Pequeno escape: Praia do Açutuba

Olá pessoal! Faz um tempinho que não coloco meus pés dentro de um avião, então não tenho tantas novidades para trazer. Apesar de ainda ter muitas coisas para contar, falta coragem para começar a escrever alguns posts (tipo a visita na Bombonera e no Palácio de Versailles), mas um dia eles sairão, eu prometo! *sigh*

Como a crise tá braba a diversão fica por aqui mesmo, mas isso não é nada ruim, pelo contrário, eu morro de vergonha por não conhecer tantos lugares ao redor de Manaus. Pelo menos intenções não faltam de sair e explorar o que temos no nosso quintal.

Por exemplo, semana passada foi uma bela exceção. Na segunda feira de carnaval, meu pai me chamou para ir até a Praia do Açutuba, que fica aproximadamente 50 km de Manaus (contando o trajeto desde a saída da minha casa). A intenção era comer um peixinho na beira do rio e depois relaxar dentro d’água.

Como chegar?

Para chegar até Açutuba é necessário atravessar o rio. Para isso, hoje temos a bela Ponte Rio Negro que vai de Manaus até o município de Iranduba, localizado na outra margem (na verdade a cidade de Iranduba não se localiza exatamente nas margens do rio Negro, mas ali já é tecnicamente área do município).

O nome da estrada que leva até o destino é a AM-070, e depois da travessia, continue por 28 km e dobre numa bifurcação à direita – existem alguns quiosques e movimento, o que ajuda na localização. Até esse ponto, grande parte da estrada é duplicada e se encontra em perfeitas condições, com exceção de um pequeno trecho que ainda não está liberado para obras devido ao fato de terem sido encontrados artefatos pré-históricos ali.

Essa bifurcação dá acesso a um ramal, que é asfaltado mas possui muitos buracos – existem placas na entrada e durante o trajeto. Siga por mais 11km e então chegamos ao destino final. Existe estacionamento dentro, mas o espaço é mínimo, então acho que é melhor deixar o carro do lado de fora.

Pedacinho da praia

A praia

Como eu citei acima, fui no carnaval, agora em Fevereiro. Esta época é chuvosa no Amazonas, então já espere que as praias não estarão nas melhores condições. Naquele dia havia chovido mais cedo, então a areia estava com uma cor amarelada devido à umidade das chuvas.

(FYI: o ápice da cheia se dá entre maio e junho, enquanto o da seca acontece normalmente em novembro, ou seja, a faixa de areia é maior na época de seca, e ela é menor durante a cheia)

Açutuba é uma praia banhada pelo rio Negro, de águas escuras, e durante essa época do ano com o rio mais cheio que o normal, algumas árvores ficam embaixo d’água. Ali também tem um banana boat e similares, onde você contrata por alguns minutos e fica rondando o rio.

Não tive coragem de ir! haha

A estrutura

A estrutura do local é super simples, existem alguns restaurantes que oferecem comidinhas como peixe assado e acompanhamentos. Existem também mesas e cadeiras de plástico na beira da praia – simples, porém eficiente. Vale dizer que é interessante levar dinheiro vivo, pois não passa cartão lá (assim como em outros lugares pela estrada).

Mesmo sendo um feriado o local não estava cheio, e não houve nenhum problema em conseguirmos mesa e até que a comida chegou rápido. Tudo estava maravilhoso, com exceção do vinagrete, já que havia PEPINO picotado lá. Eu odeio pepino, e isso é uma das poucas coisas que me causa náusea só de sentir o cheiro. Infelizmente não havia como tirar esse ingrediente, então acabei comendo peixe sem vinagrete (o que para mim é muito triste).

Mas enfim, a praia aparenta ter um certo conforto, mas é tudo muito simples. Existem banheiros e chuveiros para tirar o excesso de areia.

Já era finalzinho da tarde, e o movimento estava bem tranquilo

A visita vale a pena?

Mesmo não tendo ido na melhor época, achei muito agradável a ida até Açutuba. O objetivo do dia – comer um peixinho assado e relaxar na água – foi alcançado. Também posso dizer que esse é o tipo do lugar que me traz bons sentimentos, já que este tipo de praia, com água de rio e muitas árvores ao redor, só se encontra em um lugar no mundo, e é bem aqui.

Apesar dali não ser a melhor praia que já visitei, ela é única e possui um charmezinho, porém acredito que pequenas coisas possam ser melhoradas, principalmente a estrutura física do local. Mas sim, vale a pena visitar Açutuba.

