Passeio pelo Studio Tour

Here we go, Studio Tour!

Here we go, Studio Tour!

Não se assuste, mas existem muitas semelhanças entre os parques da Universal pelo mundo. Algumas atrações são clássicas e iguais entre os parques, como o The Simpsons Ride, o Transformers – The Ride 3D e até mesmo o Despicable Me Minion Mayhem, que é relativamente recente.

Porém tem um enorme diferencial que o Universal Studios Hollywood possui, que é o Studio Tour! Sem dúvida, essa é a atração mais concorrida do parque, e vale super a pena ir lá conhecer.

No início do tour, vários posteres de filmes clássicos são mostrados.

No início do tour, vários posteres de filmes clássicos são mostrados.

Mas o que é o Studio Tour, e o que faz dele especial?
Como o nome diz, o Studio Tour é um passeio que você faz através dos sets reais de filmagem de grandes produções, obtendo informações curiosas, tirando fotos, e também você vê alguns efeitos especiais em ação, e também vale destacar o 4-D do King Kong, que é muito bom!

Coleção de carros dos filmes da Universal. Desde os Flintstones até Velozes e Furiosos.

Coleção de carros dos filmes da Universal. Desde os Flintstones até Velozes e Furiosos.

Como faz para ir ao Studio Tour?
A entrada para o Studio Tour se dá no Upper Lot, próxima à atração dos Simpsons. Lá você embarca em uns carrinhos de quatro vagões, e sempre preste atenção no monitor, onde o guia fará comentários e explicará onde estão.
Eu vi em outros blogs de viagem que a entrada para o Studio Tour demora muito, mas na minha vez, a visita foi bem tranquila. Não cronometrei o tempo de fila, mas passei no máximo meia hora esperando.

Vagões que nos levam no tour

Carrinhos que nos levam no tour

Quais são os efeitos especiais mostrados no Studio Tour?
Eu posso destacar três “mini atrações”, começando pelo King Kong. Você entra num hangar todo preparado, onde o King Kong tenta pegar o carrinho. É extremamente muito bem feito e todos ali comigo gostaram. Outro efeito significativo era a enxurrada de água que vem na nossa direção que parece que vai levar tudo pelo caminho! E também posso falar do “Terremoto no metrô de San Francisco”, que simula inundação, incêndio, e um caminhão que quase cai em cima da gente.

Studios vistos de cima, e claro, uma bela vista de LA.

Studios vistos de cima, e claro, uma bela vista de LA.

Quais são alguns dos cenários reais mostrados no Studio Tour?
Vários sets de filmes e séries bem famosas são mostrados no tour! Tirei fotos de alguns destaques:

Bates motel com a mansão do filme "Psicose".

Bates motel com a mansão do filme “Psicose” lá atrás.

City Hall do "Back to the Future"

City Hall do “De volta para o Futuro”

Rua usada no filme "Todo Poderoso"

Rua usada no filme “Todo Poderoso”

Cena de catástrofe aérea de "Guerra dos Mundos".

Cena de catástrofe aérea de “Guerra dos Mundos”.

Passamos também por Wisteria Lane, de "Desperate Housewives".

Passamos também por Wisteria Lane, de “Desperate Housewives”.

Também tem a Amity Island, de "Tubarão".

Também tem a Amity Island, de “Tubarão”.

O Studio Tour tem mais ou menos uma hora de duração e é super interessante, e vale a pena o tempo na fila. Por causa dos reflexos nos vidros, as fotos não saíram exatamente como eu esperava, mas é assim mesmo, haha.

Algo curioso sobre o Studio Tour é que em 2008, aconteceu um incêndio que destruiu alguns setores da atração, como o King Kong e partes do De Volta para o Futuro e meio que “por isso”, a atração em 3D do King Kong foi construída. Ah, e se tiver sorte, você poderá passar perto de alguma filmagem de série ou filmes. Nós passamos por uma e nos pediram para fazer silêncio, mas não conhecia o nome da série.

De qualquer maneira, o Studio Tour continua sendo a principal razão para uma visita no Universal Studios Hollywood! Sobre gostos e preferências, eu prefiro não comentar tanto por que isso é relativo. Tem gente que acha o King Kong sensacional e o Jaws uma besteirinha que poderia ser removida (eu particularmente acho o contrário).

