Entrei numa mina de ouro!

A história do Brasil nos ensinou muita coisa sobre Ouro Preto, e muitos de nós aprendemos na escola a importância do ciclo da mineração para a economia do nosso país, mesmo enquanto colônia. O que muitas vezes passa despercebido pelas nossas aulas de história são as condições que os mineiros enfrentavam na extração do ouro.

Existiam algumas maneiras de captar ouro, e uma delas era através da própria escavação nas minas. Algumas delas estão abertas até hoje, mas elas são abertas ao público com uma função turística.

Como que decidimos visitar uma mina?

Então, mesmo já tendo conhecido uma parte de Ouro Preto a pé no dia anterior, decidimos contratar uma espécie de tour com um guia, e além dos pontos turísticos e tudo, iríamos aprender um pouco de história com as explicações que escutaríamos.

Conhecer algumas coisas por si mesmo é muito bom, mas dessa vez sentimos que seria legal fazer parte de uma excursão com um guia. Seria só um dia e teríamos o transporte pra cima e pra baixo, e como estávamos sem carro, ajudaria muito a chegar nos lugares mais distantes.

O passeio na mina estava incluso, e confesso que antes de contratar essa excursão eu nem tinha pensado em conhecer uma antiga mina de ouro, então foi uma boa surpresa.

O passeio

Dentre as outras coisas que visitaríamos, a mina me parecia o lugar mais interessante! Nem imaginava como iria ser!

A única mina que havia visitado era a Catedral de Sal, que é gigante e grandiosa. Com túneis amplos e grandes estruturas dentro da montanha, ela é muito diferente do que vimos.

Visitamos a Mina du Veloso, que fica quase saindo de Ouro Preto, no sopé de uma montanha. Como estávamos numa excursão, fomos todos juntos com um guia da mina.

Colocamos o capacete e fomos entrar, daí que a ficha caiu! A entrada é muito pequenininha, e você tem que andar agachado por alguns metros dentro da montanha até ser possível ficar de pé de novo.

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Essa é a entrada da mina, e tem que ser agachado!

O passeio tem cunho histórico muito forte! O guia contava muita coisa interessante sobre a história da mineração em Ouro Preto, como os mineiros encontravam o ouro, fora muitas outras curiosidades sobre tudo que envolvia isso.

O guia foi ótimo e nos contou muita informação nova e interessante. Ele também tentava passar de relance sobre como que era a vida de um mineiro que passava sua vida tentando encontrar alguma pepita em minas daquele jeito.

Uma das coisas que ele explicou que achei bem interessante foi a origem de algumas expressões populares que utilizamos muito aqui no Brasil. “Olha o passarinho”, “De cabo a rabo”, “Dar no couro” são todas expressões que nasceram ali, e é melhor não deixar o spoiler por aqui, haha.

Fiquei pensando

Agora só imagine: se hoje em dia algumas minas ao redor do mundo enfrentam alguns problemas de estrutura, insalubridade e afins, imagina há mais de 300 anos quando essas questões ainda não eram preocupação?

Fiquei muito aflita num determinado momento por causa do local que nós estávamos – um túnel com mais de 300 anos que corre adentro de uma montanha que sabe lá quantas toneladas ainda tinha acima das nossas cabeças.

Também não gosto muito de lugares muito fechados, então me segurei também pra tentar ficar calma!

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Como é a mina por dentro

Valeu a pena visitar?

Siim, claro! Muita informação nova, e uma experiência que era inédita pra mim! Não sei se eu faria uma espécie de passeio semelhante no futuro, pois fiquei muito nervosa em determinado ponto. Só imaginava que a montanha pudesse desmoronar a qualquer momento, haha. Mas a questão é que sou bem exagerada, e só ficava pensando no pior.

Mas claro, foi uma experiência muito boa e interessante!

 

Como limpar moedas de um modo fácil

Olá gente! Hoje eu não vou falar de um lugar específico, nem contar relatos de viagem. Vou mostrar para vocês como eu limpei minhas moedas de um modo simples e eficiente, mas por que moedas?

Nesse post aqui eu compartilhei com vocês alguns motivos para guardar as lembranças de viagem, incluindo as moedas! Particularmente acho as moedas um reflexo direto do dia a dia de determinado local, e faço questão de manter alguns exemplares comigo para guardar de lembrança.

Mas uma coisa que sempre me incomodava era a higiene de algumas dessas moedas. Muitas estavam tão sujas que quase não dava pra ver os detalhes em relevo! Sempre postergava, e então nesse fim de semana decidi fazer a limpeza das minhas moedas sujas!

Antes de continuar, quero que fique claro que as moedas em questão são modernas, ou seja, continuam em circulação em seus respectivos países. Resolvi limpá-las por uma questão estética e de higiene. Não pretendo vendê-las nem utilizá-las novamente em viagens futuras.
Para consultar métodos de limpeza de moedas mais antigas, consulte um especialista em numismática.

