Airport review: Flughafen Frankfurt am Main (FRA)

O aeroporto de Frankfurt é um dos principais portões aéreos da Europa, ficando atrás somente do aeroporto de Londres – Heathrow e de Paris – Charles de Gaulle. Na Alemanha ele é o principal hub aéreo da Lufthansa, que é a maior empresa aérea do país, e atualmente ele serve 275 destinos em 111 países!

Pelo tamanho, número de destinos e obviamente número de passageiros, o aeroporto de Frankfurt é bem preparado para o viajante, possui excelente infraestrutura e está constantemente buscando melhorar o atendimento ao cliente – que já possui altíssimo grau de satisfação devido à eficiência alemã.

Aguardando meu vôo no Aeroporto de Frankfurt

Aguardando meu vôo no Aeroporto de Frankfurt

Existe conexão direta com o Brasil?

Sim, e várias cidades no Brasil possuem voos diretos a Frankfurt!
A Lufthansa oferece voos diários partindo de São Paulo – Guarulhos (11h35min) e do Rio de Janeiro – Galeão (11h25min).
A LATAM também oferece voos diários a Frankfurt, saindo apenas de São Paulo – Guarulhos (11h35min)
Já a Condor, empresa alemã conhecida por oferecer voos low cost a destinos no Caribe e nas Américas oferecem voos diretos de Recife, Salvador e Fortaleza. No fim deste ano, a Condor começará a operar voos sazonais para o Rio de Janeiro – Galeão.
Uma outra companhia aérea alemã que de vez em quando oferece voos charters ao Brasil e Caribe é a Air Berlin. Inclusive uma vez eu já vi um desses voos charters aqui em Manaus, porém esses voos são fretados por empresas de turismo da Alemanha que levam passageiros a destinos “exóticos” na alta temporada.

Qual a disponibilidade de restaurantes?

O aeroporto de Frankfurt é gigantesco, possui dois terminais com algumas subdivisões e obviamente possui muitos cafés e restaurantes.
Desde fast foods, comidas mais leves, restaurantes um pouco mais sofisticados e afins, existe uma enorme variedade de comidas por ali.

Existe wi-fi gratuito?

Sim, e por todo o aeroporto. Hoje em dia a maioria dos aeroportos europeus oferece o próprio wi-fi gratuito, e caso queiras ter um acesso mais rápido, eles possuem uma conexão paga através do cartão de crédito.

Como é a conexão para o centro da cidade?

É fácil ir do aeroporto até o Centro. Para isso, é necessário seguir até a saída do terminal 1 em direção à S-bahn, que é a linha de metrô da cidade. Não se esqueça de comprar seu ticket antes numas máquinas próximas a estação (vai que um fiscal resolve aparecer no trem?), e siga de metrô até a estação que fique mais acessível ao seu hotel.

Qual a disposição de tomadas?

Não é difícil de achar tomadas pelo aeroporto. Caso precise carregar algo, pode ficar tranquilo.

Câmbio?

Em Frankfurt, assim como em qualquer outro aeroporto, vale usar a regra de trocar a menor quantidade de dinheiro possível. Provavelmente você já irá sair do Brasil com alguns euros, mas se você vier de algum outro lugar (principalmente europeu) que utilize uma outra moeda, procure as casas de câmbio no centro da cidade, pois elas possuem cotações mais favoráveis aos turistas.

O que mais posso destacar?

Uma característica que vi em poucos aeroportos no mundo é que o Aeroporto de Frankfurt oferece jornais do dia de graça para quem quiser. :) Da última vez que passei por lá, o Bayern de Munique tinha acabado de ganhar a Liga dos Campeões, e os jornais alemães estavam eufóricos! Guardei alguns de souvenir. :)

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É preciso ter ciência – Crítica

Ontem enquanto estava navegando pelas redes sociais, eu encontrei uma matéria que me deixou “revoltada” em certos aspectos. Essa matéria apresentava brasileiros que estavam sendo barrados antes do embarque aqui no Brasil, e geralmente os destinos finais seriam na Europa.