Mas enfim, não vá ao Universal Studios Hollywood sem ir ao Studio Tour!

7 fotos e 7 histórias

Uma das características mais marcantes do ser humano em tempos mais atuais é a de eternizar momentos através de fotos. A história recente é cheia de vários casos em que fotos retratam sentimentos diversos, especialmente em momentos mais marcantes.

O viajante e o turista comuns também gostam de retratar esses momentos com câmeras. Uma forma de lembrar para sempre (ou pelo menos por um bom tempo) aquele lugar incrível, aquela comida maravilhosa, aquele artista de rua talentoso e também os famosos “aha-moments”, que são aqueles momentos de descoberta instantâneos, que muitas vezes te fazem cair o queixo.

Aqui separei 7 fotos minhas e suas histórias. O post será longo, e terei o maior prazer de escrever, assim como espero que vocês tenham o mesmo sentimento lendo.

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Foto 1: Satisfação na subida
Onde: Bastião dos pescadores, Budapeste, Hungria.
Quando: 14 de abril de 2013.

Aqui no Camilla Pelo Mundo eu destaquei bastante a minha experiência na Hungria, que de fato foi incrível e inesquecível. Porém eu nunca postei essa foto, apesar de ter falado um pouco sobre a história dela nesse post.

Era o meu primeiro dia em Budahome, um domingo ensolarado. Combinei de encontrar com a minha roomate em Margaret Island, onde ela estaria num piquenique com outros intercambistas. Eu teria que ir comprar meu chip de celular e o meu passe de ônibus e não poderia ir com ela, mas eu prometi que eu iria até lá depois.

Essa Margaret Island é aquela ilhazinha ali ao fundo cheia de árvores, no meio do Danúbio. Escrevi sobre ela aqui. Então, depois de caminhar bastante e morrendo de medo de me perder, acabei a encontrando numa rodinha de pessoas, todas rindo e felizes, contando suas histórias de seus países, tirando fotos, e claro, comendo.

Em 30 minutos parecia que eu já os conhecia há vários dias e estávamos em sintonia. Juro que me senti muito bem, e feliz. Até então, com um dia de estadia, a minha viagem para BP tinha valido a pena.

Então alguém, no fim da tarde, sugeriu que fossemos ao Castelo de Buda, já que algumas pessoas ainda não tinham ido até lá. Acabamos pegando o tram até o “sopé” do Castelo e subimos tudo a pé. O meu condicionamento físico era (e é) péssimo, e como eu ainda não estava ainda adaptada com o clima nem nada, aquela subida foi horrível. Aquele castelo tinha que ser bom!

Era domingo e o Castle Hill não estava tão cheio assim. Meio que por causa disso, chegamos e conseguimos conhecer muito dali. Então paramos no Fisherman’s Bastion, que é uma espécie de vista point da cidade, e a minha reação ao olhar tudo aquilo sob o pôr-do-sol foi incrível! Eu jamais havia me emocionado tanto com uma paisagem!

Meses antes eu jamais imaginava que eu poderia estar ali! Depois de sofrer um acidente feio no pé e ter deixado o trabalho para viver essa aventura, subir aquilo tudo e se deparar naquele lugar lindo cheio de gente ao redor, mas no fundo sozinha já foi uma vitória! Queria eu poder compartilhar aquela imagem e a sensação com a minha família, especialmente.

O máximo que eu pude foi tirar uma foto, que ajuda a expressar no mínimo a compreender como foi esse momento. A cara cansada e os óculos parecem ocultar, mas nunca estive tão feliz em ~apenas~ observar paisagens.

 

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Foto 2: Primeira vez.
Onde: Praça Vermelha, Moscou, Rússia
Quando: 7 de janeiro de 2012.

Ah, a minha aventura na Rússia <3. Sempre sonhei em conhecer esse país, mas não sabia como. Felizmente eu conheci o intercâmbio pela AIESEC onde a mãe Rússia é um dos principais suppliers, sempre recebendo gente. Quando fiz intercâmbio pela primeira vez, no fundo sabia que ali que era o lugar, o meu destino!

