Como eu fui de São João del Rei a Tiradentes

Olá, internet! Hoje eu vou relatar como fiz o trajeto entre São João del Rei e Tiradentes, que são duas cidades históricas mineiras que você tem que conhecer! Já falei nesse post aqui que eu sempre quis conhecer Minas Gerais, já que sempre tive essa paixão por cidades antigas.

Infelizmente só pude passar oito dias em terrinhas mineiras, então tive que montar meu roteiro com muito cuidado, e escolhi a dedo os locais que queria conhecer, assim como o tempo que iria passar em cada local. Por isso, vou explicar direitinho nesse post como foi a experiência do trajeto entre essas duas cidades.

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@Tiradentes

Juntando as duas viagens numa só

São João del Rei e Tiradentes são muito próximas, então faz todo o sentido deixar essas duas cidades juntas num só trecho da viagem. O mapa diz que a distância aproximada entre elas é cerca de 25 minutos, então já podemos ver que um bate-volta é super possível.

Como falei neste post aqui, nós preferimos fazer essa viagem toda de ônibus, então não nos preocupamos com aluguel de carro nem nada. O que pretendíamos era deixar algumas cidades como “hubs”, de onde partiríamos para outras. No caso dessas duas cidades, escolhemos São João como nosso ponto de partida, justamente pela cidade ser maior, e ter acessos mais fáceis.

Sobre a Maria Fumaça

Nós vimos vários relatos da Maria Fumaça entre São João e Tiradentes, e claro que nos interessamos! Seria uma viagem excelente de ser feita, mas infelizmente não deu.

A questão é que como tínhamos pouco tempo de férias, os dias não batiam. O nosso roteiro definiu um determinado dia para que visitássemos Tiradentes, e nesse dia específico, não havia viagem da Maria Fumaça. Na verdade, os dias e horários desse passeio variam muito com a época do ano, e quando estivemos lá (outubro), esse passeio só estava sendo oferecido uma vez por semana, e os horários eram muito ruins. Como queríamos ir e voltar no mesmo dia, o tempo de permanência entre a chegada e a partida era muito pouco e achamos que não valeria a pena.

O preço é um ótimo determinante também. A passagem de ida e volta custa R$ 70, enquanto pagamos bem menos pelo outro método, haha. Também não faríamos muuuita questão de ir de trem: só queríamos ir para Tiradentes, passar o tempo que fosse necessário, e depois retornar ao hotel.

Qual foi o método que escolhemos?

Como a nossa preocupação era ir para Tiradentes e voltar no mesmo dia, acabamos preferindo ir nos bons e velhos ônibus. Como as duas cidades são bem próximas (na verdade Tiradentes é mais um distrito que uma cidade, mas enfim), existe uma linha de ônibus que faz esse trajeto direto, com pouquíssimas paradas.

O ônibus é da linha municipal de São João del Rei mesmo, então pagamos o preço de duas passagens comuns, coisa de 10 reais no total, considerando ida e volta. Se tivéssemos ido de Maria Fumaça, seria 140 para nós duas!

Tá que nem deve se comparar uma viagem de Maria Fumaça com a de um ônibus de linha, mas pra mim, a economia foi muito bem vinda!

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@Tiradentes

Como faz para pegar esse ônibus?

Nos dirigimos até o Museu Ferroviário, e bem na frente dele fica uma parada de ônibus que é bem movimentada. Essa parada fica bem em frente ao canal (ou riacho, enfim) que corta o centro de São João. Esperamos o ônibus como qualquer outra pessoa, até aparecer algum que tinha escrito “Tiradentes” no seu visor.

Os atendentes do hotel nos falaram que esse ônibus passa nas paradas a cada 50 minutos, aproximadamente. Acho que tínhamos acabado de perder o ônibus, pois passamos pelo menos uns 25 minutos esperando algum passar.

Quando esse ônibus apareceu, foi bem tranquilo. Entramos, pagamos nossas passagens, sentamos e só esperamos.

O trajeto

A ida até Tiradentes atravessou ainda uma parte de São João del Rei, mas depois que saímos da cidade, avistamos uns lugares muito lindos, e acredito que por ali deveria passar a linha ferroviária da Maria Fumaça. Uma boa parte da estrada era de paralelepípedos, e me senti num local bem bucólico! Realmente foi muito amável, e tivemos vistas muito gostosas!

