A Galeria Vittorio Emanuele II e seus detalhes

Quando as pessoas pensam em Milão, uma das primeiras imagens a aparecer é a da famosa Galleria Vittorio Emanuele II, com suas lojas requintadas cheias de turistas e habitantes locais dispostos a gastar bastante. A Galleria se encontra na Piazza Duomo, onde também se encontra a igreja com o mesmo nome.

Galleria Vittorio Emanuele II vista de dentro

Galleria Vittorio Emanuele II vista de dentro

O que é?

A Galleria Vittorio Emanuele II é um um dos shoppings mais antigos e conhecidos do mundo. Ela foi construída entre 1865 e 1877 e ela possui esse nome em homenagem ao primeiro rei da Itália após a reunificação, Vítor Emanuel II, nome aportuguesado para Vittorio Emanuele II.

Ali se encontram diversas lojas de luxo que são bem conhecidas nossas, como a Louis Vuitton, a Prada, e diversos cafés bem finos. Sobre essas lojas caras, não é raro de se encontrar turistas tirando foto na frente das vitrines, pois afinal de contas, ainda não é todo mundo que pode fazer compras muito exuberantes.

O prédio onde se encontra a Galleria é bem bonito e exuberante, especialmente à noite quando as luzes se acendem, mostrando todo o esplendor do luxo! Quem tiver tempo passando por lá, pode (na verdade, deve) passar ali apreciando todos os detalhes! As pessoas, a arquitetura, as lojas, e o clima de estar ali já faz a visita valer a pena (mesmo, em muitos casos, sem poder comprar nada, haha).

Galleria e Duomo

Galleria e Duomo

Onde fica?

A Galleria Vittorio Emanuele II tem forma de cruz e se encontra entre a Piazza Duomo e a Piazza della Scala.

Sugiro descer na estação de metrô Duomo linhas M1 (vermelha) e M3 (amarela), e depois de apreciar a Piazza Duomo, seguir direto pela Galleria até a Piazza della Scalla, onde existe a estátua do Leonardo da Vinci, o Teatro alla Scala e o Palazzo Marino, onde é possível de se visitar.

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Mapa de Milão: Galleria Vittorio Emanuele II no centro, Duomo em baixo e Piazza della Scala em cima.

Como já é de costumes em lugares famosos (vide pisar no marco zero de Paris para poder voltar à cidade e passar a mão na cabeça do menino Jesus na Charles Bridge em Praga para ter fertilidade), a Galleria também tem sua própria superstição. Existe um mosaico de touro no chão, e muitas pessoas dão três voltas com o calcanhar direito bem nos testículos do touro! Diz que dá sorte, mas confesso que nem tentei fazer isso. :)

A Galleria é conhecida como a “sala de visitas de Milão”, e não é por menos que esse lindo monumento encanta muita gente. Além da Galleria, obviamente existem outras coisas para se fazer na cidade, que aos poucos vou postando por aqui. Fiquem atentos aos próximos posts!

Acompanhe também: Passear ao ar livre em Milão

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Passear ao ar livre em Milão

Hoje estava editando algumas coisas no blog quando eu percebi que estava cometendo uma heresia: tenho somente 3 posts sobre a Itália! Pois bem, vou tentar amenizar o prejuízo e buscarei fazer uma programação mais precisa sobre pautas importantes sobre a bota.

Enfim, hoje resolvi focar um pouco no último lugar na Itália que estive, a charmosíssima Milão, que é uma das cidades mais economicamente fortes do país. Apesar de não possuir tantos monumentos históricos como Roma e até outros locais da Toscana devido à destruição das guerras, Milão é uma cidade extremamente agradável para apreciar a culinária, sua arquitetura e também para fazer compras!

Milão também é uma cidade que ainda conserva alguns parques, fazendo com que estes sejam uma alternativa e claro, uma boa opção para quem gosta de caminhar e apreciar algum tempo livre de maneira mais tranquila.

