Parques da Disney na Flórida ou na Califórnia?

Olá, internet! Muitas pessoas já me perguntaram se haviam muitas diferenças entre os parques da Disney da Califórnia e da Flórida. Nesse post, vou explicar para vocês o que eu achei de cada parque, e quais valem mais a pena visitar.

Contexto

MK, seu lindo!

Vários locais do mundo possuem parques da Disney, como por exemplo Paris, Tóquio, Hong Kong e mais recentemente, Xangai.  Nos Estados Unidos existem dois parques, sendo um em cada costa: um parque se localiza em Anaheim, na Califórnia, e o mais famoso, que fica em Orlando.

O parque de Anaheim é o mais antigo de todos, e ele é conhecido como Disneyland (Disneylândia, aportuguesando). Inaugurado em 1955, ele foi uma aposta de Walt Disney em criar um parque moderno cujas estrelas seriam os personagens que já haviam aparecido nos filmes e curtas do estúdio.

Como todos sabemos, o parque foi um sucesso, o que estimulou Disney a fazer uma aposta muito mais ambiciosa: construir um parque para atender as necessidades da costa leste dos Estados Unidos, visando preencher o mercado consumidor de New York, DC, Boston e outras cidades.

Ele acabou escolhendo a parte central da Flórida como O local a ser construído, já que esta parte não era tão habitada quanto outros lugares da costa leste. Alguns anos se passaram e surgiu o Walt Disney World, como conhecemos hoje.

Características da Califórnia

Como falei antes, a Disneyland fica bem no meio da cidade de Anaheim, na Califórnia. Por causa dessas características, o acesso ao parque é muito mais fácil e rápido. A maioria dos hoteis (o meu, inclusive) oferecem uma espécie de transporte para o parque, que só é necessário o agendamento. Em alguns casos, as pessoas vão até andando, sem necessidade de transporte.

Achei o estacionamento do parque muito pequenininho! Tivemos que dar várias voltas até encontrar uma pessoa que estivesse saindo, daí colocamos o carro nesse lugar.

Outra característica da Disneyland é a localização de Downtown Disney. Ali, o DD é coladinho ao parque, tipo como se fosse uma entrada. Vale a pena dizer que na Califórnia, o Downtown Disney ainda possui esse nome, sendo que na Flórida isso mudou há pouco tempo.

Características da Flórida

Apesar de serem localizados em Orlando, os parques são meio isolados da cidade e de outros estabelecimentos. Isso foi feito de propósito por Walt Disney, pois ele queria dar essa sensação de distância e de espaço. Por causa disso, os parques de Orlando não parecem ser tão compactos quanto os da Califórnia.

Existem quatro parques temáticos na Flórida (fora os aquáticos), e estes são o Magic Kingdom, Animal Kingdom, Disney Hollywood Studios e o Epcot, cada um com seu espaço, seu estacionamento e sua independência. Diferentemente de Anaheim, a estrutura é bem mais espaçosa. O Disney Springs (o antigo Downtown Disney) também é diferente do da Califórnia, pois ao invés de se localizar na entrada do parque, ele fica bem longe deles.

Os hoteis que pertencem à Disney oferecem uma série de serviços de transporte (seja barco, ônibus ou monotrilho), mas outros não possuem essa comodidade. Vale ressaltar também que ter carro É MUITO NECESSÁRIO em Orlando por causa da distância.

Semelhanças entre os dois parques

Ariel

A principal semelhança entre a Disneyland (Califórnia) e o Walt Disney World (Flórida) são as atrações e as estruturas. Obviamente existem algumas coisas que existem na Califórnia, mas não na Flórida, ou vice-versa.

Por exemplo, seções dos parques como a Main Street USA, Tomorrowland, Fantasyland, Frontierland e o Adventureland existem em ambos os parques. Claro que elas não são iguais 100%, mas o clima, estilo e decoração são semelhantes.

Algumas atrações existem em ambos os Magic Kingdoms (MK) como o Piratas do Caribe, a Mansão Mal Assombrada, o Jungle Cruise, a Space Mountain e a Big Thunder, fora muitas outras. No MK da Califórnia, existe o Fantasmic, atração que na Flórida já é apresentada no Hollywood Studios.

Só dei alguns exemplos, pois existem muuitas atrações que fazem parte de ambos os parques, porém em contextos diferentes.

