Andando pela Cidade Velha em Montevidéu

Olá, internet! Hoje preciso falar sobre a Cidade Velha de Montevidéu, que é provavelmente o local mais charmoso da cidade, e a visita é indispensável para todos que vão conhecer a capital uruguaia. A Cidade Velha é muito importante, pois Montevidéu nasceu ali, então já imaginem a quantidade de coisas interessantes que existem nos arredores!

Nesse post, vou falar sobre alguns pontos de interesse na Cidade Velha e também vou seguir uma “lógica” em relação ao caminho percorrido. Eu já fiz posts sobre alguns desses pontos, e vou deixar o link anexo com o texto mais completinho sobre cada um deles, para quem quiser. :)

1. Teatro Solís

A ordem dos fatores não altera o produto, mas acho que faz mais sentido começar a caminhada pela Cidade Velha visitando o Teatro Solís, o principal do Uruguai. Faz algum tempo que fiz um post mais explicadinho sobre ele, e vou já deixar o link disponível aqui embaixo. :)

Mas já adianto que se for possível, faça uma visita guiada ao teatro, e se for mais possível ainda, assista alguma apresentação lá dentro! Os horários das visitas e apresentações estão disponíveis no próprio site do teatro (que inclusive está no post que eu fiz, haha).

Você pode gostar também: Visitas guiadas no Teatro Solís

p1140135

2. Plaza Independencia

Essa provavelmente é a praça mais conhecida de Montevidéu e normalmente as pessoas a colocam como ponto de partida para começar a caminhar pela Cidade Velha. Por causa de sua localização, muitas coisas estão em seus arredores, fazendo com que esta praça seja um ponto de encontro perfeito.

Eu coloquei a Plaza Independencia logo depois do Teatro Solís só por uma questão de lógica e preferência minha, mas no fundo não acho que existe grande diferença sobre o que ver primeiro. Elas são bem próximas, coisa de dois minutinhos a pé.

Ali na praça se encontra uma estátua do general José Artigas, que é um dos heróis nacionais do Uruguai, e logo abaixo da praça existe seu mausoléu e memorial.

P1140140

3. Palácio Salvo

O Palácio Salvo é provavelmente o prédio mais icônico de Montevidéu, e por algum tempo (leia-se: início do século XX) ele era o prédio mais alto da América Latina. Hoje, existe um museu ali, mas infelizmente não é aberto todos os dias. Na verdade, só soube disso por causa de um senhor que nos avisou numa loja de lembrancinhas ali perto. Foi só depois que encontrei informações sobre, e muito poucas.

O Palácio Salvo fica do outro lado da rua, partindo da Plaza Independencia. Também acredito que a praça seja o melhor lugar para se tirar fotos dele.

4. Puerta de la Ciudadela

Como muitas outras cidades no passado, Montevidéu foi murada, e com o passar do tempo, a cidade cresceu tanto que não fazia mais sentido ter um muro que a protegesse. Então só um resquício dele ficou de pé para ser uma espécie de símbolo, e também algo como um ponto de referência.

20160906_115205

5. Peatonal Sarandí

A Peatonal Sarandí é uma rua exclusiva para pedestres que inicia logo depois (ou antes, dependendo do teu ponto de vista, haha) da Puerta de la Ciudadela. Algumas lojas, cafés e outros se encontram ao longo de toda a peatonal, fazendo com que seja uma caminhada bem interessante.

Algumas pessoas me falaram para ter cuidado lá por causa da quantidade de pessoas, mas achei tudo ali bem tranquilo, mas tenho que dizer que fiquei curiosa com a quantidade de prédios abandonados ali, que inclusive poderiam abrigar locais muito interessantes. Caminhar ali é essencial para quem quer conhecer direitinho o centro e suas ruelas.

6. Plaza Constitución

Em determinado momento, a Peatonal Sarandí chega na Plaza Constitución, que é uma praça bem bonitinha no coração do centro de Montevidéu. Tem bancos para que as pessoas sentem, o local é arborizado, e cercado por alguns cafés e restaurantes.

7. Catedral Basílica de Montevidéu

Bem em frente à Plaza Constitución fica a principal igreja de Montevidéu, a Catedral da cidade. É uma construção linda, que vale a pena visitar! Comparando com outras catedrais de outras cidades daqui da América Latina, ela é bem menor, mas isso não tira nada o seu brilho.

Também é um refúgio para quem busca conforto ao participar de uma missa ou outra celebração. Como ela é de fácil acesso, é tranquilo visitá-la.

P1140145

8. Café Brasileiro

Sempre quis fazer um post sobre o Café Brasileiro, mas eu simplesmente esqueci de tirar qualquer foto lá, haha. Fundado em 1872, esse é o café mais antigo de Montevidéu e ele é bem aconchegante e tradicional, além de ser bem pequenininho, haha. O mobiliário e outras coisinhas são bem retrô, e te dão a impressão que você está de fato em 1872.

Ele pode ter “café” no nome, mas ele na verdade é mais um restaurante que outra coisa. Fui almoçar lá e pedi um ravióli – estava bem gostoso, e não achei tão caro assim (apesar de achar o atendimento meio falho, principalmente por causa da pouca quantidade de atendentes para o local inteiro. Outro detalhe é que nesse dia eu fui almoçar umas 16h e confesso que não sei se foi um fator para isto.

9. Museu Andes 1972

Esse foi o local mais impactante que fui em Montevidéu. O museu Andes 1972 foca na história de sobrevivência do time uruguaio que sofreu um acidente aéreo na cordilheira dos Andes, aproximadamente na fronteira entre Chile e Argentina.

O local possui vários artefatos como os destroços, utensílios que as pessoas utilizavam para sobreviver, roupas, fora toda a questão gráfica de dados, e os depoimentos das pessoas. Fiz um post mais detalhadinho com mais informações sobre o acidente, o museu e seu conteúdo.

