O medo de avião

Vou confessar algo muito importante por aqui: eu adoro viajar! Acho que não tem nenhuma novidade nisso, mas tenho uma contrapartida: eu odeio voar.

E não é o “ódio” de você não suportar ou literalmente não gostar de algo. O meu caso é o ódio de você ter que enfrentar algo extremamente desconfortável pessoalmente, mas saber que é necessário e importante para sair da sua cidade de vez em quando.

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Sobrevoando algum lugar

 

O meu caso é meio desconcertante. Eu já fiz várias viagens com as mais variadas durações, conexões, e todo tipo de situação, porém eu ainda morro de medo de saber que eu vou ficar a milhares de metros de altitude onde qualquer coisa pode literalmente acontecer.

Toda vez que eu viajo, mais ou menos no dia anterior eu já começo a ficar bastante ansiosa, tensa e nervosa. Eu imagino na minha cabeça todo tipo de situação que possa acontecer comigo e com a aeronave e já começa por aí. Ao entrar no avião, as minhas mãos e pés começam a suar muito, e geralmente eu tenho que apertar a mão de alguém pra pelo menos, me sentir um pouco mais segura.

Mas o meu medo maior é na hora da decolagem e nas manobras que os pilotos fazem para ganhar altitude ou mudar de posição. Nossa, quando o avião vira em alguma manobra, ou quando eu acho que o ângulo de ataque está muito alto na hora da decolagem, eu começo a chorar! Eu choro muito mesmo e não consigo parar, mesmo sabendo inconscientemente que está tudo bem.

O nervosismo e o choro só passam na hora em que o avião se encontra em altitude de cruzeiro, que é quando o avião se estabiliza acima das nuvens e onde o voo é mais tranquilo (e seguro). A tensão volta na hora do pouso, mas confesso que nessa hora eu já estou bem mais tranquila e calma, e só fico de orelha em pé, prestando atenção nos movimentos na aeronave.

Welcome to San Fran!

Welcome to San Fran!

Eu obviamente sei que o avião é o meio de transporte mais rápido e seguro do mundo, e que muitas situações são normais, já que os aviões são projetados para enfrentar inúmeras situações. Situações estas que incluem chuva, neve, altitude, atravessar nuvens densas, gelo nas asas, turbulências, e muitas outras.

Pra piorar a situação, de uns três anos atrás eu comecei a me informar bastante sobre aviação e claro, acidentes aéreos. Para mim, é importante saber os casos de acidentes e o que os motivos que levaram a estes fatos. Também fui atrás de possíveis ameaças para a segurança do avião e toda vez que vejo algo, meu coração dispara de medo.

A maioria dos aviões são projetados para voar com pelo menos uma turbina, em caso de algum tipo de defeito na outra. Esse funcionamento é o suficiente para que o avião volte para algum aeroporto próximo em segurança, e a maioria dos fatos envolvendo turbinas envolvem colisão com pássaros.

Dependendo do porte da turbina, algumas aves batem e não causam tantos problemas, mas geralmente quando estas são atingidas por urubus, que são aves grandes, pode ser que a aeronave tenha problemas. Estava eu em Tefé esta semana, e ao voltar pra casa eu já estava nervosa como sempre. E o pior que bem na hora que o avião estava indo em direção à cabeceira da pista eu avisto quatro urubus voando bem acima da pista!

Eu comecei a chorar ali mesmo! Eles estavam numa altura e posição em que seria fácil que algum destes urubus atingissem a turbina, e a aeronave, um Embraer 195, é relativamente pequena, e com um dano de uma ave destas na turbina seria gigante. Como o aeroporto de Tefé é pequeno, já imaginei como seria se sei lá, acontecesse alguma coisa.

Algumas passagens aéreas e de trem

Algumas passagens aéreas e de trem

Ainda bem mesmo que não aconteceu nada. Porém uma das outras vezes em que me deu bastante medo foi em Moscou. Eu iria em direção a Istambul, e por causa do inverno, estava nevando muito. Eu havia acabado de me despedir da última pessoa que eu havia conhecido na Rússia, que iria decolar para outro destino uns cinco minutos depois de mim. Comecei a chorar no saguão do aeroporto, mas não de medo (ainda), mas de saudade e agradecimento. Ao entrar no avião, vi melhor como estava a pista: Cheia de neve.

Momentos após a entrada no avião, o comandante, com forte sotaque turco estava falando num tom de voz bem preocupado. Ele dizia que havia gelo nas asas e que o avião estava fazendo o defrosting para podermos decolar com segurança. Eu sei que o defrosting é comum, especialmente em regiões um pouco mais frias, porém quando ele não é feito da maneira correta, o gelo nas asas pode causar acidentes. Me lembro de um acidente em particular onde o defrosting mal feito causou problemas e a morte de vários passageiros.

Fora isso, a pista estava coberta de neve, e não duvidaria se ela estivesse com gelo também. Imagina passar por uma pista dessas em velocidades absurdas passando em cima de gelo? As nuvens ali também estavam bem densas por causa da neve, mas surpreendentemente não houve nenhum tipo de turbulência na subida, o que geralmente acontece com nuvens mais carregadas.

Detalhe em turco.

Detalhe em turco.

Fora isso as amadas turbulências! Já passei por cada uma, com gente gritando, copos voando, e até uma criatura sentada na minha frente levantando os braços e se divertindo como se estivesse numa montanha russa. Já atravessei furacão em formação, decolamos numa onda de ventos muito fortes que estavam cancelando voos pelo país, e claro, já vi outros aviões passando bem pertinho do meu, fazendo aquelas faixas no céu, como rastros de passagem.

Também poderia comentar sobre acidentes famosos aqui, já que conheço vários e estranhamente gosto de saber sobre o assunto, mesmo morrendo de medo de voar.

Sobre o medo que eu tenho em si, eu me convenci que eu tenho que buscar a ajuda de um psicólogo. Eu sei que o que eu sinto não é normal da maneira como se intensifica, porém eu sei e continuo confiando nas aeronaves, tripulação e todos os envolvidos na aviação. Mesmo com toda essa consciência positivo, eu não consigo parar de ter medo. E para aqueles que tem medo como eu, só resta uma coisa a ser feita: enfrente esse medo de frente, que conhecer novos lugares é extremamente gratificante, e valerá a pena todo momento de tensão que nós passamos.

Bem no meio do Atlântico

Bem no meio do Atlântico

Cidadão Global: vale a pena? Minha experiência

O Cidadão Global é um programa de intercâmbio muito interessante promovido pela AIESEC, organização pela qual trabalhei por cerca de três anos e que hoje represento sendo alumnus. Ou seja, após ter trabalhado e contribuído com o crescimento do escritório, hoje observo e acompanho a organização de longe. Mas hoje eu não vim falar sobre a minha experiência como membro da organização, e sim a minha experiência como EP (exchange participant – participante de intercâmbios).

Para começar, a verdade foi que eu sempre quis fazer intercâmbio, mas eu pretendia viajar lá pelo final da minha faculdade em algo relacionado ao aprendizado de idiomas, passar um semestre do meu curso fora, ou até mesmo o mestrado. Até hoje essas vontades continuam de pé, e acredito sim que eu ainda vou obter mais experiências internacionais.

Apaixonada por essa vista! (Parlamento ao fundo)

Apaixonada por essa vista! (Parlamento ao fundo)

Em 2010 eu conheci a organização, comecei a trabalhar como voluntária e aos poucos tive a vontade de participar dos programas que a AIESEC oferece para viajar: hoje são dois programas, chamados de Talentos Globais e Cidadão Global.

O primeiro consiste em realizar um estágio no exterior, trabalhando em alguma empresa com algum tema relacionado à sua área de estudo: comércio exterior, engenharia, jornalismo, captação de recursos, educação de idiomas e assim sucessivamente. Esse programa oferece uma bolsa que ajuda na manutenção do intercambista pelo período em que ele(a) fica trabalhando no exterior, que pode durar de 6 semanas a 18 meses.

