O que fazer no Városliget, em Budapeste

O Parque da Cidade, ou Városliget em Húngaro, é um dos lugares favoritos dos húngaros e turistas para aproveitar e relaxar um pouco. O parque foi projetado em 1896 para comemorar os mil anos da nação húngara e possui uma área total de mais de 1 km2 com uma série de atrações no seu interior. Nesse post, vou mostrar para vocês o que tem para fazer lá, e se vale a pena visitar.

  1. Banhos termais

Acompanhe também: O principal banho termal de Budapeste

O Széchenyi Fürdő é o maior banho termal da Europa e o mais conhecido de Budapeste. A Hungria possui naturalmente uma série de reservas de águas termais e medicinais, e o costume de utilizar esses banhos como tratamento médico e diversão se difundiram após a ocupação de 700 anos pelos otomanos.

A entrada dos banhos termais lembra um palacete de estilo barroco, mas o que importa são suas piscinas com águas de diferentes temperaturas! Até durante o inverno tem gente que visita o lugar, um dos cartões postais de Budapeste.

Há uns dois anos, fiz um post sobre os banhos termais de Budapeste, e a minha saga não bem sucedida para visitar suas piscinas. Se quiser, acessa lá. :)

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2. Castelo de Vajdahunyad

Esse castelo lindíssimo também foi construído nas celebrações do milênio, que comemorou os 1000 anos da Hungria em 1896. O modelo e a inspiração para a construção foi o castelo de Hunyad na Transilvânia, que até então fazia parte da Hungria. (Interesting fact: muitos húngaros ainda não aceitam o fato da Transilvânia ter sido dada à Romênia como compensação de guerra).

Assim que cheguei em Budapeste, meu amigo me levou de carro até Vajdahunyad, e me falou que lá eles brincavam que esse castelo era uma cópia do da Transilvânia, e que ele era símbolo da falta da criatividade dos húngaros. Bem, foi um húngaro que disse isso, só estou repassando…

Entrada do Castelo de Vajdahunyad

Entrada do Castelo de Vajdahunyad

3. Zoológico de Budapeste

Acompanhe também: Passeio ao Zoológico de Budapeste

Eu não sei se hoje em dia eu faria visitas a algum zoológico onde quer que fosse, mas confesso que adorei a visita quando eu morava lá. Achei a visita interessante e o zoológico, na medida do possível, tentava recriar um habitat semelhante ao original dos animais.

Os animais me fascinaram tanto! É incrível como seres tão diferentes de nós conseguem evoluir e se adaptar à sua realidade. Para crianças, aquele lugar é sensacional! E os ingressos não eram tão caros: se tens interesse em zoológicos, conheça; se não tens interesse (como eu hoje em dia), não se sinta culpado em passar.

Preguiça fazendo pose!

Preguiça fazendo pose

4. Praça dos Herois

A Praça dos Herois (Hősök tere em húngaro) é a praça mais icônica de Budapeste, e seu significado é único. Ela simboliza a liberdade do povo húngaro, especialmente durante as épocas de ocupação nazista e comunista. Por causa de seu peso, a maioria das manifestações políticas acontecem ali.

Falando de aparências, a praça é extremamente bela! Atrás da praça existem algumas colunas, cada uma delas representando figuras importantes da história da Hungria. O lugar é extremamente fotogênico, e vale muito a pena tirar fotos lá.

Praça dos Herois

Praça dos Herois

5. O lago

O parque da cidade possui um lago artificial bem no seu coração. Dependendo da época do ano, uma série de atividades podem ser feitas ao seu redor. Por exemplo, agora nessa época de fim de ano, o lago congela e ele vira um ice rink, por sinal, o maior da Europa Central! Durante o inverno, esse rink de patinação se torna um dos principais pontos turísticos de Budapeste, e as recomendações pela internet são muito boas.

Na época que morei em Budapeste era primavera, então, nada de patinação no gelo. Tem uma parte do lago que possui tipo uma pequena passarela (coisa de 30 cm) que corta o lago de lado a lado. Deu a louca na minha roomate e ela atravessou tudo aquilo a pé, mas a bichinha ficou morrendo de medo no meio do caminho e não tinha como voltar! Eu fiquei com medo de cair na água, então dei a volta no lago inteiro até chegar no outro lado, haha.

lago

Pedacinho do lago: o lugar onde minha amiga atravessou, haha.

6. Estátua do anônimo

O Parque da cidade possui uma série de estátuas, mas uma que se destaca bastante é a estátua do anônimo. Na realidade, ele foi baseado num monge húngaro do século XII, cujo nome se perdeu na história. Reza a lenda que se você pegar no capuz dele, você terá boa sorte com os estudos.

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7. Museu de belas artes e Kunsthalle

Esses dois museus se encontram um em cada lado da Praça dos Herois, e são dois dos lugares mais interessantes para os entusiastas da arte na capital húngara. As coleções são fantásticas (inclui egípcia, antiga, moderna…) e merecem a visita dos turistas interessados por arte mundial.

O museu de belas artes é mais eclético enquanto o Kunsthalle foca mais em arte contemporânea. Ambos os museus foram abertos no início do século XX, e são ótimos lugares para uma visita despreocupada.

Museu

Museu

 

 

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Por fim, a Citadella

A Citadella é provavelmente o lugar onde dá para se ver a maior parte de Budapeste. Particularmente acho que a vista mais bonita da cidade fica no Bastião dos Pescadores, mas a Citadella é igualmente impressionante e é ponto indispensável para conhecer em Budapeste.

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Budapeste vista da Citadella

Tanto o Bastião dos Pescadores quanto a Citadella possuem significados especiais para mim, e são símbolos dessa epopeia húngara que vivi. O Bastião foi um dos lugares que conheci no meu primeiro dia em Budapeste; já a Citadella foi o último lugar que conheci na capital húngara.

Logo nos primeiros posts do blog, escrevi um relato curto sobre esse dia. Aquele dia foi tão fantástico e maravilhoso que eu não queria que terminasse nunca! Só ficam as boas memórias e o agradecimento.

Acompanhe também: O dia em que o tempo parou

Origens

A Citadella é uma antiga fortificação húngara localizada no topo da colina Gellért (Gellért Hill) construída em 1848, no ápice da revolução húngara.O nome Citadella já dá a entender que o local tem características de uma fortaleza.

Ela fica no lado de Buda (Buda é montanhosa, enquanto Peste é uma planície), e o fato dela estar no topo de um morro, indica que sua localização foi completamente estratégica em termos militares durante as revoltas contra os Habsburgos e a ocupação soviética.

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Em memória de todos aqueles que sacrificaram suas vidas pela liberdade e independência da Hungria

O que fazer na Citadella?

Hoje em dia o local não tem mais a maioria das características militares que outrora possuiu. Algumas muralhas foram derrubadas, mas a maior parte da estrutura original permanece.

Um mirante foi construído na ponta da Citadella, e é possível passar bastante tempo só admirando o Danúbio, a cidade e tentando descobrir suas ruas principais. Próximo ao mirante também se encontra a Estátua da Liberdade: construída para homenagear os húngaros mortos durante os períodos de opressão.

Na Citadella também se encontra o museu do Exército: uma série de bunkers decorados de uma maneira que te fazem voltar no tempo, durante a época das guerras.

Além do mirante e do museu, ainda é possível explorar a colina Gellért a pé, já que existem uma série de trilhas que a rodeiam do sopé até o topo. Mas obviamente, é necessário disposição, já que ali é uma subida.

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Despedida de Budapeste

Como citei no início do texto, esse foi o último lugar que conheci em Budapeste. Era um sábado e o meu voo para o Brasil seria na segunda de manhã. Naquele dia, o Zsolt me ligou e perguntou se eu queria dar uma volta com ele em algum lugar, mas não podia demorar já que ele possuía um compromisso à tarde.

