Champagne sempre agrega valor

Ir à França e não tomar champagne é quase um pecado para qualquer visitante que realmente queira ter uma experiência incrível naquele país. Enquanto no Brasil, o champagne é visto por muitos como uma bebida de ostentação ou que seja um símbolo para celebrações especiais, na França ele é visto junto com o vin rouge e o fromage como símbolos nacionais.

O champagne tem preços e sabores variados. Das champanharias menos conhecidas ou até mesmo “direto da fábrica”, é possível comprar garrafas de uns 25, 30, 40 euros. Mas também uma garrafa grande do Moët Chandon Magnum pode custar milhares de euros.Também existem diversos sabores, como doce, seco, meio seco, extra seco, bruto e por aí vai.

O que muitos não sabem é que o champanhe não é nada mais que… vinho! O champagne possui esse nome por ser uma espécie de vinho produzida somente na região de Champagne-Ardenne, na França, que além da bebida, é conhecida mundialmente por suas lindas paisagens e cidadezinhas pitorescas.

Casas de algum vilarejo que passei em Champagne

Casas de algum vilarejo que passei em Champagne

Essa região de Champagne-Ardenne é uma das menos populosas do país, e a maior cidade ali, Reims, era onde todos os reis da França eram coroados. Após todas as coroações, garrafas de champagne eram abertas, e por isso, a bebida ficou conhecida como a “bebida dos reis”

Em 2o1o fui até Champagne e de cara me apaixonei pelas paisagens que via. Passamos por estradinhas bem pequenas, povoados de poucos habitantes cujas casinhas pareciam ter parado no tempo e de vez em quando víamos um château pelo caminho.

Vinhedos, cidadezinha, montanha...

Vinhedos, cidadezinha, montanha…

Paramos em Épernay, uma cidadezinha em Champagne-Ardenne cuja maioria dos seus 25000 habitantes trabalham de alguma maneira com a produção de champagne na cidade. A cidade é bonitinha e digna de visitação.

Fomos então visitar uma das champanharias da cidade, a Mercier. Eles tem um tour pela fábrica bem interessante, mas outras champanharias dali fazem passeios semelhantes. A Mercier tem tours em espanhol e em português também.

Lá, eles contam a história da fábrica e de seu fundador contadas com muita tecnologia e efeitos especiais. Tinha também uma guia francesa que falava espanhol, mas ela não era nem um pouco simpática.

Pegamos um elevador que nos leva a 30 metros abaixo da superfície, onde se encontram as cavernas que armazenam as garrafas de vinho que ainda estão amadurecendo. Tem um pequeno trem que passa por todo o subterrâneo, e vale ressaltar a temperatura do local. Segundo a guia, as cavernas mantinham uma temperatura de 10 graus durante o ano todo devido a uma característica do solo da região. Segundo ela, essa temperatura era a ideal para o amadurecimento do vinho. Era verão e posso ressaltar que o clima estava bem agradável.

Após a fofa viagem com o trenzinho, fomos até à loja da champanharia onde haveria uma degustação de três tipos diferentes do champagne.

Cheers!

Cheers!

Após, estávamos livres para comprar os itens em venda ali. Muita gente que estava conosco comprou algumas garrafas, especialmente pelo fato de que esse vinho não é importado para o Brasil (pelo menos em 2010). Não comprei nenhuma garrafa, mas comprei uma bolsa, que uso até hoje (risos).

Valeu o passeio na champanharia Mercier, e esse dia que passeei por Champagne-Ardenne. Vale muito a visita!

Anúncios