Como eu fui de São João del Rei a Tiradentes

Olá, internet! Hoje eu vou relatar como fiz o trajeto entre São João del Rei e Tiradentes, que são duas cidades históricas mineiras que você tem que conhecer! Já falei nesse post aqui que eu sempre quis conhecer Minas Gerais, já que sempre tive essa paixão por cidades antigas.

Infelizmente só pude passar oito dias em terrinhas mineiras, então tive que montar meu roteiro com muito cuidado, e escolhi a dedo os locais que queria conhecer, assim como o tempo que iria passar em cada local. Por isso, vou explicar direitinho nesse post como foi a experiência do trajeto entre essas duas cidades.

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@Tiradentes

Juntando as duas viagens numa só

São João del Rei e Tiradentes são muito próximas, então faz todo o sentido deixar essas duas cidades juntas num só trecho da viagem. O mapa diz que a distância aproximada entre elas é cerca de 25 minutos, então já podemos ver que um bate-volta é super possível.

Como falei neste post aqui, nós preferimos fazer essa viagem toda de ônibus, então não nos preocupamos com aluguel de carro nem nada. O que pretendíamos era deixar algumas cidades como “hubs”, de onde partiríamos para outras. No caso dessas duas cidades, escolhemos São João como nosso ponto de partida, justamente pela cidade ser maior, e ter acessos mais fáceis.

Sobre a Maria Fumaça

Nós vimos vários relatos da Maria Fumaça entre São João e Tiradentes, e claro que nos interessamos! Seria uma viagem excelente de ser feita, mas infelizmente não deu.

A questão é que como tínhamos pouco tempo de férias, os dias não batiam. O nosso roteiro definiu um determinado dia para que visitássemos Tiradentes, e nesse dia específico, não havia viagem da Maria Fumaça. Na verdade, os dias e horários desse passeio variam muito com a época do ano, e quando estivemos lá (outubro), esse passeio só estava sendo oferecido uma vez por semana, e os horários eram muito ruins. Como queríamos ir e voltar no mesmo dia, o tempo de permanência entre a chegada e a partida era muito pouco e achamos que não valeria a pena.

O preço é um ótimo determinante também. A passagem de ida e volta custa R$ 70, enquanto pagamos bem menos pelo outro método, haha. Também não faríamos muuuita questão de ir de trem: só queríamos ir para Tiradentes, passar o tempo que fosse necessário, e depois retornar ao hotel.

Qual foi o método que escolhemos?

Como a nossa preocupação era ir para Tiradentes e voltar no mesmo dia, acabamos preferindo ir nos bons e velhos ônibus. Como as duas cidades são bem próximas (na verdade Tiradentes é mais um distrito que uma cidade, mas enfim), existe uma linha de ônibus que faz esse trajeto direto, com pouquíssimas paradas.

O ônibus é da linha municipal de São João del Rei mesmo, então pagamos o preço de duas passagens comuns, coisa de 10 reais no total, considerando ida e volta. Se tivéssemos ido de Maria Fumaça, seria 140 para nós duas!

Tá que nem deve se comparar uma viagem de Maria Fumaça com a de um ônibus de linha, mas pra mim, a economia foi muito bem vinda!

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@Tiradentes

Como faz para pegar esse ônibus?

Nos dirigimos até o Museu Ferroviário, e bem na frente dele fica uma parada de ônibus que é bem movimentada. Essa parada fica bem em frente ao canal (ou riacho, enfim) que corta o centro de São João. Esperamos o ônibus como qualquer outra pessoa, até aparecer algum que tinha escrito “Tiradentes” no seu visor.

Os atendentes do hotel nos falaram que esse ônibus passa nas paradas a cada 50 minutos, aproximadamente. Acho que tínhamos acabado de perder o ônibus, pois passamos pelo menos uns 25 minutos esperando algum passar.

Quando esse ônibus apareceu, foi bem tranquilo. Entramos, pagamos nossas passagens, sentamos e só esperamos.

O trajeto

A ida até Tiradentes atravessou ainda uma parte de São João del Rei, mas depois que saímos da cidade, avistamos uns lugares muito lindos, e acredito que por ali deveria passar a linha ferroviária da Maria Fumaça. Uma boa parte da estrada era de paralelepípedos, e me senti num local bem bucólico! Realmente foi muito amável, e tivemos vistas muito gostosas!