Acontece que o motivo para impedir as pessoas (que não deviam nada a ninguém, que fique claro isso) era o fato do passaporte estar a menos de 3 meses do vencimento. Eu fiquei indignada com o fato de que pessoas, aparentemente bem letradas e informadas, não terem sequer tentado se informar sobre a sua própria viagem ao exterior.

Mas primeiramente, vou começar esse raciocínio com um fator essencial para quem sai da zona de conforto (leia-se, nossa casa), que é a pesquisa. Estamos nos deslocando a um lugar novo, estranho e onde enfrentaremos algum tipo de dificuldades. Mesmo que você se hospede em um hotel 5 estrelas em Paris, nem tudo pode sair perfeito.

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Supomos que você viaje para Londres em dezembro, próximo ao natal. No Brasil está quente, verão, e algumas pessoas podem pensar que lá poderia estar quente também. Um pouco de geografia já nos indica que as estações nos hemisférios norte e sul são invertidas, e que elas podem ser mais intensas ou não de acordo com a proximidade à linha do Equador. Isso já nos indica que Londres estará fria, e que provavelmente estará nevando, ou até mesmo com uma temperatura mais baixa. Viajar para lá com roupas de verão não parece ser uma boa ideia.

Ainda em Londres, sabia que nada funciona nos dias 25 e 26 de dezembro? Os metrôs param, muitas lojas e museus fecham e tem gente que nem sai de casa. Ainda pode haver um certo movimento no dia 26 por causa do Boxing Day (que é um feriado onde as pessoas dão presentes), mas mesmo assim um turista interessado em desempenhar certas atividades pode achar isso frustrante e pode até “descontar” na cidade, falando mal e nem a recomendando para outras pessoas.

Esses dois exemplos, por mais óbvios que pareçam para algumas pessoas, podem causar um grande ponto de interrogação em outras, e o exemplo do passaporte se encaixa perfeitamente nisso.

O passaporte brasileiro tem validade de 5 anos, e dependendo do país existe a necessidade de se obter o visto. Em alguns casos (como por exemplo, para a Índia) o visto se tira pelo correio, e em outros (como o famoso visto americano) é necessária uma burocracia maior, incluindo até a presença na embaixada/consulado. Geralmente o visto já coloca uma “data limite” de até quando você é permitido de entrar no país com esse documento.

Mas mesmo possuindo visto, a validade do passaporte é vista e altamente considerada pelos fiscais da imigração. Aqui darei o exemplo da União Europeia. As exigências mínimas para a admissão no bloco são: seguro-saúde que cubra despesas de até 30000 euros, passagem de volta e um passaporte com validade mínima de 3 meses.

Deixei as três exigências em negrito, e a questão do passaporte ainda com itálico para frisar que essas informações QUALQUER pessoa tem acesso, e que qualquer site mais especializado em viagens pode oferecer. Realmente só não sabe quem não quer…

Mesmo assim, vou destrinchar as três, primeiramente com a passagem de volta. Confesso que quando eu vejo alguma notícia que fale de brasileiros que foram deportados, a falta de passagem de volta é quase sempre presente. Repito que quando há uma ausência de passagem de volta, pode haver um interesse em permanecer morando no bloco sem o visto adequado. Isso é imigração ilegal e é crime. Preciso falar algo mais?

O seguro-saúde quase nunca é lembrado, mas ele é necessário para a entrada em qualquer país, assim como ele pode nos ajudar em qualquer emergência médica no exterior. Eu já sofri uma emergência e tive que ir até o hospital para me examinarem. Não gostaria de contar o que foi que aconteceu, pois é algo que me deixa muito desconfortável já que a situação foi grave. Mas enfim, o seguro é obrigatório, é vendido pela internet e em agências de turismo (mais recomendável) e nem custa tão caro assim.