Eu ainda não participei do Talentos Globais, e pretendo fazê-lo após o meu mestrado. Porém esse post se trata de duas experiências maravilhosas pelo programa Cidadão Global! Nas duas vezes eu fui para o Leste Europeu e arrumei minhas malas para a Rússia e para a Hungria.

O Cidadão Global é um programa voluntário e de curta duração – 6 semanas até 3 meses. Geralmente os países que oferecem vagas se encontram na América Latina, Leste Europeu, África e Ásia, e em geral o foco do programa consiste em desenvolver projetos em educação, meio ambiente, direitos humanos, saúde e muito mais.

Arbat ul. em Moscou

Arbat ul. em Moscou

Bem, o post será longo, então vamos lá!

Então, o meu primeiro X foi pra Rússia! Sempre sonhei em conhecer esse país e sabia que eu iria amar minha experiência de qualquer maneira.

Mas por que a Rússia?
Eu queria conhecer uma realidade diferente da minha. Queria pegar um inverno rigoroso, idioma complicado, comida exótica, conhecer uma cidade menor, ou seja, fugir da minha linda zona de conforto aqui em casa. Acabei parando em Saratov, uma cidade de 800 000 habitantes na região centro-sul da Rússia. O meu projeto no Cidadão Global era o BRIC, e como o nome já diz, ele foca em estudantes desses países.

O meu projeto consistia em apresentar dados da economia e cultura dos países do BRIC para estudantes de ensino médio e universidades, e comigo foram mais dois brasileiros, três chineses e um indiano. Acabou que só o indiano trabalhou na SSTU (a universidade participante do projeto), já que todos fomos embora antes dele. Mas basicamente eu atuei só na Escola 45 de Saratov.

Para falar um pouco mais da Escola 45, eles tem uma tradição muito grande em esportes, ostentando muitos troféus em várias modalidades. Ao lado da escola existe um estádio de um dos principais times da cidade, e lá haviam turmas exclusivas de atletas, já que eles viajavam muito para competir e necessitavam de uma metodologia especial.

Escola 45 em Saratov

Escola 45 em Saratov

Fui extremamente bem recebida na escola! Os professores, alunos, a diretora e demais funcionários foram sempre muito gentis e atenciosos, e sempre muito curiosos em saber mais do Brasil. Fiz apresentações sobre história, comidas, cinema, novelas (btw, eles adoram “O Clone” por lá!), tradições, curiosidades e claro, a economia do país. Também falei bastante da minha região linda – a Amazônia – que é extremamente exótica para eles.

Escola 45 <3

Escola 45 <3

Esse período que eu trabalhei lá na escola foi relativamente bem organizado. Lidei com várias turmas e professores e senti um carinho imenso deles. Até tivemos uma festa de despedida onde ~toda~ a escola participou, com direito a apresentações de dança, música, e também apresentações sobre a Rússia, Saratov e muito mais, todas feitas pelos alunos. Foi uma maneira de agradecer pelo trabalho que nós fizemos.

Parte da escola na nossa despedida

Parte da escola na nossa despedida

Sabe, foi muito gratificante estar ali. Muitos dos alunos (e das pessoas de Saratov) não pretendiam fazer faculdade, se especializar para ter um emprego legal, nem conhecer o mundo nem nada. Algumas pessoas chegavam comigo me agradecendo pelo fato de que eu saí da minha casa – bem longe dali – para viajar pro meio do inverno para apresentar pra eles uma nova perspectiva de vida e que existem muitas possibilidades para serem exploradas.

Infelizmente o meu projeto não durou o tempo planejado. O meu CL acabou tendo um problema de know how, e só duas pessoas (a VP ICX e o LCP) estavam dando vazão ao projeto. A Katya, a VP ICX da época era a minha host e tive uma certa flexibilidade de falar com ela e de cobrar algumas coisas, mas a princípio o projeto quase não saiu do papel. Foi uma pena, mas não por falta de vontade, e sim por que eles sozinhos não estavam conseguindo dar conta de tudo.

Moscou, na semana final

Moscou, na semana final

Bem, de qualquer maneira, nenhum intercâmbio é perfeito, e devemos aprender a contornar problemas quando existirem, para o nosso próprio crescimento. Mesmo com essas dores de cabeça do projeto, tenho certeza que eu fiz a escolha certa e recomendo o intercâmbio pela AIESEC para a Rússia! Sou apaixonada pelo país e extremamente grata por tudo que eu aprendi nessa jornada. Mas é preciso saber que é necessário ter resiliência e poder de superação, não só para uma viagem para a Rússia, mas sim para qualquer lugar.

Alguns posts relacionados ao intercâmbio na Rússia:
Seja a mudança!
FAQ da Rússia
Tô indo pra Rússia. E agora?
O que eu vi do racismo
Me conte mais da mãe Rússia
Saratov, a capital do Volga
Vivendo em um vilarejo soviético
Como é difícil dizer adeus
Longe de casa, mas no centro do mundo

Mas mesmo assim eu senti que a minha experiência não foi 100% completa. Devido a esse problema de organização, eu senti que eu poderia ter feito muito mais e um belo dia eu decidi que eu faria outro intercâmbio pela AIESEC! Dessa vez eu fui mais “atenta”, buscando saber mais da reputação do escritório, depoimentos de outras pessoas que viajaram para esse lugar, acessibilidade e afins.

Da segunda vez, não foi a minha intenção ir para um lugar em que eu me desafiasse tanto, e a minha intenção era justamente combinar o lazer com o trabalho. Depois de muita busca e muita pesquisa eu acabei dando match com a AIESEC Budapest University (ou LC Corvinus, ou @BCE). A cidade é espetacular, recebe muitos intercambistas (não só da AIESEC mas também de programas de intercâmbio de universidades), e até tinha uma boa reputação entre os EPs.

Amigos de intercâmbio <3

Amigos de intercâmbio <3

O meu EP manager havia viajado por esse mesmo CL como uns 3 meses antes da minha viagem e eu pedi muito dele que me contasse tudo sobre os intercambistas, a escola em que eu trabalharia, a organização do CL, detalhes da cidade e tudo. Ele só me falou coisas boas de lá e me adiantou que eu iria adorar a escola em que eu trabalharia.

Praça dos heróis em Budapeste (e o meu amigo fazendo gracinha ali atrás)

Praça dos heróis em Budapeste (e o meu amigo fazendo gracinha ali atrás)

 

Já viajei animada e tudo que ele me confirmou se realizou. A escola em que eu trabalhei, a Kontyfa, organizou um projeto excelente (no caso o Magellan) e senti também muito apoio dos professores, do diretor e dos estudantes, assim como na Rússia. Acabei morando num apartamento anexo à escola, e sempre estava por lá. Os estudantes inclusive saíam com a gente e tudo.

Falando mais do projeto, o Magellan foi bem parecido com o BRIC: apresentações sobre os nossos países. Comigo trabalhou a Rekha, da Austrália e ficamos muito próximas! Só lembro dela me chamando para tirar um selfie, antes da expressão ser conhecida no Brasil, haha. Antes de nós, outras duas duplas de meninas haviam trabalhado lá na Kontyfa, sendo três meninas brasileiras. Mas a minha presença foi “diferente” por que as outras meninas eram de São Paulo, e eu do Norte. Ou seja, estava apresentando uma perspectiva totalmente diferente, e dessa vez apresentando a região mais linda do planeta!

Escola Kontyfa <3

Escola Kontyfa <3

Falei antes que nenhum intercâmbio é perfeito, mas esse chegou quase! Só não digo que foi 100% por que o banheiro do meu apartamento estourou (sim, estourou!!), e não dava para fazer nada em casa. Que situação! Ainda bem que isso só aconteceu no fim do intercâmbio hehe.

Conversei com muitas pessoas sobre a minha experiência na Hungria e reitero que também recomendo a experiência. Mas mais uma vez: é necessário estar preparado para tudo. Vai que acontece algum problema que você não está preparado para resolver? Às vezes é necessário agir no automático.

