Como foi o 1° período de Arquitetura? – Disciplinas (parte 2)

Olá novamente! Esse texto é a continuação deste aqui, onde comecei a falar sobre a grade do primeiro período do curso de Arquitetura e Urbanismo. O primeiro texto focou nas 4 matérias mais gerais desse semestre, e agora vou falar das outras 4 disciplinas que tivemos. Também vou falar o que é, o que eu achei, e se é difícil ou não.

(spoiler: o próximo post vai ser sobre viagens!)

5. Introdução à Profissão do Arquiteto

Acho que é comum que a maioria dos cursos possuam uma matéria introdutória, seja de algum conteúdo importante, ou da carreira, como é o caso dessa disciplina. Quando eu estudei Economia, eu tive Introdução à Economia: Micro e também a Introdução à Economia: Macro. Nesses dois casos, essa introdução focava nas duas grandes casas da economia, que derivam muitas outras áreas do estudo. Agora no caso de IPA, não foi uma introdução ao estudo da arquitetura, e sim, das áreas de atuação e outras reflexões sobre a carreira do arquiteto.

Essa matéria foi bem curtinha, com apenas uma aula por semana. A maior parte das aulas se direcionaram ao trabalho prático, que foi a idealização de um objeto escultórico. Eu até gostei do meu, mas houveram uma série de erros de interpretação que comprometeram o resultado final (minha culpa, mas fica a lição).

Nessa disciplina, tivemos uma ideia de como o arquiteto lida com as situações da vida prática, e aprendi algumas coisinhas logo de cara, como por exemplo, o que é um lugar e um não lugar (das pequenas coisas óbvias que não conseguíamos explicar com os termos corretos).

6. Expressão 1 – Desenho de Observação

Snapgram de hoje! Ainda estava finalizando o desenho do passarinho, ele ficou bem mais bonito!

O período termina na terça feira e essa é a única matéria que falta terminar. Infelizmente houve um problema de falta de professor no início do semestre, e por causa disso, demoramos a começar as aulas. Então estamos tendo reposição de aulas todos os dias e sempre desenhando como loucos!

Como o nome da matéria já diz, é desenho de observação, ou seja, o professor normalmente passa um desenho e temos que copiá-lo. Ele dá as técnicas necessárias para preparar o desenho e nós as reproduzimos da nossa maneira. A princípio trabalhamos só com grafite, mas nessa última semana, estamos utilizando lápis de cor aquarelável.

Acontece que eu nunca me achei boa desenhista. Eu tento ser esforçada e dar o melhor em todos os meus trabalhos, e o fato de ser detalhista me ajuda a por mais carinho nos desenhos. Pois todo esse cuidado trouxe resultados incríveis! Nem parece que fui eu que desenhei aquilo, haha.

Eu desenhei um pássaro com uma expressão tão real (ele parecia bem raivoso), que me orgulhei imensamente! Isso provou que eu posso desenhar sim! Então se você achar que para fazer Arquitetura é necessário desenhar bem, fique tranquilo que essa habilidade você vai desenvolver aos poucos!

Os materiais necessários para essa disciplina foram papel A3 para desenho (gramatura de preferência de 180 a 200g), lápis B (comprei do HB até o 6B), borracha para desenho, portfólio A3, pasta A3 com alça e lápis de cor aquarelável.

7. Expressão 2 – Desenho na Arquitetura

Detalhes de algumas árvores que desenhamos para Expressão 2

Na verdade, essa é uma matéria do segundo período, mas que foi adiantada para este semestre. No lugar dela teríamos aula de Fotografia, mas esta vai ficar para o 2017/2.

Essa aula de desenho é diferente da anterior. Esses desenhos são mais técnicos, com o objetivo de desenharmos plantas baixas no final do semestre. Nessa matéria muitos materiais foram pedidos e utilizados, como o papel A2 milimetrado, tubo ou pasta para guardar papel (comprei o tubo), grafites 0.5 e 0.9, canetinhas de ponta fina e de ponta grossa, escalímetro, e canetas nanquim pretas de espessuras variadas (utilizei as canetas nanquim descartáveis 0.05, 0.2, 0.5, 0.8 e 1.0, fora uma coleção de Stabilos coloridas 0.4 – e também ganhei um conjunto de colecionador de nanquins recarregáveis, mas que nunca utilizei)

A princípio começamos escrevendo linhas e letras, daí treinamos a mão livre e criamos o nosso padrão de alfabeto. Aos poucos o professor ia explicando a notação de paredes de concreto, tijolo, madeira, etc. Também aprendemos a desenhar árvores e outros tipos de vegetação para planta baixa. Depois aprendemos a fazer uma planta baixa de uma casa e de um prédio.

Nessas plantas baixas temos que indicar tudo: paredes, piso, iluminação, portas, janelas altas e baixas, tomadas, interruptores, telhado. Foi uma matéria trabalhosa, mas que no fim, gostei de fazer.

8. Estudo da Forma 1

Uma das minhas maquetes favoritas de Forma: a Adição em Malha (Não é igual à malha da segunda maquete)

Essa disciplina, de longe, foi a mais trabalhosa de todas! Não achei ela ruim nem chata, mas tiveram altos momentos de tensão durante o semestre.

Em Forma, aprendemos os princípios das maquetes, sendo que nesse semestre o foco seria o volume. Toda semana teríamos que entregar no mínimo uma maquete inspirada nos assuntos que o professor passava, inspirados em Ching.

Forma acabou se tornando difícil para muitos alunos pelo fato de que as maquetes consomem muito tempo e atenção das pessoas. Às vezes as pessoas tinham dificuldade na gestão de tempo e acabavam virando a noite cortando e colando papeis. Felizmente isso nunca aconteceu comigo e sempre entreguei minhas maquetes a tempo, e sem perder muito sono.

