Camilla Responde

Hello again, world! Infelizmente eu estou com pouco assunto e tempo pra desenvolver temas por aqui. :( Motivo? Vários! Alta do dólar/euro, trabalho, fim da faculdade, outras despesas importantes e algumas outras coisinhas.

Porém eu sempre fico de olho na movimentação por aqui (hehe), e fico muito satisfeita com os feedbacks positivos que eu recebo, número de visualizações por dia e também observo as dúvidas dos leitores. Já que eu não vou viajar por um tempo, – e passar um ano sabático aqui em Manaus city mesmo – esse post é especial para tirar algumas dúvidas que chegam até mim!

Conversor de moedas:

É bem comum de chegar aqui e me deparar com dúvidas de leitores como: “Quantos reais valem 100 rublos?” ou “Quantos pesos equivalem a 1 real?”. Essas perguntas não tem respostas fixas justamente pelo nosso câmbio e não posso afirmar algo que muda diariamente.

Porém temos ferramentas que nos ajudam a ter uma ideia de quanto cada moeda valerá em reais ou vice versa através do Conversor de Moedas do Banco Central, que é o aplicativo que eu uso quando tenho alguma dúvida de valor de alguma moeda.

Ali é só escolher qualquer moeda e comparar com o real. Por exemplo, quando eu morei na Rússia, 1 real valia cerca de 17 rublos. De acordo com o conversor de moedas hoje (08/08), 1 real tá valendo 18 rublos, ou seja, a diferença não está muito grande, haha. :)

Levar moeda brasileira pra trocar no exterior:

Ainda sobre moedas e afins, eu vejo muitas dúvidas sobre “Onde que posso trocar reais por forints?” “Posso levar real e trocar pela moeda X no exterior?”.

No caso, é melhor aceitar um conselho: se você pretende viajar para o exterior, escolha bem a moeda que você vai levar. Quando eu vejo a realidade das casas de câmbio aqui em Manaus, basicamente elas possuem dólar e euro para troca somente. Quando se viaja para os Estados Unidos ou para a Europa, a vida fica super fácil, e não tenha dúvidas que dólar e euro são as moedas para se levar nestas viagens, respectivamente.

Porém se você for ao Japão, para a Índia, África do Sul, ou qualquer outro lugar com outra moeda, fique à vontade para escolher a sua moeda de troca por lá, seja dólar ou euro. Talvez pela cotação de hoje, onde o dólar está valendo R$ 3,51 e o euro R$ 3,85, levar euro talvez tenha um pouco mais de vantagem, pelo fato de que o euro geralmente vale bem mais nas casas de câmbio no exterior do que o dólar. Porém a diferença acaba sendo pouca na conversão entre essas duas moedas e uma terceira moeda no país que você vai converter .

E para complementar o tópico: não confie em levar real para o exterior. Raramente casas de câmbio aceitarão o real como moeda, e para evitar riscos, opte pelo dólar ou euro. O mesmo acontece para o contrário: são raríssimas as casas de câmbio (aqui em Manaus não tem nenhuma) que troque rublo por reais, por exemplo.

Reclame aqui:

Sempre me chegam dúvidas de pessoas que gostariam de reclamar do serviço de companhias aéreas, principalmente. Existem algumas que chegam no meu feed, mas tem uma empresa em particular (que não vou revelar o nome, hehe) que eu sempre vejo gente reclamando, seja por email, termos de busca ou afins.

Mas enfim, contar relatos pela internet de suas experiências (sejam positivas ou negativas) é super relevante para outras pessoas que utilizam o google, blogs, trip advisor e outras ferramentas para buscar o melhor custo-benefício, mas nunca se esqueça de buscar seus direitos, quando necessário, através do Procon.

Existe uma resolução da ANAC feita após o apagão aéreo que dá alguns direitos aos passageiros no caso de atrasos ou cancelamentos.

Se existe um atraso com duração superior a uma hora, é dever da companhia aérea oferecer ao passageiro alguma forma de comunicação.

Se o atraso for superior a duas horas, a companhia aérea deverá oferecer alimentação ao passageiro.

Já se o atraso for superior a quatro horas, a companhia deverá oferecer transporte e acomodação ao passageiro, e se houver cancelamento, até o reembolso é uma das opções.

 

Espero que essas três respostas tenham sido relevantes! E não se esqueça, se for viajar, continue pesquisando!

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Park review: Magic Kingdom

O Magic Kingdom (ou MK) é sem dúvida o mais icônico de Orlando! Ali, a imagem do castelo da Cinderela se mistura com a própria Disney, e com certeza é o lugar “Where dreams come true” (pelo menos no meu caso, hihi).

De todos os parques da Disney em Orlando, o MK é o mais antigo, e teve como inspiração a Disneylândia, que fica na Califórnia. Fica a dica que algumas atrações são iguais no Magic Kingdom, na Disneylândia e nos outros parques da Disney pelo mundo!

Em Orlando, o MK está dividido em 6 seções, a Main Street USA, Adventureland, Frontierland, Liberty Square, Fantasyland e Tomorrowland. Com pique, é possível sim ver muitas atrações do parque em um só dia, mas também fique atento à época do ano que você vai, e também no tamanho das filas por atração. Querendo ou não, pequenos detalhes podem influenciar na quantidade de atrações que você poderá ver por dia no parque.

Para aqueles que estão nos hoteis da Disney, consulte o concierge para saber qual a melhor maneira de ir até o MK, seja por monotrilho, barco, ou mesmo o ônibus próprio da Disney. Para os hóspedes de outros hoteis, existe um estacionamento amplo, onde é necessário pagar 17 dólares logo na entrada. Depois, é só seguir adiante observando as orientações dos funcionários sobre onde estacionar. Depois de parar, é só esperar um trenzinho que vai te levar à entrada do monotrilho. Não se esqueça de lembrar o setor e fila do estacionamento onde você parou!

Caso você tenha comprado o ingresso online e vai buscar lá, consulte os guichês logo antes da entrada do monotrilho, que logo eles lhe darão os cartões de entrada. Neste cartão se encontram todas as reservas feitas por você: sejam nos fast passes, restaurantes e afins. Após, é só entrar no monotrilho, que ele te levará até a entrada do parque! Ah, cuidado na hora da saída, e observe qual o monotrilho que vai direto ao estacionamento (já que tem outro que te leva para três hoteis Disney: Polynesian, Contemporary e o Grand Floridian).

Aqui, eu vou apresentar as atrações, tentando me manter imparcial, já que gostos mudam. Espero que ajude quem está procurando onde ir no MK! Mas não se esqueça:

– Já chegue ao parque com os fast passes e outras reservas devidamente marcadas (via My Disney Experience);

– E também prepare-se pra andar e ficar em pé em outras filas. Tá que algumas filas não demoram tanto, e dá pra esperar;

– Se possível, leve uma garrafinha para encher nos bebedouros (geralmente próximos aos banheiros), e alguns snacks para ir enganando o estômago no caminho;

– Celular e câmera carregados também, viu!

1. Main Street USA

Com um tema meio que de Anos 1920, a Main Street USA é a “rua de entrada” do Magic Kingdom. Após a entrada do parque, você dará de cara com a Main Street, e no fundo, o Castelo da Cinderela! Basicamente de qualquer ponto ali, dá para tirar uma linda foto com o castelo ao fundo.

Por ser logo no início, ali não existem muitas atrações propriamente ditas, mas dá pra fazer várias coisinhas. Não se esqueça de pegar um mapa (disponível em português também) e um times guide logo depois da entrada.

