Em volta da Praça Vermelha

Olá viajantes, como estão? Eu vou muito bem, especialmente pelo fato de que hoje é um dia especialíssimo para mim, pois há exatamente quatro anos eu comecei a minha jornada de cinco dias que me levaria até a mãe Rússia.

Nem parece que esse tempo todo se passou, e para comemorar esse fato, hoje tem post sobre a maior capital do continente europeu, com foco especial na região da cidade onde tudo começou: a Praça Vermelha.

Como assim, Sand? A região ao redor da Praça Vermelha (mais notadamente o Kremlin) é tipo o marco zero de Moscou. Ao analisar o mapa da cidade, é importante notar que a cidade é como um círculo, com as partes mais externas sendo compostas pela periferia e construções mais recentes, e o interior obviamente mais antigo. O centro desse círculo é justamente a Praça Vermelha, coração das atrações turísticas da cidade, assim como o principal centro político e econômico do país.

Moscou vista de cima, de acordo com o Google Earth

Moscou vista de cima, de acordo com o Google Earth

Então, pela região da Praça Vermelha ser culturalmente viva em Moscou, segue uma lista com o que fazer de melhor ali e em suas imediações:

1. Kremlin

O Kremlin em Moscou é um complexo fortificado que possui uma série de construções medievais, incluindo muitas igrejas ortodoxas. Historiadores russos usualmente se referem aos Kremlins como os primeiros assentamentos humanos fortificados em certas regiões, que no futuro dariam origem a grandes cidades. Um outro exemplo de cidade russa que nasceu a partir de um Kremlin é Nizhny Novgorod, que ainda preserva suas fortificações como Moscou.

 

Normalmente o Kremlin é associado com o poder político na Rússia. Isso se dá pelo fato de que o palácio presidencial e a residência oficial do presidente russo se encontram dentro das paredes vermelhas do Kremlin.

É possível de visitar o complexo, já que existem partes abertas para turistas. Quando eu fui, não era permitido tirar fotos no local e o ingresso custava 500 rublos.

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Catedral de São Basílio e o Relógio do Kremlin, com um pedacinho do palácio presidencial

2. Gum

O Gum é considerado um dos shopping centers mais sofisticados do mundo (se não o mais sofisticado de todos!), e se encontra bem na frente da Praça Vermelha. Todas as lojas do shopping – sem exceção – são de grifes, e algumas são mais acessíveis (como a Zara) e outras mais exclusivas (como a Louis Vuitton).

Em tempos soviéticos, o Gum também era uma espécie de centro comercial, porém mais focado na distribuição de produtos para a população. Mesmo com um cunho socialista, ainda não eram todas as pessoas que podiam “fazer compras ali”.

Gum iluminado

Gum iluminado

3. Tumba do Lênin

Eu já escrevi sobre o Mausoléu do Lênin e dei algumas informações sobre aqui. Vale ressaltar que independente da posição ideológica, é super interessante ver o corpo embalsamado de uma figura histórica há mais de 90 anos ali – na sua frente.

Eu ainda tenho essa curiosidade, pois apesar de ter passado 7 dias inteiros em Moscou, não consegui visitar o Mausoléu. O motivo é simples: ele fecha cedo e eu acordava sempre muito tarde. *risos*

Mausoléu do Lênin (e tentando fazer pose de turista)

Mausoléu do Lênin (e tentando fazer pose de turista)

4. Catedral de São Basílio

A Catedral de São Basílio é geralmente a imagem que o mundo tem de Moscou. Com suas torres e abóbadas coloridas, a Catedral é normalmente confundida com o Kremlin, e não dá pra negar que geralmente ela é a primeira estrutura a ser notada assim que a pessoa entra na Praça Vermelha.

O preço do ingresso é acessível e dá direito a visitar todo o interior de madeira da catedral. O valor é de 250 rublos.

St Basil's

St Basil’s

5. Museu do Exército

Esse foi um lugar bem interessante de se visitar. Em um dos cantinhos do Kremlin se encontra a entrada para o Armoury Chamber, local de exposição permanente de artigos de guerra e objetos pessoais dos antigos czares.

Ali não é permitida a entrada com eletrônicos, e consequentemente, não pode tirar fotos. Todos os visitantes recebem um audioguia explicativo, o que deixa o passeio bem interessante.

Pra quem gosta de apreciar coisas antigas, essa exposição vale muito a pena. O preço do ingresso é bem salgado também – 700 rublos a entrada.

6. Rua Arbat

Também já escrevi sobre a rua Arbat aqui. Ela não é exatamente ~na~ Praça Vermelha, mas um dos meus passeios favoritos em Moscou era andar pela rua inteira e seguir direto até à praça.

O local é super boêmio: possui vários artistas de rua, bares, lojas de artesanato locais e muitas outras coisas tradicionais. Vale a pena comprar algumas coisas de souvenirs, como matrioshkas, pelo preço ser bem mais em conta do que em outras feirinhas locais.

