10 materiais que todo estudante de Arquitetura deve ter

Olá, internet! Queria primeiramente dizer que Arquitetura não é só desenho, mas isso não quer dizer que desenhamos pouco. Pelo contrário! Existem muitos materiais de desenho que precisamos comprar, e estou até vendo que esse post pode render continuações futuras, pois existem muitos materiais indispensáveis para todo e qualquer estudante de Arquitetura! Hoje vou listar 10, e vou comentar o que eu acho sobre cada um deles.

1. Escalímetro

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Um escalímetro bom dura pra sempre

Vamos começar essa lista falando do bom e velho escalímetro! Esse acessório é um dos mais essenciais para todo e qualquer estudante de Arquitetura, e se possível, compre ele na sua primeira ida à papelaria!

Mas por que o escalímetro é tão importante assim? Ele é como se fosse uma régua que mede determinada quantidade de distância, só que em escalas diversas. Por exemplo, a régua escolar que é mais conhecida está em escala 1:100, então o local onde ela marca 1, equivale a 1 metro nesta escala; a marca 2 equivale a 2 metros, e assim por diante. O escalímetro possui outras escalas além da 1:100, e você vai ver que um metro, em cada uma dessas escalas, constitui uma distância diferente.

Parece meio confuso falando assim, mas acho mais fácil você comprar e observar as marcações direto do escalímetro. Ele será muito útil na medição dos teus desenhos em escala.

2. Canetas Nanquim

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Canetas nanquim de várias espessuras de ponta

As canetas nanquim são tipo tinteiras, e são essenciais para fazer aqueles desenhos com linhas mais definidas. Eles são vendidos em basicamente qualquer papelaria, e o charme deles é que você os encontra em diversas espessuras.

Como assim? As pontas possuem espessuras diversas, e dependendo delas, já direcionamos qual nanquim usar para qual situação. Normalmente as nanquins mais grossas (de 1 mm, ou 1.2 mm) são para desenhar paredes e outras coisas mais brutas, enquanto as mais fininhas (de 0.1 mm e 0.05 mm) são para detalhes.

Por mim, te recomendaria comprar uma de cada, pra ter mais variedade de espessuras. Também queria falar sobre meu conjunto de nanquins recarregáveis, mas isso fica pra outro post (que estou vendo que este será gigantesco).

3. Lapiseiras diversas

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Cada lapiseira possui sua finalidade diferente

O mesmo pensamento das nanquins se reflete nas lapiseiras: é bom você ter uma lapiseira de cada espessura, para que assim você possa fazer todo e qualquer detalhe. É legal ver desenhos que tem essa preocupação com a espessura de ponta, e eles parecem ser mais bem feitos também.

Nessa foto que postei aí encima, eu tenho uma lapiseira 0.3, 0.5, 0.7, 0.9 e uma 2.0, ou seja, pra todos os gostos! As pontas de grafite eu tenho diversas, sendo que a maioria é HB.

Algumas pessoas tem preferências por marca de lapiseira, e não sinto muita diferença entre elas. É mais questão de gosto mesmo.

4. Gabaritos

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Meu achado $$ favorito

Na minha faculdade, metade dos projetos que temos que fazer são à mão livre, então a ajuda de dispositivos como os gabaritos é muito bem vinda! Infelizmente os gabaritos no Brasil são bem caros (pelo menos os das lojas daqui de Manaus e os que vi na internet), mas fiquei muito feliz de ter comprado esses três da foto lá em Bogotá.

Gastei o equivalente a 72 reais nos três, enquanto numa papelaria daqui que sempre vou, um gabarito bem menor e bem mais incompleto que qualquer um desses está na faixa dos 60.

Dois desses gabaritos são de móveis como sofá, mesa, cadeiras e outras coisinhas, como pias, sanitários, instalações elétricas, fogão e mais. O outro que tem ali é o bolômetro, que possui círculos de vários diâmetros. Esse bolômetro me ajudou muito, mas muito! Foi um ótimo investimento.

5. Esquadros

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Não parece, mas tem quatro esquadros aí: o par maior (laranja) e o par mediano (incolor)

Existem muitas combinações de esquadros que nos ajudam a montar desenhos retos. Você acaba aprendendo isso com a prática: a melhor maneira de deslizar, como obter qual ângulo dependendo da combinação, qual o melhor tipo de esquadro pra determinada situação… é na prática.

Mas é bom ter alguns tipos de esquadro. Alguns gostam do esquadro graduado, que você aí já sabe quantos cm sua linha já possui, evitando ter que medir tudo depois. Outros já preferem os esquadros com as arestas menos arredondadas possíveis (que é meu caso), e que normalmente não são graduados.

Cuidado com os baratos, pois já vi muitas marcas mais em conta que os esquadros são tortos, e é isso que você tem que evitar. Você quer usar a combinação dos esquadros pra fazer um desenho reto e certo, e por isso fique atento com isso! E não adianta comprar só um esquadro, tem que ser os dois.

