De Montevidéu a Colonia del Sacramento de ônibus

Olá a todos! Hoje vou compartilhar com vocês como foi a viagem de ônibus entre Montevidéu e Colonia del Sacramento. Essa linda cidade na costa uruguaia é parada obrigatória no roteiro de qualquer viagem para Montevidéu ou Buenos Aires, e a viagem é tão fácil que nem parece real.

O roteiro

Antes de planejar qualquer viagem, é sempre bom ter o roteiro pronto em mãos. Dessa forma, já sabemos o que vamos fazer naquele determinado dia, otimizando nosso tempo e dinheiro.

No nosso caso, chegamos em Montevidéu na segunda à noite. Terça, quarta e quinta seriam os dias completos que passaríamos na capital uruguaia. Na sexta, partimos de ônibus até Colônia pela manhã, já que à tarde, pegaríamos o buque para Buenos Aires.

Por causa disso, não precisaríamos comprar a passagem de volta para Montevidéu, fazendo com que essa passagem fosse só de ida.

Acompanhe também: 8 fotos imperdíveis para tirar na Colonia del Sacramento

Farol da Colonia del Sacramento

Farol da Colonia del Sacramento

Comprando a passagem

Aqui, nós acabamos correndo um grande risco sem saber, já que decidimos sair do hotel na sexta de manhã, lá pelas 8h, em direção à rodoviária de Tres Cruces. Somente chegando lá é que compraríamos as nossas passagens para Colonia.

Antes de sair do hotel, verificamos a tabela de horário de partidas e vimos um ônibus que saía às 9:30 da manhã pela empresa COT. Na maioria dos relatos que vi pela internet, essa era a empresa mais recomendada e conhecida do país, então decidimos confiar.

Assim que chegamos em Tres Cruces fomos nos dirigindo ao lado esquerdo, e logo encontramos o guichê da COT. Tinha fila ali, mas não demorou muito até sermos atendidas. O custo da passagem foi de 350 pesos por pessoa, e pagamos no cartão de crédito com o intuito de não pagar o IVA.

A rodoviária de Tres Cruces me surpreendeu: ampla e muito bem organizada, atende muito bem ao conforto dos passageiros! Ponto positivo do Uruguai!

Para consultar horários, empresas e preços, o site da Rodoviária de Tres Cruces oferece a tabela completa! Existem mais de 1 ônibus por hora que saem de Montevidéu em direção a Colonia, e o mesmo se aplica para Punta del Este, cidade que é balneário turístico do país localizada na direção oposta.

@Tres Cruces

@Tres Cruces

Os assentos

Eu falei um pouco acima do risco que corremos, já que que as nossas passagens eram as últimas com lugares juntos à venda. Por consequência, ficamos com os últimos lugares, perto do banheiro.

No início achei bem ruim ter que ficar ao lado do banheiro, mas ao entrar no ônibus vi que não era bem assim. Nós realmente ficamos na última fila do lado esquerdo, mas a porta do banheiro batia bem ao lado dos lugares que ficavam à nossa frente, então acredito que a inconveniência ali era maior.

@Tres Cruces

@Tres Cruces

Do nosso lado não vinha ninguém, o que foi bem tranquilo. As poltronas também são muito confortáveis, e mesmo sendo último lugar, há espaço para recliná-las.

Mas, caso sentar na frente e junto com uma pessoa seja primordial, recomendo comprar a passagem com antecedência. Para evitar qualquer transtorno, logo após a chegada em Montevidéu, passe em Tres Cruces para comprar a passagem no dia, horário e locais desejados. Aparentemente é possível comprar pela internet, mas o desconto do IVA torna a passagem mais barata se comprada pessoalmente.

Interior do Uruguai, no caminho a Colonia

Interior do Uruguai, no caminho a Colonia

Conclusão

Foi muito fácil fazer a viagem Montevidéu – Colonia del Sacramento por conta própria. Não precisamos de guia, de agência de turismo nem de nada! O que foi muito útil foram os mapas, relatos da internet que vimos previamente, e obviamente nossas pernas e disposição.

Montevidéu - Colonia del Sacramento (Google Maps)

Montevidéu – Colonia del Sacramento (Google Maps)

No mapa, a distância entre as duas cidades parece ser um pouco mais de 2h, mas na realidade com todas as paradas que o ônibus faz, a viagem beira as 3h. Acabamos chegando em Colonia por volta das 12h30, e o relato de como foi esse dia fica para outro post. Espero que tenham gostado e até logo! :)

Acompanhe também: O relato sobre a minha visita à Colonia del Sacramento

 

 

Atravessando o Río de la Plata

Olá a todos!