Rua Arbat

Rua Arbat

7. Teatro Bolshoi

O Teatro Bolshoi também não é exatamente na Praça Vermelha, mas só fica a alguns metros dela. Para assistir a alguma apresentação, é recomendável fazer reservas com algum tempo de antecedência. Eu não consegui assistir a nenhuma apresentação por causa disso, então já tenho mais outra desculpa para voltar para Moscou *mais risos*

O Teatro também é aberto para visitações, mas só é preciso ter cuidado para visitá-lo em horários que não tenham apresentações acontecendo.

8. Parque Alexandrovsky

Esse parque fica ao lado da Praça Vermelha. Não é tão grande e conhecido como o Parque Gorky, mas é um belo lugar para relaxar após um dia rondando pelos museus da região. Existe um shopping na frente do parque, que é o Okhotny Ryad, que possui alguns restaurantes e várias lojas, com preços mais acessíveis que o Gum.

Ali possuem algumas estátuas que remetem à época comunista, assim como a chama eterna e o túmulo do soldado desconhecido.

Caminhos do parque

Caminhos do parque

9. Museu Histórico do Estado

Esse museu fica bem ao lado de duas entradas da Praça Vermelha, e o prédio é um dos mais imponentes do local. Grande construção medieval e vermelha, o Museu histórico do Estado conta a história da Rússia, desde assentamentos antigos até os dias de hoje.

Museu, no fundo

Museu, no fundo

10. Catedral de Kazan

Bem no cantinho da Praça Vermelha próximo ao Gum, fica uma pequena, mas charmosa igrejinha ortodoxa, chamada de Catedral de Kazan. Como muitas coisas na Rússia (e na Europa em geral), essa igreja não é original, e sim restaurada.

Ela foi destruída pelo regime comunista, e reconstruída entre 1990 e 1993, após a queda do regime soviético. Na época da demolição, Stálin havia ordenado a demolição de algumas igrejas da região.

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Cidadão Global: vale a pena? Minha experiência

O Cidadão Global é um programa de intercâmbio muito interessante promovido pela AIESEC, organização pela qual trabalhei por cerca de três anos e que hoje represento sendo alumnus. Ou seja, após ter trabalhado e contribuído com o crescimento do escritório, hoje observo e acompanho a organização de longe. Mas hoje eu não vim falar sobre a minha experiência como membro da organização, e sim a minha experiência como EP (exchange participant – participante de intercâmbios).

Para começar, a verdade foi que eu sempre quis fazer intercâmbio, mas eu pretendia viajar lá pelo final da minha faculdade em algo relacionado ao aprendizado de idiomas, passar um semestre do meu curso fora, ou até mesmo o mestrado. Até hoje essas vontades continuam de pé, e acredito sim que eu ainda vou obter mais experiências internacionais.

Apaixonada por essa vista! (Parlamento ao fundo)

Apaixonada por essa vista! (Parlamento ao fundo)

Em 2010 eu conheci a organização, comecei a trabalhar como voluntária e aos poucos tive a vontade de participar dos programas que a AIESEC oferece para viajar: hoje são dois programas, chamados de Talentos Globais e Cidadão Global.

O primeiro consiste em realizar um estágio no exterior, trabalhando em alguma empresa com algum tema relacionado à sua área de estudo: comércio exterior, engenharia, jornalismo, captação de recursos, educação de idiomas e assim sucessivamente. Esse programa oferece uma bolsa que ajuda na manutenção do intercambista pelo período em que ele(a) fica trabalhando no exterior, que pode durar de 6 semanas a 18 meses.

Eu ainda não participei do Talentos Globais, e pretendo fazê-lo após o meu mestrado. Porém esse post se trata de duas experiências maravilhosas pelo programa Cidadão Global! Nas duas vezes eu fui para o Leste Europeu e arrumei minhas malas para a Rússia e para a Hungria.

O Cidadão Global é um programa voluntário e de curta duração – 6 semanas até 3 meses. Geralmente os países que oferecem vagas se encontram na América Latina, Leste Europeu, África e Ásia, e em geral o foco do programa consiste em desenvolver projetos em educação, meio ambiente, direitos humanos, saúde e muito mais.

Arbat ul. em Moscou

Arbat ul. em Moscou

Bem, o post será longo, então vamos lá!

Então, o meu primeiro X foi pra Rússia! Sempre sonhei em conhecer esse país e sabia que eu iria amar minha experiência de qualquer maneira.

Mas por que a Rússia?
Eu queria conhecer uma realidade diferente da minha. Queria pegar um inverno rigoroso, idioma complicado, comida exótica, conhecer uma cidade menor, ou seja, fugir da minha linda zona de conforto aqui em casa. Acabei parando em Saratov, uma cidade de 800 000 habitantes na região centro-sul da Rússia. O meu projeto no Cidadão Global era o BRIC, e como o nome já diz, ele foca em estudantes desses países.

O meu projeto consistia em apresentar dados da economia e cultura dos países do BRIC para estudantes de ensino médio e universidades, e comigo foram mais dois brasileiros, três chineses e um indiano. Acabou que só o indiano trabalhou na SSTU (a universidade participante do projeto), já que todos fomos embora antes dele. Mas basicamente eu atuei só na Escola 45 de Saratov.

