Onde se hospedar em Manaus?

Olá, internet! Hoje teremos mais um post da categoria Amazonas, e vou falar sobre um assunto que interessa muita gente que é a hospedagem! Quando se trata de sair de casa, o local que escolhemos para passar o dia (ou melhor, a noite) é de suma importância e pode nos revelar um pouco da característica do viajante.

Pois bem, aqui em Manaus posso dar minha contribuição como moradora, e por conhecer bem os bairros daqui (pelo menos eu acho haha), vou dividir esse post em duas categorias: trabalho e turismo.

Primeiramente, vamos falar de trabalho! Aqui em Manaus temos o Pólo Industrial, localizado majoritariamente no bairro do Distrito Industrial (nome muito criativo, não?). Isso quer dizer que aqui na cidade existem uma série de fábricas de vários setores, notadamente duas rodas, linha branca, bebidas, petróleo e gás, entre outras.

Por causa disso, o fluxo de pessoas de outros estados e países (especialmente os diretores e outros funcionários das fábricas) é muito alto, e normalmente essas pessoas costumam se hospedar no próprio bairro do Distrito Industrial, que possui uma série de hoteis de qualidade e que possuem a bandeiras internacionais, como Holiday Inn, Ibis, Comfort e Novotel.

Outros viajantes mais business que não focam em empresas do Distrito costumam ficar em bairros mais centrais (não confunda central com o bairro do Centro). Esses hoteis mais centralizados se encontram entre os bairros do Parque 10, Nossa Senhora das Graças e do Adrianópolis, que são locais de renda mais alta, e portanto, de melhor estrutura. Por exemplo, durante a Copa e as Olimpíadas, os times de futebol se hospedaram em Adrianópolis.

Além do pessoal business, essas regiões também atraem turistas, (já fazendo aqui a transição entre trabalho e turismo) mas é bom ficar claro de que essa área fica longe dos principais pontos turísticos da cidade, sendo obrigatória a locomoção por carro, táxi, uber, ou por algum tipo de shuttle. Apesar da distância, alguns hoteis da área como o Quality, o Mercury, o Ceasar Business e o Millenium ficam bem próximo a shoppings, e o acesso a bons restaurantes (por exemplo) fica bem mais fácil. Também nessa região ficam hoteis como o Blue Tree, Express Vieiralves, Hotel Adrianópolis e o Ibis budget.

Outro lugar bem procurado por turistas é a Ponta Negra, que muitos aqui consideram o local mais nobre da cidade. O local fica bem próximo ao rio, tendo um complexo tipo um beira-rio com vários quiosques e lojas, e também sempre com vários eventos, especialmente na região do anfiteatro. Ali existem dois hoteis, o tradicionalíssimo Tropical e o Wyndham Garden, normalmente o queridinho das celebridades e políticos.

O Tropical é de longe o hotel mais tradicional da cidade, mas já viveu dias melhores. Mesmo assim, continua sempre deslumbrante! Quando eu era criança, costumava passar os domingos no hotel, onde almoçava, ía ao zoológico e até de vez em quando dava um pulinho na piscina, que possuía aquelas ondas artificiais que achava beeem divertidas! Quando fiquei mais velha, ia jogar tênis de vez em quando lá.

Agora vamos falar do Centro da cidade, que é o local bem procurado por turistas, especialmente os mais aventureiros! Ali que se localizam os principais pontos turísticos da cidade (aka entorno do Teatro Amazonas), e apesar do nome do bairro ser Centro, ele se localiza bem na orla da cidade. Ele leva esse nome por ser o local onde a cidade nasceu, portanto, de onde tudo surgiu.

Ali se encontra uma grande variedade de hoteis e hostels. Confesso que não conheço a grande maioria e não sei sua qualidade, mas aparentemente a maioria deles não possui uma qualidade tão boa quanto em outras regiões da cidade. Mesmo assim, alguns dali parecem se destacar como o Boutique Hotel Casa Teatro e o Taj Mahal, que tem um restaurante giratório no topo. Existem também hostels de qualidade na região, e para tirar dúvidas (dos hostels e de outros hoteis do Centro), consulte as opiniões do Trip Advisor.

Uma dica para quem vai se hospedar no centro: muito cuidado. Infelizmente ali é uma das regiões mais perigosas da cidade, especialmente à noite.