Hoje vou falar como foi o trajeto entre Colonia del Sacramento e Buenos Aires no ferry boat. Esse post será uma mistura entre relato pessoal e dicas, espero que gostem! :)

Se você olhar no mapa, as duas cidades são muito próximas, porém o magnífico Río de la Plata faz as vias de fronteira natural. Por causa disso, a única maneira de transitar entre as duas cidades é por água, através de empresas de ferry boats que especializadas nessa travessia.

Acompanhe também: O relato sobre a minha visita à Colonia del Sacramento

Entre especificamente essas duas cidades, três empresas fazem esse trajeto: Buquebús, Seacat e Colonia Express. Eu escolhi a Buquebús, por ser a mais tradicional e conhecida, e vou contar como tudo foi agora.

Vista dos barcos no porto

Vista dos barcos no porto

Comprando a passagem

Existem duas formas de comprar passagens: pelo site do Buquebús e diretamente no guichê da empresa no porto de Colonia. Como sempre gosto de sair com todas as minhas passagens devidamente compradas, fiz questão de comprar as passagens diretamente pelo site.

Antes de comprar, vai uma dica: no canto direito superior da tela, veja se o site é o uruguaio. Se for o argentino, existe uma possibilidade dos preço da passagem ser maior. Para mudar, é só clicar neste ícone e escolher o site do Uruguai. :)

Comprar passagens no site do Buquebús é bem tranquilo. Ele só pede algumas informações com o intuito de filtrar a melhor passagem, como por exemplo: porto de partida, número de passageiros, se vai levar carro e data da viagem.

Depois de selecionar todas as suas preferências de datas e afins, o site vai oferecer uma série de horários disponíveis daquele determinado dia, assim como seus respectivos preços.

Escolhendo o horário, ele só pede os dados do cartão de crédito e os nomes dos passageiros, assim como suas nacionalidades. Depois disso, recebi o cartão de confirmação no meu email e só imprimi.

Eu disse acima que é possível comprar a passagem no guichê da empresa no dia da partida, só que é grande a probabilidade do preço ser um pouquinho mais caro que a compra antecipada no site. É muito difícil de um certo horário lotar, então é alta a chance de sobrarem lugares.

Eu acabei pagando aproximadamente R$100 por pessoa, mas já comprei as passagens na véspera da viagem, com um valor um pouco maior do que as primeiras pesquisas me indicavam.

O porto de Colonia

O porto da cidade de Colonia del Sacramento é bem bonito e inclusive parece muito novo. Acho que por causa disso, não existem muitas coisas instaladas ali: uma casa de câmbio, uma lanchonete e vários espaços vazios.

Mas obviamente por ser novo, tudo é muito calmo, claro e organizado. Pegamos nossas passagens que recebemos no email e fizemos check in no guichê do Buquebús. Lá despachamos as malas e recebemos o cartão de embarque.

Aguardando na sala de embarque

Aguardando na sala de embarque

Fora o check in, não há muito o que fazer no porto. Tem wi-fi grátis, mas a qualidade não é das melhores. Menos mal que o centro histórico de Colonia fica a alguns minutos de caminhada dali.

Acompanhe também: 8 fotos imperdíveis para tirar na Colonia del Sacramento

A imigração e o embarque

Após o check in, fomos direcionadas à imigração do porto. Como qualquer lugar de embarque de passageiros intenacionais do mundo, uma vez que você ganha o carimbo no passaporte, não se pode voltar atrás.

Na imigração do Porto de Colonia, você já faz duas coisas: primeiro, a saída do Uruguai; no guichê seguinte, ganha o carimbo de entrada na Argentina. O oficial da imigração argentina só me perguntou qual seria o país que eu visitaria depois. Prontamente disse que voltaria para casa, aqui no Brasil.

Todo o procedimento foi bem rápido, e o mais chato seria esperar até a hora do embarque de fato no Buquebús. Meia hora depois, entramos no ferry e só aguardamos a chegada a Buenos Aires.

Uruguai + Argentina

Uruguai + Argentina

Dentro do Buquebús

O Buque é um ferry bem grande que faz a travessia de não só pessoas, mas também de carros e outros veículos para o outro lado do Río de la Plata. Por ser muito grande, o barco possui muitos lugares e vários serviços.

Como falei um pouco acima, é muito improvável que um buque fique lotado, então não faltarão lugares para os passageiros. Os lugares são bem confortáveis, então não tive muito o que reclamar da travessia.

