Em volta da Praça Vermelha

Olá viajantes, como estão? Eu vou muito bem, especialmente pelo fato de que hoje é um dia especialíssimo para mim, pois há exatamente quatro anos eu comecei a minha jornada de cinco dias que me levaria até a mãe Rússia.

Nem parece que esse tempo todo se passou, e para comemorar esse fato, hoje tem post sobre a maior capital do continente europeu, com foco especial na região da cidade onde tudo começou: a Praça Vermelha.

Como assim, Sand? A região ao redor da Praça Vermelha (mais notadamente o Kremlin) é tipo o marco zero de Moscou. Ao analisar o mapa da cidade, é importante notar que a cidade é como um círculo, com as partes mais externas sendo compostas pela periferia e construções mais recentes, e o interior obviamente mais antigo. O centro desse círculo é justamente a Praça Vermelha, coração das atrações turísticas da cidade, assim como o principal centro político e econômico do país.

Moscou vista de cima, de acordo com o Google Earth

Moscou vista de cima, de acordo com o Google Earth

Então, pela região da Praça Vermelha ser culturalmente viva em Moscou, segue uma lista com o que fazer de melhor ali e em suas imediações:

1. Kremlin

O Kremlin em Moscou é um complexo fortificado que possui uma série de construções medievais, incluindo muitas igrejas ortodoxas. Historiadores russos usualmente se referem aos Kremlins como os primeiros assentamentos humanos fortificados em certas regiões, que no futuro dariam origem a grandes cidades. Um outro exemplo de cidade russa que nasceu a partir de um Kremlin é Nizhny Novgorod, que ainda preserva suas fortificações como Moscou.

 

Normalmente o Kremlin é associado com o poder político na Rússia. Isso se dá pelo fato de que o palácio presidencial e a residência oficial do presidente russo se encontram dentro das paredes vermelhas do Kremlin.

É possível de visitar o complexo, já que existem partes abertas para turistas. Quando eu fui, não era permitido tirar fotos no local e o ingresso custava 500 rublos.

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Catedral de São Basílio e o Relógio do Kremlin, com um pedacinho do palácio presidencial

2. Gum

O Gum é considerado um dos shopping centers mais sofisticados do mundo (se não o mais sofisticado de todos!), e se encontra bem na frente da Praça Vermelha. Todas as lojas do shopping – sem exceção – são de grifes, e algumas são mais acessíveis (como a Zara) e outras mais exclusivas (como a Louis Vuitton).

Em tempos soviéticos, o Gum também era uma espécie de centro comercial, porém mais focado na distribuição de produtos para a população. Mesmo com um cunho socialista, ainda não eram todas as pessoas que podiam “fazer compras ali”.

Gum iluminado

Gum iluminado

3. Tumba do Lênin

Eu já escrevi sobre o Mausoléu do Lênin e dei algumas informações sobre aqui. Vale ressaltar que independente da posição ideológica, é super interessante ver o corpo embalsamado de uma figura histórica há mais de 90 anos ali – na sua frente.

Eu ainda tenho essa curiosidade, pois apesar de ter passado 7 dias inteiros em Moscou, não consegui visitar o Mausoléu. O motivo é simples: ele fecha cedo e eu acordava sempre muito tarde. *risos*

Mausoléu do Lênin (e tentando fazer pose de turista)

Mausoléu do Lênin (e tentando fazer pose de turista)

4. Catedral de São Basílio

A Catedral de São Basílio é geralmente a imagem que o mundo tem de Moscou. Com suas torres e abóbadas coloridas, a Catedral é normalmente confundida com o Kremlin, e não dá pra negar que geralmente ela é a primeira estrutura a ser notada assim que a pessoa entra na Praça Vermelha.

O preço do ingresso é acessível e dá direito a visitar todo o interior de madeira da catedral. O valor é de 250 rublos.

St Basil's

St Basil’s

5. Museu do Exército

Esse foi um lugar bem interessante de se visitar. Em um dos cantinhos do Kremlin se encontra a entrada para o Armoury Chamber, local de exposição permanente de artigos de guerra e objetos pessoais dos antigos czares.

Ali não é permitida a entrada com eletrônicos, e consequentemente, não pode tirar fotos. Todos os visitantes recebem um audioguia explicativo, o que deixa o passeio bem interessante.

Pra quem gosta de apreciar coisas antigas, essa exposição vale muito a pena. O preço do ingresso é bem salgado também – 700 rublos a entrada.

6. Rua Arbat

Também já escrevi sobre a rua Arbat aqui. Ela não é exatamente ~na~ Praça Vermelha, mas um dos meus passeios favoritos em Moscou era andar pela rua inteira e seguir direto até à praça.

O local é super boêmio: possui vários artistas de rua, bares, lojas de artesanato locais e muitas outras coisas tradicionais. Vale a pena comprar algumas coisas de souvenirs, como matrioshkas, pelo preço ser bem mais em conta do que em outras feirinhas locais.

Rua Arbat

Rua Arbat

7. Teatro Bolshoi

O Teatro Bolshoi também não é exatamente na Praça Vermelha, mas só fica a alguns metros dela. Para assistir a alguma apresentação, é recomendável fazer reservas com algum tempo de antecedência. Eu não consegui assistir a nenhuma apresentação por causa disso, então já tenho mais outra desculpa para voltar para Moscou *mais risos*

O Teatro também é aberto para visitações, mas só é preciso ter cuidado para visitá-lo em horários que não tenham apresentações acontecendo.

8. Parque Alexandrovsky

Esse parque fica ao lado da Praça Vermelha. Não é tão grande e conhecido como o Parque Gorky, mas é um belo lugar para relaxar após um dia rondando pelos museus da região. Existe um shopping na frente do parque, que é o Okhotny Ryad, que possui alguns restaurantes e várias lojas, com preços mais acessíveis que o Gum.

Ali possuem algumas estátuas que remetem à época comunista, assim como a chama eterna e o túmulo do soldado desconhecido.

Caminhos do parque

Caminhos do parque

9. Museu Histórico do Estado

Esse museu fica bem ao lado de duas entradas da Praça Vermelha, e o prédio é um dos mais imponentes do local. Grande construção medieval e vermelha, o Museu histórico do Estado conta a história da Rússia, desde assentamentos antigos até os dias de hoje.

Museu, no fundo

Museu, no fundo

10. Catedral de Kazan

Bem no cantinho da Praça Vermelha próximo ao Gum, fica uma pequena, mas charmosa igrejinha ortodoxa, chamada de Catedral de Kazan. Como muitas coisas na Rússia (e na Europa em geral), essa igreja não é original, e sim restaurada.

Ela foi destruída pelo regime comunista, e reconstruída entre 1990 e 1993, após a queda do regime soviético. Na época da demolição, Stálin havia ordenado a demolição de algumas igrejas da região.

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