6. Tubo

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Tubo que me ajuda muito

O tubo é um acessório que já identifica o arquiteto. Lá é onde guardamos os nossos trabalhos, bem enroladinhos. Existem tubos de diferentes espessuras, tamanhos, de enroscar, que aumentam de tamanho, e tal. Eu gosto muito desse tubo que eu tenho, pois alguns outros amigos possuem um que é bem chato de manusear, mas provavelmente precisarei comprar um maior, pois ele não regula o tamanho, e um papel A1 não cabe dentro dele.

7. Pastas

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Na foto temos uma pasta A3 e uma A4. É bom ter as duas, e de preferência, uma A2 também.

Assim como o tubo, as pastas são muito úteis pra guardar os trabalhos. Em determinadas situações eu utilizo o tubo, mas a maioria das vezes eu levo as pastas. A gente acaba escolhendo isso por conveniência, mas eu normalmente levo os trabalhos em processo de produção na pasta, enquanto os prontos vão pro tubo.

A pasta A4 é muito útil para guardar papéis ofício avulsos, pra rascunho ou anotações. Ela também serve pra guardar provas que recebemos, e até as cópias que tiramos ao decorrer do semestre. E falando em semestre, eu mantenho uma pasta para cada semestre, cada um com sua coisinha.

8. Lápis de cor

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Os lápis mais antigos estão dentro do estojo, enquanto os mais novos são os que estão fora

O lápis de cor é essencial para disciplinas que envolvem muito desenho, e os utilizo muito no meu tempo livre também. Eu já vinha acumulando uma série de lápis de cor conforme os anos passavam, e os guardo num antigo estojo da Kipling que inclusive já está todo rabiscado pelos meus colegas de escola, ainda!

Eu comprei um conjunto de 36 cores da Faber Castell que é aquarelável, e ele já me ajudou muito. De vez em quando, fazer um desenho aquarelável é bem legal, e recomendo.

9. Lápis para sombreamento

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Meus lápis e também um carvão para desenho

Existem lápis de diferentes texturas e densidades, e cada um deles é indicado pra fazer determinados tipos de desenho. Eu quero fazer um post sobre isso no futuro, mas já adianto que os lápis H são duros, e os B são mais macios. Ou seja, quanto maior a numeração depois do H, mais duro é seu grafite. E quanto maior o número depois do B, mais macio é o grafite.

Ou seja (de novo), os lápis H são mais recomendáveis pra fazer detalhes fixos, enquanto os B são mais pra sombra. E assim como os lápis de cor, eles são muito utilizados em disciplinas de desenho à mão livre.

Ah, e também tenho um carvão próprio pra desenho. E também é importante ressaltar que esses lápis se apontam com o bom e velho estilete, pra ponta ficar mais aparente.

10. Canetinhas hidrocor

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Meu maior ciúme!

Queria deixar elas por último, pois eu estou muito feliz com a minha nova aquisição: um conjunto de 80 canetinhas hidrocor da Touchfive! Eu pedi elas do Aliexpress e elas custaram 44 dólares, e levou 40 dias pra chegar na minha casa (e olha que teve a greve dos caminhoneiros no meio de tudo isso).

Elas são bem grossas e possuem duas pontas: uma fina, e uma grossa, com aquela ponta de marca texto. Ela vem numa bolsinha toda bonitinha e ainda ganhei mais duas canetas de brinde: uma tipo nanquim e uma prateada. Fora isso, ainda ganhei uma blender, que ajuda a fazer degradê.

Elas são excelentes pra quem desenha croquis em geral, especialmente de planta baixa. Vários colegas meus de faculdade compraram esse mesmo conjunto e estão amando!

Também na foto estão outro conjunto de canetinhas que tenho, e que são muito boas também!

 

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Tour no Parlamento húngaro

Talvez um dos prédios que mais se destaquem no skyline (ou melhor, riverview) de Budapeste seja a sede do Parlamento Húngaro. Esse prédio enorme e imponente é um ponto turístico incrível da capital húngara, e todos aqueles que tenham interesse em história e cultura local, a visita guiada pelo interior é super recomendável (e nem leva muito tempo!).

Apaixonada por essa vista! (Parlamento ao fundo)

Apaixonada por essa vista! (Parlamento ao fundo)

Primeiramente, aí vão alguns dados! O prédio foi finalizado em 1904, após a necessidade da implementação de um parlamento devido ao novo status da Hungria. Para a construção, foram utilizados mais de 40 milhões de tijolos, 40 quilos de ouro e materiais essencialmente húngaros, além do mais, o prédio possui várias obras de arte, e 242 esculturas em suas paredes.

Todos esses números refletem uma pomposidade óbvia do edifício, que é um dos principais focos do acender das luzes da noite na beira do Danúbio. E como grande ponto turístico, visitas guiadas acontecem todos os dias!