Nessa altura eu já havia entregado as chaves do meu apartamento e estava hospedada num hotel mais ao centro da cidade. Depois de um certo horário, o Zsolt apareceu e perguntou se eu já havia conhecido a Citadella. Eu disse que não e ele me levou lá.

Nós conversamos muito durante o trajeto, e até hoje agradeço pela pessoa incrível e super prestativa que o Zsolt acabou se tornando durante toda essa viagem. Caminhamos pela maior parte do trajeto, tiramos muitas fotos e voltamos pro hotel.

Eu estava tão pra baixo naquele dia, já que a melancolia estava batendo: a maioria dos meus amigos próximos já havia ido embora. Na noite anterior tinha acontecido minha festa de despedida, com muitos rostos novos que iriam continuar a experiência que iniciei. Na sexta à noite me despedi da maioria deles, já que eu não os veria mais.

Receber a ligação do Zsolt me alegrou muito! Foi ótimo conhecer um lugar novo, e ainda em ótima companhia. Ainda nos veríamos, já que ele insistiu em me levar pro aeroporto na segunda feira.

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Mirante

Vale a pena conhecer a Citadella?

Então, voltando ao intuito mais informativo do post, acho que vale a pena conhecer a Citadella quando já se conheceu a maior parte das atrações de Budapeste. Como a Citadella fica bem longe do centro, ir até lá exige um pouco de tempo livre, pois acredito que a intenção da maioria das pessoas que visitam lá não é de chegar, bater umas fotos e ir embora: conhecer o bunker, comer em algum restaurante típico e andar pelas trilhas pode ser uma opção interessante para quem tem tempo e disposição.

A distância também foi um dos motivos pelo qual eu levei tanto tempo para conhecer o local! O único transporte público que chega até lá é ônibus, e como não conhecia Buda tão bem, sempre deixava para depois. Tive sorte pois o Zsolt me levou de carro até lá!

Mas enfim, o local é lindo, mas eu passaria a visita caso não tivesse muito tempo livre.

 

A basílica e a mão incorruptível

Na maior parte das cidades da Europa, as igrejas e catedrais são pontos turísticos notáveis, cuja história muitas vezes se mistura com a do local em questão.  Em Budapeste, isso não é diferente. Uma das principais atrações turísticas da cidade é a Basílica de Santo Estevão, tema do post de hoje.

Basílica de Santo Estêvão

Basílica de Santo Estêvão

O que é?

Seu nome em húngaro é Szent István-bazilika, e esta é uma basílica católica romana localizada no centro de Budapeste. Ela é a principal igreja do país e o prédio mais alto da capital da Hungria, dividindo o posto com o Parlamento Húngaro.

Em frente à Basílica

Em frente à Basílica

O local é considerado um ponto de referência para a fé católica no país, e seu prédio faz jus a toda a atenção recebida. A basílica ainda possui uma pequena coleção de joias e artigos, inclusive uma suposta parte do corpo do Santo Estêvão.

Esta basílica foi construída em homenagem à Santo Estêvão (István, em húngaro), primeiro rei da Hungria e fundador do país.

Quem foi Santo Estêvão?

Como disse um pouco acima, Szent István foi o primeiro rei da Hungria, e por causa disso, é também considerado o fundador da nação húngara. Não se sabe ao certo o ano de seu nascimento, mas estima-se que ele viveu entre os anos de 975 a 1038.

Sua canonização aconteceu poucos anos depois, em 1083, pelo Papa Gregório VII. Desde então, a figura de Santo Estêvão é associada com o orgulho e poder húngaro, caminhos traçados igualmente por seus objetos.

Um dos símbolos húngaros mais conhecidos é a coroa utilizada por Santo Estêvão, com a cruz torta. Essa coroa é retratada em diversos monumentos por todo o país, inclusive estando presente no brasão oficial (coat of arms) da Hungria.

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/34/Coat_of_arms_of_Hungary.svg/2000px-Coat_of_arms_of_Hungary.svg.png

Uma réplica da coroa se encontra na Basílica, onde ficam alguns tesouros. Porém a original se encontra no Parlamento húngaro, inclusive à vista de visitantes que fazem o tour dentro do local.

Santa coroa húngara (câmera meh e sem flash dá nisso, né?)

Santa coroa húngara
(câmera meh e sem flash dá nisso, né?)

Dentro da Basílica

A visita dentro da basílica é gratuita, e seu interior é muito bonito. Eu diria que a Basílica de Santo Estêvão de Budapeste é muito mais bonita que a sua catedral de mesmo nome de Viena. Os tamanhos nem se comparam, muito menos os adornos do local!

P.S.1: Não pode tirar fotos com flash no interior da Basílica.
P.S.2: Minha câmera não era tão boa na época, muitas fotos saíram tremidas.

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A mão incorruptível

Santo Estêvão possui uma imagem considerada ilibada, e para a posteridade, sua figura é lembrada como se fosse incorruptível. Para tanto, sua mão foi mumificada e conservada, estando às vistas do público que visita a Basílica. Provavelmente a mão é o ponto alto do passeio, e não deixe de vê-la!

 

Urna onde se localiza a mão

Urna onde se localiza a mão

História da mão

História da mão

Como chegar até lá?

A Basílica se localiza bem no coração de Budapeste e existem várias maneiras de chegar até lá. A estação de metrô mais próxima é a Déak Ferenc Ter, a principal da cidade, e que é interseção para as linhas M1, M2 e M3 (amarelo, vermelho e verde). Também dá para chegar de tram, em estação com o mesmo nome.

Praça em frente

Praça em frente

Quanto é o tempo de visita?

Eu diria que entre 1h e 1h30 é o suficiente para fazer uma boa visita na Basílica e nos seus tesouros. Por estar numa localização central, dá para emendar a visita na Basílica com outros passeios, como o Parlamento Húngaro e diria que até a Ópera de Budapeste.

Essa é uma região na cidade muito gostosa de caminhar, cheia de prédios antigos, avenidas largas, lojas e restaurantes. Com a abundância de transportes públicos, não é difícil nem o acesso, nem a oportunidade de visitar outras coisas depois.

Cidadão Global: vale a pena? Minha experiência

O Cidadão Global é um programa de intercâmbio muito interessante promovido pela AIESEC, organização pela qual trabalhei por cerca de três anos e que hoje represento sendo alumnus. Ou seja, após ter trabalhado e contribuído com o crescimento do escritório, hoje observo e acompanho a organização de longe. Mas hoje eu não vim falar sobre a minha experiência como membro da organização, e sim a minha experiência como EP (exchange participant – participante de intercâmbios).

Para começar, a verdade foi que eu sempre quis fazer intercâmbio, mas eu pretendia viajar lá pelo final da minha faculdade em algo relacionado ao aprendizado de idiomas, passar um semestre do meu curso fora, ou até mesmo o mestrado. Até hoje essas vontades continuam de pé, e acredito sim que eu ainda vou obter mais experiências internacionais.

Apaixonada por essa vista! (Parlamento ao fundo)

Apaixonada por essa vista! (Parlamento ao fundo)

Em 2010 eu conheci a organização, comecei a trabalhar como voluntária e aos poucos tive a vontade de participar dos programas que a AIESEC oferece para viajar: hoje são dois programas, chamados de Talentos Globais e Cidadão Global.

O primeiro consiste em realizar um estágio no exterior, trabalhando em alguma empresa com algum tema relacionado à sua área de estudo: comércio exterior, engenharia, jornalismo, captação de recursos, educação de idiomas e assim sucessivamente. Esse programa oferece uma bolsa que ajuda na manutenção do intercambista pelo período em que ele(a) fica trabalhando no exterior, que pode durar de 6 semanas a 18 meses.

Eu ainda não participei do Talentos Globais, e pretendo fazê-lo após o meu mestrado. Porém esse post se trata de duas experiências maravilhosas pelo programa Cidadão Global! Nas duas vezes eu fui para o Leste Europeu e arrumei minhas malas para a Rússia e para a Hungria.