Enfim, se você chegou aqui, muito obrigada! Espero que esse post tenha sido útil e aproveite sua estada aqui na cidade! :)

Pequeno escape: Praia do Açutuba

Olá pessoal! Faz um tempinho que não coloco meus pés dentro de um avião, então não tenho tantas novidades para trazer. Apesar de ainda ter muitas coisas para contar, falta coragem para começar a escrever alguns posts (tipo a visita na Bombonera e no Palácio de Versailles), mas um dia eles sairão, eu prometo! *sigh*

Como a crise tá braba a diversão fica por aqui mesmo, mas isso não é nada ruim, pelo contrário, eu morro de vergonha por não conhecer tantos lugares ao redor de Manaus. Pelo menos intenções não faltam de sair e explorar o que temos no nosso quintal.

Por exemplo, semana passada foi uma bela exceção. Na segunda feira de carnaval, meu pai me chamou para ir até a Praia do Açutuba, que fica aproximadamente 50 km de Manaus (contando o trajeto desde a saída da minha casa). A intenção era comer um peixinho na beira do rio e depois relaxar dentro d’água.

Como chegar?

Para chegar até Açutuba é necessário atravessar o rio. Para isso, hoje temos a bela Ponte Rio Negro que vai de Manaus até o município de Iranduba, localizado na outra margem (na verdade a cidade de Iranduba não se localiza exatamente nas margens do rio Negro, mas ali já é tecnicamente área do município).

O nome da estrada que leva até o destino é a AM-070, e depois da travessia, continue por 28 km e dobre numa bifurcação à direita – existem alguns quiosques e movimento, o que ajuda na localização. Até esse ponto, grande parte da estrada é duplicada e se encontra em perfeitas condições, com exceção de um pequeno trecho que ainda não está liberado para obras devido ao fato de terem sido encontrados artefatos pré-históricos ali.

Essa bifurcação dá acesso a um ramal, que é asfaltado mas possui muitos buracos – existem placas na entrada e durante o trajeto. Siga por mais 11km e então chegamos ao destino final. Existe estacionamento dentro, mas o espaço é mínimo, então acho que é melhor deixar o carro do lado de fora.

Pedacinho da praia

A praia

Como eu citei acima, fui no carnaval, agora em Fevereiro. Esta época é chuvosa no Amazonas, então já espere que as praias não estarão nas melhores condições. Naquele dia havia chovido mais cedo, então a areia estava com uma cor amarelada devido à umidade das chuvas.

(FYI: o ápice da cheia se dá entre maio e junho, enquanto o da seca acontece normalmente em novembro, ou seja, a faixa de areia é maior na época de seca, e ela é menor durante a cheia)

Açutuba é uma praia banhada pelo rio Negro, de águas escuras, e durante essa época do ano com o rio mais cheio que o normal, algumas árvores ficam embaixo d’água. Ali também tem um banana boat e similares, onde você contrata por alguns minutos e fica rondando o rio.

Não tive coragem de ir! haha

A estrutura

A estrutura do local é super simples, existem alguns restaurantes que oferecem comidinhas como peixe assado e acompanhamentos. Existem também mesas e cadeiras de plástico na beira da praia – simples, porém eficiente. Vale dizer que é interessante levar dinheiro vivo, pois não passa cartão lá (assim como em outros lugares pela estrada).

Mesmo sendo um feriado o local não estava cheio, e não houve nenhum problema em conseguirmos mesa e até que a comida chegou rápido. Tudo estava maravilhoso, com exceção do vinagrete, já que havia PEPINO picotado lá. Eu odeio pepino, e isso é uma das poucas coisas que me causa náusea só de sentir o cheiro. Infelizmente não havia como tirar esse ingrediente, então acabei comendo peixe sem vinagrete (o que para mim é muito triste).

Mas enfim, a praia aparenta ter um certo conforto, mas é tudo muito simples. Existem banheiros e chuveiros para tirar o excesso de areia.

Já era finalzinho da tarde, e o movimento estava bem tranquilo

A visita vale a pena?

Mesmo não tendo ido na melhor época, achei muito agradável a ida até Açutuba. O objetivo do dia – comer um peixinho assado e relaxar na água – foi alcançado. Também posso dizer que esse é o tipo do lugar que me traz bons sentimentos, já que este tipo de praia, com água de rio e muitas árvores ao redor, só se encontra em um lugar no mundo, e é bem aqui.

Apesar dali não ser a melhor praia que já visitei, ela é única e possui um charmezinho, porém acredito que pequenas coisas possam ser melhoradas, principalmente a estrutura física do local. Mas sim, vale a pena visitar Açutuba.