Escadarias do Parlamento

Escadarias do Parlamento

Sobre ingressos: Eu e a minha roomate nos interessamos pela visita guiada em inglês das 15 horas. Porém nos atrasamos, e por uma questão de 5 minutos não conseguimos comprar os ingressos para esse horário (mesmo ainda sendo antes das 15 horas). A “sorte” é que existe um tour em espanhol às 16h, e me comprometi a traduzir tudinho pra ela! O ingresso custou 3500 HUF (cerca de 30 reais), e atualmente o ticket booth se encontra momentaneamente no museu de Etnografia, localizado logo atrás do Parlamento.

Aposentos apresentados: O tour passa pelas escadarias, a Cúpula Municipal, a sala de recepção do Presidente e uma das câmaras utilizadas no passado. Foco debaixo da Cúpula, onde guardas protegem a coroa do Rei Estevão I (sim, o da cruz torta).

Informações curiosas: O tour oferece um conhecimento sobre a Hungria e sua história, como número de parlamentares, territórios perdidos pela Hungria, a coroa do Rei Estevão, o cinzeiro dos parlamentares, e a curiosa história do arquiteto projetista do edifício, que ficou cego antes que tudo estivesse concluído.

Câmara utilizada antigamente

Câmara utilizada antigamente

Pode tirar fotos? Sim, porém sem flash. Um ou outro cômodo é possível tirar com flash, mas isso o guia indicará.

Quais os idiomas disponíveis para apresentação: Foco para as visitas em inglês e espanhol. Porém existem guias em Húngaro, Francês, Hebraico, Alemão, Russo e Italiano.

Opinião geral sobre o tour: Pelo valor alto (o mais alto dentre todos os lugares visitados em Budapeste), eu esperava um pouco mais. A visita dura até uns 35 minutos e muitos cômodos não são contemplados. Entendo que existe uma razão de segurança, por esse prédio ser bem visado, mas em termos de informação recebida, ele é bem completo. A guia dava um tempo para tirar fotos (e claro, me transformar em tradutora instantânea).

"Porta cigarros"

“Porta cigarros”

Como chegar? A maneira mais fácil é descer na estação Kossuth Lajos Tér, na linha M2 (vermelha).

 

Você pode me encontrar dentro do metrô

Andar de metrô é muito bom! Não só pela rapidez do sistema mas também pela praticidade. Já tive a oportunidade de andar de metrô em vários países, o que me deu uma visão e compreensão maior dos sistemas de transporte público destes lugares em geral.

Por ter passado mais tempo na Rússia e na Hungria, consequentemente passei bastante tempo indo pra lá e pra cá nos metrôs de Moscou e Budapeste. É sobre eles que vou falar hoje.

Eu fui antes pra Rússia, e nos meus primeiros posts falei como foi a experiência de chegar em Moscou e sentir aquele ambiente novo.

Primeiro que os três aeroportos de Moscou são conectados com o centro da cidade através do Aeroexpress, que pára nas estações Kievskaya, Beloruskaya e Paveletskaya, cada uma com baldiações e infraestrutura adequada. E Moscou tem a obrigação de ter essa infraestrutura devido à sua enorme população, de quase 12 milhões de habitantes. Os governantes soviéticos tinham conhecimento disso e foram ao trabalho.

Em 1923, logo após o fim da guerra civil e da formação da União Soviética, o conselho para a formação do metrô já estava pronto. Os soviéticos contrataram engenheiros ingleses, com know-how avançado devido ao metrô de Londres, que havia sido o primeiro do mundo. As obras começaram, e as primeiras 13 estações foram abertas em 1935. Em 1933, antes mesmo do metrô ser inaugurado, os primeiros engenheiros ingleses foram deportados segundo acusações de espionagem, devido ao amplo conhecimento que eles adquiriram do solo de Moscou.

A partir de então houve a abertura de diversas linhas e estações em Moscou. Vale ressaltar que a construção do metrô é encarada como assunto vital para a Rússia, devido à integração do transporte urbano – que ainda era precário em Moscou nos anos 1930 –  e pela difusão da propaganda soviética através de belas estações, decoradas com ouro, lustres magníficos, mármore e estátuas.

De fato a propaganda soviética através do metrô foi bem sucedida, já que a intenção era causar o deslumbre na população. O povo deveria se esforçar bastante em seus atos para que eles pudessem ser bem recebidos com uma linda infraestrutura.

Metrô de Moscou: divino!

Metrô de Moscou: divino!

O metrô acabou servindo de bunker durante a Segunda Guerra Mundial, especialmente pela sua profundidade – e as obras de novas estações não pararam. Reza a lenda que existiam abrigos especiais em certas estações, que seriam ligados diretamente ao Kremlin e à sede da KGB. Ah, durante a Guerra Fria todas as estações em construção tinham que ser construídas com uma engenharia anti-nuclear.

