Não me encantei pela Calle Florida

Não gosto de fazer posts assim, e na verdade, esse é o segundo post onde destaco mais os pontos negativos que os positivos de determinado lugar. O outro post foi sobre New York, que é uma cidade que infelizmente não gostei e não pretendo voltar.

No meu último post, eu adiantei brevemente no texto que eu eliminaria o “dia de compras” em Buenos Aires, e adicionaria um dia a mais na Colonia del Sacramento, pelo fato de que eu não tinha gostado da programação do dia que envolvia a Calle Florida e as Galerias Pacífico. Questão de gosto, e já explico.

Primeiro, ultimamente não está muito bom de viajar para Buenos Aires com o propósito de fazer compras. Conversando com alguns locais, todos reclamaram que os preços das coisas subiram muito, e pude comparar também com outros amigos que já visitaram a cidade e até outras páginas que informavam coisas sobre Buenos Aires.

Por exemplo, fiz uma pesquisa de preços sobre a visita guiada ao Teatro Colón. Acessei dois blogs conhecidos sobre o assunto: um afirmava que o ingresso para essa visita era de 110 pesos, e outro, 180 pesos. A verdade é que o ingresso hoje (setembro de 2016) já custa 250 pesos, e o valor atualizado está na página do Teatro. Prova muito clara e simples de que a inflação se tornou um problema para nossos hermanos recentemente.

Voltando sobre as compras, os preços não estão competitivos, e tem muitos produtos semelhantes que podemos comprar no Brasil. As exceções são os produtos de couro e os chapéus de pele, que possuem ótima qualidade e que não são tão fáceis de se encontrar em muitas regiões no Brasil. Esses sim valem a pena, caso possua interesse (e claro, dinheiro ^^).

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Segundo, não achei a Calle Florida muito segura e agradável. Confesso pra vocês que não gosto de ser abordada na rua por pessoas oferecendo serviços, o que pode parecer com outros olhos um pouco de prepotência. Lá, possuem muitas pessoas oferecendo serviços desde shows de tango, city tour e câmbio aos montes! Toda hora você fica escutando “câmbio, câmbio, câmbio”, sempre com pessoas paradas estrategicamente em entradas de galerias, lojas, bancos, etc.

Eu entendo que é o trabalho das pessoas ali, e que provavelmente elas devem ganhar por serviço vendido, o que as obriga a fazer esse tipo de abordagem. Mas a partir do momento em que eu educadamente digo “não, obrigada”, as pessoas devem entender que eu não vou comprar aquele serviço, não importa o que eles digam.

Nessa hora eu me lembrei de uma foto que eu vi na internet que era de um rapaz sentado trabalhando com um papel nas costas dizendo mais ou menos assim: “estou muito ocupado, e só me chame se você estiver morrendo ou pegando fogo”. Na hora eu pensei que cairia bem uma plaquinha dizendo “Bom dia! Já fiz câmbio, já fiz os passeios, já assisti ao Tango, não tenho mais dinheiro e vou embora da cidade hoje, por isso não tenho interesse em ser abordada, a não ser que você esteja morrendo ou pegando fogo. Obrigada!”. Um pouquinho de humor às vezes faz bem hehehe.

Sobre segurança, sempre é bom ter cuidado em ruas com muitas pessoas. Fazendo minhas pesquisas habituais eu descobri um tal de “truque da mostarda” que é comum em BsAs. Ele consiste numa pessoa que suja seu pé ou alguma outra parte do corpo com mostarda. Enquanto você fica distraído limpando a sujeira, uma pessoa vai e rouba alguma coisa sua. Vale também lembrar do truque do dinheiro, que acontece mais no Leste Europeu. Uma pessoa te aborda dizendo que achou uma nota de dinheiro no chão e que acha que é sua. Assim que você aceita a nota, verificando no lugar onde você guarda dinheiro, o ladrão vai lá e te rouba. Todo cuidado é pouco, realmente.