Você pode gostar também: Milagre dos Andes: história e museu

20160908_154311

10. Palácio Taranco

O Palácio Taranco é um lindo museu próximo à Plaza Zabala. Ele já fica um pouco depois da peatonal Sarandí, mas nada muuuito longe. Ele foi uma residência particular no passado, e hoje abriga o museu de Artes Decorativas de Montevidéu. Como amo decoração, adorei visitar esse museu, e estava bem tranquilo quando fomos.

Você pode gostar também: Palácio Taranco, o achado de Montevidéu

p1140159

11. Mercado do Porto

Com certeza o Mercado do Porto é o local mais icônico de Montevidéu. Na verdade, tudo que envolve comida é maravilhoso, especialmente quando esta comida é a mais típica deste lugar. Não é novidade para ninguém que os uruguaios amam carne, e me lembro que li em algum lugar que o Uruguai era o país que mais consumia kgs de carne per capita no mundo.

Primeiro que o local onde se encontra o Mercado é bem diferente, pois ele parece mais uma estação de trem que um mercado. Segundo que o cheiro é maravilhoso. Terceiro é que o local é sempre bem cheio e frequentado. E quarto que a comida é deliciosa!

Vou deixar um link sobre o Mercado aqui em baixo, mais detalhadinho sobre como foi minha experiência lá.

Você pode gostar também: Amoçando no Mercado del Puerto

 

p1140166Mercado del Puerto

O que é importante saber sobre Villa de Leyva

Olá, internet! Faz tempo que eu queria fazer um post específico sobre Villa de Leyva, mas o problema é que eu havia visitado essa linda cidade boyacense há muitos anos, quando eu nem era adolescente ainda! Também faltavam informações mais concretas sobre o lugar, já que eu havia esquecido de muitas coisas e também não havia buscado nada muito específico na minha primeira visita.

Ontem (amém que finalmente estou de férias!) eu fiz um post estilo relato sobre a cidade e prometi a mim mesma que eu iria escrever um texto mais informativo sobre VdL ainda hoje. Então vamos lá!

Você pode gostar também: Villa de Leyva e memórias

O que é?

Villa de Leyva é uma das cidades coloniais colombianas mais conhecidas pelo público em geral. Ela foi fundada em 1572 e muitos dos seus edifícios são bem antigos ou mantém características originais.

Para ajudar a “continuar com o clima colonial”, mesmo novas construções na cidade precisam manter algumas características, como o tipo de telha, número de pavimentos, cor das casas e esquadrias assim como o material e o acabamento destes. Isso faz com que toda a cidadezinha mantenha o mesmo padrão, o que deixa tudo bem mais charmoso.

Você pode gostar também: 10 cidades históricas para você conhecer na Colômbia

Como chegar

Antes de começar, vale ressaltar que esse é o ponto de vista de uma pessoa com carro, mas existem ônibus que saem para Villa de Leyva todos os dias, tanto de Bogotá quanto de Tunja.

Villa de Leyva fica no departamento de Boyacá (que eu já falei muitas e muitas vezes aqui), e chegar lá não é difícil para quem sai de Bogotá. De acordo com o mapa, a viagem pela estrada via Tunja dura mais ou menos 2h40 para quem sai da capital, mas eu não recomendaria isso.

bogvdl

Bogotá a Villa de Leyva via Tunja

Se você tiver tempo, fique alguns dias em Boyacá! Não é somente por causa de minhas origens, mas também (e mais importante) pelo fato de Boyacá ser absolutamente deslumbrante! Existem muitos lugares lindos a serem visitados, e muitos deles não tem aquela congestão de turistas. Preços são acessíveis, e também ajuda o fato de que Boyacá é um dos departamentos mais seguros e um dos que possuem idh mais alto na Colômbia.

Mas (voltando ao tema do tópico) se realmente não for possível, não se preocupe com a qualidade da estrada até Villa de Leyva, mas já vou falar de uma ressalva. A estrada parece um tapete, e até Tunja (que é a capital de Boyacá) a via é duplicada. Lembrando que estamos nos Andes e alguns trechos da estrada são sinuosos, e é preciso ter cuidado após Tunja, já que Villa de Leyva fica num vale, então passamos por vários trechos de descida com curvas.

A ressalva é o caminho via Arcabuco. Como havia pico y placa em Tunja, evitamos passar por lá na ida e decidimos pegar esse caminho alternativo, só que a estrada não está em boas condições. Na verdade, parte dela nem é asfaltada, e isso atrasou muito nossa chegada.

col

Saímos de Paipa e fizemos o desvio rosa na ida (que demorou muito mais)

 

Pontos de interesse em Villa de Leyva

Primeiramente tenho que dizer que a cidadezinha por si já é um encanto! Apreciar as ruas e as construções já é o maior charme que você poderá ver! Como muitas das construções são bem antigas e todas seguem o mesmo padrão (e é muito difícil de encontrar cidades assim tão bem conservadas), é muito legal de ver o conjunto da obra, digamos assim.

Talvez o ponto de partida para começar a explorar Villa de Leyva seja a Plaza Mayor, e ao redor dela existem vários lugarzinhos a serem explorados como alguns museus, e a Igreja de Nossa Senhora do Rosário. Também existem uma série de lugarzinhos onde vendem comida, tanto típicas quanto algo mais internacional.

P1160294

Construções típicas de Villa de Leyva

Eu também gostei de ir numa chocolateria quase ao lado da Igreja do Rosário. O nome do lugar é Museu del Chocolate, mas na verdade é uma loja que vendem uns doces maravilhosos! Não achei tão caro e é bem gostoso, de verdade!

Nos arredores de Leyva (daí precisa de um tipo de transporte próprio) também é interessante ver a Casa de Terracota e o museu paleontológico (já que alguns fósseis de dinossauro foram encontrados por ali).

Não é difícil de encontrar locais para hospedagem dentro do coração da cidade. Como o local é pequeno, é bem fácil de se locomover a pé. Acho que só é ruim puxar as malas pela cidade por causa da rua que é revestida de pedras gigantes.