Qual dos dois devo visitar?

Você vai gostar da Disneylândia caso o seu foco de viagem não seja somente nos parques. Se você tiver interesse em conhecer outros lugares pela região que possuam museus e belas paisagens, a Califórnia pode ser seu destino ideal!

Mas caso seu foco seja mais nos parques e em compras, Orlando parece ser a melhor opção! A variedade de shoppings e outlets é bem maior, e os parques, querendo ou não, são mais completos. Mas em compensação, a Flórida não é tão bonita (em termos de paisagens) quanto a Califórnia.

Espero que esse post tenha ajudado. Até logo! :)

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10 cidades históricas para você conhecer na Colômbia

Quando os brasileiros resolvem conhecer a Colômbia, normalmente ficam no eixo Bogotá – Cartagena – San Andrés. É compreensível, pois esses são os três locais mais falados no país, mas assim como o Brasil não se resume a somente Rio e São Paulo, a Colômbia também possui muitos outros lugares maravilhosos não tão frequentados por turistas.

Puxando um pouco a brasa para minha sardinha, hoje vou falar sobre 8 cidades coloniais que existem no departamento de Boyacá, onde ficam as origens da minha família. A região é linda, e é uma pena que poucas pessoas conheçam esse lugar.

Os textos vão ser bem reduzidos devido a quantidade de itens, mas o que está aqui é o suficiente para termos uma visão geral de cada cidade!

  1. Tunja (Pop: 191.000 hab)

Tunja é a capital de Boyacá, a cidade mais populosa do departamento, e ela é uma das cidades mais antigas do país, já que foi fundada em 1539. Com tanto tempo de história (pensando bem, essa cidade tem quase a idade do Brasil!), muitas construções da cidade ainda são antigas, especialmente as que se localizam na região central.

Existe uma parte da cidade chamada de Centro Histórico, cujo coração fica na Plaza de Bolívar. A partir de lá é muito gostoso caminhar pelas suas ruas de paralelepípedos, onde os prédios de dois pavimentos ainda te dão a sensação de volta ao tempo.

Tunja fica apenas a duas horas de Bogotá. Já fui de carro e ônibus para lá: a estrada é boa, e a rodoviária não fica muito longe dos principais pontos de interesse da cidade.

2. Villa de Leyva (Pop: 17.000 hab)

Assim como Tunja, Villa de Leyva é uma cidade muito antiga e que preserva muito seu passado colonial com características espanholas. Fundada em 1572, essa cidadezinha é um dos pontos turísticos mais reconhecidos no país por sua beleza histórica. Provavelmente de toda essa lista, esta é a cidade com mais turistas e curiosos a visitando.

Villa de Leyva possui todo seu centro pavimentado com paralelepípedos, e assim como o centro de Tunja, é muito gostosa para se caminhar, apreciando as casinhas coloniais em estilo espanhol. A diferença entre ela e outras cidades da região é que ela não cresceu muito, então seu “todo” é mais uniforme. Perto dali, se encontra o Centro de Investigaciones Paleontológicas, um dos principais centros de estudo sobre o assunto do país.

Uma outra característica sobre Villa de Leyva é que ela fica num vale, ou seja, temos que descer a montanha para chegar até lá, sendo que a grande parte das cidades boyacenses ficam no alto. Isso fez o meu ouvido estalar muito, e juro que doeu bastante *insira emoji rindo aqui*

3. Paipa (Pop: 31.000 hab)

Lanceros del Pantano de Vargas

Paipa é uma cidade que eu costumava frequentar bastante. Também pequenininha, ela possui um centro com uma linda catedral e prédios antigos ao redor, mas diferente de outras cidades da lista, ela possui uma mescla de passado e presente que combina bastante.

Paipa também é uma das cidades que conheci que conseguem criar uma simbiose de rural+urbano bem interessante. Prédios bonitos e modernos convivem lado a lado com casinhas antigas, com muitos detalhes de madeira tipicamente colombianos.

E falando de história, um dos lugares mais importantes da história da Colombia se localiza dentro do município de Paipa, mas ainda longe do centro da cidade. O Pântano de Vargas foi o local da batalha decisiva das tropas de Bolívar contra os espanhóis, e com isso, a independência da Gran Colombia veio às custas de muitos boyacenses.

