Airport Review: Chicago O’Hare Int’l Airport (ORD)

Ai, Chicago! Quantas lembranças boas eu tenho de você! Toda vez sem hesitar eu digo que Chicago é a melhor cidade para se visitar nos Estados Unidos, e que para mim tudo foi perfeito ali! Pouco a pouco eu vou escrevendo sobre as minhas experiências na Windy City, mas hoje eu reservo um espaço para o principal aeroporto da cidade, o O’Hare.

Uma das maiores curiosidades deste aeroporto é o fato que o O’Hare é o segundo aeroporto mais movimentado do mundo em termos de movimentos de aeronaves. Até 1998 ele foi o aeroporto mais movimentado do mundo em número de passageiros. Esses dados servem só pra ter uma magnitude do aeroporto e do movimento que ele recebe diariamente.

Existe conexão direta com o Brasil?

Sim! Existe um voo diário pela United Airlines saindo do aeroporto de São Paulo – Guarulhos. Esse voo é operado por um Boeing 777-200, e dura cerca de 10h30. Segundo o site da companhia, o voo sai de GRU às 21:10 e chega em ORD às 05:40.

Transporte para o centro?

Não utilizamos carro em Chicago, e contratamos o serviço de shuttle recomendado do próprio aeroporto. O serviço é feito em pequenas vans que param em diferentes hoteis. A ida foi tranquila, e na volta o shuttle apareceu no horário combinado. Como na época não fui eu quem reservou, não sei de cor os preços, mas em geral o serviço foi bom e a viagem levava cerca de meia hora do aeroporto até o Loop e vice-versa.

Serviços de alimentação:

A área de embarque é gigante, e também pelo movimento, vários restaurantes e lanchonetes se encontram no local, oferecendo variedade para diversos gostos de passageiros. Se não me engano, comi numa Subway (estava com pressa…) por lá.

O aeroporto oferece wi-fi?

Hoje sim, mas aparentemente não em 2011 quando eu fui até lá.

Tomadas?

Não é difícil de encontrar tomadas na área de embarque.

Existem cadeiras disponíveis para todos?

Mesmo com um grande movimento, o aeroporto O’Hare tem áreas de embarque específicas para cada voo, oferecendo bastante espaço e cadeiras disponíveis.

E qual a disponibilidade de banheiros?

Na área de embarque em O’Hare, existem vários toilettes, e todos bem limpinhos.

Sobre raios-x e segurança:

Como todo e qualquer aeroporto nos Estados Unidos, a segurança vem em primeiro lugar. Posso garantir que eles são bem rigorosos quanto a segurança – com toda a razão – e que tudo é verificado e analisado de acordo com o raio-x.

Sobre compras e Duty Free:

Não precisei comprar nada em Chicago e não passei pela zona de Duty Free por ter feito apenas voos domésticos. Porém a variedade de lojas (roupas, acessórios, eletrônicos, livros e afins) era bem variada e confiável.

Esse aeroporto é bastante convidativo! A área de embarque é repleta de bandeiras de muitos países, já dando aquela atmosfera convidativa. Em geral, o O’Hare é bem organizado e um bom aeroporto para embarcar ou fazer conexão.

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Zona Schengen: dúvidas e respostas

Depois do meu post O básico da União Europeia, algumas pessoas me procuraram através da fanpage, do Facebook, do email e até pessoalmente para tirar dúvidas sobre a famosa (e até temida) Zona Schengen.

A tal da Zona Schengen é um conjunto de países na Europa que fizeram um acordo de livre circulação de pessoas e mercadorias. Isso significa que é permitida a circulação sem que outro país signatário desse acordo faça uma verificação, como “passar pela imigração” do país.

Então, já fica claro que você não precisa passar na imigração em cada país europeu que faz parte da Zona Schengen. A necessidade de passar pela imigração é apenas no primeiro aeroporto da Zona, podendo ser, por exemplo, em Lisboa, no Porto, em Paris, em Milão, em Frankfurt, em Munique, em Barcelona, em Madrid, em Roma, e em Amsterdam. Listei esses aeroportos pois são estes que tem voos diretos com o Brasil.

Algumas passagens aéreas e de trem

Algumas passagens aéreas e de trem

Lembrando que o Reino Unido e a Turquia não fazem parte da Zona Schengen, então Londres e Istambul não entram nessa lista.

Lembrando que a partir do momento da entrada no primeiro aeroporto da Zona Schengen, você tem direito de ficar até 90 dias entre países do acordo de Schengen. Caso você faça um bate-pronto para um país não signatário e volte, a contagem de dias na zona Schengen zera.