P1160289

Vista desde a Plaza Mayor

Ráquira

Como falei mais acima, Boyacá tem muita, muita coisa para fazer! Existem algumas cidadezinhas ao redor de Villa de Leyva que merecem uma visita, mesmo que rápida.

Por exemplo, Ráquira é conhecida como a capital das artesanias de Boyacá. Uma série de produtos feitos pelos locais são vendidos pelas ruas, e a preços muito bons! Fora que a cidade em si é um encanto, cheia de cores e sensações.

Ráquira fica bem pertinho mesmo de Villa de Leyva, e acho que vale a pena conferir.

Villa de Leyva e memórias

A primeira vez que fui a Villa de Leyva foi em 2003. Eu já era grandinha o suficiente para me lembrar de muitos detalhes, e algumas coisas foram tão marcantes que sempre quis ter a oportunidade de voltar lá e ver tudo… de novo!

Você pode gostar também: E daqui a dez anos?

Me lembro que tinha uma praça central – normalmente na América Espanhola essas praças são chamadas de Plaza Mayor – e o piso dela era de pedras amarelas. Não de paralelepípedos, mas pedras grandes, e era muito difícil de caminhar. Dava pra estacionar bem no meio da praça, e foi lá que ficamos.

Ao redor da Plaza Mayor haviam várias casinhas brancas com telhado de barro, e elas eram divididas em várias lojinhas, que vendiam artesanatos. Era cada coisa linda! Saíamos de uma loja e entrávamos em outra, e sempre com uma sacolinha a mais! Compramos tanta coisa que por muito tempo a decoração da nossa casa era puramente colombiana, e algumas dessas coisinhas vieram dali.

P1160292

Uma loja ao redor da Plaza Mayor que vende ruanas e ponchos

Me lembro que não haviam tantos turistas. Quando víamos algum, eles falavam espanhol, e pareciam latinos mesmo. Os mais “exóticos” eram nós, os brasileiros.

Como não esquecer da viagem de carro até lá? Villa de Leyva fica num vale, e pra isso precisamos descer a montanha numa estrada cheia de curvas. O ouvido espocava e estalava, e nunca havia sentido essa dor na minha vida. Na volta me lembro claramente do meu primo me oferecendo um chiclete apimentado de metro que tinha o desenho de uma régua. A quantidade de centímetros que você mastigava te dava um apelido, algo como “você é forte por conseguir mastigar essa quantidade de chiclete”.

Pois é… recentemente consegui voltar para Villa de Leyva. Agora em Boyacá eu falei com meus primos e disse que topava viajar para qualquer lugar dali que eles quisessem, mas eu dei todas as indiretas possíveis sobre Villa de Leyva, haha. Fizemos uma programação e encaixamos essa viagem para um determinado dia lá.

Quando cheguei, vi que muita coisa continuava a mesma, mas tudo estava muito diferente! As ruas com suas pedras gigantes continuavam as mesmas. As casinhas ainda eram brancas e ainda possuíam telhadinhos de barro. As ruas continuavam floridas. As montanhas estavam iguais! O cenário que vi enquanto meu primo me dava o chiclete apimentado há muitos anos era o mesmo!

P1160309

Ruas adjacentes seguem esse padrão: piso de pedras, casas brancas com esquadrias de madeira (pintadas de verde escuro) e telhadinhos de barro

Não conseguimos estacionar o carro no meio da Plaza Mayor, nem nas ruas adjacentes. Hoje é proibido e os oficiais multam mesmo! Isso é uma coisa boa (eu acho), pois ajuda a preservar o local, impedindo que uma variedade de carros entupam sua área mais icônica.

Cadê os artesanatos? A estrutura das lojas continua no mesmo lugar, mas seu conteúdo mudou. As “artesanías” viraram bares, pizzarias e outros estabelecimentos mais internacionais, quero dizer, sem muita essência boyacense.

Enquanto em 2003 nós éramos provavelmente os únicos estrangeiros dali, hoje em 2018 vi muitos gringos nos arredores da Plaza Mayor. Alguns até aparentavam estar perdidos, mas quando estava quase indo na direção deles para oferecer ajuda (aparentemente eles não falavam espanhol), eles pegaram suas malas e saíram sem rumo como se estivessem procurando alguma coisa.

Assim, eu fico muito feliz que Villa de Leyva esteja atraindo visitantes que não são da Colômbia. Boyacá em geral é muito bonita e basicamente desconhecida do público internacional, então me enche de orgulho saber que uma pequena parte de minha terra esteja atraindo pessoas de lugares tão diversos.

É impressionante ver como a cidade cresceu. Ela ainda continua pequena se compararmos com outras cidades, mas me lembro claramente de alguns lugares nos arredores que eram cercados pelo nada e que hoje já possuem comércios e uma vida mais animada.

P1160305

Uma varandinha

Uma frase que eu sempre falo é “o tempo passa e nem percebemos”. Tempo passou muito rápido. 15 anos se passaram num piscar de olhos. É interessante comparar a primeira e a segunda visita e ver o que mudou e o que continua igual. Sabe… isso não é uma comparação ruim tipo aquelas que dizem que tal coisa é raiz e outra coisa é nutella. O passado foi muito bom, mas o presente também é bom no seu tempo. O mais legal é ver que você presenciou duas situações diferentes: como era, e como é.

Leyvinha continua linda! Hoje é meu primeiro dia de férias (teoricamente ainda não estou 100% de férias, mas falta bem pouco), então me inspirei em fazer um relato mais pessoal, mas eu queria muito em breve (tipo amanhã) escrever sobre algumas coisas interessantes para fazer em Villa de Leyva, assim como outras informações importantes.

Mas o importante é que me senti muito realizada com a minha volta para Villa de Leyva. Sinto que realizei um pequeno sonho de visitar novamente esse local.