Basicamente o procedimento foi assim:

  • Para começar, separei as moedas por cor, e as dividi em quatro grandes grupos: bronze, dourado, prata, e prata misturada com ouro.
  • Coloquei todas as moedas em vasilhas com água e vinagre: para cada colher de vinagre, coloquei duas colheres de água.
  • Não utilizei sal na mistura!
  • Para as moedas de cor bronze e dourada, utilizei vinagre branco, para as de cor prata e as pratas misturadas com ouro, vinagre vermelho.
  • Depois de algum tempo de reação (deixei pelo menos 30 minutos na solução), retirei as moedas e sequei com um pano.
  • Depois de secas, limpei com borracha.
  • O procedimento inteiro com todas as moedas durou aproximadamente 3 horas.
  • Moedas limpas!

Em si, o procedimento foi bem fácil, porém trabalhoso. Limpar cada moeda com a borracha, de uma a uma, foi o mais complicado de tudo. Vou mostrar os resultados para vocês:

  1. Prata e prata misturada com ouro

Coloquei as duas dentro da mesma explicação, pois os resultados foram semelhantes. Após deixar as moedas na solução por algum tempo, as sequei com um pano, e depois passei a borracha para retirar as impurezas.

Moedas de prata na solução com água e vinagre

Moedas de prata na solução com água e vinagre

Moedas de prata e ouro na solução com água e vinagre

Moedas de prata e ouro na solução com água e vinagre

Dentre todas, essas moedas foram as com resultados mais sutis: como elas eram, em geral, menos sujas, foram os dois grupos mais fáceis de limpar. Por outro lado, a diferença entre o antes e o depois é menos evidente, mas mesmo assim, notei que elas ficaram bem mais brilhosas.

Metade suja X Metade limpa

Metade suja X Metade limpa

Metade suja X Metade limpa

Metade suja X Metade limpa

Metade suja X Metade limpa

Metade suja X Metade limpa

2. Douradas

As moedas douradas, em geral, foram as que ficaram mais brilhantes. Depois de secar um pano e passar a borracha, a limpeza destas ficou bem mais evidente que as moedas de cor prata.

Moedas douradas na solução de água e vinagre

Moedas douradas na solução de água e vinagre

Também elas possuíam a menor quantidade de todos os grupos. Foi bem rápido, e de maneira geral, foi o grupo que mais fiquei satisfeita. Um meio-termo entre as mais fáceis e as mais difíceis de limpar.

Metade suja X Metade limpa

Metade suja X Metade limpa

Metade suja X Metade limpa

Metade suja X Metade limpa

Metade suja X Metade limpa

Metade suja X Metade limpa

3. Bronze

Sem dúvida, as moedas de cor bronze foram as mais difíceis, o que por consequência foram as que mais levei tempo para limpar. As minhas mãos ficaram bem sujas durante o procedimento desta cor!

Moedas de cor bronze na solução de água e vinagre

Moedas de cor bronze na solução de água e vinagre

Mas por outro lado, foram as que o resultado ficou bem mais evidente! Nesse grupo eu possuía algumas pennies (moedas de 1 centavo de dólar) que estavam muuuito sujas! Algumas delas eram mais antigas (moedas dos anos 70 e 80), mas algumas eram mais novas (2010) e estavam numa situação deplorável!

Dentre todos, esse foi o grupo de moedas que fiquei com maior medo de manchar. No início, eu achei que eu iria me arrepender do resultado, mas felizmente saiu tudo certo!

Metade suja X Metade limpa

Metade suja X Metade limpa

Ao mesmo tempo que consegui limpar a maioria, algumas coisas não consegui ajeitar. Uma parte das moedas possuíam manchas próximo ao relevo que não saíram de jeito nenhum. Como teste, deixei quatro pennies desta situação de molho por mais algumas horas na solução e aguardei o resultado. As manchas saíram! Valeu a pena a segunda rodada.

Penny suja vs. Penny limpa

Penny suja vs. Penny limpa

Porém, mesmo assim reitero que é preciso ficar de olho para que as moedas não manchem. Pode acontecer, pois o vinagre é uma substância muito ácida, mesmo com a dissolução do dobro de água.

Algumas pennies estavam tão sujas que acabei descobrindo ferrugem por debaixo da camada de sujeira. Essas, decidi não incomodar mais e deixei quieto. Mesmo assim, ela ficou toda limpinha e mais bonita.

Metade suja vs. Metade limpa

Metade suja vs. Metade limpa (P.S.: moeda é bronze, a luz refletida fez parecer prata!)

Mesma moeda, toda limpa

Mesma moeda, toda limpa (P.S.: moeda é bronze, a luz refletida fez parecer prata!)