O Cidadão Global é um programa voluntário e de curta duração – 6 semanas até 3 meses. Geralmente os países que oferecem vagas se encontram na América Latina, Leste Europeu, África e Ásia, e em geral o foco do programa consiste em desenvolver projetos em educação, meio ambiente, direitos humanos, saúde e muito mais.

Arbat ul. em Moscou

Arbat ul. em Moscou

Bem, o post será longo, então vamos lá!

Então, o meu primeiro X foi pra Rússia! Sempre sonhei em conhecer esse país e sabia que eu iria amar minha experiência de qualquer maneira.

Mas por que a Rússia?
Eu queria conhecer uma realidade diferente da minha. Queria pegar um inverno rigoroso, idioma complicado, comida exótica, conhecer uma cidade menor, ou seja, fugir da minha linda zona de conforto aqui em casa. Acabei parando em Saratov, uma cidade de 800 000 habitantes na região centro-sul da Rússia. O meu projeto no Cidadão Global era o BRIC, e como o nome já diz, ele foca em estudantes desses países.

O meu projeto consistia em apresentar dados da economia e cultura dos países do BRIC para estudantes de ensino médio e universidades, e comigo foram mais dois brasileiros, três chineses e um indiano. Acabou que só o indiano trabalhou na SSTU (a universidade participante do projeto), já que todos fomos embora antes dele. Mas basicamente eu atuei só na Escola 45 de Saratov.

Para falar um pouco mais da Escola 45, eles tem uma tradição muito grande em esportes, ostentando muitos troféus em várias modalidades. Ao lado da escola existe um estádio de um dos principais times da cidade, e lá haviam turmas exclusivas de atletas, já que eles viajavam muito para competir e necessitavam de uma metodologia especial.

Escola 45 em Saratov

Escola 45 em Saratov

Fui extremamente bem recebida na escola! Os professores, alunos, a diretora e demais funcionários foram sempre muito gentis e atenciosos, e sempre muito curiosos em saber mais do Brasil. Fiz apresentações sobre história, comidas, cinema, novelas (btw, eles adoram “O Clone” por lá!), tradições, curiosidades e claro, a economia do país. Também falei bastante da minha região linda – a Amazônia – que é extremamente exótica para eles.

Escola 45 <3

Escola 45 <3

Esse período que eu trabalhei lá na escola foi relativamente bem organizado. Lidei com várias turmas e professores e senti um carinho imenso deles. Até tivemos uma festa de despedida onde ~toda~ a escola participou, com direito a apresentações de dança, música, e também apresentações sobre a Rússia, Saratov e muito mais, todas feitas pelos alunos. Foi uma maneira de agradecer pelo trabalho que nós fizemos.

Parte da escola na nossa despedida

Parte da escola na nossa despedida

Sabe, foi muito gratificante estar ali. Muitos dos alunos (e das pessoas de Saratov) não pretendiam fazer faculdade, se especializar para ter um emprego legal, nem conhecer o mundo nem nada. Algumas pessoas chegavam comigo me agradecendo pelo fato de que eu saí da minha casa – bem longe dali – para viajar pro meio do inverno para apresentar pra eles uma nova perspectiva de vida e que existem muitas possibilidades para serem exploradas.

Infelizmente o meu projeto não durou o tempo planejado. O meu CL acabou tendo um problema de know how, e só duas pessoas (a VP ICX e o LCP) estavam dando vazão ao projeto. A Katya, a VP ICX da época era a minha host e tive uma certa flexibilidade de falar com ela e de cobrar algumas coisas, mas a princípio o projeto quase não saiu do papel. Foi uma pena, mas não por falta de vontade, e sim por que eles sozinhos não estavam conseguindo dar conta de tudo.

Moscou, na semana final

Moscou, na semana final

Bem, de qualquer maneira, nenhum intercâmbio é perfeito, e devemos aprender a contornar problemas quando existirem, para o nosso próprio crescimento. Mesmo com essas dores de cabeça do projeto, tenho certeza que eu fiz a escolha certa e recomendo o intercâmbio pela AIESEC para a Rússia! Sou apaixonada pelo país e extremamente grata por tudo que eu aprendi nessa jornada. Mas é preciso saber que é necessário ter resiliência e poder de superação, não só para uma viagem para a Rússia, mas sim para qualquer lugar.

Alguns posts relacionados ao intercâmbio na Rússia:
Seja a mudança!
FAQ da Rússia
Tô indo pra Rússia. E agora?
O que eu vi do racismo
Me conte mais da mãe Rússia
Saratov, a capital do Volga
Vivendo em um vilarejo soviético
Como é difícil dizer adeus
Longe de casa, mas no centro do mundo

Mas mesmo assim eu senti que a minha experiência não foi 100% completa. Devido a esse problema de organização, eu senti que eu poderia ter feito muito mais e um belo dia eu decidi que eu faria outro intercâmbio pela AIESEC! Dessa vez eu fui mais “atenta”, buscando saber mais da reputação do escritório, depoimentos de outras pessoas que viajaram para esse lugar, acessibilidade e afins.

Da segunda vez, não foi a minha intenção ir para um lugar em que eu me desafiasse tanto, e a minha intenção era justamente combinar o lazer com o trabalho. Depois de muita busca e muita pesquisa eu acabei dando match com a AIESEC Budapest University (ou LC Corvinus, ou @BCE). A cidade é espetacular, recebe muitos intercambistas (não só da AIESEC mas também de programas de intercâmbio de universidades), e até tinha uma boa reputação entre os EPs.

Amigos de intercâmbio <3

Amigos de intercâmbio <3

O meu EP manager havia viajado por esse mesmo CL como uns 3 meses antes da minha viagem e eu pedi muito dele que me contasse tudo sobre os intercambistas, a escola em que eu trabalharia, a organização do CL, detalhes da cidade e tudo. Ele só me falou coisas boas de lá e me adiantou que eu iria adorar a escola em que eu trabalharia.

Praça dos heróis em Budapeste (e o meu amigo fazendo gracinha ali atrás)

Praça dos heróis em Budapeste (e o meu amigo fazendo gracinha ali atrás)

 

Já viajei animada e tudo que ele me confirmou se realizou. A escola em que eu trabalhei, a Kontyfa, organizou um projeto excelente (no caso o Magellan) e senti também muito apoio dos professores, do diretor e dos estudantes, assim como na Rússia. Acabei morando num apartamento anexo à escola, e sempre estava por lá. Os estudantes inclusive saíam com a gente e tudo.

Falando mais do projeto, o Magellan foi bem parecido com o BRIC: apresentações sobre os nossos países. Comigo trabalhou a Rekha, da Austrália e ficamos muito próximas! Só lembro dela me chamando para tirar um selfie, antes da expressão ser conhecida no Brasil, haha. Antes de nós, outras duas duplas de meninas haviam trabalhado lá na Kontyfa, sendo três meninas brasileiras. Mas a minha presença foi “diferente” por que as outras meninas eram de São Paulo, e eu do Norte. Ou seja, estava apresentando uma perspectiva totalmente diferente, e dessa vez apresentando a região mais linda do planeta!

Escola Kontyfa <3

Escola Kontyfa <3

Falei antes que nenhum intercâmbio é perfeito, mas esse chegou quase! Só não digo que foi 100% por que o banheiro do meu apartamento estourou (sim, estourou!!), e não dava para fazer nada em casa. Que situação! Ainda bem que isso só aconteceu no fim do intercâmbio hehe.

Conversei com muitas pessoas sobre a minha experiência na Hungria e reitero que também recomendo a experiência. Mas mais uma vez: é necessário estar preparado para tudo. Vai que acontece algum problema que você não está preparado para resolver? Às vezes é necessário agir no automático.