Também devo comentar que alguns blogs falam da Zara e também da Falabella, que é uma loja de departamentos presente na Calle Florida. Eu entrei nas duas só pra conhecer, mas não me surpreendi. A Zara tinha roupas lindas (adoro essa loja, sério), mas muitas vezes as mesmas roupas que vendem lá são vendidas aqui no Brasil também. Então (na minha opinião né) acho que não vale a pena gastar seu precioso dinheiro lá fora com algo que você pode comprar por aqui.

Confesso que não conhecia a Falabella, mas minha mãe já. Ela se lembrava de algumas roupas que ela adorava que ela havia comprado nessa loja só que em outro país, então por isso entramos e verificamos. Não gostei das roupas e achei tudo muito caro! Uma blusinha de manga num tecido simples custando mais de 600 pesos! Acho que esse foi o valor do jantar mais caro que tive na cidade, pelo que me lembro.

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Para concluir, preciso falar do ponto alto da rua, que são as Galerias Pacífico. Localizada na esquina entre a Calle Florida e Av. Córdoba, esse é um ótimo shopping, porém pequeno em comparação ao que vemos no Brasil e nos Estados Unidos, considerado como paraíso de compras por muitos viajantes.

O lugar em si é bem bonito e agradável, com lojas de ótimas marcas e grande variedade de produtos, como maquiagens, sapatos, eletrônicos e obviamente, muuuitas lojas de roupa. Ali também possui uma boa praça de alimentação para os interessados. Demos uma volta, porém nada nos interessou muito.

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Então, na minha opinião, eu não recomendo a Calle Florida para compras. Mas é aquela coisa, cada um tem seu gosto e é isso que importa no fim das contas. :))

Mas vale a pena conhecer? Sim! Claro que vale. A Calle Florida ainda é um dos principais pontos turísticos da cidade, e mesmo com os defeitos que vi, preferi ter ido e visto tudo que eu comentei com vocês do que não ir e ter ficado na dúvida se eu iria gostar ou não de lá. A única coisa que eu recomendo é que se você for, vá sem expectativas! Quem sabe a sua visita não será bem melhor do que foi a minha? :)

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5 coisas mais sem noção que já comprei viajando

Há alguns dias numa conversa com amigos, eu fiquei lembrando de algumas coisas que aconteceram comigo em algumas viagens. Certas situações envolviam compras! “Que maravilha!”, vocês podem pensar, mas algumas das coisas que comprei foram bem sem noção mesmo, e até poderia dizer “estúpidas”, ou lembram até mesmo situações hilárias! Vou compartilhar algumas dessas coisas com vocês:

 

Moedas de alguns lugares

Moedas de alguns lugares

Chapéu comunista: Na Rússia, além das matrioshkas, muitas lojas de souvenirs vendem o tal chapéu comunista. Ele é daqueles peludinhos, com a foice e o martelo cravados na frente. Acabei comprando um pra mim e hoje ele está aqui no meu quarto, sendo chapéu de uma ursa de pelúcia que eu tenho.
Só que o sem noção foi o fato de comprar este chapéu para usar lá, no dia-a-dia! Eu e meus amigos usamos esse chapéu por lá de vez em quando, e só ao voltar pra cá eu percebi como foi ridículo passear nas ruas de Moscou com esse chapéu. Os moradores mais velhos até que sentem uma certa saudade da URSS pelo fato da grandeza, relevância geopolítica e até pelo funcionamento de instituições, mas estes são minoria. A maioria esquece esse período, assumindo sua importância passada (claro), mas não sentem nenhuma vontade de voltar para o sistema comunista e preferem olhar para a frente. O pior é que em pleno 2015 ainda tem gente – inclusive aqui no Brasil – que acredita que o Comunismo é a chave para a melhoria da sociedade.

