Algumas horas em Monterey

Olá, pessoal! Algum tempo atrás eu escrevi o post “A costa da Califórnia“, dando detalhes da road trip que fizemos na Highway 1, estrada cênica nas margens do Pacífico. Esse foi um dos dias em que eu mais vi paisagens incríveis em toda a minha vida, simplesmente inesquecível!

Pois bem, é impossível fazer todo o trajeto da Hwy 1 em um dia, então fazer ao menos uma parada é primordial. Aproximadamente no centro da Califórnia, se encontra a cidade de Monterey, que foi a primeira capital do estado e ainda conserva seu ar tradicional hispânico, lembrando que toda a costa oeste dos Estados Unidos e o Texas fizeram parte do império espanhol, e posteriormente, do México.

Então fica a dica: se você pretende fazer essa viagem de carro específica, faça uma parada em Monterey.

Bandeiras dos Estados Unidos e da Califórnia em Monterey

Bandeiras dos Estados Unidos e da Califórnia em Monterey

Se você não quiser dormir lá, existe a opção de ir até Carmel-by-the-sea, que é uma cidadezinha linda, parecida com Campos do Jordão. A hospedagem, no entanto, costuma ser mais cara que em Monterey.

Mas o que tem pra fazer em Monterey?
A cidade de Monterey é bem pequena, ela possui cerca de 30 mil habitantes. Mas existem dois pontos turísticos que merecem sua atenção: a Cannery Row e o Old Fisherman’s Wharf.

Baía de Monterey

Baía de Monterey

Primeiramente a Cannery Row, o que ela possui de especial?

A Cannery Row é uma rua turística localizada no centro histórico de Monterey. Localizada na beira da Monterey Bay, esta rua possui várias lojas, museus e restaurantes, fazendo com que ela esteja sempre bem movimentada.

Estátua na Cannery Row

Estátua na Cannery Row

Provavelmente o principal hotspot da Cannery Row é o Monterey Bay Aquarium, que é um dos centros de pesquisa sobre animais aquáticos mais importantes dos Estados Unidos, que como o nome diz, possui um aquário, e também um museu. Como expliquei no post sobre a road trip em geral, chegamos depois das 16h na Cannery Row, quase na hora de fechamento do museu. Até entraríamos, mas o ingresso era muito caro para apenas aproveitar 15 minutos lá dentro.

Fachada do Monterey Bay Aquarium (detalhe para o polvo inflável em cima do telhado)

Fachada do Monterey Bay Aquarium (detalhe para o polvo inflável em cima do telhado)

Ali atrás do aquário existe um vista point lindo para tirar fotos da Baía e de parte da orla de Monterey. O dia estava lindo, e rendeu boas fotos com as crianças.

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Na verdade, vista points não faltam na Cannery Row. Na parte da orla onde se encontram as lojas e restaurantes, é muito fácil de encontrar espaço para tirar lindas fotos, e também (acho que mais importante), apreciar a paisagem.

Não comemos em nenhum restaurante dali naquele dia, mas o que não faltam são opções. Ali possui um Bubba Gump, restaurante que serve frutos do mar bem gostosos, e com tema do Forrest Gump. Muitos outros restaurantes dali também são especializados em frutos do mar, e alguns oferecem uma amostra grátis de Clam Chowder, uma sopa de mariscos muito gostosa.

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As lojinhas da Cannery Row são variadas: roupas, óculos de sol, brinquedos, e muitas, muitas lojas de souvenirs.

Ah, e a Cannery Row não é longa. Andamos um pouco mais, e a rua já termina. Ambiente super agradável, organizado e bonito. Existe lugar para estacionar também: na rua é mais difícil, pois é sempre cheia, mas existem estacionamentos pagos bem pertinho.

Cannery Row

Cannery Row

Depois da Cannery Row, fomos ao segundo ponto de interesse de Monterey, o Old Fisherman’s Wharf. O que tem de bom lá?

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Ali funcionava como um mercado de peixes até os anos 1960, e com o passar do tempo, o local virou um ponto turístico, e o que tinha ali anteriormente foi dando lugar a restaurantes e outras lojas que chamam a atenção dos turistas.

Hoje, o Old Fisherman’s Wharf abriga uma grande quantidade de restaurantes (a grande maioria de frutos do mar, para variar), lojas de lembrancinhas e uma ou outra loja especializada em peixes.

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O local também é bem rústico, com aparência de píer. Mas assim como o Pier 39 de San Francisco, o Old Fisherman’s Wharf é bem colorido e chamativo! Vale a pena conhecer.

Gostaria também de atentar para não confundir com o Fisherman’s Wharf de San Francisco! Lá, o Fisherman’s Wharf é um bairro (que por sinal, é onde se encontra o Pier 39).

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Algumas lojas já fechadas

Só para lembrar, como já falei para vocês, chegamos já meio tarde na Cannery Row. Passamos um bom tempo lá, o que significa que já chegamos tarde no Old Fisherman’s Wharf. Por causa disso, o local estava bem vazio, e nem se comparava com a Cannery Row que estava mais cheia. Muitas lojas já haviam fechado, o que pode explicar isso. Alguns restaurantes ainda estavam abertos, mas não paramos em nenhum.

Conclusão

Um dia é mais que o suficiente em Monterey. Existem outros pontos de interesse por perto que valem muito a pena conhecer, como Carmel-by-the-sea. Se possível, chegue no início da tarde para conhecer o Monterey Bay Aquarium, que foi a única coisa que não fizemos dentre nossas intenções na cidade. E se for comer lá, escolha frutos do mar. De entrada, peça um clam chowder.

10 coisas que você precisa saber sobre Las Vegas

“What happens here stays here” é o que eles dizem. Enfim, Las Vegas é uma cidade que é o paraíso do entretenimento em todos os níveis, e o que não faltam são oportunidades de diversão para pessoas de qualquer idade. Mas fugindo um pouco do conceito de “o que fazer em Las Vegas em … dias”, vou te dizer aqui 10 coisas que você precisa saber sobre essa cidade maravilhosa!

  1. Todo hotel/cassino possui um tema diferente 

    Las Vegas é uma cidade cuja grande parte de sua renda vem do turismo, então ali existem uma série de hoteis e cassinos para suprir a demanda, mas qual seu diferencial perante à concorrência que é forte?
    Uma coisa simples e óbvia que as grandes redes de hoteis fazem é a renovação e modernização, o que as ajuda a se manterem no topo. Mas outro atrativo que parece bem mais determinante são os temas! Se hospedar num hotel de tema romano, ou medieval, ou egípcio, que tal? Os hoteis realmente entram no clima do lugar ou cultura que eles representam, então a melhor coisa a se fazer é literalmente “se jogar”. Seja andando de gôndola em “Veneza” ou comendo numa pâtisserie em “Paris”.

    Fachada do cassino "New York, New York"

    Fachada do cassino New York, New York

  2. A entrada nos cassinos é gratuita 

    Mesmo se você não se hospedar em determinado hotel, você é muito mais que bem vindo nos cassinos que eles possuem! Obviamente eles querem que você jogue e gaste seu rico dinheirinho nas mesas de pôker e nas máquinas de apostas dos cassinos.
    Mesmo que você não saiba jogar ou nem goste de gastar dinheiro em jogos de azar (eu, nos dois casos), conhecer os cassinos é uma boa experiência turística, mas é sempre bom ficar de olho: os cassinos são muito espertos e hoje eles possuem uma tecnologia que dificulta muito que as máquinas deem resultados positivos aos apostadores.
    Para entrar em qualquer cassino, é só ir entrando, e nada mais!

    Tem cassino até no aeroporto de Las Vegas!

    Tem cassino até no aeroporto de Las Vegas!

  3. Alguns hoteis não permitem a entrada de crianças 

    Em algumas cidades dos Estados Unidos, certos estabelecimentos proíbem a entrada de crianças: o que é polêmico para muitos, especialmente aqui no Brasil onde essa ideia já começou a chegar. Nesta viagem para a Califórnia e Nevada em especial percebi muitos lugares que tinham essa política.
    Enfim, Las Vegas possui alguns hoteis que nem permitem a estadia de famílias com crianças, e se você se enquadrar nestes casos, recomendo que verifique a política do hotel que você tem em mente.
    Que fique claro que eu estou falando sobre hospedagem e o simples trânsito dentro do hotel, já que só dá para apostar e jogar com 18 anos de idade.

    Fachada do Wynn (que é um que não aceita crianças)

    Fachada do Wynn e do Encore (que descobri que não aceitam crianças)

  4. Las Vegas é um excelente lugar para se fazer compras 

    Observei e comparei Las Vegas com outras cidades dos Estados Unidos que possuem uma tradição maior em compras, como New York, Orlando e Miami. Minha opinião é: Las Vegas é uma ótima opção para quem está interessado em gastar dinheiro com compras!
    Por ser uma cidade turística, é natural achar que shoppings e centros de compras se atraem por Las Vegas. Os maiores cassinos possuem várias lojas no seu interior, e também existem shoppings e outlets no entorno da cidade. Descontos são comuns em muitas lojas, inclusive comprei várias coisas no estilo “compre um produto e ganhe 50% de desconto no segundo”.
    Dentro dos cassinos, os melhores centros de compras se encontram no Venetian/Palazzo, no Bellagio, no Ceasar’s Palace e no Planet Hollywood. Na strip, adorei o shopping Fashion Show, próximo ao Wynn, e talvez os outlets mais famosos sejam os Outlets Premium, em North e South Las Vegas.
    Algumas das lojas desses centros de compras (só pra dar um gostinho) são Prada, Gucci, Louis Vuitton, Michael Kors, Dolce and Gabbana, Ralph Lauren, Jimmy Choo… é pra enlouquecer de vez!