No caso da Europa, é mais fácil falar dos países que não fazem parte desse acordo. Eles são Reino Unido, Croácia, Bósnia, Sérvia, Albânia, Montenegro, Macedônia, Kosovo, Bulgária, Turquia, Chipre, Romênia, Moldávia, Ucrânia, Belarus e Rússia.

Como assim?!
Vamos por um exemplo: Você quer passar 4 meses (120 dias) viajando pelos respectivos países: Portugal, Espanha, França, Alemanha, Polônia, República Tcheca, Eslováquia, Áustria, Hungria, Croácia, Sérvia, Grécia, Turquia, Rússia, Finlândia, Suécia, Noruega, Reino Unido, e volta a Portugal para pegar o voo de volta para o Brasil.

Viagem longa, não? Mas vamos considerar aqui o tempo longo da viagem e a quantidade de países Schengen ou não.

A imigração será feita em Lisboa, e a contagem de 90 dias começa ali. Com o visto de entrada já feito, é possível transitar até a Hungria (de acordo com o nosso roteiro) com esse visto (isso quer dizer, sem passar pela imigração), já que todos os países do caminho são signatários do acordo de Schengen.

Lembrando que no caminho, apenas a Polônia, a República Tcheca e a Hungria não utilizam o Euro como moeda, sendo necessária a troca na casa de câmbio. Porém, como eles fazem parte da União Europeia, os estabelecimentos são obrigados a aceitar o Euro e equivalendo o valor local a uma taxa de conversão. Porém o troco será dado na moeda local.

Supomos que você saia da Hungria em direção a Croácia de trem. Fica a dica que a Croácia está a um passo de entrar para a União Europeia e de utilizar o Euro. No momento, ainda é necessária uma pequena imigração e novo carimbo no passaporte, zerando a contagem de dias na zona Schengen.

Mesmo que a Croácia tire a necessidade de imigração da Zona Schengen virando signatária, a Sérvia ainda não faz parte do acordo. Na verdade, não faz muito tempo, a Sérvia pedia visto de turismo de brasileiros, não sendo permitida a entrada no país somente com passaporte. De qualquer maneira, um novo carimbo será dado e a contagem de dias na zona Schengen continuará zerada.

Supomos que você pegue um voo de Belgrado até Atenas. A Grécia faz parte da União Europeia e da Zona Schengen, então vamos começar a contar mais 90 dias de visto da zona Schengen no seu passaporte.

Depois de alguns dias na Grécia, você pega um outro voo para Istambul e você passa na imigração por lá de novo. Você pega o visto de saída da Grécia e pega o de entrada na Turquia. A contagem de dias na zona Schengen zera de novo.

Após a Turquia, você pega um voo para Moscou. Mais outra imigração (dessa vez a russa), e mais outro carimbo no passaporte. Você aproveita alguns dias na capital e pega um trem em direção a São Petersburgo. Mais alguns dias por lá, e você pega um trem para a Finlândia.

Visto de saída da Rússia e um novo visto de entrada na Finlândia, sendo Schengen de novo. Como não existe esse controle de imigração dentro dos países Schengen, você poderá ir até a Noruega. Supomos que você pegue um voo de Oslo até Londres e um outro visto de saída (da Noruega) e um de entrada (do Reino Unido) serão dados.

Após uns dias em Londres, é preciso pegar um voo para Lisboa, onde você pegará um novo visto de saída e de entrada, até finalmente pegar um visto de saída final antes da volta para o Brasil.

Deu para entender a dinâmica nesse pequeno exemplo? (risos) Espero que tenha ficado bem explicadinho para quem ainda possuía dúvidas sobre o assunto!

Viajar ao redor da Hungria

A Hungria está localizada bem no coração da Europa Central, e só com um breve conhecimento em geografia já é possível dizer que a localização privilegiada desse pequeno país é um grande atrativo para turistas, especialmente aqueles que viajam de país para país. Por isso, a Hungria ganha vários pontos na lista de viajantes pela Europa.

Só pra ter uma ideia, a Hungria faz fronteira com 7 países: a Áustria, a Eslovênia, a Croácia, a Sérvia, a Romênia, a Ucrânia e a Eslováquia, e a conexão com o resto da Europa fica bem fácil de qualquer maneira.

