Parques da Disney na Flórida ou na Califórnia?

Olá, internet! Muitas pessoas já me perguntaram se haviam muitas diferenças entre os parques da Disney da Califórnia e da Flórida. Nesse post, vou explicar para vocês o que eu achei de cada parque, e quais valem mais a pena visitar.

Contexto

MK, seu lindo!

Vários locais do mundo possuem parques da Disney, como por exemplo Paris, Tóquio, Hong Kong e mais recentemente, Xangai.  Nos Estados Unidos existem dois parques, sendo um em cada costa: um parque se localiza em Anaheim, na Califórnia, e o mais famoso, que fica em Orlando.

O parque de Anaheim é o mais antigo de todos, e ele é conhecido como Disneyland (Disneylândia, aportuguesando). Inaugurado em 1955, ele foi uma aposta de Walt Disney em criar um parque moderno cujas estrelas seriam os personagens que já haviam aparecido nos filmes e curtas do estúdio.

Como todos sabemos, o parque foi um sucesso, o que estimulou Disney a fazer uma aposta muito mais ambiciosa: construir um parque para atender as necessidades da costa leste dos Estados Unidos, visando preencher o mercado consumidor de New York, DC, Boston e outras cidades.

Ele acabou escolhendo a parte central da Flórida como O local a ser construído, já que esta parte não era tão habitada quanto outros lugares da costa leste. Alguns anos se passaram e surgiu o Walt Disney World, como conhecemos hoje.

Características da Califórnia

Como falei antes, a Disneyland fica bem no meio da cidade de Anaheim, na Califórnia. Por causa dessas características, o acesso ao parque é muito mais fácil e rápido. A maioria dos hoteis (o meu, inclusive) oferecem uma espécie de transporte para o parque, que só é necessário o agendamento. Em alguns casos, as pessoas vão até andando, sem necessidade de transporte.

Achei o estacionamento do parque muito pequenininho! Tivemos que dar várias voltas até encontrar uma pessoa que estivesse saindo, daí colocamos o carro nesse lugar.

Outra característica da Disneyland é a localização de Downtown Disney. Ali, o DD é coladinho ao parque, tipo como se fosse uma entrada. Vale a pena dizer que na Califórnia, o Downtown Disney ainda possui esse nome, sendo que na Flórida isso mudou há pouco tempo.

Características da Flórida

Apesar de serem localizados em Orlando, os parques são meio isolados da cidade e de outros estabelecimentos. Isso foi feito de propósito por Walt Disney, pois ele queria dar essa sensação de distância e de espaço. Por causa disso, os parques de Orlando não parecem ser tão compactos quanto os da Califórnia.

Existem quatro parques temáticos na Flórida (fora os aquáticos), e estes são o Magic Kingdom, Animal Kingdom, Disney Hollywood Studios e o Epcot, cada um com seu espaço, seu estacionamento e sua independência. Diferentemente de Anaheim, a estrutura é bem mais espaçosa. O Disney Springs (o antigo Downtown Disney) também é diferente do da Califórnia, pois ao invés de se localizar na entrada do parque, ele fica bem longe deles.

Os hoteis que pertencem à Disney oferecem uma série de serviços de transporte (seja barco, ônibus ou monotrilho), mas outros não possuem essa comodidade. Vale ressaltar também que ter carro É MUITO NECESSÁRIO em Orlando por causa da distância.

Semelhanças entre os dois parques

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A principal semelhança entre a Disneyland (Califórnia) e o Walt Disney World (Flórida) são as atrações e as estruturas. Obviamente existem algumas coisas que existem na Califórnia, mas não na Flórida, ou vice-versa.

Por exemplo, seções dos parques como a Main Street USA, Tomorrowland, Fantasyland, Frontierland e o Adventureland existem em ambos os parques. Claro que elas não são iguais 100%, mas o clima, estilo e decoração são semelhantes.

Algumas atrações existem em ambos os Magic Kingdoms (MK) como o Piratas do Caribe, a Mansão Mal Assombrada, o Jungle Cruise, a Space Mountain e a Big Thunder, fora muitas outras. No MK da Califórnia, existe o Fantasmic, atração que na Flórida já é apresentada no Hollywood Studios.

Só dei alguns exemplos, pois existem muuitas atrações que fazem parte de ambos os parques, porém em contextos diferentes.

Qual dos dois devo visitar?

Você vai gostar da Disneylândia caso o seu foco de viagem não seja somente nos parques. Se você tiver interesse em conhecer outros lugares pela região que possuam museus e belas paisagens, a Califórnia pode ser seu destino ideal!

Mas caso seu foco seja mais nos parques e em compras, Orlando parece ser a melhor opção! A variedade de shoppings e outlets é bem maior, e os parques, querendo ou não, são mais completos. Mas em compensação, a Flórida não é tão bonita (em termos de paisagens) quanto a Califórnia.

Espero que esse post tenha ajudado. Até logo! :)

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A rua mais sinuosa do mundo – Lombard Street

Olá pessoal! Ainda tenho muitas coisas para falar sobre São Francisco, dentre elas uma das atrações mais conhecidas da cidade: a Lombard Street. Localizada no bairro de Russian Hill, essa é uma das principais ruas de San Fran, mas um pequeno trecho dela ganhou fama mundial.

Essa rua é super sinuosa, com 8 curvas muito fechadas! Parece desenho animado e vou já explicar como isso aconteceu!

(Spoiler do post: as fotos que tiramos da Lombard Street foram todas em família, por isso, as fotos que postarei aqui vou tirar da internet).

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Fonte: Wikimedia Commons

A rua

Quando pensamos em San Francisco já imaginamos uma série de coisas, especialmente a quantidade de ladeiras presentes na cidade – herança que vem principalmente dos filmes no meu caso. Muitas ruas do bairro de Russian Hill são assim – e inclusive me perguntava como existiam pessoas que conseguiam estacionar em ruas tão íngremes!

Dentro do carro, passeando pelo bairro, cheguei a ver um senhorzinho idoso carregando duas sacolas (aparentemente pesadas) subindo uma dessas ladeiras sem aparente cansaço.

E uma parte da Lombard Street se localizava numa dessas ladeiras, fato que incomodava os moradores dali. Eram os anos 1920, e as pessoas queriam comprar carros, mas aquele trecho era impróprio para automóveis. Meio que por causa disso também, o valor das propriedades ali era mais baixo que em outros lugares.