Já a volta foi pela estrada, não mais pelos paralelepípedos. Como já estávamos cansadas de tanto ter caminhado por Tiradentes, aproveitamos o caminho para relaxar e sentir o vento no rosto.

Também é importante saber que os ônibus chegam e saem de Tiradentes pela estação rodoviária dali. Ela é bem pequenininha e é basicamente do lado dos pontos mais importantes da cidade, ou seja, não é uma caminhada longa.

Outros métodos

Além da Maria Fumaça e de ônibus, é muito possível pegar um táxi até Tiradentes. Até consideramos fazer isso caso o ônibus demorasse mais um pouco a passar na parada.

Nem preciso falar sobre carro próprio também, né? Se você tem os métodos para ir de carro (experiência dirigindo em estradas também), faça isso.

Valeu a pena ir de ônibus?

Como falei mais acima, o importante era chegar e sair de Tiradentes. O preço foi ótimo, mas já imaginamos que o conforto não foi tão significativo assim.

Como atingimos nosso objetivo, achei válido e recomendo a experiência.

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Por dentro do Teatro Colón

Um dos principais passeios para quem vai a Buenos Aires é a visita guiada ao Teatro Colón. Este local é um dos ícones da cidade: sua localização central, importância histórica e cultural, e a combinação da arquitetura com opulência só confirmam que a visita ao teatro é imprescindível e marcante. Certamente um must go!

Tapete Vermelho

Tapete Vermelho

Antes de continuar, quero deixar claro um detalhe! A Argentina está sofrendo com uma grande inflação nos últimos tempos, então o preço de tudo subiu! Quando visitei o Teatro Colón (setembro de 2016), o ingresso custava 250 pesos. Por enquanto o preço continua o mesmo, só que não se assuste ao chegar lá e ver um valor maior ainda, numa data futura.

Para começar, este teatro demorou quase 20 anos para ser construído (1889-1908), em substituição a outro Teatro Colón bem menor, e que se localizava em outro lugar. Com a inauguração do prédio novo muitas companhias passaram a se apresentar lá, fazendo com que aos poucos o teatro se consolidasse como principal complexo artístico da cidade de Buenos Aires.

Figurinos de apresentações anteriores

Figurinos de apresentações anteriores

Figurinos de apresentações anteriores

Figurinos de apresentações anteriores

Em 2014, o National Geographic listou as 10 principais Opera Houses no mundo inteiro. De acordo com a lista, o Teatro Colón ocupa a terceira posição, e alguns dos requisitos para tanto foram a incorporação de diversos estilos arquitetônicos, a quantidade de artistas renomados que já se apresentaram ali, e a presença de um próprio departamento cênico em suas dependências.

Por motivos de curiosidade, as outras 9 Opera Houses da lista são o Teatro alla Scala em Milão, Teatro di San Carlo em Nápoles, a Royal Opera House em Londres, o Teatro Bolshoi em Moscou, a Opera House de Sydney, a Ópera de Paris, a Ópera Royal do palácio de Versailles, a Staatsoper de Viena e o Lincoln Center em New York.

Voltando a falar do Teatro Colón, a minha visita guiada foi toda em espanhol, mas foi muito tranquilo de entender e de acompanhar a guia. O Teatro é rico em detalhes e não dá para ficar nenhum momento sem prestar atenção em alguma coisa.

Atenção para o vitral

Atenção para o vitral

Os detalhes de ouro e os vitrais do teatro são belíssimos, não dá para parar de reparar.

Artigo de decoração

Artigo de decoração

Palco

Palco

O salão do teatro é gigantesco. Muitos dizem que a acústica do local é perfeita, e de fato, não podemos falar muito alto, senão era capaz de todos ali dentro nos escutarem.

Interior do teatro

Interior do teatro

Uma coisa que achei curiosa (e bem cruel) era o local que era destinado às viúvas. Elas não poderiam aparecer em público desacompanhadas, mas o direito delas visitarem o teatro era mantido. Isso era possível pois reservaram uns locais escondidos com grades onde elas ficariam ocultas, mas também não poderiam acompanhar as óperas direito.

Peça feita em um só bloco de mármore. Detalhes em relevo perfeitos.

Peça feita em um só bloco de mármore. Detalhes em relevo perfeitos.

Antigamente, os melhores lugares do teatro.

Antigamente, os melhores lugares do teatro.

O lustre também é magnífico! Sou fã dessas estruturas, e assim como em muitos teatros, existe uma sistemática que faz com que um cabo de aço leve o lustre até o chão com o objetivo de limpá-lo e de fazer sua manutenção devida.