Alguns posts sobre intercâmbio na Hungria:
1 ano de alegria
Hungria: dúvidas e respostas
Hungria: mais dúvidas e respostas
Norte, sul, leste e oeste
O quê que a Hungria tem?
O dia em que o tempo parou
Voluntariado na escola Kontyfa
Tardes em Margitsziget
Primavera em Budapeste
Partiu Budapeste!

Para finalizar, eu realmente aproveitei esses períodos no exterior pela AIESEC. Formei amigos para a vida toda, tanto do Brasil como do exterior. Aprendi a me virar sozinha, levando tapa na cara ou não. Conheci lugares incríveis que antes jamais pensei em visitar. Tive a tão preciosa vivência internacional e também cresci muito como pessoa!

Respondendo à pergunta do título: o Cidadão Global vale a pena? Claro que sim!!

7 fotos e 7 histórias

Uma das características mais marcantes do ser humano em tempos mais atuais é a de eternizar momentos através de fotos. A história recente é cheia de vários casos em que fotos retratam sentimentos diversos, especialmente em momentos mais marcantes.

O viajante e o turista comuns também gostam de retratar esses momentos com câmeras. Uma forma de lembrar para sempre (ou pelo menos por um bom tempo) aquele lugar incrível, aquela comida maravilhosa, aquele artista de rua talentoso e também os famosos “aha-moments”, que são aqueles momentos de descoberta instantâneos, que muitas vezes te fazem cair o queixo.

Aqui separei 7 fotos minhas e suas histórias. O post será longo, e terei o maior prazer de escrever, assim como espero que vocês tenham o mesmo sentimento lendo.

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Foto 1: Satisfação na subida
Onde: Bastião dos pescadores, Budapeste, Hungria.
Quando: 14 de abril de 2013.

Aqui no Camilla Pelo Mundo eu destaquei bastante a minha experiência na Hungria, que de fato foi incrível e inesquecível. Porém eu nunca postei essa foto, apesar de ter falado um pouco sobre a história dela nesse post.

Era o meu primeiro dia em Budahome, um domingo ensolarado. Combinei de encontrar com a minha roomate em Margaret Island, onde ela estaria num piquenique com outros intercambistas. Eu teria que ir comprar meu chip de celular e o meu passe de ônibus e não poderia ir com ela, mas eu prometi que eu iria até lá depois.

Essa Margaret Island é aquela ilhazinha ali ao fundo cheia de árvores, no meio do Danúbio. Escrevi sobre ela aqui. Então, depois de caminhar bastante e morrendo de medo de me perder, acabei a encontrando numa rodinha de pessoas, todas rindo e felizes, contando suas histórias de seus países, tirando fotos, e claro, comendo.

Em 30 minutos parecia que eu já os conhecia há vários dias e estávamos em sintonia. Juro que me senti muito bem, e feliz. Até então, com um dia de estadia, a minha viagem para BP tinha valido a pena.

Então alguém, no fim da tarde, sugeriu que fossemos ao Castelo de Buda, já que algumas pessoas ainda não tinham ido até lá. Acabamos pegando o tram até o “sopé” do Castelo e subimos tudo a pé. O meu condicionamento físico era (e é) péssimo, e como eu ainda não estava ainda adaptada com o clima nem nada, aquela subida foi horrível. Aquele castelo tinha que ser bom!

Era domingo e o Castle Hill não estava tão cheio assim. Meio que por causa disso, chegamos e conseguimos conhecer muito dali. Então paramos no Fisherman’s Bastion, que é uma espécie de vista point da cidade, e a minha reação ao olhar tudo aquilo sob o pôr-do-sol foi incrível! Eu jamais havia me emocionado tanto com uma paisagem!

Meses antes eu jamais imaginava que eu poderia estar ali! Depois de sofrer um acidente feio no pé e ter deixado o trabalho para viver essa aventura, subir aquilo tudo e se deparar naquele lugar lindo cheio de gente ao redor, mas no fundo sozinha já foi uma vitória! Queria eu poder compartilhar aquela imagem e a sensação com a minha família, especialmente.

O máximo que eu pude foi tirar uma foto, que ajuda a expressar no mínimo a compreender como foi esse momento. A cara cansada e os óculos parecem ocultar, mas nunca estive tão feliz em ~apenas~ observar paisagens.

 

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Foto 2: Primeira vez.
Onde: Praça Vermelha, Moscou, Rússia
Quando: 7 de janeiro de 2012.

Ah, a minha aventura na Rússia <3. Sempre sonhei em conhecer esse país, mas não sabia como. Felizmente eu conheci o intercâmbio pela AIESEC onde a mãe Rússia é um dos principais suppliers, sempre recebendo gente. Quando fiz intercâmbio pela primeira vez, no fundo sabia que ali que era o lugar, o meu destino!

Pela AIESEC mesmo, acabei conhecendo um menino do escritório de Moscou, que queria dar “match” em outro intercambista (quando eu ainda nem pensava em viajar) e acabei mantendo contato com ele. Assim que decidi o meu destino no interior da Rússia, o contatei pedindo ajuda, já que eu chegaria em Moscou de noite e num feriado. Super solícito, ele disse que ia me buscar no aeroporto e me ajudaria a comprar a passagem de trem para Saratov.

Dito e feito e ele foi me buscar! Uma pessoa incrível e me ajudou em todos os momentos. Correu pra pegar o Aeroexpress comigo, me ajudou a comprar passagens e trocar dinheiro, e ainda me levou no Mc Donald’s pra comer, haha. E ainda por cima, foi o meu guia de turismo na Praça Vermelha.

Então, eu sou do Norte e mesmo tendo viajado para o exterior antes, eu nunca havia visto neve. Nunca! Naquele dia, as temperaturas na capital russa beiravam os 2, 3 graus positivos, mas nada de neve, apesar da umidade. Naquele momento eu percebi uma coisa que já me deixou muito chateada: a minha câmera não tirava fotos boas à noite por causa do frio. Prontamente o meu amigo me ajudou e tirou a câmera dele da mochila e começou a tirar minhas fotos, haha.

Nesse meio tempo, eu acabei vendo um montinho na neve. Me emocionei tanto e perguntei se aquilo era neve mesmo! Ele disse que sim (claro, né), por que havia nevado alguns dias antes e haviam colocado toda a neve da praça naquele cantinho. A caboclinha orgulhosa da Amazônia foi lá e se jogou no monte de neve, toda feliz! Sentei, me deitei, e o meu amigo rindo de mim tirando fotos.

O detalhe é que no fundo da foto, vemos o GUM, que é o shopping mais caro de Moscou e um dos mais requintados do mundo. Os oligarcas bilionários vivem fazendo compras lá. Se algum ricaço ou qualquer outra pessoa achou estranho essa pessoa aqui feliz no monte de neve, tanto faz, tanto fez. O importante foi que eu literalmente “me joguei” nessa aventura.

 

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Foto 3: Vista para a eternidade
Onde: Cemitério, Sotaquirá, Colômbia.
Quando: Algum dia de janeiro de 2003.

Apresento-vos o Vale de Sotaquirá, terra do meu avô. A Colômbia ainda é uma incógnita para muitos brasileiros, e mesmo assim, muitos vão saber um pouquinho mais sobre Bogotá e Cartagena. Essa região é a Andina no departamento de Boyacá e cresci com histórias sobre fazendas, vales lindos, montanhas e tudo mais, tudo vindo das memórias do meu avô.

Não era a minha primeira visita a Sota, mas foi a primeira com uma câmera digital. A qualidade da foto não está boa, por causa da tecnologia da época, mas fiz questão de pegar a câmera emprestada da minha prima para tirar essa foto.

Nesse cemitério estão enterrados o meu bisavô e alguns parentes. Olhando um pouco mais fundo, é possível perceber que esse cemitério fica numa colina, e é preciso uma boa pernada para subir. O choque vem na hora da descida, quando você se depara para o vale e as montanhas no fundo.

Aquela vista foi tão marcante pra mim, que desde então eu penso em como aquelas pessoas que estão enterradas ali são privilegiadas. Literalmente elas estão “descansando em paz”.