A Casa dos Contos de Ouro Preto

Como boa cidade histórica, Ouro Preto possui uma série de lugares interessantes pra visitar: alguns são maravilhas a céu aberto, e outros são museus um pouco mais convencionais. Um dos lugares que mais chamam a atenção é a Casa dos Contos, e vou explicar o motivo nesse post!

P1150321

Maquete da Casa dos Contos

Um pouco sobre onde fica e o que é a Casa dos Contos

Localizado na rua São José e cercado por vários comércios e restaurantes (ou seja, sempre tem muita gente ao redor), a Casa dos Contos é um museu focado em história numismática e algumas outras coisas. A casa onde o museu se encontra tem tudo a ver com o motivo deste.

Originalmente ela foi uma residência pertencente a João Rodrigues de Macedo, e dentre várias coisas, chegou até a abrigar os inconfidentes por algum tempo. Por causa de dívidas do dono, esta edificação virou propriedade do estado no final dos anos 1700s, e algumas instituições tiveram sede ali. A mais notória era a fundição do ouro, onde uma parte do ouro de Minas Gerais era padronizada através de barras de ouro.

O edifício foi construído no estilo barroco, e acabou sofrendo uma restauração completa em tempos recentes, com o objetivo de transformá-lo em museu! Atualmente, o prédio e o museu são mantidos pelo Ministério da Fazenda e a entrada é franca.

P1150320

Varanda interna da Casa dos Contos

Numismática, finanças e economia

A visita começa pela parte de cima da casa, onde subimos uma escadaria e já nos deparamos com um balcão.

Como falei brevemente acima, a Casa dos Contos possui uma grande coleção numismática (exposição de moedas e notas de dinheiro antigas e atuais), e contempla períodos da história brasileira como colônia, império e república. É interessantíssimo ver a “evolução do dinheiro” de acordo com a necessidade da época, e fora isso as salas de exposição possuem vídeos explicativos e paineis com textos explicativos para os curiosos.

Além das notas e moedas, alguns utensílios relacionados estão presentes, como prensa para cunhar as moedas e alguns tipos de impressoras estão em exposição.

Como pessoa da área de economia e finanças, achei essa parte da visita sensacional! Aprendi fatos interessantes, relembrei algumas coisas da época da faculdade, e para mim, é importante ver com meus próprios olhos algumas coisas que só imaginávamos que existiam.

P1150328

Algumas notas em exposição

Escravidão

Após visitar a parte superior da casa, vamos para a segunda parte da visita que contempla o térreo e o subsolo. Essa parte da visita não pode ser fotografada, que contempla o porão da casa e a senzala. O timing da casa já indica que parte de sua história abrangeu o período da escravidão, e a primeira parte da visita acaba que nos faz esquecer disso.

A senzala é uma espécie de jardim dos fundos bem pequeno, e não assusta tanto. Já a cozinha e o porão são chocantes ao perceber as condições insalubres que aquelas pessoas viviam: pouca ventilação, pouca luz, fora todo o desconforto do local. Não encontrei informações de quantas pessoas moravam ali, mas aposto que eram muitas.

Uma seção possui alguns objetos em exposição; alguns eram utilizados pelos escravos no seu dia a dia, como utensílios de cozinha e alguns outros tipos de ornamento, e outros focavam mais em métodos de tortura utilizados contra essas pessoas. Justamente por sinal de respeito é pedido que as pessoas não tirem fotos, e aparentemente todos que estavam lá não fizeram isso.

Vale a pena visitar?

Eu sou a louca dos museus: onde tem um, faço questão de visitar! Adoro saber curiosidades sobre muitos assuntos, e o método de exposição de muitos museus me é interessante.

Os assuntos abordados na Casa dos Contos foram interessantes pra mim: o aspecto financeiro apresentado na parte superior, e um choque de realidade que a nossa história traz na segunda parte da visita.

Acho que vale a pena visitar sim pelo fato de que é nossa história (devemos conhecer o que se passa), a entrada é gratuita e o passeio não leva muito tempo. Ao redor do museu existem outras coisas para se ver, além de muitos restaurantes. Fora que o edifício em si (arquitetonicamente falando) é uma outra obra de arte a ser apreciada.

P1150322

Moedas – valores e anos

Museu do Ouro: finalmente

Depois de algumas idas a Bogotá, finalmente fui conhecer o Museu do Ouro, um dos principais pontos de interesse da capital colombiana! Acredito que este seja o museu mais importante do seu tipo no mundo, e não é para menos. São milhares de peças, quatro andares de exposições, e todos apresentam muitas informações interessantes.

20180328_100654

Algumas informações

O Museu do Ouro se localiza no centro de Bogotá, na região da Candelária. Ele não fica exatamente no coração do centro histórico, mas nada que uma caminhada rápida não resolva tudo.

O museu abre todos os dias, exceto nas segundas. A entrada custa 3000 pesos; se for com audioguia o valor sobe para 8000, mas aos domingos a visita é gratuita. (Nota importante, na Colômbia, 1 real vale aproximadamente 1000 pesos).

Há visitas guiadas em certos horários (eles avisam na hora), e elas são gratuitas.

20180328_100707

O que o museu apresenta?

O nome já ajuda a entender: o foco do museu são peças de ouro, em sua maioria. Essas peças foram encontradas em várias regiões da Colômbia, e elas foram trabalhadas por povos pré-colombianos com diversas finalidades, especialmente em ornamentos.

É impressionante ver a riqueza de detalhes nestas peças! O museu também mostra os materiais e artefatos utilizados na confecção destes ornamentos, e posso dizer que em geral, eles são muito rudimentares! Para mim, é um mistério saber como eles conseguiam fazer peças tão lindas com pouca tecnologia disponível.

Dentre os objetos em display, existem brincos, colares, coroas, vasos, e outras coisas! Também existem múmias e pecinhas minúsculas, porém lindas.

Conforme exploramos as dependências do museu, vemos como ele é organizado! O trabalho de iluminação também valoriza bastante as peças.