Outra atração famosa de Paipa são seus banhos termais. Como a cidade se localiza em cima de uma espécie de “ponto quente”, as águas são bem quentes, o que ajuda a melhorar o turismo dali.

4. Chiquinquirá (Pop: 65.500 hab)

Chiquinquirá (sim, muitas cidades nessa região terminam com “rá”) é uma das cidades mais novas dessa lista, fundada apenas nos anos 1800. Ela é uma das maiores cidades de Boyacá, e muitas partes da cidade são bem modernas, mas seu centro ainda guarda muitas características coloniais antigas.

Provavelmente o maior interesse da cidade é a Basílica da Virgem de Chiquinquirá, que é uma bela igreja que lembra muito as catedrais de outras cidades pela América Latina, ainda que menor. Ela se localiza na Plaza de Bolívar (sim, também exstem muitas Plazas que levam o nome do Libertador na Colômbia), que também são rodeadas pelas famosas casinhas coloniais com detalhes em madeira.

O Palácio da Cultura também é um ponto de interesse bem importante de Chiquinquirá, e é considerado um monumento nacional.

5. Monguí (Pop: 4.900 hab)

Algumas listas de jornais da Colômbia e do Exterior sempre listam Monguí como um dos povoados mais bonitos do país. Fundada no século XVII, Monguí não cresceu muito, e toda sua cidade se mantém fiel ao que era há séculos atrás.

Eu não conheço a Espanha, mas pelas fotos me parece que Monguí me lembra muito a cidade de Ronda (que é um dos meus lugares de sonho para visitar), e a temperatura é bem agradável para quem gosta de frio. A temperatura média fica na casa dos 13 graus por boa parte do ano.

Uma curiosidade sobre Monguí é que ela também é conhecida como um pólo importante para a confecção de bolas de futebol, devido à qualidade do couro da região.

6. Ráquira (Pop: 13.500 hab)

Ráquira é uma das cidades que jamais vou esquecer na vida. Esse povoado é pequenininho, mas é muito conhecido pelas suas casas coloridas que vendem artesanatos. Muitos habitantes da cidade se tornaram artesãos, e com isso, o comércio desses produtos atrai consumidores de toda a região.

As principais ruas da cidade me lembram muito do Caminito em Buenos Aires: casinhas coloridas bem decoradas com cores vibrantes.

Compramos muitos desses artesanatos para decorar a nossa casa! O meu favorito de todos é essa tapeçaria (foto abaixo) que colocamos uma moldura.

7. El Cocuy (Pop: 5.200 hab)

El Cocuy é uma pequena cidade localizada bem ao norte de Boyacá, quase na fronteira com a Venezuela. Com isso, já imaginamos que essa cidadezinha fica bem mais longe de Tunja e outras cidades desta lista.

Assim como a maioria das cidades dessa lista, ela ainda preserva uma ou outra característica colonial espanhola, mas ela é visada por muitos mochileiros como um dos pontos de início para explorar a Sierra Nevada.

A partir de El Cocuy existem várias trilhas de exploração para o Parque Nacional Sierra Nevada, que é um dos destinos mais bonitos, mas também é um dos mais subestimados da Colômbia. Eu mesma queria muito conhecer a Sierra Nevada, mas ainda me faltam culhões de exploradora. Enquanto isso, fico com as cidades coloniais. :)

8. Sotaquirá (Pop: 7.500 hab)

Pracinha de Sotaquirá

Claro que Sotaquirá não poderia ficar de fora desta lista! A cidade natal do meu avô e de boa parte dos meus parentes é linda! A maioria de suas casas segue um padrão de telhados laranja, paredes divididas entre o branco e o verde, e para completar, lindos detalhes em madeira por todos os lugares!

Eu já fiz um post só sobre Sotaquirá, mas tem algum tempo. Desde então eu não voltei lá, então infelizmente não possuo informações mais novas. Ali existem vistas maravilhosas, e curiosamente o meu local favorito é o cemitério. A sua vista é fantástica, e me traz uma paz de espírito sensacional! Não tem como não amar a minha Boyacá!

A Galeria Vittorio Emanuele II e seus detalhes

Quando as pessoas pensam em Milão, uma das primeiras imagens a aparecer é a da famosa Galleria Vittorio Emanuele II, com suas lojas requintadas cheias de turistas e habitantes locais dispostos a gastar bastante. A Galleria se encontra na Piazza Duomo, onde também se encontra a igreja com o mesmo nome.