De fato, o metrô de Moscou é muito bonito e sempre figura nas listas de melhores metrôs do mundo. Ele recebe 8 milhões de pessoas por dia, e até hoje já transportou mais de 2 bilhões de pessoas! Quando eu fui, em 2012, a passagem custava 28 rublos. Hoje já custa 30, e se utiliza um cartão de plástico com uma leitura especial, pioneira desse tipo de tecnologia no mundo.

Apesar da variedade de estações, é super fácil se locomover pelo metrô de Moscou. Quando eu estava lá, só andei nele. Em Budapeste, a realidade é totalmente diferente de Moscou. Primeiro pelo tamanho da população. Em Budapeste a população está chegando aos 2 milhões e ao contrário das 12 linhas que Moscou tem, Budapeste tem apenas 3, e uma que em processo de planejamento e construção já leva 42 anos, a “famosa” linha M4. Diz que ela fica pronta ano que vem.

Mas se engana quem acha que o metrô de Budapeste não é importante! Na verdade, em um contexto mundial, o metrô de Budapeste é sempre referência. Antes citei que o metrô de Londres é o mais antigo do mundo, e Budapeste, adivinha só, é o segundo mais antigo do mundo!

As construções começaram em 1894 e terminaram em 1896, já que o imperador Francisco José tinha planos de melhorar o transporte urbano na Avenida Andrassy (a mais fina e cara de Budapeste) sem “poluir” a paisagem com bondes e ônibus. Em Moscou, o metrô foi construído através de túneis abaixo do solo – o que deixa as estações mais profundas. Já em Budapeste, eles cavaram o espaço, e após pronto, simplesmente cobriram com terra.

Isso era algo que me intrigava toda vez que eu andava pela M1 – que está em uso desde a inauguração, em 1896. Era só descer uns 10 degraus abaixo da calçada e pronto, ali já passava o trem.

Mesmo com mais de 100 anos depois da inauguração, a M1 (linha amarela) ainda preserva traços arquitetônicos originais, incluindo a extensão e largura dos trens, azulejos, e até algumas fotos mais antigas. Fora que o trem toca uma musiquinha retrô toda vez antes de parar nas estações.

Metrô 1 em Budapeste. Pequeno, charmoso e conservando detalhes antigos.

Metrô 1 em Budapeste. Pequeno, charmoso e conservando detalhes antigos.

Apesar de Budapeste não ter muitas linhas de metrô, o sistema de transporte público é bem integrado com muitas rotas de ônibus, trams, trolleybuses e até trens metropolitanos. Dá pra comprar um ticket que vale em todos os transportes. Eu acabei gastando 17500 forints (170 reais) por 6 semanas de uso. Era só apresentar para o fiscal e pronto.

Mesmo assim, eu torço para que essa linha M4 termine logo. A última parada dela será em Bosnyák Ter, que é a 2 paradas de ônibus da minha casa na Hungria. Quando eu quiser visitar a escola, já quero ir de M4 (parte)!

Falando em acesso à Budapeste, não existe nenhuma linha que vá até ao aeroporto, nem um trem que vá do metrô até lá, como em Moscou. Existe uma linha de ônibus, a 990, que faz o trajeto Aeroporto Ferihegy – Köbanya Kispest, que é a última estação do M3, a linha azul.

Falando em linha azul, ela ainda tem trens soviéticos nela (alguns com dizeres russos para “feito em 1978”, “feito em 1980” e assim vai).

Das linhas de metrô de Budapeste, a minha favorita (e a de todo mundo) é a M2 (vermelha). O meu ônibus ia direto pra Keleti e pra Blaha Lujza (estações da M2) e me acostumei a andar até lá sempre. Ela é a mais limpa e moderna de todas, com uma boa infraestrutura, propagandas de tudo que é tipo, e também, é mais rápida. A linha M1 (amarela) como disse, é bem antiga e pequena. Dá pra sentir uma volta no tempo ali. A linha azul (M3) é de longe a pior de todas. Ela é suja, mal cuidada, tem cheiro de mofo (sério), trens (soviéticos) caindo aos pedaços, e muito lenta. Já fiquei esperando trem lá por 10 minutos, o que é muito para o metrô, e uma dessas vezes, acabei perdendo o ônibus da minha viagem pra Viena. Tive que gastar mais 25 euros pra ir de trem duas horas depois.

E só pra concluir, existe uma diferença enorme entre os mapas dos metrôs de Moscou e Budapeste. Vários fatores, como políticos, financeiros e até ambientais (no caso de Budapeste) levaram a essa disparidade. Lembrando que o porte das cidades é diferente, mas um sistema não perde para o outro.

O "complexo" sistema de metrô de Moscou

O “complexo” sistema de metrô de Moscou

Metrô de Budapeste, já incluindo a linha M4 e a futura linha M5, sem previsão de início das obras.

Metrô de Budapeste, já incluindo a linha M4 e a futura linha M5, sem previsão de início das obras.