A inclinação da rua beira os 27 graus, que é muito íngreme! Um engenheiro chamado Clyde Healy propôs um design diferente para a rua: ela teria curvas ao invés de uma ladeira reta. Em 1922 a rua ficou pronta: a cidade de São Francisco pagou a obra e os moradores teriam a responsabilidade de cuidar dela depois.

Lombard Street in San Francisco 1933:

Fonte: Pinterest

Dito e feito! Além da curvatura que chama a atenção, as casas e seus jardins ajudam a tornar a Lombard Street hiper fotogênica! Essa ideia valorizou imensamente as casas da região, e foi muito decisiva ao tornar a Lombard Street um dos pontos mais conhecidos de São Francisco!

Como cheguei até lá e tempo de duração

No meu caso, eu fui de carro e todo o trajeto foi muito tranquilo – só colocar o endereço no GPS que ele já calculou a rota para passar pela rua. Descer a rua mais sinuosa do mundo foi muito divertido!

Depois estacionamos nosso carro depois da esquina com a Hyde Street e ficamos um tempo lá tirando fotos nossas.

Como já devem imaginar, o passeio não é tão demorado. Eu diria que no máximo, descendo a rua e tirando fotos, a visita dura uma meia hora, com folga. Por não exigir muito tempo, é super válido encaixar com outros passeios em São Francisco, de preferência em lugares próximos como o Fisherman’s Wharf.

Fonte: Google Street View

Fonte: Google Street View

Algumas horas em Monterey

Olá, pessoal! Algum tempo atrás eu escrevi o post “A costa da Califórnia“, dando detalhes da road trip que fizemos na Highway 1, estrada cênica nas margens do Pacífico. Esse foi um dos dias em que eu mais vi paisagens incríveis em toda a minha vida, simplesmente inesquecível!

Pois bem, é impossível fazer todo o trajeto da Hwy 1 em um dia, então fazer ao menos uma parada é primordial. Aproximadamente no centro da Califórnia, se encontra a cidade de Monterey, que foi a primeira capital do estado e ainda conserva seu ar tradicional hispânico, lembrando que toda a costa oeste dos Estados Unidos e o Texas fizeram parte do império espanhol, e posteriormente, do México.

Então fica a dica: se você pretende fazer essa viagem de carro específica, faça uma parada em Monterey.

Bandeiras dos Estados Unidos e da Califórnia em Monterey

Bandeiras dos Estados Unidos e da Califórnia em Monterey

Se você não quiser dormir lá, existe a opção de ir até Carmel-by-the-sea, que é uma cidadezinha linda, parecida com Campos do Jordão. A hospedagem, no entanto, costuma ser mais cara que em Monterey.

Mas o que tem pra fazer em Monterey?
A cidade de Monterey é bem pequena, ela possui cerca de 30 mil habitantes. Mas existem dois pontos turísticos que merecem sua atenção: a Cannery Row e o Old Fisherman’s Wharf.

Baía de Monterey

Baía de Monterey

Primeiramente a Cannery Row, o que ela possui de especial?

A Cannery Row é uma rua turística localizada no centro histórico de Monterey. Localizada na beira da Monterey Bay, esta rua possui várias lojas, museus e restaurantes, fazendo com que ela esteja sempre bem movimentada.

Estátua na Cannery Row

Estátua na Cannery Row

Provavelmente o principal hotspot da Cannery Row é o Monterey Bay Aquarium, que é um dos centros de pesquisa sobre animais aquáticos mais importantes dos Estados Unidos, que como o nome diz, possui um aquário, e também um museu. Como expliquei no post sobre a road trip em geral, chegamos depois das 16h na Cannery Row, quase na hora de fechamento do museu. Até entraríamos, mas o ingresso era muito caro para apenas aproveitar 15 minutos lá dentro.

Fachada do Monterey Bay Aquarium (detalhe para o polvo inflável em cima do telhado)

Fachada do Monterey Bay Aquarium (detalhe para o polvo inflável em cima do telhado)

Ali atrás do aquário existe um vista point lindo para tirar fotos da Baía e de parte da orla de Monterey. O dia estava lindo, e rendeu boas fotos com as crianças.

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Na verdade, vista points não faltam na Cannery Row. Na parte da orla onde se encontram as lojas e restaurantes, é muito fácil de encontrar espaço para tirar lindas fotos, e também (acho que mais importante), apreciar a paisagem.

Não comemos em nenhum restaurante dali naquele dia, mas o que não faltam são opções. Ali possui um Bubba Gump, restaurante que serve frutos do mar bem gostosos, e com tema do Forrest Gump. Muitos outros restaurantes dali também são especializados em frutos do mar, e alguns oferecem uma amostra grátis de Clam Chowder, uma sopa de mariscos muito gostosa.

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As lojinhas da Cannery Row são variadas: roupas, óculos de sol, brinquedos, e muitas, muitas lojas de souvenirs.

Ah, e a Cannery Row não é longa. Andamos um pouco mais, e a rua já termina. Ambiente super agradável, organizado e bonito. Existe lugar para estacionar também: na rua é mais difícil, pois é sempre cheia, mas existem estacionamentos pagos bem pertinho.

Cannery Row

Cannery Row

Depois da Cannery Row, fomos ao segundo ponto de interesse de Monterey, o Old Fisherman’s Wharf. O que tem de bom lá?

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Ali funcionava como um mercado de peixes até os anos 1960, e com o passar do tempo, o local virou um ponto turístico, e o que tinha ali anteriormente foi dando lugar a restaurantes e outras lojas que chamam a atenção dos turistas.

Hoje, o Old Fisherman’s Wharf abriga uma grande quantidade de restaurantes (a grande maioria de frutos do mar, para variar), lojas de lembrancinhas e uma ou outra loja especializada em peixes.

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O local também é bem rústico, com aparência de píer. Mas assim como o Pier 39 de San Francisco, o Old Fisherman’s Wharf é bem colorido e chamativo! Vale a pena conhecer.

Gostaria também de atentar para não confundir com o Fisherman’s Wharf de San Francisco! Lá, o Fisherman’s Wharf é um bairro (que por sinal, é onde se encontra o Pier 39).