Galleria Vittorio Emanuele II vista de dentro

Galleria Vittorio Emanuele II vista de dentro

O que é?

A Galleria Vittorio Emanuele II é um um dos shoppings mais antigos e conhecidos do mundo. Ela foi construída entre 1865 e 1877 e ela possui esse nome em homenagem ao primeiro rei da Itália após a reunificação, Vítor Emanuel II, nome aportuguesado para Vittorio Emanuele II.

Ali se encontram diversas lojas de luxo que são bem conhecidas nossas, como a Louis Vuitton, a Prada, e diversos cafés bem finos. Sobre essas lojas caras, não é raro de se encontrar turistas tirando foto na frente das vitrines, pois afinal de contas, ainda não é todo mundo que pode fazer compras muito exuberantes.

O prédio onde se encontra a Galleria é bem bonito e exuberante, especialmente à noite quando as luzes se acendem, mostrando todo o esplendor do luxo! Quem tiver tempo passando por lá, pode (na verdade, deve) passar ali apreciando todos os detalhes! As pessoas, a arquitetura, as lojas, e o clima de estar ali já faz a visita valer a pena (mesmo, em muitos casos, sem poder comprar nada, haha).

Galleria e Duomo

Galleria e Duomo

Onde fica?

A Galleria Vittorio Emanuele II tem forma de cruz e se encontra entre a Piazza Duomo e a Piazza della Scala.

Sugiro descer na estação de metrô Duomo linhas M1 (vermelha) e M3 (amarela), e depois de apreciar a Piazza Duomo, seguir direto pela Galleria até a Piazza della Scalla, onde existe a estátua do Leonardo da Vinci, o Teatro alla Scala e o Palazzo Marino, onde é possível de se visitar.

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Mapa de Milão: Galleria Vittorio Emanuele II no centro, Duomo em baixo e Piazza della Scala em cima.

Como já é de costumes em lugares famosos (vide pisar no marco zero de Paris para poder voltar à cidade e passar a mão na cabeça do menino Jesus na Charles Bridge em Praga para ter fertilidade), a Galleria também tem sua própria superstição. Existe um mosaico de touro no chão, e muitas pessoas dão três voltas com o calcanhar direito bem nos testículos do touro! Diz que dá sorte, mas confesso que nem tentei fazer isso. :)

A Galleria é conhecida como a “sala de visitas de Milão”, e não é por menos que esse lindo monumento encanta muita gente. Além da Galleria, obviamente existem outras coisas para se fazer na cidade, que aos poucos vou postando por aqui. Fiquem atentos aos próximos posts!

Acompanhe também: Passear ao ar livre em Milão

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Por fim, a Citadella

A Citadella é provavelmente o lugar onde dá para se ver a maior parte de Budapeste. Particularmente acho que a vista mais bonita da cidade fica no Bastião dos Pescadores, mas a Citadella é igualmente impressionante e é ponto indispensável para conhecer em Budapeste.

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Budapeste vista da Citadella

Tanto o Bastião dos Pescadores quanto a Citadella possuem significados especiais para mim, e são símbolos dessa epopeia húngara que vivi. O Bastião foi um dos lugares que conheci no meu primeiro dia em Budapeste; já a Citadella foi o último lugar que conheci na capital húngara.

Logo nos primeiros posts do blog, escrevi um relato curto sobre esse dia. Aquele dia foi tão fantástico e maravilhoso que eu não queria que terminasse nunca! Só ficam as boas memórias e o agradecimento.

Acompanhe também: O dia em que o tempo parou

Origens

A Citadella é uma antiga fortificação húngara localizada no topo da colina Gellért (Gellért Hill) construída em 1848, no ápice da revolução húngara.O nome Citadella já dá a entender que o local tem características de uma fortaleza.

Ela fica no lado de Buda (Buda é montanhosa, enquanto Peste é uma planície), e o fato dela estar no topo de um morro, indica que sua localização foi completamente estratégica em termos militares durante as revoltas contra os Habsburgos e a ocupação soviética.

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Em memória de todos aqueles que sacrificaram suas vidas pela liberdade e independência da Hungria

O que fazer na Citadella?

Hoje em dia o local não tem mais a maioria das características militares que outrora possuiu. Algumas muralhas foram derrubadas, mas a maior parte da estrutura original permanece.

