Roteiro da minha primeira viagem à Europa – Parte 1

Olá, como vão?! Esse é um dos poucos posts sobre roteiro que tenho aqui, e espero ajudar aqueles que estão precisando de uma ajudinha para consolidar qual o trajeto total de sua viagem à Europa! Aqui, irei apresentar o roteiro completo da nossa primeira ida ao continente europeu!

A viagem compreendeu 8 países: França, Luxemburgo, Alemanha, Áustria, Eslovênia, Itália, Vaticano e Suíça. Paisagens incríveis e sensações inesquecíveis! Esse post será gigantesco, e o dividirei em partes 2 e 3! Espero que gostem! =)

Lembrando mais uma vez que essa é uma sugestão de roteiro para a Europa: como contratamos uma agência de turismo, todo o transporte e passeios eram por conta da empresa. Mas obviamente, é possível de recriar este trajeto por conta própria.

Acompanhe também:
Roteiro da minha primeira viagem à Europa – Parte 2
Roteiro da minha primeira viagem à Europa – Parte 3

Dia 1: Paris

Champs Élysees destacada no mapa

Champs Élysees (Google Maps)

Nosso voo chegou no fim da manhã. Imigração foi tranquila, e o motorista da empresa que a agência contratou nos levou ao hotel. Apenas deixamos nossas malas, e o mesmo motorista nos deixou no Arco do Triunfo.

Dali, passeamos por toda a avenida des Champs Elysées, entramos nas lojas, fizemos algumas compras e resolvemos almoçar em um dos bistrôs que se encontram ali. Não foi a comida mais gostosa do mundo, mas achamos o preço bom (considerando o lugar), e atendimento atencioso.

Já era fim da tarde e pegamos o metrô na estação Franklin D. Roosevelt em direção à Saint-Denis (norte de Paris), que era onde nosso hotel se localizava. O hotel era bem próximo do Stade de France, que foi onde o Brasil perdeu a copa de 1998. Conhecemos os arredores e a vizinhança, e decidimos nos recolher cedo, pois ainda estávamos cansados da viagem do dia anterior.

Arco do Triunfo

Arco do Triunfo

Dia 2: Paris e Versailles

Distância entre Paris e Versailles (Google Maps)

Paris – Versailles (Google Maps)

Esse era o primeiro dia do tour, em si. De cara, nós iríamos até Versailles, uma cidade da Região Metropolitana de Paris, que guarda um dos lugares mais admirados do mundo. O palácio que leva o nome da cidade foi transformado por Louis XIV, o rei Sol, na residência oficial da monarquia francesa. Lindo e opulente, reflete todo o luxo que os nobres viviam, e os detalhes de ouro reluziam muito, mesmo naquele dia chuvoso.

Portões de ouro de Versailles (perdoem-me, eu não gostava/sabia tirar fotos)

Portões de ouro de Versailles (perdoem-me, eu não gostava/sabia tirar fotos)

O palácio é maravilhoso por dentro e fora, e ainda vou me inspirar a fazer um post só dele por aqui. Os jardins parecem ser igualmente lindos, mas não conseguimos explorá-lo pela falta de tempo.

Tenho que falar outra coisa de Versailles: vocês devem imaginar, mas o palácio é muuuito cheio! São turistas a perder de vista!

Voltando a Paris, era hora de fazer o tour pelos principais pontos turísticos, só que dentro do ônibus. Foi ótimo conhecer todas aquelas partes da cidade, e ainda descobrindo curiosidades através da guia. O único lugar que paramos foi na Torre Eiffel, só para uma foto rápida.

Na noite, o guia nos havia oferecido um passeio para Montmartre e no Moulin Rouge. Outras pessoas da minha família decidiram conhecer o bairro boêmio de Paris, mas estava me sentindo mal e fiquei no hotel. Montmartre, creio eu, é o único “hotspot” da capital francesa que ainda não tive oportunidade de conhecer.

Silhueta: jardins de Versailles

Silhueta: jardins de Versailles

Dia 3: Paris

Bâteaux Mouches, Louvre, Notre Dame e Quartier Latin marcados com estrelas (Google Maps)

Bâteaux Mouches, Louvre, Notre Dame e Quartier Latin marcados com estrelas (Google Maps)

Esse seria nosso último dia em Paris, e a programação começava no Quartier Latin, que é um bairro muito antigo dali, que data do século XV. Ele se nos encontra nosarredores da Île-de-France, que foi o local que a capital francesa de fato, nasceu. Antes havia uma muralha que guardava todo o contorno da antiga Paris, como na maior parte das cidades europeias medievais: essa muralha obviamente não existe mais, mas as construções centenárias do bairro ainda persistem, e lá fizemos um agradável walking tour pelas ruas do bairro.

Na Île-de-France se localiza um dos principais ícones parisienses: a Catedral de Notre Dame. Também fizemos um passeio por dentro da catedral, e ficamos admirando toda a arquitetura do local, assim como seus belíssimos vitrais. Fiquei ali, próxima ao altar por algum tempo e consegui associar as histórias que a guia contava com o lugar que estávamos, como por exemplo, a história da auto coroação de Napoleão.