Ambos servem muito bem a população, além de serem referência em muitos aspectos. Eles me trouxeram boas lembranças (com exceção da M3 de Budapeste, hehehe), além de serem super fáceis de ajudar qualquer turista menos acostumado.

 

 

Bratislava em um dia

Uma grande vantagem de se morar no interior da Europa é a facilidade de locomoção que temos para ir e vir de qualquer país. As redes de trem e ônibus são bem concisas, as estações são fáceis de se localizar, e a infraestrutura nunca se deixa a desejar.

Então, por estar aqui em Budapeste, resolvi tirar proveito da localidade e conhecer tudo que eu puder em apenas 6 semanas! A minha primeira aventura foi pra Bratislava, capital da Eslováquia.

Como eu trabalho durante a semana, eu não posso fazer pinga-pinga entre cidades, muito menos ficar mais que dois dias em um lugar, mas a junção do feriado de Primeiro de Maio e conhecer uma cidadezinha a duas horas de viagem foi bem útil. Logo pensei em Bratislava, uma cidade não tão grande e não tão longe daqui.

Acompanhe também: Castelo de Bratislava e minhas impressões

Comecei a fazer duas coisas, pesquisar sobre o lugar, e sondar os meus amigos pra viajar! Foi bem fácil de convencer meus amigos a viajar, olha que muitos não puderam ir, mas mesmo assim, fechamos um grupo de 12 pessoas super animadas em conhecer tudo que podíamos!

A segunda coisa, a pesquisa sobre Bratislava, foi igualmente fácil, mas meio decepcionante. É facílimo de se encontrar por aí relatos, sejam em português ou em outro idioma sobre pontos bem negativos sobre a cidade. Já tinha ouvido falar que a cidade era pequena, e que um dia era o suficiente, mas ver tantos relatos mostrando apenas o lado negativo da cidade já me deixou meio apreensiva.

Comecei a perguntar de amigos que já tinham ido pra lá. A resposta deles foi quase unânime: “Hum… não há muito o que fazer lá. Não recomendo você passar o dia lá. A cidade é sem graça. O castelo é feio.” Mas mesmo assim, eu ainda não tinha ido pra lá e por que não conhecer? Resolvi partir mesmo assim!

Saí daqui de Ujpalota cedo, umas 8 da manhã, pra dar tempo de chegar na estação de Keleti, comprar as passagens, e entrar no trem tranquilamente. Ao chegar, eu e a Rekha, minha colega de quarto da Austrália já encontramos a Lu, uma chinesa que também iria. Ela indicou o lugar que ela comprou a passagem, e fomos até lá. Em Keleti, existem dois lugares que vendem passagens, uma para destinos na Hungria, e outra, para destinos internacionais. É tudo moderno e arrumadinho lá, e depois de uns 5 minutos já estávamos com as passagens na mão.

Outros que iriam com a gente chegaram bem em cima na hora, uma das pessoas, uma filipina, só conseguiu nos encontrar após alguns minutos com o trem já em movimento. Mesmo com alguns chegando cedo, outros atrasados, todos conseguiram entrar no trem e se encontrar. Os trens internacionais são equipados com primeira e segunda classe. A primeira, além de possuir um maior conforto, também tem auxílio de um vagão-restaurante, mas a segunda classe era bem confortável e moderna. Na segunda classe, haviam cabines com 6 lugares, e como éramos 12 (4 brasileiros, 4 chineses, uma australiana, uma filipina, uma holandesa e uma alemã), ocupamos exatamente duas cabines. Mas de qualquer maneira, o trem é bem moderno e confortável de uma maneira geral.

A viagem entre Budapeste e Bratislava dura duas horas e meia e passa por várias cidades, como Esztergom e Gyor, e é possível apreciar o Danúbio por um bom caminho. Uma coisa me chamou a atenção na paisagem eslovaca, e foi justamente a quantidade de lixo ao longo da linha férrea. Não me causou boa impressão.

Sempre tínhamos dúvidas sobre onde parar. Quando uma cidade maior que as outras começou a despontar, sabíamos que tínhamos que descer ali. A estação de trem era ok no meu ponto de vista. Muita influência daquela arquitetura comunista, tudo muito quadrado, mas a estação era arrumada, e isso que importa. Saindo dali fomos atrás do centro da cidade.

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Bem vindos à Eslováquia!

Chegar ao centro é bem fácil. Saindo da estação, só seguir direto até ver uma passarela. Seguindo pela passarela, é só seguir as placas aonde indicam a direção de “Zentrum”. Após seguir direto, se vê a Casa Branca eslovaca e uns jardins até bonitinhos.

Casa branca eslovaca

Casa branca eslovaca

Depois de tirar algumas fotos ali na frente, partimos direto, até vermos um portal. Antes disso, dobramos numa rua ao lado e fomos almoçar, pois já era 13h. Voltando ao portal, existe uma escritura interessante ali. A imperadora Maria Teresa foi coroada ali perto em 1741, quando Bratislava ainda se chamava Pressburg.

