Pueblito Boyacense, em Duitama

Olá, internet! Hoje eu quero falar sobre o Pueblito Boyacense, que é um lugarzinho encantador em Duitama, uma das principais cidades do departamento de Boyacá. Antes de começar a escrever esse post, fiz uma rápida pesquisa no google pra ver como outros blogueiros reagiram a este sítio turístico, mas a princípio não encontrei nada em português. Como fiz essa pesquisa bem rapidamente, espero que a falha tenha sido minha, pois não é possível que ninguém do Brasil tenha ido até lá.

(Ah, caso exista alguma dúvida, “pueblito” significa povoado pequeno, e “boyacense” é a pessoa que nasceu em Boyacá, departamento da Colômbia).

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Bem vindos a “Tibasosa”

Mas o que é o Pueblito Boyacense?

O Pueblito Boyacense é uma espécie de vila que se encontra nos subúrbios de Duitama, na Colômbia. Mas o que deixa este local tão charmoso assim é que as casinhas desta vila são inspiradas em características arquitetônicas de várias cidades de Boyacá.

Ou seja, num passeio rápido pelo pueblito você já consegue identificar como as cidades boyacenses são diferentes entre si, e como as características geográficas, topográficas, históricas e outras influenciam na arquitetura e decoração das casas.

A inspiração para a construção do “Pueblito” veio de artistas engajados em tentar promover um aspecto diferente de Boyacá, já que este departamento é muito rico, variado, e possui características muito distintas. Então por que não representar a variedade de coisas presentes em terras Boyacenses num único espaço?

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Detalhes de uma casa que lembra Ráquira

O que dá para fazer no Pueblito?

Como disse antes, ele é uma espécie de vila, então existem casas, comércio, restaurantes, cafés e até uma igreja. Com isso, já podemos imaginar que existem pessoas que vivem lá. A vila em si é o que mais chama a atenção dos visitantes, pois ela é muito lindinha! Você consegue ver diferentes aspectos da vida boyacense num local só. E claro, se for possível, comprar coisas nas lojinhas dali já ajuda muito a movimentar o comércio.

Se você já conheceu o Caminito em Buenos Aires, saiba que o Pueblito segue o mesmo padrão, mas ele foca mais no aspecto cultural de Boyacá do que tentar chamar a atenção dos visitantes com cores brilhantes.

Ele também não é muito grande, então é possível fazer um passeio não muito cansativo, caso você esteja com pressa, ou até com a agenda apertada, ir no Pueblito pode ser uma boa opção.

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Mais detalhes

O que também é importante saber

O Pueblito Boyacense representa a arquitetura de sete cidades de Boyacá: Villa de Leyva, Tibasosa, Monguí, Tenza, El Cocuy, Sáchica e Ráquira. Ali não é bem uma cidade em miniatura, pois as construções estão em tamanho real, mas é basicamente como se fosse uma representação de 7 cidades em uma.

O Pueblito Boyacense possui uma espécie de portaria, que cobra 5000 pesos por carro pra entrar. Eu acho o preço ótimo, e também ele é simbólico para o que esta vila pode oferecer. Ali tem estacionamento, então guardar o carro não é um problema.

Ali também não é um local que estará cheio de gente todas as horas, então é muito provável que você terá visitas tranquilas, sem muita gente com câmeras importunando.

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A igreja está nas minhas costas, disk

Vale a pena visitar?

Eu gostei muito de conhecer o Pueblito. Havia algum tempo que queria visitá-lo, mas sempre deixava pra depois. Achei a visita tranquila, amei a disposição das casas, e realmente acho que as características de decoração destas se assemelham muito às construções típicas das cidades que elas representam.

Porém, só acho que você tem que conhecer o Pueblito se você estiver em Duitama, ou muito próximo dali, pois eu acho que esta visita é rápida e tranquila, e não é daquelas de levar o dia todo.

 

Obrigada por chegar até aqui, e espero que tenha gostado! E também espero encontrar outros posts sobre o Pueblito Boyacense em breve.

 

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Flores

8 cidades históricas para você conhecer na Colômbia

Quando os brasileiros resolvem conhecer a Colômbia, normalmente ficam no eixo Bogotá – Cartagena – San Andrés. É compreensível, pois esses são os três locais mais falados no país, mas assim como o Brasil não se resume a somente Rio e São Paulo, a Colômbia também possui muitos outros lugares maravilhosos não tão frequentados por turistas.

Puxando um pouco a brasa para minha sardinha, hoje vou falar sobre 8 cidades coloniais que existem no departamento de Boyacá, onde ficam as origens da minha família. A região é linda, e é uma pena que poucas pessoas conheçam esse lugar.

Os textos vão ser bem reduzidos devido a quantidade de itens, mas o que está aqui é o suficiente para termos uma visão geral de cada cidade!

  1. Tunja (Pop: 191.000 hab)

Tunja é a capital de Boyacá, a cidade mais populosa do departamento, e ela é uma das cidades mais antigas do país, já que foi fundada em 1539. Com tanto tempo de história (pensando bem, essa cidade tem quase a idade do Brasil!), muitas construções da cidade ainda são antigas, especialmente as que se localizam na região central.