O desejado tambaqui assado

Passeio de barco na Amazônia

Oi gente! Acho que já devo ter comentado isso em posts anteriores, mas 2016 está sendo um ano bem fraquinho em relação a viagens para mim. Não gosto de não ter assunto para comentar aqui, o que me deixa bem triste pois sempre gosto de ficar atualizando tudo que eu passo e aprendo em experiências fora da minha cidade. Mas chega de choro e vamos à luta! Creio que em breve terei novidades para contar, e hoje vou falar sobre o itinerário de um passeio que fiz semana passada.

Então, aqui em Manaus existe uma série de empresas de turismo que fazem um passeio de barco pelos arredores da cidade, mostrando uma “palhinha” do que há de melhor da Amazônia. Com o almoço e água inclusos o passeio ainda oferecia:

  • Ida ao Encontro das Águas;
  • Visita à comunidade do Catalão;
  • Fotos com preguiça, cobra e jacaré;
  • Avistamento da Vitória Régia;
  • Ida no pesque e pague com direito à mergulho no rio;
  • Nado com os botos;
  • Visita à tribo indígena.

O passeio custou R$ 120 e até onde eu sei se encontra na faixa média de preços aplicados pela maioria das empresas do segmento. Geralmente esses passeios ocorrem na sexta, sábado e domingo, e tem uma duração de aproximadamente 7 horas. Acho interessante você não marcar nada no resto do dia, pois esse é um passeio extremamente gratificante, porém cansativo.

Então, saímos do Porto de Manaus localizado próximo à Praça da Matriz às 9 horas da manhã, num lindo sábado ensolarado. Sorte nossa que não choveu, e ainda pegamos uma boa época do ano para navegar. Agora no final de maio e início de junho é que tradicionalmente os rios se encontram mais cheios, e em 2016 o nível do rio não subiu tanto, comparado a outros anos como 2012, onde aconteceu a “cheia histórica” que inclusive alagou várias ruas no Centro da cidade. Entre meados de outubro e novembro o rio se encontra muito baixo, às vezes impedindo a navegação por certos trechos, o que não é tão interessante para o turista.

A primeira parada era o Encontro das Águas, que obviamente tem esse nome por ser o ponto de encontro entre os rios Negro e Solimões. As águas dos dois grandes rios nunca se misturam por diferenças de velocidade, temperatura e pH, o que deixa uma divisão óbvia para todos aqueles que passam por ali.

O rio Negro é o que banha quase toda a orla de Manaus, com águas escuras e ácidas. A nascente deste rio se encontra na Colômbia, e desce pela região noroeste do Amazonas, passando pelos municípios de São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos (que foi a primeira capital do Amazonas nos anos 1800). Para fins de curiosidade, o rio Negro também abriga os dois maiores arquipélagos fluviais do mundo: Mariuá e Anavilhanas.

Já o rio Solimões nasce no Peru, e aos poucos é alimentado por diversos rios tributários, e também aos poucos vai aumentando de largura e intensidade. De fato, o rio só se chama “Solimões” ao passar da tríplice fronteira Brasil-Peru-Colômbia, na cidade de Tabatinga. Após o Encontro das Águas, o Solimões passa a ser conhecido como rio Amazonas, e assim fica até a foz no Atlântico.

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Bem, existem alguns passeios em que é possível mergulhar no Encontro das Águas! Nesse não pudemos, por causa do tempo corrido. (O que pra mim está ótimo, risos)

Bem, em seguida passamos na frente da comunidade do Catalão, que tem todas as suas casas flutuantes! Tanto os “flutuantes” como as “palafitas” são tipos de construções bem presentes nas margens dos rios da Amazônia. Os flutuantes são construídos em cima de uma espécie de tonéis que flutuam na Água, assim a estrutura segue a altura dos rios o ano inteiro. Já as palafitas são construídas um pouco mais altas da terra, mas nem sempre elas são seguras, especialmente no caso de uma cheia muito forte que pode ultrapassar a altura do assoalho das casas.

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Flutuantes, atrás da vegetação

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Flutuantes

Palafitas ao longe

Palafitas ao longe

Essas comunidades são muito interessantes e se espalham ao redor dos rios da Amazônia. Seus habitantes geralmente são conhecido como “ribeirinhos” e sobrevivem da própria subsistência.

Enfim, logo após paramos numa pequena casa localizada no flutuante onde a família cria os animais que os turistas tiram foto: geralmente são a preguiça, a cobra e o jacaré. Eu não tive coragem de segurar a cobra e o jacaré, porém matei a curiosidade de saber como é a textura da pele deles!