Acabamos utilizando muitos materiais que muitos (eu inclusa) ainda não haviam utilizado. Durante todo o semestre, cada um teve que comprar MUITOS papeis coloridos, MUITO papel triplex ou cartolina de gramatura alta, MUITO papel paraná, MUITAS seringas, cola de contato, cola de silicone (gostava de usar as duas), espátula, tábua de corte, estilete, régua de metal, lixas, esquadros, e ainda tivemos que arrumar um caderno A3 para que pudéssemos anotar nossos projetos de maquete.

Como utilizamos estilete, teve muita gente que se cortou. Felizmente acidentes ainda não aconteceram comigo, mas não fiquei isenta dos machucados. Nas duas primeiras maquetes eu ainda estava me adaptando a como cortar direito com o estilete e criei um calo no meu dedo indicador direito. Um belo dia esse calo abriu e ardeu bastante, e essa parte do meu dedo já ficou com a pele mais grossa que o normal. *eyeroll*

Sobre a minha evolução na disciplina: comecei mal, já que algumas peças da minha primeira maquete não estavam perfeitas. Ainda inventei de lixar algumas arestas e o professor reclamou muito disso, pois elas pareciam que tinham sido cortadas com lâmina cega, e acabei levando 7. A segunda maquete ele pensou que estava incompleta, pois o assunto era malhas, e a minha intenção era evidenciar um desenho que seria feito com as sombras dos módulos. Ele achou vazia e me deu nota 7.

Sempre busquei ouvir os conselhos dele e sempre comparei meu trabalho com os outros, e sempre quis melhorar para conseguir os elogios! A partir da terceira ele começou a elogiar mais o meu trabalho e mantive boas notas por bastante tempo! Nunca tirei 10, mas tirei algumas notas 8.5, 9 e 9.5.

Sempre pedia feedbacks e sentia que eu evoluía a cada semana. Eu queria muito que ele fizesse duas coisas comigo: os bons trabalhos ele tirava foto, e estas serão mostradas para os nossos calouros se inspirarem, e às vezes (mais raramente), ele chamava a atenção da sala para mostrar uma maquete que ele considerasse boa. Ele tirou foto de todas as minhas maquetes, com exceção das duas primeiras e da última, e ele mostrou uma maquete minha para a sala uma vez. Isso te faz sentir bem, sério, haha.

A última maquete eram 3 em 1. Eu gostei muito de uma e foi a que eu tive melhor nota. As outras duas eu não gostei e também não tive inspiração para melhorar. Minhas notas nessas duas foram menores do que eu já estava me acostumando a receber, mas também não foi uma tragédia.

Ainda existe a parte 2 dessa matéria, que vai acontecer agora em 2017/2. Já estou curiosa para o que vai acontecer.

Enfim, felizmente não reprovei em nada!! Agora é torcer para continuar assim! Provavelmente em dezembro (quando termina o próximo período da faculdade), vou dizer como foram as disciplinas, e espero também ter passado em tudo.

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Como foi o 1° período de Arquitetura? – Disciplinas (parte 1)

Olá, internet! Esse é o segundo post da categoria Arquitetura e Urbanismo, e eu tenho muuuito o que falar sobre o assunto! Se já estou assim no primeiro período, imagina nos outros 9? Haha. Já que é assim, vamos por partes!

Hoje eu vou explicar como foi a grade do meu primeiro semestre da faculdade, falando o que é, o que gostei, o que não gostei, quais foram as dificuldades e as facilidades. Vamos lembrar que a grade acadêmica difere entre faculdades, mas muitas matérias possuem características semelhantes, que podem ser comuns a muitos estudantes de Arq e Urb.

O nosso curso é vespertino e noturno, então acabamos passando muito tempo na faculdade, especialmente por que nesse semestre tivemos 8 matérias, a maior quantidade num único período. Hoje eu vou falar só de 4 matérias, mais generalistas. Amanhã eu vou focar nas outras 4 mais focadas para o curso de Arquitetura.

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1. Cálculo 1

Vamos começar pela matéria que bota mais medo nos calouros! Quando as pessoas falam em cálculo, normalmente já pensam em coisas impossíveis, muitas horas de sono perdidas, suor, sangue e lágrimas (eu daria essas características para Forma, mas enfim…).

O que se aprende em Cálculo 1? Os três grandes núcleos da disciplina são limites, derivadas e integrais, e se você aprender como é o princípio geral de cada um, você tem boas chances de passar. Sério mesmo! Matemática não tem segredo, são práticas e exercícios!

Durante todo o semestre, nos foram passadas várias listas de exercícios, cada uma com seu assunto específico, e as questões das provas seriam escolhidas dali. Dava pra tirar dúvidas em sala, e alguns aplicativos (como o Symbolab e o Malmath) mostram o passo a passo da resolução das questões. Nada que algumas horinhas resolvendo exercício não funcionem. :)

Mas assim, eu meio que não terminei Cálculo. Como eu já tinha feito uma matéria semelhante em Economia, eu consegui aproveitar a disciplina (só o nome era diferente, mas o conteúdo era igual)! Mas até sair o resultado, eu frequentei as aulas, resolvi as listas e fiz as provas. Se eu tivesse terminado junto com os outros colegas eu teria passado. Outra coisa, essa disciplina é igual a todas as engenharias.

2. Metodologia do Trabalho Científico

Acredito que quase todas os cursos da universidade possuem essa matéria em sua grade. Às vezes não exatamente com esse nome, mas o conteúdo é holístico, serve para qualquer curso. Essa disciplina, dentre outras coisas, nos ensina e auxilia a montar trabalhos científicos, sejam eles artigos, monografias ou TCCs.

O professou que ministrou esse curso também fez atividades que evidenciavam tipos de pesquisa, maneiras de estudar e outras coisas relacionadas à educação. Como se pode imaginar, existe muita leitura e discussão sobre coisas sobre o ensino.

Assim como Cálculo 1, eu consegui aproveitar MTC! Também frequentei as aulas até sair o resultado do processo, e não fiz o trabalho final, que segundo minhas amigas, foi bem difícil de realizar.