O desejado tambaqui assado

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De Montevidéu a Colonia del Sacramento de ônibus

Olá a todos! Hoje vou compartilhar com vocês como foi a viagem de ônibus entre Montevidéu e Colonia del Sacramento. Essa linda cidade na costa uruguaia é parada obrigatória no roteiro de qualquer viagem para Montevidéu ou Buenos Aires, e a viagem é tão fácil que nem parece real.

O roteiro

Antes de planejar qualquer viagem, é sempre bom ter o roteiro pronto em mãos. Dessa forma, já sabemos o que vamos fazer naquele determinado dia, otimizando nosso tempo e dinheiro.

No nosso caso, chegamos em Montevidéu na segunda à noite. Terça, quarta e quinta seriam os dias completos que passaríamos na capital uruguaia. Na sexta, partimos de ônibus até Colônia pela manhã, já que à tarde, pegaríamos o buque para Buenos Aires.

Por causa disso, não precisaríamos comprar a passagem de volta para Montevidéu, fazendo com que essa passagem fosse só de ida.

Acompanhe também: 8 fotos imperdíveis para tirar na Colonia del Sacramento

Farol da Colonia del Sacramento

Farol da Colonia del Sacramento

Comprando a passagem

Aqui, nós acabamos correndo um grande risco sem saber, já que decidimos sair do hotel na sexta de manhã, lá pelas 8h, em direção à rodoviária de Tres Cruces. Somente chegando lá é que compraríamos as nossas passagens para Colonia.

Antes de sair do hotel, verificamos a tabela de horário de partidas e vimos um ônibus que saía às 9:30 da manhã pela empresa COT. Na maioria dos relatos que vi pela internet, essa era a empresa mais recomendada e conhecida do país, então decidimos confiar.

Assim que chegamos em Tres Cruces fomos nos dirigindo ao lado esquerdo, e logo encontramos o guichê da COT. Tinha fila ali, mas não demorou muito até sermos atendidas. O custo da passagem foi de 350 pesos por pessoa, e pagamos no cartão de crédito com o intuito de não pagar o IVA.

A rodoviária de Tres Cruces me surpreendeu: ampla e muito bem organizada, atende muito bem ao conforto dos passageiros! Ponto positivo do Uruguai!

Para consultar horários, empresas e preços, o site da Rodoviária de Tres Cruces oferece a tabela completa! Existem mais de 1 ônibus por hora que saem de Montevidéu em direção a Colonia, e o mesmo se aplica para Punta del Este, cidade que é balneário turístico do país localizada na direção oposta.

@Tres Cruces

@Tres Cruces

Os assentos

Eu falei um pouco acima do risco que corremos, já que que as nossas passagens eram as últimas com lugares juntos à venda. Por consequência, ficamos com os últimos lugares, perto do banheiro.

No início achei bem ruim ter que ficar ao lado do banheiro, mas ao entrar no ônibus vi que não era bem assim. Nós realmente ficamos na última fila do lado esquerdo, mas a porta do banheiro batia bem ao lado dos lugares que ficavam à nossa frente, então acredito que a inconveniência ali era maior.

@Tres Cruces

@Tres Cruces

Do nosso lado não vinha ninguém, o que foi bem tranquilo. As poltronas também são muito confortáveis, e mesmo sendo último lugar, há espaço para recliná-las.

Mas, caso sentar na frente e junto com uma pessoa seja primordial, recomendo comprar a passagem com antecedência. Para evitar qualquer transtorno, logo após a chegada em Montevidéu, passe em Tres Cruces para comprar a passagem no dia, horário e locais desejados. Aparentemente é possível comprar pela internet, mas o desconto do IVA torna a passagem mais barata se comprada pessoalmente.

Interior do Uruguai, no caminho a Colonia

Interior do Uruguai, no caminho a Colonia

Conclusão

Foi muito fácil fazer a viagem Montevidéu – Colonia del Sacramento por conta própria. Não precisamos de guia, de agência de turismo nem de nada! O que foi muito útil foram os mapas, relatos da internet que vimos previamente, e obviamente nossas pernas e disposição.