Sandy e a preguiça

Eu e a preguiça

Para aqueles que acreditam que essa exposição dos animais é crueldade, não se espantem ao saber que essa prática de turistas tirarem foto é bem comum. E sendo daqui e conhecendo a realidade da região, não tem como ver maldade nisso. As famílias cuidam desses animais como se fossem domésticos e recebem comissão das empresas de turismo, o que acaba sendo uma espécie de fonte de renda para as elas.

Enfim, seguimos caminho e chegamos ao flutuante onde almoçaríamos. É bem comum irmos a flutuantes próximos à cidade no fim de semana, porém esse que fomos era mais direcionado ao turismo do que entretenimento, como os mais populares. Nesse flutuante também pudemos ver as Vitórias Régias, provavelmente uma das plantas mais reconhecidas da Amazônia.

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Essas plantas são bem grandes e reza a lenda de que elas aguentam o peso de uma criança pequena. Existem relatos de vitórias-régias encontradas com 2 metros de diâmetro, mas as mais comumente encontradas variam entre 1 e 1,5 metro de diâmetro.

Esse flutuante, assim como vários outros nas proximidades possui uma lojinha com souvenirs indispensáveis para quem vem à Amazônia. Porém acredito que existem locais mais baratos, como na feirinha da Eduardo Ribeiro aos domingos.

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Enfim, após o almoço fomos a um pesque e pague onde podíamos “pescar” o Pirarucu! Esse peixe é enorme, às vezes chegando a 2 metros de comprimento. Eu coloquei pescar entre aspas por que esse peixe não se pesca com vara, e sim com rede, devido ao peso e força do bicho! Mesmo assim, às vezes é necessário ter mais de um homem na água para ajudar com a rede.

Decidimos pagar 10 reais por 3 tentativas. Mesmo sabendo que não ia dar certo, foi ótimo sentir a força desse animal! Ele pega a isca com uma força descomunal, tendo que ter muita força nos braços! Vale lembrar que o pirarucu é ameaçado de extinção, e sua pesca só é permitida em viveiros autorizados. Até para levar a carne do peixe para fora de Manaus, por avião é necessária uma burocracia imensa, precisando apresentar nota fiscal e tudo.

No momento que pega a isca

No momento que pega a isca

Ainda dava para mergulhar ali, mas fiquei receosa por que ao meu ver, aquela área parecia ser ideal para os jacarés. Sou medrosa mesmo e admito, hehe.

Então, de lá partimos para nadar com os botos! A viagem seria longa, aproximadamente uma hora pelo rio Negro. Chegando lá, tomei coragem e fui nadar com os lindos!

Eu já tinha tido essa experiência anteriormente em Novo Airão, porém valeria a pena tentar uma segunda vez. Os botos ali eram de cor cinza, também conhecido como boto tucuxi. Eles são muito dóceis, gostam de brincar e de fazer gracinhas com as pessoas. A textura de sua pele lembra a de borracha, e esses minutos com os botos na água foram cheios de “oooohhs” e “ooownnns”.

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Vale lembrar da “lenda do boto”! Dizia que o boto em noite de lua cheia, se transformava em homem e vagava pelas praias dos rios à procura de mulheres para seduzir. Geralmente elas engravidavam e diziam que a criança era filha do boto. Hoje em dia percebemos que era uma desculpa que as meninas davam para os pais para justificar os filhos que nasciam antes do casamento.

Para finalizar, chegamos na tribo indígena. Existem algumas agências de turismo daqui de Manaus que oferecem uma estadia de fim de semana completo em algumas tribos, porém o nosso caso foi apenas uma visita rápida mesmo. Eles se apresentaram, fizeram umas danças típicas e no final nos chamaram para dançar com eles!

Tivemos tempo de comprar algumas lembrancinhas indígenas. Eu comprei uma flauta, daquelas tipo peruanas, e foi meu único investimento em souvenirs por toda a viagem.

A oca principal

A oca principal

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Amazonas, Brasil!!

Amazonas, Brasil!!

Assim o nosso passeio terminou. O dia foi repleto de paisagens incríveis, sensações inesquecíveis e claro, sentindo o grande prazer de fazer parte disso, de ser amazônida! As minhas amigas de São Paulo que estavam junto comigo procuraram se entregar ao clima e amaram a experiência! Esse tipo de turismo de aventura é essencial para quem quer visitar Manaus, e com certeza é um investimento que vale a pena!