    Shopping Fashion Show (com essa estrutura em cima)

    Shopping Fashion Show (com essa estrutura em cima)

  5. Tudo é motivo para gastar dinheiro 

    Em Las Vegas parece que o dinheiro voa das mãos, tipo nos desenhos animados. É possível de gastar dinheiro com o que literalmente você quiser (fica aqui o esclarecimento), mas qualquer coisinha é motivo de ver seus dólares indo pelo ralo.
    Já citei os cassinos e as compras, mas fora isso existem uma série de shows e atrações que você não pode perder (tipo o Cirque du Soleil, que vou falar mais abaixo). Fora isso, você TEM que entrar na loja do M&M’s! Quatro andares com absolutamente tudo que você imaginar que é derivado de M&M’s, fora aquela parede maravilhosa que vem todos os M&M’s separados por cor. Bem ao lado fica também a loja da Coca-Cola e juro que quase paguei 50 dólares só para tirar uma foto com aquele urso branco que aparece nos comerciais de natal, haha.

    Muita variedade de chocolates na loja do M&M's <3

    Muita variedade de chocolates na loja do M&M’s <3

  6. Se você nunca assistiu a uma apresentação do Cirque du Soleil, faça isso em LV 

    Las Vegas possui 8 apresentações permanentes do Cirque du Soleil, e todos os dias da semana vão existir shows onde você poderá ir! Como eu moro no Norte, nunca veio nenhuma performance do Cirque pra cá, e nunca pensei em me programar para ir em alguma outra cidade do Brasil, então juntei o útil ao agradável e fiz questão de assistir uma apresentação durante as minhas férias.
    Acabei assistindo ao espetáculo “O” e contei a minha experiência nesse post aqui. Simplesmente incrível, vale cada centavo! E vale muito a pena sentar próximo ao palco: você vê todos os detalhes e formas, coisa que acredito que nos últimos lugares, com os ingressos mais baratos, você acaba não tendo essa impressão.

    Dentro do Bellagio, que é o hotel que acontece a apresentação do "O"

    Dentro do Bellagio, que é o hotel que acontece a apresentação do “O”

  7. Entrega de panfletos sobre “serviços” nas ruas 

    Uma coisa que eu achava curiosa e que também me perturbava um pouco é que em locais determinados da strip, uns homens ficam entregando panfletos para a multidão. Muitos desses panfletos eventualmente terminam no chão sujando tudo (o que é obviamente um problema), mas o conteúdo deles era o que chamava a atenção.
    Todos eles ofereciam serviços de “escort”, que é uma maneira bonitinha de dizer prostituição. Curiosamente essas pessoas só entregavam os panfletos para homens, e lá nos panfletos tinha telefone, endereço e outras coisas que indicavam onde encontrar esses serviços.

    High Roller ao fundo

    High Roller ao fundo

  8. A Strip está cheia 24h por dia 

    Diferentemente da grande maioria das cidades do mundo, Las Vegas possui multidões de pessoas em todas as horas do dia! Claro, com shows, nightclubs, bares e outras atrações, a cidade não para nunca!
    As calçadas e ruas estão sempre movimentadas, e se você encontrar algum lugar com menos gente, é bom ficar alerta, pois possivelmente aquele lugar não deve ser seguro.

    Show das fontes, que acontece todas as noites

    Show das fontes, que acontece todas as noites

  9. Mantenha-se 100% hidratado 

    Tá, comecei esse tópico com uma piada, mas a dica de beber muita água durante sua estadia em Las Vegas é muito séria. Se você olhar ao redor, a cidade fica no meio do nada, bem no meio do deserto de Mojave, então já imaginamos que a umidade é bem baixa.
    Confesso que minha pele do rosto e meu cabelo amaram a secura, mas meus tornozelos não, haha. Então além de beber muita água, não se esqueça de passar um hidratante e também o bom e velho protetor solar.

    Fachada do Venetian/Palazzo

    Fachada do Venetian/Palazzo

  10. A Strip é muito engarrafada 

    Basicamente quase tudo que você pode imaginar em Las Vegas se encontra na Strip, e por incrível que pareça, essa larga avenida de 4 vias por sentido fica congestionada quase todo o tempo!
    É muita gente entrando e saindo dos estacionamentos e parando nas calçadas o tempo todo, o que irrita um pouco. Às vezes compensa ir caminhando de um ponto a outro, mas não se engane pois a strip pode parecer curta, só que não é! Com a questão da umidade baixa, é fácil ficar com sede durante caminhadas longas, então é sempre bom ir tomando algo no caminho.

    Fachada do Paris

    Fachada do Paris

Então, espero que vocês tenham gostado! Aproveite a ida à sin city e não se esqueça da primeira frase do post: o que acontece em Las Vegas fica em Las Vegas.

Passeio pelo Studio Tour

Here we go, Studio Tour!

Here we go, Studio Tour!

Não se assuste, mas existem muitas semelhanças entre os parques da Universal pelo mundo. Algumas atrações são clássicas e iguais entre os parques, como o The Simpsons Ride, o Transformers – The Ride 3D e até mesmo o Despicable Me Minion Mayhem, que é relativamente recente.

Porém tem um enorme diferencial que o Universal Studios Hollywood possui, que é o Studio Tour! Sem dúvida, essa é a atração mais concorrida do parque, e vale super a pena ir lá conhecer.

No início do tour, vários posteres de filmes clássicos são mostrados.

No início do tour, vários posteres de filmes clássicos são mostrados.

Mas o que é o Studio Tour, e o que faz dele especial?
Como o nome diz, o Studio Tour é um passeio que você faz através dos sets reais de filmagem de grandes produções, obtendo informações curiosas, tirando fotos, e também você vê alguns efeitos especiais em ação, e também vale destacar o 4-D do King Kong, que é muito bom!

Coleção de carros dos filmes da Universal. Desde os Flintstones até Velozes e Furiosos.

Coleção de carros dos filmes da Universal. Desde os Flintstones até Velozes e Furiosos.

Como faz para ir ao Studio Tour?
A entrada para o Studio Tour se dá no Upper Lot, próxima à atração dos Simpsons. Lá você embarca em uns carrinhos de quatro vagões, e sempre preste atenção no monitor, onde o guia fará comentários e explicará onde estão.
Eu vi em outros blogs de viagem que a entrada para o Studio Tour demora muito, mas na minha vez, a visita foi bem tranquila. Não cronometrei o tempo de fila, mas passei no máximo meia hora esperando.

Vagões que nos levam no tour

Carrinhos que nos levam no tour

Quais são os efeitos especiais mostrados no Studio Tour?
Eu posso destacar três “mini atrações”, começando pelo King Kong. Você entra num hangar todo preparado, onde o King Kong tenta pegar o carrinho. É extremamente muito bem feito e todos ali comigo gostaram. Outro efeito significativo era a enxurrada de água que vem na nossa direção que parece que vai levar tudo pelo caminho! E também posso falar do “Terremoto no metrô de San Francisco”, que simula inundação, incêndio, e um caminhão que quase cai em cima da gente.

Studios vistos de cima, e claro, uma bela vista de LA.

Studios vistos de cima, e claro, uma bela vista de LA.

Quais são alguns dos cenários reais mostrados no Studio Tour?
Vários sets de filmes e séries bem famosas são mostrados no tour! Tirei fotos de alguns destaques:

Bates motel com a mansão do filme "Psicose".

Bates motel com a mansão do filme “Psicose” lá atrás.

City Hall do "Back to the Future"

City Hall do “De volta para o Futuro”

Rua usada no filme "Todo Poderoso"

Rua usada no filme “Todo Poderoso”

Cena de catástrofe aérea de "Guerra dos Mundos".

Cena de catástrofe aérea de “Guerra dos Mundos”.

Passamos também por Wisteria Lane, de "Desperate Housewives".

Passamos também por Wisteria Lane, de “Desperate Housewives”.

Também tem a Amity Island, de "Tubarão".

Também tem a Amity Island, de “Tubarão”.

O Studio Tour tem mais ou menos uma hora de duração e é super interessante, e vale a pena o tempo na fila. Por causa dos reflexos nos vidros, as fotos não saíram exatamente como eu esperava, mas é assim mesmo, haha.

Algo curioso sobre o Studio Tour é que em 2008, aconteceu um incêndio que destruiu alguns setores da atração, como o King Kong e partes do De Volta para o Futuro e meio que “por isso”, a atração em 3D do King Kong foi construída. Ah, e se tiver sorte, você poderá passar perto de alguma filmagem de série ou filmes. Nós passamos por uma e nos pediram para fazer silêncio, mas não conhecia o nome da série.

De qualquer maneira, o Studio Tour continua sendo a principal razão para uma visita no Universal Studios Hollywood! Sobre gostos e preferências, eu prefiro não comentar tanto por que isso é relativo. Tem gente que acha o King Kong sensacional e o Jaws uma besteirinha que poderia ser removida (eu particularmente acho o contrário).

Mas enfim, não vá ao Universal Studios Hollywood sem ir ao Studio Tour!

Park review: Universal Studios Florida

Na minha opinião, o Universal Studios é o parque mais completo de Orlando! Junto com o Islands of Adventure, todo o complexo Universal tem atrações muito boas, emocionantes, e que até fogem do padrão “trenzinho” da Disney. A cada ano que passa, o parque vem atraindo mais e mais visitantes, o que mostra o aumento da popularidade do parque entre americanos, e especialmente estrangeiros.

Ainda assim, ainda é relativamente tranquilo andar pelo Universal Studios. As filas não costumam ser tão grandes (com algumas exceções), e é possível aproveitar bastante o parque.

Ao contrário do que eu li em outros blogs, eu prefiro fazer um parque por dia. É menos cansativo, é possível de aproveitar mais os detalhes (como tirar fotos, comer, assistir aos desfiles, encontro com personagens, etc), e também, se correr o risco de pegar uma fila grande, o resto da estadia no parque não será comprometida.

