Russos são amigáveis sim!

Olá, internet! O tempo passa voando e falta muito pouco pra começar a copa da Rússia! Me lembro direitinho do dia que foi anunciado que este país iria sediar esse evento tão importante para nós brasileiros: eu estava conversando no skype com um amigo que morava em Moscou e trocamos algumas ideias sobre o assunto.

O que ele falou pra mim não é exatamente o tema deste post, mas vim falar sobre outra coisa aqui. Brasil e Rússia são dois países com muitas diferenças: distância geográfica enorme, origem cultural diferente, outro alfabeto, climas variados, e por aí vai.

Então, vou fazer alguns posts onde vou dar um ponto de vista como brasileira que viveu em terras russas pra tentar “desmistificar” algumas impressões que algumas pessoas podem ter dos nossos amigos russos. Hoje especificamente, vou falar sobre uma coisa que sempre me questionaram: as pessoas na Rússia são frias quanto parecem?

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Arbat ul. em Moscou

Talvez um dos maiores mitos sobre a Rússia seria a tal “frieza” das pessoas. Se você dá bom dia para qualquer pessoa que cruza seu caminho aqui no Brasil, saiba que as coisas não são tão assim na mãe Rússia. Na verdade, elas podem até parecer assim num certo momento pois muitos acreditam que não é necessário sorrir ou cumprimentar pessoas alheias na rua.

Mas isso é mais uma maneira de defesa que frieza. Como a sociedade viveu enclausurada por muito tempo, as pessoas preferem guardar pra si alguns tipos de comentários, inclusive um bom dia. Antigamente qualquer pessoa podia ser um dedo duro, e o menor dos comentários poderia te colocar em maus lençóis.

Mas obviamente se você já tem algum contato com alguma pessoa, a situação muda. Caso você vá comprar algo no mesmo mercadinho todo dia, se você vai pegar um ônibus com o mesmo cobrador, ou até se você vai com frequência comer em certo lugar, as pessoas já te reconhecem, e podem até se abrir mais.

E quando eles se abrem, você sente um carinho muito especial, principalmente das pessoas mais velhas! Eles são muito amáveis e sempre muito respeitosos (pelo menos os que eu tive contato).

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St Basil’s

Uma vez um senhorzinho puxou assunto comigo e com um amigo no ônibus e ele começou a contar da vida dele. Pelo pouco de russo que compreendemos, esse senhorzinho fez parte do Exército Vermelho e ele lutou no Afeganistão nos anos 80 (ele mostrou uma carteirinha antiga do exército com a foto dele jovem e tudo). Ele até tentou nos ensinar umas palavras em polonês no caminho, haha. Tínhamos nos visto alguma vez na vida? Nunca!

Uma senhorinha que trabalhava na escola que eu iria estagiar (algo como recepcionista, inspetora) foi uma fofa na primeira vez que nos vimos! Ela me abraçou, me deu boas vindas, e que ela estava muito feliz com a minha presença ali! Eu acabei trabalhando em outra escola, mas também com funcionários e estudantes muito acolhedores comigo e com os outros estrangeiros.

Solidariedade também é forte! Uma vez eu perdi minha luva dentro do ônibus, e todos que estavam lá se mobilizaram, me ajudaram e acabaram encontrando a luva debaixo de uma cadeira. Como ela foi parar lá, não sei! (A luva era cara, por isso me desesperei logo, haha)

Não canso de dizer que fui muito feliz no período que passei na Rússia, e sou grata por todas as experiências que vivi lá. Parte disso foi por causa do carinho recebido pelas pessoas que me acompanharam. Nessa semana ainda, escreverei mais pontos que acho que devemos saber sobre os russos!