Um mirante foi construído na ponta da Citadella, e é possível passar bastante tempo só admirando o Danúbio, a cidade e tentando descobrir suas ruas principais. Próximo ao mirante também se encontra a Estátua da Liberdade: construída para homenagear os húngaros mortos durante os períodos de opressão.

Na Citadella também se encontra o museu do Exército: uma série de bunkers decorados de uma maneira que te fazem voltar no tempo, durante a época das guerras.

Além do mirante e do museu, ainda é possível explorar a colina Gellért a pé, já que existem uma série de trilhas que a rodeiam do sopé até o topo. Mas obviamente, é necessário disposição, já que ali é uma subida.

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Despedida de Budapeste

Como citei no início do texto, esse foi o último lugar que conheci em Budapeste. Era um sábado e o meu voo para o Brasil seria na segunda de manhã. Naquele dia, o Zsolt me ligou e perguntou se eu queria dar uma volta com ele em algum lugar, mas não podia demorar já que ele possuía um compromisso à tarde.

Nessa altura eu já havia entregado as chaves do meu apartamento e estava hospedada num hotel mais ao centro da cidade. Depois de um certo horário, o Zsolt apareceu e perguntou se eu já havia conhecido a Citadella. Eu disse que não e ele me levou lá.

Nós conversamos muito durante o trajeto, e até hoje agradeço pela pessoa incrível e super prestativa que o Zsolt acabou se tornando durante toda essa viagem. Caminhamos pela maior parte do trajeto, tiramos muitas fotos e voltamos pro hotel.

Eu estava tão pra baixo naquele dia, já que a melancolia estava batendo: a maioria dos meus amigos próximos já havia ido embora. Na noite anterior tinha acontecido minha festa de despedida, com muitos rostos novos que iriam continuar a experiência que iniciei. Na sexta à noite me despedi da maioria deles, já que eu não os veria mais.

Receber a ligação do Zsolt me alegrou muito! Foi ótimo conhecer um lugar novo, e ainda em ótima companhia. Ainda nos veríamos, já que ele insistiu em me levar pro aeroporto na segunda feira.

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Mirante

Vale a pena conhecer a Citadella?

Então, voltando ao intuito mais informativo do post, acho que vale a pena conhecer a Citadella quando já se conheceu a maior parte das atrações de Budapeste. Como a Citadella fica bem longe do centro, ir até lá exige um pouco de tempo livre, pois acredito que a intenção da maioria das pessoas que visitam lá não é de chegar, bater umas fotos e ir embora: conhecer o bunker, comer em algum restaurante típico e andar pelas trilhas pode ser uma opção interessante para quem tem tempo e disposição.

A distância também foi um dos motivos pelo qual eu levei tanto tempo para conhecer o local! O único transporte público que chega até lá é ônibus, e como não conhecia Buda tão bem, sempre deixava para depois. Tive sorte pois o Zsolt me levou de carro até lá!

Mas enfim, o local é lindo, mas eu passaria a visita caso não tivesse muito tempo livre.

 

Uma tarde no Pier 39

Olá a todos! Quando fomos a São Francisco, listamos uma série de lugares que pretendíamos conhecer, e muitos deles bem diferentes entre si tipo a Union Square, Chinatown, Lombard Street, Alcatraz, Golden Gate, Japanese Tea Garden, Haight Ashbury, entre outros.

Um dos lugares pretendidos era o Pier 39, local turístico na orla de São Francisco que possui uma série de lojas e restaurantes, e vou já contar como foi essa tarde por lá.

 

Placa indicativa no Pier 39

Placa indicativa no Pier 39

Então, a programação para aquele dia envolvia visitar Alcatraz, depois almoçar em algum lugar no Pier 39, e em seguida iríamos conhecer o resto da atração. Pois bem, primeiramente seguimos nosso roteiro e visitamos Alcatraz, e acabamos passando um bom tempo na ilha. O ponto de partida até esta prisão sai do Pier 33, uns 5 minutinhos de caminhada a partir do Pier 39.

Acompanhe também: Visita em Alcatraz

Mapa do Pier 39

Mapa do Pier 39

Como nosso ingresso para Alcatraz era para as 12:30 e considerando que passamos pelo menos umas duas horas visitando a prisão mais conhecida do mundo, imagine que já fomos almoçar bem tarde. Ao voltar para o continente a prioridade era encontrar um restaurante, e como estávamos em São Francisco, queríamos frutos do mar.