 

20180328_101407

20180328_104422

Algumas recomendações

O museu é maravilhoso e muito informativo. Certamente é um lugar imperdível para visitar em Bogotá. Ali dentro existe um café e uma loja que vendem artefatos, inclusive de ouro (claro que não com os preços mais acessíveis), mas é interessante ver.

A região onde o museu do ouro fica não é das mais seguras da cidade, por causa do alto fluxo de pessoas. É recomendável que não se ande mostrando objetos como câmeras e celulares, e é bom deixar as bolsas bem coladinhas ao corpo e os olhos precisam estar sempre atentos. Recomendações que a gente sempre tenta seguir em qualquer lugar, não é mesmo? :)

20180328_10380720180328_103429

Eu sempre quis ir ao Museu do Ouro, mas obrigações familiares nunca me permitiam fazer isso. Dessa vez, cheguei já falando que eu tinha que passear pelo centro de qualquer maneira, tanto que no primeiro dia já fui bater perna no centro, haha. E minha intuição tinha certeza, pois o centro de Bogotá (incluindo o Museu do Ouro, claro) é fantástico! Muito bom

 

20180328_10310820180328_102748

 

 

 

 

Como visitar os pontos de interesse em Moscou de metrô?

Olá, pessoal! Baseado nesse post aqui sobre Paris e este outro sobre Budapeste, vou falar para vocês qual é a melhor estação de metrô para visitar alguns lugares interessantes na capital russa. Também já contei um pouco sobre a história do metrô mais bonito do mundo na minha opinião (link abaixo), e desde já adianto que se locomover neste transporte público em Moscou é muito fácil, prazeroso, e até interessante, já que ele parece uma obra de arte.

Você pode gostar também: Você pode me encontrar dentro do metrô

1.Região da Praça Vermelha

Estação interessante: Teatralnaya (Театральная) – Linha 2 (verde)

O lugar mais icônico de Moscou (e talvez de toda a Rússia) se localiza bem no centro da capital. A partir de lá, a cidade cresceu e se desenvolveu, e por causa disso, muitos lugares importantes da cidade se localizam em seu entorno, como a Catedral de São Basílio, o Kremlin, o GUM, o Teatro Bolshoi e muitas outras coisas.

Uma série de estações de metrô se localizam ao redor da Praça Vermelha, mas na minha opinião, a Teatralnaya é a que se encontra em melhor posição. De lá, é possível explorar essa região e arredores. Mas se você quiser conhecer partes específicas dos arredores, como por exemplo só o Kremlin, existem estações mais específicas.

St Basil’s

2. Kremlin e museu do Exército

Estação interessante: Okhotny Ryad (Охотный Ряд) – Linhas 1 e 2 (vermelha e verde)

A Okhotny Ryad é uma estação que fica bem mais próxima à entrada do Kremlin, e confesso que era a que eu usava mais. A saída do metrô fica bem mais próxima do guichê que vende os ingressos para conhecer o que existe por dentro da muralha vermelha, assim como o museu do Exército, que gostei muito.

Também existe um shopping com esse mesmo nome com ótimas lojas e restaurantes. Os preços não são tão altos como no GUM, e dá para fazer boas compras ali. Outra estação da linha vermelha perto dali é a Biblioteka Imeni Lenina (Библиотека имени Ленина), que pelo nome já dá para perceber quem ela homenageia. Enfim, é também possível descer ali, mas a “pernada” é um pouco maior.

Caminhos do parque de Alexandre, atrás do Kremlin

3. Rua Arbat

Estação interessante: Smolenskaya (Смоленская) – Linha 3 (azul escuro)

A rua Arbat é uma das mais conhecidas de Moscou devido à grande quantidade de lojas, bares e restaurantes. Ela é bem extensa e gostosa de caminhar, e inclusive já fiz um post sobre ela aqui.

Existem duas estações de metrô da mesma linha que são interessantes para se chegar à rua Arbat: a Arbatskaya (Арбатская) e a Smolenskaya, que citei acima. Eu prefiro a Smolenskaya pelo fato de que faz mais sentido chegar por ela. A estação fica bem num dos inícios da rua e se você seguir direto, vai parar adivinha onde? Na praça vermelha, onde todas as ruas convergem em Moscou, haha.

Acho mais confuso chegar pela Arbatskaya, pelo menos eu sempre me confundia! Ela não fica exatamente na rua Arbat nem na Novy Arbat, enquanto você já sai direto na rua de interesse se você escolher chegar na estação Smolenskaya.

Rua Arbat

4. Teatro Bolshoi

Estações interessantes: Lubyanka (Лубянка) – Linhas 1 e 7 (vermelha e roxa) ou Teatralnaya (Театральная) – Linha 2 (verde)

O Teatro Bolshoi fica bem perto de você já sabe onde (Praça Vermelha, óbvio, hehe), mas existem outras opções de chegada além da estação Teatralnaya (que leva esse nome por causa do Teatro Bolshoi).

A estação Lubyanka fica em igual distância da Teatralnaya, e ali também existe a oportunidade de ver o antigo prédio da sede da KGB, a polícia secreta soviética, que também se chama Lubyanka.

Placa indicativa próxima ao Teatro Bolshoi

5. Estádio Luzhniki

Estação interessante: Sportivnaya (Спортивная) – Linha 1 (vermelha)

Quando eu visitei Moscou, meu smartphone era tão ruim que ainda não tinha acesso a mapas. Então quando nosso ônibus nos deixou em frente ao estádio Luzhniki, tivemos que procurar a pé e carregando malas (inclusive uma quebrada) por vários lugares até encontrar uma estação.

Acabamos descendo no Park Kultury, cuja caminhada até lá foi beeeeeem grande, cansativa e desnecessária, já que existe uma estação bem na frente (!!!!!!!) do estádio e não vimos. Fazer o quê, vida que segue.