Montevidéu - Colonia del Sacramento (Google Maps)

Montevidéu – Colonia del Sacramento (Google Maps)

No mapa, a distância entre as duas cidades parece ser um pouco mais de 2h, mas na realidade com todas as paradas que o ônibus faz, a viagem beira as 3h. Acabamos chegando em Colonia por volta das 12h30, e o relato de como foi esse dia fica para outro post. Espero que tenham gostado e até logo! :)

Acompanhe também: O relato sobre a minha visita à Colonia del Sacramento

 

 

Passeio pelo Studio Tour

Here we go, Studio Tour!

Here we go, Studio Tour!

Não se assuste, mas existem muitas semelhanças entre os parques da Universal pelo mundo. Algumas atrações são clássicas e iguais entre os parques, como o The Simpsons Ride, o Transformers – The Ride 3D e até mesmo o Despicable Me Minion Mayhem, que é relativamente recente.

Porém tem um enorme diferencial que o Universal Studios Hollywood possui, que é o Studio Tour! Sem dúvida, essa é a atração mais concorrida do parque, e vale super a pena ir lá conhecer.

No início do tour, vários posteres de filmes clássicos são mostrados.

No início do tour, vários posteres de filmes clássicos são mostrados.

Mas o que é o Studio Tour, e o que faz dele especial?
Como o nome diz, o Studio Tour é um passeio que você faz através dos sets reais de filmagem de grandes produções, obtendo informações curiosas, tirando fotos, e também você vê alguns efeitos especiais em ação, e também vale destacar o 4-D do King Kong, que é muito bom!

Coleção de carros dos filmes da Universal. Desde os Flintstones até Velozes e Furiosos.

Coleção de carros dos filmes da Universal. Desde os Flintstones até Velozes e Furiosos.

Como faz para ir ao Studio Tour?
A entrada para o Studio Tour se dá no Upper Lot, próxima à atração dos Simpsons. Lá você embarca em uns carrinhos de quatro vagões, e sempre preste atenção no monitor, onde o guia fará comentários e explicará onde estão.
Eu vi em outros blogs de viagem que a entrada para o Studio Tour demora muito, mas na minha vez, a visita foi bem tranquila. Não cronometrei o tempo de fila, mas passei no máximo meia hora esperando.

Vagões que nos levam no tour

Carrinhos que nos levam no tour

Quais são os efeitos especiais mostrados no Studio Tour?
Eu posso destacar três “mini atrações”, começando pelo King Kong. Você entra num hangar todo preparado, onde o King Kong tenta pegar o carrinho. É extremamente muito bem feito e todos ali comigo gostaram. Outro efeito significativo era a enxurrada de água que vem na nossa direção que parece que vai levar tudo pelo caminho! E também posso falar do “Terremoto no metrô de San Francisco”, que simula inundação, incêndio, e um caminhão que quase cai em cima da gente.

Studios vistos de cima, e claro, uma bela vista de LA.

Studios vistos de cima, e claro, uma bela vista de LA.

Quais são alguns dos cenários reais mostrados no Studio Tour?
Vários sets de filmes e séries bem famosas são mostrados no tour! Tirei fotos de alguns destaques:

Bates motel com a mansão do filme "Psicose".

Bates motel com a mansão do filme “Psicose” lá atrás.

City Hall do "Back to the Future"

City Hall do “De volta para o Futuro”

Rua usada no filme "Todo Poderoso"

Rua usada no filme “Todo Poderoso”

Cena de catástrofe aérea de "Guerra dos Mundos".

Cena de catástrofe aérea de “Guerra dos Mundos”.

Passamos também por Wisteria Lane, de "Desperate Housewives".

Passamos também por Wisteria Lane, de “Desperate Housewives”.

Também tem a Amity Island, de "Tubarão".

Também tem a Amity Island, de “Tubarão”.

O Studio Tour tem mais ou menos uma hora de duração e é super interessante, e vale a pena o tempo na fila. Por causa dos reflexos nos vidros, as fotos não saíram exatamente como eu esperava, mas é assim mesmo, haha.

Algo curioso sobre o Studio Tour é que em 2008, aconteceu um incêndio que destruiu alguns setores da atração, como o King Kong e partes do De Volta para o Futuro e meio que “por isso”, a atração em 3D do King Kong foi construída. Ah, e se tiver sorte, você poderá passar perto de alguma filmagem de série ou filmes. Nós passamos por uma e nos pediram para fazer silêncio, mas não conhecia o nome da série.

De qualquer maneira, o Studio Tour continua sendo a principal razão para uma visita no Universal Studios Hollywood! Sobre gostos e preferências, eu prefiro não comentar tanto por que isso é relativo. Tem gente que acha o King Kong sensacional e o Jaws uma besteirinha que poderia ser removida (eu particularmente acho o contrário).