Antes de começar, tenho que dizer que existem dois tipos de ingresso: o park-to-park admission (onde você pode ir para o Universal e o Islands no mesmo dia) e o single park admission. Caso você opte por ir num parque por dia, o single park admission é a melhor opção, também por ser mais barata. Mas se você tem interesse de ficar “pulando” entre os parques, ou se também existe o interesse de pegar o Hogwarts Express, o park-to-park admission é a opção a ser escolhida.

No Universal Studios Florida, existem 7 seções: Hollywood, New York, San Francisco, Production Central, Woody Woodpecker’s Kid Zone, World Expo, e claro, o Diagon Alley.

1. Hollywood

Essa área do Universal como o nome diz, remonta à Hollywood, cinema, filmes e toda a magia envolvida. Existe uma réplica de calçada da fama (sim, eu cacei os artistas na calçada da fama, haha), e ótimos pontos para tirar foto. Geralmente os desfiles começam ali, e também posso destacar que a minha loja favorita do parque se encontra lá, que é justamente a lojinha da Betty Boop!

Dá pra tirar foto no letreiro de Hollywood inclusive, haha.

Dá pra tirar foto no letreiro de Hollywood inclusive, haha.

Atrações:

– Terminator 2 – 3D: Essa é uma das atrações mais antigas do parque (o Exterminador do Futuro 2 já passou nos cinemas faz tempo, viu?) e é uma apresentação que mistura 3D e live motion, onde o mundo precisa ser salvo antes da Skynet controlar tudo. Não é a melhor atração do parque, mas vale a pena ir lá caso sobre tempo.

– Horror Make Up Show: Como o nome já diz, essa atração mostra técnicas que maquiadores profissionais utilizam para os “truques” no cinema! Outra atração bem antiga, que abriu basicamente junto com o parque.

– Lucy, a tribute: É como se fosse um museu que apresenta a trajetória de “I Love Lucy”. Opinião pessoal: eu acho que essa atração merecia muito mais atenção.

 

2. Production Center

Basicamente, esta é a entrada do Universal, que contém algumas das atrações mais movimentadas do parque. Se der tempo, vá em todos se possível. :)

Shrek e Burro

Shrek e Burro

Atrações:

– Hollywood Rip Ride Rockit: No Universal, esta é a atração mais radical. Como deixei transparecer pelos meus posts, eu morro de medo de altura e evito montanhas russas e eu nunca fui nela (nem vou!!!). A subida é em 90 graus, e depois da queda a velocidade fica muito rápida! Dá pra você escolher a música que você vai ouvir no trajeto, e você também pode comprar o vídeo da sua volta.

– Despicable Me 2 – Minion Mayhem: Este é um de muitos simuladores dos parques da Universal. Eu já havia ido nesta atração antes no Universal Studios da Califórnia, e lá, por ser um parque bem menos movimentado que em Orlando, não peguei uma fila muito grande. Nesta última vez, passamos 1h30 na fila, sendo o brinquedo em que mais aguardamos na fila no parque inteiro (mais que os do Harry Potter!). Mesmo assim, acho que valeu a pena, pois o simulador em si é bem engraçadinho, mas movimentado! (Quem não ama os Minions?!)

– Shrek 4-D: Essa é uma atração onde um filme 4-D do Shrek é apresentado numa sala de teatro. Por ser 4-D, prepare-se para sentir chuvisco, a cadeira balançar e assim sucessivamente. Logo na saída da atração, o Shrek e o Burro ficam disponíveis para tirar foto.

– Transformers – The Ride 3-D: Mais outro simulador do Universal, e ele também é muito bom! Você vai num carrinho para “salvar o mundo”, e a impressão que dá é que você é um transformer mesmo. Cheio de efeitos, você sai dali querendo voltar pra fila. Ah, e confesso que saí com dor no pescoço em todas as vezes que eu fui ao brinquedo.

 

3. New York

Esta área da Universal remonta à Nova York, e ela não é relativamente grande. Na verdade eu sempre a “misturava” com a Production Central, já que é ali do lado.

Não encontrei nenhuma foto da seção de New York, mas tá valendo a anatomia dos minions, haha.

Não encontrei nenhuma foto da seção de New York, mas tá valendo a anatomia dos minions, haha.

– Twister – Ride it out: Atração baseada no filme “Twister”, e é evidente que esta é outra atração antiga do Universal. Ela mostra os bastidores do filme, assim como os efeitos de um tornado. Não sei não, mas preferia que eles tivessem acabado com o Twister ao invés do Jaws.

– Revenge of the Mummy: Eu fui nessa montanha russa!!! (Pelo menos essa, né?) Mas minha experiência não foi tão boa, pois eu cheguei correndo até lá, já que a atração já ia fechar, e entrei no carrinho com meu coração palpitando. Ela não é tão hard, mas eu sinto que eu deveria ter esperado meus batimentos diminuírem um pouquinho, haha.

 

4. San Francisco

Próximo ao lago, as atrações e o clima do lugar remontam a San Francisco e a regiões litorâneas. Gosto muito de andar por lá, e também acho que ali se encontram excelentes restaurantes para os esfomeados (tipo eu).

Sdds Jaws

Sdds Jaws

– Disaster!: Essa é uma daquelas atrações interativas, onde escolhem certas pessoas do público para fazer parte de um filme. O “processo de produção” é acompanhado por todos os espectadores, e no final, todo mundo assiste o resultado de como ficou. É bem divertido e vale a pena participar. Me chamou a atenção também que o metrô de San Francisco, que sofre um desastre ali com a gente é o mesmo do Studio Tour da Califórnia.

– Beetlejuice’s Rock n’Roll Graveyard Revue: Esse é um show do Beetlejuice, inspirado no Halloween num anfiteatro ao ar livre.

5. Woody Woodpecker’s Kid Zone

Nessa seção, o foco obviamente é para as crianças. Os pequenininhos provavelmente vão aproveitar muito mais essa zona do parque do que os mega simuladores.

O E.T. que comprei, hihi.

O E.T. que comprei lá, hihi.

– E.T. Adventure: Outra atração clássica do Universal. Em geral, é bobinha mas muito linda! O próprio Steven Spielberg participou da montagem da atração onde nós devemos levar o E.T. pra casa nas nossas bicicletas. No início da atração, eles pedem os nossos nomes, que no final, o E.T. vai nos chamar. Diz que, né… pois nunca o ouvi dizer o meu nome.

– A Day in the Park with Barney: Fui uma vez nessa atração do Barney por causa da minha priminha, que era bebezinha. É bem bobinho e simples: o Barney cantando as musiquinhas para as crianças.

– Woody Woodpecker’s Nuthouse Coaster: Uma montanha russa do picapau feita para crianças.

 

6. World Expo

Super frequentada por causa dos Simpsons e do MIB, o World Expo conta com uma Springfield com Krusty Burger, Moe’s, Kwik-e-Mart e também dá pra tirar fotos com os personagens lá.

Chefe Wiggum

Chefe Wiggum

– The Simpsons Ride: Por algum tempo, essa foi a atração mais visitada do parque (até abrir o Beco Diagonal), mas ela continua sendo bem divertida! Esse simulador tem toda uma historinha por trás, onde você pode assistir durante o tempo que você estiver na fila. É super real e engraçado, vale a pena!

– MIB Men in Black – Alien Attack: Eu adoro essa atração, pois você se torna um agente do MIB, e tem que passar por um treinamento intensivo para garantir seu novo status. Para isso, você tem que atirar nos aliens que você vê no caminho para ganhar pontos.

 

7. Beco Diagonal

É, eu não sou desse mundo, pois só li metade do primeiro livro do HP e assisti acho que dois filmes só (nem sei quantos foram ao total). Mesmo não sendo uma grande conhecedora, achei incrível todo o complexo para o HP tanto no Universal como no Islands! Ótimo lugar para tirar fotos e descobrir os pequenos detalhes dali.

Próximo ao banco dos Gringotts.

Próximo ao banco dos Gringotts.

– Harry Potter and the Escape From Gringotts: Eu adorei esse simulador!! Muito real, detalhista e divertido, você sai batendo palmas com força e querendo voltar pra fila! Como eu fiquei num hotel da Universal, cheguei cedo todos os três dias e não peguei fila (bitch, please), e saí de lá satisfeitíssima! Muito bom! Quando abrir o parque, corra direto pra lá.

– Knight Bus: O ônibus fica na frente do King’s Cross e dá pra bater um papo com o motorista, até.

– Hogwarts Express – King’s Cross Station: Ali, dá pra embarcar direto para Hogsmeade Station no Islands of Adventure, e passar pela estação 9 3/4. Mas lembre-se, só se você tiver o park-to-park admission.

Park review: Epcot

Aberto em 1982, o Epcot é o segundo parque da Disney mais antigo de Orlando, e alguns se referem ao parque como a “Feira mundial permanente”. Ele foi sonhado pelo Walt Disney para ser uma espécie de “cidade futurista” assim quando foram lançados os planos para a abertura de parques da Disney em Orlando, lá pelos anos 1960.

Com a morte de Disney, o Epcot acabou saindo dos planos de uma cidade futurista, mas conservou a ideia de inovação tecnológica, e na minha opinião, algumas das melhores atrações de todos os parques da Disney se encontram lá!

Uma opinião pessoal: eu sempre quis ir ao Epcot, mas nunca me deram muita atenção. Devido aos meus priminhos pequenos, sempre o foco era o MK e o Hollywood Studios, já que sempre acharam que o Epcot seria chato. Pelo contrário, e não sei dizer se foi também um pouco de birra, mas eu adorei o Epcot e sem dúvida realizei um pequeno sonho ao ir pra lá!