 

Conclusão

De acordo com os resultados que obtive, vale a pena limpar as moedas que conseguimos nas nossas viagens. Como essa é uma coisa que passa de mão em mão, não sabemos quem pegou e em quais condições este pequeno objeto ficou. Não me arrependo da limpeza, e ainda mais, achei que foi um procedimento muito importante.

Ao mesmo tempo que gostei do resultado, também quero dizer que fiquei de olho o tempo inteiro (especialmente com as de cor bronze), com medo de manchar as moedas, especialmente as mais antigas!

Dentre todas as moedas que limpei, as pennies foram as mais difíceis, tanto pelo tamanho, e especialmente pela sujeira de algumas. As mais fáceis de limpar foram os rublos, especialmente as moedas de 50 kopeeks (0,5 rublo) e de 10 rublos. As que mais gostei do resultado foram as moedas de 10 coroas tchecas: o brilho voltou, sem perder nem um pouco da cor.

 

 

Airport review: Miami Int’l Airport (MIA)

O aeroporto de Miami, junto com o aeroporto JFK de New York são os principais hubs de entrada de brasileiros nos Estados Unidos. Devido à localização geográfica, cultura latina, praias e possibilidade de compra, muitos brasileiros acabam indo para lá nas férias. Só que Miami também é um hub aéreo muito importante para quem entra nos Estados Unidos para desembarcar em qualquer outro lugar no país, Caribe e até México.

Mapinha do aeroporto de Miami

Mapinha do aeroporto de Miami

Existe conexão direta com o Brasil?

Sim, e muitas! Miami é um hub aéreo da American Airlines, e existem voos diretos dessa companhia para Belo Horizonte, Curitiba, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo, e em dezembro, começarão voos a partir de Campinas. Já a LATAM opera saídas de 7 cidades: Belém, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Manaus, Rio de Janeiro e São Paulo. Sempre fui de LATAM e gostei muito dos serviços do voo: atendimento, serviço de bordo e entretenimento. Além do mais, adoro a duração da viagem: pouco mais de 4h30.

Transporte para aluguel de carro?

Em geral nos Estados Unidos, principalmente em Miami, é indispensável ter carro. No desembarque existem ônibus brancos chamados de “Rental Car Shuttle” que levam a um prédio onde se encontram as locadoras de carros. Lá é só contatar sua locadora com a reserva, e buscar seu carro.

O aeroporto oferece wifi?

Sim, oferece e a qualidade é relativamente boa. Além do mais, é grátis e pega em quase todo o terminal!

Qual a disponibilidade de tomadas e cadeiras?
Existe uma boa variedade de ambas, e sempre é possível parar, sentar e carregar algum aparelho.

Dormir no aeroporto é bom?
No aeroporto em si, mais ou menos. Não dá pra deitar e ter uma noite confortável, mas dentro do aeroporto existe um hotel para aqueles que vão ter que passar a noite no local. Não é um hotel tipo cápsula, e o quarto que ficamos era amplo, com TV a cabo e um banheiro grande também. A única ressalva é que o hotel não aceita reservas na hora.

Serviços de alimentação:
Existem fast foods e restaurantes por todo o aeroporto. Mas a dica principal é que a grande maioria deles fecha cedo, já que o aeroporto fecha depois das 22:00, sem pousos nem decolagens. Da última vez, chegamos lá pelas 20:30, guardamos as coisas no hotel, e quando descemos, só tinha o Burger King aberto.

Como é a imigração?

Uma das vezes que fui lá, eu passei cerca de 1h30 em pé na fila, pois esta não andava. E confesso de que todos os lugares que viajei, a imigração lá foi a mais chatinha. Não por ser intimidante, mas pelo fato de haverem várias perguntas a fazer (quanto tempo você vai ficar aqui, qual o hotel, se você estuda, onde você trabalha e qual o setor e assim sucessivamente) e também pelo fato de você ter que tirar uma foto na webcam e passar suas digitais para verificação. Procedimento comum nos Estados Unidos, para minimizar ao máximo ameaças de terrorismo e imigração ilegal. É bom estar com todos os documentos da viagem em mãos (passaporte com visto, passagem de volta, seguro saúde, reserva de carro e hotel, cartão de crédito, crachá do trabalho e afins).

Compras e free shop:

Pelo o que eu me lembre, o free shop de Miami no embarque/desembarque internacional não é tão bom (nem me lembro se tem, honestamente). Mas para embarque domésticos, o terminal que eu estava era cheio de lojas de vários tipos e setores com preços muito bons. Inclusive marcas que brasileiros adoram como Victoria’s Secret, Abercrombie and Fitch, Hollister, GAP and so on.

Como já disse, muitos brasileiros entram nos Estados Unidos via Miami. Não é difícil de se comunicar em português por lá, e o aeroporto por si, é bastante explicativo. Aproveite suas férias, que o aeroporto de Miami , para entradas e conexões, é muito bom.

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