Seja a mudança!

No dia 7 de janeiro de 2012, eu estava indo mudar a minha perspectiva de vida. Consegui uma oportunidade de viajar para a Rússia e me desafiar sendo voluntária numa escola do interior.

Sabe quando a pessoa tem vontade de fazer alguma coisa, mas parece que tudo é difícil? Antes eu nem conseguia ligar para pedir uma pizza, dirigir era impossível e eu tinha medo de tudo. Decidi me dar um tratamento de choque logo de cara.

Trocaria o conforto da minha casa por dormir numa cama de ferro. Sairia do calor amazônico para o frio do inverno siberiano. Teria que me desafiar em uma cidade onde as coisas fluem diferente da minha.

Tudo ia mudar. Alfabeto, comida, amigos, clima e mais… Eu também iria mudar! E ainda bem que foi pra melhor.

Aprendi a não ter medo das coisas. Aprendi que eu poderia fazer tudo que eu quisesse, desde que eu me dedicasse bastante. Aprendi a cultivar amigos, apesar das diferenças. Aprendi que eu não devo guardar mágoas no meu peito. Entendi que é possível mudar o mundo se cada um fizer sua parte, e que a paz é sim uma utopia, mas não poderemos ficar inertes a tudo que acontece ao nosso redor.

Eu vi coisas incríveis durante a minha estadia na mãe Rússia. Conheci a Praça Vermelha, presenciei o ritual do batismo, peguei um frio de -40, e me senti de volta à 1917 quando olhei pro lado e vi um comício do Partido Comunista com todos aqueles operários balançando bandeiras com o martelo e a foice.

Eu estava na Rússia num momento em que os olhos do mundo estavam virados para ela. Eleições presidenciais iriam acontecer na semana que eu saí de lá, e vários protestos aconteceram antes e depois da minha chegada ao país.

Por uma leve coincidência, a Rússia também se encontra aos olhos do mundo agora também.  As olimpíadas de inverno estão prestes a acontecer e um grupo de pessoas querem causar uma tragédia. Volgogrado já sofreu 3 atentados terroristas e a minha linda Saratov está num clima de tensão muito grande. Segundo a minha host, são policiais pra todo lado, revistando bolsas, pedindo pra tirar os casacos e muitos deles portam armas à vista.

Mas não quero falar de tragédias aqui. Quero simplesmente agradecer pela experiência que mudou a minha vida. Obrigada Rússia pelos ensinamentos e por ter me tornado uma pessoa mais completa.

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