3. Estética e Filosofia da Arte

As duas primeiras disciplinas da lista eram mais genéricas e foram as que eu consegui aproveitar. Daqui até o final do curso não poderei mais fazer isso, então só me resta estudar e fazer os trabalhos da melhor maneira possível.

Mas por exemplo, essa disciplina chamada Estética e Filosofia da Arte era mais teórica que prática. O professor dessa matéria vinha do departamento de Artes, mas aparentemente ele é filósofo. Então já imagina que existe muita reflexão e discussão sobre assuntos sobre arte.

No início do curso, ele passou muitas aulas refletindo o texto do livro de Ernst Fischer – A necessidade da arte. Esse livro tem um cunho marxista e não esconde sua tendência, o que não me agradou muito. Além das aulas sobre reflexão e discussão sobre o conteúdo do livro, ele passou um seminário sobre trechos de um dos capítulos, que deveríamos fazer em grupo.

Ele também fez uma prova sobre esse livro e um outro texto. Felizmente foi a única prova dele. Além disso, ele passou um trabalhinho onde nós devíamos fazer uma reflexão sobre o gradil de um cemitério daqui, e um seminário sobre alguns tipos de arte. O tema do nosso grupo foi Pintura.

4. Geometria Descritiva

Antes de começar essa matéria, me falaram que ela era igual a Desenho Técnico, mas não se enganem: essas matérias não são tão parecidas assim. Também tive a impressão antes de ler a ementa de que essa disciplina seria parecida com o que aprendemos de geometria no ensino médio. Também estava enganada.

Minha impressão sobre Geometria Descritiva é que ela analisa as relações dos pontos, retas e planos no espaço, e como as características inerentes a cada um destes reflete na construção de formas geométricas (pessoal especializado nessa matéria, me perdoem se escrevi alguma besteira, mas acho que entendi assim).

Assim que as aulas começaram, eu fiquei muito confusa pela quantidade de informações novas! Afastamento, épura, cota, rebatimento, bissetriz, aaaaaaa. Demorei um pouco para não trocar mais os nomes das coisas (não conseguia diferenciar a cota do afastamento logo no início), e imaginei que se eu fosse reprovar alguma matéria no semestre, essa seria uma forte candidata.

Felizmente eu estava enganada também (olha quantos enganos, haha). Tirei 10 na primeira prova, fui bem na segunda (só não tirei 10 por que não lembrava como chegar num determinado ponto pedido), e tirei quase 10 numa atividade prática de construção de coberturas.

A disciplina ainda não terminou – a atividade final é amanhã e também envolve a planificação e a construção de uma cobertura.

 

Então, amanhã eu vou continuar com a parte 2 deste post. Se você leu até aqui, obrigada :)

Camilla Responde

Hello again, world! Infelizmente eu estou com pouco assunto e tempo pra desenvolver temas por aqui. :( Motivo? Vários! Alta do dólar/euro, trabalho, fim da faculdade, outras despesas importantes e algumas outras coisinhas.

Porém eu sempre fico de olho na movimentação por aqui (hehe), e fico muito satisfeita com os feedbacks positivos que eu recebo, número de visualizações por dia e também observo as dúvidas dos leitores. Já que eu não vou viajar por um tempo, – e passar um ano sabático aqui em Manaus city mesmo – esse post é especial para tirar algumas dúvidas que chegam até mim!

Conversor de moedas:

É bem comum de chegar aqui e me deparar com dúvidas de leitores como: “Quantos reais valem 100 rublos?” ou “Quantos pesos equivalem a 1 real?”. Essas perguntas não tem respostas fixas justamente pelo nosso câmbio e não posso afirmar algo que muda diariamente.

Porém temos ferramentas que nos ajudam a ter uma ideia de quanto cada moeda valerá em reais ou vice versa através do Conversor de Moedas do Banco Central, que é o aplicativo que eu uso quando tenho alguma dúvida de valor de alguma moeda.

Ali é só escolher qualquer moeda e comparar com o real. Por exemplo, quando eu morei na Rússia, 1 real valia cerca de 17 rublos. De acordo com o conversor de moedas hoje (08/08), 1 real tá valendo 18 rublos, ou seja, a diferença não está muito grande, haha. :)

Levar moeda brasileira pra trocar no exterior:

Ainda sobre moedas e afins, eu vejo muitas dúvidas sobre “Onde que posso trocar reais por forints?” “Posso levar real e trocar pela moeda X no exterior?”.

No caso, é melhor aceitar um conselho: se você pretende viajar para o exterior, escolha bem a moeda que você vai levar. Quando eu vejo a realidade das casas de câmbio aqui em Manaus, basicamente elas possuem dólar e euro para troca somente. Quando se viaja para os Estados Unidos ou para a Europa, a vida fica super fácil, e não tenha dúvidas que dólar e euro são as moedas para se levar nestas viagens, respectivamente.

Porém se você for ao Japão, para a Índia, África do Sul, ou qualquer outro lugar com outra moeda, fique à vontade para escolher a sua moeda de troca por lá, seja dólar ou euro. Talvez pela cotação de hoje, onde o dólar está valendo R$ 3,51 e o euro R$ 3,85, levar euro talvez tenha um pouco mais de vantagem, pelo fato de que o euro geralmente vale bem mais nas casas de câmbio no exterior do que o dólar. Porém a diferença acaba sendo pouca na conversão entre essas duas moedas e uma terceira moeda no país que você vai converter .

E para complementar o tópico: não confie em levar real para o exterior. Raramente casas de câmbio aceitarão o real como moeda, e para evitar riscos, opte pelo dólar ou euro. O mesmo acontece para o contrário: são raríssimas as casas de câmbio (aqui em Manaus não tem nenhuma) que troque rublo por reais, por exemplo.

Reclame aqui:

Sempre me chegam dúvidas de pessoas que gostariam de reclamar do serviço de companhias aéreas, principalmente. Existem algumas que chegam no meu feed, mas tem uma empresa em particular (que não vou revelar o nome, hehe) que eu sempre vejo gente reclamando, seja por email, termos de busca ou afins.