Desfiles:

– Festival of Fantasy Parade: Este desfile acontece às 3 da tarde, e é bem divertido por causa da presença de vários personagens da Disney, como a Cinderela, Rapunzel, Branca de Neve, Peter Pan, Pluto, Pato Donald, Mickey, Minnie e por aí vai! Bem antes das 3, as pessoas já começam a ficar ali na frente da Main Street guardando lugar, então fique de olho!

– Wishes Nighttime Spetacular: Este é o famoso show que conta com fogos de artifício de todas as formas e cores. É muito bonito e emocionante também (especialmente para uma fã da Disney que nem eu, hihi). Ele acontece todos os dias, geralmente às 10 da noite.

– MK Electrical Parade: Tem vezes que esse desfile acontece duas vezes por dia. Na segunda apresentação, às 23h, é bem interessante, pois não há mais muita gente no parque. Ali, os personagens da Disney também desfilam em carros com iluminação em LED. Bem divertido também.

Atrações:

– Sorcerers of the Magic Kingdom: Confesso que nunca fui nessa atração, que é um joguinho interativo, tipo uma caça ao tesouro. Algumas pessoas me disseram que o jogo pode demorar muito para terminar, e não é tão essencial assim. Porém as crianças adoram!

– WDW Railroad: Esta atração é um trenzinho que passa ao redor do Magic Kingdom. É bem light e pode servir como descanso para aqueles que já rodaram muito o parque, haha.

Meet and greet com personagens:

– Mickey Mouse: Town Square Theater – Backstage Magic with Mickey Mouse.

– Tinker Bell: Town Square Theater – Tinker Bell’s Magical Nook.

– Minnie, Pluto e Marie: Pracinha em frente ao City Hall.

– Branca de Neve: Town Square Theater Porch.

 

2. Adventureland

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Essa parte da Adventureland tem umas atrações diferentes. Em relação a tamanho, ela não é muito grande, porém dá pra fazer bastante coisa por lá. Apesar de ser pequena, as crianças gostam muito, e é um bom espaço para ficar com a família!

Atrações: 

– Piratas do Caribe: Essa atração é bem legal e incrivelmente bem feita! Ela consiste num passeio de barco pelo mundo dos Piratas do Caribe, onde você vê os piratas interagindo de várias maneiras. Apesar de ser na água, não molha.

– The Magic Carpets of Alladin: Ali, você “voa” no tapete mágico, dando voltas, e indo de cima pra baixo. Essa atração tem muito mais a ver com crianças, e para pessoas sem medo de altura (eu tenho medo de altura, risos).

– Jungle Cruise: Esse é um passeiozinho de barco onde o skipper vai interagindo com as pessoas e fazendo piadas. É meio bobinho mas até que é meio divertido.

– Swiss Family Treehouse: É uma casa na árvore com trilhas que tem alguns obstáculos e playground.

Meet and greet com personagens:

Aladim e Jasmine: Em frente ao The Magic Carpets of Alladin.

 

3. Frontierland

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Essa é a região “velho oeste” do MK. A Frontierland tem mais ou menos o tamanho da Adventureland e provavelmente tem duas das atrações mais concorridas do parque. A região é popular e está sempre cheia, porém vale a pena passar algum tempo lá.

Atrações: 

– Splash Mountain: Ela é um trenzinho/montanha russa que tem uma queda alta e rápida no meio da água. No caminho, ela tenta disfarçar com uns animaizinhos brincando na mina. A terceira queda do caminho é a “pra valer”, e dá muito medo em pessoas que nem eu. Hahaha. Menos mal que ela não molha tanto assim.

– Big Thunder Mountain: Essa é uma das montanhas russas clássicas da Disney. Nunca fui nela, porém dizem que ela é bem tranquila.

– Tom Sawyer Island: Os meninos costumam gostar, porém é uma atração meio bobinha para adultos.

Meet and greet com personagens:

– Woody e Jessie: próximo à Splash Mountain.

 

4. Liberty Hall

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Essa é a menor atração do MK, mas ela é bem bonitinha e organizada. Ela lembra alguma pequena cidade da costa Leste dos EUA, bem all american. Como no Tomorrowland, as lojas ali tem coisas interessantes.

 

Atrações: 

– Haunted Mansion: Eu gosto muito dessa atração! É um trenzinho fantasma (parece bobinho, mas enfim), mas é rico em detalhes e é super divertido. Durante a fila, os “fantasmas” interagem com as pessoas. Geralmente tem fila por lá, então garanta o fast pass!

– Liberty Square Riverboat: É simplesmente um passeio num navio a vapor. Sem emoção.

– Hall of Presidents: Nessa atração, bonecos de todos os presidentes dos EUA contam a história do país e enaltecem os americanos. É até curioso, mas se eu fosse americana, acho que eu me interessaria mais por essa atração.

Meet and greet com personagens: 

– Tiana: próximo à loja natalina.

 

5. Tomorrowland

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Essa é a parte futurista do MK, e é a minha “menos favorita”. Particularmente são as atrações que menos me chamam a atenção, mas vale a pena pelo menos dar uma olhadinha.

Atrações: 

– Buzz Lightyear’s Space Ranger Spin: Este é um trem onde você deverá atirar nos alvos pelo caminho, e é bem divertido! Cuidado com as filas desde já.

– Monsters, Inc. Laugh Floor: Este é um show de stand up comedy apresentado pelo Mike, onde ele interage com o público. Obviamente ele é todo em inglês, e dá pra garantir boas risadas.

– Stitch’s Great Scape: Atração boa para crianças. Nela, o Stitch foge e tem uma “caça” atrás dele. Vá se sobrar tempo.

– Space Mountain: É, montanhas russas não são o meu forte. Porém eu ouço comentários muito bons desta atração, que é toda no escuro, e diz que mexe muito!

– Tomorrowland Speedway: Essa é uma corrida de kart, tipo numa pista de autorama. É divertidinho, mas vá só quando você já tiver ido nas suas atrações preferidas.

Meet and greet com personagens:

– Buzz Lightyear: Próximo ao Buzz Lightyear’s Space Ranger Spin.

 

6. Fantasyland

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Não escondo de ninguém que não cresci, e que a Fantasyland é a minha parte preferida do MK por causa disso, hahaha. As atrações mais clássicas se encontram aqui, e tenho certeza que qualquer um volta a ser criança nas atrações.

Atrações: 

– Seven Dwarfs Mine Train: Essa montanha russa é nova, e juro que inflei o peito e criei coragem de ir pra lá, mas a fila de espera estava em 110 minutos. O fast pass também já tinha esgotado. Fica para a próxima, sabendo dos excelentes comentários que eu ouvi sobre a atração.

– Peter Pan’s Flight: Essa atração é uma gracinha! É como se o Peter Pan estivesse te levando para Neverland, numa espécie de “voo”. Vale a pena!

– It’s a small world: Uma viagem de barquinho onde você verá bonequinhos customizados com fantasias de vários lugares do mundo. Ah, e com uma musiquinha grude que passa o resto do dia na cabeça.

– The Many Adventures of Winnie the Pooh: Outro trenzinho da Disney, e que é uma gracinha! Mas mais uma vez, ela é projetada mais para crianças. Ah, e por incrível que pareça, a fila demora muito ali.