Antes de dar o meu review pessoal, sempre as mesmas dicas de sempre:

– Já chegue ao parque com os fast passes e outras reservas devidamente marcadas (via My Disney Experience);

– E também prepare-se pra andar e ficar em pé em outras filas. Tá que algumas filas não demoram tanto, e dá pra esperar;

– Se possível, leve uma garrafinha para encher nos bebedouros (geralmente próximos aos banheiros), e alguns snacks para ir enganando o estômago no caminho;

– Celular e câmera carregados também, viu!

Então, o Epcot é dividido em duas grandes seções, o Future World e o World Showcase. O primeiro é onde as atrações ditas futuristas se encontram, e o World Showcase é uma seção onde estão representados 11 países, com réplicas de atrações, comidas locais, músicas típicas e afins.

Future World

Essa região do Epcot é a parte “Disney” do parque, com atrações, lojas de souvenirs variados, fotos com os personagens e muito mais. Os brinquedos são bem diferentes dos do MK por exemplo, já que eles são mais destinados a adolescentes e adultos. Leia-se: tem muito mais emoção!

Não se esqueça também de tirar a famosa foto clichê com a famosa “bola de golfe”, a Spaceship Earth, uma das estruturas mais icônicas e fotografadas do mundo.

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Atrações: 

– Spaceship Earth: Esta estrutura gigante tem uma das atrações mais significativas do parque. Nela, você embarcará numa viagem pela história da humanidade, mostrando fatos interessantes e decisivos para a chegada aonde nós estamos hoje, e também tem interação com o público. Caso você não fale inglês, não se preocupe, já que existe áudio em português.

– Mission Space: Este é um simulador bem divertido onde você é levado para uma missão pra Marte. Nele, você ganha algum comando (piloto, engenheiro, etc), onde você tem que levar a nave em segurança para a chegada em Marte. Existe uma versão light e uma mais intensa, onde até dá pra “sentir” a falta de gravidade. Muito bom!

– Test Track: Esse é um simulador de teste para carros de corrida, onde é possível sentir diversas situações como freagens bruscas, buracos na pista, pista escorregadia, e etc. Geralmente as filas são grandes e o fast pass meio concorrido, então fica a dica de agendá-lo logo!

– Living with the Land: Dá pra relaxar um pouco nesse passeio depois de um dia andando. Esse é um passeio de barco que te leva para a estufa do Epcot, onde estudos sobre as plantas estão sendo feitos.

– The Circle of Life: Filminho sobre conservação apresentado pelo Timão e o Pumba. É bem curtinho.

– The Seas With Nemo and Friends: Este é um showzinho interativo que conta a história do filme. É uma gracinha, haha.

– Turtle Talk: Atração interativa em inglês onde a tartaruga do Procurando Nemo interage com o público, fazendo umas piadinhas.

– Soarin’: Deixei essa por último, pois eu achei esta a melhor atração de Orlando!! Este é um simulador de asa delta que passa sobre as paisagens da Califórnia! A impressão que dá é que você você está mesmo sobrevoando estas lindas paisagens! Meu medo de altura subiu na hora, e a vontade que dá é de voltar pra fila (que não é pouca, claro).

 

World Showcase

Esta é a feirinha mundial que apresenta paisagens, roupas, comidas típicas, músicas e tudo que te faça pensar que você está de fato nestes países! Dá pra comprar muitas lembrancinhas locais, experimentar comidas e bebidas, e claro, tirar fotos!

Detalhe que cada seção de cada país tem funcionários só daquele país! Muito interessante.

 

– Canadá: Vou começar por aqui, mas eu achei o Canadá o país mais fraquinho de todos dali. Desde às paisagens retratadas, coisas pra vender… nem tinha tanta gente também. Mas confesso que gostei deles terem mostrado um pouco mais da cultura nativa canadense do que estamos acostumados a ouvir por aí.

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Descobri que essa foi a única foto que tirei do Canadá

 

 

 

– Reino Unido: Times de futebol, a família real, cavaleiros da idade média, os Beatles… me impressionei bastante com o Reino Unido! Certamente é uma das seções onde as pessoas estão mais empolgadas para interagir. Tem o fish and chips também, que só não comi pois havia minha reserva no restaurante uns 10 minutos depois.

Pra mim, esta seção foi meio um tapa na cara com ao mesmo tempo uma vontade enorme de tomar vergonha e ir logo pra lá. Digo isso, pois ainda não fui ao UK, e sonho com esta viagem desde quando eu era adolescente. Nunca ter ido lá é uma daquelas ironias da vida, sabe?

Foto clichê

Foto clichê

 

– França: Bateu uma saudades daquelas da França, haha. Como tudo na Disney em geral, essa seção é extremamente bem feita, com a Tour Eiffel (claro, né), patisseries, e muitos outros lugares para comer ali. A minha reserva para o almoço foi no Chefs de France e foi muito bom!

Aproveitei para comprar macarons depois, e claro, aproveitar a paisagem. Ah, tem uns equilibristas vestidos de chefs para alegrar o público também.

Comida francesa... uma das melhores coisas do hexágono, haha.

Comida francesa… uma das melhores coisas do hexágono, haha.

 

– Marrocos: Tomei a seção do Marrocos como a minha favorita do Epcot! Dá pra se sentir nas ruas de Marrakesh por ali (detalhe, nunca fui a Marrakesh). Não tinha como não se apaixonar pelas cores e pelos incensos das ruelinhas dali! E é claro, também só me lembrava de “O Clone” por ali (hahaha).

Uma coisa bem legal e que me mordi por não ter feito ali foi uma tatuagem de henna. Eu acho a coisa mais linda e quem sabe eu não faça da próxima vez, hein?

Eu queria todas as roupas dali.

Eu queria todas as roupas dali.

 

– Japão: A riqueza de detalhes do Japão é incrível! Os templos ali te fazem acreditar que aquele é um pedacinho genuíno japonês. Ouvi também ótimos comentários sobre os restaurantes, que inclusive figuram entre os melhores de Orlando!

Mas o melhor da seção japonesa na minha opinião foi a lojinha de souvenirs! Um monte de pikachus, e artigos de diversos animes, kimonos, e artigos da pop culture japonesa todos ali, e originais! Meus olhos ficaram gigantescos e queria levar a loja toda. De lá, eu só trouxe um Charmander dessa vez.

Se eu não dissesse que é no Epcot, acho que passaria tranquilamente pelo Japão.

Se eu não dissesse que é no Epcot, acho que passaria tranquilamente pelo Japão.

 

– The American Adventure: Seção curtinha com um anfiteatro e algumas coisas que remetem aos Estados Unidos. Confesso que não me interessei muito e passei batido. Hahaha.

 

– Itália: Junte Veneza, Roma e Florença, e esta é a seção italiana do Epcot. As estátuas são similares, mas de longe a Itália não é a minha favorita dali. Falam muito bem dos restaurantes italianos ali, pelo menos.

Ah, na lojinha da Itália, alguns artigos tipicamente italianos estão à venda, como perfumes, bolsas e outras coisas de alta moda. Também eles vendem os cristais de Murano e as máscaras do carnaval de Veneza!

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Entrada da seção italiana.

 

– Alemanha: Achei essa seção fofíssima, mas não tive muito tempo de explorá-la. Desde trenzinhos em miniatura, cristais das mais diversas formas e tamanhos (inclusive do Mickey, claro), canecas de cerveja, e claro, muita cerveja alemã!

Também achei a Alemanha uma das seções mais lotadas em que eu estive! Muito boa, porém eu não encontrei nenhum bratwurst à venda (ok, eu não procurei direito).

Árvore de natal de cerveja, haha.

Árvore de natal de cerveja, haha.

 

– China: Assim como o Japão, achei a parte da China muito bem acabada e feita, porém achei que faltou um quê a mais. Bem na entrada da seção, alguns acrobatas chineses fazem umas manobras bem difíceis, e sempre arrancando as palmas do público!

Confesso que me encantei com os chapeuzinhos chineses! Muita gente ali os estava usando!

Réplicas de templos chineses.

Réplicas de templos chineses.

 

– Noruega: Eu também ainda não fui à Noruega, e confesso que não sei muitas coisas sobre a cultura do país (nunca fui atrás, na verdade). Para mim, o símbolo mais icônico do país é aquela igreja de madeira, construída há centenas de anos atrás , que claro, estava representada no Epcot.

Muito “marrom”, eu passei meio batida pela Noruega (também pelo fato da hora do meu fast pass numa atração estar quase no fim), mas a achei muito interessante e bem feita, claro.

Eu, a igreja e um viking.

Eu, a igreja e um viking.

 

– México: Esse foi o primeiro país que “visitei”, mas o último a postar aqui por uma questão de ordem. Junto com o Marrocos e a Alemanha, coloco os mexicanos no meu top 3 do Epcot. Adorei a pirâmide (e o que tem dentro), os souvenirs, e o cheiro da comida estava maravilhoso!

Tinha prometido a mim mesma que eu iria comer comida mexicana por lá, já que toda vez que eu vou aos EUA, eu nunca consigo nada parecido. Dessa vez cheguei perto e também não deu. Pelo jeito, vou ter que arrumar companhia para ir ao México para comer algo autêntico mesmo, haha.

Astecas e Maias em Orlando.

Astecas e Maias em Orlando.

Arrependimentos:

– Ter feito reserva de restaurante: Eu simplesmente amei o Chefs de France, achei a comida muito boa, e o atendimento foi impecável. Porém, eu senti que perdi um tempo preciosíssimo que poderia ter gastado com outras atrações do parque, seja no Future World, como no World Showcase. Além do mais, a conta para duas pessoas não foi barata, que eu poderia ter gastado com outras besteirinhas no Japão, ou até mesmo algum souvenir lindo do Marrocos.

– Levar mais dinheiro: Eu achei que levei pouco dinheiro ao Epcot. Numa ida futura eu quero levar uns 200 dólares só para gastar com bobagem ali. E antes que me perguntem, eu tenho uma preferência por comprar pequenas coisas (como canecas, canetas, e diversas outras lembrancinhas) do que por exemplo, eletrônicos nos EUA.