Teto e lustre

Teto e lustre

Mais uma vez, visita recomendadíssima!
Valor: 250 pesos argentinos (valores do fim de 2016)
Horário: das 9h às 17h, com saídas a cada 15 minutos. (Sujeito à disponibilidade)
Localização: Tucumán 1171 (Estações de metrô: Tribunales ou 9 de Julio)

Museu da Casa Rosada, em Buenos Aires

Anteriormente conhecido como Museo del Bicentenario, este museu foi construído em 2011 durante o governo da então presidente Cristina Kirchner, e este local foca em apresentar o passo a passo da construção da nação argentina desde seu início através de objetos, vídeos e outros artefatos (por isso o nome Bicentenario, pois o país completara 200 anos de existência em 2011). Com o novo governo Macri, o nome foi trocado e passou a se chamar Museu da Casa Rosada, como forma de desvincular a imagem do governo anterior, mas a essência é a mesmíssima.

Bandeira da Argentina, localizada na Plaza de Mayo (em frente à Casa Rosada)

Bandeira da Argentina, localizada na Plaza de Mayo (em frente à Casa Rosada)

Antes de continuar a comentar, eu fiquei muito chateada, pois eu não visitei a Casa Rosada, e em breve vou fazer um post sobre isso.

Enfim, não visitamos o prédio da sede do governo argentino, porém tiramos fotos do exterior, que foi o que deu (que triste) e continuamos o planejado do dia visitando o Museu Casa Rosada (o tema do post, mesmo). Ele se localiza nos fundos da Casa Rosada, na av. Hipolito Yrigoyen: a entrada é uma estrutura de vidro.

A visita começa numa sala que possui um vídeo explicativo e alguns objetos e imagens sobre o local onde o museu se encontra: as ruínas da antiga aduana Taylor. Segundo o que foi explicado, a Casa Rosada foi construída às margens do Rio da Prata e as galerias da aduana ficavam obviamente debaixo d’água. Ou seja, todo o espaço daquele museu originalmente era todo afogado, e se você olhar no mapa, as margens do Rio da Prata se encontram muito mais longe que seu curso original – depois do novo bairro de Puerto Madero.

Dentro do Museu Casa Rosada

Dentro do Museu Casa Rosada

A visita continua com uma espécie de linha do tempo: desde a Revolução de 1810 até os dias de hoje. Cada “era”, digamos assim, é dividida entre os arcos das galerias, com cada espaço representando sua época devida, através de um rico acervo composto de objetos importantes, quadros, documentos, fotos e vídeos explicativos que ajudam a entender o contexto da história argentina para leigos.

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Essa linha do tempo que citei acima é dividida em 14 partes que são denominadas em:
– De la Revolución;
– La anarquía. Rosas, el restaurador de las leyes. Unitarios y Federales;
– Organización del Estado Nacional;
– Gran inmigración y el orden conservador;
– Del sufragio popular, el Radicalismo y las luchas sociales;
– De la década Infame al ascenso de Perón;
– El Peronismo;
– La Libertadora: La proscripción de las mayorías;
– La resistencia Peronista. Organizaciones políticas y sociales;
– La dictadura militar: El Proceso;
– La recuperación democrática y sus límites;
– El Neoliberalismo;
– La recuperación política, económica y social. El Bicentenario.

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Uma coisa que me chamou a atenção foram os vídeos. Eles me fizeram compreender de uma maneira simples, como que a história da Argentina se desenvolveu. Também adoro ficar admirando objetos antigos, o que enriquece muito este museu.

Para concluir, existe uma exposição permanente no local. A obra “Ejercicio Plástico” do artista mexicano David Siqueiros está conservada no local e uma guia fica explicando o contexto da obra, datada dos anos 1930. O que é mais interessante sobre essa obra é que ela é um sótão, literalmente.

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Este artista, o Siqueiros, pintou essa obra no sótão de uma casa em Buenos Aires, e o processo de recuperação (iniciado em 1990) exigiu que todo o cômodo fosse retirado, num processo pioneiro no mundo. Achei a obra meio obscura, até angustiante, mas é admirável e cheias de nuances para observar.

