentes como Austrália/Singapura, Guatemala, Colômbia, Itália, Cazaquistão, Geórgia, Estados Unidos, Alemanha, (e muitos brasileiros, hehe) numa total sintonia em um belo domingo ensolarado com muitas pessoas felizes se divertindo no parque. Parecia que eu estava em uma cena de filme, tipo sessão da tarde, onde a amizade prevalece e tudo acaba bem no final.

Como não amar esse dia e essas pessoas?

Como não amar esse dia e essas pessoas?

Acabou que alguém teve uma ideia de ir até o Castelo de Buda, e eu fui! No meu primeiro dia, já ia conhecer um dos lugares mais icônicos da cidade, e com a companhia de ótimas pessoas. Chegar lá é que foi difícil. Acabamos indo a pé e o meu sedentarismo bateu mais uma vez. Sorte que o Giácomo, um amigo italiano me deu a garrafa de água dele, e a bebi toda. Ele me salvou dessa. ;)

O Castelo de Buda na verdade é uma combinação de diversos monumentos como o Palácio Real e a Galeria Nacional que ficam bem no início das colinas de Buda. Ele é cercado pelo Castle District, que contém ruas com casinhas medievais – todas coloridas – além da Igreja de São Matias e o “Bastão do Pescador” (Fisherman’s bastion), que é um mirante de toda a cidade.

Fomos até o Fisherman’s Bastion para apreciar a vista e tirar fotos. Já era início da noite, e já que a primavera já havia chegado, o sol se punha lá pelas 20h.

Como o sol já estava se pondo, o contraste da luz do sol com a cidade criou um efeito lindo! Como o céu ainda estava azul, e estava quente, a sensação de estar ali apreciando tudo era incrível. Eu me imaginei em uma outra época, bem distante, e parecia que todos os meus problemas haviam acabado. Fora isso, a presença de pessoas únicas tornou esse dia bem especial. Não havia como não sorrir!

Apaixonada por essa vista!

Apaixonada por essa vista!

E falam de um tal “Aha! Moment”, que demonstra um momento de um insight incrível que você teve, em algum determinado momento da sua vida. O meu primeiro Aha! Moment foi lá, sentada bem no Fisherman’s Bastion olhando Budapeste. Seis meses antes eu achava que eu jamais realizaria esse intercâmbio. Quatro meses antes eu achava que jamais poderia subir alguma colina depois do acidente. Quando eu era pequena, jamais pensava que iria sair de Manaus, e sonhava em conhecer o mundo. Estou começando a fazer isso agora.

E de outros momentos eu penso que eu não aproveitei muito, mas não esse dia. Eu ri muito, solidifiquei amizades verdadeiras, abri meus olhos pra perceber cada detalhezinho de Budapeste, senti o vento batendo no meu rosto e mais importante – aproveitei o momento.

É pra se ter essas lembranças com muito carinho.

 

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