10 materiais que todo estudante de Arquitetura deve ter

Olá, internet! Queria primeiramente dizer que Arquitetura não é só desenho, mas isso não quer dizer que desenhamos pouco. Pelo contrário! Existem muitos materiais de desenho que precisamos comprar, e estou até vendo que esse post pode render continuações futuras, pois existem muitos materiais indispensáveis para todo e qualquer estudante de Arquitetura! Hoje vou listar 10, e vou comentar o que eu acho sobre cada um deles.

1. Escalímetro

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Um escalímetro bom dura pra sempre

Vamos começar essa lista falando do bom e velho escalímetro! Esse acessório é um dos mais essenciais para todo e qualquer estudante de Arquitetura, e se possível, compre ele na sua primeira ida à papelaria!

Mas por que o escalímetro é tão importante assim? Ele é como se fosse uma régua que mede determinada quantidade de distância, só que em escalas diversas. Por exemplo, a régua escolar que é mais conhecida está em escala 1:100, então o local onde ela marca 1, equivale a 1 metro nesta escala; a marca 2 equivale a 2 metros, e assim por diante. O escalímetro possui outras escalas além da 1:100, e você vai ver que um metro, em cada uma dessas escalas, constitui uma distância diferente.

Parece meio confuso falando assim, mas acho mais fácil você comprar e observar as marcações direto do escalímetro. Ele será muito útil na medição dos teus desenhos em escala.

2. Canetas Nanquim

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Canetas nanquim de várias espessuras de ponta

As canetas nanquim são tipo tinteiras, e são essenciais para fazer aqueles desenhos com linhas mais definidas. Eles são vendidos em basicamente qualquer papelaria, e o charme deles é que você os encontra em diversas espessuras.

Como assim? As pontas possuem espessuras diversas, e dependendo delas, já direcionamos qual nanquim usar para qual situação. Normalmente as nanquins mais grossas (de 1 mm, ou 1.2 mm) são para desenhar paredes e outras coisas mais brutas, enquanto as mais fininhas (de 0.1 mm e 0.05 mm) são para detalhes.

Por mim, te recomendaria comprar uma de cada, pra ter mais variedade de espessuras. Também queria falar sobre meu conjunto de nanquins recarregáveis, mas isso fica pra outro post (que estou vendo que este será gigantesco).

3. Lapiseiras diversas

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Cada lapiseira possui sua finalidade diferente

O mesmo pensamento das nanquins se reflete nas lapiseiras: é bom você ter uma lapiseira de cada espessura, para que assim você possa fazer todo e qualquer detalhe. É legal ver desenhos que tem essa preocupação com a espessura de ponta, e eles parecem ser mais bem feitos também.

Nessa foto que postei aí encima, eu tenho uma lapiseira 0.3, 0.5, 0.7, 0.9 e uma 2.0, ou seja, pra todos os gostos! As pontas de grafite eu tenho diversas, sendo que a maioria é HB.

Algumas pessoas tem preferências por marca de lapiseira, e não sinto muita diferença entre elas. É mais questão de gosto mesmo.

4. Gabaritos

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Meu achado $$ favorito

Na minha faculdade, metade dos projetos que temos que fazer são à mão livre, então a ajuda de dispositivos como os gabaritos é muito bem vinda! Infelizmente os gabaritos no Brasil são bem caros (pelo menos os das lojas daqui de Manaus e os que vi na internet), mas fiquei muito feliz de ter comprado esses três da foto lá em Bogotá.

Gastei o equivalente a 72 reais nos três, enquanto numa papelaria daqui que sempre vou, um gabarito bem menor e bem mais incompleto que qualquer um desses está na faixa dos 60.

Dois desses gabaritos são de móveis como sofá, mesa, cadeiras e outras coisinhas, como pias, sanitários, instalações elétricas, fogão e mais. O outro que tem ali é o bolômetro, que possui círculos de vários diâmetros. Esse bolômetro me ajudou muito, mas muito! Foi um ótimo investimento.