Lembrando aqui que o estádio Luzhniki será o palco mais importante da copa do mundo do ano que vem! Então não caia no mesmo erro que eu e chegue e saia pela Sportivnaya, hehe.

6. Parque Gorky

Estação interessante: Park Kultury (Парк культуры) – Linha 5 (marrom)

O último ponto de interesse dessa lista é o Parque Gorky, e para chegar lá, recomendo chegar pela estação que utilizei para sair do estádio, ou seja, a Park Kultury. Confesso que a caminhada para chegar no Parque Gorky é meio comprida, mas não existe outra estação tão próxima quanto esta.

Saindo de lá, ainda é necessário atravessar uma ponte que cruza o rio Moscou, o que pode garantir lindas fotos. Para os que preferirem chegar do outro lado, pode descer também na estação Oktyabrskaya (Октябрьская).

 

Enfim, esses foram alguns lugares que selecionei para quem tem interesse em conhecer uma parte de Moscou por metrô. A cidade é muito grande e existem muitas outras estações: algumas linhas nem citei por serem mais residenciais ou não terem muito apelo para o turismo. Mas lembre-se que na dúvida, sempre tenha um mapa em mãos! ;)

 

O Museu de História Natural em New York

Olá pessoal, como estão?! Hoje vou contar para vocês como foi a minha experiência ao visitar o Museu de História Natural em New York. Quem gosta de biologia e de grandes exposições vai adorar essa visita, no que é provavelmente, o museu mais conhecido de NYC.

Antes de continuar, gostaria de dizer que em geral tive uma péssima impressão de New York, e exprimi meus sentimentos nesse post aqui. Meio que por causa disso, não me empolguei em postar nada sobre NY, mas ao rever algumas fotos antigas me empolguei com o Museu de História Natural.

Fazendo um mea culpa, eu confesso que esse museu e a área que ela se localiza foram os meus lugares favoritos de New York! O Museu fica em frente ao Central Park e essa é uma área muito legal para caminhadas. A vizinhança é muito boa, e ali se encontram alguns dos apartamentos mais valorizados da cidade.

Mas enfim, o museu!

Street View da frente do AMNH

Street View da frente do AMNH

(Gente, para simplificar, vou usar a sigla AMNH, que é acrônimo para American Museum of Natural History)

O AMNH é um dos museus mais antigos de New York, e ele é atrativo tanto para adultos quanto crianças. Como seu nome já diz, o seu foco é em história natural, ou seja, em biologia e no estudo da evolução das espécies.

Na época que eu fui, você tinha algumas opções de visitas: a que escolhemos foi a visita geral (General Admission) + a oportunidade de assistir um filme sobre os dinossauros no IMAX. O marido da minha tia achou essa oportunidade do filme bem interessante, então fomos lá. O preço foi de 22 dólares por adulto.

Falando em dinossauros, o AMNH possui uma vasta coleção de esqueletos de dinossauros, o que certamente é o ponto alto da exposição!  Fontes dizem que essa coleção é a maior do tipo no mundo e ela se localiza no quarto andar. Não tem como não se encantar com a grandeza e opulência desses animais! E não se engane, pois os fósseis são reais!

img_1112

img_1119

img_1074

Fóssil que fica bem na entrada do museu

Logo no primeiro andar do prédio se encontra uma das seções mais interessantes que achei, que foram os animais preservados via taxidermia no seu ambiente natural. Como assim? Os animais foram devidamente preservados por essa técnica, e para completar o ambiente, ao redor deles são reproduzidos os ambientes naturais deles, e realmente parece que você está olhando diretamente para um animal vivo na natureza.

img_1127

img_1088

img_1080

No terceiro andar se encontra uma exposição sobre as populações nativas ao redor do mundo: desde os primeiros habitantes da África até as populações ameríndias antes da chegada dos europeus. Objetos dos lugares e outros tipos de representações deixam a visita bem ilustrativa.

img_1086

img_1096

img_1091

Sobre o filme que assistimos: interessante, porém esperava mais. Na minha humilde opinião, poderíamos ter ido para a seção que falava sobre o universo (tema que adoro), porém como sempre, fui minoria.

Lá no museu tiramos uma foto com os profissionais, e me lembro que custou 10 dólares (na época). Recebemos 3 fotos, e uma delas veio num pequeno porta retratos com o símbolo do AMNH, coisinha mais fofa e que está na minha estante de viagens! :) Nossa pose foi tentando fugir do dinossauro, haha.

Existe uma parte que acabei não registrando com fotos que falava sobre a vida marinha. Muito legal e interessante todas as representações sobre o fundo do mar! Sem falar da baleia gigante em tamanho real que se encontra em exposição.

Vale a pena a visita?

Vale a pena sim, e como falei acima, o AMNH é uma atração interessante para adultos e crianças. A Gabi na época adorou a interação com os animais, e tenho certeza que hoje em dia ela aproveitaria a visita de uma maneira mais educativa, aprendendo sobre a vida animal em si.

Bi toda empolgada com o tigre

Bi toda empolgada com o tigre

Fique atento às exposições temporárias (a nossa foi um filme, né……) que são super interessantes e não ficam lá para sempre. Aproveite boas horas dentro do museu e guarde muito espaço na sua câmera, pois você não vai se arrepender!

 

 

Almoçando com os dinossauros no T-Rex Orlando

Olá pessoal! Hoje eu vou falar de um dos restaurantes mais conhecidos e disputados de Orlando, o T-Rex! Como você já pode imaginar pelo nome, esse restaurante possui um tema de dinossauros e todo o ambiente gira em torno disso. Ele fica localizado em Disney Springs (antigo Downtown Disney), e acho que vale a pena fazer uma refeição por lá!

Acompanhe também: Almoço no Epcot: Prós e Contras

20150312_191301

Cardápio e estilo de comida

O T-Rex é classificado como American Cuisine, ou seja, culinária dos Estados Unidos. Só que a impressão que eu tenho é que ele abrange uma grande quantidade de coisas, muito além do hambúrguer e do molho barbecue.