Enfim, escolhemos o Wipeout Bar & Grill, mais ou menos próximo do início da entrada do Pier 39. Tinha muita gente comendo ali, e geralmente partimos do pressuposto de que “se tá cheio, é bom”, e acabamos acertando! Pedi um combinado de salmão, peixe espada e camarão grelhados, e achei delicioso! Foi a minha primeira vez comendo peixe espada e achei sensacional!

Esse prato tava MUITO bom!

Esse prato tava MUITO bom!

Depois do almoço, caminhamos por toda a extensão do Pier 39, e adorei muita coisa que vi pelo caminho! Vou listar aqui alguns destaques:

O carrossel que fica no Pier 39 é lindo! Ele tem dois andares, é bem decorado, e as crianças adoraram passear lá! Ele foi pintado na Itália e possui vários desenhos, dentre eles, atrações turísticas de San Fran como a Golden Gate e a Lombard Street.

Carrossel do Pier 39

Carrossel do Pier 39

Vocês lembram do filme “Quero ser grande” que o Tom Hanks fica dançando em cima de um piso/teclado musical gigante? Essa foi a inspiração para a Musical Stairs: cada degrau emite um som de teclado quando pisado! É bem divertido (até para os adultos) subirem e descerem essas escadas!

Musical stairs

Musical stairs

A Marina do Pier 39 possui mais de 300 docks para pessoas que tem interesses em deixar seus barcos lá mediante aluguel. Isso não atrai tanto os turistas, mas rende várias fotos boas.

Marina

Marina

O Hard Rock Café de São Francisco fica localizado bem na entrada do Pier 39. Para quem quer fugir de frutos do mar e comer um tradicional sanduíche, ali é a melhor escolha. Mas se não for pra comer, pelo menos vá para o gift shop da loja!

O Pier 39 possui várias lojas de lembrancinhas de São Francisco. Comprei muitas coisinhas legais lá, com o intuito de colocar na minha prateleira de coisinhas de viagem. O meu favorito é o mini bondinho.

O bondinho de São Francisco ao lado da Mafalda, do mate e de Hagia Sofia

O bondinho de São Francisco ao lado da Mafalda, do mate e de Hagia Sofia

Uma loja que adorei foi a Candy Baron, que como o nome já diz, vende doces. Ali tem todo tipo de doce possível e imaginável, e minha vontade era de sair provando de tudo um pouco!

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Doces!

Tinham tantas outras lojas que entrei e não tirei foto! Fora isso, vale a pena ressaltar o Aquarium of the Bay: o plano era visitá-lo, mas desistimos em cima da hora pelo fato de que já iríamos visitar o Monterey Bay Aquarium (então pra quê visitar dois aquários pra ver a mesma coisa?). Mas como falei em outro post, acabamos não visitando o Monterey Bay Aquarium também, haha. Moral da história: visite o Aquarium of the Bay! Os relatos que vejo em outros sites parecem ser muito positivos.

Acompanhe também: Algumas horas em Monterey

Pier

Pier

Então é isso! Passamos horas muito agradáveis visitando Alcatraz e o Pier 39, e é uma visita muito recomendada. Uma dica é levar bastante dinheiro! Os motivos são principalmente dois: ali é uma zona turística, então especialmente os restaurantes vão ser um pouco mais caros que outros lugares, mas nada tão absurdo; e claro, existem tantas besteirinhas pelo caminho que dá vontade de comprar tudo!

A basílica e a mão incorruptível

Na maior parte das cidades da Europa, as igrejas e catedrais são pontos turísticos notáveis, cuja história muitas vezes se mistura com a do local em questão.  Em Budapeste, isso não é diferente. Uma das principais atrações turísticas da cidade é a Basílica de Santo Estevão, tema do post de hoje.

Basílica de Santo Estêvão

Basílica de Santo Estêvão

O que é?

Seu nome em húngaro é Szent István-bazilika, e esta é uma basílica católica romana localizada no centro de Budapeste. Ela é a principal igreja do país e o prédio mais alto da capital da Hungria, dividindo o posto com o Parlamento Húngaro.

