Roteiro da minha primeira viagem à Europa – Parte 2

Chegamos à segunda parte do roteiro da minha primeira viagem à Europa! A primeira parte se encontra aqui, onde contei de maneira reduzida como foram os dias em Paris, Versailles, Luxemburgo, e nas pequenas cidades alemãs de Cochem, Bacharach e Rüdesheim am Rhein.

Lembrando mais uma vez que essa é uma sugestão de roteiro para a Europa: como contratamos uma agência de turismo, todo o transporte e passeios eram por conta da empresa. Mas obviamente, é possível de recriar este trajeto por conta própria.

Acompanhe também:
Roteiro da minha primeira viagem à Europa – Parte 1
Roteiro da minha primeira viagem à Europa – Parte 3

Dia 6: Rothenburg ob der Tauber e Munique

Frankfurt - Rothenburg ob der Tauber - Munique

Frankfurt – Rothenburg ob der Tauber – Munique (Google Maps)

Como disse no post anterior, chegamos em Frankfurt no fim da tarde e quase não conhecemos nada da cidade. Esse é um dos pontos negativos em fazer excursões desse tipo, já que todo o tempo é cronometrado e vital para o andamento do que já estava previamente agendado. Pelo menos consegui ter uma visão dos arranha-céus e de toda a opulência contemporânea da cidade. Fomos ao nosso hotel e prontamente nos preparamos para o próximo dia.

Saímos bem cedo de Frankfurt, com Munique como destino final do dia. Antes, iríamos passar por uma linda cidade bávara chamada Rothenburg ob der Tauber, que acabou virando minha favorita na região.

Esta cidadezinha tem uma parte antiga e uma nova, que continua se expandindo. A parte antiga (que é o ponto de interesse geral) é super pitoresca: rodeada por uma muralha medieval e possui lindas casas germânicas de encaixe. Muitas dessas casas hoje tem propósito comercial, com destaque para as lojas de brinquedos e ursinhos de pelúcia, e as de decoração natalina.

Na primeira janela do primeiro andar, um ursinho de pelúcia "brincava" de soltar bolhas - e com música!

Na primeira janela do primeiro andar, um ursinho de pelúcia “brincava” de soltar bolhas – e com música!

Confesso que senti algo familiar naquela cidade, como se já a conhecesse antes, mas nunca havia ouvido falar nela! Algum tempo depois descobri que Rothenburg ob der Tauber foi a inspiração que Walt Disney teve para desenvolver a cidadezinha onde o Pinóquio morava. Ela tinha aparência germânica super medieval e pitoresca, lembram?

Também tivemos tempo de subir até a muralha: escadas de madeira bem antigas nos ajudam a subir nos lugares onde os guardas antigamente guardavam o entorno da cidade.

"Janela" da muralha

“Janela” da muralha

Aquele foi um domingo maravilhoso, e apesar de chuvoso não tirou meu encantamento com “a cidade mais linda do mundo”, que é como me refiro a ela. Mas o show deveria continuar, e nós partimos em direção a Munique.

Algum tempo depois, chegamos à capital bávara, e teríamos algo como duas horas livres. O ponto de encontro era na frente do Teatro Nacional Bávaro e fomos explorar os arredores. Primeiramente caminhamos pela Maximilianstrasse, que é a rua de compras caras da cidade. Só caminhamos mesmo, pois como citei acima, era domingo e as lojas estavam fechadas.

Depois fomos caminhando em direção ao coração da cidade: a aparência medieval e pitoresca numa das maiores cidades da Europa nos cativou muito! Tudo bem germânico, bem clássico…

E assim, caminhando, que descobrimos o Rathaus! E tivemos sorte, pois chegamos na hora certa. No mundo germânico o Rathaus é um prédio governamental, que cuida da administração da cidade. Assim como Munique possui a sua Rathaus, Viena também possui uma, Hamburgo também, e o mesmo vale para a maioria das cidades germânicas.

Rathaus München

Rathaus München

Enfim, o Rathaus de Munique possui uma pequena “apresentação”, que é, digamos, um cuco aperfeiçoado. Em determinadas horas do dia, bonequinhos dançam com musiquinhas, fazendo uma fofa apresentação de uns 5 minutos. Muitas pessoas assistem a essas apresentações, fazendo desta uma boa atração.