Daí eu chego no passaporte. Como falei antes, o nosso passaporte tem validade de 5 anos e quando chegamos próximo aos 4 anos e meio depois da data de emissão, a sirene já apita pedindo uma renovação. A maioria dos países, mesmo aqueles que exigem visto, não deixam pessoas com apenas 6 meses restantes de validade no passaporte entrarem no país.

Você leu certo, 6 meses. E antes, a própria União Europeia também exigia os mesmos 6 meses restantes de validade para qualquer cidadão brasileiro (e de outras nacionalidades) como requisito para a entrada no bloco. Essa regra de 3 meses de validade é “nova”. Entrou em vigor no fim do ano passado.

Então quer dizer que a União Europeia flexibilizou e diminuiu a exigência para validade do passaporte?
Sim!!! E mesmo assim, as pessoas continuam fazendo alarde como se isso fosse a lei mais absurda do mundo.

Mas por que as pessoas estão achando essa lei que não permite que pessoas com menos de 3 meses de validade no passaporte um absurdo? Simplesmente por que elas desconheciam a exigência de 6 meses. E quando nós brasileiros somos “surpreendidos” com algumas palavras como “proibir”, “barrar”, “deportar”, e afins, já achamos um absurdo sem ao sequer saber o contexto em que ela se aplica.

O que muita gente não percebe é que leis de imigração em geral são feitas para proteger os cidadãos dos seus países. O Brasil também tem as suas, e ao contrário do que muita gente pensa, as leis são cumpridas com rigor na imigração por aqui. Mas isso não quer dizer que não temos imigrantes ilegais por aqui, mas aí já é outra história.

Concluindo, a informação é cada vez mais disponível e compartilhada nesse mundo em que vivemos hoje, o que deixa qualquer pessoa informada, desde que ela tenha acesso a internet e diversos meios de comunicação e também que ela tenha vontade de aprender e de tirar dúvidas. Também ressalvo que é importante procurar e pesquisar antes de fazer qualquer coisa que nos tire da nossa querida “zona de conforto”.

Como escolher um bom hostel

Os famosos albergues, ou simplesmente “hostels” estão cada vez mais caindo no gosto dos viajantes, simplesmente por oferecer preço e comodidade em um só fator. Obviamente não é qualquer hostel que oferece tudo que procuramos, mas algumas dicas podem nos ajudar a escolher aquele que nos proporciona o melhor custo-benefício.

Sair por aí só com uma mochilinha nas costas e pronto! :)

Sair por aí só com uma mochilinha nas costas e pronto! :)

1. Observe o acesso.
Antes de reservar qualquer hostel, é indispensável que você saiba onde ele se encontra e como faz para acessá-lo. Fazer a reserva aliada a um mapa que mostre possíveis linhas de metrô/ônibus ajuda bastante. Vai que acontece algum imprevisto que te deixa perdendo tempo procurando hostel enquanto você poderia estar aproveitando a cidade de uma outra maneira?

2. Faça a reserva em sites confiáveis.
A grande maioria dos hostels (especialmente os mais confiáveis) está disponível em sites como o hostelworld.com ou o hostelbookers.com. A reserva é feita online e super simples, em apenas alguns cliques. Alguns desses sites cobram uma taxa de reserva (coisa de 2, 3 dólares/euros) enquanto outros não o cobram pelo serviço.

3. Jogue o nome do hostel no Google.
Jogando no Google, acabamos por descobrir recomendações e detractors de hostels por aí. Querendo ou não, depoimentos de viajantes são essenciais na hora de escolher o destino final ou aonde você vai se hospedar.

4. Próximo do máximo de coisas possível.
Um hostel próximo a grandes atrações turísticas da cidade é cômodo na hora de turistar. Apesar da experiência de pegar transporte público no exterior ser bem interessante, de certeza economizamos tempo para conhecer mais coisas!

5. Compare os preços.
Sabe quando dizem que o barato sai caro? Talvez um barato demais levante algum tipo de suspeita. Para isso, nada que uma boa pesquisada resolva.