Maiô da H&M: Nem vou por foto desse maiô aqui de tão feio que o bichinho é (sad face). Acontece que eu fui pra Hungria pra fazer meu intercâmbio (que por sinal, escrevi bastante desta experiência por aqui) e eu só descobri por lá que os banhos termais eram super famosos e que qualquer pessoa de passagem por Budapeste deveria tomar um banho.
Só que eu jamais pensei que eu iria precisar de biquini ali e acabei não levando nenhum. Eu tinha (!!) que comprar roupa de banho pra ir nos banhos termais! Prontamente fui na H&M (que tinha acabado de lançar uma coleção onde a Beyoncé era a garota-propaganda) e procurei os biquinis. Juro que eu achava que era papo todas aquelas histórias que falavam mal dos biquinis das europeias/americanas, mas de fato eles são feios. O corte de todos os biquinis eram horríveis e o menos pior era o tal maiô roxo. Acabei comprando ele e só o usei uma vez, já aqui no Brasil. Eu me senti como uma porquinha tentando nadar na água. Acabei não indo para os banhos e nunca mais quis usar esse maiô. Depois comecei a acreditar que a coleção de biquinis só ficava bem na Beyoncé mesmo, olha.

Tênis e Crocs: Ainda sobre “coisas que eu comprei, mas não usei direito”, vou falar sobre o meu tênis da Nike e a minha sapatilha amarela da Crocs. Eu não vou pra academia, não pratico esportes e não vou mais pro colégio, então não uso tênis no meu cotidiano. Confesso também que eu não gosto de sapatos fechados, e só uso quando é estritamente necessário. Na primeira vez que fui a Orlando, fui “convencida” a comprar um tênis devido ao fato de andar bastante nos parques. Comprei e fui me divertir.
No terceiro dia de parque, lá no Universal Studios, eu sinto uma dor horrível nos meus pés e assim que chego no carro fui ver o estrago: meus pés estavam com alergia e cheios de bolhas, que eram o que estavam doendo. Eu havia percebido meus pés vermelhos no início do dia, mas fiquei assustada com o que vi. A minha tia ainda me obrigou a ir no Outlet e lá, a minha avó sugeriu que eu comprasse uma Crocs, mais confortável, e eu andaria com meias de algodão. Assim continuei toda a minha viagem linda e maravilhosa por Chicago e New York com as minhas melhores roupas, cabelos impecáveis e… Crocs amarelas! Não sei o que me deu em escolher essa cor tão chamativa. Só sei que esses dois sapatos estão escondidos, em algum lugar do meu armário.

Algodão e acetona: Acho que a minha mãe é compradora compulsiva, e ela cismou que iria sempre fazer as unhas durante a nossa viagem para os Estados Unidos. Pois bem, logo no nosso primeiro dia desta viagem, fomos a um Walgreens e ela logo comprou o material para fazer as unhas.
Logo no dia seguinte ela foi fazer seu serviço de manicure, mas a ideia não durou muito. Até hoje temos essa acetona em casa, e o saquinho (que até que era grande) de algodão ainda tem algumas bolinhas.

Cruzetas (ou cabide de roupa): Um belo dia em algum Wal Mart na Califórnia, minha mãe e eu estávamos dando uma olhadinha nas coisas (qualquer coisa nas prateleiras mesmo), e comparando os preços dos tais produtos com algum semelhante no Brasil. É impressionante que mesmo com a cotação do dólar, muitos produtos tem um valor real por lá muito menor do que por aqui.
Daí vimos as benditas cruzetas, que vinham num pacote de 10 por apenas 1 dólar! Estas cruzetas tinham boa qualidade, e sem hesitar a minha mãe pegou três pacotes e colocou no carrinho. O engraçado foi na hora de guardar essas cruzetas, e notamos que a melhor maneira de guardá-las na mala seria espalhando-as de uma forma bem bagunçada. Fico só imaginando a imagem que saiu no raio-x depois.

 

Passagens compradas: Curaçao

Finalmente decidimos para onde vamos em Setembro! Vamos passar alguns dias no Caribe, mais especificamente em Curaçao, uma das chamadas “Ilhas ABC” (Aruba, Bonaire e Curaçao). Estou realmente animada com essa viagem por alguns motivos, dentre eles o fato de conhecer um lugar novo, a oportunidade de relaxar de fato por alguns dias e também de comer novas coisas e tirar belas fotos!

Já estava com esse pensamento de viajar em Setembro, por causa das minhas férias da faculdade e feriado da pátria, e acabamos resolvendo de supetão o destino. A intenção era encontrar um lugar próximo daqui, onde poderíamos chegar sem precisar fazer muitas conexões e também onde a passagem não fosse tão cara.