Estilo de "Ejercicio Plástico"

Estilo de “Ejercicio Plástico”

O Museu Casa Rosada (ou Bicentenario, para àqueles que ainda não se adaptaram à nova nomenclatura) é bem tranquilo e interessante. Ele não consome muito tempo de visita e se encaixa em diversas programações, por estar tão próximo de outras coisas que merecem visita em Buenos Aires. Vale muito a pena conhecer.

Em volta da Praça Vermelha

Olá viajantes, como estão? Eu vou muito bem, especialmente pelo fato de que hoje é um dia especialíssimo para mim, pois há exatamente quatro anos eu comecei a minha jornada de cinco dias que me levaria até a mãe Rússia.

Nem parece que esse tempo todo se passou, e para comemorar esse fato, hoje tem post sobre a maior capital do continente europeu, com foco especial na região da cidade onde tudo começou: a Praça Vermelha.

Como assim, Sand? A região ao redor da Praça Vermelha (mais notadamente o Kremlin) é tipo o marco zero de Moscou. Ao analisar o mapa da cidade, é importante notar que a cidade é como um círculo, com as partes mais externas sendo compostas pela periferia e construções mais recentes, e o interior obviamente mais antigo. O centro desse círculo é justamente a Praça Vermelha, coração das atrações turísticas da cidade, assim como o principal centro político e econômico do país.

Moscou vista de cima, de acordo com o Google Earth

Moscou vista de cima, de acordo com o Google Earth

Então, pela região da Praça Vermelha ser culturalmente viva em Moscou, segue uma lista com o que fazer de melhor ali e em suas imediações:

1. Kremlin

O Kremlin em Moscou é um complexo fortificado que possui uma série de construções medievais, incluindo muitas igrejas ortodoxas. Historiadores russos usualmente se referem aos Kremlins como os primeiros assentamentos humanos fortificados em certas regiões, que no futuro dariam origem a grandes cidades. Um outro exemplo de cidade russa que nasceu a partir de um Kremlin é Nizhny Novgorod, que ainda preserva suas fortificações como Moscou.

 

Normalmente o Kremlin é associado com o poder político na Rússia. Isso se dá pelo fato de que o palácio presidencial e a residência oficial do presidente russo se encontram dentro das paredes vermelhas do Kremlin.

É possível de visitar o complexo, já que existem partes abertas para turistas. Quando eu fui, não era permitido tirar fotos no local e o ingresso custava 500 rublos.

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Catedral de São Basílio e o Relógio do Kremlin, com um pedacinho do palácio presidencial

2. Gum

O Gum é considerado um dos shopping centers mais sofisticados do mundo (se não o mais sofisticado de todos!), e se encontra bem na frente da Praça Vermelha. Todas as lojas do shopping – sem exceção – são de grifes, e algumas são mais acessíveis (como a Zara) e outras mais exclusivas (como a Louis Vuitton).

Em tempos soviéticos, o Gum também era uma espécie de centro comercial, porém mais focado na distribuição de produtos para a população. Mesmo com um cunho socialista, ainda não eram todas as pessoas que podiam “fazer compras ali”.

Gum iluminado

Gum iluminado

3. Tumba do Lênin

Eu já escrevi sobre o Mausoléu do Lênin e dei algumas informações sobre aqui. Vale ressaltar que independente da posição ideológica, é super interessante ver o corpo embalsamado de uma figura histórica há mais de 90 anos ali – na sua frente.

Eu ainda tenho essa curiosidade, pois apesar de ter passado 7 dias inteiros em Moscou, não consegui visitar o Mausoléu. O motivo é simples: ele fecha cedo e eu acordava sempre muito tarde. *risos*

Mausoléu do Lênin (e tentando fazer pose de turista)

Mausoléu do Lênin (e tentando fazer pose de turista)

4. Catedral de São Basílio

A Catedral de São Basílio é geralmente a imagem que o mundo tem de Moscou. Com suas torres e abóbadas coloridas, a Catedral é normalmente confundida com o Kremlin, e não dá pra negar que geralmente ela é a primeira estrutura a ser notada assim que a pessoa entra na Praça Vermelha.

O preço do ingresso é acessível e dá direito a visitar todo o interior de madeira da catedral. O valor é de 250 rublos.

St Basil's

St Basil’s

5. Museu do Exército

Esse foi um lugar bem interessante de se visitar. Em um dos cantinhos do Kremlin se encontra a entrada para o Armoury Chamber, local de exposição permanente de artigos de guerra e objetos pessoais dos antigos czares.

