Quando o dia é mais curto (ou mais longo)

Olá a todos! Hoje eu vim falar de um assunto curioso, especialmente para aqueles que moram nos trópicos como eu. Dependendo da época do ano os dias podem ser mais curtos ou mais longos, ou seja, podem haver mais ou menos horas de luz em certos lugares do mundo.

Como assim? A Terra tem uma certa inclinação no seu movimento de rotação, e aliada ao movimento de translação a incidência da luz do sol muda, podendo deixar os dias mais curtos ou mais longos dependendo da estação.

Lembrando que nos trópicos e suas proximidades, os efeitos das estações do ano são bem menores, devido a constante insolação solar durante o ano inteiro! Aqui temos o verão e o inverno amazônicos, que são coisas completamente diferentes. O nosso verão é quando existe uma maior insolação solar, causando evaporação da água dos rios, e por consequência, maior precipitação, ou seja, chuva! E o nosso inverno é o contrário, já que com a menor insolação, menos chuvas acontecem, querendo ou não, deixando o clima mais quente e também causando a seca dos rios, já que não tem chuva!

Mas enfim, deixando um pouco de geografia geral e da amazônia do lado, é preciso saber que antes de se aventurar no verão e inverno alheio, devemos nos conscientizar que essas mudanças de luz acontecem, e que querendo ou não, nosso corpo deve se acostumar com isso também!

Começando pelo inverno, que tem o ápice da escuridão. Lembrando que o inverno acontece quando existe uma menor incidência de luz solar, e quanto mais longe da linha do Equador, menores são os dias.

Quando eu estava na Rússia, cheguei no ápice do inverno! Tudo muito frio e muito escuro por várias horas. O sol nascia lá pelas 8h30 da manhã e se punha lá pelas 15:30, sendo somente 7h de luz para aproveitar o dia! Agora imagina ter que acordar 7h da manhã todos os dias com um breu? Minha cabeça sabia que era hora de acordar, mas o meu corpo me dizia que ainda era noite e que eu devia dormir! Combinando aos efeitos do jetlag, às vezes acordar era um martírio!

Isso que a região da Rússia que eu morei nem é tão ao norte assim. Cidades mais ao norte da Eurásia e América do Norte no inverno, ou mais próximas da Antártica (ou seja, mais longe ainda do Equador) tendem a ter menos horas de sol, só pra ratificar.

Após o inverno, a situação começa a melhorar, e aos poucos, o dia começa a ter mais luz. A primavera começa e o sol começa a sumir lá pelas 19h, 19:30. Algo relativamente normal para pessoas que moram em certas partes do Brasil, inclusive. Essa “subida” gradual tem seu ápice no verão, mas mesmo na primavera temos situações bem curiosas.

Uma vez acordei em Budapeste lá por maio às 5 da manhã e já tinha luz. Eu achava que tinha acabado de amanhecer, sendo que alguns dias depois, estava fora de casa às 3 da manhã e já dava pra ver alguns raios de sol no horizonte. Isso que nem era verão ainda!

Tá que pra uma pessoa do norte, que vê o dia nascendo às 6 da manhã e pouco depois das 6 da tarde já vê tudo escuro, isso se torna um choque. Sabe aquela sensação de “eu já sabia, mas não imaginava”? Pois é.

O ano continua e o verão se mostra bem “ensolarado”. Nunca acordei cedo ou voltei da noite tarde pra contar que horas o sol nasce, mas eu já vi o sol se pondo às 22h20 em Roma no meio do verão. Depois disso, criei um novo conceito sobre o verão, e da importância que ele é visto pelas pessoas!

No verão, especialmente no norte da Europa, é que acontece o famoso evento do Sol da Meia Noite, que é quando o sol não some do horizonte, aparecendo por todas as 24h do dia comum! (Noruega, Suécia, Finlândia, aguardem por mim!).

Após o verão, o outono chega e aos poucos os dias voltam a ficar mais curtos, justamente com a cada vez menor incidência de luz solar. Quando menos se espera, Dezembro ou Junho chegam, oficialmente com o inverno. Curiosidade a decifrar agora? Presenciar o sol da meia noite!

 

 

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