Mas enfim, contar relatos pela internet de suas experiências (sejam positivas ou negativas) é super relevante para outras pessoas que utilizam o google, blogs, trip advisor e outras ferramentas para buscar o melhor custo-benefício, mas nunca se esqueça de buscar seus direitos, quando necessário, através do Procon.

Existe uma resolução da ANAC feita após o apagão aéreo que dá alguns direitos aos passageiros no caso de atrasos ou cancelamentos.

Se existe um atraso com duração superior a uma hora, é dever da companhia aérea oferecer ao passageiro alguma forma de comunicação.

Se o atraso for superior a duas horas, a companhia aérea deverá oferecer alimentação ao passageiro.

Já se o atraso for superior a quatro horas, a companhia deverá oferecer transporte e acomodação ao passageiro, e se houver cancelamento, até o reembolso é uma das opções.

 

Espero que essas três respostas tenham sido relevantes! E não se esqueça, se for viajar, continue pesquisando!

O medo de avião

Vou confessar algo muito importante por aqui: eu adoro viajar! Acho que não tem nenhuma novidade nisso, mas tenho uma contrapartida: eu odeio voar.

E não é o “ódio” de você não suportar ou literalmente não gostar de algo. O meu caso é o ódio de você ter que enfrentar algo extremamente desconfortável pessoalmente, mas saber que é necessário e importante para sair da sua cidade de vez em quando.

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Sobrevoando algum lugar

 

O meu caso é meio desconcertante. Eu já fiz várias viagens com as mais variadas durações, conexões, e todo tipo de situação, porém eu ainda morro de medo de saber que eu vou ficar a milhares de metros de altitude onde qualquer coisa pode literalmente acontecer.

Toda vez que eu viajo, mais ou menos no dia anterior eu já começo a ficar bastante ansiosa, tensa e nervosa. Eu imagino na minha cabeça todo tipo de situação que possa acontecer comigo e com a aeronave e já começa por aí. Ao entrar no avião, as minhas mãos e pés começam a suar muito, e geralmente eu tenho que apertar a mão de alguém pra pelo menos, me sentir um pouco mais segura.

Mas o meu medo maior é na hora da decolagem e nas manobras que os pilotos fazem para ganhar altitude ou mudar de posição. Nossa, quando o avião vira em alguma manobra, ou quando eu acho que o ângulo de ataque está muito alto na hora da decolagem, eu começo a chorar! Eu choro muito mesmo e não consigo parar, mesmo sabendo inconscientemente que está tudo bem.

O nervosismo e o choro só passam na hora em que o avião se encontra em altitude de cruzeiro, que é quando o avião se estabiliza acima das nuvens e onde o voo é mais tranquilo (e seguro). A tensão volta na hora do pouso, mas confesso que nessa hora eu já estou bem mais tranquila e calma, e só fico de orelha em pé, prestando atenção nos movimentos na aeronave.

Welcome to San Fran!

Welcome to San Fran!

Eu obviamente sei que o avião é o meio de transporte mais rápido e seguro do mundo, e que muitas situações são normais, já que os aviões são projetados para enfrentar inúmeras situações. Situações estas que incluem chuva, neve, altitude, atravessar nuvens densas, gelo nas asas, turbulências, e muitas outras.

Pra piorar a situação, de uns três anos atrás eu comecei a me informar bastante sobre aviação e claro, acidentes aéreos. Para mim, é importante saber os casos de acidentes e o que os motivos que levaram a estes fatos. Também fui atrás de possíveis ameaças para a segurança do avião e toda vez que vejo algo, meu coração dispara de medo.

A maioria dos aviões são projetados para voar com pelo menos uma turbina, em caso de algum tipo de defeito na outra. Esse funcionamento é o suficiente para que o avião volte para algum aeroporto próximo em segurança, e a maioria dos fatos envolvendo turbinas envolvem colisão com pássaros.

Dependendo do porte da turbina, algumas aves batem e não causam tantos problemas, mas geralmente quando estas são atingidas por urubus, que são aves grandes, pode ser que a aeronave tenha problemas. Estava eu em Tefé esta semana, e ao voltar pra casa eu já estava nervosa como sempre. E o pior que bem na hora que o avião estava indo em direção à cabeceira da pista eu avisto quatro urubus voando bem acima da pista!

Eu comecei a chorar ali mesmo! Eles estavam numa altura e posição em que seria fácil que algum destes urubus atingissem a turbina, e a aeronave, um Embraer 195, é relativamente pequena, e com um dano de uma ave destas na turbina seria gigante. Como o aeroporto de Tefé é pequeno, já imaginei como seria se sei lá, acontecesse alguma coisa.

Algumas passagens aéreas e de trem

Algumas passagens aéreas e de trem

Ainda bem mesmo que não aconteceu nada. Porém uma das outras vezes em que me deu bastante medo foi em Moscou. Eu iria em direção a Istambul, e por causa do inverno, estava nevando muito. Eu havia acabado de me despedir da última pessoa que eu havia conhecido na Rússia, que iria decolar para outro destino uns cinco minutos depois de mim. Comecei a chorar no saguão do aeroporto, mas não de medo (ainda), mas de saudade e agradecimento. Ao entrar no avião, vi melhor como estava a pista: Cheia de neve.

Momentos após a entrada no avião, o comandante, com forte sotaque turco estava falando num tom de voz bem preocupado. Ele dizia que havia gelo nas asas e que o avião estava fazendo o defrosting para podermos decolar com segurança. Eu sei que o defrosting é comum, especialmente em regiões um pouco mais frias, porém quando ele não é feito da maneira correta, o gelo nas asas pode causar acidentes. Me lembro de um acidente em particular onde o defrosting mal feito causou problemas e a morte de vários passageiros.

