O pequeno grande Luxemburgo

Um dia, folheando um antigo atlas do mundo me encantei com uma certa foto de uma cidadezinha chamada Vianden, com casinhas bem pitorescas num vale, e com um castelo lindo emergindo nas montanhas. Essa pequena cidade se localiza num pequeno país chamado Luxemburgo, que eu, aos 5 ou 6 anos jamais tinha ouvido falar.

Aquele lugar parecia inatingível pra mim, já que eu era tão pequena, e na época nem a viagem pra Disney que eu sempre quis saía do papel (minha mãe me enganou sobre essa viagem pra Disney, haha), imagina em um lugar lindo como aquele. Deixei quieto.

Lá pelos meus 18 anos, finalmente iríamos à Europa (para nunca mais parar de ir, haha) e como era a nossa primeira vez, indo com meus avós e a minha priminha que era bebê, preferimos contratar um tour de ônibus desses de guia só para conhecer o território e não depender mais de ninguém em viagens futuras. Na hora de escolher o roteiro do tour, eu fiz questão de apontar um que tinha Luxemburgo na rota, e fomos.

Não iríamos passar por Vianden, mas iríamos passar pela capital, Luxembourg, o que já era muito bom. Infelizmente só iríamos passar algumas horas ali, já que na manhã seguinte partiríamos rumo à Alemanha. Sem problemas sobre isso por que sempre existem oportunidades para voltar em qualquer lugar.

Falando um pouquinho sobre Luxemburgo, ele é o único Grão Ducado do mundo, localizado entre a França, a Bélgica e a Alemanha. Sua população é de pouco mais de meio milhão de pessoas e cerca de um quinto delas são portuguesas ou possuem algum tipo de ascendência. Existem três idiomas oficiais, o Francês (conhecido como o idioma dos imigrantes), o Alemão (considerado o mais formal) e o Luxemburguês, que é uma mistura dos dois.

Chegamos na cidade de Luxemburgo lá pelas 5 da tarde, e fomos conhecer o que se permitia pelo tempo, já que logo precisávamos ir para o hotel.

Primeiro fomos ver o fosso da cidade pelo Gelle Fra, que por séculos protegeu a pequena Luxemburgo de invasores. Existe um parque lindo em baixo, com espaços para caminhada, uma rede de cavernas subterrâneas e outras atrações. Vimos muitos ciclistas com seus trajes profissionais e bicicletas de carbono prontos para dar uma volta.

Linda ponte sobre o fosso

Linda ponte sobre o fosso

Fomos também para a Nôtre Dame de Luxembourg, a maior igreja da cidade. Ela é bonitinha, mas existem igrejas mais bonitas para se visitar (meu avô queria entrar em todas que via, haha).

Andamos mais um pouco e seguimos direto para a Place Guillaume II, onde se encontra a prefeitura da cidade e alguns bistrôs e banquinhos.

Arrasou!

Arrasou!

Depois de apreciar a vista e tirar algumas fotos, seguimos atrás de coisas para descobrir, e fomos até uma padaria que se vendia uns macarons deliciosos! Eles também vendiam vários tipos de doces, um mais bonito (e aparentemente, suculento) que o outro!

Seguimos direto para a Place d’Armes, onde uma banda tocava num coreto, criando um clima muito gostoso. Compramos um sorvete (que também estava maravilhoso), e sentamos num banquinho para apreciar a música e a pracinha.

Peixes à venda

Peixes à venda

Depois eu comecei a caminhar com a minha mãe por uma rua cheia de lojas. Como já tinha dado 6 da tarde, todas as lojas começaram a fechar – característica dos países germânicos. Não pudemos comprar nada, melhor pro nosso bolso, hehe.

Tínhamos que estar 18:30 no ponto de encontro e voltamos, dessa vez em direção ao hotel. Ficamos no Novotel Luxembourg Kiirchberg, localizado bem na frente da Corte Europeia de Justiça. Gostei muito desse hotel. Os quartos eram bons e jantamos à noite por lá. A comida estava deliciosa!

Essa pequena passagem por Luxemburgo me deu uma boa impressão do país e da hospitalidade das pessoas. Não deu pra conhecer Vianden, mas esse pequeno país tem espaço para visitas futuras, e melhor detalhadas.

Anúncios