Existe uma parte da cidade chamada de Centro Histórico, cujo coração fica na Plaza de Bolívar. A partir de lá é muito gostoso caminhar pelas suas ruas de paralelepípedos, onde os prédios de dois pavimentos ainda te dão a sensação de volta ao tempo.

Tunja fica apenas a duas horas de Bogotá. Já fui de carro e ônibus para lá: a estrada é boa, e é duplicada desde Bogotá. A rodoviária também não fica muito longe dos principais pontos de interesse da cidade, mas isso vai mudar em breve, já que um novo terminal está sendo construído em outro local, mas aparentemente ele será ligado ao centro.

2. Villa de Leyva (Pop: 17.000 hab)

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Assim como Tunja, Villa de Leyva é uma cidade muito antiga e que preserva muito seu passado colonial com características espanholas. Fundada em 1573, essa cidadezinha é um dos pontos turísticos mais reconhecidos no país por sua beleza histórica. Provavelmente de toda essa lista, esta é a cidade com mais turistas e curiosos a visitando.

Villa de Leyva possui todo seu centro pavimentado com paralelepípedos (umas pedras grandes na verdade), e assim como o centro de Tunja, é muito gostosa para se caminhar, apreciando as casinhas coloniais em estilo espanhol. A diferença entre ela e outras cidades da região é que ela não cresceu muito, então seu “todo” é mais uniforme. Nessa última viagem comentaram comigo sobre uma lei que obriga todas as construções a seguirem os mesmos padrões de edificação, ou seja, elas precisam ser parecidas às construções originais.

Uma outra característica sobre Villa de Leyva é que ela fica num vale, ou seja, temos que descer a montanha para chegar até lá, sendo que a grande parte das cidades boyacenses ficam no alto. A estrada para chegar lá é bem sinuosa, e exige cuidado, mesmo ela estando em excelentes condições.

3. Paipa (Pop: 31.000 hab)

Lanceros del Pantano de Vargas

Paipa é uma cidade que eu costumava frequentar bastante. Conhecida como a capital turística de Boyacá, ela é pequenininha, possui um centro com uma linda catedral e prédios antigos ao redor, mas diferente de outras cidades da lista, ela possui uma mescla de passado e presente que combina bastante.

Paipa também é uma das cidades que conheci que conseguem criar uma simbiose de rural+urbano bem interessante. Prédios bonitos e modernos convivem lado a lado com casinhas antigas, com muitos detalhes de madeira tipicamente colombianos.

E falando de história, um dos lugares mais importantes da história da Colombia se localiza dentro do município de Paipa, mas ainda longe do centro da cidade. O Pântano de Vargas foi o local da batalha decisiva das tropas de Bolívar contra os espanhóis, e com isso, a independência da Gran Colombia veio às custas de muitos boyacenses.

Outra atração famosa de Paipa são seus banhos termais. Como a cidade se localiza em cima de uma espécie de “ponto quente”, as águas são bem quentes, o que ajuda a melhorar o turismo dali. Alguns resorts muito bons se encontram em Paipa, e eles se concentram ao redor do Lago Sochagota.

4. Chiquinquirá (Pop: 65.500 hab)

Chiquinquirá (sim, muitas cidades nessa região terminam com “rá”) é uma das cidades mais novas dessa lista, fundada apenas nos anos 1800. Ela é uma das maiores cidades de Boyacá, e muitas partes da cidade são bem modernas, mas seu centro ainda guarda muitas características coloniais antigas.

Provavelmente o maior interesse da cidade é a Basílica da Virgem de Chiquinquirá, que é uma bela igreja que lembra muito as catedrais de outras cidades pela América Latina, ainda que menor. Ela se localiza na Plaza de Bolívar (sim, também exstem muitas Plazas que levam o nome do Libertador na Colômbia), que também são rodeadas pelas famosas casinhas coloniais com detalhes em madeira.

O Palácio da Cultura também é um ponto de interesse bem importante de Chiquinquirá, e é considerado um monumento nacional.

5. Monguí (Pop: 4.900 hab)

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Plaza Mayor de Monguí, e a Catedral

Algumas listas de jornais da Colômbia e do Exterior sempre listam Monguí como um dos povoados mais bonitos do país. Fundada no século XVII, Monguí não cresceu muito, e toda sua cidade se mantém fiel ao que era há séculos atrás.

Eu consegui conhecer Monguí nessa última viagem, e ela me lembra muito a cidade de Ronda (que é um dos meus lugares de sonho para visitar). A temperatura é bem agradável para quem gosta de frio também, muito por causa de sua localização muito no alto da montanha. A temperatura média fica na casa dos 13 graus por boa parte do ano.

Um dos lugares mais fofos de Monguí é sua ponte de pedra que parece que saiu de um romance! Dá para tirar lindas fotos ali.

Uma curiosidade sobre Monguí é que ela também é conhecida como um pólo importante para a confecção de bolas de futebol, devido à qualidade do couro da região.