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Algumas lojas já fechadas

Só para lembrar, como já falei para vocês, chegamos já meio tarde na Cannery Row. Passamos um bom tempo lá, o que significa que já chegamos tarde no Old Fisherman’s Wharf. Por causa disso, o local estava bem vazio, e nem se comparava com a Cannery Row que estava mais cheia. Muitas lojas já haviam fechado, o que pode explicar isso. Alguns restaurantes ainda estavam abertos, mas não paramos em nenhum.

Conclusão

Um dia é mais que o suficiente em Monterey. Existem outros pontos de interesse por perto que valem muito a pena conhecer, como Carmel-by-the-sea. Se possível, chegue no início da tarde para conhecer o Monterey Bay Aquarium, que foi a única coisa que não fizemos dentre nossas intenções na cidade. E se for comer lá, escolha frutos do mar. De entrada, peça um clam chowder.

7 fotos e 7 histórias

Uma das características mais marcantes do ser humano em tempos mais atuais é a de eternizar momentos através de fotos. A história recente é cheia de vários casos em que fotos retratam sentimentos diversos, especialmente em momentos mais marcantes.

O viajante e o turista comuns também gostam de retratar esses momentos com câmeras. Uma forma de lembrar para sempre (ou pelo menos por um bom tempo) aquele lugar incrível, aquela comida maravilhosa, aquele artista de rua talentoso e também os famosos “aha-moments”, que são aqueles momentos de descoberta instantâneos, que muitas vezes te fazem cair o queixo.

Aqui separei 7 fotos minhas e suas histórias. O post será longo, e terei o maior prazer de escrever, assim como espero que vocês tenham o mesmo sentimento lendo.

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Foto 1: Satisfação na subida
Onde: Bastião dos pescadores, Budapeste, Hungria.
Quando: 14 de abril de 2013.

Aqui no Camilla Pelo Mundo eu destaquei bastante a minha experiência na Hungria, que de fato foi incrível e inesquecível. Porém eu nunca postei essa foto, apesar de ter falado um pouco sobre a história dela nesse post.

Era o meu primeiro dia em Budahome, um domingo ensolarado. Combinei de encontrar com a minha roomate em Margaret Island, onde ela estaria num piquenique com outros intercambistas. Eu teria que ir comprar meu chip de celular e o meu passe de ônibus e não poderia ir com ela, mas eu prometi que eu iria até lá depois.

Essa Margaret Island é aquela ilhazinha ali ao fundo cheia de árvores, no meio do Danúbio. Escrevi sobre ela aqui. Então, depois de caminhar bastante e morrendo de medo de me perder, acabei a encontrando numa rodinha de pessoas, todas rindo e felizes, contando suas histórias de seus países, tirando fotos, e claro, comendo.

Em 30 minutos parecia que eu já os conhecia há vários dias e estávamos em sintonia. Juro que me senti muito bem, e feliz. Até então, com um dia de estadia, a minha viagem para BP tinha valido a pena.

Então alguém, no fim da tarde, sugeriu que fossemos ao Castelo de Buda, já que algumas pessoas ainda não tinham ido até lá. Acabamos pegando o tram até o “sopé” do Castelo e subimos tudo a pé. O meu condicionamento físico era (e é) péssimo, e como eu ainda não estava ainda adaptada com o clima nem nada, aquela subida foi horrível. Aquele castelo tinha que ser bom!

Era domingo e o Castle Hill não estava tão cheio assim. Meio que por causa disso, chegamos e conseguimos conhecer muito dali. Então paramos no Fisherman’s Bastion, que é uma espécie de vista point da cidade, e a minha reação ao olhar tudo aquilo sob o pôr-do-sol foi incrível! Eu jamais havia me emocionado tanto com uma paisagem!

Meses antes eu jamais imaginava que eu poderia estar ali! Depois de sofrer um acidente feio no pé e ter deixado o trabalho para viver essa aventura, subir aquilo tudo e se deparar naquele lugar lindo cheio de gente ao redor, mas no fundo sozinha já foi uma vitória! Queria eu poder compartilhar aquela imagem e a sensação com a minha família, especialmente.

O máximo que eu pude foi tirar uma foto, que ajuda a expressar no mínimo a compreender como foi esse momento. A cara cansada e os óculos parecem ocultar, mas nunca estive tão feliz em ~apenas~ observar paisagens.

 

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Foto 2: Primeira vez.
Onde: Praça Vermelha, Moscou, Rússia
Quando: 7 de janeiro de 2012.

Ah, a minha aventura na Rússia <3. Sempre sonhei em conhecer esse país, mas não sabia como. Felizmente eu conheci o intercâmbio pela AIESEC onde a mãe Rússia é um dos principais suppliers, sempre recebendo gente. Quando fiz intercâmbio pela primeira vez, no fundo sabia que ali que era o lugar, o meu destino!

Pela AIESEC mesmo, acabei conhecendo um menino do escritório de Moscou, que queria dar “match” em outro intercambista (quando eu ainda nem pensava em viajar) e acabei mantendo contato com ele. Assim que decidi o meu destino no interior da Rússia, o contatei pedindo ajuda, já que eu chegaria em Moscou de noite e num feriado. Super solícito, ele disse que ia me buscar no aeroporto e me ajudaria a comprar a passagem de trem para Saratov.

Dito e feito e ele foi me buscar! Uma pessoa incrível e me ajudou em todos os momentos. Correu pra pegar o Aeroexpress comigo, me ajudou a comprar passagens e trocar dinheiro, e ainda me levou no Mc Donald’s pra comer, haha. E ainda por cima, foi o meu guia de turismo na Praça Vermelha.

Então, eu sou do Norte e mesmo tendo viajado para o exterior antes, eu nunca havia visto neve. Nunca! Naquele dia, as temperaturas na capital russa beiravam os 2, 3 graus positivos, mas nada de neve, apesar da umidade. Naquele momento eu percebi uma coisa que já me deixou muito chateada: a minha câmera não tirava fotos boas à noite por causa do frio. Prontamente o meu amigo me ajudou e tirou a câmera dele da mochila e começou a tirar minhas fotos, haha.

Nesse meio tempo, eu acabei vendo um montinho na neve. Me emocionei tanto e perguntei se aquilo era neve mesmo! Ele disse que sim (claro, né), por que havia nevado alguns dias antes e haviam colocado toda a neve da praça naquele cantinho. A caboclinha orgulhosa da Amazônia foi lá e se jogou no monte de neve, toda feliz! Sentei, me deitei, e o meu amigo rindo de mim tirando fotos.