Dependendo do clima, conhecer parques é algo que me interessa muito. Apreciar a natureza (infelizmente não da forma mais natural, mas já ajuda), tirar boas fotos, tomar um sorvete e sentir (um pouco de) ar puro foram escapatórias naturais para essa viagem que tinha um cunho gastronômico forte assim como de compras.

Enfim, decidi conhecer dois parques em Milão: o Giardini Pubblici Indro Montanelli e o Parco Sempione, que é onde se localiza o Castello Sforzesco. Fui para lá no final de dezembro e como se pode esperar, estava bem frio, e além disso, Milão estava bem nublada e sempre com neblina. Ponto importante: meu hotel era bem próximo ao Duomo, então fiz todos os percursos a pé.

Giardini Pubblici bem sereno

Giardini Pubblici bem sereno

O primeiro parque que visitei foi o Giardini Pubblici (vou chamar só assim) e estava, apesar do frio, todo verdinho. O caminho do hotel até lá levou uns 20 minutos a pé e foi bem tranquilo: poucas pessoas na rua, e apesar do frio, não ventava.

O Giardini Pubblici fica bem próximo à Porta Venezia, que é um portal que remonta a tempos medievais; fica a dica que já dá para visitar outro ponto turístico da cidade ali perto. A Porta Venezia também possui uma estação de metrô para àqueles que preferirem.

Porta Venezia

Street view básico da Porta Venezia

Uma coisa interessante sobre esse parque é que ele é mais frequentado por moradores da cidades que turistas, então dificilmente você verá outros turistas com suas câmeras, e sim, cidadãos comuns passeando com seus cachorros e seus filhos. No parque também se localizam um planetário e o Museu de História Natural, e infelizmente ambos estavam fechados quando eu fui, devido às festividades do fim do ano.

Uma das coisas que me lembro bem dali são os patinhos da lagoa. Eles não se assustam com os humanos e nem se intimidaram com o frio! Me lembro também de um parquinho com carrossel para as crianças, assim como barraquinhas de comida.

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Área livre para cães <3

Vale ressaltar que achei o Giardini Pubblici muito bem cuidado e organizado! Certamente foi uma boa escolha passear por ali considerando também que consegui o meu objetivo, que era uma manhã tranquila e agradável observando a natureza no centro de Milão.

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Em outro dia, fui até o Parco Sempione e o Castello Sforzesco, após uma manhã de boas compras na Via Orefici e na Via Dante (sim, sou humana também, haha). Também fui a pé até o Parco e de cara já achei que ali é uma região onde é necessário um pouco mais de atenção, comparada à Porta Venezia e ao Giardini Pubblici. Creio que seja pela quantidade de turistas e de pessoas em geral, o que pode atrair mais gente “indesejada”, digamos assim.

Enfim, como já era tarde e ainda não havíamos almoçado, decidimos apenas caminhar rapidamente pelo Parco, para conhecer, e tirar algumas fotos do exterior do Castello Sforzesco. Creio que foi a melhor escolha, pois eu achei aquele parque bem perigoso. Não sei se foi só falta de sorte, mas lembro ter visto mendigos e gente bêbada ali.

Vista parcial do Parco Sempione

Vista parcial do Parco Sempione

Na noite anterior havia nevado, então o parque estava coberto de neve! Tudo estava com uma aparência linda, mas infelizmente incoveniente para sentar em bancos, e até de tirar fotos com a pobre câmera que possuía na época.

Mas de qualquer maneira, gostei de ter conhecido o Parco Sempione e de ter aproveitado a visão das muralhas, do castelo e de alguns artistas que ficam por ali, como gente tocando violino e afins. Como estava apavorada de fome, decidi não visitar o castelo, o que já torna presença obrigatória na minha próxima ida a Milão. E assim que me programar, espero me lembrar de agendar minha visita à igreja onde “A última ceia” está pintada. :)

Cruzamento da Piazza Castello

Cruzamento da Piazza Castello

 

 

 

 

Airport review: Aeroporto di Milano – Malpensa (MXP)

O aeroporto de Malpensa em Milão junto com o aeroporto de Fiumicino em Roma são os hubs centrais para se chegar à Itália de avião. Hoje especialmente vim falar de Malpensa, dando algumas dicas úteis para quem pretende passar por lá.