5. Esquadros

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Não parece, mas tem quatro esquadros aí: o par maior (laranja) e o par mediano (incolor)

Existem muitas combinações de esquadros que nos ajudam a montar desenhos retos. Você acaba aprendendo isso com a prática: a melhor maneira de deslizar, como obter qual ângulo dependendo da combinação, qual o melhor tipo de esquadro pra determinada situação… é na prática.

Mas é bom ter alguns tipos de esquadro. Alguns gostam do esquadro graduado, que você aí já sabe quantos cm sua linha já possui, evitando ter que medir tudo depois. Outros já preferem os esquadros com as arestas menos arredondadas possíveis (que é meu caso), e que normalmente não são graduados.

Cuidado com os baratos, pois já vi muitas marcas mais em conta que os esquadros são tortos, e é isso que você tem que evitar. Você quer usar a combinação dos esquadros pra fazer um desenho reto e certo, e por isso fique atento com isso! E não adianta comprar só um esquadro, tem que ser os dois.

6. Tubo

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Tubo que me ajuda muito

O tubo é um acessório que já identifica o arquiteto. Lá é onde guardamos os nossos trabalhos, bem enroladinhos. Existem tubos de diferentes espessuras, tamanhos, de enroscar, que aumentam de tamanho, e tal. Eu gosto muito desse tubo que eu tenho, pois alguns outros amigos possuem um que é bem chato de manusear, mas provavelmente precisarei comprar um maior, pois ele não regula o tamanho, e um papel A1 não cabe dentro dele.

7. Pastas

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Na foto temos uma pasta A3 e uma A4. É bom ter as duas, e de preferência, uma A2 também.

Assim como o tubo, as pastas são muito úteis pra guardar os trabalhos. Em determinadas situações eu utilizo o tubo, mas a maioria das vezes eu levo as pastas. A gente acaba escolhendo isso por conveniência, mas eu normalmente levo os trabalhos em processo de produção na pasta, enquanto os prontos vão pro tubo.

A pasta A4 é muito útil para guardar papéis ofício avulsos, pra rascunho ou anotações. Ela também serve pra guardar provas que recebemos, e até as cópias que tiramos ao decorrer do semestre. E falando em semestre, eu mantenho uma pasta para cada semestre, cada um com sua coisinha.

8. Lápis de cor

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Os lápis mais antigos estão dentro do estojo, enquanto os mais novos são os que estão fora

O lápis de cor é essencial para disciplinas que envolvem muito desenho, e os utilizo muito no meu tempo livre também. Eu já vinha acumulando uma série de lápis de cor conforme os anos passavam, e os guardo num antigo estojo da Kipling que inclusive já está todo rabiscado pelos meus colegas de escola, ainda!

Eu comprei um conjunto de 36 cores da Faber Castell que é aquarelável, e ele já me ajudou muito. De vez em quando, fazer um desenho aquarelável é bem legal, e recomendo.

9. Lápis para sombreamento

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Meus lápis e também um carvão para desenho

Existem lápis de diferentes texturas e densidades, e cada um deles é indicado pra fazer determinados tipos de desenho. Eu quero fazer um post sobre isso no futuro, mas já adianto que os lápis H são duros, e os B são mais macios. Ou seja, quanto maior a numeração depois do H, mais duro é seu grafite. E quanto maior o número depois do B, mais macio é o grafite.

Ou seja (de novo), os lápis H são mais recomendáveis pra fazer detalhes fixos, enquanto os B são mais pra sombra. E assim como os lápis de cor, eles são muito utilizados em disciplinas de desenho à mão livre.

Ah, e também tenho um carvão próprio pra desenho. E também é importante ressaltar que esses lápis se apontam com o bom e velho estilete, pra ponta ficar mais aparente.

10. Canetinhas hidrocor

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Meu maior ciúme!