Fachada de Notre Dame

Fachada de Notre Dame

Também pisei no marco zero de Paris, que fica bem em frente à catedral. Reza a lenda de que quem pisa lá, sempre volta à cidade luz. Não custava nada tentar.

Logo depois, fizemos um passeio bem interessante que ajuda a ver Paris de uma outra perspectiva. O Bâteau Mouche é uma espécie de barco que é aberto na parte de cima, permitindo a visualização de Paris através do rio Sena.

Para completar o passeio do dia, terminamos no Louvre. Almoçamos no shopping anexo ao museu e depois passamos a tarde explorando as obras dali. Confesso que achei a Monalisa meio fraquinha, mas adorei a Vênus, e principalmente o quadro de David, que retrata a coroação da Josefina pelo Napoleão.

A pirâmide do Louvre

A pirâmide do Louvre

Dia 4 – Paris, Épernay e Luxemburgo

Paris - Épernay - Luxemburgo (Google Maps)

Paris – Épernay – Luxemburgo (Google Maps)

Saímos da capital francesa bem cedinho em direção à Champagne. Essa é uma região da França conhecida pela bebida que leva seu nome, e uma característica bem marcante dali é que muitas cidades possuem uma aparência bem medieval e pitoresca.

Além de passarmos por essas cidades de ônibus, também iríamos visitar uma das vinícolas que produzem champanhe! A escolhida foi a vinícola Mercier, que se situa na pequena cidade de Épernay, cuja boa parte de sua economia gira em torno da fabricalão da bebida.

Assistimos uma apresentação sobre a empresa, falando sobra a história e tal, e depois descemos de elevador até o “porão”, onde as bebidas ganham maturação. Nesse porão passeamos num trenzinho conduzido por uma guia, que explicava todas as etapas de fabricação do champanhe.

No final nos levaram para a lojinha. Lá você pode comprar vários produtos fabricados ali, inclusive uma série de champanhes raros no Brasil. Como nós não somos tão fãs de champanhe não compramos nenhuma bebida, mas adorei e levei uma bolsa que tinha lá. Ah, vale lembrar que eles também dão amostras grátis de champanhe aos visitantes!

Igreja em Épernay

Igreja em Épernay

Seguimos nosso caminho até o destino final do dia: Luxemburgo. Jamais em meus mais loucos sonhos pensei que iria conhecer esse lugar, e adorei o que vi! Já chegamos na pitoresca capital do país no início da noite, e só tínhamos uma hora livre.

Caminhamos um pouco pelo fofíssimo centro da cidade, e admiramos (de cima) o fosso que existe ali: coisa de conto de fadas! Por Luxemburgo já ser considerado “mundo germânico”, muitas lojas já haviam fechado pontualmente às 18h, mas ainda conseguimos parar numa pâtisserie e compramos alguns macarons. Perto das 19h, o ônibus nos levou ao hotel, que ficava em frente à Corte Europeia de Justiça.

Linda ponte sobre o fosso de Luxemburgo

Linda ponte sobre o fosso de Luxemburgo

Dia 5 – Cochem e Frankfurt

Luxemburgo - Cochem - Bacharach e Rudesheim - Frankfurt (Google Maps)

Luxemburgo – Cochem – Bacharach e Rudesheim – Frankfurt (Google Maps)

Saindo de Luxemburgo, nosso destino seria a Alemanha, onde dormiríamos em Frankfurt. Mas antes, iríamos nos deparar com outra paisagem que saía de sonho (as usual).

No meio do caminho, passaríamos uma boa parte do dia numa pequena cidade alemã chamada Cochem. Eu também nunca tinha ouvido falar nela, o que acabou sendo uma grande surpresa.

Cochem fica às margens do rio Mosela, um dos principais da Alemanha. Chegando na cidade, o guia falou algumas coisas interessantes sobre, e chegou um determinado momento que ele pediu que as pessoas sentadas no lado esquerdo do ônibus (onde eu estava) olhassem para sua janela. Víamos um precipício, e logo abaixo dele um castelo medieval estrategicamente posicionado numa colina. O som foi unânime: oooooh! (Choque e adimiração).

Castelo de Cochem

Castelo de Cochem

Cochem é outra cidade tão pitoresca quanto Luxemburgo, mas com um grande toque germânico. Aquelas casas alemãs feitas de encaixe tão tradicionais e icônicas no país existiam aos montes, muitas pessoas passeavam com seus cachorros na rua e os gansos nadavam na beira do rio. Aquela era a cena que presenciávamos.

Ficamos somente umas duas horas em Cochem: conseguimos explorar a cidade, mas não teríamos tempo de conhecer o castelo. Era um trade-off devido ao tempo corrido que a excursão nos limitava, e todas as pessoas que perguntei que foram ao castelo não puderam conhecer a cidade.

Rüdeshein am Rhein

Rüdeshein am Rhein

A próxima parada seria numa cidade na beira do rio Reno chamada Bacharach. Lá pegaríamos um barco onde desceríamos em Rudesheim, outra cidade alemã na beira deste importante rio alemão. Esse barco tinha restaurante e acabamos almoçando lá, mas o mais importante vinha do lado de fora: o rio Reno tem uma série de castelos medievais nas suas margens, o que proporcionava a melhor visão durante o almoço.