– Mad Tea Party: Atração tradicional da Disney, onde as xícaras giram. Eu era louca pra ir na “xícara maluca” quando eu tinha 5 anos. Hoje, eu não sei se eu conseguiria sair de lá sem ficar enjoada, haha.

– Mickey’s Phillarmagic: É uma atração com um filme 3D com o Mickey, o Donald, a Minnie e cia. É bem fofinho e agradável, e muita gente gosta de ir lá.

– Under the Sea – The Journey of the little Mermaid: Outra atração que abriu na “Nova Fantasyland”. Como eu adoro a Ariel, sempre gosto de ir lá, mas é uma atração “clássica”, sendo um trenzinho que conta a história do filme e ponto.

– Prince Charming Regal Carrousel: Ande num carrossel clássico! Basicamente é isto.

– Dumbo, the Flying Elephant: Tipo o tapete mágico do Aladim. Uma atração que roda, sobe e desce.

Meet and Greet com personagens:

– Ariel: Na Ariel’s Grotto.

– Mérida: Próximo ao castelo da Cinderela, na Floresta Encantada.

– Bela: No Enchanted Tales with Belle.

– Ursinho Pooh e Tigrão: Próximo ao The Many Adventures of Winnie the Pooh.

– Aurora, Branca de Neve, Rapunzel, Tiana, Anna, Elsa, Cinderela: Princess Fairytale Hall (consultar no dia, e são só duas princesas por vez. Quando eu fui, escolhi a fila da Aurora e da Branca de Neve).

– Peter Pan: Próximo ao Peter Pan’s Flight.

 

Então, Disney é Disney! Fica a sugestão de que o Magic Kingdom é um parque voltado mais para crianças, mas não tem como os adultos não se encantarem! As atrações são muito bem feitas, funcionários atenciosos, e claro, todos felizes! Afinal, o MK é o lugar mais feliz da Terra!

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Cidadão Global: vale a pena? Minha experiência

O Cidadão Global é um programa de intercâmbio muito interessante promovido pela AIESEC, organização pela qual trabalhei por cerca de três anos e que hoje represento sendo alumnus. Ou seja, após ter trabalhado e contribuído com o crescimento do escritório, hoje observo e acompanho a organização de longe. Mas hoje eu não vim falar sobre a minha experiência como membro da organização, e sim a minha experiência como EP (exchange participant – participante de intercâmbios).

Para começar, a verdade foi que eu sempre quis fazer intercâmbio, mas eu pretendia viajar lá pelo final da minha faculdade em algo relacionado ao aprendizado de idiomas, passar um semestre do meu curso fora, ou até mesmo o mestrado. Até hoje essas vontades continuam de pé, e acredito sim que eu ainda vou obter mais experiências internacionais.

Apaixonada por essa vista! (Parlamento ao fundo)

Apaixonada por essa vista! (Parlamento ao fundo)

Em 2010 eu conheci a organização, comecei a trabalhar como voluntária e aos poucos tive a vontade de participar dos programas que a AIESEC oferece para viajar: hoje são dois programas, chamados de Talentos Globais e Cidadão Global.

O primeiro consiste em realizar um estágio no exterior, trabalhando em alguma empresa com algum tema relacionado à sua área de estudo: comércio exterior, engenharia, jornalismo, captação de recursos, educação de idiomas e assim sucessivamente. Esse programa oferece uma bolsa que ajuda na manutenção do intercambista pelo período em que ele(a) fica trabalhando no exterior, que pode durar de 6 semanas a 18 meses.

Eu ainda não participei do Talentos Globais, e pretendo fazê-lo após o meu mestrado. Porém esse post se trata de duas experiências maravilhosas pelo programa Cidadão Global! Nas duas vezes eu fui para o Leste Europeu e arrumei minhas malas para a Rússia e para a Hungria.

O Cidadão Global é um programa voluntário e de curta duração – 6 semanas até 3 meses. Geralmente os países que oferecem vagas se encontram na América Latina, Leste Europeu, África e Ásia, e em geral o foco do programa consiste em desenvolver projetos em educação, meio ambiente, direitos humanos, saúde e muito mais.

Arbat ul. em Moscou

Arbat ul. em Moscou

Bem, o post será longo, então vamos lá!

Então, o meu primeiro X foi pra Rússia! Sempre sonhei em conhecer esse país e sabia que eu iria amar minha experiência de qualquer maneira.

Mas por que a Rússia?
Eu queria conhecer uma realidade diferente da minha. Queria pegar um inverno rigoroso, idioma complicado, comida exótica, conhecer uma cidade menor, ou seja, fugir da minha linda zona de conforto aqui em casa. Acabei parando em Saratov, uma cidade de 800 000 habitantes na região centro-sul da Rússia. O meu projeto no Cidadão Global era o BRIC, e como o nome já diz, ele foca em estudantes desses países.

O meu projeto consistia em apresentar dados da economia e cultura dos países do BRIC para estudantes de ensino médio e universidades, e comigo foram mais dois brasileiros, três chineses e um indiano. Acabou que só o indiano trabalhou na SSTU (a universidade participante do projeto), já que todos fomos embora antes dele. Mas basicamente eu atuei só na Escola 45 de Saratov.

Para falar um pouco mais da Escola 45, eles tem uma tradição muito grande em esportes, ostentando muitos troféus em várias modalidades. Ao lado da escola existe um estádio de um dos principais times da cidade, e lá haviam turmas exclusivas de atletas, já que eles viajavam muito para competir e necessitavam de uma metodologia especial.

Escola 45 em Saratov

Escola 45 em Saratov

Fui extremamente bem recebida na escola! Os professores, alunos, a diretora e demais funcionários foram sempre muito gentis e atenciosos, e sempre muito curiosos em saber mais do Brasil. Fiz apresentações sobre história, comidas, cinema, novelas (btw, eles adoram “O Clone” por lá!), tradições, curiosidades e claro, a economia do país. Também falei bastante da minha região linda – a Amazônia – que é extremamente exótica para eles.

Escola 45 <3

Escola 45 <3

Esse período que eu trabalhei lá na escola foi relativamente bem organizado. Lidei com várias turmas e professores e senti um carinho imenso deles. Até tivemos uma festa de despedida onde ~toda~ a escola participou, com direito a apresentações de dança, música, e também apresentações sobre a Rússia, Saratov e muito mais, todas feitas pelos alunos. Foi uma maneira de agradecer pelo trabalho que nós fizemos.

Parte da escola na nossa despedida

Parte da escola na nossa despedida

Sabe, foi muito gratificante estar ali. Muitos dos alunos (e das pessoas de Saratov) não pretendiam fazer faculdade, se especializar para ter um emprego legal, nem conhecer o mundo nem nada. Algumas pessoas chegavam comigo me agradecendo pelo fato de que eu saí da minha casa – bem longe dali – para viajar pro meio do inverno para apresentar pra eles uma nova perspectiva de vida e que existem muitas possibilidades para serem exploradas.

Infelizmente o meu projeto não durou o tempo planejado. O meu CL acabou tendo um problema de know how, e só duas pessoas (a VP ICX e o LCP) estavam dando vazão ao projeto. A Katya, a VP ICX da época era a minha host e tive uma certa flexibilidade de falar com ela e de cobrar algumas coisas, mas a princípio o projeto quase não saiu do papel. Foi uma pena, mas não por falta de vontade, e sim por que eles sozinhos não estavam conseguindo dar conta de tudo.