Mapa da Hungria e países fronteiriços

Mapa da Hungria e países fronteiriços

Primeiro, devemos levar em consideração que a Hungria não tem saída para o mar, o que deixa sua acessibilidade via barcos bem difícil. Uma saída plausível seria a de navegar pelo Danúbio a partir da Romênia, mas a navegação turística é amplamente prejudicada pela Sérvia, que ainda exige visto para muitas nacionalidades (para brasileiros, a necessidade de visto permaneceu até meados de 2013).

Com isso, devemos considerar as saídas por ar (aeroportos) e por terra (ônibus e trem), e de qualquer maneira, Budapeste será o hub principal do país. Quase todas as rotas partindo de cidades do interior passam, ou fazem conexão na capital, mesmo para as cidades maiores como Pécs, Miskolc, Debrecen, Szeged e assim sucessivamente.

Sobre aeroportos: A Hungria possui 9 aeroportos civis, sendo 5 internacionais e 4 domésticos. Porém, apenas o aeroporto de Budapeste de fato recebe uma certa quantidade de passageiros. Os outros aeroportos basicamente só funcionam com poucos voos charters e aviões de pequeno porte, e muitas vezes com frequência irregular pela falta de demanda.

Caso você não vá morar em Budapeste, a solução mais plausível é pegar um voo até a capital húngara, e se deslocar por terra até o destino final, pela abundância de trens e ônibus. Por exemplo, caso você esteja em Londres e precisa ir até Debrecen, existe a possibilidade de pegar um voo pela WizzAir (companhia low cost húngara) e ir direto. Mas aparentemente, outro trecho semelhante não existirá para nenhuma outra cidade húngara.

Para um review completo sobre o aeroporto de Budapeste, clique aqui.

Para procurar passagens aéreas: A companhia aérea húngara mais importante atualmente é a WizzAir, que é uma low cost com até um certo ponto de qualidade, já que a tradicionalíssima Malev faliu recentemente, deixando um vácuo imenso na aviação do país. Fora isso, várias companhias aéreas atuam na Hungria, mas as que atuam em grandes hubs de aviação podem oferecer mais opções e menores preços. Recomendo chegar na Hungria por Frankfurt, Londres, Istambul, Lisboa ou Paris.

Primeiramente, eu faria uma busca de passagens aéreas por qualquer site especializados em buscas gerais. Depois de verificar os preços, compre direto pelo site da companhia aérea com as melhores condições. Passagens compradas em sites de busca geralmente dão problema quando existem coisas como cancelamento de voo, mudança de rota repentinamente, bloqueio feito por cartão de crédito e afins.

Sobre ônibus: Viajar de ônibus pela Hungria ou para o exterior é super fácil e principalmente, barato. No entanto, o país ainda padece de uma infraestrutura adequada para viagens de ônibus, com algumas paradas sendo feitas na rua sem algum tipo de indicação ou afim.

Por exemplo, a estação de Nepliget faz seus trechos internacionais na rua, e não existe nenhum guichê de venda de passagens para quem precisa de apoio com algum problema (tipo quando o meu ônibus pra Viena saiu alguns minutos antes do previsto, e eu estava a 10 metros de chegar nele). Por falar em venda de passagens, algumas companhias de ônibus não vendem passagens online, e somente em agências de turismo especializadas.

Mesmo com os pesares, viajar de ônibus é muito bom! Para destinos envolvendo a Hungria, recomendo a Orange Ways, a Eurolines e a Student Agency Bus (que é uma empresa da República Tcheca).

Sobre trem: As linhas férreas húngaras são bem densas, e é possível viajar pelo país com uma facilidade incrível, em um curto período de tempo. Mesmo assim, muitos trens tem que fazer uma conexão ou escala em Budapeste, o que não é um problema muito grande.

A companhia férrea húngara é a MAV, que oferece trens de todo tipo: dos mais antigos aos mais novos, dependendo do destino (risos). Em geral, as viagens são bem tranquilas, e as estações de Budapeste oferecem uma estrutura razoável para o turista estrangeiro. Digo razoável pelo fato de que elas estão passando por um processo de modernização, e muitas coisas ainda são antigas.

As estações também oferecem uma timetable em papel que você pode levar no bolso. Ela indica os horários de partida, paradas, e possíveis conexões. Além de cidades nos países fronteiriços, por trem é super fácil de chegar em Praga, em Munique, Berlim, Veneza, Cracóvia, Varsóvia e outros lugares.

Empolgou pra viajar? Chegando lá, essas informações se encaixarão com muito mais facilidade. Viajar ao redor da Hungria é uma moleza!