Entrando na Cidade Velha, existe uma quantidade imensa de pubs, restaurantes, lojas de lembrancinhas e alguns pequenos museus. Achei essa região uma gracinha, cheia de vida e turistas. Em cada esquina de cada ruela que deparávamos sempre encontrávamos algo interessante pra se tirar foto, seja uma estátua, um artista de rua, ou alguma coisa inusitada.

Sem perder tempo, decidimos seguir as placas, subir a colina e chegar no castelo de Bratislava. Claro que qualquer cidade com um castelo no topo de uma colina é interessante, então por que não subir até lá?

Eu já sabia que eu era uma pessoa bem sedentária, mas após subir aquela colina, vou procurar me matricular numa academia imediatamente quando voltar ao Brasil! Como sempre, fiquei por último, ofegante e com meu coração disparado, sonhando em virar uma garrafa de água, mas a cada passo que eu dava e olhava a paisagem, sabia que todo esforço era válido! Com certeza a vista dali foi uma das mais bonitas que já apreciei.

Parte da vista de Bratislava

Parte da vista de Bratislava

Após mais um pouquinho de subida, ali estávamos! O tão esperado castelo. E quando digo esperado, é por que realmente esperávamos algo interessante lá. Nada demais. O castelo é branco, várias janelas e nenhum detalhe. Dentro lembrava mais um convento ou uma escola. Ali tem um museu de entrada franca, mas não tivemos tempo de visitar. Mesmo com a decepção do castelo em si, a vista já fazia toda a subida ter valido a pena.

Descemos, e continuamos nosso passeio pela cidade velha. Fomos até o que se chama de “praça principal”, onde existem vários barzinhos, restaurantes e música ao vivo. Os preços ali eram meio salgados, e como estávamos em um grupo de viajantes, preferimos ir ao supermercado, comprar umas besteiras, sentar na praça e rir um pouco. Mesmo estando em grande número, uns mendigos começaram a nos cercar, e fiquei meio apreensiva. Chegou uma hora que resolvi tomar a iniciativa e chamar pra ir andando.

Foi até uma boa escolha. Paramos em algumas feirinhas de artesanato e compramos as últimas lembrancinhas de Bratislava. Todo mundo tinha suas muambas e decidimos ir andando pra casa.

Nesse momento que confirmei o pecado que todos falam sobre lá. Bratislava, por ser tão pertinho de Budapeste, e principalmente de Viena (apenas meia hora de trem), ela acaba virando um “bairro” destas cidades. No fim do dia, a cidade não tava mais tão alegre assim. Deve ser deprimente você morar num lugar assim, de dia uma festa, e de noite um deserto.

Fomos andando e decidimos parar naquele jardim detrás da casa branca. Foi uma meia hora relaxante, em que decidimos gastar os últimos momentos antes de pegar o trem. Saindo dali, paramos em um mercadinho, onde compramos algumas besteiras pra levar pra casa e pra comer no trem. Fiz uma compra considerável, um saco bem cheio, e deu menos de 2 euros. Baratíssimo!

Jardins

Jardins

Após isso, voltamos para a estação onde o nosso trem pra Budapeste partiria. A volta foi de praxe, cansativa, com direito a todo mundo dormindo na volta. Foi um bom dia, e ao contrário de muitos, fiquei com uma boa impressão de Bratislava. Apesar de ser pequena, a cidade é charmosa e organizada, com um centro bem típico da Europa Central. Se volto lá? Provavelmente não, e o motivo principal é: ainda preciso conhecer muitos outros lugares.

Um dia maluquinho em Moscou

Quando você vai fazer intercâmbio, pode contar que o que você vai mais trazer no seu destino são as histórias! Uma das mais engraçadas foi a minha ida de volta até Moscou!

Desde o início do meu intercâmbio, eu já estava sondando os outros trainees a irem viajar comigo depois que saíssemos de Saratov. Um dia, na casa de um brasileiro, estávamos discutindo sobre coisas que haviam em Moscou, e em outras cidades do Leste Europeu. Um dos brasileiros estava com uma camisa do Real Madrid e eu brinquei: quem sabe a gente não consegue assistir a algum jogo do Real por aí?

Esse brasileiro, o Pedro, entrou no site da UEFA, e olha a surpresa: o próximo jogo do Real seria contra o CSKA em Moscou, bem na época que pretendíamos viajar mesmo! Bingo! Vamos assistir então uma partida da Champions, e vamos nos programar pra ir!

Alguns dias depois, durante a festa do ano novo Chinês, que os chineses organizaram, o Pedro falou que tinha descoberto um site que entregava os ingressos da Champions na nossa casa, e logo, uma amiga russa, a Sasha, se intrometeu, e falou: “ah, existe uma excursão que sempre sai de Saratov para assistir aos jogos da Champions aqui na Rússia! Ano passado eu fui em uma, e foi bem legal!”