Alguns posts sobre intercâmbio na Hungria:
1 ano de alegria
Hungria: dúvidas e respostas
Hungria: mais dúvidas e respostas
Norte, sul, leste e oeste
O quê que a Hungria tem?
O dia em que o tempo parou
Voluntariado na escola Kontyfa
Tardes em Margitsziget
Primavera em Budapeste
Partiu Budapeste!

Para finalizar, eu realmente aproveitei esses períodos no exterior pela AIESEC. Formei amigos para a vida toda, tanto do Brasil como do exterior. Aprendi a me virar sozinha, levando tapa na cara ou não. Conheci lugares incríveis que antes jamais pensei em visitar. Tive a tão preciosa vivência internacional e também cresci muito como pessoa!

Respondendo à pergunta do título: o Cidadão Global vale a pena? Claro que sim!!

7 fotos e 7 histórias

Uma das características mais marcantes do ser humano em tempos mais atuais é a de eternizar momentos através de fotos. A história recente é cheia de vários casos em que fotos retratam sentimentos diversos, especialmente em momentos mais marcantes.

O viajante e o turista comuns também gostam de retratar esses momentos com câmeras. Uma forma de lembrar para sempre (ou pelo menos por um bom tempo) aquele lugar incrível, aquela comida maravilhosa, aquele artista de rua talentoso e também os famosos “aha-moments”, que são aqueles momentos de descoberta instantâneos, que muitas vezes te fazem cair o queixo.

Aqui separei 7 fotos minhas e suas histórias. O post será longo, e terei o maior prazer de escrever, assim como espero que vocês tenham o mesmo sentimento lendo.

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Foto 1: Satisfação na subida
Onde: Bastião dos pescadores, Budapeste, Hungria.
Quando: 14 de abril de 2013.

Aqui no Camilla Pelo Mundo eu destaquei bastante a minha experiência na Hungria, que de fato foi incrível e inesquecível. Porém eu nunca postei essa foto, apesar de ter falado um pouco sobre a história dela nesse post.

Era o meu primeiro dia em Budahome, um domingo ensolarado. Combinei de encontrar com a minha roomate em Margaret Island, onde ela estaria num piquenique com outros intercambistas. Eu teria que ir comprar meu chip de celular e o meu passe de ônibus e não poderia ir com ela, mas eu prometi que eu iria até lá depois.

Essa Margaret Island é aquela ilhazinha ali ao fundo cheia de árvores, no meio do Danúbio. Escrevi sobre ela aqui. Então, depois de caminhar bastante e morrendo de medo de me perder, acabei a encontrando numa rodinha de pessoas, todas rindo e felizes, contando suas histórias de seus países, tirando fotos, e claro, comendo.

Em 30 minutos parecia que eu já os conhecia há vários dias e estávamos em sintonia. Juro que me senti muito bem, e feliz. Até então, com um dia de estadia, a minha viagem para BP tinha valido a pena.

Então alguém, no fim da tarde, sugeriu que fossemos ao Castelo de Buda, já que algumas pessoas ainda não tinham ido até lá. Acabamos pegando o tram até o “sopé” do Castelo e subimos tudo a pé. O meu condicionamento físico era (e é) péssimo, e como eu ainda não estava ainda adaptada com o clima nem nada, aquela subida foi horrível. Aquele castelo tinha que ser bom!

Era domingo e o Castle Hill não estava tão cheio assim. Meio que por causa disso, chegamos e conseguimos conhecer muito dali. Então paramos no Fisherman’s Bastion, que é uma espécie de vista point da cidade, e a minha reação ao olhar tudo aquilo sob o pôr-do-sol foi incrível! Eu jamais havia me emocionado tanto com uma paisagem!

Meses antes eu jamais imaginava que eu poderia estar ali! Depois de sofrer um acidente feio no pé e ter deixado o trabalho para viver essa aventura, subir aquilo tudo e se deparar naquele lugar lindo cheio de gente ao redor, mas no fundo sozinha já foi uma vitória! Queria eu poder compartilhar aquela imagem e a sensação com a minha família, especialmente.

O máximo que eu pude foi tirar uma foto, que ajuda a expressar no mínimo a compreender como foi esse momento. A cara cansada e os óculos parecem ocultar, mas nunca estive tão feliz em ~apenas~ observar paisagens.

 

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Foto 2: Primeira vez.
Onde: Praça Vermelha, Moscou, Rússia
Quando: 7 de janeiro de 2012.

Ah, a minha aventura na Rússia <3. Sempre sonhei em conhecer esse país, mas não sabia como. Felizmente eu conheci o intercâmbio pela AIESEC onde a mãe Rússia é um dos principais suppliers, sempre recebendo gente. Quando fiz intercâmbio pela primeira vez, no fundo sabia que ali que era o lugar, o meu destino!

Pela AIESEC mesmo, acabei conhecendo um menino do escritório de Moscou, que queria dar “match” em outro intercambista (quando eu ainda nem pensava em viajar) e acabei mantendo contato com ele. Assim que decidi o meu destino no interior da Rússia, o contatei pedindo ajuda, já que eu chegaria em Moscou de noite e num feriado. Super solícito, ele disse que ia me buscar no aeroporto e me ajudaria a comprar a passagem de trem para Saratov.

Dito e feito e ele foi me buscar! Uma pessoa incrível e me ajudou em todos os momentos. Correu pra pegar o Aeroexpress comigo, me ajudou a comprar passagens e trocar dinheiro, e ainda me levou no Mc Donald’s pra comer, haha. E ainda por cima, foi o meu guia de turismo na Praça Vermelha.

Então, eu sou do Norte e mesmo tendo viajado para o exterior antes, eu nunca havia visto neve. Nunca! Naquele dia, as temperaturas na capital russa beiravam os 2, 3 graus positivos, mas nada de neve, apesar da umidade. Naquele momento eu percebi uma coisa que já me deixou muito chateada: a minha câmera não tirava fotos boas à noite por causa do frio. Prontamente o meu amigo me ajudou e tirou a câmera dele da mochila e começou a tirar minhas fotos, haha.

Nesse meio tempo, eu acabei vendo um montinho na neve. Me emocionei tanto e perguntei se aquilo era neve mesmo! Ele disse que sim (claro, né), por que havia nevado alguns dias antes e haviam colocado toda a neve da praça naquele cantinho. A caboclinha orgulhosa da Amazônia foi lá e se jogou no monte de neve, toda feliz! Sentei, me deitei, e o meu amigo rindo de mim tirando fotos.

O detalhe é que no fundo da foto, vemos o GUM, que é o shopping mais caro de Moscou e um dos mais requintados do mundo. Os oligarcas bilionários vivem fazendo compras lá. Se algum ricaço ou qualquer outra pessoa achou estranho essa pessoa aqui feliz no monte de neve, tanto faz, tanto fez. O importante foi que eu literalmente “me joguei” nessa aventura.

 

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Foto 3: Vista para a eternidade
Onde: Cemitério, Sotaquirá, Colômbia.
Quando: Algum dia de janeiro de 2003.

Apresento-vos o Vale de Sotaquirá, terra do meu avô. A Colômbia ainda é uma incógnita para muitos brasileiros, e mesmo assim, muitos vão saber um pouquinho mais sobre Bogotá e Cartagena. Essa região é a Andina no departamento de Boyacá e cresci com histórias sobre fazendas, vales lindos, montanhas e tudo mais, tudo vindo das memórias do meu avô.

Não era a minha primeira visita a Sota, mas foi a primeira com uma câmera digital. A qualidade da foto não está boa, por causa da tecnologia da época, mas fiz questão de pegar a câmera emprestada da minha prima para tirar essa foto.

Nesse cemitério estão enterrados o meu bisavô e alguns parentes. Olhando um pouco mais fundo, é possível perceber que esse cemitério fica numa colina, e é preciso uma boa pernada para subir. O choque vem na hora da descida, quando você se depara para o vale e as montanhas no fundo.