“Passagens Compradas”

2014 começou! Sete pulinhos de alegria! Para celebrar a chegada desse novo ano, novas viagens (siiim), novas perspectivas, novas experiências e nova vida em geral, decidi criar 4 novas categorias por aqui. Afinal de contas, quanto mais experiências a serem compartilhadas, melhor!

A primeira é a Airport Review, que já possui alguns posts, e digamos que foi “promovida” a um novo nível. Essa categoria tem como objetivo apresentar um overview sobre aeroportos ao redor do mundo apresentando informações que podem ser relevantes a viajantes que passarão por lá. No momento, existem os posts sobre os aeroportos de Istambul, Munique, Malpensa, Sheremetyevo e Lisboa. Outros posts estão na pauta para sairem logo logo!

A segunda categoria é a deste nome do post. Sempre terei post sobre Passagens compradas assim que comprar esses trechos. Espero que eu poste muitas coisas neste ano, por que né? :)

Outra categoria é a Minha Experiência em, que vai mostrar perspectivas sobre pessoas que viveram incríveis experiências no exterior. Lá pra fevereiro teremos posts por aqui!

Com base no Airport Review, a categoria Airline Review tem o mesmo princípio, só que com companhias aéreas. Posts só vão começar a sair em Maio, que é quando eu realmente vou tirar fotos e escrever sobre todos os detalhes de trechos de viagens por aí.

E pra começar o ano com pé direito, já anuncio (com um certo delay) as primeiras passagens para 2014! Entre abril e maio estarei nos Estados Unidos para rever algumas cidades (sdds Chicago), e com base nesta viagem, eu farei um “especial” sobre os Estados Unidos cheios de histórias, relatos, fotos e tudo mais!

Tá que eu comprei essas passagens em outubro, mas elas ainda estavam muito longe! Passou novembro, dezembro, e agora estamos em janeiro! Abril chegará rapidinho!

Trechos internos? Esses ficam para outro post, junto com perspectivas, expectativas e o por que destas cidades específicas. No mais é isso! 2014 estarei aqui escrevendo bastante, sempre compartilhando minhas experiências por aqui! Boa noite. :)

Que cada ano seja melhor que o anterior!

O que eu posso falar de 2013? Desafiante? Muitas responsabilidades? Experiências novas?

2013 foi o ano em que eu aumentei minha “rede global de amigos”. Conheci pessoas de lugares que jamais pensei sequer que teria algum tipo de contato, e descobri tantas coisas incríveis sobre esses lugares que comecei a perceber que eu preciso sair da concha. Descobrir, sentir, pesquisar e viver!

Como não amar esse dia e essas pessoas?

Como não amar esse dia e essas pessoas?

 

Ainda não saí 100% da minha zona de conforto, porém tenho consciência de que a cada ano que passa, fico mais sábia em relação a várias coisas. Aprender com o próximo é uma virtude que se adquire com as diferenças e com o choque do que parece ser ordinário para muitos.

Esse ano me encantei com a Hungria! Vi tantos lugares lindos, pessoas felizes e uma organização interessante. Num país bem pequeno do centro da Europa nem parece que é possível abrigar tanto conhecimento em ciência e tecnologia. Assim como nem parece real a variedade de coisas para se fazer ali.

Apaixonada por essa vista!

Apaixonada por essa vista!

Mesmo não tendo viajado pra Singapura, descobri tanta coisa sobre essa cidade-estado por meio da minha roomate, que o meu maior desejo no momento é comprar uma passagem para lá e me hospedar no Marina Bay Sands, só para poder entrar na piscina de lá (risos). Meu chaveirinho de Singapura tá lá pendurado junto com a chave do meu carro, só para me lembrar dessa vontade todos os dias!

Esse ano descobri uma vontade enorme de conhecer a Ásia (falta dinheiro e tempo, poxa) e sei que vou conhecê-la de alguma maneira! Tenho certeza de que a Ásia é um continente fantástico e que eu já adquiri toda a resiliência que faltava para pelo menos conhecê-la e admirá-la!

2013 foi o ano em que eu mais saí da zona de conforto. Ter que andar bastante para poder chegar numa parada de ônibus, madrugar se for preciso para fazer alguma coisa, dormir de qualquer jeito no trem e na estação pra esperar o tempo passar, e também ter de fazer coisas de casa quando ninguém mais pode fazer isso por você.

Também aprendi muitas coisas. Amigos são fáceis de fazer quando se existe abertura. Se você procurar conhecer a quadra da sua casa, você pode descobrir coisas incríveis. O mundo não sabe realmente o que é a Amazônia. Não precisa ter medo, por que o não você já tem. Também aprendi a me cuidar melhor, ou a sua saúde chama a atenção (risos para a minha volta ao Brasil).

