10 materiais que todo estudante de Arquitetura deve ter

Olá, internet! Queria primeiramente dizer que Arquitetura não é só desenho, mas isso não quer dizer que desenhamos pouco. Pelo contrário! Existem muitos materiais de desenho que precisamos comprar, e estou até vendo que esse post pode render continuações futuras, pois existem muitos materiais indispensáveis para todo e qualquer estudante de Arquitetura! Hoje vou listar 10, e vou comentar o que eu acho sobre cada um deles.

1. Escalímetro

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Um escalímetro bom dura pra sempre

Vamos começar essa lista falando do bom e velho escalímetro! Esse acessório é um dos mais essenciais para todo e qualquer estudante de Arquitetura, e se possível, compre ele na sua primeira ida à papelaria!

Mas por que o escalímetro é tão importante assim? Ele é como se fosse uma régua que mede determinada quantidade de distância, só que em escalas diversas. Por exemplo, a régua escolar que é mais conhecida está em escala 1:100, então o local onde ela marca 1, equivale a 1 metro nesta escala; a marca 2 equivale a 2 metros, e assim por diante. O escalímetro possui outras escalas além da 1:100, e você vai ver que um metro, em cada uma dessas escalas, constitui uma distância diferente.

Parece meio confuso falando assim, mas acho mais fácil você comprar e observar as marcações direto do escalímetro. Ele será muito útil na medição dos teus desenhos em escala.

2. Canetas Nanquim

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Canetas nanquim de várias espessuras de ponta

As canetas nanquim são tipo tinteiras, e são essenciais para fazer aqueles desenhos com linhas mais definidas. Eles são vendidos em basicamente qualquer papelaria, e o charme deles é que você os encontra em diversas espessuras.

Como assim? As pontas possuem espessuras diversas, e dependendo delas, já direcionamos qual nanquim usar para qual situação. Normalmente as nanquins mais grossas (de 1 mm, ou 1.2 mm) são para desenhar paredes e outras coisas mais brutas, enquanto as mais fininhas (de 0.1 mm e 0.05 mm) são para detalhes.

Por mim, te recomendaria comprar uma de cada, pra ter mais variedade de espessuras. Também queria falar sobre meu conjunto de nanquins recarregáveis, mas isso fica pra outro post (que estou vendo que este será gigantesco).

3. Lapiseiras diversas

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Cada lapiseira possui sua finalidade diferente

O mesmo pensamento das nanquins se reflete nas lapiseiras: é bom você ter uma lapiseira de cada espessura, para que assim você possa fazer todo e qualquer detalhe. É legal ver desenhos que tem essa preocupação com a espessura de ponta, e eles parecem ser mais bem feitos também.

Nessa foto que postei aí encima, eu tenho uma lapiseira 0.3, 0.5, 0.7, 0.9 e uma 2.0, ou seja, pra todos os gostos! As pontas de grafite eu tenho diversas, sendo que a maioria é HB.

Algumas pessoas tem preferências por marca de lapiseira, e não sinto muita diferença entre elas. É mais questão de gosto mesmo.

4. Gabaritos

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Meu achado $$ favorito

Na minha faculdade, metade dos projetos que temos que fazer são à mão livre, então a ajuda de dispositivos como os gabaritos é muito bem vinda! Infelizmente os gabaritos no Brasil são bem caros (pelo menos os das lojas daqui de Manaus e os que vi na internet), mas fiquei muito feliz de ter comprado esses três da foto lá em Bogotá.

Gastei o equivalente a 72 reais nos três, enquanto numa papelaria daqui que sempre vou, um gabarito bem menor e bem mais incompleto que qualquer um desses está na faixa dos 60.

Dois desses gabaritos são de móveis como sofá, mesa, cadeiras e outras coisinhas, como pias, sanitários, instalações elétricas, fogão e mais. O outro que tem ali é o bolômetro, que possui círculos de vários diâmetros. Esse bolômetro me ajudou muito, mas muito! Foi um ótimo investimento.

5. Esquadros

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Não parece, mas tem quatro esquadros aí: o par maior (laranja) e o par mediano (incolor)

Existem muitas combinações de esquadros que nos ajudam a montar desenhos retos. Você acaba aprendendo isso com a prática: a melhor maneira de deslizar, como obter qual ângulo dependendo da combinação, qual o melhor tipo de esquadro pra determinada situação… é na prática.