Aquela vista foi tão marcante pra mim, que desde então eu penso em como aquelas pessoas que estão enterradas ali são privilegiadas. Literalmente elas estão “descansando em paz”.

Passei 9 anos sem viajar para a Colômbia e quando voltei, não só recriei essa foto, mas também tirei várias outras, e o clima de paz ainda persiste! Sotaquirá é uma cidade bem pequena, na verdade um povoado, que passou muito tempo esquecido no seu clima bucólico. Hoje muitas coisas já chegaram por lá, como internet no meio das fazendas e até um hotel, coisa inexistente em 2003. Mesmo assim, algumas coisas nunca mudam, e o vale continua do mesmo jeito, deixando a vista do cemitério tão bonita quanto foi em épocas passadas. Não me importaria de ser enterrada ali.

 

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Foto 4: Gabi e as pombinhas
Onde: Piazza San Marco, Veneza, Itália.
Quando: 19 de agosto de 2010.

A foto não está muito bem “tirada” (créditos para a excelente fotógrafa, na época), mas marca uma viagem muito especial que eu fiz pra Europa com a minha família. A Bi era pequenininha ainda e ficou empolgada com as pombinhas da Piazza San Marco, que já se acostumaram com os turistas e ficam rodeando a todos.

Ela mal sabia falar e durante a viagem aprendeu a falar “pombinha”. Diferente de outras crianças, ela se empolgou com os passarinhos (mesmo sendo pombas, pq né) e se divertiu correndo atrás delas. Esse dia também tem outra foto marcante dela, “brigando” comigo, com uma carinha brava e um dedinho, meio que se estivesse apontando, mas não vem ao caso agora.

Esse dia também foi marcante pelo fato de Veneza ter se tornado uma surpresa pra mim. Eu não queria ir para lá de jeito nenhum e aquele dia quente aparentemente estaria confirmando minhas expectativas, mas não. Aquele mundaréu de turistas não tinha conseguido esconder a beleza que tinha feito dessa cidade o grande destino que é.

Momentos depois, fomos passear no Grand Canal, e no passeio de gôndolas estava incluso uma apresentação com um cantor e um sanfoneiro. Aquele foi o cartão de visitas: ~você está na Itália~. Lembram do a-ha moment? Esse com certeza foi um.

 

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Foto 5: Observando Monterey
Onde: Monterey, Califórnia, Estados Unidos.
Quando: 3 de maio de 2014.

A Costa da Califórnia é linda demais! Monterey, Carmel by-the-sea e o Big Sur oferecem vistas sensacionais! Após um dia na estrada com lindas vistas, paramos numa cidadezinha chamada Monterey, que ainda conserva muito da história colonial da Califórnia, lembrando que esta cidade foi a primeira capital do estado.

Um dos principais lugares da cidade é a Cannery Row, que é uma rua que preserva muitos aspectos da arquitetura colonial, além de possuir várias lojas e restaurantes bons. Ali também dá pra ver a majestosa vista de Monterey Bay, com direito a uma pequena praia, mirantes e afins. Ninguém estava nadando ou surfando ali, mas tinha muita gente brincando na areia, um fim de tarde qualquer.

Nessa hora, uma banda estava tocando uma espécie de música peruana, bem agradável. Tinha também um ventinho bom, crianças correndo e pessoas tirando fotos. Me apaixonei pela vista e comecei a tirar fotos. Fotos da bandeira da Califórnia, da rua em movimento, das pessoas na praia, e eu encontro essa por acaso.

Fico imaginando o que esse rapaz estaria pensando. Seja o quer que fosse, esse lugar seria o ideal para escapar da vida e pensar um pouco. Pensar é bom. Nos leva a refletir sobre aspectos da vida que estão dando errado, o que podemos fazer para acertar, e também nos ajuda a estabelecer planos e metas.

Se eu estivesse no lugar desse homem, eu sairia satisfeita dali qualquer fosse o meu pensamento. Talvez o Oceano Pacífico pudesse me dar a resposta.

 

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Foto 6: Uma forma de libertação
Onde: Lennon Wall, Praga, República Tcheca.
Quando: 4 de maio de 2013.

Fui pra Praga com a minha roomate e ela queria muito ir ver essa Lennon Wall. Honestamente eu pensava que essa parede era só um muro todo pichado por uns jovens comuns, e não sabia o por quê dela querer visitar esse muro e não gastar nosso tempo vendo outros lugares interessantíssimos de Praga.

Alguns momentos depois a ficha caiu. Outro a-ha moment me deu um insight importante, já que eu me considero tão sabida em história assim. Nos anos 80, essa parede comum começou a ser pintada por pessoas comuns com frases de músicas dos Beatles e citações de John Lennon.

Com o passar dos anos, esses dizeres começaram a “evoluir” para críticas ao regime comunista da Tchecoslováquia. O muro chegou a ser pintado algumas vezes, mas logo depois, novas frases sobre amor e paz já estavam escritas, junto com flores.

Esse muro passou a realizar um ideal muito mais profundo, mas que qualquer pessoa pode associar. A tão “proibida” liberdade de expressão do regime comunista foi desafiada com frases de amor numa parede. Aquelas pessoas que só queriam paz estavam conseguindo meios de se expressar de uma maneira muito simples, mas na época, polêmica: escrevendo.

Não é a toa que muitos jovens tiram fotos na Lennon Wall. Geralmente somos nós os que estão associados à vontade de mudança, e da difusão do amor e da paz no mundo, por mais utópicos que esses sentimentos sejam. E por mais simples que uma atitude como escrever possa parecer simples, esses jovens estavam desafiando algo muito mais complexo. De uma maneira ou outra, eles conseguiram o que queriam.

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Foto 7: Vá até onde der
Onde: Museu Albertina, Viena, Áustria.
Quando: 28 de dezembro de 2012.

Então, eu estou de muletas na foto, e o motivo é simples. Eu sofri um acidente na Alemanha e não gostaria de contar os detalhes aqui, e acabei ficando o resto da viagem de muletas e com o meu pé todo machucado. O mais plausível seria voltar pra casa e deixar essa viagem para lá.

Mas não, eu quis seguir com essa viagem até o fim! Era algo muito planejado e desejado por mim e a minha mãe, e eu ia conseguir andar o máximo que pudesse. Desistir não estava nos planos.

Essa bota rosa era bem fofinha e acabou não prejudicando o meu pé, mas ela não era impermeável, o que me deu muito frio no inverno chuvoso de Viena (como dá para se ver na foto). Acabei pensando: “Esse frio vai servir como uma compressa de gelo nos meus pés”, e fui, com frio e com dor.

Acabei andando o centro de Viena num dia, e fui pra Schönbrunn no outro. Subi desde o palácio até a Gloriette sem reclamar, e chegar ao alto, foi uma vitória por si só. Voltei pra Munique e continuei andando, e assim segui até chegar em casa. E assim ganhei novas histórias para contar, algumas até aqui no site.

Essa foto mostra o quanto eu me “deixei levar”. Estava ali e iria aproveitar de qualquer maneira, entendeu? ;) Absolutamente nada podia me derrubar, e desistir, em qualquer instância, não está nos meus planos.

 

 

1 ano de alegria

Budapeste vista da Citadella

Budapeste vista da Citadella

Hoje é dia 12 de abril de 2014 (22:35 da noite). Esse texto sairá de uma vez só, sem revisões, estética nem nada. Simplesmente vou colocar pra fora todos os sentimentos que me vêm à mente devido a esta data especial.

Nesse exato momento há um ano atrás (considerando jetlags) eu estava no aeroporto de Fortaleza super estressada pelo fato de que o meu voo para Lisboa havia atrasado. Por consequência, eu estava tomando um belíssimo chá de cadeira no aeroporto. A sorte? Havia um wi-fi, já que o meu 3G estava horroroso ali.