Curiosidades e fatos sobre Manaus

Olá todo mundo! Hoje eu vou compartilhar com vocês algumas coisas sobre a minha querida cidade de Manaus e também sobre a linda Amazônia que nos rodeia. Não é sempre que as informações sobre a nossa região são apresentadas para o resto do país, ajudando a aumentar o clima exótico e cheio de mistérios que rodeiam nosso pequeno pedaço de mundo, então espero matar um pouco da curiosidade de vocês! :)

  • A região onde se encontra Manaus, assim como a maior parte da Amazônia se localizava no lado espanhol do Tratado de Tordesilhas. Durante a União Ibérica os portugueses começaram a estabelecer uma série de fortificações ao longo dos rios da bacia amazônica para fortalecer sua posição, o que foi ratificado pelo Tratado de Madri de 1750 com o estabelecimento de novas fronteiras.
  • A maior parte dessas fortificações originaram cidades pelo estado, como por exemplo Tabatinga, Tefé e até mesmo Manaus, na época chamada de vila da Barra do Rio Negro.
  • Hoje em dia não existem mais ruínas do que foi um dia o forte da Barra do Rio Negro. Historiadores estimam o lugar aproximado, porém nada foi encontrado.
  • Manaus não foi a primeira capital do Amazonas. O título pertenceu à cidade de Barcelos até 1808.
  • O nome “Manaus” originou-se a partir de uma tribo indígena que morava nos arredores da cidade e eram chamados de “Manaós”.20140928_164643
  • A cidade de Manaus passou a ser muito rica e próspera a partir da década de 1870 devido ao comércio da borracha, que começou a ter grande importância nas incipientes indústrias após a descoberta do processo de vulcanização. O látex extraído da seringueira brasileira tinha uma qualidade muito maior que as africanas, até então as líderes do mercado.
  • Com a riqueza da borracha, temos em Manaus a “Belle Époque”, época onde uma série de prédios clássicos foram construídos, como o Teatro Amazonas, o Palácio da Justiça, a Alfândega, a Igreja da Matriz, dentre outros.
  • Os prédios da Alfândega e o Teatro Amazonas foram pré-moldados na Europa e foram só montados aqui. A cúpula verde e amarela do teatro foi comprada posteriormente na Europa, onde foi vista numa exposição.
  • Manaus foi a primeira cidade do Brasil a ter energia elétrica pública, sendo Buenos Aires a pioneira da América Latina. Algumas pessoas oferecem esse título à cidade de Campos, no Rio de Janeiro, porém lá a energia provinha de combustível e não de transformadores como em Manaus. A tecnologia para o estabelecimento de redes de energia elétrica por aqui veio dos ingleses, que tinham muita influência econômica na região.
  • Os ingleses também construíram o porto flutuante da cidade, também conhecido como “Rodway”. Esse tipo de tecnologia foi pioneira no mundo inteiro.P1030892
  • As pessoas de Manaus eram tão ricas na época da borracha que as mulheres mandavam lavar sua roupa em Paris pois acreditavam que as águas escuras do rio Negro poderiam manchar os tecidos.
  • Falando em Paris, durante a época da borracha Manaus era conhecida como “Paris dos trópicos”, título mantido carinhosamente até hoje.
  • Por volta de 1910 a economia da borracha declinou drasticamente. O motivo foi que na década de 1870 sementes da seringueira foram contrabandeadas por um aventureiro inglês e a coroa britânica as plantou na Malásia, num sistema de cultura muito mais eficiente que acabou quebrando os seringalistas amazonenses assim que as árvores amadureceram. Esse foi considerado um dos primeiros casos de biopirataria do mundo e o ladrão foi nomeado lorde. Um tanto injusto, não?
  • A economia do Amazonas ficou estagnada até a década de 60, quando a Zona Franca de Manaus foi instalada. Até hoje o Pólo Industrial tem importância vital na economia do estado e representa uma boa fatia da produção industrial do Brasil.
  • A UFAM (Universidade Federal do Amazonas) foi fundada em 1909, e é considerada a universidade mais antiga do Brasil!

