O quê que a Hungria tem?

Fazer intercâmbio em uma das cidades mais lindas do mundo de certeza não tem preço. Mas fazer intercâmbio em uma nação cheia de história, tradição, grandes inventores e paisagens já adiciona um tempero a mais, especialmente quando muitos de seus feitos são quase desconhecidos do grande público. Conhecer o nome de pelo menos um inventor dos Estados Unidos, um ponto turístico marcante da França ou tradições da Inglaterra é fácil, e por que não saber um pouco mais do desconhecido?

– Sabe o cubo mágico? Aquele mesmo em que você quebra a cabeça para deixar todos os lados da mesma cor foi invenção de um húngaro chamado Erno Rubik. Esse cubo também é chamado de “cubo de Rubik” em homenagem ao seu criador.

Cubo de Rubik

Cubo de Rubik

– Como já falei no post sobre andar de metrô, o Metrô de Budapeste é o segundo mais antigo do mundo. As construções começaram em 1896 para celebrar os mil anos da nação húngara.

– Existem cerca de 15 milhões de húngaros no mundo… e 10 milhões deles vivem fora da Hungria.

– Várias raças de cachorro bem originais vêm da Hungria. Dentre eles, o Vizsla, o Kuvasz, o Pumi, e o meu favorito, o Puli.

Puli, o cachorrinho que lembra um esfregão

Puli, o cachorrinho que lembra um esfregão

– Até 1873 a cidade de Budapeste em si não existia. Antes, existiam 3 cidades independentes chamadas Buda, Óbuda (que vivia em simbiose com Buda) e Peste. Essa união foi dada após o pacto austríaco-húngaro, que pretendia transformar Budapeste em uma vice-capital do reino.

– Outra invenção húngara bem conhecida são os fósforos como conhecemos hoje.

Maquete do Parlamento Húngaro feita de fósforos

Maquete do Parlamento Húngaro feita de fósforos

– A Hungria, junto com a República Checa, Polônia, Suécia e alguns outros países fazem parte da União Europeia, mas não fazem parte da Zona do Euro. A moeda vigente é o Forint (HUF) e 1000 forints é cerca de R$8,50 e junto com o custo de vida barato, na Hungria é bem possível de comprar camisetinhas de 1200 HUF, ou comer um Gyros grande por 500 HUF.

– A Hungria é um país com grande tradição em esportes, e atualmente eles são bem fortes em natação e em pólo aquático. Eles tiveram grande êxito no futebol na década de 1950, época do legendário jogador Ferenc Puskás, da goleada contra a Inglaterra e da chegada à final da Copa do Mundo de 1954. Na tabela geral de medalhas de todas as olimpíadas que já aconteceram até hoje, a Hungria ocupa o décimo primeiro lugar. Para curiosidade, o Brasil se encontra na trigésima oitava posição, e 373 medalhas atrás.

– A Vitamina C foi descoberta pelo húngaro Albert Szent Gyorgi. Momento de se lembrar da Hungria é quando você estiver gripado.

– Os húngaros em média consomem 16,27 litros de álcool por ano. Isso é mais do que a média russa.

– A maior sinagoga da Europa se encontra em Budapeste, mesmo que a população judia da cidade seja um décimo do total. Isso se deve ao fato de que a maior parte da população judia húngara morreu durante a Segunda Guerra Mundial.

– Geralmente os húngaros escrevem o sobrenome antes do nome. Por exemplo, vejamos algumas estações de metrô de Budapeste nomeadas em homenagem a algumas pessoas famosas do país. Puskás Ferenc (jogador de futebol), Déak Ferenc (jurista e sábio homem húngaro), Blaha Lujza (atriz e cantora do início do século XX), Kossuth Lájos (político).

– Até hoje, 10 húngaros ganharam o prêmio Nobel, sendo 3 em física, 3 em química, 3 em medicina e 1 em economia.

– A bebida mais famosa da Hungria é a Palinka, mas o vinho Tokaj é igualmente famoso. Reza a lenda de que o vinho Tokaj era o vinho favorito do rei francês Louis XIV.

– Assim como a Palinka é a bebida nacional húngara, o Gulyás (Goulash) é a comida nacional e a Páprika (pimenta) é o tempero nacional húngaro. As feiras vendem todo tipo de páprika, desde pozinhos, pastas e souvenirs decorados de pimentinhas.

– A cultura folk tem na Hungria um de seus berços. Tapeçarias folk, roupas folk, bonecas folk e tudo que você imaginar se dá pra comprar em qualquer feirinha na Hungria. Por exemplo, a Pandora, marca de joias, criou um berloque especial folk para homenagear a Hungria. Vocês acertaram se disseram que eu tenho um.

– A Nyugati Pályaudvar, uma das estações de trem de Budapeste foi projetada por Alexandre Eiffel, o mesmo da Tour Eiffel em Paris.

Fachada da Nyugati Palyaudvar

Fachada da Nyugati Palyaudvar

– O idioma húngaro é bem difícil e não tem nada a ver com a maioria dos idiomas. Pesquisadores em linguística associaram o húngaro e o finlandês como “primos”. Pra ter uma noção, são 14 vogais e 25 consoantes.

– A famosa valsa de Strauss “Danúbio Azul” foi idealizada após uma visita a Budapeste, onde o azul do Danúbio encontrava o azul do céu. Pra quem não sabe, a Blue Danube é a tradicional “valsa de 15 anos”.

O Danúbio, ao acender das luzes

O Danúbio, ao acender das luzes

 

– Falando em música, a canção mais depressiva da história, “Gloomy Sunday”, foi primeiramente gravada em húngaro por Pál Kálmar e famosa em inglês após uma versão de Billie Holiday. Ela é conhecida como “a música suicida húngara”. Essa fama veio após diversos relatos de suicídio na Hungria e Estados Unidos após escutá-la.

– A Hungria é um berço natural de águas termais. Como falei no meu último post, os banhos termais são imensamente populares pelo país.

– Além das águas termais, os principais rios da Hungria são o Danúbio (Duna, em húngaro) e o Tisza. O país não tem saída para o mar, mas os húngaros usam o lago Balaton como balneário turístico.

Acho que falei demais, não? Além desses fatos, a Hungria tem muitas mais coisas a serem descobertas! Todos os que foram com certeza a recomendam!

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