Fui bem viajante. Estava com uma sapatilha bem confortável, calças jeans nem tão apertadas, uma blusa de algodão da Betty Boop, uma mochila nas costas e uma bolsa no ombro.

Em Fortaleza eu havia comido um pão de queijo com coca-cola. Para mim, uma alimentação tranquila, que eu comeria tranquilamente sem passar mal ou coisa assim. Mas chegou uma hora em que eu estava com fome de novo, e o único cheiro que me vinha era o de café. Confissão do dia: eu odeio café e fiquei enjoada.

Pior ainda, eu estava morta de sono e essas cadeiras de aeroporto não são cômodas pra quem quer dormir. Nem deitar dava.

Esse estresse estava misturado com o medo de avião (eu tenho, acreditem!), e a ansiedade. Ao contrário da maioria das ansiedades que eu sinto, eu estava bem mais insegura. Será que alguém iria me buscar no aeroporto? Será que essas seis semanas seriam complicadas ao ponto de me fazer arrepender dessa decisão? Será que não era melhor eu ter ficado em casa? Onde que eu vou morar?

Isso que eu já me considerava uma pessoa “experiente” em termos de viagens… Um ano e meio antes quando eu fui pra Rússia eu não estava assim não. Felizmente, o meu coração estaria me preparando para uma incrível experiência!

Embarquei e sentei. A impressão que tive foi que o tempo voou! Simplesmente o avião decolou, eu jantei, dormi e já estávamos descendo em Lisboa. Geralmente eu me sinto presa numa eternidade que não passa dentro do avião… isso em viagens de 12 horas, e ali eu ficaria no voo por “apenas” 7.

Cheguei em Lisboa, passei pela imigração, comi alguma coisa e esperei o voo para o destino final. Eu estava muito, mas muito nervosa!

Era no “vai ou racha”. Entrei no avião e sabia que ali era pra valer. Segurei a respiração. Tentei dormir e não conseguia. Comecei a ver o mar abaixo de mim e não sabia onde eu estava. Deveríamos passar pelo mar? O mar virou terra de novo. A terra virou montanha. Estávamos nos Alpes. Isso significaria que eu estava perto de chegar, ou pelo menos uma boa distância já tinha sido percorrida.

Enquanto isso, o almoço foi servido e eu não consegui comer. Tomei um suco e comi o arroz, e outras coisas que eu achava que eu iria aguentar no estômago. Retiraram o jantar. Tentei dormir pra ver se o tempo passava.

Parecia que aquele voo de 3 horas estava durando mais do que o de 7 que eu tinha acabado de fazer. Então os Alpes acabaram. Embaixo de nós só havia planície. Eu sabia que estávamos chegando.

Do nada, eu vi um fio d’água brilhando com o pôr-do-sol. Percebi que eu via uma cidade ao redor desse rio. E pouco a pouco eu tive a certeza de que aquela forma da cidade e daquele rio era Budapeste! Fiquei extremamente feliz! Segunda confissão de hoje: cheguei ao ponto de chorar.

Desci do avião e fiquei esperando minhas malas. Confissão número 3: estava funcionando no automático, já que eu não sabia o que iria acontecer. Simplesmente deveria estar preparada para tudo!

A maior alegria foi quando eu vi o Zsolt carregando uma plaquinha com o meu nome! Alguém tinha lembrado de mim! Aquela pessoa que eu mandava vários emails para lembrar que eu estava chegando apareceu! Confissão número quatro: eu relaxei completamente ao vê-lo.

Tive o melhor buddy do mundo! Sem mais delongas, ele foi um amor comigo, do início ao fim. Sempre muito atencioso e gentil, ele me mostrou o melhor lado da Hungria, e desde o início ele se mostrou bem solícito em me ajudar. Eu acho que eu fui a única trainee que foi levada de carro ao redor do Danúbio durante o pôr-do-sol e o acender das luzes. Essa lembrança fica pra sempre!

Ele me levou pra casa e a princípio eu fiquei com medo. A vizinhança numa primeira vista parecia assustadora. Eu teria de atravessar um parque, e estava frio e escuro.

Do nada vem uma garota na nossa direção e era a Rekha, a minha roomate que participaria do projeto comigo. Ela foi um amor comigo desde o início também! Ela me mostrou a casa, me ofereceu o computador dela (já que era sábado e o wifi para mim seria liberado apenas na segunda) e já foi me chamando pra sair, mas eu não estava me sentindo bem.

Eu só queria tomar um banho e dormir. Não consegui dormir. Tomei um dramin e não adiantou. E digo que não adiantou nada, que eu não consegui fechar o olho e ainda vomitei tudo que eu havia comido nas últimas 24 horas.

Acordei horrível. Segundo a Rekha, havia pão na cozinha e umas sopas que ela havia buscado na escola. Só que o pão já estava mofado e a sopa estava fora da geladeira, e provavelmente já estava estragada. Não sei o que que ela estava comendo naquela casa.

O Zsolt voltou no dia seguinte e me ajudou a comprar o chip de celular e o passe de ônibus mensal. Depois ele me deixou em Margitsziget e depois é só história. Conheci muita gente boa naquele dia, que ficou na memória como um dos melhores dias ever. Me sentia dentro de um filme! O céu estava azul, a grama verde, o piquenique estava gostoso e as pessoas eram incríveis. Depois fui curtir o melhor pôr-do-sol da minha vida lá no Castelo de Buda.

Uau!

Agora depois de tudo o que eu escrevi (23:11) eu vou ler o post “Primavera em Budapeste“, escrito no dia 20 de abril do ano passado. Sim, eu não atualizei o blog com tanta frequência quando eu estava na Hungria, e convenhamos, eu tinha muitas coisas para fazer lá. :)

Uma outra coisa curiosa desse post é que ainda são 12 de abril por aqui, mas ele vai ficar com a data de 13 de abril, devido ao fato de que o horário que eu seleciono é de acordo com o GMT 0, e não com o GMT -4 de onde eu moro. De qualquer maneira, dia 13 de abril foi o dia de fato em que eu cheguei na Hungria.

Eu vou comparar o que eu escrevi agora com esse post do ano passado e verificar o quanto eu mudei em relação ao que se passou durante esse tempo. Uma coisa é certa: Essa foi a experiência mais preciosa da minha vida! Voltaria para trás e faria a mesma coisa de novo. E de novo. E de novo…

Budapeste.

Budapeste.

Usar o transporte público em Budapeste

O metrô mais antigo da Europa continental e o segundo mais antigo do mundo, o metrô da capital húngara é muito útil para aqueles que vão passar algum tempo na cidade. Mesmo passando de alguns dias até vários meses, o metrô, junto ao sistema de ônibus e trams, deixam o passeio por Budapeste tranquilo e rápido.

Eu já escrevi sobre o metrô de Budapeste e suas características aqui, mas hoje eu vim apresentar uma nova abordagem. Vou escolher alguns pontos de interesse da cidade e suas estações mais próximas, seja por ônibus, tram, ou metrô.

Porém antes de começar, é interessante saber que existem passes para 24, 48 ou 72 horas disponíveis em qualquer estação de metrô. Para aqueles que pretendem ficar mais tempo, também existem passes de duas semanas e passes mensais. Os preços de cada um variam, com destaque para os estudantes da União Europeia, que recebem desconto. Todos esses passes permitem que a pessoa ande em qualquer meio de transporte público dentro dos limites de Budapeste.

1. Parlamento Húngaro
Melhor estação de metrô: Kossuth Lajos Tér (M2)
O edifício mais icônico de Budapeste (e um dos mais visitados da cidade) fica próximo à saída da estação Kossuth Lajos Tér, na linha vermelha. Próximo a esta estação, também se encontram o Museu Etnográfico da Hungria e o memorial “Sapatos na Margem do Danúbio”, que homenageia os judeus mortos na Segunda Guerra Mundial.