Pela AIESEC mesmo, acabei conhecendo um menino do escritório de Moscou, que queria dar “match” em outro intercambista (quando eu ainda nem pensava em viajar) e acabei mantendo contato com ele. Assim que decidi o meu destino no interior da Rússia, o contatei pedindo ajuda, já que eu chegaria em Moscou de noite e num feriado. Super solícito, ele disse que ia me buscar no aeroporto e me ajudaria a comprar a passagem de trem para Saratov.

Dito e feito e ele foi me buscar! Uma pessoa incrível e me ajudou em todos os momentos. Correu pra pegar o Aeroexpress comigo, me ajudou a comprar passagens e trocar dinheiro, e ainda me levou no Mc Donald’s pra comer, haha. E ainda por cima, foi o meu guia de turismo na Praça Vermelha.

Então, eu sou do Norte e mesmo tendo viajado para o exterior antes, eu nunca havia visto neve. Nunca! Naquele dia, as temperaturas na capital russa beiravam os 2, 3 graus positivos, mas nada de neve, apesar da umidade. Naquele momento eu percebi uma coisa que já me deixou muito chateada: a minha câmera não tirava fotos boas à noite por causa do frio. Prontamente o meu amigo me ajudou e tirou a câmera dele da mochila e começou a tirar minhas fotos, haha.

Nesse meio tempo, eu acabei vendo um montinho na neve. Me emocionei tanto e perguntei se aquilo era neve mesmo! Ele disse que sim (claro, né), por que havia nevado alguns dias antes e haviam colocado toda a neve da praça naquele cantinho. A caboclinha orgulhosa da Amazônia foi lá e se jogou no monte de neve, toda feliz! Sentei, me deitei, e o meu amigo rindo de mim tirando fotos.

O detalhe é que no fundo da foto, vemos o GUM, que é o shopping mais caro de Moscou e um dos mais requintados do mundo. Os oligarcas bilionários vivem fazendo compras lá. Se algum ricaço ou qualquer outra pessoa achou estranho essa pessoa aqui feliz no monte de neve, tanto faz, tanto fez. O importante foi que eu literalmente “me joguei” nessa aventura.

 

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Foto 3: Vista para a eternidade
Onde: Cemitério, Sotaquirá, Colômbia.
Quando: Algum dia de janeiro de 2003.

Apresento-vos o Vale de Sotaquirá, terra do meu avô. A Colômbia ainda é uma incógnita para muitos brasileiros, e mesmo assim, muitos vão saber um pouquinho mais sobre Bogotá e Cartagena. Essa região é a Andina no departamento de Boyacá e cresci com histórias sobre fazendas, vales lindos, montanhas e tudo mais, tudo vindo das memórias do meu avô.

Não era a minha primeira visita a Sota, mas foi a primeira com uma câmera digital. A qualidade da foto não está boa, por causa da tecnologia da época, mas fiz questão de pegar a câmera emprestada da minha prima para tirar essa foto.

Nesse cemitério estão enterrados o meu bisavô e alguns parentes. Olhando um pouco mais fundo, é possível perceber que esse cemitério fica numa colina, e é preciso uma boa pernada para subir. O choque vem na hora da descida, quando você se depara para o vale e as montanhas no fundo.

Aquela vista foi tão marcante pra mim, que desde então eu penso em como aquelas pessoas que estão enterradas ali são privilegiadas. Literalmente elas estão “descansando em paz”.

Passei 9 anos sem viajar para a Colômbia e quando voltei, não só recriei essa foto, mas também tirei várias outras, e o clima de paz ainda persiste! Sotaquirá é uma cidade bem pequena, na verdade um povoado, que passou muito tempo esquecido no seu clima bucólico. Hoje muitas coisas já chegaram por lá, como internet no meio das fazendas e até um hotel, coisa inexistente em 2003. Mesmo assim, algumas coisas nunca mudam, e o vale continua do mesmo jeito, deixando a vista do cemitério tão bonita quanto foi em épocas passadas. Não me importaria de ser enterrada ali.

 

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Foto 4: Gabi e as pombinhas
Onde: Piazza San Marco, Veneza, Itália.
Quando: 19 de agosto de 2010.

A foto não está muito bem “tirada” (créditos para a excelente fotógrafa, na época), mas marca uma viagem muito especial que eu fiz pra Europa com a minha família. A Bi era pequenininha ainda e ficou empolgada com as pombinhas da Piazza San Marco, que já se acostumaram com os turistas e ficam rodeando a todos.

