Hungria: dúvidas e respostas

Sziasztok! Tá indo viajar pra Hungria? Seja para passar uma semana ou um ano, a vida na Hungria é bem curiosa e incrível! Mas já que estamos falando de um novo país, novas pessoas, nova cultura, novo idioma e por aí vai, dúvidas são obviamente comuns. Nada mais prudente que buscar todas as respostas possíveis, e olhar na internet relatos de pessoas já é um bom início! Compartilhando agora algumas dúvidas, de amigos e pessoas que me perguntaram sobre!

O Danúbio, ao acender das luzes

O Danúbio, ao acender das luzes

Preciso de visto para ir para a Hungria?
Depende do seu propósito. Para viagens a turismo, voluntariado, cursos rápidos e afins, só é necessária a presença do passaporte com no mínimo 6 meses de validade. A Hungria faz parte da zona Schengen, ou seja, uma zona de trânsito comum na União Europeia, e eles permitem uma viagem de até 90 dias para brasileiros. Caso o objetivo seja estudar por mais tempo (até 1 ano), é necessário tirar um visto de 30 dias e depois buscar uma extensão com a Residence Permit.

Consigo me comunicar em inglês normalmente?
Budapeste é uma cidade cosmopolita e cheia de pessoas do mundo inteiro, especialmente estudantes. Ali muitas pessoas falam inglês normalmente, o que pode prejudicar um pouco o interesse em tentar aprender um pouco de húngaro. Em cidades do interior, é um pouco mais escasso de pessoas muito fluentes em inglês, porém muitos (especialmente jovens) conseguem se comunicar em inglês. Alguns jovens inclusive tem um certo conhecimento de alemão, já que algumas escolas o ensinam.

Como posso levar dinheiro?
Com a subida do IOF, dinheiro vivo é certamente a melhor opção para levar em qualquer lugar! Cartão de crédito gera milhas, o que pra mim não é muito atrativo. Mas é necessário ter cuidado com dinheiro, assim como em qualquer lugar. Enfim, para a Hungria especificamente, recomendo levar Euro, tanto pela proximidade com outros países que adotam o euro (como Áustria, Alemanha, Eslováquia e afins) assim como pela comodidade.
Caso você não tenha forints em mãos, os lojistas são obrigados a aceitar o Euro, devidamente corrigido com uma cotação similar. Existem diversas casas de câmbio para trocar Euros por Forints próximas às grandes atrações da cidade, e recomendo trocar um pouco no aeroporto e depois ir trocando mais Euros aos poucos de acordo com a necessidade.

Como posso comprar os tickets para o transporte público?
Em Budapeste, é em qualquer estação de metrô! O ticket mensal para cidadãos não europeus e não estudantes custa 9700 HUF (o que era o meu, snif). Para estudantes europeus o ticket é muito mais barato. Em cidades do interior sistemas semelhantes existem, mas dependendo da cidade, andar a pé ou de bicicleta é a melhor pedida.

Museus e atrações turísticas são muito lotados?
Não exatamente muito lotados, mas sempre existem turistas que estão pela cidade. Budapeste não é como Londres, Paris e até Praga, com turistas saindo por tudo que é espaço, mas existem muitos que passeiam pela cidade a turismo. Ainda dá para se aproveitar bastante os pontos turísticos da cidade. Exemplo disso que estou citando? Nunca precisei pegar uma fila muito grande para comprar algum ingresso. Mesmo assim, é interessante ter um pouco de atenção e precaução, especialmente em meses de alta temporada.

Hoje foram 5 dúvidas! Mais respostas virão nos próximos posts! :)

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Passear por Paris com a ajuda do metrô

Paris é uma daquelas cidades que precisam ser conhecidas a pé. Passear pelos Boulevards da cidade e descobrir pequenos detalhes é obrigatório para qualquer viajante interessado em conhecer a cidade luz da melhor maneira. No entanto, a cidade não é pequena e muitos não dispõem de muito tempo para conhecê-la. Para otimizar o tempo, andar de metrô é uma excelente opção para quem deseja conhecer os lugares certos.

Primeiramente, o sistema de metrô de Paris é bem denso e extenso, e em uma primeira vista, pode assustar aqueles que não estão acostumados com o sistema de metrô, especialmente um tão grande. Mas as aparências enganam, e andar de metrô em Paris é bem fácil e interessante.

Eu recomendo a compra do pacote de 10 passagens por 12,50€. Eles são pequenininhos e práticos e são vendidos em máquinas e guichês. Particularmente, recomendo a compra nas máquinas, já que elas aceitam dinheiro e possuem indicações em outros idiomas. Nos guichês, dificilmente os atendentes falarão inglês, o que pode atrapalhar aos viajantes que não falam francês.