6. Segurança.
Saber como seus artigos são protegidos em caso de alguma emergência talvez não seja a primeira coisa que viajantes procurem. Hostels que oferecem armários individuais, cofre e até uma sala vigiada para deixar malas e afins são bem mais seguros.

7. Utensílios.
Geralmente os hostels oferecem roupa de cama, edredom e afins para as camas. Já produtos e artigos de higiene como toalhas, sabonete, shampoo e afins são mais raros de se encontrar, enquanto alguns hostels podem cobrar pelo serviço. Na dúvida, leve seus próprios artigos de higiene pessoal.

Ainda mais: o que um hostel pode oferecer de interessante!

  • Wi-fi gratuito: especialmente no mundo de hoje, é super difícil não conviver com internet! Pelo menos pra mim, sem internet me sinto na idade da pedra.
  • Escada e elevador: carregar malas pesadas em uma escadaria não é nada interessante. Pelo menos a minha experiência foi traumática.
  • Bar e lounge: alguns hostels oferecem bares e festas de integração dos hóspedes. Geralmente quem se hospeda em hostel tem a mente aberta e gosta de conhecer novas pessoas e ter novas experiências. Essas festas são bem interessantes, e recomendo!
  • Café da manhã: já fiquei em hostels que por um preço bem pequeno, simplesmente um banquete era oferecido! Com um bom jeitinho brasileiro, deu até pra fazer um sanduíche e levar pra comer depois.

Considere o hostel para uma próxima viagem! Toda experiência é bem vinda!

7 coisas que você precisa saber antes do seu mochilão na Europa

Tá pensando em fazer um mochilão no Velho Continente? Saiba que a pedida é a certa! Para quem nunca teve experiência em viagens, a estreia em um mochilão é maravilhosa, mas ao mesmo tempo cheia de pequenas dúvidas que podem deixar qualquer um “encucado”. Para isso, resolvi dar uma mãozinha e colocar aqui algumas dicas para quem vai partir nessa aventura!

1. Pesquise bastante!
Pesquisar é preciso! Desde hostels, meios de transporte, localização, wifi, segurança, clima, eventos, coisas para fazer, festas e tudo que envolve lazer e entretenimento. Quando você chega em algum lugar sem alguma noção do que se passa por lá, a chance de algo dar errado aumenta muito. Claro que se você quiser partir “na louca” numa viagem para o desconhecido aumenta a tal da adrenalina, mas como já dizia a minha avó, é melhor prevenir do que remediar. ;)

Sair por aí só com uma mochilinha nas costas e pronto! :)

Sair por aí só com uma mochilinha nas costas e pronto! :)

2. Saiba o que é Zona Schengen e como tirar proveito dela.
A tal da Zona Schengen é um conjunto de países na Europa que fizeram um acordo de livre circulação de pessoas. Isso significa que você não precisa passar na imigração em cada país europeu que faz parte da Zona Schengen. Lembrando que a partir do momento da entrada no primeiro aeroporto da Zona Schengen, você tem direito a 90 dias de turismo até a saída para um país não-Schengen.

@Venice

@Venice

3. Esteja preparado para andar.
Mochilão é mochilão, e isso quer dizer que você vai andar bastante! Às vezes, as melhores coisas são encontradas ao acaso, no meio de uma caminhada. Se você não tem fôlego para andar, pense duas vezes antes de partir no seu mochilão!

@Prague

@Prague

4. Tenha um mapa físico em mãos.
Apps para o celular em viagens são bastante úteis, especialmente quando eles tratam de assuntos relacionados a turismo, dicas e coisas do tipo. Mas para casos de emergência, tenha um bom e velho mapa na sua mão. Existem momentos em que gastar a tão preciosa bateria no celular é desnecessário, já que você o pode utilizar na hora de tirar fotos, fazer check in, comunicar com amigos que podem estar próximos e afins.

Uns mapas que guardei de lembrança.

Uns mapas que guardei de lembrança.