Ela mal sabia falar e durante a viagem aprendeu a falar “pombinha”. Diferente de outras crianças, ela se empolgou com os passarinhos (mesmo sendo pombas, pq né) e se divertiu correndo atrás delas. Esse dia também tem outra foto marcante dela, “brigando” comigo, com uma carinha brava e um dedinho, meio que se estivesse apontando, mas não vem ao caso agora.

Esse dia também foi marcante pelo fato de Veneza ter se tornado uma surpresa pra mim. Eu não queria ir para lá de jeito nenhum e aquele dia quente aparentemente estaria confirmando minhas expectativas, mas não. Aquele mundaréu de turistas não tinha conseguido esconder a beleza que tinha feito dessa cidade o grande destino que é.

Momentos depois, fomos passear no Grand Canal, e no passeio de gôndolas estava incluso uma apresentação com um cantor e um sanfoneiro. Aquele foi o cartão de visitas: ~você está na Itália~. Lembram do a-ha moment? Esse com certeza foi um.

 

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Foto 5: Observando Monterey
Onde: Monterey, Califórnia, Estados Unidos.
Quando: 3 de maio de 2014.

A Costa da Califórnia é linda demais! Monterey, Carmel by-the-sea e o Big Sur oferecem vistas sensacionais! Após um dia na estrada com lindas vistas, paramos numa cidadezinha chamada Monterey, que ainda conserva muito da história colonial da Califórnia, lembrando que esta cidade foi a primeira capital do estado.

Um dos principais lugares da cidade é a Cannery Row, que é uma rua que preserva muitos aspectos da arquitetura colonial, além de possuir várias lojas e restaurantes bons. Ali também dá pra ver a majestosa vista de Monterey Bay, com direito a uma pequena praia, mirantes e afins. Ninguém estava nadando ou surfando ali, mas tinha muita gente brincando na areia, um fim de tarde qualquer.

Nessa hora, uma banda estava tocando uma espécie de música peruana, bem agradável. Tinha também um ventinho bom, crianças correndo e pessoas tirando fotos. Me apaixonei pela vista e comecei a tirar fotos. Fotos da bandeira da Califórnia, da rua em movimento, das pessoas na praia, e eu encontro essa por acaso.

Fico imaginando o que esse rapaz estaria pensando. Seja o quer que fosse, esse lugar seria o ideal para escapar da vida e pensar um pouco. Pensar é bom. Nos leva a refletir sobre aspectos da vida que estão dando errado, o que podemos fazer para acertar, e também nos ajuda a estabelecer planos e metas.

Se eu estivesse no lugar desse homem, eu sairia satisfeita dali qualquer fosse o meu pensamento. Talvez o Oceano Pacífico pudesse me dar a resposta.

 

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Foto 6: Uma forma de libertação
Onde: Lennon Wall, Praga, República Tcheca.
Quando: 4 de maio de 2013.

Fui pra Praga com a minha roomate e ela queria muito ir ver essa Lennon Wall. Honestamente eu pensava que essa parede era só um muro todo pichado por uns jovens comuns, e não sabia o por quê dela querer visitar esse muro e não gastar nosso tempo vendo outros lugares interessantíssimos de Praga.

Alguns momentos depois a ficha caiu. Outro a-ha moment me deu um insight importante, já que eu me considero tão sabida em história assim. Nos anos 80, essa parede comum começou a ser pintada por pessoas comuns com frases de músicas dos Beatles e citações de John Lennon.

Com o passar dos anos, esses dizeres começaram a “evoluir” para críticas ao regime comunista da Tchecoslováquia. O muro chegou a ser pintado algumas vezes, mas logo depois, novas frases sobre amor e paz já estavam escritas, junto com flores.

Esse muro passou a realizar um ideal muito mais profundo, mas que qualquer pessoa pode associar. A tão “proibida” liberdade de expressão do regime comunista foi desafiada com frases de amor numa parede. Aquelas pessoas que só queriam paz estavam conseguindo meios de se expressar de uma maneira muito simples, mas na época, polêmica: escrevendo.

