Park review: Epcot

Aberto em 1982, o Epcot é o segundo parque da Disney mais antigo de Orlando, e alguns se referem ao parque como a “Feira mundial permanente”. Ele foi sonhado pelo Walt Disney para ser uma espécie de “cidade futurista” assim quando foram lançados os planos para a abertura de parques da Disney em Orlando, lá pelos anos 1960.

Com a morte de Disney, o Epcot acabou saindo dos planos de uma cidade futurista, mas conservou a ideia de inovação tecnológica, e na minha opinião, algumas das melhores atrações de todos os parques da Disney se encontram lá!

Uma opinião pessoal: eu sempre quis ir ao Epcot, mas nunca me deram muita atenção. Devido aos meus priminhos pequenos, sempre o foco era o MK e o Hollywood Studios, já que sempre acharam que o Epcot seria chato. Pelo contrário, e não sei dizer se foi também um pouco de birra, mas eu adorei o Epcot e sem dúvida realizei um pequeno sonho ao ir pra lá!

Antes de dar o meu review pessoal, sempre as mesmas dicas de sempre:

– Já chegue ao parque com os fast passes e outras reservas devidamente marcadas (via My Disney Experience);

– E também prepare-se pra andar e ficar em pé em outras filas. Tá que algumas filas não demoram tanto, e dá pra esperar;

– Se possível, leve uma garrafinha para encher nos bebedouros (geralmente próximos aos banheiros), e alguns snacks para ir enganando o estômago no caminho;

– Celular e câmera carregados também, viu!

Então, o Epcot é dividido em duas grandes seções, o Future World e o World Showcase. O primeiro é onde as atrações ditas futuristas se encontram, e o World Showcase é uma seção onde estão representados 11 países, com réplicas de atrações, comidas locais, músicas típicas e afins.

Future World

Essa região do Epcot é a parte “Disney” do parque, com atrações, lojas de souvenirs variados, fotos com os personagens e muito mais. Os brinquedos são bem diferentes dos do MK por exemplo, já que eles são mais destinados a adolescentes e adultos. Leia-se: tem muito mais emoção!

Não se esqueça também de tirar a famosa foto clichê com a famosa “bola de golfe”, a Spaceship Earth, uma das estruturas mais icônicas e fotografadas do mundo.

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Atrações: 

– Spaceship Earth: Esta estrutura gigante tem uma das atrações mais significativas do parque. Nela, você embarcará numa viagem pela história da humanidade, mostrando fatos interessantes e decisivos para a chegada aonde nós estamos hoje, e também tem interação com o público. Caso você não fale inglês, não se preocupe, já que existe áudio em português.

– Mission Space: Este é um simulador bem divertido onde você é levado para uma missão pra Marte. Nele, você ganha algum comando (piloto, engenheiro, etc), onde você tem que levar a nave em segurança para a chegada em Marte. Existe uma versão light e uma mais intensa, onde até dá pra “sentir” a falta de gravidade. Muito bom!

– Test Track: Esse é um simulador de teste para carros de corrida, onde é possível sentir diversas situações como freagens bruscas, buracos na pista, pista escorregadia, e etc. Geralmente as filas são grandes e o fast pass meio concorrido, então fica a dica de agendá-lo logo!

– Living with the Land: Dá pra relaxar um pouco nesse passeio depois de um dia andando. Esse é um passeio de barco que te leva para a estufa do Epcot, onde estudos sobre as plantas estão sendo feitos.

– The Circle of Life: Filminho sobre conservação apresentado pelo Timão e o Pumba. É bem curtinho.

– The Seas With Nemo and Friends: Este é um showzinho interativo que conta a história do filme. É uma gracinha, haha.

– Turtle Talk: Atração interativa em inglês onde a tartaruga do Procurando Nemo interage com o público, fazendo umas piadinhas.

– Soarin’: Deixei essa por último, pois eu achei esta a melhor atração de Orlando!! Este é um simulador de asa delta que passa sobre as paisagens da Califórnia! A impressão que dá é que você você está mesmo sobrevoando estas lindas paisagens! Meu medo de altura subiu na hora, e a vontade que dá é de voltar pra fila (que não é pouca, claro).

