5 coisas mais sem noção que já comprei viajando

Há alguns dias numa conversa com amigos, eu fiquei lembrando de algumas coisas que aconteceram comigo em algumas viagens. Certas situações envolviam compras! “Que maravilha!”, vocês podem pensar, mas algumas das coisas que comprei foram bem sem noção mesmo, e até poderia dizer “estúpidas”, ou lembram até mesmo situações hilárias! Vou compartilhar algumas dessas coisas com vocês:

 

Moedas de alguns lugares

Moedas de alguns lugares

Chapéu comunista: Na Rússia, além das matrioshkas, muitas lojas de souvenirs vendem o tal chapéu comunista. Ele é daqueles peludinhos, com a foice e o martelo cravados na frente. Acabei comprando um pra mim e hoje ele está aqui no meu quarto, sendo chapéu de uma ursa de pelúcia que eu tenho.
Só que o sem noção foi o fato de comprar este chapéu para usar lá, no dia-a-dia! Eu e meus amigos usamos esse chapéu por lá de vez em quando, e só ao voltar pra cá eu percebi como foi ridículo passear nas ruas de Moscou com esse chapéu. Os moradores mais velhos até que sentem uma certa saudade da URSS pelo fato da grandeza, relevância geopolítica e até pelo funcionamento de instituições, mas estes são minoria. A maioria esquece esse período, assumindo sua importância passada (claro), mas não sentem nenhuma vontade de voltar para o sistema comunista e preferem olhar para a frente. O pior é que em pleno 2015 ainda tem gente – inclusive aqui no Brasil – que acredita que o Comunismo é a chave para a melhoria da sociedade.

Maiô da H&M: Nem vou por foto desse maiô aqui de tão feio que o bichinho é (sad face). Acontece que eu fui pra Hungria pra fazer meu intercâmbio (que por sinal, escrevi bastante desta experiência por aqui) e eu só descobri por lá que os banhos termais eram super famosos e que qualquer pessoa de passagem por Budapeste deveria tomar um banho.
Só que eu jamais pensei que eu iria precisar de biquini ali e acabei não levando nenhum. Eu tinha (!!) que comprar roupa de banho pra ir nos banhos termais! Prontamente fui na H&M (que tinha acabado de lançar uma coleção onde a Beyoncé era a garota-propaganda) e procurei os biquinis. Juro que eu achava que era papo todas aquelas histórias que falavam mal dos biquinis das europeias/americanas, mas de fato eles são feios. O corte de todos os biquinis eram horríveis e o menos pior era o tal maiô roxo. Acabei comprando ele e só o usei uma vez, já aqui no Brasil. Eu me senti como uma porquinha tentando nadar na água. Acabei não indo para os banhos e nunca mais quis usar esse maiô. Depois comecei a acreditar que a coleção de biquinis só ficava bem na Beyoncé mesmo, olha.

Tênis e Crocs: Ainda sobre “coisas que eu comprei, mas não usei direito”, vou falar sobre o meu tênis da Nike e a minha sapatilha amarela da Crocs. Eu não vou pra academia, não pratico esportes e não vou mais pro colégio, então não uso tênis no meu cotidiano. Confesso também que eu não gosto de sapatos fechados, e só uso quando é estritamente necessário. Na primeira vez que fui a Orlando, fui “convencida” a comprar um tênis devido ao fato de andar bastante nos parques. Comprei e fui me divertir.
No terceiro dia de parque, lá no Universal Studios, eu sinto uma dor horrível nos meus pés e assim que chego no carro fui ver o estrago: meus pés estavam com alergia e cheios de bolhas, que eram o que estavam doendo. Eu havia percebido meus pés vermelhos no início do dia, mas fiquei assustada com o que vi. A minha tia ainda me obrigou a ir no Outlet e lá, a minha avó sugeriu que eu comprasse uma Crocs, mais confortável, e eu andaria com meias de algodão. Assim continuei toda a minha viagem linda e maravilhosa por Chicago e New York com as minhas melhores roupas, cabelos impecáveis e… Crocs amarelas! Não sei o que me deu em escolher essa cor tão chamativa. Só sei que esses dois sapatos estão escondidos, em algum lugar do meu armário.

Algodão e acetona: Acho que a minha mãe é compradora compulsiva, e ela cismou que iria sempre fazer as unhas durante a nossa viagem para os Estados Unidos. Pois bem, logo no nosso primeiro dia desta viagem, fomos a um Walgreens e ela logo comprou o material para fazer as unhas.
Logo no dia seguinte ela foi fazer seu serviço de manicure, mas a ideia não durou muito. Até hoje temos essa acetona em casa, e o saquinho (que até que era grande) de algodão ainda tem algumas bolinhas.

Cruzetas (ou cabide de roupa): Um belo dia em algum Wal Mart na Califórnia, minha mãe e eu estávamos dando uma olhadinha nas coisas (qualquer coisa nas prateleiras mesmo), e comparando os preços dos tais produtos com algum semelhante no Brasil. É impressionante que mesmo com a cotação do dólar, muitos produtos tem um valor real por lá muito menor do que por aqui.
Daí vimos as benditas cruzetas, que vinham num pacote de 10 por apenas 1 dólar! Estas cruzetas tinham boa qualidade, e sem hesitar a minha mãe pegou três pacotes e colocou no carrinho. O engraçado foi na hora de guardar essas cruzetas, e notamos que a melhor maneira de guardá-las na mala seria espalhando-as de uma forma bem bagunçada. Fico só imaginando a imagem que saiu no raio-x depois.

 

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