Não é a toa que muitos jovens tiram fotos na Lennon Wall. Geralmente somos nós os que estão associados à vontade de mudança, e da difusão do amor e da paz no mundo, por mais utópicos que esses sentimentos sejam. E por mais simples que uma atitude como escrever possa parecer simples, esses jovens estavam desafiando algo muito mais complexo. De uma maneira ou outra, eles conseguiram o que queriam.

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Foto 7: Vá até onde der
Onde: Museu Albertina, Viena, Áustria.
Quando: 28 de dezembro de 2012.

Então, eu estou de muletas na foto, e o motivo é simples. Eu sofri um acidente na Alemanha e não gostaria de contar os detalhes aqui, e acabei ficando o resto da viagem de muletas e com o meu pé todo machucado. O mais plausível seria voltar pra casa e deixar essa viagem para lá.

Mas não, eu quis seguir com essa viagem até o fim! Era algo muito planejado e desejado por mim e a minha mãe, e eu ia conseguir andar o máximo que pudesse. Desistir não estava nos planos.

Essa bota rosa era bem fofinha e acabou não prejudicando o meu pé, mas ela não era impermeável, o que me deu muito frio no inverno chuvoso de Viena (como dá para se ver na foto). Acabei pensando: “Esse frio vai servir como uma compressa de gelo nos meus pés”, e fui, com frio e com dor.

Acabei andando o centro de Viena num dia, e fui pra Schönbrunn no outro. Subi desde o palácio até a Gloriette sem reclamar, e chegar ao alto, foi uma vitória por si só. Voltei pra Munique e continuei andando, e assim segui até chegar em casa. E assim ganhei novas histórias para contar, algumas até aqui no site.

Essa foto mostra o quanto eu me “deixei levar”. Estava ali e iria aproveitar de qualquer maneira, entendeu? ;) Absolutamente nada podia me derrubar, e desistir, em qualquer instância, não está nos meus planos.

 

 

Até San Francisco

Então, há aproximadamente uma semana eu retornei de uma viagem bem interessante e desafiadora: 18 dias nos Estados Unidos com direito a 12 dias de viagem de carro. Os outros 6 eu passei na Disney em Orlando e fazendo viagens de avião.

Vim apresentar nesse e em próximos posts o nosso roteiro na estrada, com um overview geral dos lugares que passamos, e algumas dicas e observações. Começamos em San Francisco e terminamos em Las Vegas, e de cara já digo que o balanço foi positivo!!

Golden Gate vista do mirante

Golden Gate vista do mirante

O voo e o aeroporto

Para começar, pegamos um voo de 6 horas de Miami até San Francisco pela American Airlines, e posso dizer que foi notável o contraste que sentimos. Digo isso pois havíamos chegado em Miami na noite anterior depois de 5 horas de voo num 767 da TAM, e falo mesmo que gostei muito do serviço, da comida e do voo em geral. Muita gente fala mal da TAM pela rede, mas eu só tenho coisas boas a dizer tanto em voos nacionais quanto em internacionais, e esse trecho foi nota 10!

No dia seguinte veio a decepção (esperada). Eu já havia voado de AA antes e sabia que o serviço não era lá aquelas coisas, porém havia uma esperança de que o voo fosse um pouquinho melhor. Nada a reclamar das atendentes de solo nem da aeromoça que nos assistiu, mas a American (e as companhias americanas em geral) precisam rever seus conceitos com o cliente.

Como citei, são 6 horas de voo, mais que muitas rotas internacionais de Miami até o Caribe, o México e até mesmo aqui no Brasil (o nosso voo MAO-MIA havia durado 4:45). Mesmo com essa distância grande, eles só servem água, refrigerante e suco de graça, sendo que o resto é tudo pago.

E não se engane quando eu digo que a comida paga é suculenta! Eu e minha mãe compramos um bagel com queijo e peito de peru e um pacote de biscoitos, por cerca de US$20 no cartão de crédito. O preço estava um absurdo, e a qualidade da comida péssima. Até esses biscoitos estavam ruins!

Agora imagina você passar 6 horas que atravessam 3 fusos horários e a hora do café da manhã e do almoço de muita gente. Além do mais, não havia nenhum sistema de entretenimento. Posso dizer que esse voo foi bem tedioso.