6. Ráquira (Pop: 13.500 hab)

Ráquira é uma das cidades que jamais vou esquecer na vida. Esse povoado é pequenininho, mas é muito conhecido pelas suas casas coloridas que vendem artesanatos. Muitos habitantes da cidade se tornaram artesãos, e com isso, o comércio desses produtos atrai consumidores de toda a região.

As principais ruas da cidade me lembram muito do Caminito em Buenos Aires: casinhas coloridas bem decoradas com cores vibrantes. Ah, e vale lembrar que Ráquira fica bem pertinho de Villa de Leyva, e é bem possível de conhecê-las numa mesma perna.

Compramos muitos desses artesanatos para decorar a nossa casa! O meu favorito de todos é essa tapeçaria (foto abaixo) que colocamos uma moldura.

7. El Cocuy (Pop: 5.200 hab)

El Cocuy é uma pequena cidade localizada bem ao norte de Boyacá, quase na fronteira com a Venezuela. Com isso, já imaginamos que essa cidadezinha fica bem mais longe de Tunja e outras cidades desta lista.

Assim como a maioria das cidades dessa lista, ela ainda preserva uma ou outra característica colonial espanhola, mas ela é visada por muitos mochileiros como um dos pontos de início para explorar a Sierra Nevada. Por causa disso, já imaginamos que o local é bem friozinho, e os meus primos sempre falavam do frio dali.

A partir de El Cocuy existem várias trilhas de exploração para o Parque Nacional Sierra Nevada, que é um dos destinos mais bonitos, mas também é um dos mais subestimados da Colômbia. Eu mesma queria muito conhecer a Sierra Nevada, mas ainda me faltam culhões de exploradora. Enquanto isso, fico com as cidades coloniais. :)

8. Sotaquirá (Pop: 7.500 hab)

Pracinha de Sotaquirá

Claro que Sotaquirá não poderia ficar de fora desta lista! A cidade natal do meu avô e de boa parte dos meus parentes é linda! A maioria de suas casas segue um padrão de telhados laranja, paredes divididas entre o branco e o verde, e para completar, lindos detalhes em madeira por todos os lugares!

Eu já fiz um post só sobre Sotaquirá, mas tem algum tempo. Desde então eu não voltei lá, então infelizmente não possuo informações mais novas. Ali existem vistas maravilhosas, e curiosamente o meu local favorito é o cemitério. A sua vista é fantástica, e me traz uma paz de espírito sensacional! Não tem como não amar a minha Boyacá!

A batalha do pântano

Hoje eu vim falar de um lugar que eu não visito faz mais de 10 anos, e provavelmente nem lembraria dele se não fosse esse blog e a minha lista de possíveis pautas. O que é muito bom, pois o Pântano de Vargas é um lugar com uma história muito interessante que deveria ser ensinada nas escolas de toda a América Latina.

O que acontece é que houve uma batalha crucial para a consequente independência de alguns países do norte da América Latina. Essa batalha é conhecida como “Batalha do Pântano de Vargas” que causou a derrota espanhola. Essa desmoralização abriu espaço para que os espanhois fossem perdendo espaço, o que resultou na independência do futuro país chamado de Grã Colômbia.

A Grã Colômbia era gigante e acabou se dividindo. Seu território hoje compreende toda a Colômbia, Venezuela, Panamá, a maior parte do Equador, e pequenas partes da Costa Rica, Nicarágua, Guiana, Peru e até do Brasil (leia-se, a região da Cabeça do Cachorro).

De qualquer forma, ali no local da batalha, foi erguida uma estátua de 33 metros em 1969 para comemorar os 150 anos da vitória colombiana. Essa estátua também foi tombada como patrimônio histórico da Colômbia e se encontra estampada na nota de 1000 pesos. Essa estátua retrata o líder da revolta, o general Simón Bolívar (ele mesmo) junto com 14 lanceiros que venceram as forças da Espanha.

Todas as vezes que eu vou pra Colômbia, eu tenho que ir pra Boyacá (sim, minhas terras ancestrais), e de praxe passar por Tunja, Sota, e também em Paipa, que é onde se encontra esse momumento. Os “Lanceros del Pantano” não ficam dentro de Paipa em si, mas um pouquinho distante.

Lanceros del Pantano de Vargas

Lanceros del Pantano de Vargas

Ao lado do monumento, existe uma pequena vila com alguns cafés e me lembro até de uma igrejinha. Fora isso, ali não tem muita coisa além da linda vista das montanhas de Boyacá. Vale a pena contratar algum guia ali mesmo para contar a história da batalha, caso haja interesse (fontes na internet são escassas, mesmo em espanhol).

Em Paipa mesmo, existem os banhos termais e a pracinha da Igreja. A cidade é bem pequena mas muito acolhedora. Ao redor existem Tunja, Duitama e outras cidades com teor turístico bem forte como Villa de Leyva e Ráquira.

Enfim, visitei o pântano em 2003 (mais de 10 anos!!!!) e não lembro de mais detalhes, e as fotos que tenho são bem pessoais, por isso não preferi postar aqui. Mesmo assim, achei válido apresentar essa experiência de Colômbia, e especialmente de Boyacá, minha terrinha colombiana favorita.