Pois gastar também faz parte da viagem!

Viajar é quase um sinônimo de gastar dinheiro. Fora os raros amigos viajantes que conseguem conhecer coisas com o mínimo de dinheiro possível, a maioria de nós se prepara financeiramente para levar bastante dinheiro para poder comprar muito, comer em lugares diferentes, e também para usar em transporte, emergências e afins.

E um dos maiores dilemas sobre dinheiro é justamente como levá-lo para fora no intuito de gastar bem, ao mesmo tempo economizando e controlando os gastos.

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Como boa economista, recomendo que o primeiro passo seja uma estimativa física de quanto você vai gastar por dia nas férias. Essa estimativa pode ser feita em um caderno ou uma planilha, e tem que levar em conta o quanto você pode levar em dinheiro comparado ao estilo de vida pretendido nessa viagem, considerando gastos por dia com compras, alimentação, transporte, museus e gastos extras. Deixar 20% do total extra para emergências é uma boa ideia.

Planejar demais pode até ser um problema, mas saber que a cada dia que passa você se encontra “abaixo da média” pretendida por dia dá um certo alívio. Após isso, o segundo passo é saber como eu vou levar esse dinheiro para fora! Primeiramente afirmo que sim, é necessário dispor de várias opções (isso é a primeira regra no estudo da economia: diversificar seus bens). Vejamos minhas opções favoritas:

  • Dinheiro vivo:  Toda viagem exige alguma quantidade de papel-moeda! Levar parte do dinheiro em papel é essencial para um bom andamento da viagem, considerando eventualidades, como um lugar que momentaneamente não aceite cartão, um vendedor ambulante, um táxi e afins.
    Ponto negativo: A segurança caso você seja roubado, e taxas altas de câmbio na hora de trocar dinheiro aqui no Brasil.
    Para evitar ou minimizar esses problemas, técnicas básicas de segurança, como aquela bolsinha que vai debaixo do corpo, ou trancar uma parte do dinheiro na mala do hotel podem ser alternativas. Para o câmbio, uma boa pesquisa de mercado pode conseguir moedas até 10% mais baratas.
  • Cartão de crédito internacional: Comprar com o cartão no exterior é tão fácil como no Brasil, e ainda se consegue milhas por compra! A cotação do dólar e do euro é geralmente mais baixa que o câmbio de turismo (usado nas casas de câmbio), e para qualquer eventualidade com roubo, o cartão pode ser cancelado na hora. Fora que ele é amplamente aceito pelo mundo! Também dá pra efetuar saques diretamente da conta.
    Ponto negativo: Altas taxas de cartão de crédito, como de se esperar, e a impossibilidade de pagar táxis, gorjetas e afins.
    Desde 2011, o governo cobra uma taxa de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para compras em crédito feitas no exterior. A taxa é cerca de 6%, mas mesmo assim o cartão continua sendo uma boa pedida. Lembrando que antes da viagem, é obrigatório habilitar as compras internacionais com o gerente do banco!
  • Visa Travel Money (VTM): Cartões pré-pagos são moda no momento, sendo que o VTM é o mais aceito no exterior, e portanto, mais recomendado. Ele pode ser feito em qualquer casa de câmbio ou no seu banco, geralmente com uma taxa de adesão de uns 15-20 reais, e a compra da recarga, sendo o valor pedido mais o famoso IOF. O VTM é bem prático de usar, e também é uma forma de controlar o dinheiro. Dá pra ver o extrato online também
    Ponto negativo: Taxas para saque, taxa de conversão, falta de parcelamentos, e possibilidade de recarga feita somente por membros diretos da família.
    Eu gosto do VTM, mas não vejo prioridade em usá-lo no exterior. As taxas de saque são caríssimas, onde é mais vantajoso sacar uma quantidade grande de uma vez só, mas que vai culminar da pessoa ficar com mais papel moeda na mão. Ele também tem uma taxa de conversão para outras moedas: por exemplo, se você for pra Europa e comprar um cartão em Euros, você deverá pagar essa taxa de conversão em compras feitas em países que não tem o Euro como moeda oficial, como a Hungria, República Tcheca, Reino Unido, Suécia e etc. Fora isso, para quem não tem parentes diretos como pais e irmãos, nenhum outro parente (mesmo que você viva com ele) poderá fazer a recarga por você.
  • Western Union: Nunca utilizei o Western Union, mas tenho amigos que já, e que tiveram boas experiências. Se você está no exterior, uma pessoa aqui no Brasil vai pedir pra depositar uma quantia determinada para o seu número do passaporte. Lá, é só se dirigir a algum banco ou casa de câmbio que aceite Western Union, mostre seu passaporte e você poderá sacar o dinheiro.
    Ponto negativo: Como falei, nunca utilizei o Western Union, e descrevi o processo assim como meus amigos o faziam. No entanto, acredito que ele deva ser usado em última instância, de modo que nem o VTM nem saques no cartão de crédito estejam disponíveis.
  • Traveller check: Ele possui um seguro em caso de roubo, mas tenho mais pontos negativos para comentar. Ele está entrando em desuso e hoje em dia poucas casas de câmbio o vendem, assim como existem poucos pontos de troca no exterior. Melhor não se confiar muito.

Como estudante de intercâmbio, recomendaria àqueles que vão passar pela mesma experiência, em ficar entre dinheiro vivo, VTM e cartão internacional. Por exemplo, para a Hungria, levei mais papel-moeda que crédito no VTM, e foi a melhor escolha. Troquei Euros por Forints nos lugares mais baratos do centro e não sofri com as taxas de conversão. Também não fiquei preocupada por segurança, pois como morava com uma roomate e saíamos quase sempre juntas, trancava meu dinheiro na mala e saía com o mínimo necessário, e meus cartões.

Para você que vai viajar, diversidade é essencial. Também se preparar para evetualidades é necessário!

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