Tour no Parlamento húngaro

Talvez um dos prédios que mais se destaquem no skyline (ou melhor, riverview) de Budapeste seja a sede do Parlamento Húngaro. Esse prédio enorme e imponente é um ponto turístico incrível da capital húngara, e todos aqueles que tenham interesse em história e cultura local, a visita guiada pelo interior é super recomendável (e nem leva muito tempo!).

Apaixonada por essa vista! (Parlamento ao fundo)

Apaixonada por essa vista! (Parlamento ao fundo)

Primeiramente, aí vão alguns dados! O prédio foi finalizado em 1904, após a necessidade da implementação de um parlamento devido ao novo status da Hungria. Para a construção, foram utilizados mais de 40 milhões de tijolos, 40 quilos de ouro e materiais essencialmente húngaros, além do mais, o prédio possui várias obras de arte, e 242 esculturas em suas paredes.

Todos esses números refletem uma pomposidade óbvia do edifício, que é um dos principais focos do acender das luzes da noite na beira do Danúbio. E como grande ponto turístico, visitas guiadas acontecem todos os dias!

Escadarias do Parlamento

Escadarias do Parlamento

Sobre ingressos: Eu e a minha roomate nos interessamos pela visita guiada em inglês das 15 horas. Porém nos atrasamos, e por uma questão de 5 minutos não conseguimos comprar os ingressos para esse horário (mesmo ainda sendo antes das 15 horas). A “sorte” é que existe um tour em espanhol às 16h, e me comprometi a traduzir tudinho pra ela! O ingresso custou 3500 HUF (cerca de 30 reais), e atualmente o ticket booth se encontra momentaneamente no museu de Etnografia, localizado logo atrás do Parlamento.

Aposentos apresentados: O tour passa pelas escadarias, a Cúpula Municipal, a sala de recepção do Presidente e uma das câmaras utilizadas no passado. Foco debaixo da Cúpula, onde guardas protegem a coroa do Rei Estevão I (sim, o da cruz torta).

Informações curiosas: O tour oferece um conhecimento sobre a Hungria e sua história, como número de parlamentares, territórios perdidos pela Hungria, a coroa do Rei Estevão, o cinzeiro dos parlamentares, e a curiosa história do arquiteto projetista do edifício, que ficou cego antes que tudo estivesse concluído.

Câmara utilizada antigamente

Câmara utilizada antigamente

Pode tirar fotos? Sim, porém sem flash. Um ou outro cômodo é possível tirar com flash, mas isso o guia indicará.

Quais os idiomas disponíveis para apresentação: Foco para as visitas em inglês e espanhol. Porém existem guias em Húngaro, Francês, Hebraico, Alemão, Russo e Italiano.

Opinião geral sobre o tour: Pelo valor alto (o mais alto dentre todos os lugares visitados em Budapeste), eu esperava um pouco mais. A visita dura até uns 35 minutos e muitos cômodos não são contemplados. Entendo que existe uma razão de segurança, por esse prédio ser bem visado, mas em termos de informação recebida, ele é bem completo. A guia dava um tempo para tirar fotos (e claro, me transformar em tradutora instantânea).

"Porta cigarros"

“Porta cigarros”

Como chegar? A maneira mais fácil é descer na estação Kossuth Lajos Tér, na linha M2 (vermelha).

 

Airport review: Budapest Liszt Ferenc – Ferihegy (BUD)

Então, hoje eu vim falar da principal entrada para a Hungria, que é o aeroporto de Budapeste. Ele se localiza no sudeste de Peste, meio longe do centro da cidade. Para quem tem interesse de conhecer a Europa Central, Budapeste é uma excelente pedida para a chegada!

Existe conexão direta com o Brasil? 

Não. É necessário viajar para outros hubs europeus, de preferência lugares que possuem saída do Brasil. Fica a dica para a Alemanha, que possui vários voos partindo para BUD.

A Hungria possui uma companhia aérea nacional? 

A Hungria recentemente viveu uma crise aérea bem grande com a falência da Malev em 2012, e parte do aeroporto de Ferihegy se encontra fechada (os terminais utilizados atualmente são o 2A e o 2B). No momento, existe a Wizz Air (a roxa), que é uma low cost húngara com alguns destinos pela Europa. Nunca voei por ela, mas alguns amigos dizem que ela é melhor que outras companhias como Ryanair e Easyjet.

Como é a conexão para o centro? 

Não existe um trem que conecta o aeroporto para o centro, porém já existem planos para fazer uma conexão com Keleti pu. Porém existe a linha 900E que sai do aeroporto em direção a Kobanya-Kispest (linha final do metrô azul). Serviços de táxi também são baratos e valem a pena caso não exista paciência para andar de ônibus.

Como é o duty free? 