Para falar um pouco mais da Escola 45, eles tem uma tradição muito grande em esportes, ostentando muitos troféus em várias modalidades. Ao lado da escola existe um estádio de um dos principais times da cidade, e lá haviam turmas exclusivas de atletas, já que eles viajavam muito para competir e necessitavam de uma metodologia especial.

Escola 45 em Saratov

Escola 45 em Saratov

Fui extremamente bem recebida na escola! Os professores, alunos, a diretora e demais funcionários foram sempre muito gentis e atenciosos, e sempre muito curiosos em saber mais do Brasil. Fiz apresentações sobre história, comidas, cinema, novelas (btw, eles adoram “O Clone” por lá!), tradições, curiosidades e claro, a economia do país. Também falei bastante da minha região linda – a Amazônia – que é extremamente exótica para eles.

Escola 45 <3

Escola 45 <3

Esse período que eu trabalhei lá na escola foi relativamente bem organizado. Lidei com várias turmas e professores e senti um carinho imenso deles. Até tivemos uma festa de despedida onde ~toda~ a escola participou, com direito a apresentações de dança, música, e também apresentações sobre a Rússia, Saratov e muito mais, todas feitas pelos alunos. Foi uma maneira de agradecer pelo trabalho que nós fizemos.

Parte da escola na nossa despedida

Parte da escola na nossa despedida

Sabe, foi muito gratificante estar ali. Muitos dos alunos (e das pessoas de Saratov) não pretendiam fazer faculdade, se especializar para ter um emprego legal, nem conhecer o mundo nem nada. Algumas pessoas chegavam comigo me agradecendo pelo fato de que eu saí da minha casa – bem longe dali – para viajar pro meio do inverno para apresentar pra eles uma nova perspectiva de vida e que existem muitas possibilidades para serem exploradas.

Infelizmente o meu projeto não durou o tempo planejado. O meu CL acabou tendo um problema de know how, e só duas pessoas (a VP ICX e o LCP) estavam dando vazão ao projeto. A Katya, a VP ICX da época era a minha host e tive uma certa flexibilidade de falar com ela e de cobrar algumas coisas, mas a princípio o projeto quase não saiu do papel. Foi uma pena, mas não por falta de vontade, e sim por que eles sozinhos não estavam conseguindo dar conta de tudo.

Moscou, na semana final

Moscou, na semana final

Bem, de qualquer maneira, nenhum intercâmbio é perfeito, e devemos aprender a contornar problemas quando existirem, para o nosso próprio crescimento. Mesmo com essas dores de cabeça do projeto, tenho certeza que eu fiz a escolha certa e recomendo o intercâmbio pela AIESEC para a Rússia! Sou apaixonada pelo país e extremamente grata por tudo que eu aprendi nessa jornada. Mas é preciso saber que é necessário ter resiliência e poder de superação, não só para uma viagem para a Rússia, mas sim para qualquer lugar.

Alguns posts relacionados ao intercâmbio na Rússia:
Seja a mudança!
FAQ da Rússia
Tô indo pra Rússia. E agora?
O que eu vi do racismo
Me conte mais da mãe Rússia
Saratov, a capital do Volga
Vivendo em um vilarejo soviético
Como é difícil dizer adeus
Longe de casa, mas no centro do mundo

Mas mesmo assim eu senti que a minha experiência não foi 100% completa. Devido a esse problema de organização, eu senti que eu poderia ter feito muito mais e um belo dia eu decidi que eu faria outro intercâmbio pela AIESEC! Dessa vez eu fui mais “atenta”, buscando saber mais da reputação do escritório, depoimentos de outras pessoas que viajaram para esse lugar, acessibilidade e afins.

Da segunda vez, não foi a minha intenção ir para um lugar em que eu me desafiasse tanto, e a minha intenção era justamente combinar o lazer com o trabalho. Depois de muita busca e muita pesquisa eu acabei dando match com a AIESEC Budapest University (ou LC Corvinus, ou @BCE). A cidade é espetacular, recebe muitos intercambistas (não só da AIESEC mas também de programas de intercâmbio de universidades), e até tinha uma boa reputação entre os EPs.

Amigos de intercâmbio <3

Amigos de intercâmbio <3

O meu EP manager havia viajado por esse mesmo CL como uns 3 meses antes da minha viagem e eu pedi muito dele que me contasse tudo sobre os intercambistas, a escola em que eu trabalharia, a organização do CL, detalhes da cidade e tudo. Ele só me falou coisas boas de lá e me adiantou que eu iria adorar a escola em que eu trabalharia.

Praça dos heróis em Budapeste (e o meu amigo fazendo gracinha ali atrás)

Praça dos heróis em Budapeste (e o meu amigo fazendo gracinha ali atrás)

 

Já viajei animada e tudo que ele me confirmou se realizou. A escola em que eu trabalhei, a Kontyfa, organizou um projeto excelente (no caso o Magellan) e senti também muito apoio dos professores, do diretor e dos estudantes, assim como na Rússia. Acabei morando num apartamento anexo à escola, e sempre estava por lá. Os estudantes inclusive saíam com a gente e tudo.