Logo pedimos pra Sasha conversar com essa pessoa que organizava essa excursão, para colocar os nossos nomes nessa lista. Passaram os dias, e na noite do dia 20 de fevereiro do ano passado, partiríamos a Moscou!

Nós iríamos pra Moscou, mas não voltaríamos a Saratov. Naquele dia, foi o primeiro dia de várias despedidas, onde tive que dar adeus à Tanya, minha host mother, o Sasha, o filho dela, e alguns outros amigos russos que fiz no meu X.

Foi bem chato me despedir deles. Eu realmente queria ter interagido mais com eles, e sinto que eu poderia ter feito muito mais coisas por eles, mas de qualquer maneira, a recepção que eu tive, foi incrível.

Enfim, três ônibus saíram de Saratov, e a Sasha quis sentar bem no final, e imagina, foi horrível pra mexer, e além do mais, passamos a viagem toda sem ventilação. Sorte a minha que eu sentei do lado da janela, onde eu sentia o frio natural vindo do lado de fora. (Risos!)

Foram 14 horas de viagem, e logo quando começamos a ver alguns resquícios de cidade grande, comecei a sentir um alívio, pois estava muito cansada, queria comer algo, e as minhas costas estavam doendo muito. :( Mas aí veio o maior desafio até então, se locomover em Moscou!

O problema foi que nós chegamos, e o ônibus estacionou nas redondezas do estádio, e a Sasha não conhece Moscou. Daí vem o problema: não sabíamos qual a estação de metrô mais próxima! Ela ficou perguntando de pessoas no caminho, informações, e ficamos rodando que nem barata tonta atrás de qualquer estação!

Mas tinha um pequeno agravante em toda essa situação. A minha mala fez o favor de quebrar quando eu estava saindo do meu apartamento em Saratov…

Justamente o meu puxador foi imprensado pela porta do elevador, e no meio da viagem, ela acabou caindo! :( Eu tive que dar um jeito de puxar aquela mala no meio da neve, e como sempre, mais ainda esse dia, fiquei pra trás!

Claro que eu recebi ajuda dos meninos, especialmente do Rhushabh, o indiano. Tadinho dele, ele criou uma engenhoca com um cachecol do CSKA que ele tinha comprado na ida, e foi puxando a minha mala. Mas mesmo assim, a mala estava bem difícil de puxar, então, imagina a cara de felicidade de todo mundo até encontrarmos uma estação de metrô!

Daí veio o segundo problema: nós não sabíamos em qual estação descer! O Pedro havia encontrado um hostel pra gente, mas tinha esquecido de ver a localização dele! A sorte que o nosso amigo indiano high-tech era o único com internet no celular (eu não tinha, pois a Katya achava internet no celular “desnecessária” e se recusava a me ajudar a por! Onde isso existe no meu mundo?!) e viu que ficava perto da Tsvetnoy Bulevar. A sorte que havia uma estação com esse nome (Risos x2). Partiu!

Então, a viagem de metrô foi super tranquila. Não sentimos qualquer dificuldade, e logo nos ambientamos com tudo. Mas aí o terceiro problema apareceu. Chegamos na estação, mas onde ficava esse hostel?!

Segundo a página desse hostel no hostelworld.com, para chegar lá, era meio confuso. Tinha que entrar numa ruelinha, subir uma escada, dobrar depois de um prédio rosa e pronto! Chegaria no hostel!

Essa tal ruelinha fica bem do lado da estação de metrô. Dobramos e seguimos em frente. No fim dela, havia uma escada. Ok. Andando mais pra frente, havia um prédio rosa. Ok. Havia uma abertura ao lado desse prédio rosa, e entramos. Era pro hostel estar lá! Cadê?! Fiquei procurando alguma placa, alguma coisa, e tcharam! Ali estava o hostel! Quase chorei de emoção! Não haveriam mais malas, nem falta de localização que nos impedissem de rodar em Moscou!

Depois de almoçar, ficamos de encontrar a Katya, o Kolya, e a Aline, três amigos, perto da praça vermelha, e iríamos juntos pro estádio. Nesse meio tempo, encontramos a Yasmin, uma outra brasileira do Rio que estava de passagem por Moscou, e estava indo embora hoje à noite. Nem parece, mas é ótimo encontrar brasileiros no exterior, especialmente na Rússia!

A Katya estava super nervosa. Ela tava bem chata nesse dia, na verdade. Segundo ela nós havíamos nos atrasado (eram 17h), e iríamos perder o jogo (!!!!!). Corremos pra pegar o metrô, e encontrar aqueles ônibus da excursão, para pegar os nossos ingressos.