Ali não é permitida a entrada com eletrônicos, e consequentemente, não pode tirar fotos. Todos os visitantes recebem um audioguia explicativo, o que deixa o passeio bem interessante.

Pra quem gosta de apreciar coisas antigas, essa exposição vale muito a pena. O preço do ingresso é bem salgado também – 700 rublos a entrada.

6. Rua Arbat

Também já escrevi sobre a rua Arbat aqui. Ela não é exatamente ~na~ Praça Vermelha, mas um dos meus passeios favoritos em Moscou era andar pela rua inteira e seguir direto até à praça.

O local é super boêmio: possui vários artistas de rua, bares, lojas de artesanato locais e muitas outras coisas tradicionais. Vale a pena comprar algumas coisas de souvenirs, como matrioshkas, pelo preço ser bem mais em conta do que em outras feirinhas locais.

Rua Arbat

Rua Arbat

7. Teatro Bolshoi

O Teatro Bolshoi também não é exatamente na Praça Vermelha, mas só fica a alguns metros dela. Para assistir a alguma apresentação, é recomendável fazer reservas com algum tempo de antecedência. Eu não consegui assistir a nenhuma apresentação por causa disso, então já tenho mais outra desculpa para voltar para Moscou *mais risos*

O Teatro também é aberto para visitações, mas só é preciso ter cuidado para visitá-lo em horários que não tenham apresentações acontecendo.

8. Parque Alexandrovsky

Esse parque fica ao lado da Praça Vermelha. Não é tão grande e conhecido como o Parque Gorky, mas é um belo lugar para relaxar após um dia rondando pelos museus da região. Existe um shopping na frente do parque, que é o Okhotny Ryad, que possui alguns restaurantes e várias lojas, com preços mais acessíveis que o Gum.

Ali possuem algumas estátuas que remetem à época comunista, assim como a chama eterna e o túmulo do soldado desconhecido.

Caminhos do parque

Caminhos do parque

9. Museu Histórico do Estado

Esse museu fica bem ao lado de duas entradas da Praça Vermelha, e o prédio é um dos mais imponentes do local. Grande construção medieval e vermelha, o Museu histórico do Estado conta a história da Rússia, desde assentamentos antigos até os dias de hoje.

Museu, no fundo

Museu, no fundo

10. Catedral de Kazan

Bem no cantinho da Praça Vermelha próximo ao Gum, fica uma pequena, mas charmosa igrejinha ortodoxa, chamada de Catedral de Kazan. Como muitas coisas na Rússia (e na Europa em geral), essa igreja não é original, e sim restaurada.

Ela foi destruída pelo regime comunista, e reconstruída entre 1990 e 1993, após a queda do regime soviético. Na época da demolição, Stálin havia ordenado a demolição de algumas igrejas da região.

É preciso ter ciência – Crítica

Ontem enquanto estava navegando pelas redes sociais, eu encontrei uma matéria que me deixou “revoltada” em certos aspectos. Essa matéria apresentava brasileiros que estavam sendo barrados antes do embarque aqui no Brasil, e geralmente os destinos finais seriam na Europa.

Acontece que o motivo para impedir as pessoas (que não deviam nada a ninguém, que fique claro isso) era o fato do passaporte estar a menos de 3 meses do vencimento. Eu fiquei indignada com o fato de que pessoas, aparentemente bem letradas e informadas, não terem sequer tentado se informar sobre a sua própria viagem ao exterior.

Mas primeiramente, vou começar esse raciocínio com um fator essencial para quem sai da zona de conforto (leia-se, nossa casa), que é a pesquisa. Estamos nos deslocando a um lugar novo, estranho e onde enfrentaremos algum tipo de dificuldades. Mesmo que você se hospede em um hotel 5 estrelas em Paris, nem tudo pode sair perfeito.

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Supomos que você viaje para Londres em dezembro, próximo ao natal. No Brasil está quente, verão, e algumas pessoas podem pensar que lá poderia estar quente também. Um pouco de geografia já nos indica que as estações nos hemisférios norte e sul são invertidas, e que elas podem ser mais intensas ou não de acordo com a proximidade à linha do Equador. Isso já nos indica que Londres estará fria, e que provavelmente estará nevando, ou até mesmo com uma temperatura mais baixa. Viajar para lá com roupas de verão não parece ser uma boa ideia.