– =(  Não vi o Illuminations!!!: Por mim, eu aguentava até à noite sem problemas. Dessa vez, a minha mãe estava cansada já lá pelas 6 da tarde e não ficamos para assistir o espetáculo. Uma enorme pena e o meu maior arrependimento, sem dúvida.

 

Então, como eu acho (hehe) que deu pra perceber, eu amei o Epcot e ele é o meu parque favorito de Orlando. Sem dúvida irei nele nas próximas idas à Flórida. Acho que também deu pra perceber que eu amei o World Showcase. Quem me conhece sabe que eu adoro saber coisas sobre novas culturas, e esse é certamente o lugar para isso.

Mas realmente, para crianças menores, o MK é bem mais indicado, devido à magia e todo o clima bem Disney dali. Além do mais, muitas atrações (como o Soarin’ e o Test Track) tem uma altura mínima para entrar, e particularmente eu evitava o baby swap. Muito trabalho.

 

Park review: Magic Kingdom

O Magic Kingdom (ou MK) é sem dúvida o mais icônico de Orlando! Ali, a imagem do castelo da Cinderela se mistura com a própria Disney, e com certeza é o lugar “Where dreams come true” (pelo menos no meu caso, hihi).

De todos os parques da Disney em Orlando, o MK é o mais antigo, e teve como inspiração a Disneylândia, que fica na Califórnia. Fica a dica que algumas atrações são iguais no Magic Kingdom, na Disneylândia e nos outros parques da Disney pelo mundo!

Em Orlando, o MK está dividido em 6 seções, a Main Street USA, Adventureland, Frontierland, Liberty Square, Fantasyland e Tomorrowland. Com pique, é possível sim ver muitas atrações do parque em um só dia, mas também fique atento à época do ano que você vai, e também no tamanho das filas por atração. Querendo ou não, pequenos detalhes podem influenciar na quantidade de atrações que você poderá ver por dia no parque.

Para aqueles que estão nos hoteis da Disney, consulte o concierge para saber qual a melhor maneira de ir até o MK, seja por monotrilho, barco, ou mesmo o ônibus próprio da Disney. Para os hóspedes de outros hoteis, existe um estacionamento amplo, onde é necessário pagar 17 dólares logo na entrada. Depois, é só seguir adiante observando as orientações dos funcionários sobre onde estacionar. Depois de parar, é só esperar um trenzinho que vai te levar à entrada do monotrilho. Não se esqueça de lembrar o setor e fila do estacionamento onde você parou!

Caso você tenha comprado o ingresso online e vai buscar lá, consulte os guichês logo antes da entrada do monotrilho, que logo eles lhe darão os cartões de entrada. Neste cartão se encontram todas as reservas feitas por você: sejam nos fast passes, restaurantes e afins. Após, é só entrar no monotrilho, que ele te levará até a entrada do parque! Ah, cuidado na hora da saída, e observe qual o monotrilho que vai direto ao estacionamento (já que tem outro que te leva para três hoteis Disney: Polynesian, Contemporary e o Grand Floridian).

Aqui, eu vou apresentar as atrações, tentando me manter imparcial, já que gostos mudam. Espero que ajude quem está procurando onde ir no MK! Mas não se esqueça:

– Já chegue ao parque com os fast passes e outras reservas devidamente marcadas (via My Disney Experience);

– E também prepare-se pra andar e ficar em pé em outras filas. Tá que algumas filas não demoram tanto, e dá pra esperar;

– Se possível, leve uma garrafinha para encher nos bebedouros (geralmente próximos aos banheiros), e alguns snacks para ir enganando o estômago no caminho;

– Celular e câmera carregados também, viu!

1. Main Street USA

Com um tema meio que de Anos 1920, a Main Street USA é a “rua de entrada” do Magic Kingdom. Após a entrada do parque, você dará de cara com a Main Street, e no fundo, o Castelo da Cinderela! Basicamente de qualquer ponto ali, dá para tirar uma linda foto com o castelo ao fundo.

Por ser logo no início, ali não existem muitas atrações propriamente ditas, mas dá pra fazer várias coisinhas. Não se esqueça de pegar um mapa (disponível em português também) e um times guide logo depois da entrada.

Desfiles:

– Festival of Fantasy Parade: Este desfile acontece às 3 da tarde, e é bem divertido por causa da presença de vários personagens da Disney, como a Cinderela, Rapunzel, Branca de Neve, Peter Pan, Pluto, Pato Donald, Mickey, Minnie e por aí vai! Bem antes das 3, as pessoas já começam a ficar ali na frente da Main Street guardando lugar, então fique de olho!

– Wishes Nighttime Spetacular: Este é o famoso show que conta com fogos de artifício de todas as formas e cores. É muito bonito e emocionante também (especialmente para uma fã da Disney que nem eu, hihi). Ele acontece todos os dias, geralmente às 10 da noite.

– MK Electrical Parade: Tem vezes que esse desfile acontece duas vezes por dia. Na segunda apresentação, às 23h, é bem interessante, pois não há mais muita gente no parque. Ali, os personagens da Disney também desfilam em carros com iluminação em LED. Bem divertido também.

Atrações:

– Sorcerers of the Magic Kingdom: Confesso que nunca fui nessa atração, que é um joguinho interativo, tipo uma caça ao tesouro. Algumas pessoas me disseram que o jogo pode demorar muito para terminar, e não é tão essencial assim. Porém as crianças adoram!

– WDW Railroad: Esta atração é um trenzinho que passa ao redor do Magic Kingdom. É bem light e pode servir como descanso para aqueles que já rodaram muito o parque, haha.

Meet and greet com personagens:

– Mickey Mouse: Town Square Theater – Backstage Magic with Mickey Mouse.

– Tinker Bell: Town Square Theater – Tinker Bell’s Magical Nook.

– Minnie, Pluto e Marie: Pracinha em frente ao City Hall.

– Branca de Neve: Town Square Theater Porch.

 

2. Adventureland

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Essa parte da Adventureland tem umas atrações diferentes. Em relação a tamanho, ela não é muito grande, porém dá pra fazer bastante coisa por lá. Apesar de ser pequena, as crianças gostam muito, e é um bom espaço para ficar com a família!

Atrações: 

– Piratas do Caribe: Essa atração é bem legal e incrivelmente bem feita! Ela consiste num passeio de barco pelo mundo dos Piratas do Caribe, onde você vê os piratas interagindo de várias maneiras. Apesar de ser na água, não molha.

– The Magic Carpets of Alladin: Ali, você “voa” no tapete mágico, dando voltas, e indo de cima pra baixo. Essa atração tem muito mais a ver com crianças, e para pessoas sem medo de altura (eu tenho medo de altura, risos).

– Jungle Cruise: Esse é um passeiozinho de barco onde o skipper vai interagindo com as pessoas e fazendo piadas. É meio bobinho mas até que é meio divertido.

– Swiss Family Treehouse: É uma casa na árvore com trilhas que tem alguns obstáculos e playground.

Meet and greet com personagens:

Aladim e Jasmine: Em frente ao The Magic Carpets of Alladin.

 

3. Frontierland

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Essa é a região “velho oeste” do MK. A Frontierland tem mais ou menos o tamanho da Adventureland e provavelmente tem duas das atrações mais concorridas do parque. A região é popular e está sempre cheia, porém vale a pena passar algum tempo lá.

Atrações: 

– Splash Mountain: Ela é um trenzinho/montanha russa que tem uma queda alta e rápida no meio da água. No caminho, ela tenta disfarçar com uns animaizinhos brincando na mina. A terceira queda do caminho é a “pra valer”, e dá muito medo em pessoas que nem eu. Hahaha. Menos mal que ela não molha tanto assim.

– Big Thunder Mountain: Essa é uma das montanhas russas clássicas da Disney. Nunca fui nela, porém dizem que ela é bem tranquila.

– Tom Sawyer Island: Os meninos costumam gostar, porém é uma atração meio bobinha para adultos.

Meet and greet com personagens:

– Woody e Jessie: próximo à Splash Mountain.

 

4. Liberty Hall

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Essa é a menor atração do MK, mas ela é bem bonitinha e organizada. Ela lembra alguma pequena cidade da costa Leste dos EUA, bem all american. Como no Tomorrowland, as lojas ali tem coisas interessantes.

 

Atrações: 

– Haunted Mansion: Eu gosto muito dessa atração! É um trenzinho fantasma (parece bobinho, mas enfim), mas é rico em detalhes e é super divertido. Durante a fila, os “fantasmas” interagem com as pessoas. Geralmente tem fila por lá, então garanta o fast pass!

– Liberty Square Riverboat: É simplesmente um passeio num navio a vapor. Sem emoção.

– Hall of Presidents: Nessa atração, bonecos de todos os presidentes dos EUA contam a história do país e enaltecem os americanos. É até curioso, mas se eu fosse americana, acho que eu me interessaria mais por essa atração.

Meet and greet com personagens: 

– Tiana: próximo à loja natalina.

 

5. Tomorrowland

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Essa é a parte futurista do MK, e é a minha “menos favorita”. Particularmente são as atrações que menos me chamam a atenção, mas vale a pena pelo menos dar uma olhadinha.

Atrações: 

– Buzz Lightyear’s Space Ranger Spin: Este é um trem onde você deverá atirar nos alvos pelo caminho, e é bem divertido! Cuidado com as filas desde já.

– Monsters, Inc. Laugh Floor: Este é um show de stand up comedy apresentado pelo Mike, onde ele interage com o público. Obviamente ele é todo em inglês, e dá pra garantir boas risadas.

– Stitch’s Great Scape: Atração boa para crianças. Nela, o Stitch foge e tem uma “caça” atrás dele. Vá se sobrar tempo.

– Space Mountain: É, montanhas russas não são o meu forte. Porém eu ouço comentários muito bons desta atração, que é toda no escuro, e diz que mexe muito!