Só que a Katya quis ir correndo ao encontro desses ônibus, literalmente. Eu não conseguia mais andar rápido, o meu coração tava palpitando muito, e logo senti os efeitos do sedentarismo no meu corpo. Ela quase estava me xingando, por não andar rápido! O jogo só começava às 21, eram ainda antes das 18, estávamos ao lado do estádio, e reclamando assim sobre tudo? Naquela hora eu tava feliz, pois era o meu último dia que eu ouviria uma reclamação vinda dela.

Pegamos os ingressos, e fomos pro estádio. A menina tava com tanta pressa, que não me deixou nem comprar água na parte de dentro do estádio (dentro! Já havíamos entrado com os ingressos) pois ela tinha medo que perdêssemos nossos lugares ali. Até parece que ela sabia tudo de futebol europeu. É só assistir a qualquer transmissão de futebol europeu, seja na Inglaterra, ou na Espanha, até na Rússia mesmo, que as pessoas só chegam mesmo nos momentos anteriores à partida. Vale ressaltar que ainda era 19:30 da noite.

Ingresso do jogo

Fiquei morrendo de raiva com essa inflexibilidade dela, e fui sozinha, no meio de um monte de marmanjos, comprar algo pra beber ali. Comprei um refrigerante e voltei. A menina não havia nem se tocado que era muito mais perigoso eu ter descido até lá, sozinha, estrangeira, e pior, com cara e sotaque de espanhola ir comprar algo pra beber do que ela ter simplesmente esperado cinco minutos e “perder o lugar” que sinceramente, ficaria vago sempre.

Não escondi a chateação com ela, mas ao mesmo tempo quis relaxar e aproveitar o momento. Me juntei com os meninos, e fui curtir o jogo!

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Estádio de Lujniki! :)

Então, foi muito bom ouvir a música tema dos jogos da Champions ali, na minha frente, junto às pessoas mexendo aquela bandeira em forma de bola de futebol estrelada no meio do campo! Também foi ótimo ver o Cristiano Ronaldo, o Kaká, o Mourinho pequenininhos, mas bem ali perto de mim! Hehe.

Mas ali aconteceu um fato meio tenso, que marca um pouco o racismo que alguns grupos de pessoas ainda cometem na Rússia. A UEFA é contra o racismo, e sempre prega isso nos estádios, e nesse jogo não foi diferente. Antes do jogo começar, anúncios em russo e em espanhol foram feitos, anunciando que os torcedores respeitassem as diferenças e que a UEFA é contra o racismo. A parte em espanhol, dos visitantes, foi falada antes, e depois em russo. Quando a parte em russo foi falada, um pessoal da nossa excursão, que estava perto de nós, começou a cantar uh uh uh uh uh, meio que imitando macacos. Isso foi ridículo, e outras pessoas perto de nós começaram a vaiar.

Vale lembrar que alguns minutos antes, uma pessoa, provavelmente desse grupinho sem noção, pediu do Kolya que ele saísse de perto deles, pois a presença dos “amigos” dele os estava incomodando. Como não queríamos briga, nos afastamos um pouco, e ficamos tranquilos até o fim do jogo. Para as minhas amigas e eu, não havia muito problema, pois as meninas eram russas, e eu sou branquinha, com aparência europeia (inclusive perdi as contas das vezes que fui confundida com russas!). Mas para os outros intercambistas, era mais evidente essas diferenças físicas entre os russos. O Rhushabh é indiano, e com cara bem indiana; o Pedro, o brasileiro, é negro; e o Márcio, outro brasileiro, tem uma aparência meio árabe.

Mesmo assim, independente das diferenças, quem se mostrou ser “retrógrado e inferior” foi esse grupo. Estávamos ali justamente com o intuito de abrir a sociedade, colocando aspectos culturais internacionais, para a agregação de valores junto a eles. Espero que um dia, eles cresçam e tenham uma consciência mais aberta do mundo que eles vivem.

Enfim, o CR7 marcou pro Real, e o CSKA empatou no final. Foi um empate com gosto de vitória, e isso foi um incrível motivo de orgulho para o torcedor. Essa felicidade se mostrou evidente no caminho pra casa! O metrô ficou lotado de pessoas gritando: “THÊÉSCAÁ, THÊÉSCAÁ” (CSKA em russo, hihi), super orgulhosas e mostrando suas camisas e seus cachecóis do time.

Metrô Sportivnaya lotado com torcedores felizes do CSKA!

Metrô Sportivnaya lotado com torcedores felizes do CSKA!

Pra completar aquele dia, eu tive que me despedir da Katya, da Alina e do Kolya, que estavam voltando para Saratov logo depois do jogo. A Katya com certeza, apesar dos estresses, foi a pessoa que mais me ajudou no meu intercâmbio, e não sei como exprimir minha eterna gratidão por ela. O Kolya e a Alina sempre estiveram presentes, e também aprendi muito com eles. Foi uma despedida sem sal, mas triste na estação de metrô, e marcada por um dia ruim entre nós, mas nada que apague o grande carinho e admiração que tenho por essas pessoas.