Queria deixar elas por último, pois eu estou muito feliz com a minha nova aquisição: um conjunto de 80 canetinhas hidrocor da Touchfive! Eu pedi elas do Aliexpress e elas custaram 44 dólares, e levou 40 dias pra chegar na minha casa (e olha que teve a greve dos caminhoneiros no meio de tudo isso).

Elas são bem grossas e possuem duas pontas: uma fina, e uma grossa, com aquela ponta de marca texto. Ela vem numa bolsinha toda bonitinha e ainda ganhei mais duas canetas de brinde: uma tipo nanquim e uma prateada. Fora isso, ainda ganhei uma blender, que ajuda a fazer degradê.

Elas são excelentes pra quem desenha croquis em geral, especialmente de planta baixa. Vários colegas meus de faculdade compraram esse mesmo conjunto e estão amando!

Também na foto estão outro conjunto de canetinhas que tenho, e que são muito boas também!

 

Como foi o 2° período de Arquitetura? – Disciplinas

Olá, internet! Ano passado eu fiz este post e este post onde falei um pouco das disciplinas do meu primeiro período cursando Arquitetura e Urbanismo. No segundo post eu disse que voltaria no final do segundo semestre pra dizer como tudo tinha sido em relação as disciplinas e tal… spoiler: nunca voltei.

Como voltei a postar textos recentemente (e abri uma exceção pra Arquitetura e Urbanismo, por que eu acho que é importante compartilhar essa experiência aqui também, além das viagens), vou continuar falando o que eu achei das disciplinas. Mas antes de falar do meu período atual, vamos voltar a falar do segundo.

(Post será longo para padrões Sand, logo avisando! :)

1. Informática na Arquitetura 1 e Estudo da Forma 2

Primeiramente, vamos começar com o primeiro baque mais forte que tivemos como turma na nossa caminhada no curso. É curioso observar os textos mais antigos e ver quais eram minhas preocupações. Defendi a estrutura do curso (e ainda a defendo em alguns aspectos), mas sentimos um golpe muito grande chamado falta de professor.

Acontece que alguns professores estavam em doutorado e não teve quem ministrasse essas duas disciplinas acima. Forma 2 seria a nossa primeira disciplina que iríamos “continuar”, e Informática seria nosso primeiro contato com os aplicativos, no caso o Autocad.

Não deu pra 2017/2, mas já dou outro spoiler pra vocês: fizemos agora essas duas disciplinas em 2018/1. Felizmente ninguém se atrasou e tivemos uma espécie de “final feliz” (dependendo pra quem você pergunta).

No momento oportuno (ou seja, post sobre o 3° período), vou falar sobre essas duas disciplinas direitinho.

2. Paisagismo 1

Agora o principal baque pessoal. Eu tinha tempo livre e decidi adiantar uma disciplina do quarto período (que é o que irei começar mês que vem), mas acabei desistindo por motivos pessoais.

Ou seja, sem meias palavras, essa foi minha primeira reprovação no curso. Felizmente não foi uma reprovação doída, de uma disciplina que eu estudei, me matei de estudar e acabei falhando – eu reprovei por que em determinado momento eu não fui mais para as aulas.

Poderia ter trancado? Claro! Só que como eu estava no segundo período, eu não poderia fazer o trancamento e só descobri isso no momento que o sistema impediu que eu fizesse isso. Se eu soubesse que era proibido trancar disciplinas no segundo período, provavelmente nem teria me matriculado e esperaria o quarto período pra fazer certinho.

Da próxima vez, teremos um final feliz (espero eu, haha).

3. Topografia

Falando em finais felizes, é o que teremos daqui até o final do post :)

Topografia foi uma disciplina bem pesada, e foi a primeira que teríamos aula prática de campo, montando teodolito, ficando no sol, medindo coisas e fazendo todos os procedimentos para o cálculo de determinadas áreas. Eu achava que essa seria a disciplina mais complicada do semestre: maior carga horária, cálculos, aula prática, disciplina de outro departamento… mas acabou nem sendo.