    Teatro Amazonas

  • Na sua fundação, a universidade era espalhada por vários prédios pelo centro da cidade, e nos anos 1970, o campus foi transferido para uma área verde próxima ao Distrito Industrial, onde se mantém até hoje. O campus da UFAM é considerado uma das maiores áreas verdes urbanas do Brasil.
  • Manaus é conhecida por ser uma cidade muito quente! A temperatura registrada mais baixa de toda a história foi de 12,1 graus em 1989 e a maior de 39 graus ano passado, com a sensação térmica passando dos 40 e poucos graus.
  • Pela localização, Manaus de vez em quando sente tremores de terra quando ocorrem terremotos nos Andes. Neste ano sentimos mais um desses reflexos devido a um terremoto no Peru próximo a fronteira com o Acre.
  • Em 2011 foi inaugurada a ponte Rio Negro, que liga Manaus ao município de Iranduba, localizado na outra margem do rio. Os dados são impressionantes: maior ponte estaiada do país e também a maior ponte fluvial do Brasil, com 3,6 km de extensão. O preço também foi impressionante: mais de 1 bilhão de reais.

    Manaus vista de longe

    Manaus vista do rio Negro

  • Ultimamente a ponte está no escuro. O motivo é que os fios de cobre que a iluminam foram roubados. Educação é difícil, hein?
  • Existe uma grande falha geológica nas proximidades da Ponte Rio Negro. Por bastante tempo não acreditei, mas meu pai que é geólogo confirmou isso, e que a descoberta se deu durante as construções da ponte.
  • O nosso lindo Teatro Amazonas por muitos anos foi de cor azul claro. Após uma restauração nos anos 90, ele foi pintado novamente de rosa, que era a cor original.
  • Na frente do Teatro Amazonas, encontra-se o Largo de São Sebastião, sempre com várias atividades culturais. Numa reforma nos anos 2000, uma série de esferas de borracha foram encontradas abaixo do largo: elas foram guardadas lá no caso de alguma crise econômica ou escassez da borracha.
  • Manaus é uma das cidades onde mais se consome peixe per capita no Brasil. Não é por menos, os peixes daqui são deliciosos e únicos no mundo inteiro, devido aos rios da Amazônia. Tem uma frase que diz: “quem come jaraqui não sai mais daqui”.

    Ponte Rio Negro

    Ponte Rio Negro

  • Falando nisso, existem pouquíssimos peixes (e animais em geral) no rio Negro. O motivo é simples, pois o rio Negro possui águas muito ácidas e com pouco oxigênio.
  • Mesmo com um grande “rio mar” na nossa frente, existem bairros na periferia de Manaus que não tem água. Em alguns casos, os habitantes dessas localidades só conseguem ter água na torneira durante à madrugada, devido ao baixo uso e melhor pressão vindas das áreas centrais da cidade.
  • A praia da Ponta Negra hoje em dia é artificial e fica aberta o ano todo. Antes, só havia praia durante o período da seca.
  • Muitas pessoas tomam banho na praia da Ponta Negra, mas a maioria dos manauaras não fazem isso por saberem que a qualidade da água ali não é das melhores. Além da Ponta Negra, existem muitas praias nos arredores da cidade que merecem ser visitadas como a praia da Lua, a praia do Tupé, a praia do Japonês e a praia Dourada.
  • Um dos passatempos favoritos do manauara aos fins de semana é ir aos flutuantes! Além de tomar banho de rio e praticar atividades como SUP (modinha entre os manauaras desde meados de 2013), os flutuantes servem boa comida, bebidas e alguns tem música ao vivo.P1130710
  • Uma das atrações mais buscadas pelos turistas é o “Encontro das Águas”, onde as águas do rio Negro e do rio Solimões se encontram. As águas nunca se misturam por diferenças de velocidade, temperatura e pH. A partir do encontro, o grande rio fica conhecido como “Amazonas”.
  • A impressão que eu tenho é que Manaus é mais reconhecida internacionalmente do que dentro do Brasil, em relação a turismo. Manaus sempre figura nas listas de destinos dentro do Brasil a se conhecer em listas internacionais.
  • Manaus possui o maior jardim botânico do mundo, o MUSA, localizada na reserva Adolpho Ducke, no bairro de Santa Etelvina. Lá, existe uma torre de observação gigantesca no meio da reserva, que ultimamente virou um destino turístico requisitado.
  • Manaus sozinha abriga 60% da população do Amazonas. Além da capital, a cidade de Parintins é a única a possuir mais de 100 mil habitantes no estado.
  • O estado do Amazonas também possui alguns fatos interessantes! É o maior estado do Brasil, possui o maior arquipélago fluvial do mundo (Mariuá, com mais de 700 ilhas) e nele também se localiza o Pico da Neblina, ponto mais alto do país com 2994 metros.