Já a volta foi pela estrada, não mais pelos paralelepípedos. Como já estávamos cansadas de tanto ter caminhado por Tiradentes, aproveitamos o caminho para relaxar e sentir o vento no rosto.

Também é importante saber que os ônibus chegam e saem de Tiradentes pela estação rodoviária dali. Ela é bem pequenininha e é basicamente do lado dos pontos mais importantes da cidade, ou seja, não é uma caminhada longa.

Outros métodos

Além da Maria Fumaça e de ônibus, é muito possível pegar um táxi até Tiradentes. Até consideramos fazer isso caso o ônibus demorasse mais um pouco a passar na parada.

Nem preciso falar sobre carro próprio também, né? Se você tem os métodos para ir de carro (experiência dirigindo em estradas também), faça isso.

Valeu a pena ir de ônibus?

Como falei mais acima, o importante era chegar e sair de Tiradentes. O preço foi ótimo, mas já imaginamos que o conforto não foi tão significativo assim.

Como atingimos nosso objetivo, achei válido e recomendo a experiência.

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Entrei numa mina de ouro!

A história do Brasil nos ensinou muita coisa sobre Ouro Preto, e muitos de nós aprendemos na escola a importância do ciclo da mineração para a economia do nosso país, mesmo enquanto colônia. O que muitas vezes passa despercebido pelas nossas aulas de história são as condições que os mineiros enfrentavam na extração do ouro.

Existiam algumas maneiras de captar ouro, e uma delas era através da própria escavação nas minas. Algumas delas estão abertas até hoje, mas elas são abertas ao público com uma função turística.

Como que decidimos visitar uma mina?

Então, mesmo já tendo conhecido uma parte de Ouro Preto a pé no dia anterior, decidimos contratar uma espécie de tour com um guia, e além dos pontos turísticos e tudo, iríamos aprender um pouco de história com as explicações que escutaríamos.

Conhecer algumas coisas por si mesmo é muito bom, mas dessa vez sentimos que seria legal fazer parte de uma excursão com um guia. Seria só um dia e teríamos o transporte pra cima e pra baixo, e como estávamos sem carro, ajudaria muito a chegar nos lugares mais distantes.

O passeio na mina estava incluso, e confesso que antes de contratar essa excursão eu nem tinha pensado em conhecer uma antiga mina de ouro, então foi uma boa surpresa.

O passeio

Dentre as outras coisas que visitaríamos, a mina me parecia o lugar mais interessante! Nem imaginava como iria ser!

A única mina que havia visitado era a Catedral de Sal, que é gigante e grandiosa. Com túneis amplos e grandes estruturas dentro da montanha, ela é muito diferente do que vimos.

Visitamos a Mina du Veloso, que fica quase saindo de Ouro Preto, no sopé de uma montanha. Como estávamos numa excursão, fomos todos juntos com um guia da mina.

Colocamos o capacete e fomos entrar, daí que a ficha caiu! A entrada é muito pequenininha, e você tem que andar agachado por alguns metros dentro da montanha até ser possível ficar de pé de novo.

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Essa é a entrada da mina, e tem que ser agachado!

O passeio tem cunho histórico muito forte! O guia contava muita coisa interessante sobre a história da mineração em Ouro Preto, como os mineiros encontravam o ouro, fora muitas outras curiosidades sobre tudo que envolvia isso.

O guia foi ótimo e nos contou muita informação nova e interessante. Ele também tentava passar de relance sobre como que era a vida de um mineiro que passava sua vida tentando encontrar alguma pepita em minas daquele jeito.

Uma das coisas que ele explicou que achei bem interessante foi a origem de algumas expressões populares que utilizamos muito aqui no Brasil. “Olha o passarinho”, “De cabo a rabo”, “Dar no couro” são todas expressões que nasceram ali, e é melhor não deixar o spoiler por aqui, haha.

Fiquei pensando

Agora só imagine: se hoje em dia algumas minas ao redor do mundo enfrentam alguns problemas de estrutura, insalubridade e afins, imagina há mais de 300 anos quando essas questões ainda não eram preocupação?