Tínhamos já pouco tempo e só deu pra conhecer o Hofgarten, já próximo ao ponto de encontro. Já era hora de nos preparar para a viagem do dia seguinte.

Dia 7: Salzburgo, Sankt Wolfgang, Lago Traunsee e Viena

Munique - Salzburgo - Sankt Wolfgang - Lago Traunsee - Viena

Munique – Salzburgo – Sankt Wolfgang – Lago Traunsee – Viena (Google Maps)

Saímos muito cedo de Munique, com tudo escuro ainda. Estava chovendo e fazia frio, mas mesmo assim conseguimos aproveitar a nossa manhã na linda cidade austríaca de Salzburgo, a capital da música.

Salzburgo é a cidade natal de Mozart: a casa onde ele nasceu e morou por boa parte de sua vida está aberta para visitações. Muita coisa em Salzburgo gira em torno de sua figura e da música, encontrando várias referências no comércio e sociedade locais.

Casa do Mozart

Casa do Mozart

Caminhamos por quase todo o centro da cidade, e ao chegar na praça principal decidimos aproveitar e fazer um passeio de charrete (somos desses!). Acredito que o passeio dura uns 30 minutos, e foi muito agradável – e divertido.

Caminhamos muito pelo centro da cidade, o que quase nos acometeu de perdermos o horário. Literalmente saímos correndo até o ponto de encontro que era bem longe: o ônibus já estava ligado e fomos os últimos a chegar. Nunca mais chegamos tão “apertados” assim.

Depois de Salzburgo, fizemos uma curta parada em Sankt Wolfgang, tempo apenas de tirar fotos e comprar algo rápido. A cidade é o principal ponto de peregrinação católica do país, como se fosse o equivalente à Fátima, só que na Áustria. Para variar, outra cidade linda!

Paisagem de Sankt Wolfgang

Paisagem de Sankt Wolfgang

Seguimos nosso caminho, e o passeio seguinte seria de barco, pelo lago Traunsee. Paramos na cidade de Ebensee, onde embarcamos num barco restaurante para uma gostosa viagem de cerca de uma hora por esse lago, cujas margens possuem lindas casinhas pitorescas.

Terminado o passeio de barco, seguimos nosso caminho até Viena, o destino final do dia. Nesse momento não havia nada planejado, apenas chegar no hotel e dormir. Ainda deu para conhecer um pouco da vizinhança ao redor, mas a cada dia, chegávamos mais cansados nos hoteis.

Dia 8 – Viena

Viena (Google Maps)

Viena (Google Maps)

Esse dia seria exclusivo para a capital austríaca! Desde Paris que não ficávamos na mesma cidade por um dia completo, então deu pra conhecer muita coisa sobre Viena, que se mostrou uma cidade incrível.

Primeiramente, fizemos um tour de ônibus, semelhante ao que fizemos em Paris. Conhecemos os principais pontos da cidade de uma maneira geral, com a ajuda de um guia que falava pontos interessantes sobre. Conhecemos desde o centro histórico de Viena até a sede das Nações Unidas na cidade.

Durante esse tour de ônibus faríamos duas paradas nos dois palácios da cidade: Belvedere e Schönbrunn. Os dois palácios são lindíssimos, e os conhecemos rapidamente pelo lado de fora. Numa viagem futura conheceria Schönbrunn e Belvedere por dentro, mas para variar, não teríamos tempo suficiente para explorá-los naquele dia.

Gloriette, em Schonbrunn

Gloriette, em Schonbrunn

No início da tarde, a excursão nos deixaria no centro de Viena, próximo ao museu Albertina. De lá, iríamos voltar para o hotel por conta própria. Por não termos restrições de horário, fizemos tudo de maneira calma e tranquila. Almoçamos ali perto, compramos nossas lembranças, e decidimos visitar o Hofburg e seus arredores.