Passei 9 anos sem viajar para a Colômbia e quando voltei, não só recriei essa foto, mas também tirei várias outras, e o clima de paz ainda persiste! Sotaquirá é uma cidade bem pequena, na verdade um povoado, que passou muito tempo esquecido no seu clima bucólico. Hoje muitas coisas já chegaram por lá, como internet no meio das fazendas e até um hotel, coisa inexistente em 2003. Mesmo assim, algumas coisas nunca mudam, e o vale continua do mesmo jeito, deixando a vista do cemitério tão bonita quanto foi em épocas passadas. Não me importaria de ser enterrada ali.

 

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Foto 4: Gabi e as pombinhas
Onde: Piazza San Marco, Veneza, Itália.
Quando: 19 de agosto de 2010.

A foto não está muito bem “tirada” (créditos para a excelente fotógrafa, na época), mas marca uma viagem muito especial que eu fiz pra Europa com a minha família. A Bi era pequenininha ainda e ficou empolgada com as pombinhas da Piazza San Marco, que já se acostumaram com os turistas e ficam rodeando a todos.

Ela mal sabia falar e durante a viagem aprendeu a falar “pombinha”. Diferente de outras crianças, ela se empolgou com os passarinhos (mesmo sendo pombas, pq né) e se divertiu correndo atrás delas. Esse dia também tem outra foto marcante dela, “brigando” comigo, com uma carinha brava e um dedinho, meio que se estivesse apontando, mas não vem ao caso agora.

Esse dia também foi marcante pelo fato de Veneza ter se tornado uma surpresa pra mim. Eu não queria ir para lá de jeito nenhum e aquele dia quente aparentemente estaria confirmando minhas expectativas, mas não. Aquele mundaréu de turistas não tinha conseguido esconder a beleza que tinha feito dessa cidade o grande destino que é.

Momentos depois, fomos passear no Grand Canal, e no passeio de gôndolas estava incluso uma apresentação com um cantor e um sanfoneiro. Aquele foi o cartão de visitas: ~você está na Itália~. Lembram do a-ha moment? Esse com certeza foi um.

 

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Foto 5: Observando Monterey
Onde: Monterey, Califórnia, Estados Unidos.
Quando: 3 de maio de 2014.

A Costa da Califórnia é linda demais! Monterey, Carmel by-the-sea e o Big Sur oferecem vistas sensacionais! Após um dia na estrada com lindas vistas, paramos numa cidadezinha chamada Monterey, que ainda conserva muito da história colonial da Califórnia, lembrando que esta cidade foi a primeira capital do estado.

Um dos principais lugares da cidade é a Cannery Row, que é uma rua que preserva muitos aspectos da arquitetura colonial, além de possuir várias lojas e restaurantes bons. Ali também dá pra ver a majestosa vista de Monterey Bay, com direito a uma pequena praia, mirantes e afins. Ninguém estava nadando ou surfando ali, mas tinha muita gente brincando na areia, um fim de tarde qualquer.

Nessa hora, uma banda estava tocando uma espécie de música peruana, bem agradável. Tinha também um ventinho bom, crianças correndo e pessoas tirando fotos. Me apaixonei pela vista e comecei a tirar fotos. Fotos da bandeira da Califórnia, da rua em movimento, das pessoas na praia, e eu encontro essa por acaso.

Fico imaginando o que esse rapaz estaria pensando. Seja o quer que fosse, esse lugar seria o ideal para escapar da vida e pensar um pouco. Pensar é bom. Nos leva a refletir sobre aspectos da vida que estão dando errado, o que podemos fazer para acertar, e também nos ajuda a estabelecer planos e metas.

Se eu estivesse no lugar desse homem, eu sairia satisfeita dali qualquer fosse o meu pensamento. Talvez o Oceano Pacífico pudesse me dar a resposta.

 

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Foto 6: Uma forma de libertação
Onde: Lennon Wall, Praga, República Tcheca.
Quando: 4 de maio de 2013.

Fui pra Praga com a minha roomate e ela queria muito ir ver essa Lennon Wall. Honestamente eu pensava que essa parede era só um muro todo pichado por uns jovens comuns, e não sabia o por quê dela querer visitar esse muro e não gastar nosso tempo vendo outros lugares interessantíssimos de Praga.

Alguns momentos depois a ficha caiu. Outro a-ha moment me deu um insight importante, já que eu me considero tão sabida em história assim. Nos anos 80, essa parede comum começou a ser pintada por pessoas comuns com frases de músicas dos Beatles e citações de John Lennon.

Com o passar dos anos, esses dizeres começaram a “evoluir” para críticas ao regime comunista da Tchecoslováquia. O muro chegou a ser pintado algumas vezes, mas logo depois, novas frases sobre amor e paz já estavam escritas, junto com flores.

Esse muro passou a realizar um ideal muito mais profundo, mas que qualquer pessoa pode associar. A tão “proibida” liberdade de expressão do regime comunista foi desafiada com frases de amor numa parede. Aquelas pessoas que só queriam paz estavam conseguindo meios de se expressar de uma maneira muito simples, mas na época, polêmica: escrevendo.

Não é a toa que muitos jovens tiram fotos na Lennon Wall. Geralmente somos nós os que estão associados à vontade de mudança, e da difusão do amor e da paz no mundo, por mais utópicos que esses sentimentos sejam. E por mais simples que uma atitude como escrever possa parecer simples, esses jovens estavam desafiando algo muito mais complexo. De uma maneira ou outra, eles conseguiram o que queriam.

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Foto 7: Vá até onde der
Onde: Museu Albertina, Viena, Áustria.
Quando: 28 de dezembro de 2012.

Então, eu estou de muletas na foto, e o motivo é simples. Eu sofri um acidente na Alemanha e não gostaria de contar os detalhes aqui, e acabei ficando o resto da viagem de muletas e com o meu pé todo machucado. O mais plausível seria voltar pra casa e deixar essa viagem para lá.

Mas não, eu quis seguir com essa viagem até o fim! Era algo muito planejado e desejado por mim e a minha mãe, e eu ia conseguir andar o máximo que pudesse. Desistir não estava nos planos.

Essa bota rosa era bem fofinha e acabou não prejudicando o meu pé, mas ela não era impermeável, o que me deu muito frio no inverno chuvoso de Viena (como dá para se ver na foto). Acabei pensando: “Esse frio vai servir como uma compressa de gelo nos meus pés”, e fui, com frio e com dor.

Acabei andando o centro de Viena num dia, e fui pra Schönbrunn no outro. Subi desde o palácio até a Gloriette sem reclamar, e chegar ao alto, foi uma vitória por si só. Voltei pra Munique e continuei andando, e assim segui até chegar em casa. E assim ganhei novas histórias para contar, algumas até aqui no site.

Essa foto mostra o quanto eu me “deixei levar”. Estava ali e iria aproveitar de qualquer maneira, entendeu? ;) Absolutamente nada podia me derrubar, e desistir, em qualquer instância, não está nos meus planos.

 

 

É preciso ter ciência – Crítica

Ontem enquanto estava navegando pelas redes sociais, eu encontrei uma matéria que me deixou “revoltada” em certos aspectos. Essa matéria apresentava brasileiros que estavam sendo barrados antes do embarque aqui no Brasil, e geralmente os destinos finais seriam na Europa.

Acontece que o motivo para impedir as pessoas (que não deviam nada a ninguém, que fique claro isso) era o fato do passaporte estar a menos de 3 meses do vencimento. Eu fiquei indignada com o fato de que pessoas, aparentemente bem letradas e informadas, não terem sequer tentado se informar sobre a sua própria viagem ao exterior.

Mas primeiramente, vou começar esse raciocínio com um fator essencial para quem sai da zona de conforto (leia-se, nossa casa), que é a pesquisa. Estamos nos deslocando a um lugar novo, estranho e onde enfrentaremos algum tipo de dificuldades. Mesmo que você se hospede em um hotel 5 estrelas em Paris, nem tudo pode sair perfeito.