Fiquei muito aflita num determinado momento por causa do local que nós estávamos – um túnel com mais de 300 anos que corre adentro de uma montanha que sabe lá quantas toneladas ainda tinha acima das nossas cabeças.

Também não gosto muito de lugares muito fechados, então me segurei também pra tentar ficar calma!

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Como é a mina por dentro

Valeu a pena visitar?

Siim, claro! Muita informação nova, e uma experiência que era inédita pra mim! Não sei se eu faria uma espécie de passeio semelhante no futuro, pois fiquei muito nervosa em determinado ponto. Só imaginava que a montanha pudesse desmoronar a qualquer momento, haha. Mas a questão é que sou bem exagerada, e só ficava pensando no pior.

Mas claro, foi uma experiência muito boa e interessante!

 

Como foi viajar de ônibus em Minas Gerais?

Olá, internet! Voltando a falar sobre Minas Gerais, queria parar um momento e falar sobre as viagens internas que fizemos dentro do estado. A intenção era conhecer algumas coisas do interior de Minas, mas sem ter a necessidade de alugar carro, então recorremos aos bons e velhos ônibus.

Assim, primeiramente eu tenho que dizer que amo dirigir, e amo viajar de estrada! Então o caminho mais óbvio seria alugar um carro, não? Pra mim sim, e confesso que se dependesse só de mim eu faria isso sempre. Mas acontece que normalmente viajo com a minha mãe e ela detesta a ideia de alugar carro, então só nos resta buscar outras alternativas.

Então, passamos cerca de uma semana em Minas Gerais, e fizemos um roteiro que englobava idas à São João del Rei, Tiradentes, Ouro Preto e Mariana, além de Belo Horizonte, claro. Infelizmente não daria tempo de visitar Diamantina, então não pudemos colocar esse destino na nossa lista. E como iríamos depender totalmente de ônibus, existe um problema logístico: não existem linhas de ônibus que ligam essas cidades entre si. Teríamos que ir e voltar para Belo Horizonte para poder realizar esses passeios.

Já que não havia outra maneira, estabelecemos uma “base” em BH, de onde iríamos partir para nossos destinos. Assim quando chegamos na capital mineira, pegamos um ônibus que liga o aeroporto até a Rodoviária, e já aproveitamos e compramos todas as passagens de ônibus que necessitaríamos.

A primeira passagem foi até São João del Rei, ida e volta, e alguns dias depois iríamos até Ouro Preto, e também compramos ida e volta. Para duas pessoas tudo deve ter saído por volta de uns 500 reais (talvez 550).

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São João del Rei

A rodoviária de Belo Horizonte

Primeiramente, tenho que dizer que a rodoviária de BH foi projetada por Niemeyer, então já começamos por aí. Mas ao mesmo tempo que ela é uma pérola arquitetônica, ela se assemelha muito a um padrão de rodoviárias pelo Brasil, que particularmente não me agrada muito. Achei esse terminal não muito bem cuidado, além de estar precisando de modernizações urgentes.

Mas de qualquer maneira, é fácil encontrar os guichês que vendem as passagens para vários destinos, dentro e fora de MG. Existem alguns locais que vendem lanches, água e outras comidas.

A plataforma de embarque fica embaixo do terminal, e ela é bem simples. Normalmente começam a chamar os passageiros para o embarque faltando uns 15 minutos pra partida, e não adianta ir cedo esperar o ônibus, até por que não fica muita gente na plataforma e pode ser perigoso.

Os ônibus

Eu não achei os ônibus muito confortáveis, e muito disso se dá pela falta do ar condicionado. Eu sofri muito com a viagem de volta de São João del Rei, morri de dor de cabeça e desconforto, e mesmo com água e comida as coisas não ficavam melhores. Olha que sou do Norte, então deveria ser acostumada com calor, haha.

A viagem até São João é mais longa (acho que no total dá umas 4h), e ela ainda faz uma parada de aproximadamente 30 minutos em Congonhas, que é a cidade que possui as estátuas do Aleijadinho. Aparentemente o terminal de Congonhas fica longe de onde ficam as esculturas (na verdade, achei o local bem isolado), então nem dá para ir lá rapidinho e voltar.