Fora isso, a pista estava coberta de neve, e não duvidaria se ela estivesse com gelo também. Imagina passar por uma pista dessas em velocidades absurdas passando em cima de gelo? As nuvens ali também estavam bem densas por causa da neve, mas surpreendentemente não houve nenhum tipo de turbulência na subida, o que geralmente acontece com nuvens mais carregadas.

Detalhe em turco.

Detalhe em turco.

Fora isso as amadas turbulências! Já passei por cada uma, com gente gritando, copos voando, e até uma criatura sentada na minha frente levantando os braços e se divertindo como se estivesse numa montanha russa. Já atravessei furacão em formação, decolamos numa onda de ventos muito fortes que estavam cancelando voos pelo país, e claro, já vi outros aviões passando bem pertinho do meu, fazendo aquelas faixas no céu, como rastros de passagem.

Também poderia comentar sobre acidentes famosos aqui, já que conheço vários e estranhamente gosto de saber sobre o assunto, mesmo morrendo de medo de voar.

Sobre o medo que eu tenho em si, eu me convenci que eu tenho que buscar a ajuda de um psicólogo. Eu sei que o que eu sinto não é normal da maneira como se intensifica, porém eu sei e continuo confiando nas aeronaves, tripulação e todos os envolvidos na aviação. Mesmo com toda essa consciência positivo, eu não consigo parar de ter medo. E para aqueles que tem medo como eu, só resta uma coisa a ser feita: enfrente esse medo de frente, que conhecer novos lugares é extremamente gratificante, e valerá a pena todo momento de tensão que nós passamos.

Bem no meio do Atlântico

Bem no meio do Atlântico

Visita em Alcatraz

Um dos lugares mais icônicos dos Estados Unidos é a prisão de Alcatraz, localizada na baía de São Francisco, na Califórnia. O lugar atrai milhares de turistas de todo o mundo, e oferece uma grande oportunidade de saber mais da história dos Estados Unidos, vista por um ângulo diferente. Vou contar um pouco como foi a minha experiência na ilha, assim como algumas dicas de quem pretende visitá-la. :)

Vista de Alcatraz do ferryboat

Vista de Alcatraz do ferryboat

Decidimos visitar Alcatraz logo no nosso primeiro dia “de facto” em San Francisco. Tínhamos alugado um carro, para termos um pouco mais de conforto por causa das crianças e estacionamos num edifício garagem ali perto do Pier 39. Lembrando que estacionamentos em San Fran geralmente são meio salgados e escassos.

Placa de entrada

Placa de entrada

Do estacionamento fomos andando até o Pier 33, onde se vende os ingressos para a excursão na ilha. Eles podem ser comprados online ou lá mesmo, e acabamos escolhendo a segunda opção. Acabei lendo em alguns sites que é melhor comprar com antecedência, devido à alta demanda e pelo fato destes se esgotarem rápido. Compramos o nosso ingresso no mesmo dia, sem filas, com o embarque marcado para 30 minutos depois. Nada mal.

Por apenas USD 30 por pessoa você tem o translado, o audioguia e pode ficar por tempo indeterminado na ilha (claro, até a hora do último ferry diurno sair de lá).

Algum tempo depois, entramos na fila para embarcar. Tiramos uma foto, que depois compraríamos por 25 USD para manter de lembrança. Eu gostei da foto e quis mesmo comprar. :P

Foto de lembrancinha da visita <3

Foto de lembrancinha da visita <3

Como estávamos com o carrinho para os meus priminhos, acabamos ficando na parte de baixo do ferry, mas sem arrependimentos. O trajeto do continente até a “The Rock” leva uns 15 minutos, e sempre com belas vistas pelo caminho. Apesar da aura sombria envolvendo a prisão é notável se destacar que aquele local é privilegiado com toda a visão bonita de San Francisco, da Golden Gate, da Baía e tudo mais. Vale adicionar a presença das gaivotas, o que dão mais um tempero a esse lugar.

Vista da Baía

Vista da Baía

Chegando lá, é possível andar por algumas trilhas que levam a lugares interessantes: a Water Tower, a Power House, a Morgue, a Lighthouse, o Officers’ Club e quando eu fui, tinha uma espécie de apresentação de um documentário, e algumas fotos e objetos do lugar na sua “época áurea”. Fica a dica também que a ilha é cheia de altos e baixos, e se prepare para andar! Mas o ponto mais visado pelos turistas é a Cellhouse, que é onde se encontram as celas e onde se passaram todas aquelas histórias famosas. Chegando lá é possível pegar audioguias grátis em português, que contam detalhes interessantes da história da prisão.

The water tower

The water tower

Você caminha naqueles corredores, olhando para as celas, ouvindo os relatos dos audioguias e logo você consegue imaginar como aqueles detentos viviam. Em alguns momentos chega a ser até angustiante saber dos detalhes das rebeliões, mortes e fugas (apenas 3 presos conseguiram fugir de lá!). É possível também de entrar em algumas celas e tirar fotos, e também verificar as condições precárias nas quais esses criminosos viviam.

Cara de chateada na cela de Alcatraz

Cara de chateada na cela de Alcatraz

Algumas das celas, inclusive são “mobiliadas”, tentando retomar o dia-a-dia dos prisioneiros e como eles viviam. O clima é meio tenso e dá pra sentir aquele clima pesado no ar, mas sem mais coisas.

Eu também comprei um guia com algumas histórias e mapas por USD1, super tranquilo. É bom lembrar que não se vende comida na ilha, ou seja, vá bem alimentado para lá.

Contando a história da "Batalha de Alcatraz"

Contando a história da “Batalha de Alcatraz”

Para pegar o ferry de volta, existe uma timetable com os horários disponíveis de embarque. Apenas uma empresa faz os trajetos de ida e volta, de forma bem tranquila e organizada.

Como disse, fomos de dia, mas para quem quer conhecer um pouco mais aprofundadamente a história de Alcatraz, existe um night tour com um guia especial, e vagas limitadas. Queria muito ir nesse, mas a minha tia ficou com medo, rs.