Em BUD, o Duty Free é muito bom, e a área de embarque do aeroporto é cheia de lojas de vários tipos. Vale a pena quem tem dinheiro pra gastar. :)

Tem wifi? 

Tem sim! E não é nada de 15 minutos de acesso como em outros lugares. A conexão é grátis e pode durar até duas horas!

E tomadas?

Existe uma quantidade razoável de tomadas na área de transfer.

E cadeiras? 

Mas cadeiras são meio escassas. Fiz check in cedo e mesmo assim tive que sentar no chão para esperar o embarque.

Como é o serviço de restaurantes e alimentação? 

Existem alguns cafés e fast foods no Terminal 2A. Gostei bastante de um café localizado próximo à área de check in, mas lá dentro tem Burger King, KFC e outros restaurantes!

O Check in é complicado? 

Achei desorganizado. Iria começar a minha jornada com a Lufthansa e como de praxe, a companhia alemã exige o check in nas máquinas, mas por algum motivo, só o primeiro trecho foi impresso. Teria que enfrentar a fila para despachar as malas de qualquer maneira, e só na cabeceira consegui imprimir todos os trechos.

Vale a pena trocar dinheiro lá? 

Não mesmo! Ali em Ferihegy foi onde eu vi uma das piores cotações em todas as minhas andanças por aí! Se for necessário, troque o mínimo possível na entrada.

E a opinião em geral? 

BUD é um excelente aeroporto que superou as minhas expectativas! Infelizmente, o aeroporto poderia receber mais gente caso a Malev ainda existisse, mas pouco a pouco Budapeste em geral se prepara para o turismo. Com certeza BUD é uma excelente porta de entrada para a Hungria.

Um momento incrível foi sobrevoar Budapeste próximo ao pouso bem no pôr-do-sol. Tá que não é competência do aeroporto, mas não consigo lembrar de nada sobre BUD sem lembrar daquela vista. :)

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Quando o dia é mais curto (ou mais longo)

Olá a todos! Hoje eu vim falar de um assunto curioso, especialmente para aqueles que moram nos trópicos como eu. Dependendo da época do ano os dias podem ser mais curtos ou mais longos, ou seja, podem haver mais ou menos horas de luz em certos lugares do mundo.

Como assim? A Terra tem uma certa inclinação no seu movimento de rotação, e aliada ao movimento de translação a incidência da luz do sol muda, podendo deixar os dias mais curtos ou mais longos dependendo da estação.

Lembrando que nos trópicos e suas proximidades, os efeitos das estações do ano são bem menores, devido a constante insolação solar durante o ano inteiro! Aqui temos o verão e o inverno amazônicos, que são coisas completamente diferentes. O nosso verão é quando existe uma maior insolação solar, causando evaporação da água dos rios, e por consequência, maior precipitação, ou seja, chuva! E o nosso inverno é o contrário, já que com a menor insolação, menos chuvas acontecem, querendo ou não, deixando o clima mais quente e também causando a seca dos rios, já que não tem chuva!

Mas enfim, deixando um pouco de geografia geral e da amazônia do lado, é preciso saber que antes de se aventurar no verão e inverno alheio, devemos nos conscientizar que essas mudanças de luz acontecem, e que querendo ou não, nosso corpo deve se acostumar com isso também!

Começando pelo inverno, que tem o ápice da escuridão. Lembrando que o inverno acontece quando existe uma menor incidência de luz solar, e quanto mais longe da linha do Equador, menores são os dias.

Quando eu estava na Rússia, cheguei no ápice do inverno! Tudo muito frio e muito escuro por várias horas. O sol nascia lá pelas 8h30 da manhã e se punha lá pelas 15:30, sendo somente 7h de luz para aproveitar o dia! Agora imagina ter que acordar 7h da manhã todos os dias com um breu? Minha cabeça sabia que era hora de acordar, mas o meu corpo me dizia que ainda era noite e que eu devia dormir! Combinando aos efeitos do jetlag, às vezes acordar era um martírio!

Isso que a região da Rússia que eu morei nem é tão ao norte assim. Cidades mais ao norte da Eurásia e América do Norte no inverno, ou mais próximas da Antártica (ou seja, mais longe ainda do Equador) tendem a ter menos horas de sol, só pra ratificar.

Após o inverno, a situação começa a melhorar, e aos poucos, o dia começa a ter mais luz. A primavera começa e o sol começa a sumir lá pelas 19h, 19:30. Algo relativamente normal para pessoas que moram em certas partes do Brasil, inclusive. Essa “subida” gradual tem seu ápice no verão, mas mesmo na primavera temos situações bem curiosas.