Você pode gostar também: Como eu fui de São João del Rei a Tiradentes

Já a viagem até Ouro Preto é mais rápida, e basicamente existem ônibus de hora em hora saindo de BH. Eu achava que por ser um destino mais frequente, pegaríamos um ônibus com ar condicionado, mas isso não aconteceu nem na ida nem na volta. Pelo menos a viagem é mais curta, varia de 1h30 a 2h.

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OP é cercada por montanhas

Voltando para Belo Horizonte

Os terminais de ônibus de São João e Ouro Preto são bem simples, afinal são cidades menores. É bem fácil de chegar aos terminais, e não é necessário chegar com muito tempo de antecedência. Assim como Belo Horizonte, as pessoas só começam a embarcar nos ônibus cerca de 15 minutos antes da partida.

Algo que me “estressava” um pouco era o trânsito na chegada a BH. Isso fazia que o tempo de viagem aumentasse um pouco, coisa de meia hora ou quarenta minutos a mais. Como era muito quente dentro do ônibus, isso me deixava bem cansada.

Vale a pena viajar de ônibus em Minas Gerais?

Apesar do desconforto com o calor, vale muito a pena sim, se você não tiver interesse de alugar carro! Não é difícil de chegar nem de sair dos terminais rodoviários, o serviço em si não é ruim, apesar de achar interessante que a estrutura das rodoviárias sofra algum tipo de melhoria.

As estradas são boas e as paisagens são bem bonitas! Gostei muito de apreciar a vista e confesso que a criação de uma playlist offline me ajudou me distrair com a passagem de tempo, haha.

Faria essa viagem de novo? No momento acho que não pois não estou no momento de passar por toda essa logística novamente. Mas valeu a pena? Muito. :)

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Olha só a topografia no Grande Hotel! A rua é bem íngreme

A Casa dos Contos de Ouro Preto

Como boa cidade histórica, Ouro Preto possui uma série de lugares interessantes pra visitar: alguns são maravilhas a céu aberto, e outros são museus um pouco mais convencionais. Um dos lugares que mais chamam a atenção é a Casa dos Contos, e vou explicar o motivo nesse post!

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Maquete da Casa dos Contos

Um pouco sobre onde fica e o que é a Casa dos Contos

Localizado na rua São José e cercado por vários comércios e restaurantes (ou seja, sempre tem muita gente ao redor), a Casa dos Contos é um museu focado em história numismática e algumas outras coisas. A casa onde o museu se encontra tem tudo a ver com o motivo deste.

Originalmente ela foi uma residência pertencente a João Rodrigues de Macedo, e dentre várias coisas, chegou até a abrigar os inconfidentes por algum tempo. Por causa de dívidas do dono, esta edificação virou propriedade do estado no final dos anos 1700s, e algumas instituições tiveram sede ali. A mais notória era a fundição do ouro, onde uma parte do ouro de Minas Gerais era padronizada através de barras de ouro.

O edifício foi construído no estilo barroco, e acabou sofrendo uma restauração completa em tempos recentes, com o objetivo de transformá-lo em museu! Atualmente, o prédio e o museu são mantidos pelo Ministério da Fazenda e a entrada é franca.

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Varanda interna da Casa dos Contos

Numismática, finanças e economia

A visita começa pela parte de cima da casa, onde subimos uma escadaria e já nos deparamos com um balcão.

Como falei brevemente acima, a Casa dos Contos possui uma grande coleção numismática (exposição de moedas e notas de dinheiro antigas e atuais), e contempla períodos da história brasileira como colônia, império e república. É interessantíssimo ver a “evolução do dinheiro” de acordo com a necessidade da época, e fora isso as salas de exposição possuem vídeos explicativos e paineis com textos explicativos para os curiosos.

Além das notas e moedas, alguns utensílios relacionados estão presentes, como prensa para cunhar as moedas e alguns tipos de impressoras estão em exposição.

Como pessoa da área de economia e finanças, achei essa parte da visita sensacional! Aprendi fatos interessantes, relembrei algumas coisas da época da faculdade, e para mim, é importante ver com meus próprios olhos algumas coisas que só imaginávamos que existiam.

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Algumas notas em exposição

Escravidão

Após visitar a parte superior da casa, vamos para a segunda parte da visita que contempla o térreo e o subsolo. Essa parte da visita não pode ser fotografada, que contempla o porão da casa e a senzala. O timing da casa já indica que parte de sua história abrangeu o período da escravidão, e a primeira parte da visita acaba que nos faz esquecer disso.