Achamos uma passagem em conta pela Copa Airlines, e certamente é o melhor custo-benefício por causa da distância e do tempo de conexão. Já voei pela companhia antes e gostei bastante de todo o atendimento e dos voos em si.

Mas depois de ver tantas fotos e depoimentos de quem já foi pra lá, estou cada vez mais encantada com a ilha e animada com as coisas que vou encontrar! Desde já posso salientar algumas coisas e lugares que já vou guardar na agenda e me preparar para visitar!

Me preparar para passar o dia na praia/piscina: Diferentemente de outras viagens, o objetivo desta é principalmente relaxar. Quando voltei da minha última viagem, para a Califórnia, eu andei tanto e fiz tantas coisas que eu cheguei mais cansada do que renovada! Se possível, vou passar a maior parte do tempo dentro d’água, relaxando e aproveitando essas paisagens lindas da ilha.

Mergulhar ou fazer snorkel: Já vi que Curaçao tem vários tipos de atividades assim, e sinceramente estou me preparando para ir observar os peixinhos no coral (risos). Mas falando um pouco mais sério, sempre quis fazer atividades assim! Vale ressaltar que a última vez que eu fui pra praia foi há 7 anos atrás em Margarita, também no Caribe.

Aproveitar o spa do hotel: Afinal de contas, não é todo dia que você vai pro Caribe e tem a oportunidade de aproveitar um bom spa.

Explorar o centro de Willemstad: A capital de Curaçao é bem charmosinha e colorida, lembrando muito a Holanda, sua colonizadora. Andar por aquelas ruazinhas e encontrar pequenas pérolas deve ser incrível e certamente um passeio desses deve durar o dia todo. Prepararei minha câmera para capturar alguns momentos!

Fazer compras: Já descobri que Curaçao é excelente para fazer compras, especialmente perfumes, maquiagens, roupas, bolsas… tudo o que eu gosto!

Explorar alguma praia distante: Confesso que eu não gosto tanto assim de praias e não é nossa intenção alugar carro (condição que muitos blogs consideram indispensável). Nosso hotel será central e pretendemos fazer a maioria dos nossos passeios a pé, mas se culminar de alugarmos um carro por um, dois dias, acho que será bem interessante de ir para alguma praia um pouco mais distante, como Port Marie, Cas Abou, Kenepa Beach ou alguma outra.

E claro… comer comida típica: Já estou procurando restaurantes especializados em cozinha internacional mas a intenção é comer algo tipicamente caribenho!

Estou aguardando ansiosamente por Setembro e assim que voltar, escreverei o que eu puder sobre Curaçao! Partiu Caribe!

Airport Review: Chicago O’Hare Int’l Airport (ORD)

Ai, Chicago! Quantas lembranças boas eu tenho de você! Toda vez sem hesitar eu digo que Chicago é a melhor cidade para se visitar nos Estados Unidos, e que para mim tudo foi perfeito ali! Pouco a pouco eu vou escrevendo sobre as minhas experiências na Windy City, mas hoje eu reservo um espaço para o principal aeroporto da cidade, o O’Hare.

Uma das maiores curiosidades deste aeroporto é o fato que o O’Hare é o segundo aeroporto mais movimentado do mundo em termos de movimentos de aeronaves. Até 1998 ele foi o aeroporto mais movimentado do mundo em número de passageiros. Esses dados servem só pra ter uma magnitude do aeroporto e do movimento que ele recebe diariamente.

Existe conexão direta com o Brasil?

Sim! Existe um voo diário pela United Airlines saindo do aeroporto de São Paulo – Guarulhos. Esse voo é operado por um Boeing 777-200, e dura cerca de 10h30. Segundo o site da companhia, o voo sai de GRU às 21:10 e chega em ORD às 05:40.

Transporte para o centro?

Não utilizamos carro em Chicago, e contratamos o serviço de shuttle recomendado do próprio aeroporto. O serviço é feito em pequenas vans que param em diferentes hoteis. A ida foi tranquila, e na volta o shuttle apareceu no horário combinado. Como na época não fui eu quem reservou, não sei de cor os preços, mas em geral o serviço foi bom e a viagem levava cerca de meia hora do aeroporto até o Loop e vice-versa.