Uma vez acordei em Budapeste lá por maio às 5 da manhã e já tinha luz. Eu achava que tinha acabado de amanhecer, sendo que alguns dias depois, estava fora de casa às 3 da manhã e já dava pra ver alguns raios de sol no horizonte. Isso que nem era verão ainda!

Tá que pra uma pessoa do norte, que vê o dia nascendo às 6 da manhã e pouco depois das 6 da tarde já vê tudo escuro, isso se torna um choque. Sabe aquela sensação de “eu já sabia, mas não imaginava”? Pois é.

O ano continua e o verão se mostra bem “ensolarado”. Nunca acordei cedo ou voltei da noite tarde pra contar que horas o sol nasce, mas eu já vi o sol se pondo às 22h20 em Roma no meio do verão. Depois disso, criei um novo conceito sobre o verão, e da importância que ele é visto pelas pessoas!

No verão, especialmente no norte da Europa, é que acontece o famoso evento do Sol da Meia Noite, que é quando o sol não some do horizonte, aparecendo por todas as 24h do dia comum! (Noruega, Suécia, Finlândia, aguardem por mim!).

Após o verão, o outono chega e aos poucos os dias voltam a ficar mais curtos, justamente com a cada vez menor incidência de luz solar. Quando menos se espera, Dezembro ou Junho chegam, oficialmente com o inverno. Curiosidade a decifrar agora? Presenciar o sol da meia noite!

 

 

A tal magia do Natal

Essa época de fim de ano é cheia de celebrações especiais, peças de teatro, um milhão de confraternizações e muitas outras coisas. Especialmente na Europa, uma das principais atrações de natal são os chamados Christmas Markets, que são nada mais nada menos que um grande mercado ao ar livre, com vários produtos da região à venda, como comidas típicas, acessórios para frio e artesanatos em geral.

Os Christmas Markets tem nomes diversos, de acordo com a região que se encontram, podendo variar do Marché de Noël francês até o Weihnachtsmarkt alemão. Dizem que a sua origem é germânica, mas muitos outros países como a Itália, a França, Reino Unido e diversos países do leste europeu abraçaram essa ideia, deixando esses mercadinhos como fofos símbolos do natal e do inverno.

Mas enfim, quais são as atrações de um típico mercado de natal?

Primeiro, obviamente posso falar das compras! Como citei lá no primeiro parágrafo, existem muitos artigos fofos sendo vendidos. Posso citar artigos feitos de lã como luvas, gorros, cachecóis e afins, assim como, calçados feitos à mão, artigos em madeira como cucos, bonecos, decorações para casa, e muitos ursinhos de pelúcia são vendidos de certeza!

E claro que todo christmas market tem muita comida típica à venda! Saudades eternas do cheiro do caramelo no ar friozinho do inverno! Me lembro de maçãs do amor, pretzels, diversos tipos de castanhas caramelizadas, frutas cristalizadas, todo tipo de pães, algumas frituras e muitos bratwursts (especialmente em países germânicos)!

E onde tem comida, claro que tem bebida! Especialmente na Alemanha (onde essa tradição de mercadinhos de natal é mais forte), tem sempre alguma barraquinha vendendo cerveja aberta! Foco também para outras bebidas alcóolicas como o Eierpunsch (feita a partir de ovos) e o Glühwein (uma espécie de vinho).

Outros detalhes importantes dos christmas markets é que eles são obviamente movidos pelo ar religioso do natal em si. É comum de encontrarmos um presépio bem bonito e às vezes decorado de acordo com a cultura do local. Assim como é quase obrigatório que cada mercado de natal possua uma árvore de natal bem decorada!

Cada vez mais, os mercados aderem à tecnologia para o design, mas o clima pitoresco ainda é o mais conhecido e aceito! Isso também se aplica à música, já que sempre tem algumas bandas que animam o clima dos mercados.

Os christmas markets mais conhecidos ficam em Frankfurt, Sttutgart, Nuremberg, Augsburg, Dresden e Erfurt, todas na Alemanha. Porém outros mercados em Praga, Estocolmo, Dublin, Budapeste e Copenhague são bem conhecidos também. Assim que a viagem para a Europa no fim do ano esteja confirmada, é bom já ir pesquisando se terá algum Christmas Market para conhecer.

Vida suburbana

Então, eu já contei por aqui uma incrível experiência vivendo em Budapeste, na Hungria. Porém, diferentemente de vários amigos que moravam no centro da ação da capital húngara, eu morava nas margens da cidade, bem no subúrbio.

Quando descobri onde iria trabalhar e morar, já fui logo pesquisando tudo na internet, mas confesso que não achei muita coisa. O bairro de Újpalota tem poucas referências em inglês, e imagina em português! O que consegui encontrar com clareza mesmo foi a localização, quase nos limites da cidade mesmo.