Ainda em Londres, sabia que nada funciona nos dias 25 e 26 de dezembro? Os metrôs param, muitas lojas e museus fecham e tem gente que nem sai de casa. Ainda pode haver um certo movimento no dia 26 por causa do Boxing Day (que é um feriado onde as pessoas dão presentes), mas mesmo assim um turista interessado em desempenhar certas atividades pode achar isso frustrante e pode até “descontar” na cidade, falando mal e nem a recomendando para outras pessoas.

Esses dois exemplos, por mais óbvios que pareçam para algumas pessoas, podem causar um grande ponto de interrogação em outras, e o exemplo do passaporte se encaixa perfeitamente nisso.

O passaporte brasileiro tem validade de 5 anos, e dependendo do país existe a necessidade de se obter o visto. Em alguns casos (como por exemplo, para a Índia) o visto se tira pelo correio, e em outros (como o famoso visto americano) é necessária uma burocracia maior, incluindo até a presença na embaixada/consulado. Geralmente o visto já coloca uma “data limite” de até quando você é permitido de entrar no país com esse documento.

Mas mesmo possuindo visto, a validade do passaporte é vista e altamente considerada pelos fiscais da imigração. Aqui darei o exemplo da União Europeia. As exigências mínimas para a admissão no bloco são: seguro-saúde que cubra despesas de até 30000 euros, passagem de volta e um passaporte com validade mínima de 3 meses.

Deixei as três exigências em negrito, e a questão do passaporte ainda com itálico para frisar que essas informações QUALQUER pessoa tem acesso, e que qualquer site mais especializado em viagens pode oferecer. Realmente só não sabe quem não quer…

Mesmo assim, vou destrinchar as três, primeiramente com a passagem de volta. Confesso que quando eu vejo alguma notícia que fale de brasileiros que foram deportados, a falta de passagem de volta é quase sempre presente. Repito que quando há uma ausência de passagem de volta, pode haver um interesse em permanecer morando no bloco sem o visto adequado. Isso é imigração ilegal e é crime. Preciso falar algo mais?

O seguro-saúde quase nunca é lembrado, mas ele é necessário para a entrada em qualquer país, assim como ele pode nos ajudar em qualquer emergência médica no exterior. Eu já sofri uma emergência e tive que ir até o hospital para me examinarem. Não gostaria de contar o que foi que aconteceu, pois é algo que me deixa muito desconfortável já que a situação foi grave. Mas enfim, o seguro é obrigatório, é vendido pela internet e em agências de turismo (mais recomendável) e nem custa tão caro assim.

Daí eu chego no passaporte. Como falei antes, o nosso passaporte tem validade de 5 anos e quando chegamos próximo aos 4 anos e meio depois da data de emissão, a sirene já apita pedindo uma renovação. A maioria dos países, mesmo aqueles que exigem visto, não deixam pessoas com apenas 6 meses restantes de validade no passaporte entrarem no país.

Você leu certo, 6 meses. E antes, a própria União Europeia também exigia os mesmos 6 meses restantes de validade para qualquer cidadão brasileiro (e de outras nacionalidades) como requisito para a entrada no bloco. Essa regra de 3 meses de validade é “nova”. Entrou em vigor no fim do ano passado.

Então quer dizer que a União Europeia flexibilizou e diminuiu a exigência para validade do passaporte?
Sim!!! E mesmo assim, as pessoas continuam fazendo alarde como se isso fosse a lei mais absurda do mundo.

Mas por que as pessoas estão achando essa lei que não permite que pessoas com menos de 3 meses de validade no passaporte um absurdo? Simplesmente por que elas desconheciam a exigência de 6 meses. E quando nós brasileiros somos “surpreendidos” com algumas palavras como “proibir”, “barrar”, “deportar”, e afins, já achamos um absurdo sem ao sequer saber o contexto em que ela se aplica.

O que muita gente não percebe é que leis de imigração em geral são feitas para proteger os cidadãos dos seus países. O Brasil também tem as suas, e ao contrário do que muita gente pensa, as leis são cumpridas com rigor na imigração por aqui. Mas isso não quer dizer que não temos imigrantes ilegais por aqui, mas aí já é outra história.

Concluindo, a informação é cada vez mais disponível e compartilhada nesse mundo em que vivemos hoje, o que deixa qualquer pessoa informada, desde que ela tenha acesso a internet e diversos meios de comunicação e também que ela tenha vontade de aprender e de tirar dúvidas. Também ressalvo que é importante procurar e pesquisar antes de fazer qualquer coisa que nos tire da nossa querida “zona de conforto”.