– Tomorrowland Speedway: Essa é uma corrida de kart, tipo numa pista de autorama. É divertidinho, mas vá só quando você já tiver ido nas suas atrações preferidas.

Meet and greet com personagens:

– Buzz Lightyear: Próximo ao Buzz Lightyear’s Space Ranger Spin.

 

6. Fantasyland

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Não escondo de ninguém que não cresci, e que a Fantasyland é a minha parte preferida do MK por causa disso, hahaha. As atrações mais clássicas se encontram aqui, e tenho certeza que qualquer um volta a ser criança nas atrações.

Atrações: 

– Seven Dwarfs Mine Train: Essa montanha russa é nova, e juro que inflei o peito e criei coragem de ir pra lá, mas a fila de espera estava em 110 minutos. O fast pass também já tinha esgotado. Fica para a próxima, sabendo dos excelentes comentários que eu ouvi sobre a atração.

– Peter Pan’s Flight: Essa atração é uma gracinha! É como se o Peter Pan estivesse te levando para Neverland, numa espécie de “voo”. Vale a pena!

– It’s a small world: Uma viagem de barquinho onde você verá bonequinhos customizados com fantasias de vários lugares do mundo. Ah, e com uma musiquinha grude que passa o resto do dia na cabeça.

– The Many Adventures of Winnie the Pooh: Outro trenzinho da Disney, e que é uma gracinha! Mas mais uma vez, ela é projetada mais para crianças. Ah, e por incrível que pareça, a fila demora muito ali.

– Mad Tea Party: Atração tradicional da Disney, onde as xícaras giram. Eu era louca pra ir na “xícara maluca” quando eu tinha 5 anos. Hoje, eu não sei se eu conseguiria sair de lá sem ficar enjoada, haha.

– Mickey’s Phillarmagic: É uma atração com um filme 3D com o Mickey, o Donald, a Minnie e cia. É bem fofinho e agradável, e muita gente gosta de ir lá.

– Under the Sea – The Journey of the little Mermaid: Outra atração que abriu na “Nova Fantasyland”. Como eu adoro a Ariel, sempre gosto de ir lá, mas é uma atração “clássica”, sendo um trenzinho que conta a história do filme e ponto.

– Prince Charming Regal Carrousel: Ande num carrossel clássico! Basicamente é isto.

– Dumbo, the Flying Elephant: Tipo o tapete mágico do Aladim. Uma atração que roda, sobe e desce.

Meet and Greet com personagens:

– Ariel: Na Ariel’s Grotto.

– Mérida: Próximo ao castelo da Cinderela, na Floresta Encantada.

– Bela: No Enchanted Tales with Belle.

– Ursinho Pooh e Tigrão: Próximo ao The Many Adventures of Winnie the Pooh.

– Aurora, Branca de Neve, Rapunzel, Tiana, Anna, Elsa, Cinderela: Princess Fairytale Hall (consultar no dia, e são só duas princesas por vez. Quando eu fui, escolhi a fila da Aurora e da Branca de Neve).

– Peter Pan: Próximo ao Peter Pan’s Flight.

 

Então, Disney é Disney! Fica a sugestão de que o Magic Kingdom é um parque voltado mais para crianças, mas não tem como os adultos não se encantarem! As atrações são muito bem feitas, funcionários atenciosos, e claro, todos felizes! Afinal, o MK é o lugar mais feliz da Terra!

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La Nouba, a experiência

Dessa última visita a Orlando, eu realizei uma vontade antiga, que era assistir a apresentação do La Nouba, atração permanente do Cirque du Soleil localizada em Downtown Disney. Fica a dica de que Orlando é uma cidade preparada para entretenimento, e não tem como não considerar uma ida ao Cirque du Soleil ali!

1. Fatos sobre a apresentação

Essa é uma apresentação que tem como tema o encontro do mundo real com o imaginário relacionando sonhos e pesadelos (bem clássico do Cirque du Soleil, não?). Como já podemos esperar, a produção é muito bem feita, a maquiagem e figurino dos artistas é impecável, e tudo combina, desde a sonoplastia, iluminação, coordenação de movimentos, e etc.

Como disse antes, essa é uma apresentação permanente, que acontece numa tenda branca localizada no West Side. Ela acontece desde os meados dos anos 1990 e a infraestrutura é muito melhor do que as atrações “itinerantes”, como as que acontecem aqui no Brasil. Por exemplo, o palco já é preparado especialmente para as nuances do show. Chão abrindo no meio, prédios subindo do nada e assim vai.

Desta vez, preferi ficar na categoria 1, que é a “terceira melhor” de se ficar. A mais cara é o Golden Circle, que oferece a melhor visão do palco (custa USD 139 + taxas). Vale ressaltar que o Golden Circle fica no meio do anfiteatro, e não é necessário ficar na frente para ter uma boa visão do palco.

A segunda mais cara é a Front and Center (custa USD 124 + taxas), mas honestamente fiquei feliz de ter escolhido a categoria 1 (custa USD 99 + taxas), pois basicamente tive a mesma visão de quem estava no Front and Center.

2. Sobre a compra

Só é possível de comprar os ingressos pelo site do Cirque du Soleil, na seção oficial do La Nouba. (https://www.cirquedusoleil.com/en/shows/lanouba/tickets/florida.aspx) O site é bem claro e conciso, e é super fácil de fazer a compra, além de tirar algumas dúvidas como preços, mapa do palco, e outras coisas.

Para comprar os ingressos, é só seguir os passos:
– Na aba “Tickets”, escolha “Regular Tickets – see tickets”.

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– Você é redirecionado para uma página onde você deve escolher o dia e a hora da apresentação.

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– Escolha a categoria escolhida do seu ingresso.
– Com isso, escolha a quantidade de ingressos (baseada na idade dos espectadores).

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– Escolha seu lugar (na verdade eles te redirecionam um lugar e o seguram por 10 minutos). Eles também vão mostrar a possibilidade de um upgrade caso você tenha dúvidas.

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– Depois, é só preencher os dados do seu cartão de crédito e pronto. Compra efetuada. :)

Se possível, selecione a opção de imprimir os tickets em casa. É mais fácil e cômodo.

Vale lembrar algumas coisas:
– As apresentações acontecem de terça à sábado.
– Existem dois horários disponíveis: 18h e 21h.
– Crianças menores de 3 anos não podem entrar.
– Não é permitido tirar fotos e filmar.

3. O que eu achei da apresentação

Eu já assisti a outra apresentação do Cirque du Soleil: o “O”. E é impossível não comparar as duas! Apesar das muitas diferenças, você acaba comparando as apresentações e eu digo que eu achei o O muito melhor produzido que o La Nouba.

Na verdade eu acabei me decepcionando com o La Nouba por dois aspectos: a infraestrutura (que sim, a elogiei acima) e a falta de “Wow moments”.

Apesar da infraestrutura ser a adequada para a apresentação, eu a achei antiga e apertadinha. Ah, e sobre os wow moments, eu achei que a apresentação das chinesinhas foi muito boa, porém nenhuma outra apresentação se equiparou a ela, não mantendo uma uniformidade. Mas como eu disse em outro post, gosto é gosto e varia muito. :)

Mas enfim, se vale a pena assistir o La Nouba? Sim, claro! A apresentação é linda, mas continuo achando que são necessários mais wow moments. Mas é muito legal ver a dedicação e a emoção dos artistas. Tudo é muito real e intenso para quem assiste. Uma pena que 1h30 passam rápido.

Para matar um pouco a curiosidade, segue o trailer do espetáculo!

Veja também: Minha experiência com o Cirque du Soleil

Passagens compradas: Orlando

Como eu já contei neste post, eu sempre sonhei em conhecer os parques da Disney desde pequenininha, mas infelizmente essa viagem demorou muito para acontecer. O passado já foi e hoje eu consigo aproveitar mais do que nunca as oportunidades de sair da minha cidade, um grande triunfo para quem acreditava que os grandes monumentos do mundo eram inalcançáveis!

Eu gosto de viajar para destinos diferente (vide Sibéria por exemplo), mas se divertir em lugares mais conhecidos é igualmente ótimo! Por isso, estou indo de novo a Orlando daqui a uns dois meses! \o/

Bem, eu vou tentar compartilhar alguns dos meus conhecimentos e dicas aqui pra vocês, assim como uma espécie de planejamento de viagem. Espero que ajude. =)

MK, seu lindo!

MK, seu lindo!

Primeiro passo: Compra de passagens

Então, geralmente as passagens para os Estados Unidos não são tão caras aonde eu moro, e sempre existem promoções, especialmente pra Miami e Orlando. Das outras vezes que eu fui aos Estados Unidos, cheguei por Miami e teria sempre que ir pra estrada para chegar em Orlando. Pela Florida Turnpike, uma rodovia que cruza o estado, a viagem dura de 3 a 4 horas em quase numa linha reta, e com vários lugares onde é possível fazer paradas estratégicas.

Dessa vez, vamos chegar diretamente em Orlando pela Copa Airlines, fazendo conexão no Panamá. Saio daqui às 3:20 da manhã e meio dia já terei chegado no destino final. Comprei as passagens num preço promocional, e mal espero a data da viagem.

Hotel Hyatt, que fica dentro do aeroporto de Orlando.

Hotel Hyatt, que fica dentro do aeroporto de Orlando.

Segundo passo: Definição dos parques e eventos a cada dia

Vamos viajar numa quinta, e voltamos na quinta seguinte. Para aproveitar o máximo possível dos parques e das atrações, observamos o calendário de eventos (não consegui fazer o upload do arquivo aqui :/ ), e definimos a nossa programação:

  • Quinta: Chegada e Downtown Disney
  • Sexta: Epcot
  • Sábado: Magic Kingdom
  • Domingo: Compras
  • Segunda: Hollywood Studios
  • Terça: Universal Studios
  • Quarta: Islands of Adventure
  • Quinta: Retorno para casa

O motivo por trás de ter selecionado esses dias para estas atrações é simples e se chama Magic hours. Essas horas mágicas são exclusivas para hóspedes dos hoteis da Disney, e elas dão a permissão de ficar mais tempo nos parques.