Segundo andar

Segundo andar

O buque possui free shop, que abre uns 10 minutos após a partida. Quando a poeira baixou um pouquinho, fui até lá e comprei algumas coisas – especialmente chocolates e outros doces. Fora isso, neste free shop são vendidas bebidas, brinquedos, roupas, óculos de sol, cosméticos e outros acessórios.

O free shop em si não é tão grande, mas oferece uma boa quantidade de coisas. Gostei dos preços em geral, e para quem não perde uma comprinha em duty free, comprar ali é ótimo!

Melhor parte: doces

Melhor parte: doces

Como fiquei no free shop por um bom tempo, mal percebi e já estava vendo os prédios de Puerto Madero. O desembarque foi bem tranquilo: as malas saíram rápido, e depois pegamos um táxi pro hotel.

Conclusão: vale a pena a travessia com o Buquebús?

A resposta é sim! Gostei da travessia com o Buquebús, e recomendaria para qualquer pessoa que me perguntasse. Como não conheci o trabalho das outras empresas (que suponho que são boas também), ainda não posso recomendar.

Ainda assim, faço um resuminho de dicas para quem tem o interesse de fazer essa mesma travessia que fiz:

  • compre passagens pela internet: de preferência com antecedência e no site uruguaio;
  • é bom fazer o check in cedo, mas a imigração não precisa ser com muuuita antecedência;
  • não deixe para comer no porto;
  • as principais atrações da Colonia del Sacramento ficam poucos minutos a pé do porto;
  • se gosta de fazer compras no free shop, guarde dinheiro para fazer compras.

No mais, é isso! Espero ter ajudado.

Río de la Plata

Río de la Plata

10 motivos para guardar lembranças de viagem

Recordar é viver! Em geral, viagens são momentos que ficam guardados na nossa memória com muito carinho e admiração. Para que muitas dessas memórias continuem bem vivas, alguns acessórios podem lembrar aquele momento e aquele lugar interessante. Talvez uma história interessante que aos poucos perderia força com o tempo possa voltar e trazer aquele sorriso involuntário no rosto.

Hoje, vou me atentar bem mais a passagens em geral, mapas, moedas, dinheiro, guias e coisas assim. Para isso, listarei 10 motivos pelos quais esses pequenos pedacinhos de papel não podem ser jogados!

Ingressos de alguns museus

Ingressos de alguns museus

1. Lembrança de alguma pessoa especial
Já pensou reencontrar aquele ingresso daquele museu que você foi com algum amigo que no momento se encontra distante? Por consequência, lembrar de outros momentos, risadas, piadas e aventuras com essas pessoas?

2. Mapas podem ter uma longa vida útil
Pois afinal de contas, dificilmente as ruas mudarão de lugar! Caso exista uma nova oportunidade de voltar àquele lugar, aquele mapa velhinho pode quebrar o galho. Pelo menos eu sou totalmente adepta aos mapas, já que prefiro economizar bateria do meu celular evitando os aplicativos.

Moedas de alguns lugares

Moedas de alguns lugares

3. Contar histórias
Ao mostrar algum mapa, panfleto, ingresso ou afins para amigos, inevitavelmente fatos e coisas que aconteceram no determinado dia da viagem virão à tona. Essas pequenas histórias podem gerar uma roda de conversa bem mais interessante!

4. Ajudar amigos
Quando algum amigo ou conhecido pede dicas de algum lugar que você já foi, você pode mostrar um trajeto em um mapa, apresentar qual é o ticket de metrô que você usou, ou quanto custa o ingresso daquele museu interessante em loco.

Passagens de metrô

Passagens de metrô

5. Comprovação da visita
Sabe aquele amigo ou parente chato que sempre quer te questionar ou duvidar de suas ações? Mostre seu portfólio de lembranças e acabe com o recalque alheio! ;)

6. Refaça trajetos
Olhar aquele ingresso ou aquela foto já te faz relembrar o caminho, situações curiosas, aquela comida que foi descoberta, uma descoberta inesperada, um momento inesquecível… Toda essa viagem apenas olhando a um simples pedaço de papel.

Uns mapas que guardei

Uns mapas que guardei

7. Algo pode deixar de existir
Já pensou se a moeda daquele país muda com o passar dos anos? Aquela exposição inédita que ficou aberta por apenas 6 meses que você teve o prazer de visitar? O show daquela banda que acabou de se separar? Uma moedinha ou um simples ingresso pode manter a memória viva!