5. Leve sua carteirinha de estudante.
Muitos lugares na Europa aceitam a carteirinha de faculdade para conseguir meia entrada. Por exemplo, a minha carteira está vencida desde Maio de 2012 (em letras maiúsculas e vermelhas) e consegui meia entrada em quase todos os museus que fui, com exceção do Museu Nacional Húngaro, que só aceitava a carteira da ISIC. Fora isso, muitos países dão a meia entrada automática para jovens com menos de 25 anos.

Middle of nowhere

Middle of nowhere

6. Não se esqueça da sua câmera e dos adaptadores.
Na Europa, a tomada é aquela de duas bolinhas, comum no Brasil também. Leve toda a munição de benjamins para carregar seus aparatos eletrônicos!

Companheiros de cabine e de viagem!

Companheiros de cabine e de viagem!

7. Fique de olho na moeda de cada país!
Pesquise quais as moedas dos países que você vai passar! Nem todos os países da Europa usam o euro oficialmente! ;)

Moedas de alguns lugares

Moedas de alguns lugares

 

O básico da União Europeia

Então, muita gente acaba me perguntando muitas coisas sobre a Europa. São várias dúvidas, desde documentos necessários, tax free, conversão de moedas, idiomas e um monte mais! Para sanar as dúvidas de alguns viajantes, listo aqui 7 perguntas frequentes sobre a Europa e suas peculiares características para o turismo.

Veneza

Veneza

Q: Quais os países que fazem parte da União Europeia? A: Atualmente a União Europeia possui 28 estados-membros que são: Portugal, Espanha, França, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Reino Unido, Irlanda, Dinamarca, Alemanha, Áustria, Itália, Polônia, República Checa, Eslováquia, Hungria, Eslovênia, Croácia, Romênia, Bulgária, Grécia, Estônia, Letônia, Lituânia, Malta, Chipre, Finlândia e Suécia. No momento, outros países estão em processo de admissão para a entrada na comunidade, como a Islândia e a Turquia.

Q: O que é a Zona Schengen? A: Existe um famoso acordo chamado de “Acordo de Schengen”, que permite a livre circulação de pessoas e mercadorias por certos países da Europa. Esses países compreendem quase todos da União Europeia com exceção da Inglaterra e da Irlanda. A Islândia, a Noruega e a Suíça, que não fazem parte da União Europeia, são membros do Acordo de Schengen. O que isso quer dizer? Isso quer dizer que não é preciso passar por imigração ou alfândega em trânsito entre estes países. Mas se você estiver na França e pegar um voo para a Inglaterra, você precisará passar pela imigração.

Palácio de Schönbrunn em 2010

Palácio de Schönbrunn em 2010

Q: Preciso de visto para cada um destes países da Zona Schengen ou da UE? A: Não é necessário visto para quem pretende passar até 90 dias transitando entre países da Zona Schengen. Somente o passaporte com um tempo de pelo menos 3 meses de validade é necessário, junto com um seguro saúde (comprado em qualquer agência de viagens, ou até pela internet) com cobertura de até 30000 euros.

Q: Qual é a diferença entre União Europeia e Zona do Euro? A: A União Europeia é simplesmente o mercado comum europeu, onde as leis econômicas e políticas se aplicam igualmente para todos os países. Mas isso não obriga todos os estados-membros a terem a moeda única. Os países da União Europeia que não adotam o Euro como moeda são Reino Unido, Suécia, Polônia, República Tcheca, Hungria, Croácia, Romênia e Bulgária. Cada um desses países possui sua própria moeda.

Q: Existe algum país na Europa (não necessariamente na UE) que exige visto para brasileiros? A: Até meados do ano passado, a Sérvia exigia visto de turismo para brasileiros. Hoje em dia, somente Belarus (também conhecida como Bielorrússia) exige visto de turismo, que é tirado ao momento que se entra dentro das fronteiras do país. Detalhe que esse visto é pago e o valor depende de qual for sua nacionalidade e propósito de viagem.