Te peguei, Huguinho! (Ou Zezinho. Ou Luisinho...)

Te peguei, Huguinho! (Ou Zezinho. Ou Luisinho…)

Como assim?

Em certos dias, o parque ou abre mais cedo, ou fecha mais tarde para os hóspedes dos hoteis e resorts da Disney! Às vezes, o parque fica aberto até duas horas depois do fechamento exclusivamente para os hóspedes Disney.

Acabamos preferindo aproveitar as Magic Hours noturnas. Alguns dizem que não pode valer tanta pena assim devido ao fato de ser um pensamento meio “coletivo” entre os hóspedes, e o parque pode continuar cheio. Porém eu acredito que mesmo que a manhã seja mais tranquila, é preciso haver muita disposição para estar lá no portão dos parques uma hora mais cedo que o normal, e como eu me conheço, corro o risco de me cansar muito mais e acabar não aproveitando os parques da maneira que eu pretendo. Mesmo com esse “risco” de lotação, ainda tenho pelo menos mais uma hora garantida à noite de qualquer jeito.

Multidão indo assistir o Fantasmic!

Multidão indo assistir o Fantasmic!

Terceiro passo: Reserva de restaurantes

Esse é um passo opcional para quem pretende viajar à Orlando. Já passamos certo “aperto” na hora de comer, devido ao fato dos restaurantes serem bem cheios no almoço e jantar, tendo que optar pelo fast food.

Dessa vez decidimos comer um pouco melhor, e desde já, fizemos as nossas reservas! Para isso, é necessário fazer uma conta no My Disney Experience, que é um portal que pode gerenciar todas as suas reservas, como ingressos, parques, hoteis, restaurantes e fast pass, por exemplo.

Após a criação da conta, especifique quem são os viajantes que vão com você, e de lá ele já cria uma estimativa do número de pessoas por reserva.

Dentro do portal, você pode filtrar os restaurantes por localização, seja um parque, Downtown Disney, resorts e assim por diante. Ao selecionar qualquer um deles, você poderá observar fotos, menu e faixa de preço. Para comentários de pessoas que foram a esses restaurantes, fica a dica de jogar o nome destes no Trip Advisor, onde as pessoas dão dicas e palpites dos lugares que foram.

No lado direito da tela, existe uma espécie de calendário, onde é possível consultar em que dia e em que hora existe a possibilidade de se fazer a reserva. Ao escolher qual é o melhor dia e horário, ele vai pedir a confirmação de quantas pessoas pela reserva, e vai pedir um número de cartão de crédito como garantia.

Se você quiser, já é possível de gravar esse número de cartão no site para que as outras reservas – como ingressos e hoteis – sejam faturadas ali.

Só para dar um exemplo, reservamos três restaurantes: o T-rex em Downtown Disney (com tema de dinossauros), o The Plaza no Magic Kingdom (de aparência que lembra o sul dos Estados Unidos) e o Chefs de France no Epcot (com gastronomia francesa).

Downtown Disney

Downtown Disney

Quarto passo: Compra de ingressos do Universal Studios

Então, os parques da Universal em Orlando também são muito visados por brasileiros que vão à Flórida. Em Orlando, eu só fui uma vez no Universal Studios, e tem alguns anos. Acabei não visitando o Islands of Adventure por que eu estava com um problema no pé, mas dessa vez não passa a minha ida lá! :)

Na vez que eu fui ao Universal Studios em Orlando, achei tudo muito tranquilo, sem filas e ótimo de passear. Deu pra aproveitar bastante os brinquedos, e tirei muuuitas fotos! Esse ano, eu fui ao Universal Studios em Los Angeles e posso dizer que os dois parques são bem semelhantes e muitas atrações são as mesmas, como o simulador dos Simpsons, o show 4D do Shrek e a montanha russa da Múmia por exemplo. Mas em Los Angeles, tem o Studio Tour, que foi demais, e prometi pra mim mesma que eu iria escrever um post aqui sobre ele <3.

Mas enfim, como pretendo passar um dia em cada parque, vou comprar o Single Park admission, que custa 68 dólares por dia, e dá o direito de aproveitar um parque mais o City Walk. Para aqueles que tem interesse de comprar o ingresso que permita ir e voltar de um parque pra outro, o ingresso custa 88 dólares por dia (isso considerando que você vá para lá e passe dois dias nos parques).

Pelo preço e objetivo de aproveitar bem os dois parques sem precsiar ir e voltar, reafirmo que vou comprar o Single Park admission. Até o fim desse mês, eu compro esses ingressos.

@Jaws

@Jaws

Quinto passo: Reserva de hoteis da Disney

Vamos reservar nossos hoteis logo em janeiro! Uma coisa de cada vez, né? :)

Como já disse acima, ficar em hoteis da Disney te dá ótimas vantagens, além de sempre contar com um excelente serviço da entrada até a partida. Além do mais, achei uma gracinha o fato de ter me hospedado num hotel Disney, hahaha.

Outra vantagem de se ficar em hoteis da Disney são os transportes para os parques e outros complexos. Serviços de ônibus exclusivos da Disney são oferecidos continuamente e te leva dos hoteis para os parques, Downtown Disney, e outros complexos Disney. Alguns deles oferecem transporte de barco para determinados parques, por exemplo.

Só para ter uma ideia, quando eu fiquei no Grand Floridian, além do serviço de ônibus, existe conexão de barco, e um monotrilho passa na porta do hotel. Para ir ao Magic Kingdom, era necessário descer na primeira parada do monotrilho, e pra voltar, na primeira parada do barco (Mas atenção! Existem diversos cais no MK, e observe de qual cais o barco vai pro seu hotel!).

Ah, fica a dica das Magic Bands, que são as famosas pulserinhas da Disney! Ao fazer o check in no hotel, elas servem como suas chaves do quarto, ingressos do parque, entrada de fast pass, e se você quiser comprar algo nos parques e não tiver o cartão ou dinheiro em mãos, é só ativar a pulseirinha que ela já fatura no seu cartão de crédito cadastrado no My Disney Experience!

Então, dessa vez, não vamos ficar no Grand Floridian e vamos “testar” algum novo. Uma vez a minha mãe ficou num que o tema era da Ariel e se apaixonou. Acho que vamos ficar por lá :)

A entrada do Grand Floridian

A entrada do Grand Floridian

Sexto passo: Compra de ingressos Disney e Fast Pass

Esse passo é bem tranquilo, e também feito no lindo My Disney Experience. Você tem a opção de comprar a quantidade de ingressos que quiser, e fica a dica que a cada mais ingressos, o preço relativo de cada um vai diminuindo!

Depois com os ingressos já em mãos (ou no site, risos), é possível de fazer as reservas do Fast Pass. Esse passe, também conhecido como “fura fila” é essencial nas atrações mais disputadas de cada parque, e cada pessoa tem direito a três fast passes por dia em três diferentes atrações.

O critério de cada fast pass depende de cada pessoa. Se você quer algo mais emocionante, fazer o fast pass na Torre do Terror, na montanha russa do Aerosmith ou ir pra Splash Mountain é essencial (já que as três são bem disputadas). Se você quer algo mais clássico, talvez o fast pass para o Piratas do Caribe, o Toy Story ou a montanha russa dos sete anões seja mais apropriado. Maas se você quiser encher seu livro de autógrafos dos personagens, pegue o fast pass que tenha encontro com os personagens!

Fica a dica que algumas atrações não fazem valer a pena o fast pass. A jornada do ursinho Pooh, apesar de fofinha tem uma fila bem demorada, e muitos concordam que não vale a pena a espera (nem o fast pass). Outras, como o It’s a small world, as xícaras malucas e até mesmo a mansão mal assombrada (que tem um tempo de fila razoavelmente considerável), não consigo ver necessidade de usar fast pass.

Ah, vale a pena lembrar que as parades e o Wishes não tem fast pass. O “fast pass” é justamente chegar cedo e pegar um lugar bem na frente pra assistir tudo. :)

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Sétimo passo: Aluguel de carro

Ter um carro é essencial para quem vai para Orlando! Se você não vai ficar em um hotel Disney, mais essencial ainda. Tudo é distante, incluindo outlets, outras atrações como o Sea World, o Kennedy Space Center e o Busch Gardens (que fica em Tampa), e não é bom, e nem muito viável o uso de táxi.

Estacionamentos são gratuitos, leis de trânsito são respeitadas, e as estradas são ótimas. Não tem o que temer, mas fica a dica de que é necessário saber dirigir carro automático, e de dicas como abastecer! :) (Vou contar minha experiência abastecendo carro por lá por aqui assim que chegar!)

Sobre carros e preços, fique de olho na quantidade de pessoas que vão com você! Dessa vez, só comigo e com a minha mãe, vamos alugar um Sedan, possivelmente um Corolla. Quando vamos em maior número, alugamos carros tipo SUV. Na nossa viagem pela costa da Califórnia, ficamos com uma SUV que dava até 8 pessoas e foi ótimo! :)

Fica a dica de levar um GPS daqui. Seja seu ou emprestado, às vezes não é bom confiar no GPS que eles alugam na operadora. Experiência própria.

On the road...

On the road…

Oitavo passo: Comprar ingressos para o Cirque du Soleil

Em Orlando, existe um show permanente do Cirque du Soleil chamado “La Nouba”. Eu apenas pude assistir a um espetáculo do Cirque du Soleil em Vegas, e me apaixonei! Mas como temos outras prioridades (como os parques, hihihi), e temos já o jantar no T-rex no dia que pretendemos ir assistir à La Nouba, e por isso ainda não temos certeza se vamos lá.