Moscou, na semana final

Moscou, na semana final

Bem, de qualquer maneira, nenhum intercâmbio é perfeito, e devemos aprender a contornar problemas quando existirem, para o nosso próprio crescimento. Mesmo com essas dores de cabeça do projeto, tenho certeza que eu fiz a escolha certa e recomendo o intercâmbio pela AIESEC para a Rússia! Sou apaixonada pelo país e extremamente grata por tudo que eu aprendi nessa jornada. Mas é preciso saber que é necessário ter resiliência e poder de superação, não só para uma viagem para a Rússia, mas sim para qualquer lugar.

Alguns posts relacionados ao intercâmbio na Rússia:
Seja a mudança!
FAQ da Rússia
Tô indo pra Rússia. E agora?
O que eu vi do racismo
Me conte mais da mãe Rússia
Saratov, a capital do Volga
Vivendo em um vilarejo soviético
Como é difícil dizer adeus
Longe de casa, mas no centro do mundo

Mas mesmo assim eu senti que a minha experiência não foi 100% completa. Devido a esse problema de organização, eu senti que eu poderia ter feito muito mais e um belo dia eu decidi que eu faria outro intercâmbio pela AIESEC! Dessa vez eu fui mais “atenta”, buscando saber mais da reputação do escritório, depoimentos de outras pessoas que viajaram para esse lugar, acessibilidade e afins.

Da segunda vez, não foi a minha intenção ir para um lugar em que eu me desafiasse tanto, e a minha intenção era justamente combinar o lazer com o trabalho. Depois de muita busca e muita pesquisa eu acabei dando match com a AIESEC Budapest University (ou LC Corvinus, ou @BCE). A cidade é espetacular, recebe muitos intercambistas (não só da AIESEC mas também de programas de intercâmbio de universidades), e até tinha uma boa reputação entre os EPs.

Amigos de intercâmbio <3

Amigos de intercâmbio <3

O meu EP manager havia viajado por esse mesmo CL como uns 3 meses antes da minha viagem e eu pedi muito dele que me contasse tudo sobre os intercambistas, a escola em que eu trabalharia, a organização do CL, detalhes da cidade e tudo. Ele só me falou coisas boas de lá e me adiantou que eu iria adorar a escola em que eu trabalharia.

Praça dos heróis em Budapeste (e o meu amigo fazendo gracinha ali atrás)

Praça dos heróis em Budapeste (e o meu amigo fazendo gracinha ali atrás)

 

Já viajei animada e tudo que ele me confirmou se realizou. A escola em que eu trabalhei, a Kontyfa, organizou um projeto excelente (no caso o Magellan) e senti também muito apoio dos professores, do diretor e dos estudantes, assim como na Rússia. Acabei morando num apartamento anexo à escola, e sempre estava por lá. Os estudantes inclusive saíam com a gente e tudo.

Falando mais do projeto, o Magellan foi bem parecido com o BRIC: apresentações sobre os nossos países. Comigo trabalhou a Rekha, da Austrália e ficamos muito próximas! Só lembro dela me chamando para tirar um selfie, antes da expressão ser conhecida no Brasil, haha. Antes de nós, outras duas duplas de meninas haviam trabalhado lá na Kontyfa, sendo três meninas brasileiras. Mas a minha presença foi “diferente” por que as outras meninas eram de São Paulo, e eu do Norte. Ou seja, estava apresentando uma perspectiva totalmente diferente, e dessa vez apresentando a região mais linda do planeta!

Escola Kontyfa <3

Escola Kontyfa <3

Falei antes que nenhum intercâmbio é perfeito, mas esse chegou quase! Só não digo que foi 100% por que o banheiro do meu apartamento estourou (sim, estourou!!), e não dava para fazer nada em casa. Que situação! Ainda bem que isso só aconteceu no fim do intercâmbio hehe.

Conversei com muitas pessoas sobre a minha experiência na Hungria e reitero que também recomendo a experiência. Mas mais uma vez: é necessário estar preparado para tudo. Vai que acontece algum problema que você não está preparado para resolver? Às vezes é necessário agir no automático.

Alguns posts sobre intercâmbio na Hungria:
1 ano de alegria
Hungria: dúvidas e respostas
Hungria: mais dúvidas e respostas
Norte, sul, leste e oeste
O quê que a Hungria tem?
O dia em que o tempo parou
Voluntariado na escola Kontyfa
Tardes em Margitsziget
Primavera em Budapeste
Partiu Budapeste!

Para finalizar, eu realmente aproveitei esses períodos no exterior pela AIESEC. Formei amigos para a vida toda, tanto do Brasil como do exterior. Aprendi a me virar sozinha, levando tapa na cara ou não. Conheci lugares incríveis que antes jamais pensei em visitar. Tive a tão preciosa vivência internacional e também cresci muito como pessoa!

Respondendo à pergunta do título: o Cidadão Global vale a pena? Claro que sim!!

Minha experiência com o Cirque du Soleil

Eu sempre quis assistir ao Cirque du Soleil, mas nunca tive a oportunidade, e nunca procurei saber se em alguma das minhas viagens iriam coincidir com alguma apresentação no local. Como as apresentações no Brasil se concentram no eixo Sul-Sudeste também nunca me programei para viajar para alguma outra cidade só para assistir aos espetáculos.

Como eu iria a Las Vegas, eu tinha certeza que eu iria assistir a alguma apresentação! São 8 apresentações quase que diariamente, e é a chance de assistir a um grande espetáculo no lugar mais preparado para esse tipo de entretenimento no mundo. Basicamente eu só precisaria escolher o show!

Primeiramente, eu entrei no site do Cirque du Soleil e selecionei a aba exclusiva para Las Vegas, e analisei todos os shows. Os que acontecem na cidade são o O, o Mystère, o KÀ, o Zumanity, o Zarkana, o Love (dos Beatles), o One (do Michael Jackson) e o Believe (com o Criss Angel).

Depois de analisar e ver reports de todos os shows, fiquei entre o O e o Love! Por mim, eu iria aos dois, mas só pude optar por um agora, e acabei escolhendo o O.

“O” é um show aquático, realizado em uma piscina equipada com todos os aparatos que os acrobatas necessitam para executar o show. Ele acontece dentro do Bellagio, que na minha opinião é um dos melhores cassinos da Strip. O teatro (“O” theatre) foi construído especialmente para esse show, mas falarei mais detalhes dele depois.

A Compra

Então, acabamos sendo redirecionados para o site do Ticketmaster, onde compramos rapidamente os nossos ingressos sem maiores dificuldades. A compra foi no cartão e preferimos imprimir o ingresso aqui em casa, ao invés de ir buscá-lo já em Las Vegas. Na fatura do cartão, a compra foi descrita no nome do Bellagio e veio exatamente o valor certo da compra.

Quanto mais próximo do palco, melhor! Decidimos comprar no setor 102 e para nossa sorte haviam lugares na primeira fileira! Como o show é aquático, achamos que aquelas cadeiras ainda não haviam sido compradas por que elas poderiam molhar, ou algo assim. Mas who cares? Não é todo dia que você assiste ao Cirque du Soleil da primeira fila!

Os lugares no setor 102 custaram US$155 cada, e comparado a outros shows do Cirque du Soleil, o O é mais caro. Mas garanto que cada centavo foi muito bem gasto!

Minutos após a compra recebi por email os ingressos. Só imprimi, guardei numa pastinha e aguardei pelo dia!