No início, confesso que fiquei meio incomodada, pois aqui em casa eu tenho um carro mas raramente preciso ir para muito longe, por que existe de tudo perto daqui. Ali, eu teria que me deslocar bastante para poder chegar a qualquer lugar, e isso significa andar, se perder, gastar bastante tempo, mas esse é o significado de “se desafiar”, certo?

Com o tempo, passei a me adaptar com os ônibus, as paradas, as lojinhas ao redor, o parque na frente da escola, várias raças de cachorro a correr por ali, os ciganos, os ônibus lotados às 5 da tarde, e tive mais uma comprovação de que eu sou uma pessoa privilegiada, e de que toda e qualquer experiência nova agregaria muito mais ao meu ser, para que no fundo, eu melhore como pessoa e começasse a engajar àqueles que estão ao meu redor.

Sobre ônibus: em Újpalota, eu basicamente pegava dois ônibus, o 173 ou o 173E a partir de Blaha Lujza ou de Keleti. O 173E é mais rápido por possuir menos paradas, e o usava mais por isso. Basicamente, ele vai em linha reta até a parada final.

Sobre acomodação: Esse distrito que eu morava (o XV), foi construído entre os anos 1970 e 1980, como uma forma do então governo comunista húngaro oferecer moradias a pessoas de baixa renda. Daí já pode se imaginar que o estilo arquitetônico dos prédios remonta muito aquele modernismo comunista, como grandes blocos de apartamentos pequenos compilados em superquadras, sempre com árvores, bancos e outras estruturas que deveriam causar a integração entre vizinhos.

Vista da parada de ônibus perto de casa.

Vista da parada de ônibus perto de casa.

E compras: Um dos maiores shoppings da cidade fica ali do lado de onde eu morava, só era preciso atravessar uma avenida. O nome desse shopping é Polus Center e ele até possui umas lojas de porte grande, mas em geral ele é um shopping mediano, sem grandes emoções. Também tinham vários supermercados, como o Tesco e o Spar.

Mas além do Polus Center, perto de casa existiam várias lojas de tudo que é tipo, como padarias, sorveterias, açougues (achei coraçõezinhos de frango lá!), lojas que vendiam todo tipo de comida barata (sdds barras enormes de Milka custando o equivalente a R$0,50), roupas e muito mais.

Lojinhas

Lojinhas

É distante mesmo? Bem, eu morava numa superquadra com a escola, prédios em formato de paralelepípedo, um parque com playground, mesas de ping pong e várias coisas mais que ficava ao lado de uma grande avenida, que circunda Budapeste como se fosse um anel. Atravessando essa avenida, se encontrava o Tesco, o Polus Center e o Mc Donald’s, e logo atrás deles se encontra o limite de Budapeste. Ou seja, é bem no final da cidade mesmo.

Outro detalhe curioso é que um dia eu fui até a casa de um amigo que ficava num prédio em uma parte alta e também longe do centro da cidade. Da varanda dele se via vários detalhes lindos da Budapeste imperial, com foco ao Castelo de Buda, ao Danúbio, ao Parlamento e todas aquelas estruturas bonitas “comuns” de quem pensa em Budapeste. Olhando para o outro lado, é super fácil de identificar os enormes paralelepípedos comunistas destoando de todo o resto da cidade. Dali, era bem feio de se observar esse detalhe.

Mas eu acho que se vive muito bem ali. Qualquer lugar bem arborizado, planejado e com várias opções de lazer e compras para a população pode oferecer uma boa qualidade de vida. Para quem tem carro, o acesso a qualquer parte da cidade é mais fácil obviamente, mas em uma cidade em que o sistema de transporte público funcione, independente da qualidade dos ônibus, tudo se torna mais fácil.

A riqueza dos detalhes da Ópera

Um dos lugares mais bonitos de se visitar em Budapeste é a Magyar Állami Operaház, ou simplesmente a Ópera Nacional Húngara. Ela se encontra na avenida Andrássy, a mais famosa e badalada da cidade, e é super fácil de chegar lá via estação do metrô Opera, na linha M1.

Existem duas formas de se conhecer o edifício: assistindo um espetáculo pessoalmente, ou participar de uma visita guiada por todo o prédio. Como eu era uma simples estudante de intercâmbio que morava bem longe do centro, nunca tive coragem de assistir uma ópera em loco devido ao preço e ao horário de encerramento. Mesmo assim, tive a chance de conhecer o prédio através de uma visita guiada.

As visitas guiadas acontecem todos os dias às 15 e às 16h. Com carteirinha de estudante (eles aceitaram a minha da universidade sem problemas) o preço é de 1900 FT. O preço normal é de 2900 FT. Esse ingresso pode ser acrescido de algumas coisas, como valor para tirar fotos, e um pequeno show particular. Acabei pagando pelo show particular, e deixei de comprar a permissão para fotos.