O detalhe é que no fundo da foto, vemos o GUM, que é o shopping mais caro de Moscou e um dos mais requintados do mundo. Os oligarcas bilionários vivem fazendo compras lá. Se algum ricaço ou qualquer outra pessoa achou estranho essa pessoa aqui feliz no monte de neve, tanto faz, tanto fez. O importante foi que eu literalmente “me joguei” nessa aventura.

 

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Foto 3: Vista para a eternidade
Onde: Cemitério, Sotaquirá, Colômbia.
Quando: Algum dia de janeiro de 2003.

Apresento-vos o Vale de Sotaquirá, terra do meu avô. A Colômbia ainda é uma incógnita para muitos brasileiros, e mesmo assim, muitos vão saber um pouquinho mais sobre Bogotá e Cartagena. Essa região é a Andina no departamento de Boyacá e cresci com histórias sobre fazendas, vales lindos, montanhas e tudo mais, tudo vindo das memórias do meu avô.

Não era a minha primeira visita a Sota, mas foi a primeira com uma câmera digital. A qualidade da foto não está boa, por causa da tecnologia da época, mas fiz questão de pegar a câmera emprestada da minha prima para tirar essa foto.

Nesse cemitério estão enterrados o meu bisavô e alguns parentes. Olhando um pouco mais fundo, é possível perceber que esse cemitério fica numa colina, e é preciso uma boa pernada para subir. O choque vem na hora da descida, quando você se depara para o vale e as montanhas no fundo.

Aquela vista foi tão marcante pra mim, que desde então eu penso em como aquelas pessoas que estão enterradas ali são privilegiadas. Literalmente elas estão “descansando em paz”.

Passei 9 anos sem viajar para a Colômbia e quando voltei, não só recriei essa foto, mas também tirei várias outras, e o clima de paz ainda persiste! Sotaquirá é uma cidade bem pequena, na verdade um povoado, que passou muito tempo esquecido no seu clima bucólico. Hoje muitas coisas já chegaram por lá, como internet no meio das fazendas e até um hotel, coisa inexistente em 2003. Mesmo assim, algumas coisas nunca mudam, e o vale continua do mesmo jeito, deixando a vista do cemitério tão bonita quanto foi em épocas passadas. Não me importaria de ser enterrada ali.

 

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Foto 4: Gabi e as pombinhas
Onde: Piazza San Marco, Veneza, Itália.
Quando: 19 de agosto de 2010.

A foto não está muito bem “tirada” (créditos para a excelente fotógrafa, na época), mas marca uma viagem muito especial que eu fiz pra Europa com a minha família. A Bi era pequenininha ainda e ficou empolgada com as pombinhas da Piazza San Marco, que já se acostumaram com os turistas e ficam rodeando a todos.

Ela mal sabia falar e durante a viagem aprendeu a falar “pombinha”. Diferente de outras crianças, ela se empolgou com os passarinhos (mesmo sendo pombas, pq né) e se divertiu correndo atrás delas. Esse dia também tem outra foto marcante dela, “brigando” comigo, com uma carinha brava e um dedinho, meio que se estivesse apontando, mas não vem ao caso agora.

Esse dia também foi marcante pelo fato de Veneza ter se tornado uma surpresa pra mim. Eu não queria ir para lá de jeito nenhum e aquele dia quente aparentemente estaria confirmando minhas expectativas, mas não. Aquele mundaréu de turistas não tinha conseguido esconder a beleza que tinha feito dessa cidade o grande destino que é.

Momentos depois, fomos passear no Grand Canal, e no passeio de gôndolas estava incluso uma apresentação com um cantor e um sanfoneiro. Aquele foi o cartão de visitas: ~você está na Itália~. Lembram do a-ha moment? Esse com certeza foi um.

 

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Foto 5: Observando Monterey
Onde: Monterey, Califórnia, Estados Unidos.
Quando: 3 de maio de 2014.

A Costa da Califórnia é linda demais! Monterey, Carmel by-the-sea e o Big Sur oferecem vistas sensacionais! Após um dia na estrada com lindas vistas, paramos numa cidadezinha chamada Monterey, que ainda conserva muito da história colonial da Califórnia, lembrando que esta cidade foi a primeira capital do estado.

Um dos principais lugares da cidade é a Cannery Row, que é uma rua que preserva muitos aspectos da arquitetura colonial, além de possuir várias lojas e restaurantes bons. Ali também dá pra ver a majestosa vista de Monterey Bay, com direito a uma pequena praia, mirantes e afins. Ninguém estava nadando ou surfando ali, mas tinha muita gente brincando na areia, um fim de tarde qualquer.

Nessa hora, uma banda estava tocando uma espécie de música peruana, bem agradável. Tinha também um ventinho bom, crianças correndo e pessoas tirando fotos. Me apaixonei pela vista e comecei a tirar fotos. Fotos da bandeira da Califórnia, da rua em movimento, das pessoas na praia, e eu encontro essa por acaso.

Fico imaginando o que esse rapaz estaria pensando. Seja o quer que fosse, esse lugar seria o ideal para escapar da vida e pensar um pouco. Pensar é bom. Nos leva a refletir sobre aspectos da vida que estão dando errado, o que podemos fazer para acertar, e também nos ajuda a estabelecer planos e metas.

Se eu estivesse no lugar desse homem, eu sairia satisfeita dali qualquer fosse o meu pensamento. Talvez o Oceano Pacífico pudesse me dar a resposta.

 

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Foto 6: Uma forma de libertação
Onde: Lennon Wall, Praga, República Tcheca.
Quando: 4 de maio de 2013.

Fui pra Praga com a minha roomate e ela queria muito ir ver essa Lennon Wall. Honestamente eu pensava que essa parede era só um muro todo pichado por uns jovens comuns, e não sabia o por quê dela querer visitar esse muro e não gastar nosso tempo vendo outros lugares interessantíssimos de Praga.

Alguns momentos depois a ficha caiu. Outro a-ha moment me deu um insight importante, já que eu me considero tão sabida em história assim. Nos anos 80, essa parede comum começou a ser pintada por pessoas comuns com frases de músicas dos Beatles e citações de John Lennon.