Vista aérea de Rothenburg ob der Tauber

Vista aérea de Rothenburg ob der Tauber

Q: Chegando na Europa, qual é o país que eu devo passar pela imigração? A: No primeiro país que você chega e o último a sair. Ao fazer apenas uma conexão no primeiro aeroporto, normalmente eles irão te encaminhar pela imigração e após, à sala de embarque para destinos europeus.

Q: Como faz o Tax Refund (Détaxe)? A: Para conseguir o Tax Refund, é necessário apresentar a nota fiscal de alguma compra feita numa única loja em um dia. O valor mínimo da compra necessária para conseguir o Refund muda de país para país. Só para comparar, esse valor é de 175 euros na França, e na Itália esse valor é de cerca de 150 euros. Para conseguir o refund, é necessário o preenchimento de um formulário nessa loja onde a compra foi feita. Neste formulário, geralmente se pede o nome completo, número de passaporte, endereço no Brasil, data da passagem para fora da UE e assim sucessivamente. Após, segue-se com esse formulário até a Aduana do aeroporto de saída, entregue o formulário no correio e receba o valor do seu Refund na hora, ou creditado no seu cartão.

Algumas dicas para quem vai viajar de trem

O trem é um dos meios de transporte mais utilizados pelos viajantes, seja pelo preço, pela comodidade, pela estrutura, pelo fato de algumas cidades não possuírem aeroporto, e no meu caso, pelas paisagens e aventuras que uma jornada nos trilhos nos leva!

No entanto, é necessário ficar de olho e ter muita atenção! Assim como qualquer pessoa que nunca viajou de avião gostaria de dicas para não se “perder”, o mesmo se aplica para quem ainda vai começar a andar de trem. Afinal de contas, eu aprendo errando e para evitar qualquer situação para outras pessoas, é super prudente postar dicas por aqui, certo? On y va?!

  1. Pesquise os possíveis trechos num site de passagens de trem.
    É essencial planejar qualquer viagem de trem com os olhos colados na tela do computador. Vai que você quer ir viajar pra Praga de manhã, e só tem trem saindo à tarde? Ou que não existem trechos diretos para o seu destino? Até mesmo a cidade nem constar nas linhas de destino e conexões desejadas. No entanto não faço as compras nesse caso pela internet, pelo simples fato de segurança e até certo ponto, praticidade (é necessário retirar as passagens no ticket booth da estação de trem de qualquer maneira).
  2. Compre a passagem com antecedência.
    Seja na internet ou na estação, é interessante comprar a passagem com no máximo um dia antes da viagem. Vai que no dia pretendido da viagem as filas estejam muito longas, o cartão não passa, você acorda tarde, o trânsito (ou o transporte público te prega uma peça, vide metrô 3 de BP) te impeçam de chegar a tempo de inclusive entrar no trem.

    Minha passagem de trem para Saratov. (tudo em cirílico!)

    Minha passagem de trem para Saratov. (tudo em cirílico!)

  3. Além da passagem, compre o seat reservation.
    O Seat Reservation custa uns 2 ou 3 euros, e é só mesmo para garantir seu lugar certo, mediante sua passagem. Para aqueles que não querem gastar seus 2 ou 3 euros só para ter seu lugar “certo”, a passagem em si já garante seu lugar. No entanto, poupa uns 20 minutos de descanso para encontrar um lugar sem nenhuma marcação. Dependendo dos trens, essa marcação nem existe, mas é bom se informar na hora da compra.
  4. Leve um lanche para comer durante a viagem.
    Na Hungria eu sempre parava num restaurante turco e levava um Gyros pra comer no trem. Fora isso, eu sempre andava com refrigerante, biscoitos, pães e tudo. Na minha bela viagem de 18 horas (foi pouco, viu?) num trem na Rússia, eu levei um supermercado quase inteiro! E te digo que valeu a pena.

    Companheiros de cabine!

    Companheiros de cabine!