Ópera de Budapeste

Ópera de Budapeste

Eu e a minha roomate seguimos direto ao guia em inglês (sendo que o tour também é disponível em espanhol, alemão, francês e italiano) e fomos conhecendo tudo.

Como Budapeste era uma “segunda capital” do império Austro-Húngaro, o imperador Francisco José ordenou que a ópera de Budapeste fosse menor que a de Viena, mas comparações feitas entre essas duas casas ainda no século XIX indicavam que apesar de menor, a ópera em Budapeste era muito mais bonita, pelos detalhes que existiam.

A ópera continuou sendo um dos maiores símbolos de Budapeste, especialmente em tempos difíceis como as guerras mundiais e durante a época comunista, ela era usada como um meio de defender os ideais outubristas. Desde o fim do comunismo, a ópera vem sendo usada como um elemento de integração com outros países e especialmente de vanguarda. Sempre existem atrações internacionais por lá!

Voltando aos detalhes físicos da Ópera, os detalhes em ouro são notáveis, junto com as pinturas no teto feitas à mão, lustres maravilhosos, e também algumas coisas feitas em mármore Carrara. O teatro em si é realmente pequeno, mas totalmente aconchegante é claro, ao redor de uma beleza estonteante. Posso dizer que durante a construção da ópera, vários artistas e materiais húngaros foram utilizados, refletindo então o sentimento de nacionalidade húngara na época.

Também vale ressaltar que ali era provavelmente a sala de música mais moderna do mundo, na época.

A imperatriz Sissi sempre ia até à Ópera para socializar, e muitos acreditam que, pelo fato da grande simpatia que ela tinha com a Hungria, que muitos desses encontros eram meramente políticos. Mas o fato é que a chegada da Imperatriz para assistir a ópera era tão importante que muitos consideravam o ápice em eventos sociais da época. A curiosidade fica no fato do marido dela, o imperador Francisco José só ter ido para a ópera de Budapeste uma vez, no dia da sua inauguração.

A estrutura do prédio ainda é quase inteiramente de madeira (ainda podendo ouvir aqueles barulhos da madeira se movendo) e possui cômodos muito bonitos. Ali pode ter surgido a primeira estrutura de fumódromo do mundo, assim como barzinhos particulares sempre serviam os convidados da alta sociedade húngara.

Terminando a visita, passamos na lojinha de souvenirs, e creio que comprei uma ou duas coisas para trazer de volta aqui pra casa. No geral, a visita foi muito boa e de certeza complementou o meu conhecimento sobre Budapeste. Afinal de contas, todo conhecimento é válido e acredito que não importa onde você vá, é preciso saber de tudo que te rodeia.

E sobre o fato de eu não ter ido assistir nenhum espetáculo, só digo uma coisa: terão outras oportunidades.

Comprar sim! Não importa onde

Em Budapeste, eu secretamente tinha um desejo de fazer muitas compras! Isso surgiu quando, após um tempo, fui percebendo que o custo de vida da cidade não era tão alto assim. Considerando o que eu gastava e quanto estava sobrando, percebi que sim, eu poderia voltar com a mala cheia de coisas!

Souvenirs geralmente são mais baratos no Mercado Central de Budapeste e em Szentendre. Lá, se encontra uma enorme variedade de tapeçarias, matrioshkas, coisas que remontam ao período soviético, bolsas, objetos em madeira, miniaturas, camisas, objetos para cozinha e afins. Eu adoro levar souvenirs de toda parte. Inclusive tenho uma parede cheia deles. Afinal, eles tambem remontam a lembranças, certo? :)

Canequinhas artesanais

Canequinhas artesanais

Coisas feitas de páprica também são encontradas em mercados. Podemos destacar o pó usado para temperos, a pasta de páprica, a pimenta seca e tudo mais.

Bebidas são baratas, especialmente as Palinkas e os vinhos Tokaji, que são as especialidades da Hungria. Fora isso, também vi outras bebidas como uísques e cervejas de vários países com preços acessíveis.

Marcas de grife como a Louis Vuitton, tem um preço similar aos produtos dos Estados Unidos, por exemplo, já que os preços são tabelados.

Mas eu vim falar de roupas! Várias marcas de varejo europeias como a C&A a H&M tem preços muito acessíveis para quem procura roupas de qualidade (sim!). Para ter uma noção, no meu último fim de semana em Budapeste, eu troquei 50 euros para compras no sábado, e mais uns 30 para compras no domingo. Eu consegui lotar a minha mala de roupas novas!

Conseguia compras vestidos lindos a 1200 FT (10 reais), e bolsas de festa fofas a 3000 FT (uns 27 reais). Para quem se acostuma a ir no shopping e achar blusas boas de qualidade a uns 29 reais por mínimo, foi super bom encontrar esses preços.