 

A Entrada

Aguardei ansiosamente pelo dia do show. Me hospedei no Paris Las Vegas, bem na frente do Bellagio. Saí do hotel uns 20, 25 minutos antes da apresentação, só atravessei a rua e já entrei no cassino. É bem fácil de se locomover dentro do Bellagio em direção ao O Theatre.

Só seguimos as placas (e a multidão que também seguia) e chegamos ao teatro. A entrada muito bem organizada e rápida, e mesmo com pouco tempo faltando para o início da apresentação não tivemos nenhum problema de acesso.

Logo encontramos os nossos lugares e aguardamos pelo início do show!

 

O Show

Não pudemos tirar foto do show, infelizmente. Isso devido a direito de imagens do circo e tudo, mas confesso que parar para tirar foto ia me fazer perder a concentração, e queria apreciar todos os detalhes possíveis!

O show usa uma piscina que vai ficando funda de acordo com a necessidade. Acrobatas, saltadores, nado sincronizado, contorcionistas, tudo isso vai criando um clima e um enredo bem interessante, que ao meu ver, parece uma história dentro de um sonho.

Vários personagens se destacam como os palhaços, a fada, o maestro, as “zebras”, e diversos tipos de “criaturas” animadas e coloridas.

Cada detalhe minimamente pensado para cativar o público como iluminação, sonoplastia, figurinos e confesso que é tanta coisa para ver que nem dá pra saber onde ficar olhando, hehe.

Você realmente se sente dentro de um sonho! Dá até pena de ver o espetáculo terminando. Dá até pra prender a respiração em algumas acrobacias, no mergulho feito em altura, em alguns saltos bem complexos… Resumindo, foi ótimo, incrível!

E sobre a primeira fileira… não me molhei. Sentar na frente com certeza foi um grande investimento! Recomendo e mal espero por assistir um novo espetáculo do Cirque du Soleil, seja em Vegas, seja onde for.

Ah, e já que não deu pra tirar fotos, fiquem com o trailer oficial desta superprodução. :)

Veja também: La Nouba, a experiência

Airport review: San Francisco Int’l Airport (SFO)

San Francisco é juntamente com Los Angeles (LAX) e San Diego (SAN) um dos principais hubs domésticos e internacionais não só da Califórnia, mas dos Estados Unidos em si. Esse aeroporto é realmente gigantesco e conveniente para o passageiro, e sem pensar digo que ele é um dos melhores em que já estive.

@SFO

@SFO

Conexão direta com o Brasil?

Infelizmente, não. Porém, ele é super acessível de qualquer grande aeroporto dos Estados Unidos. O lado ruim é a distância de hubs diretos com o Brasil como Miami (6h05) e New York (5h35).

Qual a disponibilidade de restaurantes?

SFO tem vários restaurantes e cafés, tanto na área para conexão quanto na área comum. As opções vão de fast foods, comida mexicana, hambúrgueres, comida japonesa, dentre outros.

Existe conexão wi-fi?

Sim, e de graça! O tempo é ilimitado.

Torneiras, onde as pessoas podem encher suas garrafinhas de água.

Torneiras, onde as pessoas podem encher suas garrafinhas de água.

E qual a disponibilidade de tomadas?

Não demorei a achar tomadas, já que o aeroporto é bem amplo e espaçoso.

Como é a conexão para o centro da cidade?

O site do aeroporto não é claro quanto a isso, já que eles só pedem para pedir informações no balcão de informações. Porém uma espécie de shuttle oficial (e pago) do aeroporto deve ser disponível.

E para alugar carro, como faz?

Nós alugamos carro e foi super tranquilo. Pegamos um monotrilho chamado AirTrain que conecta todo o aeroporto. Siga na linha azul até a última parada, onde se encontra o Rental Car Center, com a presença de diversas locadoras. É só entregar a reserva que as chaves do carro são entregues rapidamente.

Informações sobre o AirTrain

Informações sobre o AirTrain

Dicas de lazer em geral.

O aeroporto SFO tem muitas coisas para fazer, desde exposições de arte, aluguel de DVDs e até um museu da Aviação! Pena que não tive tempo de conhecer.

É fácil de fazer compras?

Sim! SFO possui lojas de diversos backgrounds, como roupas, acessórios, tecnologia, livros e afins.

Welcome to San Fran!

Welcome to San Fran!

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A costa da Califórnia

Continuando com a nossa viagem, esse post será um pouco mais informativo que pessoal. Saímos de San Francisco e pretendíamos passar dois dias na estrada. Um até Monterey e no outro pretendíamos dormir já em Los Angeles (leia-se Anaheim, onde era o nosso hotel). O primeiro dia já sabíamos que seria tranquilo, já o segundo teria uma viagem mais longa, e com certeza, pode (e deve) ser dividido em dois trechos.

Fomos pela Highway 1, que é uma estrada que cruza quase toda a costa da Califórnia. Prepare sua câmera e seus olhos, pois as vistas são sensacionais!

Começando, saímos de San Francisco lá pelas 11 da manhã, e por pouco não íamos cometendo um pequeno deslize. Colocamos o nosso hotel como destino, mas o GPS marcou o caminho mais rápido, ou seja, pela US 101, uma autoestrada que passa bem no centro da Califórnia. Logo percebemos o erro e colocamos logo alguma cidade na costa, e seguimos pela Highway 1.

De logo, já fica a dica: a Highway 1 só tem uma faixa de cada lado, com isso, a velocidade máxima permitida é menor que numa autoestrada, com 5 ou 6 faixas de cada lado. Além disso, como a costa é sinuosa, a distância relativa também fica maior.

Trajeto que nós fizemos para a viagem.

Trajeto que nós fizemos
para a viagem.

Voltando à estrada, logo as primeiras cidades da costa iam surgindo, como Montara, El Granada, Pescadero, e também nossos olhos se enchiam com lindas paisagens!

Existem vários Vista Points no caminho, e você pode estacionar e tirar foto, se quiser.

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Essa parte da costa tem muitas praias, montanhas, dunas e afins. Nada mais que o Oceano Pacífico ao nosso lado, porém a combinação do mar com o céu deixa a vista surpreendente! E o melhor ainda estava por vir.

Após belas imagens, chegamos ao nosso hotel lá pelas 14:30, mas o check in só poderia ser feito a partir das 15h mesmo. Teríamos que zanzar em algum lugar, porém achamos que deveríamos ir num lugar próximo e onde poderíamos observar as malas, que estavam no carro. Decidimos comer num Burger King ali próximo e depois de deixarmos as malas, partiríamos para conhecer Monterey.

Nosso hotel era em Marina, bem ao lado de Monterey. Era na beira da estrada, porém passamos uma boa noite de sono. Também dava para ir para a Marina State Beach ali ao lado.

Enfim, deixamos as malas e fomos para Monterey, e decidimos ir direto na Cannery Row, que é uma rua que preserva muito da arquitetura colonial espanhola, além de possuir vários restaurantes, lojas, e uma vista bonita, é claro!

Os mirantes localizados ali na Cannery Row são demais, e é possível passar uma tarde toda ali. Oportunidade para tirar fotos, é claro!

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Um lugar que gostaríamos muito de ter ido era no Monterey Bay Aquarium ali no fim da Cannery Row, porém já era fim de tarde e o ingresso custava US$39,95. Não queríamos gastar tudo isso com um museu, sem ter a chance de aproveitar umas boas horas nele. Porém as recomendações são muito boas, e quem sabe eu vá numa segunda vez?