O Hofburg é o palácio que era o lar da família imperial austríaca durante o inverno (Schönbrunn era a residência durante o verão), assim como a sede do governo imperial. Hoje em dia, abriga uma série de complexos e museus que são abertos ao público.

Alguns ouros da família imperial austríaca

Alguns ouros da família imperial austríaca

Ali, decidimos visitar o Museu Sisi e os Kaiserappartments, que oferecem uma visão de como viviam a família imperial austríaca (seus aposentos, utensílios, obras de arte, etc). Para completar a visita, o Museu Sisi faz uma homenagem à última imperatriz da Áustria, que morreu assassinada por um terrorista.

Ainda passeamos pelo centro de Viena, e voltamos para o hotel usando um tram. Foi meio complicado de chegar, mas conseguimos afinal! :)

Dia 9 – Maribor, Ljubliana e Veneza

Viena - Maribor - Ljubljana - Mestre/Veneza (Google Maps)

Viena – Maribor – Ljubljana – Mestre/Veneza (Google Maps)

Saindo de Viena, nosso destino final era a linda Veneza, local de sonho! Para tanto, precisaríamos atravessar a Eslovênia, país europeu que fez parte da antiga Iugoslávia até 1991. Era a minha primeira vez num país que se localizava atrás da cortina de ferro, então fiquei curiosa para saber o que eu veria.

Na verdade, escrevi sobre esse dia na Eslovênia com mais detalhes aqui. Nossa primeira parada foi na cidade de Maribor, a segunda maior do país, mas não a conhecemos tanto. Motivo? Entramos numa loja e fizemos várias comprinhas, hehe.

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Ljubljana

Depois de uma manhã de compras (e alguns produtos que ganhamos de cortesia), seguimos até Ljubljana. Confesso que não lembro de muita coisa do caminho pelo fato de que estava mal do estômago e dormi. Mesmo quando chegamos, não queria ir conhecer a cidade. Por mim, eu ficaria no ônibus dormindo, pois estava me sentindo muito enjoada para fazer qualquer passeio.

Não tive escolha e tive que descer, o que foi ótimo! Algumas horas depois, já estava bem melhor e amei o que vi! Ljubljana é uma cidade linda, agradável e muito organizada! Tinha uma impressão (muito) errada sobre a aparência de ex-repúblicas influenciadas pela URSS, e achei a capital da Eslovênia tão bonita quanto outras cidades que visitamos nesta viagem.

Também fizemos comprinhas lá! Achamos os preços da Eslovênia muito competitivos, e amamos o que vimos!

Ljubljana

Ljubljana

Enfim, voltamos pro ônibus e continuamos nosso caminho até Veneza. Ao redor da estrada, lindos campos de girassol e o mar Adriático refletindo o pôr-do-sol. Lindo lugar, e continuaríamos nossa aventura no dia seguinte, desta vez na Itália.

O resto da história continua na parte 3. :)

Roteiro da minha primeira viagem à Europa – Parte 1

Olá, como vão?! Esse é um dos poucos posts sobre roteiro que tenho aqui, e espero ajudar aqueles que estão precisando de uma ajudinha para consolidar qual o trajeto total de sua viagem à Europa! Aqui, irei apresentar o roteiro completo da nossa primeira ida ao continente europeu!

A viagem compreendeu 8 países: França, Luxemburgo, Alemanha, Áustria, Eslovênia, Itália, Vaticano e Suíça. Paisagens incríveis e sensações inesquecíveis! Esse post será gigantesco, e o dividirei em partes 2 e 3! Espero que gostem! =)

Lembrando mais uma vez que essa é uma sugestão de roteiro para a Europa: como contratamos uma agência de turismo, todo o transporte e passeios eram por conta da empresa. Mas obviamente, é possível de recriar este trajeto por conta própria.

Acompanhe também:
Roteiro da minha primeira viagem à Europa – Parte 2
Roteiro da minha primeira viagem à Europa – Parte 3

Dia 1: Paris

Champs Élysees destacada no mapa

Champs Élysees (Google Maps)

Nosso voo chegou no fim da manhã. Imigração foi tranquila, e o motorista da empresa que a agência contratou nos levou ao hotel. Apenas deixamos nossas malas, e o mesmo motorista nos deixou no Arco do Triunfo.