Existem vários shoppings em Budapeste onde é possível encontrar mais marcas de roupa a bons preços. Inclusive fui em uma loja em Praga com uma roupa mais linda que a outra! Porém não havia levado muito dinheiro e não pude me dar ao luxo de comprar algo novo. Essa mesma loja em Budapeste tinha preços mais elevados.

Dentre os shoppings em Budapeste, posso ressaltar o West End (em Nyugati Pályaudvar) e a Arena Plaza (próximo à Keleti Pályaudvar). Atrás da minha casa em Ujpalota havia também o Pólus Center, mas achava ele meio sem graça. Mesmo assim, comprei roupas muito boas lá.

Outro lugar muito bom para fazer compras em Budapeste é na região da Avenida Andrássy, onde se encontram as melhores lojas da cidade (e preços para todos os gostos!).

Voltei com tanta coisa, que tive que improvisar uma mala de mão (super pesada, btw). Como estudante de intercâmbio terminando uma temporada por lá, não teve melhor maneira de fechar a viagem.

Sou uma flor na Hungria!

Depois de ter ido pra Rússia, achei que qualquer outro idioma seria mais tranquilo. Afinal de contas,  apesar das diferenças, o alfabeto é diferente, algumas palavras não tem nada a ver com o português e muitas pessoas não falam uma palavra de inglês por lá.

Decidindo ir pra Budapeste, achei que tudo seria mais tranquilo, pois afinal de contas, o húngaro tinha um alfabeto bem semelhante ao nosso, e muitas pessoas por lá falavam inglês, pela cidade ser bem preparada para estudantes e ter até um certo apelo para o turismo.

E realmente foi, já que em quase todos os lugares a comunicação era tranquila, pois diferente da Rússia, muitos falavam inglês. Mas sobre o húngaro em si, eu o resumo em uma palavra: impossível.

Primeiro que o húngaro não é um idioma latino, e sim ele é da casa dos idiomas fino-úgricos, ou seja, o idioma mais parecido do húngaro é o finlandês. Uma professora da escola que trabalhei lá em Budapeste que conhece várias línguas, no entanto, afirma que ela particularmente não vê nenhuma entre esses idiomas. Como eu não sei nada de finlandês, não posso afirmar nada a respeito.

Moral da história: por essa facilidade de comunicação em inglês e essa dificuldade em húngaro, acabei aprendendo bem pouca coisa do idioma, diferente do russo, que consigo até entender quando duas pessoas conversam tranquilamente.

Mesmo assim, é bom saber alguns detalhes sobre a comunicação em húngaro. Uma curiosidade é que ele possui 14 vogais e 27 consoantes! Ui! O alfabeto é o seguinte:

A, Á, B, C, Cs, D, Dz, Dzs, E, É, F, G, Gy, H, I, Í, J, K, L, Ly, M, N, Ny, O, Ó, Ö, Ő, P, Q, R, S, Sz, T, Ty, U, Ú, Ü, Ű, V, W, X, Y, Z, Zs

Foco para:

  • A letra A tem som de “o”
  • A letra C tem som de “ts”
  • A letra S tem som de “sh”
  • A letra Sz tem som de “s”
  • A letra Zs tem som de “j”
  • A letra E tem som de “é”
  • A letra É tem som de “ê”
  • A letra J não tem som (como “i” antes de vogal)
  • A letra O tem som de “ô”
  • A letra Ö é um ô mais longo
  • A letra G tem som de “g” de gato, em qualquer posicionamento (mesmo vindo de i ou e)

Singelo nome da minha parada de ônibus

Singelo nome da minha parada de ônibus

Algumas palavras são interessantes de se conhecer em húngaro. Honestamente não aprendi muitas expressões, mas sabe aquele ditado “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”? Fica uma dica de tentar saber o máximo de expressões possíveis, para uma forma até de educação com o povo húngaro.

  • Szia! – Olá/Tchau (para uma pessoa)
  • Sziestok! – Olá/Tchau (para mais de uma pessoa)
  • Köszonöm – Obrigado(a)
  • Duna – Danúbio
  • Utca – Rua
  • Tér/Tere – Praça (muito útil para quem anda de metrô!)
  • Pályaudvar – estação de trem (via Keleti Pályaudvar, Nyugati Pályaudvar)
  • Híd – Ponte (Margit híd, Lánchid)
  • Nágy – Grande
  • Víz – Água
  • Igen – Sim
  • Nem – Não
  • Desculpa – Bocsánat!