 

World Showcase

Esta é a feirinha mundial que apresenta paisagens, roupas, comidas típicas, músicas e tudo que te faça pensar que você está de fato nestes países! Dá pra comprar muitas lembrancinhas locais, experimentar comidas e bebidas, e claro, tirar fotos!

Detalhe que cada seção de cada país tem funcionários só daquele país! Muito interessante.

 

– Canadá: Vou começar por aqui, mas eu achei o Canadá o país mais fraquinho de todos dali. Desde às paisagens retratadas, coisas pra vender… nem tinha tanta gente também. Mas confesso que gostei deles terem mostrado um pouco mais da cultura nativa canadense do que estamos acostumados a ouvir por aí.

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Descobri que essa foi a única foto que tirei do Canadá

 

 

 

– Reino Unido: Times de futebol, a família real, cavaleiros da idade média, os Beatles… me impressionei bastante com o Reino Unido! Certamente é uma das seções onde as pessoas estão mais empolgadas para interagir. Tem o fish and chips também, que só não comi pois havia minha reserva no restaurante uns 10 minutos depois.

Pra mim, esta seção foi meio um tapa na cara com ao mesmo tempo uma vontade enorme de tomar vergonha e ir logo pra lá. Digo isso, pois ainda não fui ao UK, e sonho com esta viagem desde quando eu era adolescente. Nunca ter ido lá é uma daquelas ironias da vida, sabe?

Foto clichê

Foto clichê

 

– França: Bateu uma saudades daquelas da França, haha. Como tudo na Disney em geral, essa seção é extremamente bem feita, com a Tour Eiffel (claro, né), patisseries, e muitos outros lugares para comer ali. A minha reserva para o almoço foi no Chefs de France e foi muito bom!

Aproveitei para comprar macarons depois, e claro, aproveitar a paisagem. Ah, tem uns equilibristas vestidos de chefs para alegrar o público também.

Comida francesa... uma das melhores coisas do hexágono, haha.

Comida francesa… uma das melhores coisas do hexágono, haha.

 

– Marrocos: Tomei a seção do Marrocos como a minha favorita do Epcot! Dá pra se sentir nas ruas de Marrakesh por ali (detalhe, nunca fui a Marrakesh). Não tinha como não se apaixonar pelas cores e pelos incensos das ruelinhas dali! E é claro, também só me lembrava de “O Clone” por ali (hahaha).

Uma coisa bem legal e que me mordi por não ter feito ali foi uma tatuagem de henna. Eu acho a coisa mais linda e quem sabe eu não faça da próxima vez, hein?

Eu queria todas as roupas dali.

Eu queria todas as roupas dali.

 

– Japão: A riqueza de detalhes do Japão é incrível! Os templos ali te fazem acreditar que aquele é um pedacinho genuíno japonês. Ouvi também ótimos comentários sobre os restaurantes, que inclusive figuram entre os melhores de Orlando!

Mas o melhor da seção japonesa na minha opinião foi a lojinha de souvenirs! Um monte de pikachus, e artigos de diversos animes, kimonos, e artigos da pop culture japonesa todos ali, e originais! Meus olhos ficaram gigantescos e queria levar a loja toda. De lá, eu só trouxe um Charmander dessa vez.

Se eu não dissesse que é no Epcot, acho que passaria tranquilamente pelo Japão.

Se eu não dissesse que é no Epcot, acho que passaria tranquilamente pelo Japão.

 

– The American Adventure: Seção curtinha com um anfiteatro e algumas coisas que remetem aos Estados Unidos. Confesso que não me interessei muito e passei batido. Hahaha.

 

– Itália: Junte Veneza, Roma e Florença, e esta é a seção italiana do Epcot. As estátuas são similares, mas de longe a Itália não é a minha favorita dali. Falam muito bem dos restaurantes italianos ali, pelo menos.

Ah, na lojinha da Itália, alguns artigos tipicamente italianos estão à venda, como perfumes, bolsas e outras coisas de alta moda. Também eles vendem os cristais de Murano e as máscaras do carnaval de Veneza!