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Supomos que você viaje para Londres em dezembro, próximo ao natal. No Brasil está quente, verão, e algumas pessoas podem pensar que lá poderia estar quente também. Um pouco de geografia já nos indica que as estações nos hemisférios norte e sul são invertidas, e que elas podem ser mais intensas ou não de acordo com a proximidade à linha do Equador. Isso já nos indica que Londres estará fria, e que provavelmente estará nevando, ou até mesmo com uma temperatura mais baixa. Viajar para lá com roupas de verão não parece ser uma boa ideia.

Ainda em Londres, sabia que nada funciona nos dias 25 e 26 de dezembro? Os metrôs param, muitas lojas e museus fecham e tem gente que nem sai de casa. Ainda pode haver um certo movimento no dia 26 por causa do Boxing Day (que é um feriado onde as pessoas dão presentes), mas mesmo assim um turista interessado em desempenhar certas atividades pode achar isso frustrante e pode até “descontar” na cidade, falando mal e nem a recomendando para outras pessoas.

Esses dois exemplos, por mais óbvios que pareçam para algumas pessoas, podem causar um grande ponto de interrogação em outras, e o exemplo do passaporte se encaixa perfeitamente nisso.

O passaporte brasileiro tem validade de 5 anos, e dependendo do país existe a necessidade de se obter o visto. Em alguns casos (como por exemplo, para a Índia) o visto se tira pelo correio, e em outros (como o famoso visto americano) é necessária uma burocracia maior, incluindo até a presença na embaixada/consulado. Geralmente o visto já coloca uma “data limite” de até quando você é permitido de entrar no país com esse documento.

Mas mesmo possuindo visto, a validade do passaporte é vista e altamente considerada pelos fiscais da imigração. Aqui darei o exemplo da União Europeia. As exigências mínimas para a admissão no bloco são: seguro-saúde que cubra despesas de até 30000 euros, passagem de volta e um passaporte com validade mínima de 3 meses.

Deixei as três exigências em negrito, e a questão do passaporte ainda com itálico para frisar que essas informações QUALQUER pessoa tem acesso, e que qualquer site mais especializado em viagens pode oferecer. Realmente só não sabe quem não quer…

Mesmo assim, vou destrinchar as três, primeiramente com a passagem de volta. Confesso que quando eu vejo alguma notícia que fale de brasileiros que foram deportados, a falta de passagem de volta é quase sempre presente. Repito que quando há uma ausência de passagem de volta, pode haver um interesse em permanecer morando no bloco sem o visto adequado. Isso é imigração ilegal e é crime. Preciso falar algo mais?

O seguro-saúde quase nunca é lembrado, mas ele é necessário para a entrada em qualquer país, assim como ele pode nos ajudar em qualquer emergência médica no exterior. Eu já sofri uma emergência e tive que ir até o hospital para me examinarem. Não gostaria de contar o que foi que aconteceu, pois é algo que me deixa muito desconfortável já que a situação foi grave. Mas enfim, o seguro é obrigatório, é vendido pela internet e em agências de turismo (mais recomendável) e nem custa tão caro assim.

Daí eu chego no passaporte. Como falei antes, o nosso passaporte tem validade de 5 anos e quando chegamos próximo aos 4 anos e meio depois da data de emissão, a sirene já apita pedindo uma renovação. A maioria dos países, mesmo aqueles que exigem visto, não deixam pessoas com apenas 6 meses restantes de validade no passaporte entrarem no país.

Você leu certo, 6 meses. E antes, a própria União Europeia também exigia os mesmos 6 meses restantes de validade para qualquer cidadão brasileiro (e de outras nacionalidades) como requisito para a entrada no bloco. Essa regra de 3 meses de validade é “nova”. Entrou em vigor no fim do ano passado.

Então quer dizer que a União Europeia flexibilizou e diminuiu a exigência para validade do passaporte?
Sim!!! E mesmo assim, as pessoas continuam fazendo alarde como se isso fosse a lei mais absurda do mundo.

Mas por que as pessoas estão achando essa lei que não permite que pessoas com menos de 3 meses de validade no passaporte um absurdo? Simplesmente por que elas desconheciam a exigência de 6 meses. E quando nós brasileiros somos “surpreendidos” com algumas palavras como “proibir”, “barrar”, “deportar”, e afins, já achamos um absurdo sem ao sequer saber o contexto em que ela se aplica.

O que muita gente não percebe é que leis de imigração em geral são feitas para proteger os cidadãos dos seus países. O Brasil também tem as suas, e ao contrário do que muita gente pensa, as leis são cumpridas com rigor na imigração por aqui. Mas isso não quer dizer que não temos imigrantes ilegais por aqui, mas aí já é outra história.

Concluindo, a informação é cada vez mais disponível e compartilhada nesse mundo em que vivemos hoje, o que deixa qualquer pessoa informada, desde que ela tenha acesso a internet e diversos meios de comunicação e também que ela tenha vontade de aprender e de tirar dúvidas. Também ressalvo que é importante procurar e pesquisar antes de fazer qualquer coisa que nos tire da nossa querida “zona de conforto”.

Momento depressão: quero voltar pra Rússia!

Então, faz alguns dias que eu me encontro meio pensativa e sentindo muita nostalgia! Geralmente eu sou assim por natureza, mas a TPM combinada a algumas mensagens de amigos no whatsapp fizeram com que essa vontade de voltar pra Rússia fique mais forte!

Mas por que raios eu quero voltar pra Rússia?! Três pequenas razões:

  • A minha passagem por lá me ensinou muito. Desde como agir com as pessoas até formar a minha própria independência.
  • Eu me sinto sincronizada com a personalidade e o modo de vida do povo russo.
  • A Rússia é um lugar com história e cultura extremamente ricas.

Estou determinada a voltar pra lá logo, e se possível ainda esse ano. Estou me programando para viajar em Setembro, e vamos ver se consigo colocar a Rússia nesse itinerário!

Mas o que eu vim compartilhar agora não é um choro de saudades, e sim algumas sensações sentidas em solo russo. Assim que eu voltei pra casa, eu fiz uma relação de diversas coisas que, enfim… Na Rússia eu…

…vi o céu mais estrelado da minha vida.

…aprendi a tomar chá para agradar os outros.

…entendi o que significa “necessidade”, e tive que passar por ela.

…coloquei a expressão “te desafia” em primeiro plano.

…me coloquei na pele de terceiros e entendi os seus motivos para a tomada de decisões.

…senti saudades do Brasil depois de assistir um comercial com imagens do Rio de Janeiro.

…descobri que é possível viver feliz sem ter muito.

…senti na pele o quanto é difícil patinar no gelo.

…e também descobri que a neve e o frio nem são tão traiçoeiros assim.

…vi um comício do Partido Comunista e me senti de volta a 1917.

…comparei o Rio Volga ao Negro e acabei nem me sentindo tão longe de casa assim.

…percebi o quanto a minha região é rica após ver todas aquelas árvores mortas e cheias de neve.

…me senti que nem uma formiguinha no metrô de Moscou.

…fiquei rodeada de 90000 pessoas num jogo de futebol. Não, eu nunca havia ido a um jogo assim.

…senti calor quando a temperatura subiu para -9 graus.

…descobri que pessoas podem ter carinho por você por apenas muito pouco.

…me inspirei para colocar meus sonhos no papel.

…descobri que é possível sim subir na vida.

…coloquei meu corpo ao limite, em todas as situações.

…senti o cheiro da madeira pura quando comprei minha Matrioshka.

…vi as pessoas lutando pelos seus direitos, lutando contra a opressão e tirania.

…descobri um povo maravilhoso que se esconde por debaixo de uma carapuça dura.

…fui confundida com russa várias vezes.

…comecei a usar a maquiagem com mais frequência. Russas usam muita maquiagem!

…jantei num dos melhores restaurantes de Moscou e não paguei muito caro (milagre!).

…descobri que o jeitinho brasileiro é capenga perto do jeitão russo.

…entendi o significado de orgulho.

…aprendi a cozinhar umas comidas maravilhosas.

…ganhei uma segunda família.

…senti muitas saudades.

…aguentei firme todas as adversidades.