Olhando num retrospecto, achei bem gostoso estudar topografia. A disciplina não é difícil, os cálculos não são trabalhosos, os mapas não são difíceis de compreender e a parte teórica é até gostosa de entender (acho que meus amigos que devem ler isso podem pensar que estou louca, haha).

Algo que foi muito bom foi que Topografia foi a primeira disciplina onde não fiz a Prova Final! Os critérios de nota da UFAM mudaram neste semestre e lá basicamente diz que se determinado aluno atinge média de exercícios igual ou maior que 8, este já é dispensado de fazer prova final! Foi o que aconteceu: não fiz a final, passei com uma boa nota e sem demais preocupações.

4. Teoria e História da Arquitetura 1

Falei acima que achava que Topografia seria a disciplina mais difícil do semestre, e como eu estava errada! A mais difícil com certeza foi história, para minha surpresa!

Amo história e acho que já falei isso em outros posts, mas sofri muito pra passar nessa disciplina! Era muita, mas muita informação pra estudar: coisa de 1000 slides cheios de texto e informações por prova, fora textos dos livros da bibliografia da ementa. Mesmo gostando de ler e entender sobre o assunto, sentia que não conseguia absorver toda a informação, e omitir qualquer detalhe na prova causava algum desconto, então sentia que precisava escrever a minha vida pra colocar todos os detalhes que sabia, haha.

Eu viajava muito nas aulas de história (no bom sentido, sempre!), pois imaginava como eram as estruturas, pensava nas características daquela determinada sociedade, e imaginava todo um contexto que não saía da minha cabeça! Era tanta informação nova que sempre voltava exausta pra casa!

Estudei muito pra poder passar, e mesmo assim História foi a disciplina que tive nota mais baixa até hoje (talvez alguma matéria consiga essa proeza nesse mesmo semestre, mas honestamente espero que não, haha), mas no geral eu gostei da experiência e tenho salvo todos esses slides no meu computador até hoje. :)

5. Fotografia

Eu tinha uma outra impressão da fotografia antes de fazer essa disciplina. Eu sempre gostei de fotografar paisagens, sendo que algumas fotos ficam maravilhosas e outras eu acabo vendo pequenos defeitos que me fazem “desgostar” dela.

Nessa disciplina acabamos aprendendo algumas coisinhas com a câmera, como fotos de zoom in/out, fotos com fundo em movimento, regra dos terços e até fizemos nossa própria câmera pin hole, e digo desde já que foi horrível montar essa câmera, tanto pela falta de materiais na cidade, quanto pela facilidade do filme queimar.

Fotografia também foi de longe a disciplina mais cara de todas. Toda semana tínhamos que imprimir um determinado número de fotografias. No local mais conveniente pra mim (shopping), a impressão de cada foto custava R$10. Menos mal que alguém descobriu uma loja no centro que imprimia a mesma foto a R$3, e foi uma mão na roda quando tínhamos que entregar um número maior de fotos por semana.

O ensaio final foi de 12 fotos e tema livre. Escolhi tirar fotos de pés, mas não de um ponto de vista podólatra e tal, e sim por que me inspirei em alguns igs que mostram sapatos em pisos diferentes! Amei o conceito, e como estava com pouco tempo para tirar as fotos, não mostrei uma grande quantidade de sapatos, haha. O nome do meu ensaio foi em francês, e cada foto tinha um nome (em francês também). Procurei também dar uma sequência, e realmente espero que o professor tenha gostado. Confesso que nunca mais vi essas fotos desde a entrega, haha.

6. Projeto Arquitetônico 1

Para concluir o post, preciso falar da nossa primeira disciplina de Projeto. Nela, tivemos que projetar uma casa para uma família, e ali aprendemos os primeiros conceitos de partido arquitetônico, programa de necessidades e outras características que são essenciais para definirmos o que queremos no nosso projeto.

O início foi bem difícil, mas eu acho que evoluí muito no processo, e continuo fazendo isso até hoje. Se compararmos a Camilla da primeira apresentação para a Camilla de hoje (que tem que fazer um corte do telhado amanhã mesmo), a evolução é impressionante! Apesar de hoje não gostar do projeto da minha primeira casa, eu evoluí algumas ideias que me fazem gostar muito mais do trabalho que eu faço hoje e aparentemente, isso está em mudança constante.