Em Monterey também queríamos conhecer o Fisherman’s Wharf, muito parecido com o Pier 39 de San Francisco. Demoramos para chegar lá por causa do horário e muitas das atrações dali já estavam fechadas e vazias. Valeu a pena para conhecer, porém a Cannery Row dá de 10 a 0 nela.

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Ainda queríamos ir para um outro lugar naquele dia! Todos falavam muito bem de Carmel by-the-sea, que é uma cidadezinha bem rústica, semelhante a Campos do Jordão. Como as crianças já estavam dormindo, passamos lá rapidamente, mas desci e tirei algumas fotos. E cheguei no momento mais bonito do dia!

Melhor pôr-do-sol ever!

Melhor pôr-do-sol ever!

Esse pôr-do-sol merecia uma extensa salva de palmas! Vocês não imaginam o quanto eu queria ter descido do mirante onde eu tirei as fotos e ter me jogado na areia da praia para observar o pôr-do-sol. Infelizmente só eu desci do carro para ver essa beleza, e atesto aqui: se vocês forem fazer essa viagem, DURMAM EM CARMEL! A cidade é linda, pitoresca, os hoteis são bem fofos e ainda existe a possibilidade de encerrar seu dia de uma maneira maravilhosa! Eu ainda farei essa viagem de novo só para passar mais tempo em Carmel!

Então, no dia seguinte saímos mais cedo, pois sabíamos que a viagem seria bem longa. Nos nossos cálculos, levaríamos umas 7, no máximo 8h para chegar em Anaheim. Porém estávamos enganados. Muito!

Primeiro, que decidimos passear pela 17-mile drive, que é uma estrada privada que passa por umas praias e paisagens incríveis! A entrada custa US$ 5 e podemos passar o tempo que quisermos. Eles dão um guia com as melhores atrações ao longo da estrada, e fazemos o nosso próprio roteiro.

Tem gente que consegue ficar até umas 5h dentro da 17 mile drive, pois existem muitas paisagens lindas de serem apreciadas, assim como vista points. Porém encurtamos a nossa viagem ao máximo devido ao tempo curto, pois esse trajeto não estava no roteiro.

As vistas são encantadoras e as praias são lindas. Para aqueles que dispõem de mais tempo, também existem campos de golfe e restaurantes ali. Mas o que é mais legal é que ao longo da estrada, nós víamos muitas casas. Morar ali deve ser bem relaxante e tranquilo.

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Seguimos nossa viagem e começamos a encher nossos olhos com as vistas fantásticas do Big Sur!

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Detalhe para o vento no cabelo.

Detalhe para o vento no cabelo. (nessa foto ele tá até arrumado)

O Big Sur é uma região após Carmel que é pouco povoada, devido às condições geográficas do local. Ali, as montanhas da Cordilheira de Santa Lucia parecem brotar do oceano, sempre proporcionando uma vista bem íngreme, como se o mar estivesse ali do seu lado.

Acho que eu nunca segurei tanto a respiração em uma viagem – tanto pelas paisagens quanto pela estrada sinuosa (é necessário ter muito cuidado na direção).

Passamos também pelo Pffeifer Big Sur National Park, onde é possível ver aquelas sequoias centenárias! Quem gosta de fazer trilhas e afins, ali é ótimo!

Até então a nossa intenção era conhecer o Hearst Castle, porém iríamos demorar muito até subir, descer e pegar a estrada de novo, já que o tour demorava cerca de uma hora e meia, considerando todo o passeio no palácio e o tempo de subida e descida de ônibus. Quase que as gotinhas caíram do rosto, pois sempre sonhei em conhecer esse lugar. Contentei em vê-lo de longe e de ir ao Visitor Center.

Então, o Hearst Castle é uma mansão localizada próxima ao vilarejo de San Simeon, onde morou por algum tempo o magnata das comunicações, William Hearst. A arquitetura de lá é incrível, e muitos dos artigos dali vieram da Europa, onde muitos estavam tentando vender seus bens após a Primeira Guerra Mundial. Ainda visitarei lá.

Então, fizemos uma parada estratégica em Cambria, para almoçar. Sabe aqueles restaurantes típicos do interior dos Estados Unidos com música country e afins? Pois é. A comida tava bem gostosa, apesar de comermos as costelas como homens e mulheres da caverna (risos).

Seguimos direto e decidimos não parar até Anaheim! Nesse ponto, a estrada já não era mais panorâmica, pois decidimos ir pela autoestrada mesmo. Existia a possibilidade de ir via Malibu, mas chegaríamos no hotel lá para 1 da manhã. Mas antes de chegar a esse ponto da autoestrada, vimos os lobos marinhos! Eram milhares deitados, pegando sol na praia. Uma gracinha!

Ao entrar em Santa Barbara, Los Angeles já está quase ali. Essa cidade é uma graça, mas novamente por causa do tempo, tivemos que passar.

Logo, adentramos a região metropolitana de Los Angeles, e fomos passando por Ventura, Thousand Oaks, Encino, Downtown Los Angeles e nada de Anaheim, que é quase no final dessa zona metropolitana. Acabamos chegando no hotel cerca de 11:20 da noite.

Essa experiência de passar quase 12 horas na estrada foi incrível – nunca vi tantas paisagens bonitas na minha vida em um só dia. Porém, esse segundo trecho deve ser encurtado! Passar uma noite em Santa Barbara ou em San Luis Obispo para aproveitar mais é essencial! Talvez eu pudesse ter conhecido o Hearst Castle nessa viagem :( Também fica a dica que se houver tempo, tente alongar a viagem até San Diego ou até mesmo começar em Sacramento, passando pelo Napa Valley. Para aqueles que gostam da natureza, conhecer o Yosemite National Park e o Lake Tahoe ainda no Norte da Califórnia são boas pedidas.

Mas enfim, essa aventura pela costa da Califórnia foi ótima e a viagem pela Hwy 1 é incrível. São imagens que jamais esquecerei, assim como pequenas experiências pessoais. Recomendo bastante essa viagem.

7 coisas que você precisa saber antes do seu mochilão na Europa

Tá pensando em fazer um mochilão no Velho Continente? Saiba que a pedida é a certa! Para quem nunca teve experiência em viagens, a estreia em um mochilão é maravilhosa, mas ao mesmo tempo cheia de pequenas dúvidas que podem deixar qualquer um “encucado”. Para isso, resolvi dar uma mãozinha e colocar aqui algumas dicas para quem vai partir nessa aventura!

1. Pesquise bastante!
Pesquisar é preciso! Desde hostels, meios de transporte, localização, wifi, segurança, clima, eventos, coisas para fazer, festas e tudo que envolve lazer e entretenimento. Quando você chega em algum lugar sem alguma noção do que se passa por lá, a chance de algo dar errado aumenta muito. Claro que se você quiser partir “na louca” numa viagem para o desconhecido aumenta a tal da adrenalina, mas como já dizia a minha avó, é melhor prevenir do que remediar. ;)

Sair por aí só com uma mochilinha nas costas e pronto! :)

Sair por aí só com uma mochilinha nas costas e pronto! :)

2. Saiba o que é Zona Schengen e como tirar proveito dela.
A tal da Zona Schengen é um conjunto de países na Europa que fizeram um acordo de livre circulação de pessoas. Isso significa que você não precisa passar na imigração em cada país europeu que faz parte da Zona Schengen. Lembrando que a partir do momento da entrada no primeiro aeroporto da Zona Schengen, você tem direito a 90 dias de turismo até a saída para um país não-Schengen.

