Comecei o desafio das 52 semanas!

Olá gente! Nos últimos 2 dias, voltou a ser divulgado pela internet o Desafio das 52 semanas, que é uma excelente e ao mesmo tempo simples maneira de economizar dinheiro. Sendo economista, eu já conhecia esse método há bastante tempo mas nunca o havia colocado em prática. Só que esse ano decidi testar para ver como me saio, e vou explicar tudo pra vocês. :)

Mas vamos por partes, o que é o desafio das 52 semanas e por que ele parece ser fácil de atingir?

Esse desafio consiste de uma premissa muito simples: o ano contém 52 semanas, e a cada semana você se força a poupar um valor. Quando o ano acaba, você recolhe tudo aquilo que poupou, e dependendo de quanto você colocou, o valor pode ser bem significativo! Muita gente usa esse dinheiro para viajar (propósito do blog, né), mas dependendo de quanto você guarde, você pode usar a quantia para inclusive dar entrada num carro!

Tá, mas… é só isso? Quanto que eu vou ter que colocar por semana para acumular bastante dinheiro?

Antes de partir para a parte de planilhas, essa questão de “bastante dinheiro” é relativa e depende muito da sua renda, gostos e preferências. O importante é que esse desafio das 52 semanas te ajuda a criar o hábito de poupar, que no fim, é o objetivo primordial que se procura buscar.

Tradicionalmente o desafio acontece assim:

  1. Escolha um valor, de preferência baixo, tipo R$ 3.
  2. Hoje é terça feira (10/01), e você guarda esses R$ 3 em algum lugar, seja cofrinho, colchão, banco, ou o que você quiser.
  3. Na terça feira que vem (17/01), você guarda o valor inicial que você guardou (R$ 3) mais R$ 3. Agora você já tem R$ 9 guardados.
  4. Na terça feira seguinte (24/01), guarde o valor que você guardou na semana anterior (R$ 6) mais R$ 3. Somando essa semana com as anteriores, você tem R$ 18 no seu cofrinho.
  5. Na outra terça (31/01), some outros R$ 3 com o total de R$ 12 guardados na semana anterior. O total de todas as semanas já é R$ 30.
  6. Repita o processo até completar as 52 semanas, sempre poupando o valor inicial estipulado.

Para visualizar melhor, montei algumas planilhas com os valores iniciais de R$ 1, R$ 2, R$ 3, R$ 4, R$ 5 e R$ 10. Note que conforme as semanas passam, o valor acumulado por semana aumenta, então cuidado! (Clique para aumentar e salvar!)

Tabela inicial de R$ 1

Tabela inicial de R$ 1

 

Tabela inicial de R$ 2

Tabela inicial de R$ 2

 

Tabela inicial de R$ 3

Tabela inicial de R$ 3

 

Tabela inicial de R$ 4

Tabela inicial de R$ 4

 

Tabela inicial de R$ 5

Tabela inicial de R$ 5

 

Tabela inicial de R$ 10

Tabela inicial de R$ 10

Falando em “formulês” agora, esse processo segue uma fórmula simples: VT = Vac + ( Vpo + n). Vamos exemplificar como se isso fosse a terceira semana do exemplo começando com R$ 3. (Se quiser, pode pular essa parte, haha.)

VT = Valor total que você tem guardado nesse momento (ou seja, R$ 18)
Vac = Valor acumulado das semanas anteriores (ou seja, R$ 9)Vpo = Valor que você poupou na semana anterior (ou seja, R$ 6)
n = valor fixo que você vai adicionando a cada semana (ou seja, R$ 3)

Como que eu estou fazendo?

Então, nesse primeiro momento eu não estou usando um valor inicial fixo como R$ 2 ou R$ 3. Essa é a minha segunda semana de desafio e guardei R$ 17,75 dia 01/01 e R$ 20 dia 08/01. O motivo disso é simples: pretendo poupar mais!

Sinto que o meu custo de oportunidades é baixo se eu começar com um valor pequeno no início, então decidi colocar um pouquinho mais nas primeiras semanas, para que nos últimos dias eu possa colocar um valor equiparado pelo menos à planilha de R$ 3 ou R$ 4. Estou pretendendo guardar logo R$ 50 na semana seguinte just in case.

Cofrinho das 52 semanas! Não sou a melhor artesã!

Cofrinho das 52 semanas! Não sou a melhor artesã!

Para guardar o valor, na minha opinião seria ideal no banco. Se você quiser aplicar esse valor na poupança ou em qualquer fundo de investimento, vale a pena por causa dos juros! Em muitos casos o valor é pouco mas já ajuda!