…e me apaixonei pelo país!

…conheci pessoas que não tinham sonhos…

…e que após ver uma pessoa que veio de tão longe somente para dar uma nova perspectiva de vida pra eles os fizeram… ter sonhos!

Como escolher um bom hostel

Os famosos albergues, ou simplesmente “hostels” estão cada vez mais caindo no gosto dos viajantes, simplesmente por oferecer preço e comodidade em um só fator. Obviamente não é qualquer hostel que oferece tudo que procuramos, mas algumas dicas podem nos ajudar a escolher aquele que nos proporciona o melhor custo-benefício.

Sair por aí só com uma mochilinha nas costas e pronto! :)

Sair por aí só com uma mochilinha nas costas e pronto! :)

1. Observe o acesso.
Antes de reservar qualquer hostel, é indispensável que você saiba onde ele se encontra e como faz para acessá-lo. Fazer a reserva aliada a um mapa que mostre possíveis linhas de metrô/ônibus ajuda bastante. Vai que acontece algum imprevisto que te deixa perdendo tempo procurando hostel enquanto você poderia estar aproveitando a cidade de uma outra maneira?

2. Faça a reserva em sites confiáveis.
A grande maioria dos hostels (especialmente os mais confiáveis) está disponível em sites como o hostelworld.com ou o hostelbookers.com. A reserva é feita online e super simples, em apenas alguns cliques. Alguns desses sites cobram uma taxa de reserva (coisa de 2, 3 dólares/euros) enquanto outros não o cobram pelo serviço.

3. Jogue o nome do hostel no Google.
Jogando no Google, acabamos por descobrir recomendações e detractors de hostels por aí. Querendo ou não, depoimentos de viajantes são essenciais na hora de escolher o destino final ou aonde você vai se hospedar.

4. Próximo do máximo de coisas possível.
Um hostel próximo a grandes atrações turísticas da cidade é cômodo na hora de turistar. Apesar da experiência de pegar transporte público no exterior ser bem interessante, de certeza economizamos tempo para conhecer mais coisas!

5. Compare os preços.
Sabe quando dizem que o barato sai caro? Talvez um barato demais levante algum tipo de suspeita. Para isso, nada que uma boa pesquisada resolva.

6. Segurança.
Saber como seus artigos são protegidos em caso de alguma emergência talvez não seja a primeira coisa que viajantes procurem. Hostels que oferecem armários individuais, cofre e até uma sala vigiada para deixar malas e afins são bem mais seguros.

7. Utensílios.
Geralmente os hostels oferecem roupa de cama, edredom e afins para as camas. Já produtos e artigos de higiene como toalhas, sabonete, shampoo e afins são mais raros de se encontrar, enquanto alguns hostels podem cobrar pelo serviço. Na dúvida, leve seus próprios artigos de higiene pessoal.

Ainda mais: o que um hostel pode oferecer de interessante!

  • Wi-fi gratuito: especialmente no mundo de hoje, é super difícil não conviver com internet! Pelo menos pra mim, sem internet me sinto na idade da pedra.
  • Escada e elevador: carregar malas pesadas em uma escadaria não é nada interessante. Pelo menos a minha experiência foi traumática.
  • Bar e lounge: alguns hostels oferecem bares e festas de integração dos hóspedes. Geralmente quem se hospeda em hostel tem a mente aberta e gosta de conhecer novas pessoas e ter novas experiências. Essas festas são bem interessantes, e recomendo!
  • Café da manhã: já fiquei em hostels que por um preço bem pequeno, simplesmente um banquete era oferecido! Com um bom jeitinho brasileiro, deu até pra fazer um sanduíche e levar pra comer depois.

Considere o hostel para uma próxima viagem! Toda experiência é bem vinda!

7 coisas que você precisa saber antes do seu mochilão na Europa

Tá pensando em fazer um mochilão no Velho Continente? Saiba que a pedida é a certa! Para quem nunca teve experiência em viagens, a estreia em um mochilão é maravilhosa, mas ao mesmo tempo cheia de pequenas dúvidas que podem deixar qualquer um “encucado”. Para isso, resolvi dar uma mãozinha e colocar aqui algumas dicas para quem vai partir nessa aventura!

1. Pesquise bastante!
Pesquisar é preciso! Desde hostels, meios de transporte, localização, wifi, segurança, clima, eventos, coisas para fazer, festas e tudo que envolve lazer e entretenimento. Quando você chega em algum lugar sem alguma noção do que se passa por lá, a chance de algo dar errado aumenta muito. Claro que se você quiser partir “na louca” numa viagem para o desconhecido aumenta a tal da adrenalina, mas como já dizia a minha avó, é melhor prevenir do que remediar. ;)

Sair por aí só com uma mochilinha nas costas e pronto! :)

Sair por aí só com uma mochilinha nas costas e pronto! :)

2. Saiba o que é Zona Schengen e como tirar proveito dela.
A tal da Zona Schengen é um conjunto de países na Europa que fizeram um acordo de livre circulação de pessoas. Isso significa que você não precisa passar na imigração em cada país europeu que faz parte da Zona Schengen. Lembrando que a partir do momento da entrada no primeiro aeroporto da Zona Schengen, você tem direito a 90 dias de turismo até a saída para um país não-Schengen.

@Venice

@Venice

3. Esteja preparado para andar.
Mochilão é mochilão, e isso quer dizer que você vai andar bastante! Às vezes, as melhores coisas são encontradas ao acaso, no meio de uma caminhada. Se você não tem fôlego para andar, pense duas vezes antes de partir no seu mochilão!

@Prague

@Prague

4. Tenha um mapa físico em mãos.
Apps para o celular em viagens são bastante úteis, especialmente quando eles tratam de assuntos relacionados a turismo, dicas e coisas do tipo. Mas para casos de emergência, tenha um bom e velho mapa na sua mão. Existem momentos em que gastar a tão preciosa bateria no celular é desnecessário, já que você o pode utilizar na hora de tirar fotos, fazer check in, comunicar com amigos que podem estar próximos e afins.

Uns mapas que guardei de lembrança.

Uns mapas que guardei de lembrança.

5. Leve sua carteirinha de estudante.
Muitos lugares na Europa aceitam a carteirinha de faculdade para conseguir meia entrada. Por exemplo, a minha carteira está vencida desde Maio de 2012 (em letras maiúsculas e vermelhas) e consegui meia entrada em quase todos os museus que fui, com exceção do Museu Nacional Húngaro, que só aceitava a carteira da ISIC. Fora isso, muitos países dão a meia entrada automática para jovens com menos de 25 anos.

Middle of nowhere

Middle of nowhere

6. Não se esqueça da sua câmera e dos adaptadores.
Na Europa, a tomada é aquela de duas bolinhas, comum no Brasil também. Leve toda a munição de benjamins para carregar seus aparatos eletrônicos!

Companheiros de cabine e de viagem!

Companheiros de cabine e de viagem!

7. Fique de olho na moeda de cada país!
Pesquise quais as moedas dos países que você vai passar! Nem todos os países da Europa usam o euro oficialmente! ;)

Moedas de alguns lugares

Moedas de alguns lugares

 

Zona Schengen: dúvidas e respostas

Depois do meu post O básico da União Europeia, algumas pessoas me procuraram através da fanpage, do Facebook, do email e até pessoalmente para tirar dúvidas sobre a famosa (e até temida) Zona Schengen.

A tal da Zona Schengen é um conjunto de países na Europa que fizeram um acordo de livre circulação de pessoas e mercadorias. Isso significa que é permitida a circulação sem que outro país signatário desse acordo faça uma verificação, como “passar pela imigração” do país.

Então, já fica claro que você não precisa passar na imigração em cada país europeu que faz parte da Zona Schengen. A necessidade de passar pela imigração é apenas no primeiro aeroporto da Zona, podendo ser, por exemplo, em Lisboa, no Porto, em Paris, em Milão, em Frankfurt, em Munique, em Barcelona, em Madrid, em Roma, e em Amsterdam. Listei esses aeroportos pois são estes que tem voos diretos com o Brasil.

