O principal banho termal de Budapeste

Infelizmente só passei 6 semanas nesse meu último intercâmbio. Conheci pessoas de muitos países, visitei lugares lindos e experimentei todo tipo de comida (boa ou ruim). No geral aproveitei a experiência húngara ao máximo, e sem causar polêmica, vivi mais sensações do que na Rússia.

Porém, existem aqueles momentos em que você se pergunta: “Por que eu não fiz isso?” Na volta da Rússia, eu não conseguia acreditar que eu não havia viajado ao redor do Volga. Existem várias cidades lindas ali ao redor, que mesmo no inverno são aqueles lugares que algum dia você tem que ir! Volgogrado, Kazan, Samara, nem mesmo São Petersburgo, já que estive tão pertinho e tive tempo… deixa pra lá. Ainda volto na Rússia.

Na minha segunda experiência tentei compensar mais a falta de viagens na Rússia, e até que conheci muita coisa. Conheci Praga, Bratislava, cidades na própria Hungria e fui a Viena de novo (bota de novo nisso!). Justamente pela falta de tempo, e pelo fato de que eu só poderia viajar aos fins de semana, não pude conhecer alguns lugares como a Croácia, a Polônia e a Transilvânia. Cheguei perto de ir pra esses lugares, mas a logística de trens e ônibus, dinheiro e disponibilidade de tempo me limitou. Sem problemas, existe uma próxima vez.

Em Budapeste conheci vários pontos turísticos, e procurei não deixar passar nenhum em branco!

  • Castelo de Buda: check
  • Praça dos Heróis: check
  • Chain Bridge: check
  • Parlamento Húngaro: check
  • Ópera de Budapeste: check
  • Museu Nacional Húngaro: check
  • Margaret Island: check
  • Fisherman’s Bastion: check
  • Citadella: check
  • Zoológico de Budapeste: check
  • Palácio Vajahunyad: check
  • Casa do Terror: check
  • Parque da Cidade: check
  • Saint Stephen’s Basilica: check
  • Palácio Real: check

Tá que conheci mais coisas além dessas que citei, mas basicamente fui em todas as atrações turísticas que algum guia específico sobre BP mostraria. Só não fui em um. E meio que me martirizo por isso.

Um dos principais marcos da Hungria em geral é a grande influência turca gerada após séculos de ocupação. E com isso, nada mais natural do que “absorver” alguns costumes, certo? Combinando com o fato de Budapeste se encontrar sobre grandes depósitos de águas termais, os banhos públicos se tornaram bem populares, fazendo parte da cultura da cidade até os dias de hoje.

Esses banhos são em ambientes abertos e fechados, e o mais conhecido deles é o Szechenyi Fürdo, retratado em diversos cartões postais. Lá nesse banho, piscinas de água quente e fria ficam lado a lado, atendendo a todos os gostos. Também tem aqueles velhinhos jogando xadrez dentro d’água sem preocupações.

Piscina no Szechenyi Fürdo

Piscina no Szechenyi Fürdo

Resumindo: não fui nos banhos, mas não fui omissa em relação a eles!

Antes de viajar pra lá, eu não fazia ideia de que existiam esses banhos e nem pensei em colocar um biquini na mala. Após saber da existência desses banhos, e como eles eram essenciais para as pessoas que realmente querem conhecer Budapeste, resolvi comprar algo por lá mesmo. Logo na primeira semana comprei um maiô, o menos pior à venda que achei. Realmente compreendi que as Brasileiras são as que entendem de biquini, já que todos à venda eram um mais bizarro que o outro.

Acabei viajando e procurando conhecer vários lugares e acabei marcando de ir nos banhos na penúltima sexta-feira que estaria por lá. Eu iria junto com mais dois amigos brasileiros, a Fernanda e o Diego. Acontece que naquela noite, iria ter uma festa de despedida na minha casa e eu passei a tarde fazendo compras e arrumando o apartamento com a Rekha. Quando eu fui ver a hora, não ia dar tempo de aproveitar os banhos antes das pessoas começarem a chegar na minha casa.

Acabei marcando posteriormente com o Giácomo, um amigo italiano que também queria muito ir. Eu fiquei tão atarefada durante a semana seguinte que combinei com ele na terça de manhã, mas por algum motivo não pudemos ir. Fiz passeios na quarta e quinta, e a sexta, sábado e domingo foram dias que eu estava mais preocupada em fazer a minha mudança da escola e de me despedir dos meus amigos e meio que desencanei de ir para os banhos.

Se eu tivesse me esforçado em termos de organizar meu tempo, talvez eu tivesse ido para lá, mas não foi uma prioridade. Só chegando aqui eu percebi a falta que fez de eu não ter ido para nenhum banho turco/húngaro. Como falei antes, existem outras oportunidades, e eu acredito do fundo do meu coração que eu voltarei em Budapeste em breve.

Quando eu estava na Rússia, planejei uma ida à Praga antes de pegar meu voo de volta em Paris. Acabou que um rolo aconteceu, e me martirizei por não ter ido lá. No ano seguinte conheci a cidade inteira só à pé. Enquanto eu não volto pra Budapeste, me contento com o cartão-postal do Szechenyi Fürdo que comprei na Vacy utca.

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