Falando mais do projeto, o Magellan foi bem parecido com o BRIC: apresentações sobre os nossos países. Comigo trabalhou a Rekha, da Austrália e ficamos muito próximas! Só lembro dela me chamando para tirar um selfie, antes da expressão ser conhecida no Brasil, haha. Antes de nós, outras duas duplas de meninas haviam trabalhado lá na Kontyfa, sendo três meninas brasileiras. Mas a minha presença foi “diferente” por que as outras meninas eram de São Paulo, e eu do Norte. Ou seja, estava apresentando uma perspectiva totalmente diferente, e dessa vez apresentando a região mais linda do planeta!

Escola Kontyfa <3

Escola Kontyfa <3

Falei antes que nenhum intercâmbio é perfeito, mas esse chegou quase! Só não digo que foi 100% por que o banheiro do meu apartamento estourou (sim, estourou!!), e não dava para fazer nada em casa. Que situação! Ainda bem que isso só aconteceu no fim do intercâmbio hehe.

Conversei com muitas pessoas sobre a minha experiência na Hungria e reitero que também recomendo a experiência. Mas mais uma vez: é necessário estar preparado para tudo. Vai que acontece algum problema que você não está preparado para resolver? Às vezes é necessário agir no automático.

Alguns posts sobre intercâmbio na Hungria:
1 ano de alegria
Hungria: dúvidas e respostas
Hungria: mais dúvidas e respostas
Norte, sul, leste e oeste
O quê que a Hungria tem?
O dia em que o tempo parou
Voluntariado na escola Kontyfa
Tardes em Margitsziget
Primavera em Budapeste
Partiu Budapeste!

Para finalizar, eu realmente aproveitei esses períodos no exterior pela AIESEC. Formei amigos para a vida toda, tanto do Brasil como do exterior. Aprendi a me virar sozinha, levando tapa na cara ou não. Conheci lugares incríveis que antes jamais pensei em visitar. Tive a tão preciosa vivência internacional e também cresci muito como pessoa!

Respondendo à pergunta do título: o Cidadão Global vale a pena? Claro que sim!!

Momento depressão: quero voltar pra Rússia!

Então, faz alguns dias que eu me encontro meio pensativa e sentindo muita nostalgia! Geralmente eu sou assim por natureza, mas a TPM combinada a algumas mensagens de amigos no whatsapp fizeram com que essa vontade de voltar pra Rússia fique mais forte!

Mas por que raios eu quero voltar pra Rússia?! Três pequenas razões:

  • A minha passagem por lá me ensinou muito. Desde como agir com as pessoas até formar a minha própria independência.
  • Eu me sinto sincronizada com a personalidade e o modo de vida do povo russo.
  • A Rússia é um lugar com história e cultura extremamente ricas.

Estou determinada a voltar pra lá logo, e se possível ainda esse ano. Estou me programando para viajar em Setembro, e vamos ver se consigo colocar a Rússia nesse itinerário!

Mas o que eu vim compartilhar agora não é um choro de saudades, e sim algumas sensações sentidas em solo russo. Assim que eu voltei pra casa, eu fiz uma relação de diversas coisas que, enfim… Na Rússia eu…

…vi o céu mais estrelado da minha vida.

…aprendi a tomar chá para agradar os outros.

…entendi o que significa “necessidade”, e tive que passar por ela.

…coloquei a expressão “te desafia” em primeiro plano.

…me coloquei na pele de terceiros e entendi os seus motivos para a tomada de decisões.

…senti saudades do Brasil depois de assistir um comercial com imagens do Rio de Janeiro.

…descobri que é possível viver feliz sem ter muito.

…senti na pele o quanto é difícil patinar no gelo.

…e também descobri que a neve e o frio nem são tão traiçoeiros assim.

…vi um comício do Partido Comunista e me senti de volta a 1917.

…comparei o Rio Volga ao Negro e acabei nem me sentindo tão longe de casa assim.

…percebi o quanto a minha região é rica após ver todas aquelas árvores mortas e cheias de neve.

…me senti que nem uma formiguinha no metrô de Moscou.

…fiquei rodeada de 90000 pessoas num jogo de futebol. Não, eu nunca havia ido a um jogo assim.

…senti calor quando a temperatura subiu para -9 graus.

…descobri que pessoas podem ter carinho por você por apenas muito pouco.

…me inspirei para colocar meus sonhos no papel.

…descobri que é possível sim subir na vida.

…coloquei meu corpo ao limite, em todas as situações.

…senti o cheiro da madeira pura quando comprei minha Matrioshka.

…vi as pessoas lutando pelos seus direitos, lutando contra a opressão e tirania.

…descobri um povo maravilhoso que se esconde por debaixo de uma carapuça dura.

…fui confundida com russa várias vezes.

…comecei a usar a maquiagem com mais frequência. Russas usam muita maquiagem!

…jantei num dos melhores restaurantes de Moscou e não paguei muito caro (milagre!).

…descobri que o jeitinho brasileiro é capenga perto do jeitão russo.