Terminal 1 em Malpensa

Terminal 1 em Malpensa

Conexão direta com o Brasil? 

A LATAM oferece um voo direto de Guarulhos para Milão, e vice versa diariamente num A330. O voo de ida dura cerca de 11h30, e a volta, um pouco mais de 12h. O atendimento em solo é bom e não tenho nenhuma reclamação sobre o serviço em geral. O voo sai de São Paulo próximo à meia-noite e chega em Milão durante a tarde, pelas 15h. Na volta, o voo sai de Milão também à noite, próximo das 22h e chega em Guarulhos pouco antes das 6 da manhã.

Transporte para o centro: 

Existem 3 maneiras de ir ao centro de Milão. O aeroporto de Malpensa fica bem longe do centro da cidade (na verdade, o aeroporto se encontra num enclave no território de 7 comunas), o que deixa o transporte por táxi bem caro (cerca de uns 80 euros até o centro). As outras duas maneiras de chegar em Milão são por ônibus e pelo Malpensa Express.

Qual o sistema que escolhi afinal? 

Escolhi o Malpensa Express devido à praticidade do sistema, pois estava carregando muitas malas. O terminal onde se compram os tickets fica dentro do aeroporto, e é preciso apenas descer uma escada rolante, validar a passagem e entrar no trem. Existem dois destinos principais que o Malpensa Express leva: a estação central de Milão e a estação Milano Cadorna.
Acabei indo até Milano Cadorna, que havia uma baldiação com a linha vermelha do metrô. A estação mais próxima do meu hotel era a Duomo, e chegamos lá rapidamente.

Duty free: 

Encontrei em Malpensa um dos melhores duty frees que já vi. Existe uma enorme variedade de perfumes, bolsas, chocolates, souvenirs, doces, bebidas e sim, muitas (!!!) massas e temperos italianos à venda! Fora isso, existem outras lojas de estilistas italianos com produtos bem baratos.

Alimentação: 

Existe uma boa variedade de restaurantes e fast food por lá. Não é desculpa para ninguém ficar com fome! ;)

Imigração: 

A princípio ela é super tranquila, até demais. O oficial de imigração apenas pediu nossos passaportes e carimbou, sem fazer nenhuma pergunta. Pegamos as nossas malas, e na saída, uma série de policiais (estavam com um distintivo, semelhante à da Polícia Federal aqui no Brasil) abordavam todas as pessoas. Um deles me abordou e perguntou quanto tempo eu iria ficar na Itália. Eu respondi em inglês que iria ficar por lá até o natal, e que depois iria até a Alemanha. Ele me deixou passar sem problemas.

Wifi: 

O aeroporto oferece 3o minutos de wifi grátis por dia. Para isso, é necessário fazer um cadastro rápido e o acesso é facilmente liberado.

Atendimento especial: 

Na volta, havia machucado meu pé num acidente e só conseguia andar com a ajuda de muletas. Recebi todo o apoio da TAM (que inclusive chegou a me oferecer uma cadeira de rodas, mas recusei) e do aeroporto para passar pelo raio-x e imigração. Na hora do embarque, tive prioridade e fui a primeira a entrar no avião, além de receber um atendimento todo especial pelos comissários de bordo da TAM. Ganharam pontos comigo. De maneira geral, o aeroporto de Malpensa tem um ok para mobilidade especial.

Tomadas: 

Não é difícil de se encontrarem tomadas no terminal.

Qual a diferença entre o terminal 1 e o 2? 

O terminal 1 é aquele que atende à quase todas as companhias aéreas, incluindo destinos dentro da Itália, UE e resto do mundo. O terminal 2 atende apenas operadoras low-cost, atendendo especialmente a EasyJet. Existe um shuttle que liga os dois terminais, com a duração de viagem estimada em uns 15 minutos entre terminais.

O aeroporto de Malpensa não é um hub aéreo como Frankfurt, Londres ou até mesmo Istambul. Mesmo assim, a viagem passando por lá certamente será tranquila e sem grandes problemas.

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