Parlamento visto por trás

Parlamento visto por trás

2. Castelo de Buda e Distrito do Castelo
Melhor estação de metrô: Bátthyany Tér (M2)
Melhor estação de tram: Margit híd, budai hidfö (4 e 6)
Eu recomendo essas duas estações por um fato simples: aproveitar cada momento. Existem linhas de tram e ônibus que param em Castle Hill, mas para quem pretende subir a pé, descer em Margit Híd oferece uma experiência completa. Para aqueles que preferem usar o funicular (que também aceita o passe do transporte) e se apaixonar pela vista, é melhor descer em Bátthyany tér. Ali próximo à Bátthyany Tér se encontra a icônica Chain Bridge (Ponte das Correntes), e a melhor coisa é atravessá-la a pé.

Templo de Matias, no Castle Hill

Templo de Matias, no Castle Hill

3. Heroes’ Square (Praça dos Heróis)
Melhor estação de metrô: Hosök Tere (M1)
A Praça dos Heróis (Hosök Tere) é um dos símbolos de Budapeste e de seus habitantes. Essa praça simboliza a liberdade do povo húngaro, após diversas formas de controle (invasão turca, domínio austríaco, comunismo e afins). É comum de encontrarmos manifestações em geral ali, assim como demonstrações de apoio de diversas causas. Ao redor da Praça dos Heróis também existem vários monumentos importantes da cidade alcançáveis a pé, mas já recomendo a parada em outra estação.

Praça dos Herois

Praça dos Heróis

4. Széchenyi Fürdo
Melhor estação de metrô: Széchenyi Fürdo (M1)
Estamos falando dos banhos termais mais conhecidos da cidade. Muita gente não pensa em piscina nem água quando viajam para Budapeste, mas não faça como eu e leve uma roupa de banho para a Hungria! Com certeza não ter ido lá foi o meu maior arrependimento na cidade. Mas ao redor dos banhos, também aproveite o City Park, o Castelo de Vajdahunyad e o Zoológico de Budapeste.

Entrada do Castelo de Vajdahunyad

Entrada do Castelo de Vajdahunyad

5. Basílica de Santo Estêvão
Melhor estação de metrô: Déak Ferenc Tér (M1, M2, M3)
Melhor estação de tram: Déak Ferenc Tér (47 e 49)
Aparentemente, Déak Ferenc Tér parece ser meio longe da Basílica de Santo Estêvão (que é uma espécie de patrono da Hungria), mas toda essa região merece ser explorada. A Basílica também é muito bonita e interessante por dentro, além de possuir glimpses da história de Szent István e também a mão dele. Essa região é muito animada, cheia de bares, movimento e entretenimento, e merece ser descoberta pelos viajantes.

Basílica de Santo Estêvão

Basílica de Santo Estêvão

6. Margitsziget
Melhor estação de tram: Margitsziget (4 e 6)
A Margaret Island, Ilha Margarida, ou Margitsziget (isso depende do idioma que você estará falando) é uma delícia. É possível fazer piqueniques, alugar uma bicicleta para passear, ficar observando o Danúbio, comer umas comidas tipicamente húngaras, observar ruínas de 500 anos e até ir ao spa e festas badaladas. Esse é o melhor programa de domingo ever! É possível ingressar nos trams 4 e 6 em Blaha Lujza, em Oktogon e em Nyugati com direção a Margitsziget.

Gramado em Margitsziget

Gramado em Margitsziget

7. Oktogon
Melhor estação de metrô: Oktogon (M1)
Melhor estação de tram: Oktogon (4 e 6)
Eu amava ir até o Oktogon! Ali existem vários restaurantes e lojas pedindo para que você gaste nelas! O clima também é ótimo, sempre cheio de pessoas, de beer bikes e de noivos comemorando o casamento. Ali na avenida Andrássy é possível também de visitar a Casa do Terror, que é um museu muito interessante, assim como ir até a Ópera de Budapeste, seja para visitar ou para assistir algum espetáculo.

Candy Store, próxima ao Oktogon

Candy Store, próxima ao Oktogon

8. Mercado de Budapeste
Melhor estação de metrô: Kálvin Tér (M3 e M4)
Melhor estação de tram: Fovám Tér (47 e 49)
O mercado de Budapeste provavelmente possui o cheiro mais gostoso da cidade! Ele é dividido em dois andares, sendo que o primeiro é focado na venda de frutas, páprica, doces, derivados de porco e afins, e o segundo andar já possui barracas com comidas húngaras (Lángos <3) e barracas que vendem souvenirs a preços ótimos! Ali ao lado fica a Universidade Corvinus, uma das mais antigas da Europa.

Fachada do mercado

Fachada do mercado

9. Citadella
Melhor parada de ônibus: Búsuló Juhász (27) a partir de Móricz Zsigmond Körter (M4)
A melhor vista da cidade sem sombra de dúvida! Ali existe uma estátua que simboliza a liberação da Hungria pelos soviéticos das garras dos nazistas durante a Segunda Guerra. Também existem restaurantes ali para quem se interessa em fazer algo diferente, mas a melhor coisa é identificar os edifícios famosos de Budapeste lá de cima. De todos os pontos que citei, esse foi o único que eu fui sem precisar utilizar o transporte público.

Budapeste vista da Citadella

Budapeste vista da Citadella

10. Aquincum
Melhor estação de trem: Aquincum (Bátthyany Tér – pegar o trem suburbano 5)
A região onde Óbuda (a parte mais antiga de Budapeste) se encontra tem resquícios ainda da ocupação Romana de muitos séculos atrás. O museu do Aquincum permite que os visitantes andem pelas ruínas e descubram como os Romanos da antiga Pannonnia viviam.

Glimpse das ruínas.

Glimpse das ruínas.

Hungria: dúvidas e respostas

Sziasztok! Tá indo viajar pra Hungria? Seja para passar uma semana ou um ano, a vida na Hungria é bem curiosa e incrível! Mas já que estamos falando de um novo país, novas pessoas, nova cultura, novo idioma e por aí vai, dúvidas são obviamente comuns. Nada mais prudente que buscar todas as respostas possíveis, e olhar na internet relatos de pessoas já é um bom início! Compartilhando agora algumas dúvidas, de amigos e pessoas que me perguntaram sobre!

O Danúbio, ao acender das luzes

O Danúbio, ao acender das luzes

Preciso de visto para ir para a Hungria?
Depende do seu propósito. Para viagens a turismo, voluntariado, cursos rápidos e afins, só é necessária a presença do passaporte com no mínimo 6 meses de validade. A Hungria faz parte da zona Schengen, ou seja, uma zona de trânsito comum na União Europeia, e eles permitem uma viagem de até 90 dias para brasileiros. Caso o objetivo seja estudar por mais tempo (até 1 ano), é necessário tirar um visto de 30 dias e depois buscar uma extensão com a Residence Permit.

Consigo me comunicar em inglês normalmente?
Budapeste é uma cidade cosmopolita e cheia de pessoas do mundo inteiro, especialmente estudantes. Ali muitas pessoas falam inglês normalmente, o que pode prejudicar um pouco o interesse em tentar aprender um pouco de húngaro. Em cidades do interior, é um pouco mais escasso de pessoas muito fluentes em inglês, porém muitos (especialmente jovens) conseguem se comunicar em inglês. Alguns jovens inclusive tem um certo conhecimento de alemão, já que algumas escolas o ensinam.

Como posso levar dinheiro?
Com a subida do IOF, dinheiro vivo é certamente a melhor opção para levar em qualquer lugar! Cartão de crédito gera milhas, o que pra mim não é muito atrativo. Mas é necessário ter cuidado com dinheiro, assim como em qualquer lugar. Enfim, para a Hungria especificamente, recomendo levar Euro, tanto pela proximidade com outros países que adotam o euro (como Áustria, Alemanha, Eslováquia e afins) assim como pela comodidade.
Caso você não tenha forints em mãos, os lojistas são obrigados a aceitar o Euro, devidamente corrigido com uma cotação similar. Existem diversas casas de câmbio para trocar Euros por Forints próximas às grandes atrações da cidade, e recomendo trocar um pouco no aeroporto e depois ir trocando mais Euros aos poucos de acordo com a necessidade.