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Entrada da seção italiana.

 

– Alemanha: Achei essa seção fofíssima, mas não tive muito tempo de explorá-la. Desde trenzinhos em miniatura, cristais das mais diversas formas e tamanhos (inclusive do Mickey, claro), canecas de cerveja, e claro, muita cerveja alemã!

Também achei a Alemanha uma das seções mais lotadas em que eu estive! Muito boa, porém eu não encontrei nenhum bratwurst à venda (ok, eu não procurei direito).

Árvore de natal de cerveja, haha.

Árvore de natal de cerveja, haha.

 

– China: Assim como o Japão, achei a parte da China muito bem acabada e feita, porém achei que faltou um quê a mais. Bem na entrada da seção, alguns acrobatas chineses fazem umas manobras bem difíceis, e sempre arrancando as palmas do público!

Confesso que me encantei com os chapeuzinhos chineses! Muita gente ali os estava usando!

Réplicas de templos chineses.

Réplicas de templos chineses.

 

– Noruega: Eu também ainda não fui à Noruega, e confesso que não sei muitas coisas sobre a cultura do país (nunca fui atrás, na verdade). Para mim, o símbolo mais icônico do país é aquela igreja de madeira, construída há centenas de anos atrás , que claro, estava representada no Epcot.

Muito “marrom”, eu passei meio batida pela Noruega (também pelo fato da hora do meu fast pass numa atração estar quase no fim), mas a achei muito interessante e bem feita, claro.

Eu, a igreja e um viking.

Eu, a igreja e um viking.

 

– México: Esse foi o primeiro país que “visitei”, mas o último a postar aqui por uma questão de ordem. Junto com o Marrocos e a Alemanha, coloco os mexicanos no meu top 3 do Epcot. Adorei a pirâmide (e o que tem dentro), os souvenirs, e o cheiro da comida estava maravilhoso!

Tinha prometido a mim mesma que eu iria comer comida mexicana por lá, já que toda vez que eu vou aos EUA, eu nunca consigo nada parecido. Dessa vez cheguei perto e também não deu. Pelo jeito, vou ter que arrumar companhia para ir ao México para comer algo autêntico mesmo, haha.

Astecas e Maias em Orlando.

Astecas e Maias em Orlando.

Arrependimentos:

– Ter feito reserva de restaurante: Eu simplesmente amei o Chefs de France, achei a comida muito boa, e o atendimento foi impecável. Porém, eu senti que perdi um tempo preciosíssimo que poderia ter gastado com outras atrações do parque, seja no Future World, como no World Showcase. Além do mais, a conta para duas pessoas não foi barata, que eu poderia ter gastado com outras besteirinhas no Japão, ou até mesmo algum souvenir lindo do Marrocos.

– Levar mais dinheiro: Eu achei que levei pouco dinheiro ao Epcot. Numa ida futura eu quero levar uns 200 dólares só para gastar com bobagem ali. E antes que me perguntem, eu tenho uma preferência por comprar pequenas coisas (como canecas, canetas, e diversas outras lembrancinhas) do que por exemplo, eletrônicos nos EUA.

– =(  Não vi o Illuminations!!!: Por mim, eu aguentava até à noite sem problemas. Dessa vez, a minha mãe estava cansada já lá pelas 6 da tarde e não ficamos para assistir o espetáculo. Uma enorme pena e o meu maior arrependimento, sem dúvida.

 

Então, como eu acho (hehe) que deu pra perceber, eu amei o Epcot e ele é o meu parque favorito de Orlando. Sem dúvida irei nele nas próximas idas à Flórida. Acho que também deu pra perceber que eu amei o World Showcase. Quem me conhece sabe que eu adoro saber coisas sobre novas culturas, e esse é certamente o lugar para isso.

Mas realmente, para crianças menores, o MK é bem mais indicado, devido à magia e todo o clima bem Disney dali. Além do mais, muitas atrações (como o Soarin’ e o Test Track) tem uma altura mínima para entrar, e particularmente eu evitava o baby swap. Muito trabalho.

 

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