E como sempre, por curiosidade, os números de 1 a 10:

  • 1 – egy
  • 2 – kettő
  • 3 – három
  • 4 – négy
  • 5 – öt
  • 6 – hat
  • 7 – hét
  • 8 – nyolc
  • 9 – kilenc
  • 10- tíz

Uma curiosidade sobre o meu nome é que assim como em russo, na Hungria o meu nome oficialmente não começa com C, e sim com K, sendo Kamilla ao invés de Camilla. E o mais curioso é que Kamilla significa “camomila” em húngaro! Ou seja, eu via meu nome em todos os lugares! Desde em shampoos até em pacotes de papel higiênico, haha. Por isso o título do post, eu sou uma flor em terras húngaras! <3

A emoção foi tanta quando eu vi um produto com o meu nome escrito pela primeira vez certo (sim, considerando que o meu nome inicia com K por lá) que acabei o comprando! Menos mal que não foi um pacote de papel higiênico (como já tive por lá), mas sim um melzinho misturado com Camomila! ;)

Enfim, eu não quis ter dores de cabeça ao tentar aprender húngaro por lá, mas quis no mínimo aprender alguma coisa. Mesmo assim, todo viajante sério deve aprender pelo menos o básico para poder ter uma experiência mais completa!

O azul do Danúbio

Ah, o Danúbio! Esse rio majestoso coroa a Europa Central com sua beleza e dá um toque especial para as diversas cidades no seu caminho. Ele possui mais ou menos 2800 km de extensão e corta 10 países na Europa: começando na pitoresca Floresta Negra na Alemanha, ainda passa pela Áustria, Eslováquia, Hungria, Croácia, Sérvia, Ucrânia, Bulgária, Moldávia e deságua na Romênia para o Mar Negro.

Desses 10 países, ele passa pelas capitais de 4 deles: Viena (Áustria), Bratislava (Eslováquia), Budapeste (Hungria) e Belgrado (Sérvia), e posso dizer que em 3 dessas cidades que já passei (todas menos Belgrado), o Danúbio é a cereja do bolo para a beleza dessas cidades!

Vista do Danúbio em Bratislava

Vista do Danúbio em Bratislava

O rio Danúbio também é uma rota comercial muito importante, servindo de integração entre esses 10 países através de transporte de passageiros, navios com carga e no escoamento da produção para o comércio internacional através do Mar Negro (existe uma conexão do Mar Negro com o Mediterrâneo através do Estreito de Bósforo, em Istambul).

Quando se fala no Danúbio, logo pensamos no Danúbio Azul. Como contei aqui no post sobre as curiosidades da Hungria, essa valsa foi escrita logo após uma viagem pelo Danúbio feita por Strauss na altura de Budapeste, onde afirmou que “o azul do Danúbio se encontrava com o azul do céu”.

Mas o Danúbio não é todo tempo azul. Durante o inverno, devido à neve, chuvas e outras tormentas no rio, a cor chega a ficar barrenta, mas nada que tira a sua beleza! Nesse momento me lembrei das aulas de Geografia do terceiro ano que apresentava as três colorações dos rios da Amazônia: águas escuras, águas barrentas e águas verdes, risos.

Vista do Danúbio da orla do meu hotel em Viena

Vista do Danúbio da orla do meu hotel em Viena

Quando eu estava em Budapeste, uma das coisas que mais me dava prazer em fazer era ficar sentada ali na margem do Danúbio, seja próximo ao Parlamento, seja em Margitsziget. Combinando o “Duna” com o famoso céu azul e a alegria das pessoas dava uma sensação incrível de tranquilidade.

Em Viena, tive uma vista em tanto! Acabei ficando no Hilton Vienna Danube, que é o único hotel em Viena que fica às margens do “Donau”. Meu quarto era logo no primeiro andar e eu tinha uma vista excelente. Parecia que o rio entraria no meu quarto a qualquer momento. Falando um pouquinho mais do hotel, eu o achei excelente! Atendimento muito bom, quartos amplos e bons serviços de bar e restaurante.

Por falar em enchentes, esse ano Budapeste sofreu a maior cheia da história! Foi de se inundar as margens até chegar basicamente aos pés do Parlamento Húngaro! Foi muito curioso ver toda essa repercussão lá, já que essa cheia aconteceu logo após a minha chegada no Brasil, mas convenhamos, eu sou do Norte e essa cheia não foi nada comparada à do ano passado por aqui. ;)

O Danúbio, ao acender das luzes

O Danúbio, ao acender das luzes em Budapeste

Existem vários tipos de cruzeiros que partem de uma cidade a outra pelo Danúbio. O google mostra muitas empresas que fazem esse tipo de percurso, mas particularmente não conheço nenhuma para indicar. Mas quem tem tempo, procura uma viagem calma e quem está disposto a apreciar a vista, viagens em barcos de Budapeste a Bratislava e até Viena se possível (ou vice-versa) são bem recomendáveis. Para Belgrado o serviço deve ser reduzido, pois a Sérvia ainda exige visto de muitas nacionalidades (incluindo brasileiros).