Serviços de alimentação:

A área de embarque é gigante, e também pelo movimento, vários restaurantes e lanchonetes se encontram no local, oferecendo variedade para diversos gostos de passageiros. Se não me engano, comi numa Subway (estava com pressa…) por lá.

O aeroporto oferece wi-fi?

Hoje sim, mas aparentemente não em 2011 quando eu fui até lá.

Tomadas?

Não é difícil de encontrar tomadas na área de embarque.

Existem cadeiras disponíveis para todos?

Mesmo com um grande movimento, o aeroporto O’Hare tem áreas de embarque específicas para cada voo, oferecendo bastante espaço e cadeiras disponíveis.

E qual a disponibilidade de banheiros?

Na área de embarque em O’Hare, existem vários toilettes, e todos bem limpinhos.

Sobre raios-x e segurança:

Como todo e qualquer aeroporto nos Estados Unidos, a segurança vem em primeiro lugar. Posso garantir que eles são bem rigorosos quanto a segurança – com toda a razão – e que tudo é verificado e analisado de acordo com o raio-x.

Sobre compras e Duty Free:

Não precisei comprar nada em Chicago e não passei pela zona de Duty Free por ter feito apenas voos domésticos. Porém a variedade de lojas (roupas, acessórios, eletrônicos, livros e afins) era bem variada e confiável.

Esse aeroporto é bastante convidativo! A área de embarque é repleta de bandeiras de muitos países, já dando aquela atmosfera convidativa. Em geral, o O’Hare é bem organizado e um bom aeroporto para embarcar ou fazer conexão.

Acompanhe também:

Airport Review: Orlando Int’l Airport (MCO)
Airport Review: Aeroporto di Milano – Malpensa (MXP)
Airport Review: Flughafen München (MUC)
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Airport Review: Paris Charles de Gaulle – Roissy (CDG)
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Airport Review: Budapest Liszt Ferenc – Ferihegy (BUD)

Airport Review: Istanbul Atatürk (IST)
Airport Review: Aeroporto da Portela (LIS)

Airport Review: Ministro Pistarini  – Ezeiza (EZE)

 

Os campos elíseos

As principais cidades do mundo sempre possuem AQUELA avenida (ou avenidas, por que né?) cheia de entretenimento como lojas, restaurantes, teatros, cafés e outras atrações turísticas em geral. Em Paris existem várias avenidas cheias de possibilidades de vermos nosso dinheiro criando asinhas, mas com certeza a Avenue des Champs Élysées se sobressai, sendo também um dos marcos de Paris, junto com a Tour Eiffel, o Louvre, Notre Dame, os Inválidos e mais.

(fica a dica que eu estou devendo fotos neste e em outros posts!! Depois eu anexo por aqui.)

Localização: A Avenue des Champs Élysées se localiza entre a Praça da Concórdia (aquela com o Obelisco de Luxor) e o Arco do Triunfo, outras duas atrações obrigatórias de se conhecer em uma viagem a Paris.

Como chegar? Existem diversas linhas de metrô que chegam ali. Foca nas estações Charles de Gaulle – Étoile (Linhas 1, 2 e 6 do metrô e RER A), Champs Élysées – Clemenceau (linhas 1 e 6 do metrô), na Franklin D. Roosevelt (Linhas 1 e 9 do metrô) e na Concorde (linhas 1, 8 e 12 do metrô).

Comer onde? Ali existem vários bistrôs na calçada com toldos vermelhinhos (sim, estou romântica hoje), super parisiense e dependendo onde você vá os preços não são tão salgados assim. Pratos por menos de 15 euros são disponíveis em vários lugares. Caso não tenha muito dinheiro ou tempo para esperar disponível, tem um Mc Donald’s e um Quick ali (mas em última instância, você está em Paris!).

Mas enfim, quais são as melhores lojas para gastar ali?!