…entendi o significado de orgulho.

…aprendi a cozinhar umas comidas maravilhosas.

…ganhei uma segunda família.

…senti muitas saudades.

…aguentei firme todas as adversidades.

…e me apaixonei pelo país!

…conheci pessoas que não tinham sonhos…

…e que após ver uma pessoa que veio de tão longe somente para dar uma nova perspectiva de vida pra eles os fizeram… ter sonhos!

Pedaços do mundo

Cada povo possui suas próprias características e cultura, e uma das formas onde percebemos essas peculiaridades é através da culinária local. Afinal de contas, viajar por si só já é uma oportunidade de conhecer coisas novas – e a comida é um desses meios! :)

E falando em culinária local, não é preciso gastar uma fortuna em restaurantes para conhecer o que o povo daquela cidade gosta de comer. Às vezes encontramos pérolas em barraquinhas bem simples, ou em fast foods especializados da região. Mas enfim, seguem algumas dicas para aproveitar todo e qualquer tipo de comida!

Pesquise sobre a culinária local, assim você já vai se ambientando com as possíveis comidas que você vai encontrar durante a sua viagem.

Caso exista algum tipo de restrição alimentar, considere bastante o que você vai comer. Mas se essa restrição for irrelevante (especialmente quando tratamos de saúde), abra sua mente para novas possibilidades.

Barraquinhas na rua com várias pessoas é um bom sinal! Se jogue nela!

Mas se você tiver oportunidade, saia para comer num bom restaurante pelo menos uma vez. Garanto que a experiência será inesquecível.

Deixe as calorias para lá, afinal de contas, se você é um daqueles viajantes “level hard”, as andanças pelas cidades vão te ajudar a manter o peso :)

Não deixe a higiene te levar. Às vezes nos preocupamos demais com a qualidade da comida e deixamos de aproveitar coisas. Já percebeu que o Fish and Chips é dado numa folha de jornal?

Mas se a situação for muito tensa, e as condições sanitárias serem extremamente precárias, a saúde vem em primeiro lugar, obviamente.

Se a cidade possui um grande mercado, essa é uma visita que vale a pena.

Procure saber de questões culturais antes de viajar para algum país. Afinal de contas, o choque cultural também existe na mesa.

E é claro que eu pessoalmente tenho as minhas preferências na “cozinha do mundo”! Vou fugir um pouco dos estereótipos como Paella, Sushi, Pizza, Tacos e afins, e vou apresentar 5 coisas que eu adoro, mas acho difícil, ou até mesmo impossível de se encontrar para vender aqui no Brasil.

– Kürstoscalács (Hungria): Ele é um pãozinho caramelizado ao fogo que tem forma de cano, e pode receber uma espécie de “cobertura” de coco, canela, baunilha e outros sabores.

Comi esse Kürstocalács inteiro em uma tarde.

Comi esse Kürstocalács inteiro em uma tarde.

– Blinis (Rússia): Blinis não são panquecas nem crepes! Eles em geral são mais finos e são feitos com uma massa mais leve. Eles sempre são comidos com geleias que são típicas das regiões onde eles são feitos.

Mesa com blinis e biscoitos russos.

Mesa com blinis e biscoitos russos.

– Bratwürst (Alemanha): Esse é o famoso “pão com salsichão” alemão. Não importa se eu cozinho aqui no Brasil, o gosto nunca será o mesmo da Alemanha.

Nhami!

Nhami!

– Cordeiro (Colômbia): A carne de carneiro é diferente da de cordeiro, e é bem difícil de achá-la assada na brasa aqui pelo Brasil. Mesmo assim, o ar na Colômbia é diferente… o gosto sai diferente também!

Nhami!

Nhac!

– Pirulin (Venezuela): Eu classificaria o Pirulin como algum tipo de droga viciante. Ele é simplesmente a coisa mais DELICIOSA do mundo! Você come um e não consegue mais parar! Infelizmente ele só é vendido na Venezuela e faz 7 anos que eu não vou pra lá. :( Para aqueles que (infelizmente) não o conhecem, o Pirulin é um daqueles canudinhos crocantes que colocamos no sorvete recheado com Nutella. Saudades e amor eternos! :’)

Hoje só restou a lata, que guarda algumas pulseiras.

Hoje só restou a lata, que guarda algumas pulseiras.

 

Seja a mudança!

No dia 7 de janeiro de 2012, eu estava indo mudar a minha perspectiva de vida. Consegui uma oportunidade de viajar para a Rússia e me desafiar sendo voluntária numa escola do interior.

Sabe quando a pessoa tem vontade de fazer alguma coisa, mas parece que tudo é difícil? Antes eu nem conseguia ligar para pedir uma pizza, dirigir era impossível e eu tinha medo de tudo. Decidi me dar um tratamento de choque logo de cara.

Trocaria o conforto da minha casa por dormir numa cama de ferro. Sairia do calor amazônico para o frio do inverno siberiano. Teria que me desafiar em uma cidade onde as coisas fluem diferente da minha.