Enquanto isso no Zoológico em Budapeste...

Enquanto isso no Zoológico em Budapeste…

Provei sabores de todo tipo de comida! Pela primeira vez eu comi vegemite na vida (e odiei, eca), e na troca de comidas exóticas, dei um coração de frango para a minha roomate provar e ela também não gostou. Comi vários Gyros e pela minha tristeza, não sei como prepará-los aqui. Também bateu uma saudade do Lángos, mas esse já consegui cozinhar por aqui.

Comprei uma barra de chocolate gigante por 300 HUF. Gastei 100 euros que haviam sobrado só com roupa (e muita, muita muuuuuuuuuuuuuita roupa), e saí da Hungria com a minha mala beirando os 32 kg permitidos da companhia aérea mais 3 bolsas de mão. Comprei um casaco de frio MUITO BOM na Alemanha por 12 euros. Comprei mais souvenirs do que nunca, e deixei eles todos guardados num armário especial para eles. Descobri até que um “amigo” pegou um desses souvenirs de mim e o deu para outra pessoa.

Também me certifiquei em 2013 que o meu futuro não está aqui, e que eu preciso de muita sabedoria para ir atrás dos meus sonhos! Estudar mais, ser mais focada, otimizar o meu tempo. Tomara que essas coisas que estou planejando para 2014 (segredo!!!) se tornem realidade.

Tô indo pra Rússia! E agora?

Essa foi a pergunta que fiz assim quando resolvi fazer meu primeiro intercâmbio na mãe Rússia, afinal de contas jamais tinha viajado sozinha e de cara já ia assim, pro outro lado do mundo! Imagina a reação da minha família ao descobrirem meu destino!

Imagina sair do calor do Brasil direto para -29 graus?

Imagina sair do calor do Brasil direto para -29 graus?

Apesar da história e cultura desse país me chamarem muito a atenção (tornando a minha escolha mais óbvia), eu já teria certeza de que muita coisa seria diferente do Brasil, e cuidados e precauções são sim, muito bem vindos!

  1. Aprender o básico do alfabeto. O russo é um dos idiomas que utilizam o alfabeto cirílico como base. Algumas letras são iguais completamente, outras iguais na escrita e diferentes na pronúncia, e também existem letras totalmente diferentes, e algumas inclusive sem som semelhante à algum som em português. Já escrevi um pouco sobre o idioma russo aqui.
  2. Assine o papel da imigração. Antes de passar pela imigração, é obrigatório o preenchimento de um papel contendo informações sobre você, número de passaporte, onde vai ficar e afins. São duas vias: uma para deixar na imigração ao chegar, e outra ao sair. Geralmente eles dão esse papel ainda dentro do avião, e no meu caso, tive que pegar em uma mesinha por ali. A via a ser entregue é muito importante, não perca! Hoteis e albergues só aceitam o hóspede com a presença desta.
  3. Faça o famoso registro. Desde os tempos soviéticos, os estrangeiros eram meticulosamente monitorados para questões de segurança nacional. Hoje em dia, muita coisa mudou, mas esse hábito do registro ainda persiste. Se planejas ficar mais de uma semana na Rússia, é bom se dirigir aos correios e tirar esse documento.
  4. Passaporte sempre disponível. Caso algum policial venha a te abordar, é bom apresentar o passaporte e o registro de entrada. Não rola esconder o passaporte na pochete que vem dentro da calça, ou andar sem ele por aí.
  5. Cuidado com o dinheiro para troca. Em Moscou isso não aconteceu, mas em outras cidades na Rússia, as casas de câmbio são “seletivas” para a qualidade do dinheiro que você quer trocar. Caso a nota esteja amassada, velha, e até com resquícios de água (!!) eles podem simplesmente não aceitar. É bom de levar sempre notas “bonitinhas”. Uma dica é de trocar a maior parte do dinheiro nos bancos, ao invés de fazer isso no aeroporto.
  6. Leve mais dinheiro vivo que crédito no cartão. No interior da Rússia, poucas lojas aceitavam cartão de crédito/débito, fazendo com que o precioso papel moeda fosse gasto rapidamente. Mesmo em Moscou vi lojas que não aceitavam cartão de jeito nenhum.
  7. Fique atento nas temperaturas. A Rússia é um país com invernos gelados e verões quentes. Mesmo assim, de vez em quando a natureza prega umas peças, deixando o verão não tão quente assim. Se for viajar no verão, é bom ter roupas leves, mas um casaquinho na bolsa não fará diferença. Se for viajar no inverno, melhor ter cuidado com muitas coisas. Escrevi um pouco disso aqui.
  8. Fuso horário diferente. Moscou se encontra no GMT +4, ficando de 5 a 8 horas de diferença do Brasil considerando o horário de verão e diferentes regiões. No far east, o GMT chega até o +12! Caso você for se locomover pelo país, especialmente de trem, considere essa diferença.
  9. Cuidado com o táxi. Especialmente em Moscou, os motoristas são careiros e tentam tirar vantagem dos estrangeiros, especialmente aqueles que não falam russo. A melhor opção é usar o transporte público o máximo possível.
  10. Use transporte público para sair do aeroporto. O aeroexpress é um trem que sai dos três principais aeroportos de Moscou em direção ao metrô. De lá, se consegue chegar em qualquer lugar.