Única imagem decente de castelo que consegui tirar

Única imagem decente de castelo que consegui tirar

Enfim, descemos em Rudesheim e seguimos a viagem até Frankfurt, onde passaríamos a noite. Para ser sincera, fizemos uma curta parada em Römerberg, que é uma pracinha em Frankfurt cercada pelas casinhas tradicionais alemãs, e uma catedral gótica. Naquele momento estava acontecendo um casamento – espero eu, um sinal de boa sorte.

Enfim, depois continuarei com as partes 2 e 3 deste post, e já digo que está sendo muito gostoso escrever sobre isso! Só boas lembranças de lindos lugares.

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O pequeno grande Luxemburgo

Um dia, folheando um antigo atlas do mundo me encantei com uma certa foto de uma cidadezinha chamada Vianden, com casinhas bem pitorescas num vale, e com um castelo lindo emergindo nas montanhas. Essa pequena cidade se localiza num pequeno país chamado Luxemburgo, que eu, aos 5 ou 6 anos jamais tinha ouvido falar.

Aquele lugar parecia inatingível pra mim, já que eu era tão pequena, e na época nem a viagem pra Disney que eu sempre quis saía do papel (minha mãe me enganou sobre essa viagem pra Disney, haha), imagina em um lugar lindo como aquele. Deixei quieto.

Lá pelos meus 18 anos, finalmente iríamos à Europa (para nunca mais parar de ir, haha) e como era a nossa primeira vez, indo com meus avós e a minha priminha que era bebê, preferimos contratar um tour de ônibus desses de guia só para conhecer o território e não depender mais de ninguém em viagens futuras. Na hora de escolher o roteiro do tour, eu fiz questão de apontar um que tinha Luxemburgo na rota, e fomos.

Não iríamos passar por Vianden, mas iríamos passar pela capital, Luxembourg, o que já era muito bom. Infelizmente só iríamos passar algumas horas ali, já que na manhã seguinte partiríamos rumo à Alemanha. Sem problemas sobre isso por que sempre existem oportunidades para voltar em qualquer lugar.

Falando um pouquinho sobre Luxemburgo, ele é o único Grão Ducado do mundo, localizado entre a França, a Bélgica e a Alemanha. Sua população é de pouco mais de meio milhão de pessoas e cerca de um quinto delas são portuguesas ou possuem algum tipo de ascendência. Existem três idiomas oficiais, o Francês (conhecido como o idioma dos imigrantes), o Alemão (considerado o mais formal) e o Luxemburguês, que é uma mistura dos dois.

Chegamos na cidade de Luxemburgo lá pelas 5 da tarde, e fomos conhecer o que se permitia pelo tempo, já que logo precisávamos ir para o hotel.

Primeiro fomos ver o fosso da cidade pelo Gelle Fra, que por séculos protegeu a pequena Luxemburgo de invasores. Existe um parque lindo em baixo, com espaços para caminhada, uma rede de cavernas subterrâneas e outras atrações. Vimos muitos ciclistas com seus trajes profissionais e bicicletas de carbono prontos para dar uma volta.

Linda ponte sobre o fosso

Linda ponte sobre o fosso

Fomos também para a Nôtre Dame de Luxembourg, a maior igreja da cidade. Ela é bonitinha, mas existem igrejas mais bonitas para se visitar (meu avô queria entrar em todas que via, haha).

Andamos mais um pouco e seguimos direto para a Place Guillaume II, onde se encontra a prefeitura da cidade e alguns bistrôs e banquinhos.

Arrasou!

Arrasou!

Depois de apreciar a vista e tirar algumas fotos, seguimos atrás de coisas para descobrir, e fomos até uma padaria que se vendia uns macarons deliciosos! Eles também vendiam vários tipos de doces, um mais bonito (e aparentemente, suculento) que o outro!

Seguimos direto para a Place d’Armes, onde uma banda tocava num coreto, criando um clima muito gostoso. Compramos um sorvete (que também estava maravilhoso), e sentamos num banquinho para apreciar a música e a pracinha.

Peixes à venda

Peixes à venda

Depois eu comecei a caminhar com a minha mãe por uma rua cheia de lojas. Como já tinha dado 6 da tarde, todas as lojas começaram a fechar – característica dos países germânicos. Não pudemos comprar nada, melhor pro nosso bolso, hehe.

Tínhamos que estar 18:30 no ponto de encontro e voltamos, dessa vez em direção ao hotel. Ficamos no Novotel Luxembourg Kiirchberg, localizado bem na frente da Corte Europeia de Justiça. Gostei muito desse hotel. Os quartos eram bons e jantamos à noite por lá. A comida estava deliciosa!

Essa pequena passagem por Luxemburgo me deu uma boa impressão do país e da hospitalidade das pessoas. Não deu pra conhecer Vianden, mas esse pequeno país tem espaço para visitas futuras, e melhor detalhadas.