Para entradas existem uma série de opções como nachos, saladas, quesadillas, bruschettas, iscas e sopas. Os pratos principais variam de uma série de hambúrgueres, filés como o famoso New York Strip, peixes como salmão, frutos do mar, fish n’ chips e algumas massas.

De sobremesas, já ouvi falar muito bem do Chocolate Extinction que é um bolo com sorvete, caramelo e outras coisinhas, mas reza a lenda que ele dá para 4 pessoas. Como só uma pessoa estava me acompanhando e era nosso segundo almoço do dia (!!) não iríamos aguentar tamanha explosão de chocolate. (Mas já está na minha lista!)

O link para o acesso ao menu do T-Rex e todos os preços disponíveis se encontra aqui.

20150312_191332

20150312_191357

Fazendo as reservas

Como eu falei um pouco ali em cima, o restaurante é um dos mais concorridos de Orlando, e eu acredito que você não queira ficar em pé na fila por muito tempo. Como é melhor não depender do walk-in para arrumar um espaço para sentar, fazer a reserva é imprescindível.

Ainda não criei um post específico sobre isso, mas sempre cito o portal do My Disney Experience para gerenciar suas reservas em Orlando. O site é todo em inglês, mas é essencial para quem pretende manter todas as suas coisas relativas a Orlando organizadas.

Primeiramente você cria um login, e lá dentro você cria perfis de cada pessoa que vai viajar junto com você. Criados os perfis, você pode reservar uma série de coisas pelo site: hospedagem, ingressos dos parques, fast pass e os restaurantes. A única coisa que não consegui reservar foi o Cirque du Soleil, que é feito diretamente no próprio site do circo.

Acompanhe também: La Nouba, a experiência

Na hora de fazer a reserva do T-Rex, você entra na página do restaurante no site da Disney, seleciona a data e horário reservado. Você não paga nada nesse momento, apenas garante sua reserva. É bom fazer esse procedimento com uma certa antecedência, já que é provável que os horários mais disputados se esgotem logo.

Olha quem estava almoçando ao meu lado?

Olha quem estava almoçando ao meu lado?

O ambiente

O que chama mais a atenção no T-Rex é o ambiente e a decoração! A entrada do restaurante parece a abertura de uma caverna e é essa a sensação que você tem quando você adentra o lugar – que você está explorando as profundezas da terra.

Entrada do T-Rex

Entrada do T-Rex

Muitíssimo bem decorado, você almoça com vários dinossauros ao seu redor – e eles se movem e fazem barulho! Realmente parece que eles estão vivos e a cada alguns minutos todos eles fazem um showzinho com luzes, movimento e grunhidos!

O Rafa, meu priminho que devia ter dois anos na época quando ele foi, ficou morrendo de medo dos dinossauros, mas só soube falar deles quando voltou pra casa, haha.

Eu fiquei sentada numa parte do restaurante que lembra uma floresta, com árvores e mais alguns dinossauros nos rodeando. Outras partes do restaurante também são bem interessantes – tem o aquário, com destaque para o polvo gigante e uma parte que na minha opinião é inspirada na era do gelo com iluminação azul e um esqueleto gigante.

img-20150313-wa0011

Vale a pena fazer uma refeição lá?

Vale sim! O T-Rex oferece refeições muito bem servidas, o gosto estava ótimo, atendimento foi padrão Disney (ou seja, alto) e o ambiente é incrível, o mais realista possível! A comida não é barata para os padrões de muitos viajantes, mas é aceitável falando de Disney.

O bom de comer no T-Rex é a possibilidade de partir para outras atrações ali no Disney Springs, como as diversas lojas de souvenirs (World of Disney, te amo!), o Cirque du Soleil, e muitas lojas onde você poderá gastar seus dólares. Aproveite e descubra esse restaurante super divertido!

Entrada do restaurante

Entrada do restaurante (aquário ao fundo)

Por fim, a Citadella

A Citadella é provavelmente o lugar onde dá para se ver a maior parte de Budapeste. Particularmente acho que a vista mais bonita da cidade fica no Bastião dos Pescadores, mas a Citadella é igualmente impressionante e é ponto indispensável para conhecer em Budapeste.

2013-05-25_15-08-06_694

Budapeste vista da Citadella

Tanto o Bastião dos Pescadores quanto a Citadella possuem significados especiais para mim, e são símbolos dessa epopeia húngara que vivi. O Bastião foi um dos lugares que conheci no meu primeiro dia em Budapeste; já a Citadella foi o último lugar que conheci na capital húngara.

Logo nos primeiros posts do blog, escrevi um relato curto sobre esse dia. Aquele dia foi tão fantástico e maravilhoso que eu não queria que terminasse nunca! Só ficam as boas memórias e o agradecimento.

Acompanhe também: O dia em que o tempo parou

Origens

A Citadella é uma antiga fortificação húngara localizada no topo da colina Gellért (Gellért Hill) construída em 1848, no ápice da revolução húngara.O nome Citadella já dá a entender que o local tem características de uma fortaleza.

Ela fica no lado de Buda (Buda é montanhosa, enquanto Peste é uma planície), e o fato dela estar no topo de um morro, indica que sua localização foi completamente estratégica em termos militares durante as revoltas contra os Habsburgos e a ocupação soviética.

citadella

Em memória de todos aqueles que sacrificaram suas vidas pela liberdade e independência da Hungria

O que fazer na Citadella?

Hoje em dia o local não tem mais a maioria das características militares que outrora possuiu. Algumas muralhas foram derrubadas, mas a maior parte da estrutura original permanece.

Um mirante foi construído na ponta da Citadella, e é possível passar bastante tempo só admirando o Danúbio, a cidade e tentando descobrir suas ruas principais. Próximo ao mirante também se encontra a Estátua da Liberdade: construída para homenagear os húngaros mortos durante os períodos de opressão.