Dali, passeamos por toda a avenida des Champs Elysées, entramos nas lojas, fizemos algumas compras e resolvemos almoçar em um dos bistrôs que se encontram ali. Não foi a comida mais gostosa do mundo, mas achamos o preço bom (considerando o lugar), e atendimento atencioso.

Já era fim da tarde e pegamos o metrô na estação Franklin D. Roosevelt em direção à Saint-Denis (norte de Paris), que era onde nosso hotel se localizava. O hotel era bem próximo do Stade de France, que foi onde o Brasil perdeu a copa de 1998. Conhecemos os arredores e a vizinhança, e decidimos nos recolher cedo, pois ainda estávamos cansados da viagem do dia anterior.

Arco do Triunfo

Arco do Triunfo

Dia 2: Paris e Versailles

Distância entre Paris e Versailles (Google Maps)

Paris – Versailles (Google Maps)

Esse era o primeiro dia do tour, em si. De cara, nós iríamos até Versailles, uma cidade da Região Metropolitana de Paris, que guarda um dos lugares mais admirados do mundo. O palácio que leva o nome da cidade foi transformado por Louis XIV, o rei Sol, na residência oficial da monarquia francesa. Lindo e opulente, reflete todo o luxo que os nobres viviam, e os detalhes de ouro reluziam muito, mesmo naquele dia chuvoso.

Portões de ouro de Versailles (perdoem-me, eu não gostava/sabia tirar fotos)

Portões de ouro de Versailles (perdoem-me, eu não gostava/sabia tirar fotos)

O palácio é maravilhoso por dentro e fora, e ainda vou me inspirar a fazer um post só dele por aqui. Os jardins parecem ser igualmente lindos, mas não conseguimos explorá-lo pela falta de tempo.

Tenho que falar outra coisa de Versailles: vocês devem imaginar, mas o palácio é muuuito cheio! São turistas a perder de vista!

Voltando a Paris, era hora de fazer o tour pelos principais pontos turísticos, só que dentro do ônibus. Foi ótimo conhecer todas aquelas partes da cidade, e ainda descobrindo curiosidades através da guia. O único lugar que paramos foi na Torre Eiffel, só para uma foto rápida.

Na noite, o guia nos havia oferecido um passeio para Montmartre e no Moulin Rouge. Outras pessoas da minha família decidiram conhecer o bairro boêmio de Paris, mas estava me sentindo mal e fiquei no hotel. Montmartre, creio eu, é o único “hotspot” da capital francesa que ainda não tive oportunidade de conhecer.

Silhueta: jardins de Versailles

Silhueta: jardins de Versailles

Dia 3: Paris

Bâteaux Mouches, Louvre, Notre Dame e Quartier Latin marcados com estrelas (Google Maps)

Bâteaux Mouches, Louvre, Notre Dame e Quartier Latin marcados com estrelas (Google Maps)

Esse seria nosso último dia em Paris, e a programação começava no Quartier Latin, que é um bairro muito antigo dali, que data do século XV. Ele se nos encontra nosarredores da Île-de-France, que foi o local que a capital francesa de fato, nasceu. Antes havia uma muralha que guardava todo o contorno da antiga Paris, como na maior parte das cidades europeias medievais: essa muralha obviamente não existe mais, mas as construções centenárias do bairro ainda persistem, e lá fizemos um agradável walking tour pelas ruas do bairro.

Na Île-de-France se localiza um dos principais ícones parisienses: a Catedral de Notre Dame. Também fizemos um passeio por dentro da catedral, e ficamos admirando toda a arquitetura do local, assim como seus belíssimos vitrais. Fiquei ali, próxima ao altar por algum tempo e consegui associar as histórias que a guia contava com o lugar que estávamos, como por exemplo, a história da auto coroação de Napoleão.

Fachada de Notre Dame

Fachada de Notre Dame

Também pisei no marco zero de Paris, que fica bem em frente à catedral. Reza a lenda de que quem pisa lá, sempre volta à cidade luz. Não custava nada tentar.