Tudo ia mudar. Alfabeto, comida, amigos, clima e mais… Eu também iria mudar! E ainda bem que foi pra melhor.

Aprendi a não ter medo das coisas. Aprendi que eu poderia fazer tudo que eu quisesse, desde que eu me dedicasse bastante. Aprendi a cultivar amigos, apesar das diferenças. Aprendi que eu não devo guardar mágoas no meu peito. Entendi que é possível mudar o mundo se cada um fizer sua parte, e que a paz é sim uma utopia, mas não poderemos ficar inertes a tudo que acontece ao nosso redor.

Eu vi coisas incríveis durante a minha estadia na mãe Rússia. Conheci a Praça Vermelha, presenciei o ritual do batismo, peguei um frio de -40, e me senti de volta à 1917 quando olhei pro lado e vi um comício do Partido Comunista com todos aqueles operários balançando bandeiras com o martelo e a foice.

Eu estava na Rússia num momento em que os olhos do mundo estavam virados para ela. Eleições presidenciais iriam acontecer na semana que eu saí de lá, e vários protestos aconteceram antes e depois da minha chegada ao país.

Por uma leve coincidência, a Rússia também se encontra aos olhos do mundo agora também.  As olimpíadas de inverno estão prestes a acontecer e um grupo de pessoas querem causar uma tragédia. Volgogrado já sofreu 3 atentados terroristas e a minha linda Saratov está num clima de tensão muito grande. Segundo a minha host, são policiais pra todo lado, revistando bolsas, pedindo pra tirar os casacos e muitos deles portam armas à vista.

Mas não quero falar de tragédias aqui. Quero simplesmente agradecer pela experiência que mudou a minha vida. Obrigada Rússia pelos ensinamentos e por ter me tornado uma pessoa mais completa.

Atenção em Volgogrado

Nesse fim de ano de 2013 fiquei perplexa com os ataques que aconteceram em Volgogrado, no centro-sul da Rússia. Uma explosão num ônibus, outra num trolleybus e outra na estação de trem me deixaram de coração partido, especialmente pela conexão que criei com a região do Volga e pela época do ano, próxima ao meu aniversário de chegada por lá.

Recentemente escrevi sobre a região do Volga e sempre friso nos meus posts que a Rússia é sim um país seguro, e fico bem desconcertada quando coisas assim acontecem. Vidas são perdidas, pessoas ficam traumatizadas, infraestrutura que já é precária fica pior.

Muitas pessoas ficam comentando da proximidade destes atentados com as Olimpíadas de Inverno em Sochi, e como Volgogrado fica perto da “perigosa” região do Cáucaso, mas sinceramente só fico observando. Claro que eventos como esses devem despertar a atenção das autoridades para melhorar a segurança, mas só usar esse pretexto da olimpíada para trazer a segurança da população é mesmo que tapar o sol com a peneira. E depois? Nada será feito?

Confesso que também fico preocupada com os meus amigos em Saratov. Apesar de ter quase dois anos que eu fui pra lá, sempre estou em contato com as pessoas. Lembrando que Volgogrado era tipo uma hora de carro a partir da minha casa e qualquer coisa ruim pode se refletir sim em Saratov! Espero que não aconteça nada mais.

Volgogrado é uma cidade que é um símbolo da resistência do povo russo, e essa fama veio desde a vitória sobre o exército nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Na época, a cidade se chamava Stalingrado e era o coração industrial da Rússia. Os planos de Hitler incluíam a destruição da cidade, que iria parar a União Soviética. Com os camaradas fora de combate, os nazistas conseguiriam colocar suas mãos facilmente nas enormes reservas de petróleo do mar Negro.

Fora isso, os soviéticos (eslavos em geral) eram vistos como uma “raça inferior”, e quanto mais soviéticos mortos, melhor para os nazistas. Os esforços de guerra soviéticos incluíam a queima de qualquer coisa que estivesse no caminho, deixando tudo ao redor devastado. Com isso, muitas pessoas passaram fome e frio, fora as enormes perdas de vidas.

Em muitos momentos, a derrota e a destruição de Stalingrado eram iminentes mas vários fatores levaram os soviéticos à vitória! Após a queda da União Soviética, a cidade voltou a se chamar Volgogrado (cidade do Volga), e por apenas dois dias no ano ela se chama Stalingrado novamente (dias para celebrar a vitória na Segunda Guerra).

Por isso que esses ataques doem muito mais em uma cidade símbolo de resistência. O orgulho ferido dos russos é tudo que esses extremistas querem. Violência gera violência, mas nem todos conseguem entender isso.

Mas enfim, eu estou super ansiosa pelas Olimpíadas de inverno (post especial vem aí!), e sinto muita falta do Volga e de tudo que me lembra a Rússia! Um arrependimento? Ter confiado na palavra da minha host mother, que havia me prometido uma viagem para conhecer Volgogrado. Como deu pra perceber, acho que ela se esqueceu da promessa.

Desejo que tudo saia bem e que logo eu consiga voltar para a mãe Rússia e vivenciar momentos novos nesse lugar tão especial. Que tudo dê certo e que esses ataques não aconteçam mais.