Algumas passagens aéreas e de trem

Algumas passagens aéreas e de trem

Lembrando que o Reino Unido e a Turquia não fazem parte da Zona Schengen, então Londres e Istambul não entram nessa lista.

Lembrando que a partir do momento da entrada no primeiro aeroporto da Zona Schengen, você tem direito de ficar até 90 dias entre países do acordo de Schengen. Caso você faça um bate-pronto para um país não signatário e volte, a contagem de dias na zona Schengen zera.

No caso da Europa, é mais fácil falar dos países que não fazem parte desse acordo. Eles são Reino Unido, Croácia, Bósnia, Sérvia, Albânia, Montenegro, Macedônia, Kosovo, Bulgária, Turquia, Chipre, Romênia, Moldávia, Ucrânia, Belarus e Rússia.

Como assim?!
Vamos por um exemplo: Você quer passar 4 meses (120 dias) viajando pelos respectivos países: Portugal, Espanha, França, Alemanha, Polônia, República Tcheca, Eslováquia, Áustria, Hungria, Croácia, Sérvia, Grécia, Turquia, Rússia, Finlândia, Suécia, Noruega, Reino Unido, e volta a Portugal para pegar o voo de volta para o Brasil.

Viagem longa, não? Mas vamos considerar aqui o tempo longo da viagem e a quantidade de países Schengen ou não.

A imigração será feita em Lisboa, e a contagem de 90 dias começa ali. Com o visto de entrada já feito, é possível transitar até a Hungria (de acordo com o nosso roteiro) com esse visto (isso quer dizer, sem passar pela imigração), já que todos os países do caminho são signatários do acordo de Schengen.

Lembrando que no caminho, apenas a Polônia, a República Tcheca e a Hungria não utilizam o Euro como moeda, sendo necessária a troca na casa de câmbio. Porém, como eles fazem parte da União Europeia, os estabelecimentos são obrigados a aceitar o Euro e equivalendo o valor local a uma taxa de conversão. Porém o troco será dado na moeda local.

Supomos que você saia da Hungria em direção a Croácia de trem. Fica a dica que a Croácia está a um passo de entrar para a União Europeia e de utilizar o Euro. No momento, ainda é necessária uma pequena imigração e novo carimbo no passaporte, zerando a contagem de dias na zona Schengen.

Mesmo que a Croácia tire a necessidade de imigração da Zona Schengen virando signatária, a Sérvia ainda não faz parte do acordo. Na verdade, não faz muito tempo, a Sérvia pedia visto de turismo de brasileiros, não sendo permitida a entrada no país somente com passaporte. De qualquer maneira, um novo carimbo será dado e a contagem de dias na zona Schengen continuará zerada.

Supomos que você pegue um voo de Belgrado até Atenas. A Grécia faz parte da União Europeia e da Zona Schengen, então vamos começar a contar mais 90 dias de visto da zona Schengen no seu passaporte.

Depois de alguns dias na Grécia, você pega um outro voo para Istambul e você passa na imigração por lá de novo. Você pega o visto de saída da Grécia e pega o de entrada na Turquia. A contagem de dias na zona Schengen zera de novo.

Após a Turquia, você pega um voo para Moscou. Mais outra imigração (dessa vez a russa), e mais outro carimbo no passaporte. Você aproveita alguns dias na capital e pega um trem em direção a São Petersburgo. Mais alguns dias por lá, e você pega um trem para a Finlândia.

Visto de saída da Rússia e um novo visto de entrada na Finlândia, sendo Schengen de novo. Como não existe esse controle de imigração dentro dos países Schengen, você poderá ir até a Noruega. Supomos que você pegue um voo de Oslo até Londres e um outro visto de saída (da Noruega) e um de entrada (do Reino Unido) serão dados.

Após uns dias em Londres, é preciso pegar um voo para Lisboa, onde você pegará um novo visto de saída e de entrada, até finalmente pegar um visto de saída final antes da volta para o Brasil.

Deu para entender a dinâmica nesse pequeno exemplo? (risos) Espero que tenha ficado bem explicadinho para quem ainda possuía dúvidas sobre o assunto!

15 dicas para gastar menos em viagens

Moedas de alguns lugares

Moedas de alguns lugares

Viajar e aproveitar lugares interessantes não é tão difícil assim. Mas quando o assunto envolve dinheiro, nós devemos ficar um pouco mais cautelosos e prudentes, e para isso, é interessante notar que existem maneiras de economizar para aproveitar as férias com conforto e tirar o máximo proveito delas!

Lembrando que não é necessário passar fome e necessidades por aí apenas para gastar alguns reais. Claro que toda aventura é válida, desde que ela seja compatível com o que você aguenta!!

1. Pesquise tudo que você puder.
Hoje nós temos muita informação disponível na internet, ao alcance de todos. Caso apareça uma ideia de lugar ou roteiro para viagem, pesquise na internet que vários sites e blogs vão dar informações sobre esse lugar específico! Essas informações podem sim te ajudar a economizar, de acordo com a vivência destas pessoas.

2. Fique de olho nas promoções.
As companhias aéreas geralmente lançam promoções bem interessantes no período de baixa temporada. Elas geralmente lançam essas promoções em outubro, abril e às vezes até mesmo um pouquinho antes das férias de julho e dezembro. Para fazer comparações de preços de passagens, utilize sites de pesquisa especializados, como o skyscanner, o kayak, o decolar e afins. De acordo com os preços listados, compre a passagem diretamente do site da companhia aérea correspondente.

3. Organize-se com antecedência.
Quando nos organizamos cedo, podemos fazer pesquisas melhores, tanto de passagens aéreas, acomodação, possíveis roteiros e etc.

Mesa com blinis e biscoitos russos.

Mesa com blinis e biscoitos russos.

4. Fique de olho nas casas de câmbio.
Hoje em dia, levar dinheiro vivo pode ser mais vantajoso devido às altas taxas de cartões de crédito/débito aliadas ao IOF. Mas as taxas de conversão nas casas de câmbio variam, e em alguns casos, bastante. Essa pesquisa também ajuda a economizar bastante.

5. Use suas pernas e o transporte público.
Usar o metrô, ônibus e afins ajudam bastante na hora de desbravar a cidade. Porém às vezes a melhor coisa é pegar um mapa de bolso e desbravar tudo a pé.

6. Faça compras no supermercado.
Parece que não, mas comprar comida no supermercado é bastante útil. Não é necessário comer muito à noite em viagens, às vezes muita comida pode até fazer mal. Você também pode cozinhar seu jantar no hostel, quando houver cozinha.

7. Viaje com amigos.
Além de ter uma boa companhia, a divisão de custos deixa a viagem para todos muito mais econômica!

8. Use wi-fi gratuito.
Planos de dados e telefônicos pelas operadoras do Brasil saem muito caros! No exterior é extremamente fácil de encontrar wi-fi gratuito em cafés, bares, monumentos e afins.

9. Plat du jour.
O plat du jour, o prato do dia ou a sugestão do chef são refeições que saem por um preço mais em conta do que as demais. Às vezes ela pode vir acompanhada de uma bebida ou de uma sobremesa!

Ruela na Candelaria

Ruela na Candelaria

10. Quanto mais perto das atrações, mais caro.
E essa regra se aplica a quase tudo: hoteis, albergues, restaurantes, cafés…

11. Não tome café no hotel, se não for gratuito.
Caso o café da manhã não for incluso, comer algo rápido numa padaria da região ou semelhante sai bem mais em conta. Também é válido comer algo que você tenha comprado no supermercado. Se der, também faça um sanduíche no café da manhã

12. Carteirinha de estudante.
Os museus sempre aceitam a carteirinhas de estudantes. Geralmente eles aceitam qualquer carteira que ateste que você estude em uma universidade, enquanto outros lugares só aceitam a da ISIC. Tem lugares dentro da UE que oferecem desconto a menores de 25 anos, com ou sem carteirinha.

13. Aprenda algumas palavras locais.
Na hora das compras, saber algumas expressões pode não só ajudar na barganha, mas também ajuda a ganhar a simpatia dos vendedores e prestadores de serviço!