Corredores

Corredores

Fomos em Abril e o clima estava ótimo e como disse, sem uma fila enorme, mas tinha bastante gente lá. E vale dizer que o dinheiro gasto com os ingressos foi um excelente investimento. Belas vistas, aula de história e cultura, e também, histórias para contar.

 

 

Na Rússia eu…

Na Rússia eu…

…fiz um anjo de neve no chão fofinho;

…bebi chá pela primeira vez na minha vida;

…presenciei os primeiros momentos da vida de filhotinhos de cabra;

…vi o céu estrelado mais bonito de toda a minha vida;

Limpando cabrinhas recém-nascidas

Limpando cabrinhas recém-nascidas

…não senti frio mesmo com uma temperatura de -30 graus;

…me acostumei a subir 5 andares de escada só para falar com meus amigos;

…escorreguei no gelo e caí de nuca no chão;

…sempre tinha o meu cabelo volumoso, que nem a crista de um leão;

…pela primeira vez peguei um ônibus lotado;

Middle of nowhere

Middle of nowhere

…passei madrugadas em claro jogando Dota, só para socializar;

…dividi uma cabine de trem com três homens que nunca havia visto;

…atolava o meu pé constantemente andando na neve;

…cozinhei o brigadeiro mais gostoso da minha vida;

…e fiz o pior café que pude imaginar;

Pose na neve!

Pose na neve!

…conheci um senhor no ônibus que lutou na guerra do Afeganistão em 1979;

…me perdi quando parei na estação de ônibus errada;

…percebi que ninguém sabia o que era “Doritos”;

…passei um fim de semana num vilarejo no meio do nada;

…descobri que tudo é muito barato;

Matrioskas

Matrioskas

…cozinhei salsicha no microondas, e até que ficou gostoso;

…fiz uma “rosquinha” com a fumaça do vento frio;

…aprendi a fazer sushi, e o apresentei como uma comida brasileira;

…me acostumei com a quantidade de estátuas do Lênin nas praças das cidades;

Alguns dos meus tickets de ônibus

…patinei no gelo, e foi terrível;

…almoçava McDonald’s quase todo dia, e achava uma delícia;

…assisti um jogo da Champions League no estádio, e pedi pra minha mãe tentar me ver na televisão;

…ganhei uma família russa;

…descobri que a neve tem cheiro;

Euzinha, no primeiro dia na Rússia!

Euzinha, no primeiro dia na Rússia!

…subi no telhado de um prédio;

…comi um sanduíche de 30 centímetros, e não sei como;

…assisti um comício do Partido Comunista, e me senti de volta no tempo;

…saí do metrô e emergi no meio de um protesto contra o governo;

…realizei um grande sonho ao conhecer esse lugar incrível.

 

Esse foi um pequeno texto que escrevi no avião, saindo de Moscou. Acabei o encontrando por acaso numa agenda antiga.

Como escolher um bom hostel

Os famosos albergues, ou simplesmente “hostels” estão cada vez mais caindo no gosto dos viajantes, simplesmente por oferecer preço e comodidade em um só fator. Obviamente não é qualquer hostel que oferece tudo que procuramos, mas algumas dicas podem nos ajudar a escolher aquele que nos proporciona o melhor custo-benefício.

Sair por aí só com uma mochilinha nas costas e pronto! :)

Sair por aí só com uma mochilinha nas costas e pronto! :)

1. Observe o acesso.
Antes de reservar qualquer hostel, é indispensável que você saiba onde ele se encontra e como faz para acessá-lo. Fazer a reserva aliada a um mapa que mostre possíveis linhas de metrô/ônibus ajuda bastante. Vai que acontece algum imprevisto que te deixa perdendo tempo procurando hostel enquanto você poderia estar aproveitando a cidade de uma outra maneira?

2. Faça a reserva em sites confiáveis.
A grande maioria dos hostels (especialmente os mais confiáveis) está disponível em sites como o hostelworld.com ou o hostelbookers.com. A reserva é feita online e super simples, em apenas alguns cliques. Alguns desses sites cobram uma taxa de reserva (coisa de 2, 3 dólares/euros) enquanto outros não o cobram pelo serviço.

3. Jogue o nome do hostel no Google.
Jogando no Google, acabamos por descobrir recomendações e detractors de hostels por aí. Querendo ou não, depoimentos de viajantes são essenciais na hora de escolher o destino final ou aonde você vai se hospedar.

4. Próximo do máximo de coisas possível.
Um hostel próximo a grandes atrações turísticas da cidade é cômodo na hora de turistar. Apesar da experiência de pegar transporte público no exterior ser bem interessante, de certeza economizamos tempo para conhecer mais coisas!

5. Compare os preços.
Sabe quando dizem que o barato sai caro? Talvez um barato demais levante algum tipo de suspeita. Para isso, nada que uma boa pesquisada resolva.

6. Segurança.
Saber como seus artigos são protegidos em caso de alguma emergência talvez não seja a primeira coisa que viajantes procurem. Hostels que oferecem armários individuais, cofre e até uma sala vigiada para deixar malas e afins são bem mais seguros.

7. Utensílios.
Geralmente os hostels oferecem roupa de cama, edredom e afins para as camas. Já produtos e artigos de higiene como toalhas, sabonete, shampoo e afins são mais raros de se encontrar, enquanto alguns hostels podem cobrar pelo serviço. Na dúvida, leve seus próprios artigos de higiene pessoal.

Ainda mais: o que um hostel pode oferecer de interessante!

  • Wi-fi gratuito: especialmente no mundo de hoje, é super difícil não conviver com internet! Pelo menos pra mim, sem internet me sinto na idade da pedra.
  • Escada e elevador: carregar malas pesadas em uma escadaria não é nada interessante. Pelo menos a minha experiência foi traumática.
  • Bar e lounge: alguns hostels oferecem bares e festas de integração dos hóspedes. Geralmente quem se hospeda em hostel tem a mente aberta e gosta de conhecer novas pessoas e ter novas experiências. Essas festas são bem interessantes, e recomendo!
  • Café da manhã: já fiquei em hostels que por um preço bem pequeno, simplesmente um banquete era oferecido! Com um bom jeitinho brasileiro, deu até pra fazer um sanduíche e levar pra comer depois.