FAQ da Rússia. Por que sim.

Então, mesmo depois de tanto escrever aqui, muitas pessoas ainda me fazem todo tipo de perguntas sobre a Rússia. Após ler em vários fóruns varias perguntas e dúvidas sobre o país, resolvi dar uma ajuda indiretamente fazendo esse FAQ! Vai que não ajuda mais alguém? :)

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Matrioshkas!

Precisa de visto para entrar na Rússia?  Já houve a necessidade, porém hoje em dia não existe necessidade de visto de turista para menos de 90 dias. Porém existe a necessidade do preechimento dos papéis da imigração e de fazer o registro nos correios para quem vai ficar mais de uma semana numa mesma cidade.

A Rússia ainda é comunista? A URSS morreu em 1991 e ainda tem gente que acredita que a Rússia apenas mudou de nome. O país é 100% capitalista e desigual (porém menos desigual que o Brasil), totalmente ao contrário dos valores pregados por Marx. Porém é bem comum de encontrarmos estátuas do Lênin e muitas pessoas saudosistas dos tempos soviéticos.

Praça Lênin com o próprio Lênin ao fundo.

Praça Lênin com o próprio Lênin ao fundo.

Existe voo direto do Brasil? Não mais. A Aeroflot já operou, porém existe sempre boatos de uma nova requisição de entrada de alguma companhia russa.

Consigo me comunicar normalmente em inglês? Sim, em certos lugares. Em hotéis, restaurantes e afins os funcionários são instruídos a falar em inglês, porém em feiras, transporte público e outros lugares mais populares, é mais difícil de encontrar alguém que fale outro idioma além do russo.

Devo dar gorjetas? Na Rússia, não é uma obrigação de se dar gorjetas, como nos Estados Unidos (uma vez a moça do transfer ficou com raiva por ter ganhado 10 dólares de gorjeta!). No entanto, é bem educado dar gorjetas para bons serviços.

Qual o tipo de vestimenta a ser usada? Isso depende da estação. Geralmente verões são bem quentes e invernos bem frios. No entanto, é bom levar um casaquinho no verão para eventualidades, e no inverno não adianta colocar um casaco em cima do outro, e sim procurar algum casacão impermeável que aguente o frio pesado.

Imagina sair do calor do Brasil direto para -29 graus?

Imagina sair do calor do Brasil direto para -29 graus?

A Rússia tem muitas igrejas. Existe algum tipo de vestimenta adequada? Em nenhum lugar do mundo as pessoas são bem vistas quando entram em igrejas com shortinhos, sandálias de dedo e decotes. Respeito é essencial, e uma pessoa bem vestida de um jeito ou de outro impõe mais respeito.

Russos bebem muito? Sim, mas eu já vi tantos dados sobre consumo de álcool que nem sei qual é o verdadeiro. Na maioria deles, outras nacionalidades são vistas como mais beberronas (já vi nos primeiros lugares Irlanda, Reino Unido, Hungria, Finlândia e até mesmo a Rússia), mas saber qual dado é o certo já é um pouco mais complicado.

Existem ursos andando na rua? Por incrível que pareça muitos estrangeiros tem essa impressão que ursos andam livremente nas ruas das cidades russas. Isso é uma lenda urbana que os russos (pelo menos meus amigos, risos) alimentam com um enorme senso de humor. Mas sério gente, ursos não andam nas cidades da Rússia assim como não usamos cipós de transporte público aqui em Manaus.

É verdade que a educação é muito boa na Rússia? Com certeza! Essa é uma herança soviética muito boa que aos poucos vai perdendo força no país com a falta de investimento na educação de base. Mesmo ainda com muita infraestrutura antiga, a Rússia tem taxas altíssimas de alfabetização, e suas faculdades de ciências e engenharias são muito boas, algumas sendo até referência mundial em alta tecnologia.

Posso beber água da torneira? Reza a lenda que em algumas cidades até pra escovar os dentes é preferível usar água mineral. Só sei que bebi água tranquilamente da torneira o meu intercâmbio inteiro e não morri, risos.

Mas a Rússia é segura mesmo? Sim! Pode andar tranquilo pelas ruas de Moscou! Só é bom tomar cuidado com pickpocketers em lugares lotados (assim como em qualquer país), e o golpe do “maço de dinheiro” em turistas desavisados.

Ajudou? Depois posto mais perguntas e respostas por aqui. :)

Aquela aguinha russa

Simples assim. Mas a “aguinha” que eu falo não é a água de fato, e sim a tradicionalíssima vodka (para ser vodka mesmo, tem que ser russa!!). Eu fiz essa analogia devido ao significado ao pé da letra da palavra vodka, que realmente significa “aguinha” (voda significa água, e vodka seria um diminutivo da palavra).

Mas enfim, a vodka é uma bebida destilada produzida a partir de água, trigo e centeio com origens no leste europeu, mas altamente considerada na Rússia como bebida nacional. E quando eu falo que a vodka é a bebida nacional russa, eu realmente digo que ela é bem mais do que isso, chegando a ser um dos símbolos nacionais mais conhecidos de lá! Afinal de contas, quando se fala na Rússia, muitos pensam logo em vodka, certo?!