Lembro de cara da tradicionalíssima e francesa Louis Vuitton. A loja dali é uma das maiores do mundo e se não me engano, ali foi a primeira loja a ser aberta. Ali as bolsas não são muito baratas, mas super vale a pena gastar por uma.

Ladurée é uma doceria maravilhosa, especialmente conhecida pelos seus Macarons maravilhosos (sdds). Recomendo os sabores de Chocolate Ganache, Coco, Baunilha e Morango. Deu pra ver que sou tradicional, certo? Eles oferecem muitos outros sabores que não consigo lembrar. Foco pro sabor de pétala de rosa. Não gostei nada.

Tive um glimpse agora da Disney Store, próximo à estação Franklin D. Roosevelt. Tá que existem várias Disney Stores por cidades europeias, mas toda vez que vou à Paris, eu TENHO que passar lá. Fica a dica.

Zara principal da França se encontra lá também. Ainda não sei qual é a magia da Zara da Europa, mas acho as roupas vendidas lá muito mais bonitas que as dos Estados Unidos e daqui do Brasil (não acho nada bonito à venda aqui em MAO). Vale a pena entrar lá e conferir.

Outra loja de varejo assim é a H&M, e apesar dela ser meio popular, eu gosto bastante das roupas de lá! São de boa qualidade e preços acessíveis, dando a oportunidade de encher a mala na volta pra casa!

Depois que conheci melhor a Sephora, só quero comprar minhas maquiagens lá. E quando eu digo lá, eu quero dizer Europa, com letras maiúsculas. Não faz sentido gastar 500 reais em lojas daqui em uma paleta de maquiagem que custa 29 euros lá.

Acho que qualquer mulher fica feliz com cristais Swarovski. Uma loja também se encontra na Avenida.

Para finalizar, na minha opinião outra loja também imperdível em Champs Élysées é a Virgin Store. Eu sou uma apaixonada por livros de diversos temas e ali a parte da livraria é bem completa! Me lembro que uma vez em Paris, o Babar, aquele elefantinho fofo (sdds infância) estava completando 80 anos, e a Virgin Store estava vendendo alguns livrinhos com as histórias do Babar. O preço era bem salgado no entanto.

É possível ir do leste ao oeste da Avenida tranquilamente, e em uma distância relativamente pequena, é possível ir a pé para o Louvre, a Ópera Garnier, as Galerias Lafayette e outros lugares de Paris. Mas com tantas conexões de metrô, é possível ir até a Torre Eiffel e aos Inválidos (que ficam mais longe dali) bem rápido. Desculpas não faltam para conhecer os Champs Élysées.

A avenida boêmia de Moscou

Moscou é uma cidade cara, cosmopolita, bonita e cheia de coisas pra fazer na noite e em happy hours. Muitos lugares são conhecidos pelos turistas e o principal deles da cidade é a Arbat ulitsa (ulitsa significa rua em russo).

A rua Arbat é uma rua exclusiva para pedestres de cerca de 1km de extensão cheia de barzinhos, restaurantes, lojas de souvenirs, artistas de rua e tudo que incita a vida boêmia. Existem relatos dessa rua desde o século XV, a tornando uma das ruas mais antigas de Moscou.

A avenida é cheia de turistas e alguns moradores buscando opções de entretenimento. Ali perto, quase paralela à ulitsa Arbat, existe também a Novi Arbat, uma avenida cheia de restaurantes e nightclubs caros, onde alguns ricaços passam o tempo.

Arbat ul. em Moscou

Arbat ul. em Moscou

Como chegar até à ulitsa Arbat? Recomendo parar na estação do metrô Smolenskaya (linha azul) e seguir andando direto até a Praça Vermelha. Também é possível chegar lá através da estação de metrô Arbatskaya, mas é necessário atravessar a rua via Arbatskaya ploschadii.

Que tipos de restaurantes existem por lá? A Arbat ul. tem diversas opções de restaurantes. Dentre os fast foods, é possível comer no Mc Donald’s e na Wendy’s (primeira vez que vi uma filial fora dos EUA, particularmente), Dunkin’ Donuts e outros. O Hard Rock Café também tem sua filial em Moscou ali, bem pertinho da estação Smolenskaya. De restaurante russo, recomendo o Mu Mu (My My em russo), que é uma espécie de churrascaria. E por falar em churrascaria, achei uma “Brazilian Steakhouse” por lá!