Logo depois, fizemos um passeio bem interessante que ajuda a ver Paris de uma outra perspectiva. O Bâteau Mouche é uma espécie de barco que é aberto na parte de cima, permitindo a visualização de Paris através do rio Sena.

Para completar o passeio do dia, terminamos no Louvre. Almoçamos no shopping anexo ao museu e depois passamos a tarde explorando as obras dali. Confesso que achei a Monalisa meio fraquinha, mas adorei a Vênus, e principalmente o quadro de David, que retrata a coroação da Josefina pelo Napoleão.

A pirâmide do Louvre

A pirâmide do Louvre

Dia 4 – Paris, Épernay e Luxemburgo

Paris - Épernay - Luxemburgo (Google Maps)

Paris – Épernay – Luxemburgo (Google Maps)

Saímos da capital francesa bem cedinho em direção à Champagne. Essa é uma região da França conhecida pela bebida que leva seu nome, e uma característica bem marcante dali é que muitas cidades possuem uma aparência bem medieval e pitoresca.

Além de passarmos por essas cidades de ônibus, também iríamos visitar uma das vinícolas que produzem champanhe! A escolhida foi a vinícola Mercier, que se situa na pequena cidade de Épernay, cuja boa parte de sua economia gira em torno da fabricalão da bebida.

Assistimos uma apresentação sobre a empresa, falando sobra a história e tal, e depois descemos de elevador até o “porão”, onde as bebidas ganham maturação. Nesse porão passeamos num trenzinho conduzido por uma guia, que explicava todas as etapas de fabricação do champanhe.

No final nos levaram para a lojinha. Lá você pode comprar vários produtos fabricados ali, inclusive uma série de champanhes raros no Brasil. Como nós não somos tão fãs de champanhe não compramos nenhuma bebida, mas adorei e levei uma bolsa que tinha lá. Ah, vale lembrar que eles também dão amostras grátis de champanhe aos visitantes!

Igreja em Épernay

Igreja em Épernay

Seguimos nosso caminho até o destino final do dia: Luxemburgo. Jamais em meus mais loucos sonhos pensei que iria conhecer esse lugar, e adorei o que vi! Já chegamos na pitoresca capital do país no início da noite, e só tínhamos uma hora livre.

Caminhamos um pouco pelo fofíssimo centro da cidade, e admiramos (de cima) o fosso que existe ali: coisa de conto de fadas! Por Luxemburgo já ser considerado “mundo germânico”, muitas lojas já haviam fechado pontualmente às 18h, mas ainda conseguimos parar numa pâtisserie e compramos alguns macarons. Perto das 19h, o ônibus nos levou ao hotel, que ficava em frente à Corte Europeia de Justiça.

Linda ponte sobre o fosso de Luxemburgo

Linda ponte sobre o fosso de Luxemburgo

Dia 5 – Cochem e Frankfurt

Luxemburgo - Cochem - Bacharach e Rudesheim - Frankfurt (Google Maps)

Luxemburgo – Cochem – Bacharach e Rudesheim – Frankfurt (Google Maps)

Saindo de Luxemburgo, nosso destino seria a Alemanha, onde dormiríamos em Frankfurt. Mas antes, iríamos nos deparar com outra paisagem que saía de sonho (as usual).

No meio do caminho, passaríamos uma boa parte do dia numa pequena cidade alemã chamada Cochem. Eu também nunca tinha ouvido falar nela, o que acabou sendo uma grande surpresa.

Cochem fica às margens do rio Mosela, um dos principais da Alemanha. Chegando na cidade, o guia falou algumas coisas interessantes sobre, e chegou um determinado momento que ele pediu que as pessoas sentadas no lado esquerdo do ônibus (onde eu estava) olhassem para sua janela. Víamos um precipício, e logo abaixo dele um castelo medieval estrategicamente posicionado numa colina. O som foi unânime: oooooh! (Choque e adimiração).

Castelo de Cochem

Castelo de Cochem

Cochem é outra cidade tão pitoresca quanto Luxemburgo, mas com um grande toque germânico. Aquelas casas alemãs feitas de encaixe tão tradicionais e icônicas no país existiam aos montes, muitas pessoas passeavam com seus cachorros na rua e os gansos nadavam na beira do rio. Aquela era a cena que presenciávamos.