14. Procure atrações gratuitas.
As cidades sempre tem vários lugares pedindo para ser descobertos, e nem todos eles são pagos! Às vezes os melhores lugares são surpresas encontradas ao acaso.

15. Faça tudo por conta própria, mas cuidado.
É possível planejar uma viagem incrível somente pelo computador! Passagens aéreas, acomodação, seguro, ingressos e criação de roteiros são super fáceis de serem encontrados online.

Lojinhas

Lojinhas

Os países que não exigem visto

Quando nós escolhemos um destino para viagem, uma das primeiras coisas que nos perguntamos é se existe a necessidade de visto para a entrada no país. Alguns casos são clássicos: Estados Unidos, Canadá, Austrália, Japão e outros exigem visto de entrada para brasileiros, dando uma dor de cabeça um pouquinho maior na hora do planejamento para viagem.

Mas o importante é que existem muitos países que não exigem visto para brasileiros. A exigência chega ser a presença do passaporte com uma validade de pelo menos 6 meses (para evitar maiores dores de cabeça). Não vamos esquecer também da passagem de volta e do seguro-saúde!

Enfim, segue a lista dos países que não exigem visto para brasileiros (divididos por categorias), e o tempo permitido para fazer turismo. Essa lista é baseada de acordo com dados do Itamaraty.

Membros plenos do Mercosul:
Argentina: dispensa de visto. É possível entrar no país com passaporte ou com a carteira de identidade em bom estado.
Paraguai: dispensa de visto. É possível entrar no país com passaporte ou com a carteira de identidade em bom estado.
Uruguai:  dispensa de visto por 90 dias. É possível entrar no país com passaporte ou com a carteira de identidade em bom estado.
Venezuela: dispensa de visto. É possível entrar no país com passaporte ou com a carteira de identidade em bom estado.

Países da América do Sul associados ou observadores do Mercosul:
Bolívia:  dispensa de visto por 90 dias. É possível entrar no país com passaporte ou com a carteira de identidade em bom estado.
Chile:  dispensa de visto por 90 dias. É possível entrar no país com passaporte ou com a carteira de identidade em bom estado.
Colômbia:  dispensa de visto. É possível entrar no país com passaporte ou com a carteira de identidade em bom estado.
Equador: dispensa de visto.
Peru: dispensa de visto. Requere vacina para febre amarela.

América Central, Caribe e Guianas:
Belize: dispensa de visto.
Costa Rica: dispensa de visto por 90 dias.
Dominica: dispensa de visto.
El Salvador: dispensa de visto por 90 dias.
Guatemala: dispensa de visto por 90 dias.
Guiana: dispensa de visto por 90 dias.
Haiti: dispensa de visto por 90 dias. Requere vacina para febre amarela.
Honduras: dispensa de visto por 90 dias.
México: dispensa de visto por 90 dias.
Nicarágua: dispensa de visto.
Panamá: dispensa de visto por 90 dias.
República Dominicana: dispensa de visto por 90 dias.
Suriname: dispensa de visto por 90 dias.
Trinidad e Tobago: dispensa de visto por 90 dias.

Países europeus que fazem parte da zona Schengen:
Alemanha: dispensa de visto por 90 dias.
Áustria: dispensa de visto por 90 dias.
Bélgica: dispensa de visto por 90 dias.
Croácia: dispensa de visto por 90 dias.
Dinamarca: dispensa de visto por 90 dias.
Eslováquia: dispensa de visto por 90 dias.
Eslovênia: dispensa de visto por 90 dias.
Espanha: dispensa de visto por 90 dias.
Estônia: dispensa de visto por 90 dias.
Finlândia: dispensa de visto por 90 dias.
França: dispensa de visto por 90 dias.
Grécia: dispensa de visto por 90 dias. Requer vacina para febre amarela.
Holanda: dispensa de visto por 90 dias.
Hungria: dispensa de visto por 90 dias.
Islândia: dispensa de visto por 90 dias.
Itália: dispensa de visto por 90 dias.
Letônia: dispensa de visto por 90 dias.
Liechtenstein: dispensa de visto por 90 dias.
Lituânia: dispensa de visto por 180 dias.
Luxemburgo: dispensa de visto por 90 dias.
Malta: dispensa de visto por 90 dias.
Noruega: dispensa de visto por 90 dias.
Polônia: dispensa de visto por 90 dias.
Portugal: dispensa de visto por 90 dias.
República Tcheca: dispensa de visto por 90 dias.
Suécia: dispensa de visto por 90 dias.

Países europeus que não fazem parte da zona Schengen:
Albânia: dispensa de visto por 90 dias.
Andorra: dispensa de visto por 90 dias.
Belarus: dispensa de visto por 90 dias.
Bulgária:  dispensa de visto por 90 dias.
Chipre:  dispensa de visto por 90 dias.
Irlanda: dispensa de visto por 90 dias.
Moldávia:  dispensa de visto por 90 dias.
Reino Unido: dispensa de visto por 90 dias.
Romênia: dispensa de visto por 90 dias.
Rússia: dispensa de visto por 90 dias.
Sérvia: dispensa de visto por 90 dias.
Suíça: dispensa de visto por 90 dias.
Turquia: dispensa de visto por 90 dias.
Ucrânia: dispensa de visto por 90 dias.

África:
África do Sul: dispensa de visto por 90 dias.
Angola: dispensa de visto por 90 dias. Requere vacina contra a febre amarela.
Argélia: dispensa de visto por 90 dias.
Benin: dispensa de visto por 90 dias.
Cabo Verde:  dispensa de visto por 90 dias.
Camarões:  dispensa de visto por 90 dias. Requere vacina contra febre amarela.
Congo: dispensa de visto por 90 dias.
Costa do Marfim: dispensa de visto por 90 dias.
Gabão: dispensa de visto.
Guiné Bissau: dispensa de visto por 90 dias.
Marrocos: dispensa de visto por 90 dias.
Moçambique: dispensa de visto por 90 dias. Requer vacina contra febre amarela.
Namíbia: dispensa de visto por 90 dias.
São Tomé e Príncipe: dispensa de visto por 90 dias.
Seychelles: dispensa de visto por 30 dias.
Senegal: dispensa de visto por 90 dias.
Tunísia: dispensa de visto por 90 dias.

Ásia:
Armênia:  dispensa de visto por 1 ano.
China:  dispensa de visto por 30 dias.
Coreia do Sul: dispensa de visto por 90 dias.
Filipinas: dispensa de visto por 59 dias.
Israel: dispensa de visto.
Malásia: dispensa de visto por 90 dias. Requer vacina contra febre amarela.
Palestina: dispensa de visto por 90 dias através de entrada via Israel. Visto necessário quando se entra via Jordânia.
Tailândia: dispensa de visto por 90 dias.
Timor Leste: dispensa de visto.

Oceania:
Fiji: dispensa de visto. Requere preenchimento de formulário no aeroporto.
Micronésia: dispensa de visto. Requere preenchimento de formulário no aeroporto.
Nova Zelândia: dispensa de visto por 90 dias.
Tuvalu: dispensa de visto.

Também seguem países que podem conceder vistos no aeroporto.
Azerbaijão: concedido no aeroporto.
Bangladesh:  concedido no aeroporto.
Burundi: vistos podem ser concedidos no aeroporto.
Camboja: vistos são concedidos no aeroporto mediante apresentação de formulário eletrônico.
Catar:  concedido no aeroporto.
Cazaquistão: vistos podem ser concedidos no aeroporto.
Cingapura: concedido no aeroporto.
Egito: concedido no aeroporto.
Etiópia: concedido no aeroporto.
Laos: concedido no aeroporto por até 90 dias.
Ilhas Maurício: concedido no aeroporto.
Nepal: concedido no aeroporto. Necessária a apresentação de duas fotos.
Omã:  concedido no aeroporto.
Serra Leoa:  concedido no aeroporto.
Tajiquistão:  concedido no aeroporto.
Turcomenistão:  concedido no aeroporto.