  5. Night trains são uma boa pedida.
    Especialmente quando você tem algum compromisso pela manhã e não quer perder horas preciosas em algumas cidades. A dormida pode ser um pouco desconfortável mas nada que tire a energia para o dia seguinte. Só de se estar num lugar novo, o fôlego volta!
  6. Tenha as passagens sempre à mão.
    Entre países na Europa, de vez em quando um fiscal entra no trem ao atravessar a fronteira, para carimbar a passagem como uma “entrada”, tipo como num passaporte ao passar pela imigração. Esse carimbo é uma garantia de que a passagem foi de fato comprada, e também fiscalizada. Em trens que circulam somente no mesmo país a fiscalização também ocorre. No entanto, eles costumam dar só uma rubrica.

    Plataforma de trem em Bratislava

    Plataforma de trem em Bratislava

  7. Beba bastante água.
    Pois afinal de contas, essa é uma viagem como qualquer coisa. Saúde em primeiro lugar!
  8. Fique atento às direções.
    Ao comprar uma passagem, é bom saber primeiramente a estação de saída e a de chegada. Após isso, é bom saber para onde você vai, e quais são as direções a serem tomadas. Saber onde descer no metrô/ônibus, onde fica o hostel/hotel, achar alguma casa de câmbio pelo caminho, talvez… Já é bom ter uma noção de todas essas direções antes de partir para já ter um destino certo.

    Danúbio fazendo as honras!

    Danúbio fazendo as honras!

  9. Baixe aplicativos sobre o destino.
    Um aplicativo guia sobre a cidade é bem interessante! Eles tem mapas, direções, pontos turísticos, roteiros a pé e muito mais. Caso você não saiba pra onde ir, pode dar uma olhadinha no seu celular.
  10. Aproveite bastante as paisagens!
    Essa é a melhor dica! Você nunca sabe o que terá no caminho da linha férrea!

    Cidadezinha fofa!

    Cidadezinha fofa!

Turismo de ônibus

Viajar para um lugar novo é sempre uma experiência gratificante, não importa a maneira. Descobrir as coisas por si só, andando, tirando fotos, se virando com todo e qualquer desafio pode ser uma excelente maneira de conhecer lugares novos, mas um viajante acostumado a grandes aventuras não tem o direito de criticar aqueles que gostam de um pouco mais de conforto.

Hoje vim falar de excursões de ônibus, que é uma maneira confortável em vários sentidos de se explorar lugares novos. Eu mesma já fiz esse tipo de viagem e recomendo. Mas claro, essas coisas dependem bastante das expectativas do viajante e do que ele está disposto a conhecer e quanto ele pode gastar.

Primeiramente, nem todo viajante é mochileiro, e em vários fóruns pela internet, só vejo críticas negativas aos tours de ônibus,  já que muitos pensam que não vale a pena pelo dinheiro, tempo de visita nos lugares, e muitos criticam a comodidade de uma viagem com horários certos.

Ora, as pessoas sabem o que é melhor para elas. Na nossa primeira vez na Europa, decidimos contratar uma excursão por vários fatores, como a presença da minha priminha que era bebê, e do meu avô que é idoso. E garanto que foi uma viagem muito boa! Foram 20 dias maravilhosos com a minha família junto a paisagens fantásticas, e cada centavo gasto foi de fato bem aproveitado.

Existem algumas vantagens ao contratar uma excursão como:

  • Já deixar transporte e acomodação certos.
  • Ter o apoio de pessoas especializadas em turismo, orientando em diversas dicas de transporte, alimentação e em economizar dinheiro.
  • Não enfrentar filas para comprar ingressos de atrações turísticas.
  • Não se preocupar com passagens de transporte internas.
  • Conhecer pessoas de vários países de qualquer maneira.