8. Monte coleções
Já pensou em fazer uma coleção de moedas? E de passagens aéreas? Que tal de tickets de metrô? Cartões postais também seria uma boa pedida! Um novo passatempo pode ser bastante útil (e divertido!).

Algumas passagens aéreas e de trem

Algumas passagens aéreas e de trem

9. Aprenda um pouco da história do lugar
Alguns panfletos tem informações muito interessantes sobre a história do lugar que você está visitando. Viajar também é aprendizado! :)

10. Lembranças, memórias, nostalgia, saudades e afins!
Falei bastante desses sentimentos por aqui! Por que momentos lindos devem sim ser lembrados com muito carinho! :’)

Bratislava em um dia

Uma grande vantagem de se morar no interior da Europa é a facilidade de locomoção que temos para ir e vir de qualquer país. As redes de trem e ônibus são bem concisas, as estações são fáceis de se localizar, e a infraestrutura nunca se deixa a desejar.

Então, por estar aqui em Budapeste, resolvi tirar proveito da localidade e conhecer tudo que eu puder em apenas 6 semanas! A minha primeira aventura foi pra Bratislava, capital da Eslováquia.

Como eu trabalho durante a semana, eu não posso fazer pinga-pinga entre cidades, muito menos ficar mais que dois dias em um lugar, mas a junção do feriado de Primeiro de Maio e conhecer uma cidadezinha a duas horas de viagem foi bem útil. Logo pensei em Bratislava, uma cidade não tão grande e não tão longe daqui.

Acompanhe também: Castelo de Bratislava e minhas impressões

Comecei a fazer duas coisas, pesquisar sobre o lugar, e sondar os meus amigos pra viajar! Foi bem fácil de convencer meus amigos a viajar, olha que muitos não puderam ir, mas mesmo assim, fechamos um grupo de 12 pessoas super animadas em conhecer tudo que podíamos!

A segunda coisa, a pesquisa sobre Bratislava, foi igualmente fácil, mas meio decepcionante. É facílimo de se encontrar por aí relatos, sejam em português ou em outro idioma sobre pontos bem negativos sobre a cidade. Já tinha ouvido falar que a cidade era pequena, e que um dia era o suficiente, mas ver tantos relatos mostrando apenas o lado negativo da cidade já me deixou meio apreensiva.

Comecei a perguntar de amigos que já tinham ido pra lá. A resposta deles foi quase unânime: “Hum… não há muito o que fazer lá. Não recomendo você passar o dia lá. A cidade é sem graça. O castelo é feio.” Mas mesmo assim, eu ainda não tinha ido pra lá e por que não conhecer? Resolvi partir mesmo assim!

Saí daqui de Ujpalota cedo, umas 8 da manhã, pra dar tempo de chegar na estação de Keleti, comprar as passagens, e entrar no trem tranquilamente. Ao chegar, eu e a Rekha, minha colega de quarto da Austrália já encontramos a Lu, uma chinesa que também iria. Ela indicou o lugar que ela comprou a passagem, e fomos até lá. Em Keleti, existem dois lugares que vendem passagens, uma para destinos na Hungria, e outra, para destinos internacionais. É tudo moderno e arrumadinho lá, e depois de uns 5 minutos já estávamos com as passagens na mão.

Outros que iriam com a gente chegaram bem em cima na hora, uma das pessoas, uma filipina, só conseguiu nos encontrar após alguns minutos com o trem já em movimento. Mesmo com alguns chegando cedo, outros atrasados, todos conseguiram entrar no trem e se encontrar. Os trens internacionais são equipados com primeira e segunda classe. A primeira, além de possuir um maior conforto, também tem auxílio de um vagão-restaurante, mas a segunda classe era bem confortável e moderna. Na segunda classe, haviam cabines com 6 lugares, e como éramos 12 (4 brasileiros, 4 chineses, uma australiana, uma filipina, uma holandesa e uma alemã), ocupamos exatamente duas cabines. Mas de qualquer maneira, o trem é bem moderno e confortável de uma maneira geral.

A viagem entre Budapeste e Bratislava dura duas horas e meia e passa por várias cidades, como Esztergom e Gyor, e é possível apreciar o Danúbio por um bom caminho. Uma coisa me chamou a atenção na paisagem eslovaca, e foi justamente a quantidade de lixo ao longo da linha férrea. Não me causou boa impressão.