Mas enfim, não vá ao Universal Studios Hollywood sem ir ao Studio Tour!

Visita em Alcatraz

Um dos lugares mais icônicos dos Estados Unidos é a prisão de Alcatraz, localizada na baía de São Francisco, na Califórnia. O lugar atrai milhares de turistas de todo o mundo, e oferece uma grande oportunidade de saber mais da história dos Estados Unidos, vista por um ângulo diferente. Vou contar um pouco como foi a minha experiência na ilha, assim como algumas dicas de quem pretende visitá-la. :)

Vista de Alcatraz do ferryboat

Vista de Alcatraz do ferryboat

Decidimos visitar Alcatraz logo no nosso primeiro dia “de facto” em San Francisco. Tínhamos alugado um carro, para termos um pouco mais de conforto por causa das crianças e estacionamos num edifício garagem ali perto do Pier 39. Lembrando que estacionamentos em San Fran geralmente são meio salgados e escassos.

Placa de entrada

Placa de entrada

Do estacionamento fomos andando até o Pier 33, onde se vende os ingressos para a excursão na ilha. Eles podem ser comprados online ou lá mesmo, e acabamos escolhendo a segunda opção. Acabei lendo em alguns sites que é melhor comprar com antecedência, devido à alta demanda e pelo fato destes se esgotarem rápido. Compramos o nosso ingresso no mesmo dia, sem filas, com o embarque marcado para 30 minutos depois. Nada mal.

Por apenas USD 30 por pessoa você tem o translado, o audioguia e pode ficar por tempo indeterminado na ilha (claro, até a hora do último ferry diurno sair de lá).

Algum tempo depois, entramos na fila para embarcar. Tiramos uma foto, que depois compraríamos por 25 USD para manter de lembrança. Eu gostei da foto e quis mesmo comprar. :P

Foto de lembrancinha da visita <3

Foto de lembrancinha da visita <3

Como estávamos com o carrinho para os meus priminhos, acabamos ficando na parte de baixo do ferry, mas sem arrependimentos. O trajeto do continente até a “The Rock” leva uns 15 minutos, e sempre com belas vistas pelo caminho. Apesar da aura sombria envolvendo a prisão é notável se destacar que aquele local é privilegiado com toda a visão bonita de San Francisco, da Golden Gate, da Baía e tudo mais. Vale adicionar a presença das gaivotas, o que dão mais um tempero a esse lugar.

Vista da Baía

Vista da Baía

Chegando lá, é possível andar por algumas trilhas que levam a lugares interessantes: a Water Tower, a Power House, a Morgue, a Lighthouse, o Officers’ Club e quando eu fui, tinha uma espécie de apresentação de um documentário, e algumas fotos e objetos do lugar na sua “época áurea”. Fica a dica também que a ilha é cheia de altos e baixos, e se prepare para andar! Mas o ponto mais visado pelos turistas é a Cellhouse, que é onde se encontram as celas e onde se passaram todas aquelas histórias famosas. Chegando lá é possível pegar audioguias grátis em português, que contam detalhes interessantes da história da prisão.

The water tower

The water tower

Você caminha naqueles corredores, olhando para as celas, ouvindo os relatos dos audioguias e logo você consegue imaginar como aqueles detentos viviam. Em alguns momentos chega a ser até angustiante saber dos detalhes das rebeliões, mortes e fugas (apenas 3 presos conseguiram fugir de lá!). É possível também de entrar em algumas celas e tirar fotos, e também verificar as condições precárias nas quais esses criminosos viviam.

Cara de chateada na cela de Alcatraz

Cara de chateada na cela de Alcatraz

Algumas das celas, inclusive são “mobiliadas”, tentando retomar o dia-a-dia dos prisioneiros e como eles viviam. O clima é meio tenso e dá pra sentir aquele clima pesado no ar, mas sem mais coisas.

Eu também comprei um guia com algumas histórias e mapas por USD1, super tranquilo. É bom lembrar que não se vende comida na ilha, ou seja, vá bem alimentado para lá.

Contando a história da "Batalha de Alcatraz"

Contando a história da “Batalha de Alcatraz”

Para pegar o ferry de volta, existe uma timetable com os horários disponíveis de embarque. Apenas uma empresa faz os trajetos de ida e volta, de forma bem tranquila e organizada.