Mas é bom ter alguns tipos de esquadro. Alguns gostam do esquadro graduado, que você aí já sabe quantos cm sua linha já possui, evitando ter que medir tudo depois. Outros já preferem os esquadros com as arestas menos arredondadas possíveis (que é meu caso), e que normalmente não são graduados.

Cuidado com os baratos, pois já vi muitas marcas mais em conta que os esquadros são tortos, e é isso que você tem que evitar. Você quer usar a combinação dos esquadros pra fazer um desenho reto e certo, e por isso fique atento com isso! E não adianta comprar só um esquadro, tem que ser os dois.

6. Tubo

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Tubo que me ajuda muito

O tubo é um acessório que já identifica o arquiteto. Lá é onde guardamos os nossos trabalhos, bem enroladinhos. Existem tubos de diferentes espessuras, tamanhos, de enroscar, que aumentam de tamanho, e tal. Eu gosto muito desse tubo que eu tenho, pois alguns outros amigos possuem um que é bem chato de manusear, mas provavelmente precisarei comprar um maior, pois ele não regula o tamanho, e um papel A1 não cabe dentro dele.

7. Pastas

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Na foto temos uma pasta A3 e uma A4. É bom ter as duas, e de preferência, uma A2 também.

Assim como o tubo, as pastas são muito úteis pra guardar os trabalhos. Em determinadas situações eu utilizo o tubo, mas a maioria das vezes eu levo as pastas. A gente acaba escolhendo isso por conveniência, mas eu normalmente levo os trabalhos em processo de produção na pasta, enquanto os prontos vão pro tubo.

A pasta A4 é muito útil para guardar papéis ofício avulsos, pra rascunho ou anotações. Ela também serve pra guardar provas que recebemos, e até as cópias que tiramos ao decorrer do semestre. E falando em semestre, eu mantenho uma pasta para cada semestre, cada um com sua coisinha.

8. Lápis de cor

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Os lápis mais antigos estão dentro do estojo, enquanto os mais novos são os que estão fora

O lápis de cor é essencial para disciplinas que envolvem muito desenho, e os utilizo muito no meu tempo livre também. Eu já vinha acumulando uma série de lápis de cor conforme os anos passavam, e os guardo num antigo estojo da Kipling que inclusive já está todo rabiscado pelos meus colegas de escola, ainda!

Eu comprei um conjunto de 36 cores da Faber Castell que é aquarelável, e ele já me ajudou muito. De vez em quando, fazer um desenho aquarelável é bem legal, e recomendo.

9. Lápis para sombreamento

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Meus lápis e também um carvão para desenho

Existem lápis de diferentes texturas e densidades, e cada um deles é indicado pra fazer determinados tipos de desenho. Eu quero fazer um post sobre isso no futuro, mas já adianto que os lápis H são duros, e os B são mais macios. Ou seja, quanto maior a numeração depois do H, mais duro é seu grafite. E quanto maior o número depois do B, mais macio é o grafite.

Ou seja (de novo), os lápis H são mais recomendáveis pra fazer detalhes fixos, enquanto os B são mais pra sombra. E assim como os lápis de cor, eles são muito utilizados em disciplinas de desenho à mão livre.

Ah, e também tenho um carvão próprio pra desenho. E também é importante ressaltar que esses lápis se apontam com o bom e velho estilete, pra ponta ficar mais aparente.

10. Canetinhas hidrocor

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Meu maior ciúme!

Queria deixar elas por último, pois eu estou muito feliz com a minha nova aquisição: um conjunto de 80 canetinhas hidrocor da Touchfive! Eu pedi elas do Aliexpress e elas custaram 44 dólares, e levou 40 dias pra chegar na minha casa (e olha que teve a greve dos caminhoneiros no meio de tudo isso).

Elas são bem grossas e possuem duas pontas: uma fina, e uma grossa, com aquela ponta de marca texto. Ela vem numa bolsinha toda bonitinha e ainda ganhei mais duas canetas de brinde: uma tipo nanquim e uma prateada. Fora isso, ainda ganhei uma blender, que ajuda a fazer degradê.

Elas são excelentes pra quem desenha croquis em geral, especialmente de planta baixa. Vários colegas meus de faculdade compraram esse mesmo conjunto e estão amando!