Ficamos somente umas duas horas em Cochem: conseguimos explorar a cidade, mas não teríamos tempo de conhecer o castelo. Era um trade-off devido ao tempo corrido que a excursão nos limitava, e todas as pessoas que perguntei que foram ao castelo não puderam conhecer a cidade.

Rüdeshein am Rhein

Rüdeshein am Rhein

A próxima parada seria numa cidade na beira do rio Reno chamada Bacharach. Lá pegaríamos um barco onde desceríamos em Rudesheim, outra cidade alemã na beira deste importante rio alemão. Esse barco tinha restaurante e acabamos almoçando lá, mas o mais importante vinha do lado de fora: o rio Reno tem uma série de castelos medievais nas suas margens, o que proporcionava a melhor visão durante o almoço.

Única imagem decente de castelo que consegui tirar

Única imagem decente de castelo que consegui tirar

Enfim, descemos em Rudesheim e seguimos a viagem até Frankfurt, onde passaríamos a noite. Para ser sincera, fizemos uma curta parada em Römerberg, que é uma pracinha em Frankfurt cercada pelas casinhas tradicionais alemãs, e uma catedral gótica. Naquele momento estava acontecendo um casamento – espero eu, um sinal de boa sorte.

Enfim, depois continuarei com as partes 2 e 3 deste post, e já digo que está sendo muito gostoso escrever sobre isso! Só boas lembranças de lindos lugares.

Schönbrunn por três vezes

Schönbrunn é sem dúvida o palácio mais bonito de Viena, e diferente do ar conciso de Hofburg ou do estilo palacetiano do Belvedere, Schönbrunn ganhou uma preferência vienense e grande fama internacional devido a suas excentricidades.

“O Palácio de Versailles de Viena” começou como um simples moinho até a sua compra no século XVI por um antigo governante vienês, que construiu sua casa senhorial ali, que foi conhecida como Katterburg. Alguns anos depois, o terreno foi comprado pelo imperador Maximiliano II, que o transformou em um grande jardim repleto de espécies exóticas.

No século seguinte, planos para a construção de um palácio começaram a sair do papel, e o palácio foi dado à futura imperadora Maria Teresa pela falta de interesse do seu pai, o Sacro Imperador Romano-Germânico Carlos IV. Então a própria Maria Teresa passou a modelar o seu palácio de acordo com os seus desejos, estabelecendo muitas das estruturas localizadas hoje no palácio, como muito de seu interior e a Gloriette. Ela também transformou o palácio no centro da vida da corte austríaca.

Com o passar dos anos, o palácio ganhou mais notoriedade dentro e fora da Áustria, e logo foi “promovido” à residência oficial dos Habsburgos durante o verão. Ele também foi palco de reuniões importantes e serviu inclusive como um complexo de apartamentos para inválidos nos anos 1920.

Hoje, o palácio e os jardins são abertos para visitação, e quem ir a Viena não pode deixar de ir até Schönbrunn!

A primeira vez que fui lá foi em 2010, durante o verão. A simplicidade do palácio perante a Versailles me deixou completamente deslumbrada! Não existem portões de ouro como no palácio Francês, o deixando de certo modo carregado. Schönbrunn tem uma enorme pomposidade por si só. O palácio todo é de cor amarela, e com um amplo espaço na frente e atrás dele.

Não tive muito tempo para conhecer o palácio em 2010 pois estava em uma excursão de ônibus, mas apreciei um pouco dos jardins em seu pleno esplendor. Deu um gostinho de quero mais.

Palácio de Schönbrunn em 2010

Palácio de Schönbrunn em 2010

Em 2012 retornei a Viena, dessa vez no inverno, e quis de novo ir pra Schönbrunn. Dessa vez, por estar com um machucado no pé que me impedia de andar muito, preferi ir de táxi ao invés de andar de metrô, mas só de estar ali me deu aquela vontade de conhecer tudo e enfrentei a dor no pé sem arrependimentos.