Com o passar dos anos, esses dizeres começaram a “evoluir” para críticas ao regime comunista da Tchecoslováquia. O muro chegou a ser pintado algumas vezes, mas logo depois, novas frases sobre amor e paz já estavam escritas, junto com flores.

Esse muro passou a realizar um ideal muito mais profundo, mas que qualquer pessoa pode associar. A tão “proibida” liberdade de expressão do regime comunista foi desafiada com frases de amor numa parede. Aquelas pessoas que só queriam paz estavam conseguindo meios de se expressar de uma maneira muito simples, mas na época, polêmica: escrevendo.

Não é a toa que muitos jovens tiram fotos na Lennon Wall. Geralmente somos nós os que estão associados à vontade de mudança, e da difusão do amor e da paz no mundo, por mais utópicos que esses sentimentos sejam. E por mais simples que uma atitude como escrever possa parecer simples, esses jovens estavam desafiando algo muito mais complexo. De uma maneira ou outra, eles conseguiram o que queriam.

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Foto 7: Vá até onde der
Onde: Museu Albertina, Viena, Áustria.
Quando: 28 de dezembro de 2012.

Então, eu estou de muletas na foto, e o motivo é simples. Eu sofri um acidente na Alemanha e não gostaria de contar os detalhes aqui, e acabei ficando o resto da viagem de muletas e com o meu pé todo machucado. O mais plausível seria voltar pra casa e deixar essa viagem para lá.

Mas não, eu quis seguir com essa viagem até o fim! Era algo muito planejado e desejado por mim e a minha mãe, e eu ia conseguir andar o máximo que pudesse. Desistir não estava nos planos.

Essa bota rosa era bem fofinha e acabou não prejudicando o meu pé, mas ela não era impermeável, o que me deu muito frio no inverno chuvoso de Viena (como dá para se ver na foto). Acabei pensando: “Esse frio vai servir como uma compressa de gelo nos meus pés”, e fui, com frio e com dor.

Acabei andando o centro de Viena num dia, e fui pra Schönbrunn no outro. Subi desde o palácio até a Gloriette sem reclamar, e chegar ao alto, foi uma vitória por si só. Voltei pra Munique e continuei andando, e assim segui até chegar em casa. E assim ganhei novas histórias para contar, algumas até aqui no site.

Essa foto mostra o quanto eu me “deixei levar”. Estava ali e iria aproveitar de qualquer maneira, entendeu? ;) Absolutamente nada podia me derrubar, e desistir, em qualquer instância, não está nos meus planos.

 

 

Airport review: San Francisco Int’l Airport (SFO)

San Francisco é juntamente com Los Angeles (LAX) e San Diego (SAN) um dos principais hubs domésticos e internacionais não só da Califórnia, mas dos Estados Unidos em si. Esse aeroporto é realmente gigantesco e conveniente para o passageiro, e sem pensar digo que ele é um dos melhores em que já estive.

@SFO

@SFO

Conexão direta com o Brasil?

Infelizmente, não. Porém, ele é super acessível de qualquer grande aeroporto dos Estados Unidos. O lado ruim é a distância de hubs diretos com o Brasil como Miami (6h05) e New York (5h35).

Qual a disponibilidade de restaurantes?

SFO tem vários restaurantes e cafés, tanto na área para conexão quanto na área comum. As opções vão de fast foods, comida mexicana, hambúrgueres, comida japonesa, dentre outros.

Existe conexão wi-fi?

Sim, e de graça! O tempo é ilimitado.

Torneiras, onde as pessoas podem encher suas garrafinhas de água.

Torneiras, onde as pessoas podem encher suas garrafinhas de água.

E qual a disponibilidade de tomadas?

Não demorei a achar tomadas, já que o aeroporto é bem amplo e espaçoso.

Como é a conexão para o centro da cidade?

O site do aeroporto não é claro quanto a isso, já que eles só pedem para pedir informações no balcão de informações. Porém uma espécie de shuttle oficial (e pago) do aeroporto deve ser disponível.

E para alugar carro, como faz?

Nós alugamos carro e foi super tranquilo. Pegamos um monotrilho chamado AirTrain que conecta todo o aeroporto. Siga na linha azul até a última parada, onde se encontra o Rental Car Center, com a presença de diversas locadoras. É só entregar a reserva que as chaves do carro são entregues rapidamente.

Informações sobre o AirTrain

Informações sobre o AirTrain

Dicas de lazer em geral.

O aeroporto SFO tem muitas coisas para fazer, desde exposições de arte, aluguel de DVDs e até um museu da Aviação! Pena que não tive tempo de conhecer.

É fácil de fazer compras?

Sim! SFO possui lojas de diversos backgrounds, como roupas, acessórios, tecnologia, livros e afins.

Welcome to San Fran!

Welcome to San Fran!

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A costa da Califórnia

Continuando com a nossa viagem, esse post será um pouco mais informativo que pessoal. Saímos de San Francisco e pretendíamos passar dois dias na estrada. Um até Monterey e no outro pretendíamos dormir já em Los Angeles (leia-se Anaheim, onde era o nosso hotel). O primeiro dia já sabíamos que seria tranquilo, já o segundo teria uma viagem mais longa, e com certeza, pode (e deve) ser dividido em dois trechos.

Fomos pela Highway 1, que é uma estrada que cruza quase toda a costa da Califórnia. Prepare sua câmera e seus olhos, pois as vistas são sensacionais!

Começando, saímos de San Francisco lá pelas 11 da manhã, e por pouco não íamos cometendo um pequeno deslize. Colocamos o nosso hotel como destino, mas o GPS marcou o caminho mais rápido, ou seja, pela US 101, uma autoestrada que passa bem no centro da Califórnia. Logo percebemos o erro e colocamos logo alguma cidade na costa, e seguimos pela Highway 1.

De logo, já fica a dica: a Highway 1 só tem uma faixa de cada lado, com isso, a velocidade máxima permitida é menor que numa autoestrada, com 5 ou 6 faixas de cada lado. Além disso, como a costa é sinuosa, a distância relativa também fica maior.

Trajeto que nós fizemos para a viagem.

Trajeto que nós fizemos
para a viagem.

Voltando à estrada, logo as primeiras cidades da costa iam surgindo, como Montara, El Granada, Pescadero, e também nossos olhos se enchiam com lindas paisagens!