Sempre tínhamos dúvidas sobre onde parar. Quando uma cidade maior que as outras começou a despontar, sabíamos que tínhamos que descer ali. A estação de trem era ok no meu ponto de vista. Muita influência daquela arquitetura comunista, tudo muito quadrado, mas a estação era arrumada, e isso que importa. Saindo dali fomos atrás do centro da cidade.

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Bem vindos à Eslováquia!

Chegar ao centro é bem fácil. Saindo da estação, só seguir direto até ver uma passarela. Seguindo pela passarela, é só seguir as placas aonde indicam a direção de “Zentrum”. Após seguir direto, se vê a Casa Branca eslovaca e uns jardins até bonitinhos.

Casa branca eslovaca

Casa branca eslovaca

Depois de tirar algumas fotos ali na frente, partimos direto, até vermos um portal. Antes disso, dobramos numa rua ao lado e fomos almoçar, pois já era 13h. Voltando ao portal, existe uma escritura interessante ali. A imperadora Maria Teresa foi coroada ali perto em 1741, quando Bratislava ainda se chamava Pressburg.

Entrando na Cidade Velha, existe uma quantidade imensa de pubs, restaurantes, lojas de lembrancinhas e alguns pequenos museus. Achei essa região uma gracinha, cheia de vida e turistas. Em cada esquina de cada ruela que deparávamos sempre encontrávamos algo interessante pra se tirar foto, seja uma estátua, um artista de rua, ou alguma coisa inusitada.

Sem perder tempo, decidimos seguir as placas, subir a colina e chegar no castelo de Bratislava. Claro que qualquer cidade com um castelo no topo de uma colina é interessante, então por que não subir até lá?

Eu já sabia que eu era uma pessoa bem sedentária, mas após subir aquela colina, vou procurar me matricular numa academia imediatamente quando voltar ao Brasil! Como sempre, fiquei por último, ofegante e com meu coração disparado, sonhando em virar uma garrafa de água, mas a cada passo que eu dava e olhava a paisagem, sabia que todo esforço era válido! Com certeza a vista dali foi uma das mais bonitas que já apreciei.

Parte da vista de Bratislava

Parte da vista de Bratislava

Após mais um pouquinho de subida, ali estávamos! O tão esperado castelo. E quando digo esperado, é por que realmente esperávamos algo interessante lá. Nada demais. O castelo é branco, várias janelas e nenhum detalhe. Dentro lembrava mais um convento ou uma escola. Ali tem um museu de entrada franca, mas não tivemos tempo de visitar. Mesmo com a decepção do castelo em si, a vista já fazia toda a subida ter valido a pena.

Descemos, e continuamos nosso passeio pela cidade velha. Fomos até o que se chama de “praça principal”, onde existem vários barzinhos, restaurantes e música ao vivo. Os preços ali eram meio salgados, e como estávamos em um grupo de viajantes, preferimos ir ao supermercado, comprar umas besteiras, sentar na praça e rir um pouco. Mesmo estando em grande número, uns mendigos começaram a nos cercar, e fiquei meio apreensiva. Chegou uma hora que resolvi tomar a iniciativa e chamar pra ir andando.

Foi até uma boa escolha. Paramos em algumas feirinhas de artesanato e compramos as últimas lembrancinhas de Bratislava. Todo mundo tinha suas muambas e decidimos ir andando pra casa.

Nesse momento que confirmei o pecado que todos falam sobre lá. Bratislava, por ser tão pertinho de Budapeste, e principalmente de Viena (apenas meia hora de trem), ela acaba virando um “bairro” destas cidades. No fim do dia, a cidade não tava mais tão alegre assim. Deve ser deprimente você morar num lugar assim, de dia uma festa, e de noite um deserto.

Fomos andando e decidimos parar naquele jardim detrás da casa branca. Foi uma meia hora relaxante, em que decidimos gastar os últimos momentos antes de pegar o trem. Saindo dali, paramos em um mercadinho, onde compramos algumas besteiras pra levar pra casa e pra comer no trem. Fiz uma compra considerável, um saco bem cheio, e deu menos de 2 euros. Baratíssimo!

Jardins

Jardins

Após isso, voltamos para a estação onde o nosso trem pra Budapeste partiria. A volta foi de praxe, cansativa, com direito a todo mundo dormindo na volta. Foi um bom dia, e ao contrário de muitos, fiquei com uma boa impressão de Bratislava. Apesar de ser pequena, a cidade é charmosa e organizada, com um centro bem típico da Europa Central. Se volto lá? Provavelmente não, e o motivo principal é: ainda preciso conhecer muitos outros lugares.