Estávamos eu e a minha mãe e compramos o Imperial Tour, que era o mais simples e podíamos conhecer a essência do palácio sem comprometer o meu pé, me fazendo poupar da dor. O ticket custou cerca de 12 euros e dava direito a um audioguia, que contava cômodo após cômodo, curiosidades sobre a vida dos Habsburgos no palácio.

O ticket veio com hora pré-determinada e lá é pontualidade britânica mesmo. Se o ticket vem 11:47 (como veio o meu), você só vai entrar às 11:47. Minuto após minuto eles ficam anunciando, e mesmo que só falte um minuto, você não entra. Também não é permitido tirar foto dentro do palácio.

Após me maravilhar com os cômodos com mobílias originais e todas as histórias “behind the scenes” do palácio, decidimos ir até a Gloriette não importasse a dor! Essa Gloriette é uma estrutura que fica acima de um morro, localizada pontualmente atrás do palácio. Reza a lenda de que ali alguns dos encontros mais chiques da Maria Teresa com a realeza aconteciam. Hoje, além de um deck de observação, existe um restaurante fino dentro da Gloriette.

Subir até lá foi um martírio pra mim, morrendo de dor no pé esquerdo, mas a cada momento que eu olhava pra trás e via como a vista de Viena se tornava mais bonita, eu pegava mais um fôlego e procurava engolir a dor. Cheguei bem lá em cima e me senti que nem o Rocky (risos).

Finalmente no topo!

Finalmente no topo!

A vista da Gloriette é incrível e fez o meu dia! De lá dá pra observar os grandes monumentos de Viena, com foco para a Stephansdom, a principal catedral da cidade.

Esse ano voltei a Viena (forçada) novamente. Dessa vez, na primavera, foi de longe a mais divertida de todas. Estava com meus amigos do intercâmbio, passei por altas aventuras (como perder o ônibus de Budapeste pra Viena por 1 minuto), fofocas que rolavam entre todo mundo do hostel, compras diversas e dessa vez não tinha pé machucado pra atrapalhar.

Só tinhamos (para variar) o fim de semana para estar em Viena, e fomos a Schönbrunn no domingo. Estávamos em 6, sendo 3 brasileiros, uma australiana, uma chinesa e uma filipina. Como eu tinha visitado o palácio há menos de 6 meses, eu deixei bem claro que eu não queria comprar aquele ticket para ir até lá dentro, mas que também eu não queria ficar sozinha e seguiria com o fluxo, não importasse o que os outros decidiriam. A minha sorte foi que os dois brasileiros acabaram não querendo visitar o palácio, mais por uma questão de custo-benefício para poderem aproveitar os jardins e tirar fotos. As outras meninas compraram o Gold Pass, que é o passe que mostra todos os aposentos do palácio, a Gloriette e o labirinto.

Nós, os brasileiros, preferimos ir até os labirintos para tirar foto, e foi muito bom. Andamos bastante pelos jardins, apreciamos a vista do palácio e das fontes, alimentamos esquilos pelo caminho e acabamos chegando na Glorette com quase nenhum esforço (risos para a vez anterior). Estava friozinho e a vista, como sempre, linda! Foi ótimo termos ido até lá.

Dessas três vezes que fui a Schönbrunn, de certeza a mais bonita foi no verão, quando o jardim logo atrás do palácio estava mais bonito, mas nada que uma visita nas outras estações não faça a ida até lá ser mais bonita. Porém, o inverno tem um diferencial, já que os tradicionais Christmas Markets de todo o mundo germânico se instalam na entrada de Schönbrunn. Ali se pode comprar comidas típicas, peças para o frio como luvas e cachecóis e pequenos souvenirs.

Além de tudo isso, o zoológico mais antigo do mundo se encontra ali. Alguns animais faziam parte da coleção particular da Maria Teresa e a tradição continua até hoje. Muitos falam que a visita vale a pena, mas ainda não fui lá visitar.

Para chegar até Schönbrunn, é só seguir pela linha do metrô U4 com o mesmo nome do palácio. Ele fica relativamente no centro da cidade, e chegando lá é só seguir as indicações para a entrada.