Os ingressos são vendidos no site do Cirque du Soleil via ticketmaster. É possível de imprimir o próprio ingresso em casa e apresentar na hora. Ah, e as apresentações ocorrem em Downtown Disney, numa enorme tenda branca instalada ali.

Cirque du Soleil, em Downtown Disney

Cirque du Soleil, em Downtown Disney

Nono passo: Seguro viagem e preparativos finais

Seguro viagem é obrigarório para qualquer viagem ao exterior! É possível comprar em qualquer agência de viagens ou mesmo pela internet.

Confesso que não tenho preferências por seguro saúde, mas prefiro não usar o ofertado pelo cartão de crédito, nem o que é vendido na CVC. Sempre tenho dificuldades ao ativar o primeiro, e no segundo, eles se negaram a me ajudar numa situação de emergência no exterior devido à falta do cadastro do hospital que tinham me levado (que era o único na cidade).

Mas enfim, com passaporte, visto, passagens, seguros, ingressos, todos os tipos de reserva possíveis, e claro, muito dinheiro e cartão liberado, aproveite sua viagem a Orlando! Contando os dias aqui para fazer a minha. :)

Mickey e Minnie

Mickey e Minnie

Airport review: Miami Int’l Airport (MIA)

O aeroporto de Miami, junto com o aeroporto JFK de New York são os principais hubs de entrada de brasileiros nos Estados Unidos. Devido à localização geográfica, cultura latina, praias e possibilidade de compra, muitos brasileiros acabam indo para lá nas férias. Só que Miami também é um hub aéreo muito importante para quem entra nos Estados Unidos para desembarcar em qualquer outro lugar no país, Caribe e até México.

Mapinha do aeroporto de Miami

Mapinha do aeroporto de Miami

Existe conexão direta com o Brasil?

Sim, e muitas! Miami é um hub aéreo da American Airlines, e existem voos diretos dessa companhia para Belo Horizonte, Curitiba, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo, e em dezembro, começarão voos a partir de Campinas. Já a LATAM opera saídas de 7 cidades: Belém, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Manaus, Rio de Janeiro e São Paulo. Sempre fui de LATAM e gostei muito dos serviços do voo: atendimento, serviço de bordo e entretenimento. Além do mais, adoro a duração da viagem: pouco mais de 4h30.

Transporte para aluguel de carro?

Em geral nos Estados Unidos, principalmente em Miami, é indispensável ter carro. No desembarque existem ônibus brancos chamados de “Rental Car Shuttle” que levam a um prédio onde se encontram as locadoras de carros. Lá é só contatar sua locadora com a reserva, e buscar seu carro.

O aeroporto oferece wifi?

Sim, oferece e a qualidade é relativamente boa. Além do mais, é grátis e pega em quase todo o terminal!

Qual a disponibilidade de tomadas e cadeiras?
Existe uma boa variedade de ambas, e sempre é possível parar, sentar e carregar algum aparelho.

Dormir no aeroporto é bom?
No aeroporto em si, mais ou menos. Não dá pra deitar e ter uma noite confortável, mas dentro do aeroporto existe um hotel para aqueles que vão ter que passar a noite no local. Não é um hotel tipo cápsula, e o quarto que ficamos era amplo, com TV a cabo e um banheiro grande também. A única ressalva é que o hotel não aceita reservas na hora.

Serviços de alimentação:
Existem fast foods e restaurantes por todo o aeroporto. Mas a dica principal é que a grande maioria deles fecha cedo, já que o aeroporto fecha depois das 22:00, sem pousos nem decolagens. Da última vez, chegamos lá pelas 20:30, guardamos as coisas no hotel, e quando descemos, só tinha o Burger King aberto.

Como é a imigração?

Uma das vezes que fui lá, eu passei cerca de 1h30 em pé na fila, pois esta não andava. E confesso de que todos os lugares que viajei, a imigração lá foi a mais chatinha. Não por ser intimidante, mas pelo fato de haverem várias perguntas a fazer (quanto tempo você vai ficar aqui, qual o hotel, se você estuda, onde você trabalha e qual o setor e assim sucessivamente) e também pelo fato de você ter que tirar uma foto na webcam e passar suas digitais para verificação. Procedimento comum nos Estados Unidos, para minimizar ao máximo ameaças de terrorismo e imigração ilegal. É bom estar com todos os documentos da viagem em mãos (passaporte com visto, passagem de volta, seguro saúde, reserva de carro e hotel, cartão de crédito, crachá do trabalho e afins).

Compras e free shop:

Pelo o que eu me lembre, o free shop de Miami no embarque/desembarque internacional não é tão bom (nem me lembro se tem, honestamente). Mas para embarque domésticos, o terminal que eu estava era cheio de lojas de vários tipos e setores com preços muito bons. Inclusive marcas que brasileiros adoram como Victoria’s Secret, Abercrombie and Fitch, Hollister, GAP and so on.

Como já disse, muitos brasileiros entram nos Estados Unidos via Miami. Não é difícil de se comunicar em português por lá, e o aeroporto por si, é bastante explicativo. Aproveite suas férias, que o aeroporto de Miami , para entradas e conexões, é muito bom.

Acompanhe também:

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Visita em Alcatraz

Um dos lugares mais icônicos dos Estados Unidos é a prisão de Alcatraz, localizada na baía de São Francisco, na Califórnia. O lugar atrai milhares de turistas de todo o mundo, e oferece uma grande oportunidade de saber mais da história dos Estados Unidos, vista por um ângulo diferente. Vou contar um pouco como foi a minha experiência na ilha, assim como algumas dicas de quem pretende visitá-la. :)

Vista de Alcatraz do ferryboat

Vista de Alcatraz do ferryboat

Decidimos visitar Alcatraz logo no nosso primeiro dia “de facto” em San Francisco. Tínhamos alugado um carro, para termos um pouco mais de conforto por causa das crianças e estacionamos num edifício garagem ali perto do Pier 39. Lembrando que estacionamentos em San Fran geralmente são meio salgados e escassos.

Placa de entrada

Placa de entrada

Do estacionamento fomos andando até o Pier 33, onde se vende os ingressos para a excursão na ilha. Eles podem ser comprados online ou lá mesmo, e acabamos escolhendo a segunda opção. Acabei lendo em alguns sites que é melhor comprar com antecedência, devido à alta demanda e pelo fato destes se esgotarem rápido. Compramos o nosso ingresso no mesmo dia, sem filas, com o embarque marcado para 30 minutos depois. Nada mal.

Por apenas USD 30 por pessoa você tem o translado, o audioguia e pode ficar por tempo indeterminado na ilha (claro, até a hora do último ferry diurno sair de lá).

Algum tempo depois, entramos na fila para embarcar. Tiramos uma foto, que depois compraríamos por 25 USD para manter de lembrança. Eu gostei da foto e quis mesmo comprar. :P

Foto de lembrancinha da visita <3

Foto de lembrancinha da visita <3

Como estávamos com o carrinho para os meus priminhos, acabamos ficando na parte de baixo do ferry, mas sem arrependimentos. O trajeto do continente até a “The Rock” leva uns 15 minutos, e sempre com belas vistas pelo caminho. Apesar da aura sombria envolvendo a prisão é notável se destacar que aquele local é privilegiado com toda a visão bonita de San Francisco, da Golden Gate, da Baía e tudo mais. Vale adicionar a presença das gaivotas, o que dão mais um tempero a esse lugar.

Vista da Baía

Vista da Baía

Chegando lá, é possível andar por algumas trilhas que levam a lugares interessantes: a Water Tower, a Power House, a Morgue, a Lighthouse, o Officers’ Club e quando eu fui, tinha uma espécie de apresentação de um documentário, e algumas fotos e objetos do lugar na sua “época áurea”. Fica a dica também que a ilha é cheia de altos e baixos, e se prepare para andar! Mas o ponto mais visado pelos turistas é a Cellhouse, que é onde se encontram as celas e onde se passaram todas aquelas histórias famosas. Chegando lá é possível pegar audioguias grátis em português, que contam detalhes interessantes da história da prisão.

The water tower

The water tower

Você caminha naqueles corredores, olhando para as celas, ouvindo os relatos dos audioguias e logo você consegue imaginar como aqueles detentos viviam. Em alguns momentos chega a ser até angustiante saber dos detalhes das rebeliões, mortes e fugas (apenas 3 presos conseguiram fugir de lá!). É possível também de entrar em algumas celas e tirar fotos, e também verificar as condições precárias nas quais esses criminosos viviam.

Cara de chateada na cela de Alcatraz

Cara de chateada na cela de Alcatraz

Algumas das celas, inclusive são “mobiliadas”, tentando retomar o dia-a-dia dos prisioneiros e como eles viviam. O clima é meio tenso e dá pra sentir aquele clima pesado no ar, mas sem mais coisas.

Eu também comprei um guia com algumas histórias e mapas por USD1, super tranquilo. É bom lembrar que não se vende comida na ilha, ou seja, vá bem alimentado para lá.

Contando a história da "Batalha de Alcatraz"

Contando a história da “Batalha de Alcatraz”

Para pegar o ferry de volta, existe uma timetable com os horários disponíveis de embarque. Apenas uma empresa faz os trajetos de ida e volta, de forma bem tranquila e organizada.

Como disse, fomos de dia, mas para quem quer conhecer um pouco mais aprofundadamente a história de Alcatraz, existe um night tour com um guia especial, e vagas limitadas. Queria muito ir nesse, mas a minha tia ficou com medo, rs.

Corredores

Corredores

Fomos em Abril e o clima estava ótimo e como disse, sem uma fila enorme, mas tinha bastante gente lá. E vale dizer que o dinheiro gasto com os ingressos foi um excelente investimento. Belas vistas, aula de história e cultura, e também, histórias para contar.