Ir para a Rússia não é tão difícil quanto parece e me alterei quando li relatos de outros viajantes, que pareceram não se preocupar com muita coisa, especialmente quanto à preparação da viagem. Planejamento e preparação são essenciais para qualquer pessoa que sai do seu país procurando não ter uma experiência de choque cultural tão forte. Seguindo essas dicas e pesquisando bastante sobre a região onde você vai ficar, hotel, comida, e outros detalhes de relatos de viagem, meio caminho já está andado. O resto é para se descobrir já no destino.

Depois de um tempo, posso escrever mais dicas por aqui. Qualquer coisa, curiosidades úteis sobre a Rússia se encontram aqui.

O sonho da Transiberiana

Viajar de trem na Rússia é de fato uma experiência única e super diferente de qualquer tipo de trem ali mesmo na Europa ou América do Norte. Essa experiência traz como um ar místico, e de certo modo uma passagem de volta para algumas décadas atrás. Depois de enfrentar 18 horas num antigo trem no meio do inverno, decidi pensar positivamente no fato de que “eu consegui, e posso muito mais”.

Eu sempre (secretamente) tive a vontade de percorrer a Transiberiana, mas não sabia se eu teria “forças” para realizar tal feito, já que não é nem um pouco fácil percorrer mais de 9000 km assim, como quem não se quer nada. Vários fatores tem que ser considerados como o número de paradas a serem feitas, a infraestrutura do trem, todo tipo de acomodação nas cidades do percurso, a quantidade de coisas para se carregar, um detalhado planejamento financeiro e por aí vai.

Falando assim até parece resolver fácil todos esses tópicos (risos). Por isso, eu decidi realizar essa viagem especialmente após o término do meu mestrado (que ainda vai demorar um pouco), mas venho desde já me planejando e procurando informações para deixar essa viagem pronta no papel, e também me preparando psicologicamente para estar 100% até lá.

Mas o que é a Transiberiana? Ela é uma denominação para uma extensa ferrovia que parte de Moscou e chega em Vladivostok, já nas margens do Oceano Pacífico, 9 dias depois da partida.

Além da Transiberiana, existem mais outras 3 linhas semelhantes (e algumas inclusive mais longas). Elas são a Transmongol, que depois de Ulan-Ude segue para Ulan Bator, capital da Mongólia, e termina em Pequim; a Transmanchuriana, que após Chita segue pelo norte da China até chegar também em Pequim; e a linha Baikal-Amur, menos conhecida. Em Ussuriysk dá para se pegar uma conexão até Pyongyang, capital da Coreia do Norte. O meu interesse é ir até Vladivostok, e pretendo seguir a Transiberiana mesmo.

Mapinha das rotas

Mapinha das rotas (existem mais paradas)

Por onde passar? Existem muitas cidades pelo caminho que me chamam muito a atenção. Penso em parar em Nizhniy Novgorod, Yekaterinburg, Novosibirsk, Krasnoyarsk, Irkutsk, Ulan-Ude, Birobidizhan, Khabarovsk e Vladivostok, na chegada.

É caro? Já pesquisei alguns preços e com essas paradas a passagem de trem sairia um pouco mais de R$1200. Ainda tenho tempo de pesquisar tudo direitinho. Fora isso, é necessário ter reservas para hostel, alimentação e gastos para diversão e compras. É também bom deixar uns 15% extra do total do dinheiro para emergências. Quanto é necessário levar, depende muito da pessoa e de quanto ela é acostumada a gastar ou luxar em viagens.