Antes de começar a andar no metrô, é sempre bom ter um mapa em mãos, seja o físico ou um aplicativo no celular. Para não gastar bateria à toa, recomendo pegar algum mapa seja da recepção do hotel ou do guichê de atendimento ao turista (presente nos aeroportos e em outros lugares de Paris). É sempre bom fazer o percurso desejado do dia antes de sair do hotel, e preste atenção nas direções!

Metrô de Paris

Metrô de Paris

Seguem abaixo algumas paradas de metrô que levam a importantes pontos de Paris:

  1. Tour Eiffel 
    Melhor estação: Bir-Hakeim (linha M6)
    Para chegar até a torre mais famosa do mundo, eu prefiro descer em Bir-Hakeim por um motivo muito simples. Do caminho da estação de metrô até a torre, andamos nas margens do Sena e apreciamos uma vista linda! Fora que não é preciso atravessar o Champ de Mars inteiro, o que pode economizar tempo caso você tenha um interesse de subir na torre, já que as filas são enormes e consomem um belo tempo.
  2. Champ de Mars e École Militaire
    Melhor estação: École Militaire (linha M8)
    Caso seu interesse seja ter uma visão da Tour Eiffel pelo Champ de Mars (onde a maioria das fotos com a torre são feitas), é mais interessante descer em École Militaire. O Parque no Champ de Mars é bem tranquilo e interessante para quem pretende fazer um programa mais light como um piquenique ou algo assim.
  3. Notre Dame de Paris
    Melhor estação: Cité (linha M4)
    A Catedral de Notre Dame se encontra na Île de la Cité e é um dos pontos turísticos mais marcantes de Paris. A visita em si é rápida, e a estação mais conveniente de se chegar até lá é a Cité. Porém, é preciso ficar de olho no mapa, pois as esquinas podem confundir o espectador menos atento.
  4. Champs Élysées
    Melhor estação: Franklin D. Roosevelt (linhas M1 e M9)
    Gosto de descer em Franklin D. Roosevelt para chegar até Champs Élysées pelo fato que ela tem acesso a duas linhas, e ao mesmo tempo, a parada fica bem no início da avenida do ponto “em que se interessa”. Existem paradas próximas à Place de La Concorde, mas são cercadas por áreas verdes principalmente. Recomendo ir seguindo em direção ao Arc de Triomphe.
  5. Arc de Triomphe
    Melhor estação: Charles de Gaulle – Étoile (linhas M1, M2 e M6 e RER A)
    Essa parada fica bem embaixo do Arco do Triunfo, que é excelente para tirar fotos e apreciar uma vista plana da Champs Élysées. Também é possível ir do Arco em direção à Place de la Concorde para chegar ao Louvre (mas exige uma bela caminhada).
  6. Musée du Louvre
    Melhor estação: Palais Royal – Musée du Louvre (linhas M1 e M7)
    Chegar nesta estação é bom pelo fato dela ser próxima à entrada pela pirâmide e pelo Carrousel du Louvre. Para chegar à Pirâmide de Vidro é necessário atravessar uns arcos que levam em direção a um jardim. Dali é interessante caminhar pela Rue de Rivoli.
  7. Ópera Garnier
    Melhor estação: Ópera (linhas M3, M7 e M8)
    Adoro essa região onde se encontra a Ópera Garnier! Lojas incríveis, arquitetura deslumbrante, pessoas bonitas e muito glamour! Adoro andar por aqueles boulevards, e muitos brasileiros também gostam dessa região. Dali também dá para ir andando para as Galeries Lafayette.
  8. Galeries Lafayette
    Melhor estação: Chaussée d’Antin – La Fayette (linhas M7 e M9)
    As Galerias se encontram logo atrás da Ópera Garnier, e a estação da Ópera não é tão longe assim. Porém para os mais práticos, a Chaussée d’Antin – La Fayette fica bem ao lado do edifício. Dali, uma caminhada pela Boulevard Haussmann não é uma má ideia.
  9. Bastille
    Melhor estação: Bastille (linhas M1, M5 e M8)
    A antiga prisão da Bastilha, berço da Revolução Francesa não existe mais, porém um obelisco gigante marca o local onde ela se localizava. Ali é um excelente lugar para quem gosta de história.

Obviamente, Paris tem muitos outros lugares lindos a se visitar, e muitos desses lugares que citei são próximos a pé. Caso andar não esteja dando conta, pense um pouco no metrô!

Assim que percebemos a honestidade!