Quando o fim do ano chegar vou falar se o desafio deu certo pra mim. Poupar é um ótimo hábito, e se eu fosse você, começaria desde já!

 

 

Walking tours em Praga

Praga é uma cidade absolutamente linda! A cidade velha, o bairro judeu, a ponte Carlos, o Castelo de Praga e muito mais se encontram numa cidade que respira cultura o tempo todo. Uma das maneiras mais recomendáveis pelos concierges dos hotéis e pessoas que trabalham com turismo é participar de um walking tour.

Eu havia chegado sábado às 6:30 da manhã em Praga e fiquei andando o dia todo. Conheci a pé a cidade toda, atravessei a ponte Carlos várias vezes, subi no castelo, comprei várias lembrancinhas mas mesmo assim optei por fazer esse walking tour no dia seguinte.

Os tours são grátis e o ponto de encontro é geralmente às 14:00 na frente do relógio astronômico. Alguns guias carregam umas plaquinhas anunciando os waking tours em inglês ou até em outros idiomas e as pessoas se agrupam ao redor deles. Chegamos e a minha roomate escolheu um guia, e aguardamos a partida.

Geralmente os tours duram umas duas horas, que era o tempo que esse guia havia estipulado. Saímos no total de seis pessoas e ele começou por ali mesmo.

Neste walking tour passamos por:

  • Relógio astronômico;
  • Igreja Týnsky;
  • Old Town;
  • Charles Bridge;
  • Cemitério judeu;
  • Hotel Intercontinental;
  • Sinagogas;
  • Museu de arte de Praga;
  • Torre do pó.

Realmente passamos em vários lugares, e conseguimos muita informação sobre vários lugares. Por exemplo, o Relógio Astronômico está funcionando desde o século XV e é movido a energia solar. Ele consegue identificar o dia do ano e a luz do sol no dia independente da estação.

Outra curiosidade importante foi a questão do cemitério judaico. Já como eles não podiam ser enterrados em nenhum outro lugar da cidade, eles foram subindo camadas e camadas de terra para poder abrigar seus entes queridos. Hoje o cemitério é mais elevado que o nível da rua em uns 5 metros, ainda considerando que a cidade medieval tinha um nível do solo mais baixo.

Praga também foi uma cidade com muralhas por muito tempo. A cidade velha (parte de dentro) abrigava as famílias mais ricas e no lado de fora a população judaica vivia em uma espécie de favela. No século XIX a antiga área judaica foi urbanizada.

Sobre a Ponte Carlos, existem várias estruturas. Uma delas é o do menino Jesus banhado a ouro, que reza a lenda, dá fertilidade às mulheres. Ao lado dele existe uma estátua de um cachorro também banhada a ouro (não se sabe por quem) que já traz má sorte. Geralmente as mulheres passam a mão na cabeça do menino Jesus e após passam a mão na cabeça do cachorro. É como “conseguir” a sorte e depois abrir mão dela.

Eu não saberia dessas nem de outras curiosidades se não fosse o guia do walking tour, mas mesmo assim me arrependo de ter ido.

Enumero vários motivos como que o guia não levou duas horas para todo o tour, e sim um pouco mais de 4 horas. Dessas 4 horas ele comentou muito mais sobre o estilo arquitetônico dos prédios do que sobre história. Todos os prédios que ele apontava eram “art nouveau”, e ele demonstrou sua insatisfação com os prédios comunistas de forma bem severa.

Ele também passava a maior parte do tempo com coisas irrelevantes, como a textura dos prédios, e objetos. Ele também fazia o merchan de várias coisas, como a exposição de um amigo e ele até fez um break num restaurante de uma amiga para que nós o conhecêssemos (um restaurante que mais parecia um restaurante a quilo).

Em geral, não gostei desse guia em particular, e nem tive a chance de escolhê-lo ou de sair de lá pois o walking tour era algo que a minha roomate queria muito fazer. Minha indignação ficou no fato de eu não ter dado gorjeta a ele.

Se eu iria num walking tour lá novamente? Sim! O Walking tour é uma maneira excelente de conhecer Praga aos mínimos detalhes, mas recomendo sempre procurar um guia de uma empresa recomendada pelo hotel/hostel, ser rigorosa quanto ao tempo do tour e por onde passa, qual o tipo de informação que o guia vai passar e até mesmo a quantidade de pessoas com esse guia (sim, a quantidade de pessoas é um indicador bem interessante). No nosso caso terminamos em 4, e víamos outros guias com 20 pessoas ao redor.

Mas nada melhor que tentar descobrir ao máximo por si só! O sábado que eu passei andando me proporcionou as melhores fotos, visões, compras e descoberta de lugares. Praga sozinha já é de encher os olhos!