Tivemos que apresentar nossa casa para a turma. Algumas pessoas tiveram dificuldade nesse ponto, mas eu não. Meu problema maior foi mais a questão técnica de como representar as coisas, mas como uma professora falou para mim nesse semestre, é preciso ser autodidata em alguns aspectos. Eu fui atrás, me dediquei muito e tento fazer isso até hoje (e sinto que não vou parar de) pois sempre quero melhorar meus projetos e impressionar as pessoas, especialmente a principal pessoa: eu mesma.

 

Pois é, em breve eu farei esse post para o terceiro período. Muita coisa aconteceu (e ainda está acontecendo). Mas que fique claro que mesmo com os perrengues, as dificuldades, as noites sem dormir e todo estresse que acarreta com isso, não tenho dúvidas de que essa foi a melhor escolha que fiz em minha vida! Cada dia que se passa eu sou mais apaixonada por tudo isso, e grata por ter mais essa oportunidade na minha vida. É isso. Até logo :)

 

Como foi o 1° período de Arquitetura? – Disciplinas (parte 1)

Olá, internet! Esse é o segundo post da categoria Arquitetura e Urbanismo, e eu tenho muuuito o que falar sobre o assunto! Se já estou assim no primeiro período, imagina nos outros 9? Haha. Já que é assim, vamos por partes!

Hoje eu vou explicar como foi a grade do meu primeiro semestre da faculdade, falando o que é, o que gostei, o que não gostei, quais foram as dificuldades e as facilidades. Vamos lembrar que a grade acadêmica difere entre faculdades, mas muitas matérias possuem características semelhantes, que podem ser comuns a muitos estudantes de Arq e Urb.

O nosso curso é vespertino e noturno, então acabamos passando muito tempo na faculdade, especialmente por que nesse semestre tivemos 8 matérias, a maior quantidade num único período. Hoje eu vou falar só de 4 matérias, mais generalistas. Amanhã eu vou focar nas outras 4 mais focadas para o curso de Arquitetura.

Você pode gostar também: Como foi o 1° período de Arquitetura? – Disciplinas (parte 2)

1. Cálculo 1

Vamos começar pela matéria que bota mais medo nos calouros! Quando as pessoas falam em cálculo, normalmente já pensam em coisas impossíveis, muitas horas de sono perdidas, suor, sangue e lágrimas (eu daria essas características para Forma, mas enfim…).

O que se aprende em Cálculo 1? Os três grandes núcleos da disciplina são limites, derivadas e integrais, e se você aprender como é o princípio geral de cada um, você tem boas chances de passar. Sério mesmo! Matemática não tem segredo, são práticas e exercícios!

Durante todo o semestre, nos foram passadas várias listas de exercícios, cada uma com seu assunto específico, e as questões das provas seriam escolhidas dali. Dava pra tirar dúvidas em sala, e alguns aplicativos (como o Symbolab e o Malmath) mostram o passo a passo da resolução das questões. Nada que algumas horinhas resolvendo exercício não funcionem. :)

Mas assim, eu meio que não terminei Cálculo. Como eu já tinha feito uma matéria semelhante em Economia, eu consegui aproveitar a disciplina (só o nome era diferente, mas o conteúdo era igual)! Mas até sair o resultado, eu frequentei as aulas, resolvi as listas e fiz as provas. Se eu tivesse terminado junto com os outros colegas eu teria passado. Outra coisa, essa disciplina é igual a todas as engenharias.

2. Metodologia do Trabalho Científico

Acredito que quase todas os cursos da universidade possuem essa matéria em sua grade. Às vezes não exatamente com esse nome, mas o conteúdo é holístico, serve para qualquer curso. Essa disciplina, dentre outras coisas, nos ensina e auxilia a montar trabalhos científicos, sejam eles artigos, monografias ou TCCs.