Também na foto estão outro conjunto de canetinhas que tenho, e que são muito boas também!

 

Não me encantei pela Calle Florida

Não gosto de fazer posts assim, e na verdade, esse é o segundo post onde destaco mais os pontos negativos que os positivos de determinado lugar. O outro post foi sobre New York, que é uma cidade que infelizmente não gostei e não pretendo voltar.

No meu último post, eu adiantei brevemente no texto que eu eliminaria o “dia de compras” em Buenos Aires, e adicionaria um dia a mais na Colonia del Sacramento, pelo fato de que eu não tinha gostado da programação do dia que envolvia a Calle Florida e as Galerias Pacífico. Questão de gosto, e já explico.

Primeiro, ultimamente não está muito bom de viajar para Buenos Aires com o propósito de fazer compras. Conversando com alguns locais, todos reclamaram que os preços das coisas subiram muito, e pude comparar também com outros amigos que já visitaram a cidade e até outras páginas que informavam coisas sobre Buenos Aires.

Por exemplo, fiz uma pesquisa de preços sobre a visita guiada ao Teatro Colón. Acessei dois blogs conhecidos sobre o assunto: um afirmava que o ingresso para essa visita era de 110 pesos, e outro, 180 pesos. A verdade é que o ingresso hoje (setembro de 2016) já custa 250 pesos, e o valor atualizado está na página do Teatro. Prova muito clara e simples de que a inflação se tornou um problema para nossos hermanos recentemente.

Voltando sobre as compras, os preços não estão competitivos, e tem muitos produtos semelhantes que podemos comprar no Brasil. As exceções são os produtos de couro e os chapéus de pele, que possuem ótima qualidade e que não são tão fáceis de se encontrar em muitas regiões no Brasil. Esses sim valem a pena, caso possua interesse (e claro, dinheiro ^^).

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Segundo, não achei a Calle Florida muito segura e agradável. Confesso pra vocês que não gosto de ser abordada na rua por pessoas oferecendo serviços, o que pode parecer com outros olhos um pouco de prepotência. Lá, possuem muitas pessoas oferecendo serviços desde shows de tango, city tour e câmbio aos montes! Toda hora você fica escutando “câmbio, câmbio, câmbio”, sempre com pessoas paradas estrategicamente em entradas de galerias, lojas, bancos, etc.

Eu entendo que é o trabalho das pessoas ali, e que provavelmente elas devem ganhar por serviço vendido, o que as obriga a fazer esse tipo de abordagem. Mas a partir do momento em que eu educadamente digo “não, obrigada”, as pessoas devem entender que eu não vou comprar aquele serviço, não importa o que eles digam.

Nessa hora eu me lembrei de uma foto que eu vi na internet que era de um rapaz sentado trabalhando com um papel nas costas dizendo mais ou menos assim: “estou muito ocupado, e só me chame se você estiver morrendo ou pegando fogo”. Na hora eu pensei que cairia bem uma plaquinha dizendo “Bom dia! Já fiz câmbio, já fiz os passeios, já assisti ao Tango, não tenho mais dinheiro e vou embora da cidade hoje, por isso não tenho interesse em ser abordada, a não ser que você esteja morrendo ou pegando fogo. Obrigada!”. Um pouquinho de humor às vezes faz bem hehehe.

Sobre segurança, sempre é bom ter cuidado em ruas com muitas pessoas. Fazendo minhas pesquisas habituais eu descobri um tal de “truque da mostarda” que é comum em BsAs. Ele consiste numa pessoa que suja seu pé ou alguma outra parte do corpo com mostarda. Enquanto você fica distraído limpando a sujeira, uma pessoa vai e rouba alguma coisa sua. Vale também lembrar do truque do dinheiro, que acontece mais no Leste Europeu. Uma pessoa te aborda dizendo que achou uma nota de dinheiro no chão e que acha que é sua. Assim que você aceita a nota, verificando no lugar onde você guarda dinheiro, o ladrão vai lá e te rouba. Todo cuidado é pouco, realmente.

Também devo comentar que alguns blogs falam da Zara e também da Falabella, que é uma loja de departamentos presente na Calle Florida. Eu entrei nas duas só pra conhecer, mas não me surpreendi. A Zara tinha roupas lindas (adoro essa loja, sério), mas muitas vezes as mesmas roupas que vendem lá são vendidas aqui no Brasil também. Então (na minha opinião né) acho que não vale a pena gastar seu precioso dinheiro lá fora com algo que você pode comprar por aqui.