Existem vários Vista Points no caminho, e você pode estacionar e tirar foto, se quiser.

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Essa parte da costa tem muitas praias, montanhas, dunas e afins. Nada mais que o Oceano Pacífico ao nosso lado, porém a combinação do mar com o céu deixa a vista surpreendente! E o melhor ainda estava por vir.

Após belas imagens, chegamos ao nosso hotel lá pelas 14:30, mas o check in só poderia ser feito a partir das 15h mesmo. Teríamos que zanzar em algum lugar, porém achamos que deveríamos ir num lugar próximo e onde poderíamos observar as malas, que estavam no carro. Decidimos comer num Burger King ali próximo e depois de deixarmos as malas, partiríamos para conhecer Monterey.

Nosso hotel era em Marina, bem ao lado de Monterey. Era na beira da estrada, porém passamos uma boa noite de sono. Também dava para ir para a Marina State Beach ali ao lado.

Enfim, deixamos as malas e fomos para Monterey, e decidimos ir direto na Cannery Row, que é uma rua que preserva muito da arquitetura colonial espanhola, além de possuir vários restaurantes, lojas, e uma vista bonita, é claro!

Os mirantes localizados ali na Cannery Row são demais, e é possível passar uma tarde toda ali. Oportunidade para tirar fotos, é claro!

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Um lugar que gostaríamos muito de ter ido era no Monterey Bay Aquarium ali no fim da Cannery Row, porém já era fim de tarde e o ingresso custava US$39,95. Não queríamos gastar tudo isso com um museu, sem ter a chance de aproveitar umas boas horas nele. Porém as recomendações são muito boas, e quem sabe eu vá numa segunda vez?

Em Monterey também queríamos conhecer o Fisherman’s Wharf, muito parecido com o Pier 39 de San Francisco. Demoramos para chegar lá por causa do horário e muitas das atrações dali já estavam fechadas e vazias. Valeu a pena para conhecer, porém a Cannery Row dá de 10 a 0 nela.

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Ainda queríamos ir para um outro lugar naquele dia! Todos falavam muito bem de Carmel by-the-sea, que é uma cidadezinha bem rústica, semelhante a Campos do Jordão. Como as crianças já estavam dormindo, passamos lá rapidamente, mas desci e tirei algumas fotos. E cheguei no momento mais bonito do dia!

Melhor pôr-do-sol ever!

Melhor pôr-do-sol ever!

Esse pôr-do-sol merecia uma extensa salva de palmas! Vocês não imaginam o quanto eu queria ter descido do mirante onde eu tirei as fotos e ter me jogado na areia da praia para observar o pôr-do-sol. Infelizmente só eu desci do carro para ver essa beleza, e atesto aqui: se vocês forem fazer essa viagem, DURMAM EM CARMEL! A cidade é linda, pitoresca, os hoteis são bem fofos e ainda existe a possibilidade de encerrar seu dia de uma maneira maravilhosa! Eu ainda farei essa viagem de novo só para passar mais tempo em Carmel!

Então, no dia seguinte saímos mais cedo, pois sabíamos que a viagem seria bem longa. Nos nossos cálculos, levaríamos umas 7, no máximo 8h para chegar em Anaheim. Porém estávamos enganados. Muito!

Primeiro, que decidimos passear pela 17-mile drive, que é uma estrada privada que passa por umas praias e paisagens incríveis! A entrada custa US$ 5 e podemos passar o tempo que quisermos. Eles dão um guia com as melhores atrações ao longo da estrada, e fazemos o nosso próprio roteiro.

Tem gente que consegue ficar até umas 5h dentro da 17 mile drive, pois existem muitas paisagens lindas de serem apreciadas, assim como vista points. Porém encurtamos a nossa viagem ao máximo devido ao tempo curto, pois esse trajeto não estava no roteiro.

As vistas são encantadoras e as praias são lindas. Para aqueles que dispõem de mais tempo, também existem campos de golfe e restaurantes ali. Mas o que é mais legal é que ao longo da estrada, nós víamos muitas casas. Morar ali deve ser bem relaxante e tranquilo.

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Seguimos nossa viagem e começamos a encher nossos olhos com as vistas fantásticas do Big Sur!

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Detalhe para o vento no cabelo.

Detalhe para o vento no cabelo. (nessa foto ele tá até arrumado)

O Big Sur é uma região após Carmel que é pouco povoada, devido às condições geográficas do local. Ali, as montanhas da Cordilheira de Santa Lucia parecem brotar do oceano, sempre proporcionando uma vista bem íngreme, como se o mar estivesse ali do seu lado.

Acho que eu nunca segurei tanto a respiração em uma viagem – tanto pelas paisagens quanto pela estrada sinuosa (é necessário ter muito cuidado na direção).

Passamos também pelo Pffeifer Big Sur National Park, onde é possível ver aquelas sequoias centenárias! Quem gosta de fazer trilhas e afins, ali é ótimo!

Até então a nossa intenção era conhecer o Hearst Castle, porém iríamos demorar muito até subir, descer e pegar a estrada de novo, já que o tour demorava cerca de uma hora e meia, considerando todo o passeio no palácio e o tempo de subida e descida de ônibus. Quase que as gotinhas caíram do rosto, pois sempre sonhei em conhecer esse lugar. Contentei em vê-lo de longe e de ir ao Visitor Center.

Então, o Hearst Castle é uma mansão localizada próxima ao vilarejo de San Simeon, onde morou por algum tempo o magnata das comunicações, William Hearst. A arquitetura de lá é incrível, e muitos dos artigos dali vieram da Europa, onde muitos estavam tentando vender seus bens após a Primeira Guerra Mundial. Ainda visitarei lá.

Então, fizemos uma parada estratégica em Cambria, para almoçar. Sabe aqueles restaurantes típicos do interior dos Estados Unidos com música country e afins? Pois é. A comida tava bem gostosa, apesar de comermos as costelas como homens e mulheres da caverna (risos).

Seguimos direto e decidimos não parar até Anaheim! Nesse ponto, a estrada já não era mais panorâmica, pois decidimos ir pela autoestrada mesmo. Existia a possibilidade de ir via Malibu, mas chegaríamos no hotel lá para 1 da manhã. Mas antes de chegar a esse ponto da autoestrada, vimos os lobos marinhos! Eram milhares deitados, pegando sol na praia. Uma gracinha!