O professou que ministrou esse curso também fez atividades que evidenciavam tipos de pesquisa, maneiras de estudar e outras coisas relacionadas à educação. Como se pode imaginar, existe muita leitura e discussão sobre coisas sobre o ensino.

Assim como Cálculo 1, eu consegui aproveitar MTC! Também frequentei as aulas até sair o resultado do processo, e não fiz o trabalho final, que segundo minhas amigas, foi bem difícil de realizar.

3. Estética e Filosofia da Arte

As duas primeiras disciplinas da lista eram mais genéricas e foram as que eu consegui aproveitar. Daqui até o final do curso não poderei mais fazer isso, então só me resta estudar e fazer os trabalhos da melhor maneira possível.

Mas por exemplo, essa disciplina chamada Estética e Filosofia da Arte era mais teórica que prática. O professor dessa matéria vinha do departamento de Artes, mas aparentemente ele é filósofo. Então já imagina que existe muita reflexão e discussão sobre assuntos sobre arte.

No início do curso, ele passou muitas aulas refletindo o texto do livro de Ernst Fischer – A necessidade da arte. Esse livro tem um cunho marxista e não esconde sua tendência, o que não me agradou muito. Além das aulas sobre reflexão e discussão sobre o conteúdo do livro, ele passou um seminário sobre trechos de um dos capítulos, que deveríamos fazer em grupo.

Ele também fez uma prova sobre esse livro e um outro texto. Felizmente foi a única prova dele. Além disso, ele passou um trabalhinho onde nós devíamos fazer uma reflexão sobre o gradil de um cemitério daqui, e um seminário sobre alguns tipos de arte. O tema do nosso grupo foi Pintura.

4. Geometria Descritiva

Antes de começar essa matéria, me falaram que ela era igual a Desenho Técnico, mas não se enganem: essas matérias não são tão parecidas assim. Também tive a impressão antes de ler a ementa de que essa disciplina seria parecida com o que aprendemos de geometria no ensino médio. Também estava enganada.

Minha impressão sobre Geometria Descritiva é que ela analisa as relações dos pontos, retas e planos no espaço, e como as características inerentes a cada um destes reflete na construção de formas geométricas (pessoal especializado nessa matéria, me perdoem se escrevi alguma besteira, mas acho que entendi assim).

Assim que as aulas começaram, eu fiquei muito confusa pela quantidade de informações novas! Afastamento, épura, cota, rebatimento, bissetriz, aaaaaaa. Demorei um pouco para não trocar mais os nomes das coisas (não conseguia diferenciar a cota do afastamento logo no início), e imaginei que se eu fosse reprovar alguma matéria no semestre, essa seria uma forte candidata.

Felizmente eu estava enganada também (olha quantos enganos, haha). Tirei 10 na primeira prova, fui bem na segunda (só não tirei 10 por que não lembrava como chegar num determinado ponto pedido), e tirei quase 10 numa atividade prática de construção de coberturas.

A disciplina ainda não terminou – a atividade final é amanhã e também envolve a planificação e a construção de uma cobertura.

 

Então, amanhã eu vou continuar com a parte 2 deste post. Se você leu até aqui, obrigada :)

O mais novo desafio (que já tem alguns meses)

Olá, internet! Faz um pouco mais de 4 meses que não posto nada aqui, e o motivo para isso é tempo. Pautas sempre são muitas, mas estava com pouco tempo livre para postar e para acompanhar a maioria dos blogs que sigo. O motivo disso é muito simples: realizei um sonho antigo e comecei a fazer o curso que sempre desejei, mas que os caminhos da vida sempre me desviaram. Estou estudando Arquitetura e Urbanismo! :)

Vou escrever esse post com muito carinho, espero que gostem, mesmo não sendo sobre viagens! Criei uma categoria chamada “Arquitetura e Urbanismo”, vou escrever algumas coisinhas sobre o tema, mas o blog vai continuar se chamando Camilla pelo Mundo! :)

Então, há exatamente 1 ano e 3 dias eu me tornei economista, e tenho muito orgulho disso! Adoro estudar economia, e esse é um dos cursos que abrem a sua mente e te ajudam a compreender o mundo. Sempre existe uma resposta pra tudo, o campo de atuação é bem amplo, mas eu vivia com uma sensação de que eu estava fazendo algo errado: mas eu sentia isso desde os 17 anos, então para mim, parecia ser um sentimento normal.