Considere o hostel para uma próxima viagem! Toda experiência é bem vinda!

Hungria: mais dúvidas e respostas

Até que enfim estou de volta! Depois de um longo e tenebroso inverno sem postar muitas coisas por aqui devido a trabalho, semana de provas e outras obrigações, venho com a segunda parte do FAQ sobre a Hungria. Já que cada vez mais esse lindo país no centro da Europa é o destino final de vários brasileiros buscando estudos, turismo ou experiências profissionais, dúvidas e perguntas são muito mais comuns.

Budapeste.

Budapeste.

A culinária húngara é muito diferente da do Brasil? Consigo encontrar comida brasileira na Hungria?
Absolutamente! Mas não se engane, já que a comida húngara é deliciosa! Mas se prepare para comer bastante porco e pouquíssima carne de boi. Fora isso, é relativamente “fácil” de se encontrar alguns tipos de comida que comemos aqui no Brasil, como feijão (tanto o enlatado quanto o que vem ensacado), coraçãozinho de frango (ou de pato) e até leite condensado! Mas abrir a mente para comidas e gostos novos não tem preço! :)

Existem muitos brasileiros vivendo na Hungria? Consigo também conhecer estrangeiros?
Demais! A Hungria é um dos destinos mais procurados por brasileiros que procuram experiências de intercâmbios em universidades, como o Erasmus e o CsF. Além disso, existe uma infinidade de estrangeiros residentes em Budapeste e outras cidades com grandes universidades como Pécs, Debrecen, Szeged e afins, e muitos deles tem os mesmos propósitos de estudos.

É interessante comprar uma bicicleta para locomoção?
Apesar do sistema de transporte público em Budapeste possuir algumas “velharias”, eu o considero bom e eficiente. Mas andar de bicicleta pela cidade e pelos parques é sensacional! Muitos estrangeiros compram uma bicicleta e a usam com frequência. Caso o seu destino seja o interior, andar de bicicleta é um prazer, e muitos o recomendam.

Como é a vida noturna em Budapeste?
Existem festas de segunda a segunda! Na verdade, a melhor festa ocorre na segunda feira no Morrison’s 2. Quarta feira é dia de salsa, e sábado geralmente os intercambistas se encontram no Szimpla. Fora isso, ainda tem as festas em Margitsziget e uma infinidade de barzinhos com diversos temas! Com certeza, diversão não falta! :)

E para tirar fotos? Quais são as melhores vistas?
Com certeza a melhor vista é a do Fisherman’s Bastion (lá no Castelo de Buda)  no pôr do sol. Romântico, incrível e emocionante! Mas também outros pontos são lindos, como a vista do Parlamento da pontinha de Margitsziget, a Citadella lá de cima, a região do Mercado, e também Deák Ferenc Tér.
Fora de Budapeste, os lugares mais lindos para aproveitar a vista e tirar lindas fotos, na minha opinião são Szentendre, Esztergom e Pécs.

Para ver o post anterior, com mais 5 dicas, é só clicar aqui. :) Szia!

 

 

Zona Schengen: dúvidas e respostas

Depois do meu post O básico da União Europeia, algumas pessoas me procuraram através da fanpage, do Facebook, do email e até pessoalmente para tirar dúvidas sobre a famosa (e até temida) Zona Schengen.

A tal da Zona Schengen é um conjunto de países na Europa que fizeram um acordo de livre circulação de pessoas e mercadorias. Isso significa que é permitida a circulação sem que outro país signatário desse acordo faça uma verificação, como “passar pela imigração” do país.

Então, já fica claro que você não precisa passar na imigração em cada país europeu que faz parte da Zona Schengen. A necessidade de passar pela imigração é apenas no primeiro aeroporto da Zona, podendo ser, por exemplo, em Lisboa, no Porto, em Paris, em Milão, em Frankfurt, em Munique, em Barcelona, em Madrid, em Roma, e em Amsterdam. Listei esses aeroportos pois são estes que tem voos diretos com o Brasil.

Algumas passagens aéreas e de trem

Algumas passagens aéreas e de trem

Lembrando que o Reino Unido e a Turquia não fazem parte da Zona Schengen, então Londres e Istambul não entram nessa lista.

Lembrando que a partir do momento da entrada no primeiro aeroporto da Zona Schengen, você tem direito de ficar até 90 dias entre países do acordo de Schengen. Caso você faça um bate-pronto para um país não signatário e volte, a contagem de dias na zona Schengen zera.

No caso da Europa, é mais fácil falar dos países que não fazem parte desse acordo. Eles são Reino Unido, Croácia, Bósnia, Sérvia, Albânia, Montenegro, Macedônia, Kosovo, Bulgária, Turquia, Chipre, Romênia, Moldávia, Ucrânia, Belarus e Rússia.

Como assim?!
Vamos por um exemplo: Você quer passar 4 meses (120 dias) viajando pelos respectivos países: Portugal, Espanha, França, Alemanha, Polônia, República Tcheca, Eslováquia, Áustria, Hungria, Croácia, Sérvia, Grécia, Turquia, Rússia, Finlândia, Suécia, Noruega, Reino Unido, e volta a Portugal para pegar o voo de volta para o Brasil.

Viagem longa, não? Mas vamos considerar aqui o tempo longo da viagem e a quantidade de países Schengen ou não.

A imigração será feita em Lisboa, e a contagem de 90 dias começa ali. Com o visto de entrada já feito, é possível transitar até a Hungria (de acordo com o nosso roteiro) com esse visto (isso quer dizer, sem passar pela imigração), já que todos os países do caminho são signatários do acordo de Schengen.