Meus amigos russos gostam de tomar a vodka bem gelada, e tomar sem nenhuma outra bebida misturada. Vodka para eles é simplesmente pura, esqueça o energético e alguns cocktails. No inverno, é muito comum ver gente que além de beber muita vodka, gostam de fumar também. Dizem eles que essa mistura “esquenta” o corpo. Mas fato mesmo é que a vodka pura é consumida em países de clima um pouquinho mais gelado realmente.

A questão é que eu fui pra Rússia e não consegui sequer tomar um shot de vodka. Eu sou fraca para bebidas e não conseguia tomar a vodka simplesmente pura, como eles costumam fazer por lá. Porém, minha consciência está limpa, sabendo que pelo menos eu tentei virar um shot. :)

E ali em cima eu falei que vodka de verdade tem que ser russa! Na verdade, quando você sabe que a bebida foi destilada e engarrafada na Rússia, a certeza é que a bebida é de qualidade!

Sobre preços, obviamente existem bebidas de todos os gostos (isso não posso comentar, infelizmente) e bolsos! Boas vodkas são encontradas em mercadinhos, supermercados e em lojas especializadas em bebidas. Em Moscou, perto do meu hostel na Tsvetsnoy Bulvar existia uma loja muito boa que vendia umas vodkas bem exclusivas. Um amigo comprou várias para levar pra casa, e depois me arrependi de não ter comprado para revender por aqui. :(

E para finalizar, uma curiosidade é que a cerveja na Rússia não é nada gostosa. Eles servem a cerveja a temperatura ambiente, o que deixa o gosto aguado, nada bom.

Mas enfim, se você bebe e quer aproveitar ao máximo da Rússia, ir até o supermercado e comprar algumas vodkas não é uma má ideia.

Dinheiro na Rússia

Priviet! Hoje vim falar sobre um detalhe muito importante para quem vai passar alguns dias na mãe Rússia, que é o câmbio. Dúvidas sobre como trocar dinheiro, quanto levar e outros pequenos detalhes são sempre frequentes para todos aqueles que me pedem dicas para viagem.

Primeiro, é necessário saber que a moeda vigente na Rússia é o rublo russo, e não RUBRO, plmdds. Na época que eu viajei, 1 real equivalia a 17 rublos. Hoje em dia, de acordo com o conversor do Bacen, real equivale a cerca de 13 rublos, ou seja, o rublo “se tornou mais forte”.

Enfim, vou esquecer a macroeconomia por um momento, mas fica meio óbvio para todos os viajantes, que com uma taxa de câmbio dessa proporção, já é possível notar que as notas do rublo tem valores “altos”. Existem moedas de 50 kopeeks (centavos), 1 rublo, 2 rublos, 5 rublos e 10 rublos.

Em notas, existem notas de 5, 10, 50, 100, 500, 1000 e 5000 rublos. A de 5 rublos aos poucos está entrando em desuso, então fica a dica.

Notas do rublo.

Notas do rublo.

E qual a melhor maneira de levar dinheiro pra Rússia? Escrevi esse post explicando as melhores maneiras de se levar dinheiro pro exterior, com prós e contras pra cada. Mas a melhor dica de todas é: diversifique! Leve papel moeda, cartão de crédito, débito, VTM, Western Union… melhor prevenir do que remediar!

Caso você pense em levar papel moeda, casas de câmbio que trocam rublos ainda são raras no Brasil, então o recomendável é que você troque uma terceira moeda (o euro seria mais recomendável), e troque uma pequena quantidade de dinheiro, como uns 50 euros no aeroporto, seja na conexão aérea ou já na Rússia. É obrigatório ter uma pequena quantidade de rublos ao sair do aeroporto para questões como transporte e primeiras despesas.

Eu friso a importância do papel moeda na Rússia pois muitos lugares ainda não aceitam cartão de crédito ou tecnologia semelhante. Mesmo em Moscou, uma cidade rica e cosmopolita, alguns lugares só aceitam dinheiro vivo. Então o recomendável mesmo é andar com dinheiro na Rússia.

Os melhores lugares para fazer essa troca de dinheiro do euro/dólar para o rublo são em casas de câmbio e em bancos. Mesmo com a dificuldade na comunicação, ainda é possível fazer essas trocas cambiais com segurança e com nenhum contratempo nos bancos. Também existem casas de câmbio, mas geralmente elas ficam em becos e não parecem nada confiáveis. Uma delas era tão bizarra que fiquei com medo de entrar sozinha.

Um ponto de atenção que posso dar também é que em alguns bancos, eles não aceitam notas amassadas, com resquícios de água, ou velhas. Fica a dica em levar notas bem novinhas.

Também já ouvi falar de uma praça em Moscou que trocam reais por rublos. Nunca fui até lá, mas não pense duas vezes: não confie em trocar reais diretamente por lá!

Aproveite sua viagem pra Rússia tranquilamente! E também prepare-se para gastar bastante em Moscou!