Quando nós pensamos em uma sociedade honesta, a primeira característica que podemos associar é justamente a educação. Mas que educação é essa que diferencia certos povos de outros, ou pessoas de criação diferentes, ou até de estratos sociais opostos?

Vou contar uma historinha. Lá em Saratov, e em outras cidades russas, você sempre ganha um ticket numerado ao andar no transporte público. Esse ticket valia 12 rublos para as vans, e 10 rublos para os ônibus e bondes. Um valor de transporte público barato, considerando que 1 real vale pouco mais de 15 rublos, ou seja, 98 centavos para uma passagem em um transporte público precário, em alguns casos, mas extremamente eficiente.

Alguns dos meus tickets de ônibus

Para os bondes, todos que entravam, logo eram abordados pela cobradora. Ela andava com uma pochete com dinheiro trocado e um rolinho com mais tickets. O mais impressionante era que ela sempre conseguia cobrar de todo mundo, mesmo quando os ônibus estavam lotados, e jamais essas cobradoras abordavam uma pessoa duas vezes! Haja memória fotográfica…

Nos ônibus, o pagamento só era feito na saída. Nesse caso, cobradores já não existiam, e quem fazia esse papel era o próprio motorista. Como a saída do ônibus só era permitida pela frente, ele tinha o controle de todo mundo lá dentro, e fazia o mesmo: dava o ticket, recebia o dinheiro, e dava o troco, se tivesse.

Nas vans a situação era bem mais curiosa. Lá também o motorista também atuava como cobrador de ônibus, e a passagem era paga ali, na hora, com o carro em movimento, e tudo! Por exemplo, se só tivesse lugar na parte de trás da van, eu me sentaria ali, pegava o dinheiro do ônibus, e passaria para a pessoa da frente, que passaria o dinheiro até chegar no motorista. Alguns minutos depois, o ticket voltava pra trás, e se houvesse troco, ele também voltaria, e certinho, através das mãos de todos no ônibus.

Uma vez, vi uma cena interessante sobre isso. Numa van lotada, sem lugar pra sentar, e com várias pessoas de pé, entrou uma moça que passou algum tempo procurando na carteira o dinheiro do ônibus. Só que ela só tinha uma nota de 5000 rublos com ela (o equivalente a 327 reais)! Ela passou o dinheiro, e após um tempo (cerca de uns 5 minutos), um bolinho de moedas começou a passar de mão em mão até voltar na moça. Como a passagem era 12 rublos, eu aposto que lá haviam exatamente 4988 rublos, sem nenhum centavo a menos!

Outra vez, dentro de uma van, eu estava segurando o meu celular com a mão, e tive que tirar a luva pra pegar o dinheiro pro pagamento da passagem de dentro da minha bolsa. Paguei, e percebi que nem a minha luva, e nem o meu celular estavam comigo. A estrangeira fez um clamor dentro da van pra saber se alguém tinha visto cair as coisas. Todo mundo começou a procurar, e uma moça que estava na frente achou ambos, e me entregou. Fiquei pensando se uma situação dentro dos ônibus aqui em Manaus teria esse desfecho igual. Creio que uma ou outra pessoa eventualmente ajudaria, mas na grande maioria dos casos, se alguém tivesse achado o meu celular, essa pessoa provavelmente acharia, esconderia, e ficaria de bico calado.

Com essas pequenas atitudes, percebi que o povo russo em geral é extremamente honesto e prestativo com certas situações. Vejo isso como uma boa herança deixada pelos soviéticos, que “tentavam” passar uma ideia de socialismo real – algo que não realmente existia, e que era deturpada pela propaganda soviética – conseguindo passar pro povo a pura ideia do socialismo, a igualdade de todas as pessoas perante ao estado.

Mesmo a Rússia sendo atualmente conhecida como um dos países mais corruptos do mundo (bem mais rankeada que o Brasil, inclusive), vale ressaltar que essas ações são cometidas por um grupo pequeno, mas poderoso da sociedade. Mas em geral, o povo russo é extremamente prestativo com as pessoas, algo que muitos não conseguem imaginar devido a aparência passada pela mídia durante vários anos.

Essas duas situações podem ilustrar muito bem isso, assim como a história do meu amigo que me buscou no aeroporto, que já contei, e outras que vivi por lá. Então já fica a dica. Se porventura você ficar amigo(a) de um russo, pode contar, que essa amizade é vitalícia!

Ah, e voltando a falar dos tickets, tem um outro fato curioso sobre eles! Caso a soma dos três primeiros números fosse igual à soma dos três últimos, esse ticket é da sorte! Pra tentar ganhar alguma coisa com eles, eu coloquei algumas dessas passagens sortudas dentro da minha carteira… vai que, né?! :)