Confesso que não conhecia a Falabella, mas minha mãe já. Ela se lembrava de algumas roupas que ela adorava que ela havia comprado nessa loja só que em outro país, então por isso entramos e verificamos. Não gostei das roupas e achei tudo muito caro! Uma blusinha de manga num tecido simples custando mais de 600 pesos! Acho que esse foi o valor do jantar mais caro que tive na cidade, pelo que me lembro.

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Para concluir, preciso falar do ponto alto da rua, que são as Galerias Pacífico. Localizada na esquina entre a Calle Florida e Av. Córdoba, esse é um ótimo shopping, porém pequeno em comparação ao que vemos no Brasil e nos Estados Unidos, considerado como paraíso de compras por muitos viajantes.

O lugar em si é bem bonito e agradável, com lojas de ótimas marcas e grande variedade de produtos, como maquiagens, sapatos, eletrônicos e obviamente, muuuitas lojas de roupa. Ali também possui uma boa praça de alimentação para os interessados. Demos uma volta, porém nada nos interessou muito.

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Então, na minha opinião, eu não recomendo a Calle Florida para compras. Mas é aquela coisa, cada um tem seu gosto e é isso que importa no fim das contas. :))

Mas vale a pena conhecer? Sim! Claro que vale. A Calle Florida ainda é um dos principais pontos turísticos da cidade, e mesmo com os defeitos que vi, preferi ter ido e visto tudo que eu comentei com vocês do que não ir e ter ficado na dúvida se eu iria gostar ou não de lá. A única coisa que eu recomendo é que se você for, vá sem expectativas! Quem sabe a sua visita não será bem melhor do que foi a minha? :)

Aquela aguinha russa

Simples assim. Mas a “aguinha” que eu falo não é a água de fato, e sim a tradicionalíssima vodka (para ser vodka mesmo, tem que ser russa!!). Eu fiz essa analogia devido ao significado ao pé da letra da palavra vodka, que realmente significa “aguinha” (voda significa água, e vodka seria um diminutivo da palavra).

Mas enfim, a vodka é uma bebida destilada produzida a partir de água, trigo e centeio com origens no leste europeu, mas altamente considerada na Rússia como bebida nacional. E quando eu falo que a vodka é a bebida nacional russa, eu realmente digo que ela é bem mais do que isso, chegando a ser um dos símbolos nacionais mais conhecidos de lá! Afinal de contas, quando se fala na Rússia, muitos pensam logo em vodka, certo?!

Meus amigos russos gostam de tomar a vodka bem gelada, e tomar sem nenhuma outra bebida misturada. Vodka para eles é simplesmente pura, esqueça o energético e alguns cocktails. No inverno, é muito comum ver gente que além de beber muita vodka, gostam de fumar também. Dizem eles que essa mistura “esquenta” o corpo. Mas fato mesmo é que a vodka pura é consumida em países de clima um pouquinho mais gelado realmente.

A questão é que eu fui pra Rússia e não consegui sequer tomar um shot de vodka. Eu sou fraca para bebidas e não conseguia tomar a vodka simplesmente pura, como eles costumam fazer por lá. Porém, minha consciência está limpa, sabendo que pelo menos eu tentei virar um shot. :)

E ali em cima eu falei que vodka de verdade tem que ser russa! Na verdade, quando você sabe que a bebida foi destilada e engarrafada na Rússia, a certeza é que a bebida é de qualidade!

Sobre preços, obviamente existem bebidas de todos os gostos (isso não posso comentar, infelizmente) e bolsos! Boas vodkas são encontradas em mercadinhos, supermercados e em lojas especializadas em bebidas. Em Moscou, perto do meu hostel na Tsvetsnoy Bulvar existia uma loja muito boa que vendia umas vodkas bem exclusivas. Um amigo comprou várias para levar pra casa, e depois me arrependi de não ter comprado para revender por aqui. :(

E para finalizar, uma curiosidade é que a cerveja na Rússia não é nada gostosa. Eles servem a cerveja a temperatura ambiente, o que deixa o gosto aguado, nada bom.

Mas enfim, se você bebe e quer aproveitar ao máximo da Rússia, ir até o supermercado e comprar algumas vodkas não é uma má ideia.