Souvenirs ali são baratos? A Arbat possui lojas com artigos caros e baratos, e nada que uma simples pesquisa de preços pelas lojas dali não ajudem. Os vendedores dificilmente falam ingles, e pechinchas só são feitas com russo.

Consigo achar artigos antigos? Sim, mas é necessário ter cuidado com isso. A Rússia proíbe que artigos de arte bem antigos saiam do país, então é necessário perguntar do vendedor se o artigo é antigo ou não. Eles já são prevenidos quanto a isso e sempre fazem um bom negócio.

Que tipos de artistas de rua a Arbat ul. possui? Ali existem muitos que vendem suas pinturas a oleo, assim como pessoas que fazem caricaturas, músicos como violinistas, sanfoneiros e muitos violões.

Existem museus na área? Sim, e um dos mais famosos, que é a casa do Alexandr Pushkin, aberta para visitação.

E sobre nightlife? Existem muitos pubs pela região. Muitos são do mesmo estilo: vendendo vodka e cerveja barata. É bom ver qual o tipo de estrutura que agrada mais.

Segurança? Com a presence de turistas, é até “comum” a presença de batedores de carteiras por ali. Moscou é uma cidade relativamente segura, mas nada que bons hábitos de segurança levados daqui do Brasil não ajudem.

A intercambista vai às compras

Quando pensamos em paraísos de compras no exterior, muitos imaginam os outlets dos Estados Unidos, as Galeries Lafayette em Paris, ou até mesmo as famosas grifes italianas. Devemos colocar a Rússia como destino para fazer compras?!

Temos altos e baixos para considerar. Um ponto positivo e negativo ao mesmo tempo são as crescentes classe média e oligarca russa, fazendo de Moscou e outras cidades russas grandes centros de compras com as mais variadas marcas presentes. Só que mesmo com uma variada gama de lojas ocidentais, os preços não se tornam tão acessíveis.

É verdade que eu já peguei promoções muito boas! Comprei botas pra neve de qualidade por cerca de 35 reais, algo que eu jamais acharia aqui no Brasil, ou pelo menos aqui em Manaus.

Em Moscou existem shoppings dos mais variados gostos e preços. O mais caro – e mais famoso shopping – é o GUM, localizado na Praça Vermelha. Louis Vuitton, Dior, Armani e vários jaguares pelo corredor já indicam a suntuosidade do lugar.

Ali perto existe também outro shopping, que gostei muito aliás chamado Okhodny Ryad, chamado “O subterrâneo”. Ele fica bem ao lado do Jardim de Alexandre e tem tanto lojas de marca caras quanto acessíveis.

Um outro shopping igualmente bom é o Europeysky Shopping Centre, localizado próximo à estação Kievskaya. Um shopping grande, se não me engano de 5 andares, e com lojas como Victoria’s Secret, GAP, Apple e outras. Vale ressaltar também a quantidade de restaurantes temáticos, como de comida japonesa ou indiana.

Outra coisa a que os turistas devem prestar atenção é com o uso do cartão de crédito. Em Saratov isso foi um problema, já que a cidade, por ser pequena e não ter uma infraestrutura cosmopolita, tinha poucos estabelecimentos que aceitavam cartão de crédito. Em Moscou isso continuou a acontecer. A minha mala tinha quebrado, e fui comprar uma nova no Shopping Europeysky, e a determinada loja que eu ia comprar a minha mala não aceitava cartão de crédito. Lá fui eu sacar 6600 rublos (380 reais) para comprar minha tão necessária mala. Outros restaurantes e estabelecimentos que eu fui também não aceitavam cartão.

Quem gosta de visitar feiras e afins, sugiro o Mercado Izmailovo, onde se pode encontrar de tudo, desde artesanato até quinquilharias da época soviética.

Valem ressaltar as inúmeras lojas em Moscou que oferecem jóias e artigos de luxo caríssimos que encontrei pelo caminho. Lojas dignas de compras para os mega ricos.