A senzala é uma espécie de jardim dos fundos bem pequeno, e não assusta tanto. Já a cozinha e o porão são chocantes ao perceber as condições insalubres que aquelas pessoas viviam: pouca ventilação, pouca luz, fora todo o desconforto do local. Não encontrei informações de quantas pessoas moravam ali, mas aposto que eram muitas.

Uma seção possui alguns objetos em exposição; alguns eram utilizados pelos escravos no seu dia a dia, como utensílios de cozinha e alguns outros tipos de ornamento, e outros focavam mais em métodos de tortura utilizados contra essas pessoas. Justamente por sinal de respeito é pedido que as pessoas não tirem fotos, e aparentemente todos que estavam lá não fizeram isso.

Vale a pena visitar?

Eu sou a louca dos museus: onde tem um, faço questão de visitar! Adoro saber curiosidades sobre muitos assuntos, e o método de exposição de muitos museus me é interessante.

Os assuntos abordados na Casa dos Contos foram interessantes pra mim: o aspecto financeiro apresentado na parte superior, e um choque de realidade que a nossa história traz na segunda parte da visita.

Acho que vale a pena visitar sim pelo fato de que é nossa história (devemos conhecer o que se passa), a entrada é gratuita e o passeio não leva muito tempo. Ao redor do museu existem outras coisas para se ver, além de muitos restaurantes. Fora que o edifício em si (arquitetonicamente falando) é uma outra obra de arte a ser apreciada.

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Moedas – valores e anos

Como foi andar por Ouro Preto?

Olá, internet! Hoje vim falar pela primeira vez sobre Minas Gerais! Ano passado eu fiz um post da categoria Passagens Compradas sobre essa viagem, mas não postei nada depois… muito por causa do que aconteceu, e expliquei nesse post aqui.

Enfim, dentre assuntos a discutir sobre Minas Gerais, vou focar um pouquinho mais em Ouro Preto, e falando de um assunto bem introdutório. Como quase toda viagem, planejo caminhar muito! Dessa vez não seria diferente, mas teve um detalhe que fez toda a diferença no caso de Ouro Preto: as ladeiras.

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OP é cercada por montanhas

Já imaginava que seria um pouco difícil caminhar no centro histórico da antiga capital de MG por causa das ruas de paralelepípedos (eu realmente tenho um problema ao caminhar neles), mas não sei se estava preparada pro que vi! Meus amigos em BH me perguntaram muitas vezes se eu estava levando tênis, por que andar em Ouro Preto era bem difícil por causa das ladeiras.

Eu nem me preocupei muito, pois pensei que Ouro Preto seria que nem Tiradentes, ou até mesmo Belo Horizonte. Boa parte de Minas é relativamente montanhosa, e já imaginava que teríamos algumas subidas e descidas, mas OP é mais!

Realmente existem ladeiras muito íngremes, e bem no centro histórico, ou seja, é inevitável evitá-las!

Começando pela Praça Tiradentes, o coração do centro histórico: o lugar é relativamente plano, mas quando você começa a olhar as ruas ao redor, você percebe que a caminhada será difícil!

Descendo pela rua Sen. Rocha Lagoa, descemos uma ladeira bem íngreme e chegamos direto ao Grande Hotel (onde me hospedei e foi sensacional!), mas é difícil saber se é mais fácil chegar ou sair de lá. Teoricamente descer é mais fácil, mas esses paralelepípedos são muuuito escorregadios! Eu descia a passos de tartaruga, pois morria de medo de levar um tombo lá.

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A rua paralela a essa (rua Conde de Bobadela) era mais fácil de subir e descer, e normalmente preferíamos caminhar por ela (existem mais comércios também). Ela parecia ser menos íngreme que a anterior, mas a subida era bem difícil também!

Eu quase levei um tombo feio no Beco do Pilão (também saindo da Praça Tiradentes)! Estava descendo bem devagarzinho e um senhor começou a falar comigo sobre algo da ladeira. Eu tava tão concentrada em descer devagar que acabei nem prestando muita atenção no que ele estava falando. Quando me distraí um pouco, levei um mega escorregão – só não caí por que me apoiei numa parede do meu lado! Se eu estivesse muito longe dessa parede, teria caído muito feio e provavelmente teria rebolado até o fim!