Um breve resumo da minha vida acadêmica: no segundo ano do ensino médio, eu queria muito estudar Arquitetura, mas esse curso só existia em faculdades particulares aqui na cidade. Minha família foi sempre bem preconceituosa (não vejo palavra mais semelhante para demonstrar esse sentimento) em relação a faculdades particulares, então a minha opção era estudar na pública e pronto. Como não havia escolha, eu decidi que iria prestar vestibular para Engenharia Civil. Até então eu amava matemática e achava que não teria maiores problemas.

No terceiro ano do ensino médio o professor de matemática era ruim, e do nada eu deixei de ser uma aluna nota 10 e passei a ser mediana, mesmo que esforçada. Fiquei apavorada com a minha queda de rendimento e desisti dessa vontade de fazer Engenharia. No meio do ano iria acontecer o vestibular na Estadual e eu escolhi o curso por eliminação, e foi dessa maneira que eu me inscrevi para Odontologia. Acabei passando e fiz avanço de série (a pior semana da minha vida), fui aprovada, e comecei a faculdade enquanto meus amigos ainda estavam no colégio. Esse é um dos maiores arrependimentos da minha vida.

No final desse mesmo ano, eu também passei para Odonto, só que na Federal. Hoje também considero um erro, pois eu já estava cursando a mesma faculdade na Estadual, então perdi meus pontos de graça. Nunca me vi sendo dentista, e me sentia muito triste na faculdade. Tomei coragem e acabei desistindo do curso, e voltei a estudar.

O novo ano começou e era o primeiro onde o Enem iria servir para selecionar os alunos para entrar na faculdade, e outra notícia me deixou bem animada: o curso de Arquitetura iria começar na Federal ainda naquele ano!! Fiz o Enem, sinto que não estudei o bastante, mas mesmo assim consegui uma boa nota.

Antes o Sisu era diferente, já que todas as chamadas tinham sua própria seleção, e me inscrevi. Como era o primeiro ano tanto do Sisu quanto da Arquitetura, ninguém estava acostumado com o sistema. O site era difícil de acessar, as pessoas não sabiam o que esperar, mas me inscrevi pra Arquitetura! No primeiro dia, estava em terceiro lugar. No segundo, eu caí bastante mas ainda estava dentro do número de vagas. No terceiro (o último), eu já não estava na lista.

Fiquei arrasada, mas ainda tinham duas outras chamadas do Sisu! Será que eu colocaria Arquitetura de novo? E se eu não passasse? Iria deixar meus pais desapontados por não estudar na Federal?

Nesse meio tempo entre primeira e segunda chamada do Sisu, o meu pai foi numa faculdade particular que até então tinha o melhor curso de Arquitetura e Urbanismo da cidade, ele pegou umas informações e ficou decidido que eu me matricularia lá caso eu não passasse.

Então, na segunda chamada do Sisu, me bateu medo. Eu não acreditava em mim, sempre pensava que os outros eram muito melhores, e decidi optar por um curso que me agradava, e que eu teria condições de passar. Foi aí que escolhi Economia, pelos motivos que citei acima. Eu sabia que iria passar, e acabei passando mesmo. O primeiro ano foi de empolgação, e mesmo gostando de estudar sobre o assunto, eu sentia que estava carregando um fardo. A alegria diminuiu e terminei a faculdade como se fosse uma obrigação, tanto que o meu sentimento não era de alegria por ter concluído um curso tão importante, e sim de alívio.