@Venice

@Venice

3. Esteja preparado para andar.
Mochilão é mochilão, e isso quer dizer que você vai andar bastante! Às vezes, as melhores coisas são encontradas ao acaso, no meio de uma caminhada. Se você não tem fôlego para andar, pense duas vezes antes de partir no seu mochilão!

@Prague

@Prague

4. Tenha um mapa físico em mãos.
Apps para o celular em viagens são bastante úteis, especialmente quando eles tratam de assuntos relacionados a turismo, dicas e coisas do tipo. Mas para casos de emergência, tenha um bom e velho mapa na sua mão. Existem momentos em que gastar a tão preciosa bateria no celular é desnecessário, já que você o pode utilizar na hora de tirar fotos, fazer check in, comunicar com amigos que podem estar próximos e afins.

Uns mapas que guardei de lembrança.

Uns mapas que guardei de lembrança.

5. Leve sua carteirinha de estudante.
Muitos lugares na Europa aceitam a carteirinha de faculdade para conseguir meia entrada. Por exemplo, a minha carteira está vencida desde Maio de 2012 (em letras maiúsculas e vermelhas) e consegui meia entrada em quase todos os museus que fui, com exceção do Museu Nacional Húngaro, que só aceitava a carteira da ISIC. Fora isso, muitos países dão a meia entrada automática para jovens com menos de 25 anos.

Middle of nowhere

Middle of nowhere

6. Não se esqueça da sua câmera e dos adaptadores.
Na Europa, a tomada é aquela de duas bolinhas, comum no Brasil também. Leve toda a munição de benjamins para carregar seus aparatos eletrônicos!

Companheiros de cabine e de viagem!

Companheiros de cabine e de viagem!

7. Fique de olho na moeda de cada país!
Pesquise quais as moedas dos países que você vai passar! Nem todos os países da Europa usam o euro oficialmente! ;)

Moedas de alguns lugares

Moedas de alguns lugares

 

Pedaços do mundo

Cada povo possui suas próprias características e cultura, e uma das formas onde percebemos essas peculiaridades é através da culinária local. Afinal de contas, viajar por si só já é uma oportunidade de conhecer coisas novas – e a comida é um desses meios! :)

E falando em culinária local, não é preciso gastar uma fortuna em restaurantes para conhecer o que o povo daquela cidade gosta de comer. Às vezes encontramos pérolas em barraquinhas bem simples, ou em fast foods especializados da região. Mas enfim, seguem algumas dicas para aproveitar todo e qualquer tipo de comida!

Pesquise sobre a culinária local, assim você já vai se ambientando com as possíveis comidas que você vai encontrar durante a sua viagem.

Caso exista algum tipo de restrição alimentar, considere bastante o que você vai comer. Mas se essa restrição for irrelevante (especialmente quando tratamos de saúde), abra sua mente para novas possibilidades.

Barraquinhas na rua com várias pessoas é um bom sinal! Se jogue nela!

Mas se você tiver oportunidade, saia para comer num bom restaurante pelo menos uma vez. Garanto que a experiência será inesquecível.

Deixe as calorias para lá, afinal de contas, se você é um daqueles viajantes “level hard”, as andanças pelas cidades vão te ajudar a manter o peso :)

Não deixe a higiene te levar. Às vezes nos preocupamos demais com a qualidade da comida e deixamos de aproveitar coisas. Já percebeu que o Fish and Chips é dado numa folha de jornal?

Mas se a situação for muito tensa, e as condições sanitárias serem extremamente precárias, a saúde vem em primeiro lugar, obviamente.

Se a cidade possui um grande mercado, essa é uma visita que vale a pena.

Procure saber de questões culturais antes de viajar para algum país. Afinal de contas, o choque cultural também existe na mesa.

E é claro que eu pessoalmente tenho as minhas preferências na “cozinha do mundo”! Vou fugir um pouco dos estereótipos como Paella, Sushi, Pizza, Tacos e afins, e vou apresentar 5 coisas que eu adoro, mas acho difícil, ou até mesmo impossível de se encontrar para vender aqui no Brasil.

– Kürstoscalács (Hungria): Ele é um pãozinho caramelizado ao fogo que tem forma de cano, e pode receber uma espécie de “cobertura” de coco, canela, baunilha e outros sabores.

Comi esse Kürstocalács inteiro em uma tarde.

Comi esse Kürstocalács inteiro em uma tarde.

– Blinis (Rússia): Blinis não são panquecas nem crepes! Eles em geral são mais finos e são feitos com uma massa mais leve. Eles sempre são comidos com geleias que são típicas das regiões onde eles são feitos.

Mesa com blinis e biscoitos russos.

Mesa com blinis e biscoitos russos.

– Bratwürst (Alemanha): Esse é o famoso “pão com salsichão” alemão. Não importa se eu cozinho aqui no Brasil, o gosto nunca será o mesmo da Alemanha.

Nhami!

Nhami!

– Cordeiro (Colômbia): A carne de carneiro é diferente da de cordeiro, e é bem difícil de achá-la assada na brasa aqui pelo Brasil. Mesmo assim, o ar na Colômbia é diferente… o gosto sai diferente também!

Nhami!

Nhac!

– Pirulin (Venezuela): Eu classificaria o Pirulin como algum tipo de droga viciante. Ele é simplesmente a coisa mais DELICIOSA do mundo! Você come um e não consegue mais parar! Infelizmente ele só é vendido na Venezuela e faz 7 anos que eu não vou pra lá. :( Para aqueles que (infelizmente) não o conhecem, o Pirulin é um daqueles canudinhos crocantes que colocamos no sorvete recheado com Nutella. Saudades e amor eternos! :’)

Hoje só restou a lata, que guarda algumas pulseiras.

Hoje só restou a lata, que guarda algumas pulseiras.

 

O básico da União Europeia

Então, muita gente acaba me perguntando muitas coisas sobre a Europa. São várias dúvidas, desde documentos necessários, tax free, conversão de moedas, idiomas e um monte mais! Para sanar as dúvidas de alguns viajantes, listo aqui 7 perguntas frequentes sobre a Europa e suas peculiares características para o turismo.

Veneza

Veneza

Q: Quais os países que fazem parte da União Europeia? A: Atualmente a União Europeia possui 28 estados-membros que são: Portugal, Espanha, França, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Reino Unido, Irlanda, Dinamarca, Alemanha, Áustria, Itália, Polônia, República Checa, Eslováquia, Hungria, Eslovênia, Croácia, Romênia, Bulgária, Grécia, Estônia, Letônia, Lituânia, Malta, Chipre, Finlândia e Suécia. No momento, outros países estão em processo de admissão para a entrada na comunidade, como a Islândia e a Turquia.

Q: O que é a Zona Schengen? A: Existe um famoso acordo chamado de “Acordo de Schengen”, que permite a livre circulação de pessoas e mercadorias por certos países da Europa. Esses países compreendem quase todos da União Europeia com exceção da Inglaterra e da Irlanda. A Islândia, a Noruega e a Suíça, que não fazem parte da União Europeia, são membros do Acordo de Schengen. O que isso quer dizer? Isso quer dizer que não é preciso passar por imigração ou alfândega em trânsito entre estes países. Mas se você estiver na França e pegar um voo para a Inglaterra, você precisará passar pela imigração.