Fusos horários? A ferrovia atravessa 7 fusos horários e por isso é muito importante ficar de olho nos horários dos trens! Já pensou perder um trem no meio da Sibéria? hehe.

O que que tem no trem? Cada vagão do trem é equipado com várias cabines (2 ou 4 lugares, dependendo do trem), banheiros (nos trens que eu peguei, eram limpinhos), e seções para tirar água quente, seja para beber chá ou até preparar um miojinho.

O que levar pro trem? É bom levar muita comida e água engarrafada (just in case).Produtos de higiene pessoal como álcool em gel, escova e pasta de dente, sabonete líquido, desodorante e afins. Remédios são indispensáveis em qualquer viagem, imagina dentro de um trem!

E simplesmente… viver a experiência intensamente! Tirar muitas fotos, conhecer lugares novos, comer comidas exóticas e o mais importante, histórias para contar! No futuro, postarei mais capítulos dessa história aqui.

O prazer de se viajar no passado!

Hoje em dia mais pessoas têm acesso à viagens aéreas, e com o crescimento da economia, destinos internacionais se tornam mais comuns. Quando eu penso que eu já sou “viajada”, sempre encontro alguém com mais histórias do que eu, e isso me faz lembrar que não faz muito tempo, viajar era uma burocracia, apenas companhias aéreas ou agências de turismo podiam emitir bilhetes. Encontrar alguém que tinha viajado mais de uma vez por ano era difícil, especialmente para o exterior.

Certo dia procurando alguma coisa no armário, encontro uma relíquia! O passaporte do meu avô, que foi válido entre 1953 e 1957! Quando eu abri, me deparo com uma surpresa: o passaporte estava cheio, com vários carimbos de diversos países! Fato também que o meu avô, por ser estrangeiro, tinha vários carimbos da imigração dos “Estados Unidos do Brasil”, o que ajudava a encher mais o passaporte.

Depois de um tempo, fui perguntar a ele como eram essas viagens! Ele me disse que fez quase todas de barco, passando uns 3 ou 4 dias no mar até chegar na Europa. Fiquei surpresa, mas um pouco decepcionada com a resposta.

Após assistir alguns vídeos no You Tube sobre voos nos anos 50 e 60, ficava imaginando o luxo em que aquelas viagens aconteciam. Assisti um vídeo promocional sobre uma já extinta companhia aérea brasileira que mostrava desde o serviço, até os pratos super elaborados a serem servidos no voo. Outros detalhes me chamavam a atenção, como o fato de fumar ser permitido a bordo, com direito à estruturas para fumantes, e um deles era o fato de os aviões possuírem uma espécie de telescópio (em menor escala) para que a tripulação pudesse se localizar geograficamente através das constelações!

Outro fato que me deixava intrigada era a aparente demora que o voo levava. Esse vídeo mostrava um voo de um avião a hélice, bem mais lento que um jato. Não sei se foi impressão minha, mas um trecho entre Brasília e Miami parecia levar uma eternidade.

Algo que recordo da minha infância, era a sensação que viajar era um grande acontecimento! Meu avô viajava sempre de paletó e gravata, e ele não era o único a fazer isso.

Para pessoas impacientes (que nem eu), viajar em um avião a hélice poderia ser uma experiência difícil, no mínimo. Uma viagem até os Estados Unidos saindo de Manaus dura apenas cinco horas (ufa!). Eu digo apenas, pelo fato de uma viagem até São Paulo, dentro do mesmo país durar pouco mais de três horas e meia. Viajar para a Europa, saindo do Sudeste leva umas onze horas, que realmente não se tornam fáceis.

Vale a pena procurar sobre o acervo da aviação. Pesquisando no Google, podemos encontrar uma infinidade de artigos e vídeos que nos deixam cada vez mais maravilhados, e com a sensação de volta ao tempo!

Airport review: Istanbul Atatürk (IST)

Após dois meses na Rússia, estava indo passar alguns dias em Paris, e ao invés de pegar um voo direto, decidi ir até lá via Istambul. Não me arrependo nem um pouco desta escolha, e quatro horas dentro do aeroporto serviriam de convite aberto para uma visita futura à Turquia.

O voo entre Moscou e Istambul foi longo para padrões europeus, 2 horas e 45 minutos, mas sendo início de uma manhã longa de inverno (e com uma madrugada em branco), foi fácil dormir ali. Viajei pela Turkish Airlines, votada a melhor companhia europeia do ano anterior. Gostei do voo. Achei o avião confortável, e fui muito bem atendida pelo pessoal em solo e no avião. O computador de bordo do avião tinha várias opções de filmes e música, e fui até Istambul assistindo “Singing in the Rain”, um dos meus musicais favoritos.