Do ponto de vista de qualquer capital, ou das grandes cidades cortadas pelo Danúbio, posso dizer que o rio dá uma outra cara, como uma rejuvenescida. Certamente a vista do Duna, Donau, Dunaj, Dunav ou qualquer outra maneira de se dizer “Danúbio” nos países que o cortam, ajudam a incrementar a vista, e embelezar a memória.

Norte, sul, leste e oeste

Andar de trem pela Hungria e arredores é fácil e prático, independentemente de barreiras do idioma e de outros fatores. Para tanto, o viajante deve ter perspicácia e ser esperto em qualquer situação.

Existem 4 estações de trem em Budapeste, cada uma representando uma direção: norte, sul, leste e oeste. As duas mais famosas e movimentadas são Keleti (que significa leste) e Nyugati (que significa oeste). A estação Déli (que significa sul) também tem seu movimento, e a estação Kelenfold (que não significa norte, mas se situa ao norte de Buda) eventualmente recebe algum trem advindo de lugares mais distantes.

Começando pela Keleti Pályaudvar (pályaudvar significa estação de trem), que era a mais frequentada por mim. Ela foi inaugurada em 1884 e na época era considerada uma das estações de trem mais modernas da Europa. A fachada é bem bonita e atualmente está em reforma devido às construções da linha 4 do metrô.

Falando em metrô, Keleti pu. tem uma conexão com a linha M2 e terá com a M4 no momento de sua abertura, além de possuir diversas paradas de ônibus, e receber a maior parte dos trens internacionais. Essa grande conexão levou a estabelecer Keleti como conexão direta ao aeroporto Liszt Ferenc (Ferihegy) em um projeto já em estudos.

Lembrando que eu já falei do metrô de Budapeste aqui.

Fachada de Keleti

Outra estação igualmente famosa é a Nyugati Pályaudvar, que foi construída pela Eiffel Company (sim, do mesmo sangue da Tour Eiffel). Ela também recebe muitas conexões internacionais e a estação fica num ponto bem estratégico da cidade numa interseção entre a Grand Boulevard e a Váci Avenue.

Nyugati é bem acessível por metrô (linha M3), tram e ônibus, além de muitos táxis confiáveis sondarem a região. Um dos melhores shoppings de Budapeste, o West End, fica ali pertinho, cheio de lojas muito boas de diversas marcas e preços.

Fachada da Nyugati Palyaudvar

Fachada da Nyugati Palyaudvar

Uma estação também conhecida é Déli Pályaudvar. Ela foi aberta em 1861 servindo de conexão para Rijeka, na Croácia (na época, parte do Império Austro-Húngaro), mas foi seriamente danificada durante a Segunda Guerra Mundial. Sua fachada foi refeita em 1975 e tem uma arquitetura essencialmente comunista. Déli também tem uma conexão com o metrô, sendo uma das paradas finais da linha M2.

A estação menos movimentada e conhecida de Budapeste é Kelenfold Pályaudvar, com serviços principalmente em cidades do interior da Hungria. Ela ainda não possui conexão com o metrô mas será uma das paradas finais da linha M4, prevista para inauguração em 2015.

Em qual estação irei chegar em Budapeste? Isso é bom de se informar no momento que se compra a passagem, seja online ou na estação de procedência. Geralmente eles informam nos tickets como “Budapest – Keleti”, “Budapest – Nyugati”, e assim sucessivamente.

Essas estações tem boa estrutura? Sim, todas contém uma infraestrutura adequada com casas de câmbio, restaurantes (leia-se: lanches), banheiros, informação ao turista e às vezes lembrancinhas e vendedores ambulantes.

Como me locomover por Budapeste após chegar nas estações? Em Keleti, Nyugati e Déli existem conexões com o metrô (como indicado acima), e se pode comprar tickets de 72 horas dentro das estações. As máquinas tem indicações em inglês. O metrô é fácil e simples de se usar e a partir dele se dá pra chegar nos principais lugares de Budapeste. Fora isso, sempre existem táxis do lado de fora das estações.

Como faço pra comprar passagens dentro da estação? Existem dois tipos de bilheterias: a de destinos locais e a de destinos internacionais. É só se dirigir a uma delas (dependendo do destino) e pegar uma ficha. Logo o atendimento será feito e normalmente os atendentes (muitas vezes mal educados) falam inglês. Não é bom esquecer de comprar a reserva do assento também!

Onde se informar dos horários de saída dos trens? Sempre é bom ficar de olho nos painéis eletrônicos e nas suas respectivas plataformas. Também é bom observar qual companhia férrea você comprou a passagem, pois eles verificam sempre os bilhetes no trem.