Palácio de Schönbrunn em 2010

Palácio de Schönbrunn em 2010

Q: Preciso de visto para cada um destes países da Zona Schengen ou da UE? A: Não é necessário visto para quem pretende passar até 90 dias transitando entre países da Zona Schengen. Somente o passaporte com um tempo de pelo menos 3 meses de validade é necessário, junto com um seguro saúde (comprado em qualquer agência de viagens, ou até pela internet) com cobertura de até 30000 euros.

Q: Qual é a diferença entre União Europeia e Zona do Euro? A: A União Europeia é simplesmente o mercado comum europeu, onde as leis econômicas e políticas se aplicam igualmente para todos os países. Mas isso não obriga todos os estados-membros a terem a moeda única. Os países da União Europeia que não adotam o Euro como moeda são Reino Unido, Suécia, Polônia, República Tcheca, Hungria, Croácia, Romênia e Bulgária. Cada um desses países possui sua própria moeda.

Q: Existe algum país na Europa (não necessariamente na UE) que exige visto para brasileiros? A: Até meados do ano passado, a Sérvia exigia visto de turismo para brasileiros. Hoje em dia, somente Belarus (também conhecida como Bielorrússia) exige visto de turismo, que é tirado ao momento que se entra dentro das fronteiras do país. Detalhe que esse visto é pago e o valor depende de qual for sua nacionalidade e propósito de viagem.

Vista aérea de Rothenburg ob der Tauber

Vista aérea de Rothenburg ob der Tauber

Q: Chegando na Europa, qual é o país que eu devo passar pela imigração? A: No primeiro país que você chega e o último a sair. Ao fazer apenas uma conexão no primeiro aeroporto, normalmente eles irão te encaminhar pela imigração e após, à sala de embarque para destinos europeus.

Q: Como faz o Tax Refund (Détaxe)? A: Para conseguir o Tax Refund, é necessário apresentar a nota fiscal de alguma compra feita numa única loja em um dia. O valor mínimo da compra necessária para conseguir o Refund muda de país para país. Só para comparar, esse valor é de 175 euros na França, e na Itália esse valor é de cerca de 150 euros. Para conseguir o refund, é necessário o preenchimento de um formulário nessa loja onde a compra foi feita. Neste formulário, geralmente se pede o nome completo, número de passaporte, endereço no Brasil, data da passagem para fora da UE e assim sucessivamente. Após, segue-se com esse formulário até a Aduana do aeroporto de saída, entregue o formulário no correio e receba o valor do seu Refund na hora, ou creditado no seu cartão.

Viajar ao redor da Hungria

A Hungria está localizada bem no coração da Europa Central, e só com um breve conhecimento em geografia já é possível dizer que a localização privilegiada desse pequeno país é um grande atrativo para turistas, especialmente aqueles que viajam de país para país. Por isso, a Hungria ganha vários pontos na lista de viajantes pela Europa.

Só pra ter uma ideia, a Hungria faz fronteira com 7 países: a Áustria, a Eslovênia, a Croácia, a Sérvia, a Romênia, a Ucrânia e a Eslováquia, e a conexão com o resto da Europa fica bem fácil de qualquer maneira.

Mapa da Hungria e países fronteiriços

Mapa da Hungria e países fronteiriços

Primeiro, devemos levar em consideração que a Hungria não tem saída para o mar, o que deixa sua acessibilidade via barcos bem difícil. Uma saída plausível seria a de navegar pelo Danúbio a partir da Romênia, mas a navegação turística é amplamente prejudicada pela Sérvia, que ainda exige visto para muitas nacionalidades (para brasileiros, a necessidade de visto permaneceu até meados de 2013).

Com isso, devemos considerar as saídas por ar (aeroportos) e por terra (ônibus e trem), e de qualquer maneira, Budapeste será o hub principal do país. Quase todas as rotas partindo de cidades do interior passam, ou fazem conexão na capital, mesmo para as cidades maiores como Pécs, Miskolc, Debrecen, Szeged e assim sucessivamente.

Sobre aeroportos: A Hungria possui 9 aeroportos civis, sendo 5 internacionais e 4 domésticos. Porém, apenas o aeroporto de Budapeste de fato recebe uma certa quantidade de passageiros. Os outros aeroportos basicamente só funcionam com poucos voos charters e aviões de pequeno porte, e muitas vezes com frequência irregular pela falta de demanda.

Caso você não vá morar em Budapeste, a solução mais plausível é pegar um voo até a capital húngara, e se deslocar por terra até o destino final, pela abundância de trens e ônibus. Por exemplo, caso você esteja em Londres e precisa ir até Debrecen, existe a possibilidade de pegar um voo pela WizzAir (companhia low cost húngara) e ir direto. Mas aparentemente, outro trecho semelhante não existirá para nenhuma outra cidade húngara.

Para um review completo sobre o aeroporto de Budapeste, clique aqui.

Para procurar passagens aéreas: A companhia aérea húngara mais importante atualmente é a WizzAir, que é uma low cost com até um certo ponto de qualidade, já que a tradicionalíssima Malev faliu recentemente, deixando um vácuo imenso na aviação do país. Fora isso, várias companhias aéreas atuam na Hungria, mas as que atuam em grandes hubs de aviação podem oferecer mais opções e menores preços. Recomendo chegar na Hungria por Frankfurt, Londres, Istambul, Lisboa ou Paris.

Primeiramente, eu faria uma busca de passagens aéreas por qualquer site especializados em buscas gerais. Depois de verificar os preços, compre direto pelo site da companhia aérea com as melhores condições. Passagens compradas em sites de busca geralmente dão problema quando existem coisas como cancelamento de voo, mudança de rota repentinamente, bloqueio feito por cartão de crédito e afins.

Sobre ônibus: Viajar de ônibus pela Hungria ou para o exterior é super fácil e principalmente, barato. No entanto, o país ainda padece de uma infraestrutura adequada para viagens de ônibus, com algumas paradas sendo feitas na rua sem algum tipo de indicação ou afim.

Por exemplo, a estação de Nepliget faz seus trechos internacionais na rua, e não existe nenhum guichê de venda de passagens para quem precisa de apoio com algum problema (tipo quando o meu ônibus pra Viena saiu alguns minutos antes do previsto, e eu estava a 10 metros de chegar nele). Por falar em venda de passagens, algumas companhias de ônibus não vendem passagens online, e somente em agências de turismo especializadas.

Mesmo com os pesares, viajar de ônibus é muito bom! Para destinos envolvendo a Hungria, recomendo a Orange Ways, a Eurolines e a Student Agency Bus (que é uma empresa da República Tcheca).

Sobre trem: As linhas férreas húngaras são bem densas, e é possível viajar pelo país com uma facilidade incrível, em um curto período de tempo. Mesmo assim, muitos trens tem que fazer uma conexão ou escala em Budapeste, o que não é um problema muito grande.

A companhia férrea húngara é a MAV, que oferece trens de todo tipo: dos mais antigos aos mais novos, dependendo do destino (risos). Em geral, as viagens são bem tranquilas, e as estações de Budapeste oferecem uma estrutura razoável para o turista estrangeiro. Digo razoável pelo fato de que elas estão passando por um processo de modernização, e muitas coisas ainda são antigas.

As estações também oferecem uma timetable em papel que você pode levar no bolso. Ela indica os horários de partida, paradas, e possíveis conexões. Além de cidades nos países fronteiriços, por trem é super fácil de chegar em Praga, em Munique, Berlim, Veneza, Cracóvia, Varsóvia e outros lugares.

Empolgou pra viajar? Chegando lá, essas informações se encaixarão com muito mais facilidade. Viajar ao redor da Hungria é uma moleza!