Bem, não vou mais perder meu tempo falando mal da American, que renderia um post todo, pois afinal de contas não é só a questão da comida e do sistema de entretenimento que me irritaram, já que tem muito mais absurdos a se falar. Bem, após um longo e tedioso voo, chegamos na linda San Francisco. Sério, parecia que eu havia acabado de desbravar os Estados Unidos e conquistado a costa. De verdade, para mim parecia ser um sonho simplesmente estar ali.

O aeroporto de San Francisco (SFO) é demais e merece um post Airport Review. Super organizado e cômodo às necessidades do turista e de quem faz conexão (btw, SFO e LAX são os principais hubs aéreos da Costa Oeste, especialmente para voos com destino/origem na Ásia). Como iríamos alugar carro, precisaríamos pegar o Air Train (linha azul) até a última parada, onde ficam as locadoras de carro. As reservas já estavam feitas e logo estávamos com o nosso carro.

@SFO

@SFO

O hotel

Essa foi outra história. Nós havíamos reservado um hotel próximo à Union Square, mas por algum motivo a minha tia cancelou a reserva e ficamos na batalha para escolher um hotel. Ela queria contratar tipo um motel, somente pela comodidade de ter estacionamento gratuito (que é uma dificuldade em San Fran).

Eu bati o pé e disse que não gostei. Quase que ela reservou esse, mas ela acabou escolhendo um outro hotel, com estacionamento pago. Acabamos ficando no The Opal, na Av. Van Ness, e foi bom de ficar lá. A desvantagem maior foi a localização, já que lá é um pouco mais longe das regiões mais conhecidas da cidade, e acabamos por fazer tudo de carro. Mas claro, quem gosta de andar, são 10 quadras do hotel até a Union Square.

O hotel oferecia um café da manhã completo e bem gostoso, além de wifi grátis. Mesmo com a distância, gostei de ter me hospedado lá. Mas acho que da próxima vez, ficarei numa região diferente, só por curiosidade.

As ruas de San Francisco

Sabe aqueles filmes policiais dos anos 70 com perseguições e muitas ladeiras? Me senti num deles ao passar pelas ruas dali. Aquelas ladeiras são de outro mundo, e o meu pobre carro (o coitadinho não tem força!) não aguentaria as subidas! Fica a observação também das pessoas estacionando seus carros nas ruas – em plenas ladeiras!

E sobre ruas de San Francisco, descemos a Lombard Street, que é a rua mais sinuosa do mundo! (E ainda não peguei as fotos dela, mimimi). Além dela ser bem sinuosa, ela é super bonitinha e decorada. Toda hora chegam turistas e curiosos para tirar foto e ficar observando essa ruazinha!

E além do mais, falando em ruas, é notável a educação dos motoristas de San Francisco! Todos dando seta, respeitando o pedestre (e o aguardando passar na maioria das vezes), não andando em sentido contrário, e claro, não correndo nas ladeiras! Para ajudar, as calçadas são largas e muitas delas possuem ciclovias. Vale lembrar também que eu não peguei trânsito em San Francisco, somente antes da entrada da cidade.

Do alto da Lombard Street

Do alto da Lombard Street

Compras em San Fran

Obviamente eu fiz algumas comprinhas em San Francisco! Os melhores lugares para comprar são os arredores da Union Square e da Market Street. Muitas lojas boas de todos os preços e gostos se encontram ali. Forever XXI, GAP, Victoria’s Secret, Louis Vuitton, Ross, Tiffany’s e uma Macy’s muito grande com um Cheesecake Factory no terraço.

Destaques

Tem muita coisa legal para conhecer e desfrutar em San Francisco, e vou escrevendo pouco a pouco sobre elas daqui a alguns posts. desde já, eu posso destacar a visita em Alcatraz, o Pier 39, a Union Square, Chinatown, Golden Gate, a região do Presidio, Ghirardelli Square, o Financial District, Telegraph Hill e muito mais.

Só para reforçar: farei posts dos melhores lugares que eu fui em San Francisco, e da Califórnia em geral, por que não?

Alcatraz

Alcatraz

Sugestões

Ficamos apenas 3 dias na cidade, e obviamente não deu para conhecer tudo que pretendíamos. Mas com tempo e disposição sobrando, ali perto dá para visitar Sacramento (capital da Califórnia), o Napa Valley (e seus vinhos famosos) e o lake Tahoe e o Yosemite (para apreciadores da natureza).