Vários pontos de interrogação surgiram na minha cabeça, pois os planos que existiam no início do curso foram destruídos. Eu achava que queria realizar certas coisas, e depois descobri que não, eu tinha desprezo por estes planos. Essas ideias se resumem em duas palavras: concurso público.

Cresci com a minha mãe me falando sobre os concursos, a estabilidade e blá blá blá. Eu juro que tentei dar uma chance para esses estudos, mas não deu. Não gosto de estudar os assuntos sobre Direito e não suporto a ideia de trabalhar para qualquer ente federado. Quando tive certeza disso, já estava com o diploma na mão, com a videoaula ligada e todas as minhas perspectivas para o futuro no chão.

Eu juro que tentei! Passei 6 meses trancafiada num quarto estudando noite e dia, e mesmo assim não fui bem para o concurso que estava estudando com tanto afinco. Eu me sentia um lixo, pois eu não conversava com ninguém, não conhecia ninguém, não estava tendo resultados e estava vendo que eu estava deixando de viver minha vida pra ficar estudando para alguma coisa de um assunto que eu odiava para ganhar um salário que para mim, não compensava esse esforço. Mesmo sabendo que esse é um esforço de longo prazo, sabe-se lá quando eu iria passar! Se em 6 meses eu não aguentei, imagina dois, três anos de estudo!

Antes disso, me inscrevi pro Enem de novo. A justificativa era passar pra Direito, pois isso me auxiliaria nos estudos para concursos, mas eu sentia que se eu passasse, eu já chegaria derrotada, pois eu não suportava a ideia de fazer faculdade de Direito. A minha mãe me pressionou tanto a seguir a carreira dela que ela conseguiu fazer o contrário.

Me surpreendi com a minha nota! Acho que inclusive foi melhor que a tentativa anterior, e de novo, sem estudar para isso. Por sorte minha (não a da minha mãe), a nota de corte para Direito estava mais alta do que a minha melhor nota, e deixei o destino cuidar disso, pois escolhi Arquitetura como primeira opção no Sisu!

Novamente o destino seguiu o ritmo: nos primeiros dias eu estava dentro… no final, eu estava fora! Fiquei triste de novo e deixei Design como a segunda opção. Eu era a segunda colocada em Design (ou seja, estava quase passada) e iria tentar a sorte na lista de espera pra Arquitetura. Nota: antes eu nem sabia da existência da lista de espera, talvez se eu fosse um pouco mais paciente, eu teria passado para Arquitetura ao invés de Economia.

Aí que veio a melhor notícia do ano até agora! Numa segunda feira de manhã saiu o resultado do Sisu. Eu já estava direcionando o meu olhar para a opção de Design, para confirmar minha aprovação, mas aí eu li a seguinte frase: Parabéns! Você foi aprovada na primeira opção!!

A nota de Design havia sido descartada e eu estava finalmente realizando o meu sonho! Eu fiquei tão feliz que chorei muito! A pessoa que ficou mais feliz com isso foi a minha avó, que teve a melhor reação!

O fardo que eu sentia quando eu estudava Odonto e Economia não existia mais! Nunca me senti tão leve e tão feliz na minha vida! Agora a minha única preocupação é a idade, pois eu vou me formar muito mais velha que meus colegas. Mas a idade é só um número, certo?!

Pois é, desde o início do ano, estou ocupadíssima fazendo as maquetes, plantas baixas e outras coisinhas da faculdade! Voltando ao início do texto, é esse o motivo de estar tão sem tempo! A faculdade de Arquitetura é uma das que consomem mais tempo e dinheiro, por causa dos trabalhos manuais, mas isso é outro tema.

E também esse é o primeiro texto de muitos a serem lançados até o fim do mês. As minhas férias da faculdade estão começando (infelizmente sem viajar né?) e terei um tempinho para escrever algumas coisas que meus dedos estão implorando!

Espero que esse seja o primeiro post de muitos da categoria “Arquitetura e Urbanismo”, e se você leu esse texto até agora, espero que tenha gostado! Aguarde que em breve escreverei mais coisas! :)