Como disse, fomos de dia, mas para quem quer conhecer um pouco mais aprofundadamente a história de Alcatraz, existe um night tour com um guia especial, e vagas limitadas. Queria muito ir nesse, mas a minha tia ficou com medo, rs.

Corredores

Corredores

Fomos em Abril e o clima estava ótimo e como disse, sem uma fila enorme, mas tinha bastante gente lá. E vale dizer que o dinheiro gasto com os ingressos foi um excelente investimento. Belas vistas, aula de história e cultura, e também, histórias para contar.

 

 

A riqueza dos detalhes da Ópera

Um dos lugares mais bonitos de se visitar em Budapeste é a Magyar Állami Operaház, ou simplesmente a Ópera Nacional Húngara. Ela se encontra na avenida Andrássy, a mais famosa e badalada da cidade, e é super fácil de chegar lá via estação do metrô Opera, na linha M1.

Existem duas formas de se conhecer o edifício: assistindo um espetáculo pessoalmente, ou participar de uma visita guiada por todo o prédio. Como eu era uma simples estudante de intercâmbio que morava bem longe do centro, nunca tive coragem de assistir uma ópera em loco devido ao preço e ao horário de encerramento. Mesmo assim, tive a chance de conhecer o prédio através de uma visita guiada.

As visitas guiadas acontecem todos os dias às 15 e às 16h. Com carteirinha de estudante (eles aceitaram a minha da universidade sem problemas) o preço é de 1900 FT. O preço normal é de 2900 FT. Esse ingresso pode ser acrescido de algumas coisas, como valor para tirar fotos, e um pequeno show particular. Acabei pagando pelo show particular, e deixei de comprar a permissão para fotos.

Ópera de Budapeste

Ópera de Budapeste

Eu e a minha roomate seguimos direto ao guia em inglês (sendo que o tour também é disponível em espanhol, alemão, francês e italiano) e fomos conhecendo tudo.

Como Budapeste era uma “segunda capital” do império Austro-Húngaro, o imperador Francisco José ordenou que a ópera de Budapeste fosse menor que a de Viena, mas comparações feitas entre essas duas casas ainda no século XIX indicavam que apesar de menor, a ópera em Budapeste era muito mais bonita, pelos detalhes que existiam.

A ópera continuou sendo um dos maiores símbolos de Budapeste, especialmente em tempos difíceis como as guerras mundiais e durante a época comunista, ela era usada como um meio de defender os ideais outubristas. Desde o fim do comunismo, a ópera vem sendo usada como um elemento de integração com outros países e especialmente de vanguarda. Sempre existem atrações internacionais por lá!

Voltando aos detalhes físicos da Ópera, os detalhes em ouro são notáveis, junto com as pinturas no teto feitas à mão, lustres maravilhosos, e também algumas coisas feitas em mármore Carrara. O teatro em si é realmente pequeno, mas totalmente aconchegante é claro, ao redor de uma beleza estonteante. Posso dizer que durante a construção da ópera, vários artistas e materiais húngaros foram utilizados, refletindo então o sentimento de nacionalidade húngara na época.

Também vale ressaltar que ali era provavelmente a sala de música mais moderna do mundo, na época.

A imperatriz Sissi sempre ia até à Ópera para socializar, e muitos acreditam que, pelo fato da grande simpatia que ela tinha com a Hungria, que muitos desses encontros eram meramente políticos. Mas o fato é que a chegada da Imperatriz para assistir a ópera era tão importante que muitos consideravam o ápice em eventos sociais da época. A curiosidade fica no fato do marido dela, o imperador Francisco José só ter ido para a ópera de Budapeste uma vez, no dia da sua inauguração.

A estrutura do prédio ainda é quase inteiramente de madeira (ainda podendo ouvir aqueles barulhos da madeira se movendo) e possui cômodos muito bonitos. Ali pode ter surgido a primeira estrutura de fumódromo do mundo, assim como barzinhos particulares sempre serviam os convidados da alta sociedade húngara.

Terminando a visita, passamos na lojinha de souvenirs, e creio que comprei uma ou duas coisas para trazer de volta aqui pra casa. No geral, a visita foi muito boa e de certeza complementou o meu conhecimento sobre Budapeste. Afinal de contas, todo conhecimento é válido e acredito que não importa onde você vá, é preciso saber de tudo que te rodeia.

E sobre o fato de eu não ter ido assistir nenhum espetáculo, só digo uma coisa: terão outras oportunidades.