Como posso comprar os tickets para o transporte público?
Em Budapeste, é em qualquer estação de metrô! O ticket mensal para cidadãos não europeus e não estudantes custa 9700 HUF (o que era o meu, snif). Para estudantes europeus o ticket é muito mais barato. Em cidades do interior sistemas semelhantes existem, mas dependendo da cidade, andar a pé ou de bicicleta é a melhor pedida.

Museus e atrações turísticas são muito lotados?
Não exatamente muito lotados, mas sempre existem turistas que estão pela cidade. Budapeste não é como Londres, Paris e até Praga, com turistas saindo por tudo que é espaço, mas existem muitos que passeiam pela cidade a turismo. Ainda dá para se aproveitar bastante os pontos turísticos da cidade. Exemplo disso que estou citando? Nunca precisei pegar uma fila muito grande para comprar algum ingresso. Mesmo assim, é interessante ter um pouco de atenção e precaução, especialmente em meses de alta temporada.

Hoje foram 5 dúvidas! Mais respostas virão nos próximos posts! :)

Tour no Parlamento húngaro

Talvez um dos prédios que mais se destaquem no skyline (ou melhor, riverview) de Budapeste seja a sede do Parlamento Húngaro. Esse prédio enorme e imponente é um ponto turístico incrível da capital húngara, e todos aqueles que tenham interesse em história e cultura local, a visita guiada pelo interior é super recomendável (e nem leva muito tempo!).

Apaixonada por essa vista! (Parlamento ao fundo)

Apaixonada por essa vista! (Parlamento ao fundo)

Primeiramente, aí vão alguns dados! O prédio foi finalizado em 1904, após a necessidade da implementação de um parlamento devido ao novo status da Hungria. Para a construção, foram utilizados mais de 40 milhões de tijolos, 40 quilos de ouro e materiais essencialmente húngaros, além do mais, o prédio possui várias obras de arte, e 242 esculturas em suas paredes.

Todos esses números refletem uma pomposidade óbvia do edifício, que é um dos principais focos do acender das luzes da noite na beira do Danúbio. E como grande ponto turístico, visitas guiadas acontecem todos os dias!

Escadarias do Parlamento

Escadarias do Parlamento

Sobre ingressos: Eu e a minha roomate nos interessamos pela visita guiada em inglês das 15 horas. Porém nos atrasamos, e por uma questão de 5 minutos não conseguimos comprar os ingressos para esse horário (mesmo ainda sendo antes das 15 horas). A “sorte” é que existe um tour em espanhol às 16h, e me comprometi a traduzir tudinho pra ela! O ingresso custou 3500 HUF (cerca de 30 reais), e atualmente o ticket booth se encontra momentaneamente no museu de Etnografia, localizado logo atrás do Parlamento.

Aposentos apresentados: O tour passa pelas escadarias, a Cúpula Municipal, a sala de recepção do Presidente e uma das câmaras utilizadas no passado. Foco debaixo da Cúpula, onde guardas protegem a coroa do Rei Estevão I (sim, o da cruz torta).

Informações curiosas: O tour oferece um conhecimento sobre a Hungria e sua história, como número de parlamentares, territórios perdidos pela Hungria, a coroa do Rei Estevão, o cinzeiro dos parlamentares, e a curiosa história do arquiteto projetista do edifício, que ficou cego antes que tudo estivesse concluído.

Câmara utilizada antigamente

Câmara utilizada antigamente

Pode tirar fotos? Sim, porém sem flash. Um ou outro cômodo é possível tirar com flash, mas isso o guia indicará.

Quais os idiomas disponíveis para apresentação: Foco para as visitas em inglês e espanhol. Porém existem guias em Húngaro, Francês, Hebraico, Alemão, Russo e Italiano.

Opinião geral sobre o tour: Pelo valor alto (o mais alto dentre todos os lugares visitados em Budapeste), eu esperava um pouco mais. A visita dura até uns 35 minutos e muitos cômodos não são contemplados. Entendo que existe uma razão de segurança, por esse prédio ser bem visado, mas em termos de informação recebida, ele é bem completo. A guia dava um tempo para tirar fotos (e claro, me transformar em tradutora instantânea).

"Porta cigarros"

“Porta cigarros”

Como chegar? A maneira mais fácil é descer na estação Kossuth Lajos Tér, na linha M2 (vermelha).

 

Airport review: Budapest Liszt Ferenc – Ferihegy (BUD)

Então, hoje eu vim falar da principal entrada para a Hungria, que é o aeroporto de Budapeste. Ele se localiza no sudeste de Peste, meio longe do centro da cidade. Para quem tem interesse de conhecer a Europa Central, Budapeste é uma excelente pedida para a chegada!

Existe conexão direta com o Brasil? 

Não. É necessário viajar para outros hubs europeus, de preferência lugares que possuem saída do Brasil. Fica a dica para a Alemanha, que possui vários voos partindo para BUD.

A Hungria possui uma companhia aérea nacional? 

A Hungria recentemente viveu uma crise aérea bem grande com a falência da Malev em 2012, e parte do aeroporto de Ferihegy se encontra fechada (os terminais utilizados atualmente são o 2A e o 2B). No momento, existe a Wizz Air (a roxa), que é uma low cost húngara com alguns destinos pela Europa. Nunca voei por ela, mas alguns amigos dizem que ela é melhor que outras companhias como Ryanair e Easyjet.

Como é a conexão para o centro? 

Não existe um trem que conecta o aeroporto para o centro, porém já existem planos para fazer uma conexão com Keleti pu. Porém existe a linha 900E que sai do aeroporto em direção a Kobanya-Kispest (linha final do metrô azul). Serviços de táxi também são baratos e valem a pena caso não exista paciência para andar de ônibus.

Como é o duty free? 

Em BUD, o Duty Free é muito bom, e a área de embarque do aeroporto é cheia de lojas de vários tipos. Vale a pena quem tem dinheiro pra gastar. :)

Tem wifi? 

Tem sim! E não é nada de 15 minutos de acesso como em outros lugares. A conexão é grátis e pode durar até duas horas!

E tomadas?

Existe uma quantidade razoável de tomadas na área de transfer.

E cadeiras? 

Mas cadeiras são meio escassas. Fiz check in cedo e mesmo assim tive que sentar no chão para esperar o embarque.

Como é o serviço de restaurantes e alimentação? 

Existem alguns cafés e fast foods no Terminal 2A. Gostei bastante de um café localizado próximo à área de check in, mas lá dentro tem Burger King, KFC e outros restaurantes!

O Check in é complicado? 

Achei desorganizado. Iria começar a minha jornada com a Lufthansa e como de praxe, a companhia alemã exige o check in nas máquinas, mas por algum motivo, só o primeiro trecho foi impresso. Teria que enfrentar a fila para despachar as malas de qualquer maneira, e só na cabeceira consegui imprimir todos os trechos.

Vale a pena trocar dinheiro lá? 

Não mesmo! Ali em Ferihegy foi onde eu vi uma das piores cotações em todas as minhas andanças por aí! Se for necessário, troque o mínimo possível na entrada.

E a opinião em geral? 

BUD é um excelente aeroporto que superou as minhas expectativas! Infelizmente, o aeroporto poderia receber mais gente caso a Malev ainda existisse, mas pouco a pouco Budapeste em geral se prepara para o turismo. Com certeza BUD é uma excelente porta de entrada para a Hungria.

Um momento incrível foi sobrevoar Budapeste próximo ao pouso bem no pôr-do-sol. Tá que não é competência do aeroporto, mas não consigo lembrar de nada sobre BUD sem lembrar daquela vista. :)

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