Lembrando que no caminho, apenas a Polônia, a República Tcheca e a Hungria não utilizam o Euro como moeda, sendo necessária a troca na casa de câmbio. Porém, como eles fazem parte da União Europeia, os estabelecimentos são obrigados a aceitar o Euro e equivalendo o valor local a uma taxa de conversão. Porém o troco será dado na moeda local.

Supomos que você saia da Hungria em direção a Croácia de trem. Fica a dica que a Croácia está a um passo de entrar para a União Europeia e de utilizar o Euro. No momento, ainda é necessária uma pequena imigração e novo carimbo no passaporte, zerando a contagem de dias na zona Schengen.

Mesmo que a Croácia tire a necessidade de imigração da Zona Schengen virando signatária, a Sérvia ainda não faz parte do acordo. Na verdade, não faz muito tempo, a Sérvia pedia visto de turismo de brasileiros, não sendo permitida a entrada no país somente com passaporte. De qualquer maneira, um novo carimbo será dado e a contagem de dias na zona Schengen continuará zerada.

Supomos que você pegue um voo de Belgrado até Atenas. A Grécia faz parte da União Europeia e da Zona Schengen, então vamos começar a contar mais 90 dias de visto da zona Schengen no seu passaporte.

Depois de alguns dias na Grécia, você pega um outro voo para Istambul e você passa na imigração por lá de novo. Você pega o visto de saída da Grécia e pega o de entrada na Turquia. A contagem de dias na zona Schengen zera de novo.

Após a Turquia, você pega um voo para Moscou. Mais outra imigração (dessa vez a russa), e mais outro carimbo no passaporte. Você aproveita alguns dias na capital e pega um trem em direção a São Petersburgo. Mais alguns dias por lá, e você pega um trem para a Finlândia.

Visto de saída da Rússia e um novo visto de entrada na Finlândia, sendo Schengen de novo. Como não existe esse controle de imigração dentro dos países Schengen, você poderá ir até a Noruega. Supomos que você pegue um voo de Oslo até Londres e um outro visto de saída (da Noruega) e um de entrada (do Reino Unido) serão dados.

Após uns dias em Londres, é preciso pegar um voo para Lisboa, onde você pegará um novo visto de saída e de entrada, até finalmente pegar um visto de saída final antes da volta para o Brasil.

Deu para entender a dinâmica nesse pequeno exemplo? (risos) Espero que tenha ficado bem explicadinho para quem ainda possuía dúvidas sobre o assunto!

Hungria: dúvidas e respostas

Sziasztok! Tá indo viajar pra Hungria? Seja para passar uma semana ou um ano, a vida na Hungria é bem curiosa e incrível! Mas já que estamos falando de um novo país, novas pessoas, nova cultura, novo idioma e por aí vai, dúvidas são obviamente comuns. Nada mais prudente que buscar todas as respostas possíveis, e olhar na internet relatos de pessoas já é um bom início! Compartilhando agora algumas dúvidas, de amigos e pessoas que me perguntaram sobre!

O Danúbio, ao acender das luzes

O Danúbio, ao acender das luzes

Preciso de visto para ir para a Hungria?
Depende do seu propósito. Para viagens a turismo, voluntariado, cursos rápidos e afins, só é necessária a presença do passaporte com no mínimo 6 meses de validade. A Hungria faz parte da zona Schengen, ou seja, uma zona de trânsito comum na União Europeia, e eles permitem uma viagem de até 90 dias para brasileiros. Caso o objetivo seja estudar por mais tempo (até 1 ano), é necessário tirar um visto de 30 dias e depois buscar uma extensão com a Residence Permit.

Consigo me comunicar em inglês normalmente?
Budapeste é uma cidade cosmopolita e cheia de pessoas do mundo inteiro, especialmente estudantes. Ali muitas pessoas falam inglês normalmente, o que pode prejudicar um pouco o interesse em tentar aprender um pouco de húngaro. Em cidades do interior, é um pouco mais escasso de pessoas muito fluentes em inglês, porém muitos (especialmente jovens) conseguem se comunicar em inglês. Alguns jovens inclusive tem um certo conhecimento de alemão, já que algumas escolas o ensinam.

Como posso levar dinheiro?
Com a subida do IOF, dinheiro vivo é certamente a melhor opção para levar em qualquer lugar! Cartão de crédito gera milhas, o que pra mim não é muito atrativo. Mas é necessário ter cuidado com dinheiro, assim como em qualquer lugar. Enfim, para a Hungria especificamente, recomendo levar Euro, tanto pela proximidade com outros países que adotam o euro (como Áustria, Alemanha, Eslováquia e afins) assim como pela comodidade.
Caso você não tenha forints em mãos, os lojistas são obrigados a aceitar o Euro, devidamente corrigido com uma cotação similar. Existem diversas casas de câmbio para trocar Euros por Forints próximas às grandes atrações da cidade, e recomendo trocar um pouco no aeroporto e depois ir trocando mais Euros aos poucos de acordo com a necessidade.

Como posso comprar os tickets para o transporte público?
Em Budapeste, é em qualquer estação de metrô! O ticket mensal para cidadãos não europeus e não estudantes custa 9700 HUF (o que era o meu, snif). Para estudantes europeus o ticket é muito mais barato. Em cidades do interior sistemas semelhantes existem, mas dependendo da cidade, andar a pé ou de bicicleta é a melhor pedida.

Museus e atrações turísticas são muito lotados?
Não exatamente muito lotados, mas sempre existem turistas que estão pela cidade. Budapeste não é como Londres, Paris e até Praga, com turistas saindo por tudo que é espaço, mas existem muitos que passeiam pela cidade a turismo. Ainda dá para se aproveitar bastante os pontos turísticos da cidade. Exemplo disso que estou citando? Nunca precisei pegar uma fila muito grande para comprar algum ingresso. Mesmo assim, é interessante ter um pouco de atenção e precaução, especialmente em meses de alta temporada.

Hoje foram 5 dúvidas! Mais respostas virão nos próximos posts! :)