Na Citadella também se encontra o museu do Exército: uma série de bunkers decorados de uma maneira que te fazem voltar no tempo, durante a época das guerras.

Além do mirante e do museu, ainda é possível explorar a colina Gellért a pé, já que existem uma série de trilhas que a rodeiam do sopé até o topo. Mas obviamente, é necessário disposição, já que ali é uma subida.

citad

Despedida de Budapeste

Como citei no início do texto, esse foi o último lugar que conheci em Budapeste. Era um sábado e o meu voo para o Brasil seria na segunda de manhã. Naquele dia, o Zsolt me ligou e perguntou se eu queria dar uma volta com ele em algum lugar, mas não podia demorar já que ele possuía um compromisso à tarde.

Nessa altura eu já havia entregado as chaves do meu apartamento e estava hospedada num hotel mais ao centro da cidade. Depois de um certo horário, o Zsolt apareceu e perguntou se eu já havia conhecido a Citadella. Eu disse que não e ele me levou lá.

Nós conversamos muito durante o trajeto, e até hoje agradeço pela pessoa incrível e super prestativa que o Zsolt acabou se tornando durante toda essa viagem. Caminhamos pela maior parte do trajeto, tiramos muitas fotos e voltamos pro hotel.

Eu estava tão pra baixo naquele dia, já que a melancolia estava batendo: a maioria dos meus amigos próximos já havia ido embora. Na noite anterior tinha acontecido minha festa de despedida, com muitos rostos novos que iriam continuar a experiência que iniciei. Na sexta à noite me despedi da maioria deles, já que eu não os veria mais.

Receber a ligação do Zsolt me alegrou muito! Foi ótimo conhecer um lugar novo, e ainda em ótima companhia. Ainda nos veríamos, já que ele insistiu em me levar pro aeroporto na segunda feira.

2013-05-25_15-06-56_851

Mirante

Vale a pena conhecer a Citadella?

Então, voltando ao intuito mais informativo do post, acho que vale a pena conhecer a Citadella quando já se conheceu a maior parte das atrações de Budapeste. Como a Citadella fica bem longe do centro, ir até lá exige um pouco de tempo livre, pois acredito que a intenção da maioria das pessoas que visitam lá não é de chegar, bater umas fotos e ir embora: conhecer o bunker, comer em algum restaurante típico e andar pelas trilhas pode ser uma opção interessante para quem tem tempo e disposição.

A distância também foi um dos motivos pelo qual eu levei tanto tempo para conhecer o local! O único transporte público que chega até lá é ônibus, e como não conhecia Buda tão bem, sempre deixava para depois. Tive sorte pois o Zsolt me levou de carro até lá!

Mas enfim, o local é lindo, mas eu passaria a visita caso não tivesse muito tempo livre.

 

Vida na Irlanda: Phoenix Park em Dublin

Escrito por Larissa Pinheiro

Olá, gente! É preciso dizer antes de mais nada que é um prazer iniciar essa coluna aqui no blog da minha amiga Camilla Sandoval. Muito obrigada por me ceder esse espaço. Vamos às introduções: meu nome é Larissa, tenho 25 anos e atualmente moro na Irlanda, numa pequena cidade chamada Strokestown localizada no condado de Roscommon. Sou natural da cidade de Manaus no Estado do Amazonas, onde morei maior parte da minha vida. E pra falar de Irlanda não tem maneira melhor de começar essa categoria falando sobre um dos meus lugares favoritos daqui que é o Phoenix Park.

O Phoenix Park é considerado o maior parque da Europa. Ele possui 700 hectares (7 milhões de metros quadrados). Se você achava que o Central Park em Nova Iorque era grande, o Phoenix Park é muito maior!

img_8518

Um pouco sobre

O Parque foi inaugurado no ano de 1662 pelo mais ilustre vice rei da Irlanda, James Butler, duque de Ormond, em nome do rei Charles II. Sua área já foi muito maior no passado, hoje em dia ele se estende até quase Kilmainham, lado sul do Rio Liffey.

Natureza

Muita gente conhece o lugar pelos cervos (veados) que lá habitam. Sim, existem muitos morando lá e muitas pessoas vão para conhecê-los, alimentá-los (eles amam cenouras, vá preparado!) e, claro, tirar muitas selfies com os amiguinhos. O parque possui uma natureza incrível e 30% de sua área é coberta por árvores.

img_8264

Atrações

Afinal, o que tem pra fazer no tal Phoenix Park? Vamos lá a lista de lugares para conhecer dentro do parque.

  • Dublin Zoo
  • Pope’s cross
  • A casa do Presidente da Irlanda
  • Wellington Monument (maior obelisco da Europa)
  • Magazine Fort
  • People’s garden
  • Farmleigh
  • Ashtown Castle

screenshot_2016-12-07-16-33-52

Como chegar?

O parque fica localizado em Dublin 8 próximo a estação de trem e LUAS (metrô de superfície da cidade) Heuston. Meu conselho, caso você queira aproveitar bem sua ida ao parque e conhecer todas ou a maioria das atrações, poupe suas perninhas e pegue o ônibus (25, 26, 37, 38, 39, 70 ou 46A) ou se preferir pegue o LUAS linha vermelha até a estação Heuston.

Vale muito a pena uma tarde no Phoenix Park em qualquer época do ano. Mas o verão, em especial, é ideal! Mesmo que você não veja todas as atrações é bom ir lá pra relaxar, tomar um sol, encontrar os amigos, ler um livro ou, caso você tenha bicicleta a sua ida ao parque se  torna muito mais interessante, lá tem uma ciclovia bem grande por todo o parque.

Obelisco

Obelisco

Bom, esse foi o meu texto falando sobre o Phoenix Park e também o meu convite para todo mundo que deseja vir à Irlanda e explorar esse lindo país. Eu posso escrever mais sobre a minha querida ilha esmeralda. É só pedir que eu volto.

Para mais informações sobre o parque, acesse o site oficial do Phoenix Park!

img_8512

fullsizerender