Os arredores da igreja da Nossa Senhora do Rosário também foram bem cansativos de andar! Tem umas ladeiras curtas, porém bem íngremes! Cansava só de olhar, haha.

Enfim, foi difícil de andar em Ouro Preto? Sim! Mas não foi impossível! Confesso que a academia que frequentava me ajudou muito, haha! Confesso também que fiquei surpresa, pois achava que iria me cansar muito rápido!

Para finalizar, o cuidado maior que eu recomendaria seriam com os sapatos! Acho que o importante é caminhar com sapatos que te deixam confortáveis, sejam eles tênis ou não. É importante também ver se esses sapatos não são escorregadios, senão eles podem ser um problema nas descidas. E claro, sempre importante ter uma garrafinha de água por perto!

A importância de salvar fotos

O último post que escrevi foi no dia 5 de setembro de 2017. Quanto tempo! Primeiramente tenho que dizer que tem vezes que eu não consigo dar sequência às coisas. Às vezes posto muitas fotos e depois paro. Publico textos seguidos aqui e depois paro. Começo a academia e depois paro. Começo a cuidar da minha saúde e depois paro.

Depois. Sempre confio no depois. Depois eu termino. Mas tem vezes que depois eu não termino e depois paro. Foi isso que aconteceu com Minas Gerais.

Dos lugares no Brasil que eu mais queria conhecer, Minas Gerais encabeçava minha lista! Amo história, construções coloniais, e claro, um pouco de vida cosmopolita. Achei Belo Horizonte organizadíssima, com ótimos restaurantes, pessoas bonitas e educadas. O interior é lindo demais e eu tenho muitas pautas para postar aqui. Mas depois.

Eu absolutamente não tenho nada que reclamar da minha semana mineira. Reencontrei alguns amigos que fiz quando morava em Budapeste, visitei a faculdade onde meu avô estudou, e claro, conheci muitas coisas que vi nos livros de história.

Mas depois… cheguei na minha casa e demorei para salvar as fotos que tirei. Levei a minha câmera e o meu celular. Selfies e fotos onde eu aparecia de corpo inteiro nos lugares ficaram todas no celular. A câmera, como quase sempre, ficou com as fotos dos detalhes, dos prédios e de situações inusitadas, ou seja, não apareci em nenhuma fotografia.

Confiei na tecnologia e um belo dia desliguei meu celular para economizar bateria (o bichinho já não está nas melhores condições). Quando o liguei de novo, tudo havia desaparecido! Contatos, aplicativos e as FOTOS. Tudo que estava no cartão de memória misteriosamente sumiu! Só porque eu desliguei o celular!

Muitos momentos desapareceram, não só da viagem como outros! Para uma pessoa que gosta de conservar momentos e memórias como eu, perder isso foi como levar um tapa na cara, um soco no estômago! Isso me afetou tanto que eu perdi a empolgação de postar, tanto aqui, quanto no Instagram. Se eu já perco sequência de postagem normalmente, imagina com uma situação dessas!

O “prêmio de consolação” foi saber que as fotos da câmera ainda estavam lá, mas elas não provam que eu estive em Minas Gerais porque… eu não apareço nelas. Tirando umas 5 fotos que postei no meu Instagram pessoal e as histórias, não tenho mais nenhum registro do meu rosto em terrinhas mineiras.

Temos sempre que aprender algo com nossos erros, não? Eu recentemente voltei de uma viagem longa e maravilhosa para Bogotá! Eu iria visitar a terrinha há uns dois anos, e tive que cancelar a viagem abruptamente uma semana antes. Dessa vez correu tudo bem, e tenho muito conteúdo novo pra escrever, mas o mais importante foi que eu consegui salvar as fotos dessa viagem em lugares seguros, e mesmo que o meu telefone surte e apague tudo de novo, elas não se perderão!

Essa viagem me deu fôlego novo pra escrever, e quero muito poder compartilhar ao máximo tudo que vi e apreendi (fora as outras coisas que queria escrever sobre outros lugares e situações).

É isto. Obrigada por chegarem até aqui! :) <3