Ao entrar em Santa Barbara, Los Angeles já está quase ali. Essa cidade é uma graça, mas novamente por causa do tempo, tivemos que passar.

Logo, adentramos a região metropolitana de Los Angeles, e fomos passando por Ventura, Thousand Oaks, Encino, Downtown Los Angeles e nada de Anaheim, que é quase no final dessa zona metropolitana. Acabamos chegando no hotel cerca de 11:20 da noite.

Essa experiência de passar quase 12 horas na estrada foi incrível – nunca vi tantas paisagens bonitas na minha vida em um só dia. Porém, esse segundo trecho deve ser encurtado! Passar uma noite em Santa Barbara ou em San Luis Obispo para aproveitar mais é essencial! Talvez eu pudesse ter conhecido o Hearst Castle nessa viagem :( Também fica a dica que se houver tempo, tente alongar a viagem até San Diego ou até mesmo começar em Sacramento, passando pelo Napa Valley. Para aqueles que gostam da natureza, conhecer o Yosemite National Park e o Lake Tahoe ainda no Norte da Califórnia são boas pedidas.

Mas enfim, essa aventura pela costa da Califórnia foi ótima e a viagem pela Hwy 1 é incrível. São imagens que jamais esquecerei, assim como pequenas experiências pessoais. Recomendo bastante essa viagem.

Até San Francisco

Então, há aproximadamente uma semana eu retornei de uma viagem bem interessante e desafiadora: 18 dias nos Estados Unidos com direito a 12 dias de viagem de carro. Os outros 6 eu passei na Disney em Orlando e fazendo viagens de avião.

Vim apresentar nesse e em próximos posts o nosso roteiro na estrada, com um overview geral dos lugares que passamos, e algumas dicas e observações. Começamos em San Francisco e terminamos em Las Vegas, e de cara já digo que o balanço foi positivo!!

Golden Gate vista do mirante

Golden Gate vista do mirante

O voo e o aeroporto

Para começar, pegamos um voo de 6 horas de Miami até San Francisco pela American Airlines, e posso dizer que foi notável o contraste que sentimos. Digo isso pois havíamos chegado em Miami na noite anterior depois de 5 horas de voo num 767 da TAM, e falo mesmo que gostei muito do serviço, da comida e do voo em geral. Muita gente fala mal da TAM pela rede, mas eu só tenho coisas boas a dizer tanto em voos nacionais quanto em internacionais, e esse trecho foi nota 10!

No dia seguinte veio a decepção (esperada). Eu já havia voado de AA antes e sabia que o serviço não era lá aquelas coisas, porém havia uma esperança de que o voo fosse um pouquinho melhor. Nada a reclamar das atendentes de solo nem da aeromoça que nos assistiu, mas a American (e as companhias americanas em geral) precisam rever seus conceitos com o cliente.

Como citei, são 6 horas de voo, mais que muitas rotas internacionais de Miami até o Caribe, o México e até mesmo aqui no Brasil (o nosso voo MAO-MIA havia durado 4:45). Mesmo com essa distância grande, eles só servem água, refrigerante e suco de graça, sendo que o resto é tudo pago.

E não se engane quando eu digo que a comida paga é suculenta! Eu e minha mãe compramos um bagel com queijo e peito de peru e um pacote de biscoitos, por cerca de US$20 no cartão de crédito. O preço estava um absurdo, e a qualidade da comida péssima. Até esses biscoitos estavam ruins!

Agora imagina você passar 6 horas que atravessam 3 fusos horários e a hora do café da manhã e do almoço de muita gente. Além do mais, não havia nenhum sistema de entretenimento. Posso dizer que esse voo foi bem tedioso.

Bem, não vou mais perder meu tempo falando mal da American, que renderia um post todo, pois afinal de contas não é só a questão da comida e do sistema de entretenimento que me irritaram, já que tem muito mais absurdos a se falar. Bem, após um longo e tedioso voo, chegamos na linda San Francisco. Sério, parecia que eu havia acabado de desbravar os Estados Unidos e conquistado a costa. De verdade, para mim parecia ser um sonho simplesmente estar ali.

O aeroporto de San Francisco (SFO) é demais e merece um post Airport Review. Super organizado e cômodo às necessidades do turista e de quem faz conexão (btw, SFO e LAX são os principais hubs aéreos da Costa Oeste, especialmente para voos com destino/origem na Ásia). Como iríamos alugar carro, precisaríamos pegar o Air Train (linha azul) até a última parada, onde ficam as locadoras de carro. As reservas já estavam feitas e logo estávamos com o nosso carro.

@SFO

@SFO

O hotel

Essa foi outra história. Nós havíamos reservado um hotel próximo à Union Square, mas por algum motivo a minha tia cancelou a reserva e ficamos na batalha para escolher um hotel. Ela queria contratar tipo um motel, somente pela comodidade de ter estacionamento gratuito (que é uma dificuldade em San Fran).

Eu bati o pé e disse que não gostei. Quase que ela reservou esse, mas ela acabou escolhendo um outro hotel, com estacionamento pago. Acabamos ficando no The Opal, na Av. Van Ness, e foi bom de ficar lá. A desvantagem maior foi a localização, já que lá é um pouco mais longe das regiões mais conhecidas da cidade, e acabamos por fazer tudo de carro. Mas claro, quem gosta de andar, são 10 quadras do hotel até a Union Square.

O hotel oferecia um café da manhã completo e bem gostoso, além de wifi grátis. Mesmo com a distância, gostei de ter me hospedado lá. Mas acho que da próxima vez, ficarei numa região diferente, só por curiosidade.

As ruas de San Francisco

Sabe aqueles filmes policiais dos anos 70 com perseguições e muitas ladeiras? Me senti num deles ao passar pelas ruas dali. Aquelas ladeiras são de outro mundo, e o meu pobre carro (o coitadinho não tem força!) não aguentaria as subidas! Fica a observação também das pessoas estacionando seus carros nas ruas – em plenas ladeiras!

E sobre ruas de San Francisco, descemos a Lombard Street, que é a rua mais sinuosa do mundo! (E ainda não peguei as fotos dela, mimimi). Além dela ser bem sinuosa, ela é super bonitinha e decorada. Toda hora chegam turistas e curiosos para tirar foto e ficar observando essa ruazinha!