Detalhe em turco.

Mas a surpresa maior ainda estava por vir. Chegando em Istambul, eu tinha uma dúvida. Será que eu podia apenas esperar a conexão no hall do aeroporto, ou se eu tinha que ir para a imigração. Brasileiros não precisam de visto de turismo para a Turquia, o que seria o meu caso. Estava vendo o fluxo inteiro dos passageiros saindo do meu voo indo direto para a imigração, então vi um guichê imenso da Turkish ali. Fui me informar. Muito cordialmente, o atendente disse que eu podia subir a escada rolante à minha esquerda e esperar a minha conexão ali. Foi um alívio!

Essa escada rolante ficava em um corredor bem estreito. Quem tem claustrofobia ia se assustar um pouco ali, mas a sensação de chegar ao fim dela foi incrível! O aeroporto de Atatürk conserva muito da arquitetura turca, e senti sendo emergida pela escada rolante no centro do mundo. Ao meu redor, estavam pessoas de diversas raças e etnias! Eram turcos, árabes, indianos, asiáticos, europeus, africanos, e até um grupo de pessoas de aparência bem latino americana em um só lugar! Cada um com seu estereotipo! Creio que foi uma das poucas vezes que me senti tão bem vinda em um aeroporto.

Um dos meus hobbies é colecionar souvenirs, e logo parti para uma loja de lembrancinhas e quinquilharias! Eu não tinha nenhum dinheiro turco, e só um Visa Travel Money com um pouquinho de dinheiro, um cartão de crédito internacional para emergências, 100 rublos (o que não é muito), e alguns dólares que iria trocar para Euros em Paris. Gastei meus últimos 8 euros no  Travel Money nessa loja, com artigos da Hagia Sofia e da Mesquita Azul. O aeroporto também tem uma praça de alimentação. Não foi a melhor que já estive, muito menos a pior, mas tinha um Burger King e comi algo rápido.

O meu gate de partida demorou a ser definido. Apenas cerca de uma hora e meia antes do voo os painéis informam isso. Então me dirigi ao tal gate, mas depois de algum tempo, comecei a estranhar ali. Não tinha mais ninguém esperando no mesmo lugar, e conferindo o painel novamente, vi que tinha acontecido uma mudança no gate. O problema era que eu já tinha passado por uma série de revistas e raio-x, e não sabia se podia sair do local. Falei com um funcionário, e ele entendeu a minha situação, e não só ele me informou onde seria o gate real, mas também me levou pessoalmente até lá, e ainda me pediu mil desculpas pelo acontecimento. Não tive como agradecer mais. Mais um ponto que os turcos ganham comigo. :)

Daquela vez, era real. O painel do gate dizia que ali mesmo seria o embarque para Paris, e fiquei ali esperando. Ao lado do meu avião, estava um da Saudi Arabian, e quando mal percebo, vejo um grupo de uns 40 ou 50 árabes indo embarcar. Nada demais, mas me impressionei com a vestimenta deles! Mulheres vestidas da cabeça aos pés, e os homens com uma outra roupa típica, e umas sandálias que lembram uma outra japonesa, que possui dois saltos (realmente não sei informar o nome destes). E parecia que a roupa de todos eles era igual. Dentro da minha cabeça eu falava “uau! Incrível!”

Vale ressaltar outra coisa em Istambul. Cheguei de manhã cedo, e estava nevando. Saindo, início da tarde, já havia um sol forte. Vai entender, né?

Logo, embarcamos novamente, e para um voo mais longo, de 3h 40. Voo igualmente confortável, com boa comida e atendimento. Fiquei impressionada com as paisagens vistas do alto. Os Alpes são lindos vistos de cima! Consegui até ver umas cidadezinhas no sopé das montanhas, modéstia a parte. Certa hora, o computador de bordo indicava que estávamos sobrevoando a Suíça, e logo vi uma paisagem que lembrava muito o Lago Genebra. Olhando mais de perto no computador de bordo, vi que realmente estávamos por ali, perto da fronteira da França com a Suíça, e tirei uma foto pra guardar de lembrança. Logo fiquei com vontade de voltar pra linda Genebra!

Vista da Suíça do avião.

Cheguei em Paris, e após esperar um tempo até o câmbio abrir, finalmente pude ir para o hotel! O resto fica em outro post! :)

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