É necessário saber que existem algumas condições para se saber no momento de contratar uma excursão de ônibus, e vou listar algumas delas aqui:

  • Os horários das visitas são cronometradas, o que não abre muita possibilidade de se explorar novos lugares.
  • Você pode pegar guias bons e ruins. Assim como alguns explicarão vários detalhes sobre a história e curiosidades, outros se atentarão ao estilo arquitetônico dos prédios, ao tipo de tinta usada nas pinturas e coisas assim.
  • Os hotéis conveniados à maioria das agências de viagem ficam longe do centro. Caso haja algum tempo livre, é bom saber como funciona o transporte público pela região.
  • Caso você perca a hora da partida do ônibus, você pode ser deixado para trás.
  • Um guia de bolso do destino é uma boa pedida. Também é bom ficar atento às dicas e recomendações aqui na internet. Vai que sobra um tempo, e é sempre bom ter uma ideia do que fazer.
  • Você vai conhecer várias pessoas. Manter a amizade é sempre bom. :)

Não me arrependo nem um pouco dessa viagem e de outros tours de ônibus que eu fiz. Essas viagens foram ótimas maneiras de se conhecer lugares novos sem abrir mão da informação e do conforto. Claro que já fiz outras viagens bem mais hardcores, sem dinheiro, dormindo em estação de trem, comendo o mínimo necessário e por aí vai.

Toda experiência nova é impactante e boa. É bom sempre considerar os prós e contras e verificar qual o tipo de experiência pretendida. Já planejando minha próxima viagem!

A intercambista vai às compras

Quando pensamos em paraísos de compras no exterior, muitos imaginam os outlets dos Estados Unidos, as Galeries Lafayette em Paris, ou até mesmo as famosas grifes italianas. Devemos colocar a Rússia como destino para fazer compras?!

Temos altos e baixos para considerar. Um ponto positivo e negativo ao mesmo tempo são as crescentes classe média e oligarca russa, fazendo de Moscou e outras cidades russas grandes centros de compras com as mais variadas marcas presentes. Só que mesmo com uma variada gama de lojas ocidentais, os preços não se tornam tão acessíveis.

É verdade que eu já peguei promoções muito boas! Comprei botas pra neve de qualidade por cerca de 35 reais, algo que eu jamais acharia aqui no Brasil, ou pelo menos aqui em Manaus.

Em Moscou existem shoppings dos mais variados gostos e preços. O mais caro – e mais famoso shopping – é o GUM, localizado na Praça Vermelha. Louis Vuitton, Dior, Armani e vários jaguares pelo corredor já indicam a suntuosidade do lugar.

Ali perto existe também outro shopping, que gostei muito aliás chamado Okhodny Ryad, chamado “O subterrâneo”. Ele fica bem ao lado do Jardim de Alexandre e tem tanto lojas de marca caras quanto acessíveis.

Um outro shopping igualmente bom é o Europeysky Shopping Centre, localizado próximo à estação Kievskaya. Um shopping grande, se não me engano de 5 andares, e com lojas como Victoria’s Secret, GAP, Apple e outras. Vale ressaltar também a quantidade de restaurantes temáticos, como de comida japonesa ou indiana.

Outra coisa a que os turistas devem prestar atenção é com o uso do cartão de crédito. Em Saratov isso foi um problema, já que a cidade, por ser pequena e não ter uma infraestrutura cosmopolita, tinha poucos estabelecimentos que aceitavam cartão de crédito. Em Moscou isso continuou a acontecer. A minha mala tinha quebrado, e fui comprar uma nova no Shopping Europeysky, e a determinada loja que eu ia comprar a minha mala não aceitava cartão de crédito. Lá fui eu sacar 6600 rublos (380 reais) para comprar minha tão necessária mala. Outros restaurantes e estabelecimentos que eu fui também não aceitavam cartão.

Quem gosta de visitar feiras e afins, sugiro o Mercado Izmailovo, onde se pode encontrar de tudo, desde artesanato até quinquilharias da época soviética.

Valem ressaltar as inúmeras lojas em Moscou que oferecem jóias e artigos de luxo caríssimos que encontrei pelo caminho. Lojas dignas de compras para os mega ricos.