E além do mais, falando em ruas, é notável a educação dos motoristas de San Francisco! Todos dando seta, respeitando o pedestre (e o aguardando passar na maioria das vezes), não andando em sentido contrário, e claro, não correndo nas ladeiras! Para ajudar, as calçadas são largas e muitas delas possuem ciclovias. Vale lembrar também que eu não peguei trânsito em San Francisco, somente antes da entrada da cidade.

Do alto da Lombard Street

Do alto da Lombard Street

Compras em San Fran

Obviamente eu fiz algumas comprinhas em San Francisco! Os melhores lugares para comprar são os arredores da Union Square e da Market Street. Muitas lojas boas de todos os preços e gostos se encontram ali. Forever XXI, GAP, Victoria’s Secret, Louis Vuitton, Ross, Tiffany’s e uma Macy’s muito grande com um Cheesecake Factory no terraço.

Destaques

Tem muita coisa legal para conhecer e desfrutar em San Francisco, e vou escrevendo pouco a pouco sobre elas daqui a alguns posts. desde já, eu posso destacar a visita em Alcatraz, o Pier 39, a Union Square, Chinatown, Golden Gate, a região do Presidio, Ghirardelli Square, o Financial District, Telegraph Hill e muito mais.

Só para reforçar: farei posts dos melhores lugares que eu fui em San Francisco, e da Califórnia em geral, por que não?

Alcatraz

Alcatraz

Sugestões

Ficamos apenas 3 dias na cidade, e obviamente não deu para conhecer tudo que pretendíamos. Mas com tempo e disposição sobrando, ali perto dá para visitar Sacramento (capital da Califórnia), o Napa Valley (e seus vinhos famosos) e o lake Tahoe e o Yosemite (para apreciadores da natureza).

Passagens compradas: Califórnia, Nevada e Flórida

Então, já estou aqui contando os dias para que abril (e férias da faculdade, plmdds) chegue logo! Próximo ao fim de abril estarei indo aos Estados Unidos pela segunda vez, e posso dizer que ao chegar nesse roteiro foi um tanto complicado.

Tive a oportunidade de ir mais vezes aos Estados Unidos, mas em todas as outras vezes preferi ir pra Europa (risos) e prometi à minha família que da próxima vez eu iria pra lá sem falta. Dito e feito. Saiu uma promoção pela TAM e compramos o trecho MAO-MIA-MAO por pouco mais de R$1000. Achei bom, mas nunca me perdoarei por não ter comprado nada naquela linda promo da American Airlines: ida e volta pra Miami só por R$ 370.

Mas enfim, o motivo dessa nova viagem seria um congresso em Chicago que o marido da minha tia iria. De lá, iríamos para outros lugares. De certeza iríamos também pra Orlando no final (eu preciso ver a Parade do Magic Kingdom!!) e daí veio aquela lâmpada na minha cabeça: por que não conhecer alguma cidade no Canadá? Chicago é ali do lado, então juntaríamos o útil ao agradável, e após, voltaríamos para a Flórida.

Só que o problema do agradável é o visto. Me empolguei, comprei guia, pesquisei tudo sobre o visto canadense, vi tudo que se tinha pra fazer em Toronto (a cidade escolhida), planejei um dia em Niagara Falls, mas no fim chegamos a uma conclusão de que não valia a pena pelo visto no momento. Em uma próxima oportunidade, planejamos conhecer mais cidades no Canadá.

Mas se não pudéssemos ir pra Toronto nem pra nenhum lugar no Canadá por causa do visto (preguiça burocracia), pra onde iríamos? New York e Miami estavam fora de cogitação, e escolhemos Washington como o lugar pra ir. Mas depois de pesquisar sobre a cidade, não deixamos Washington como o destino entre Chicago e Orlando, e sim entre Miami e Chicago. Ou seja, para nós estava tudo bem se passássemos só um dia em meio em DC.

Começamos a procurar por esse destino que substituiria Toronto e um dia sugeri Cancun e todo mundo gostou (sim, sou louca pra conhecer o México!). Pesquisamos também muito! Vimos hotéis, qual a melhor região pra ficar, programação para crianças, qualidade das praias, quais as vantagens e desvantagens de all inclusive e bem mais.

Só que um dia, a minha mãe e tia começaram a reclamar que não queriam ir pro México (as duas já moraram na Cidade do México e elas não tem essa mesma curiosidade sobre o país que eu tenho, por já terem vivido lá) e nem ir pra praia. Também começaram a reclamar dos preços de Cancun e sugeriram New York. Dei meu alto lá e se fosse por causa de preços de hoteis, Manhattan estava fora de cogitação.

Daí teve o UFC 168 e começaram a sugerir Las Vegas, e poderíamos até assistir alguma luta num sábado qualquer. Só que precisaríamos meio que “cruzar” o país, e ainda ter que voltar pra Flórida depois. Então chegamos a uma conclusão: Chicago (MEU AMOR), que até então era a cidade mais certa no roteiro, deveria sair.

O congresso que serviu de desculpa para aquela viagem já tinha miado, e como quem não quer nada, bateu um glimpse de Califórnia e decidimos então fazer o trecho San Francisco – Los Angeles – Las Vegas de carro, com algumas paradas no caminho, e depois partir de LAS até MCO, e então pegar a estrada de volta a Miami. Até então, San Diego entrava na lista, mas já ficaria muito corrido e a tiramos do planejamento.

Um dia depois, estávamos comprando as passagens e todos ficam felizes com o escolhido! Tinha o parque para as crianças, San Francisco pra minha mãe, Las Vegas para a minha tia e o marido dela, e uma viagem de carro pela Highway 1 com lindas paisagens pra mim.

Foco para as passagens! O trecho MIA-SFO dura mais de 6 horas, sendo que MAO-MIA dura apenas 5. Detalhe que atravessaremos alguns fusos horários nesse trajeto. A volta com LAS-MCO é um pouco mais curta, de apenas 4 horas será feita de madrugada, ou seja, não perderemos o dia com a viagem, mas também não teremos muitas horas de sono. Vida de viajante é assim mesmo!

Ufa! Em Maio, assim que voltar, farei meio que um balanço total da viagem com todas as dicas dessa viagem de carro e dos parques. Já querendo que tudo chegue logo, e que eu possa tirar muitas fotos e comprar muitas besteiras na Disney, por que não?