Em frente à Basílica

Em frente à Basílica

O local é considerado um ponto de referência para a fé católica no país, e seu prédio faz jus a toda a atenção recebida. A basílica ainda possui uma pequena coleção de joias e artigos, inclusive uma suposta parte do corpo do Santo Estêvão.

Esta basílica foi construída em homenagem à Santo Estêvão (István, em húngaro), primeiro rei da Hungria e fundador do país.

Quem foi Santo Estêvão?

Como disse um pouco acima, Szent István foi o primeiro rei da Hungria, e por causa disso, é também considerado o fundador da nação húngara. Não se sabe ao certo o ano de seu nascimento, mas estima-se que ele viveu entre os anos de 975 a 1038.

Sua canonização aconteceu poucos anos depois, em 1083, pelo Papa Gregório VII. Desde então, a figura de Santo Estêvão é associada com o orgulho e poder húngaro, caminhos traçados igualmente por seus objetos.

Um dos símbolos húngaros mais conhecidos é a coroa utilizada por Santo Estêvão, com a cruz torta. Essa coroa é retratada em diversos monumentos por todo o país, inclusive estando presente no brasão oficial (coat of arms) da Hungria.

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/34/Coat_of_arms_of_Hungary.svg/2000px-Coat_of_arms_of_Hungary.svg.png

Uma réplica da coroa se encontra na Basílica, onde ficam alguns tesouros. Porém a original se encontra no Parlamento húngaro, inclusive à vista de visitantes que fazem o tour dentro do local.

Santa coroa húngara (câmera meh e sem flash dá nisso, né?)

Santa coroa húngara
(câmera meh e sem flash dá nisso, né?)

Dentro da Basílica

A visita dentro da basílica é gratuita, e seu interior é muito bonito. Eu diria que a Basílica de Santo Estêvão de Budapeste é muito mais bonita que a sua catedral de mesmo nome de Viena. Os tamanhos nem se comparam, muito menos os adornos do local!

P.S.1: Não pode tirar fotos com flash no interior da Basílica.
P.S.2: Minha câmera não era tão boa na época, muitas fotos saíram tremidas.

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A mão incorruptível

Santo Estêvão possui uma imagem considerada ilibada, e para a posteridade, sua figura é lembrada como se fosse incorruptível. Para tanto, sua mão foi mumificada e conservada, estando às vistas do público que visita a Basílica. Provavelmente a mão é o ponto alto do passeio, e não deixe de vê-la!

 

Urna onde se localiza a mão

Urna onde se localiza a mão

História da mão

História da mão

Como chegar até lá?

A Basílica se localiza bem no coração de Budapeste e existem várias maneiras de chegar até lá. A estação de metrô mais próxima é a Déak Ferenc Ter, a principal da cidade, e que é interseção para as linhas M1, M2 e M3 (amarelo, vermelho e verde). Também dá para chegar de tram, em estação com o mesmo nome.

Praça em frente

Praça em frente

Quanto é o tempo de visita?

Eu diria que entre 1h e 1h30 é o suficiente para fazer uma boa visita na Basílica e nos seus tesouros. Por estar numa localização central, dá para emendar a visita na Basílica com outros passeios, como o Parlamento Húngaro e diria que até a Ópera de Budapeste.

Essa é uma região na cidade muito gostosa de caminhar, cheia de prédios antigos, avenidas largas, lojas e restaurantes. Com a abundância de transportes públicos, não é difícil nem o acesso, nem a oportunidade de visitar outras coisas depois.

Castelo de Bratislava e minhas impressões

Olá, todo mundo! Quando eu morava em Budapeste, escrevi esse post aqui sobre uma viagem bate-e-volta até Bratislava, capital da Eslováquia. Fomos de trem, um grupo de 12 amigos buscando conhecer um local novo num feriado. A viagem foi muito agradável, e contei o relato completo do dia no post.

Um dos lugares que visitamos na capital eslovaca foi o Castelo de Bratislava (Bratislavský Hrad), localizado no alto de uma colina.

Castelo de Bratislava

Castelo de Bratislava

Como chegar até o Castelo de Bratislava?

O castelo não fica ~exatamente~ no centro histórico de Bratislava, mas é bem pertinho. O nosso ponto de referência foi a praça principal da cidade, local com vários restaurantes e bistrôs ao ar livre. Seguindo à direita, encontramos a Catedral de São Martim, uma bonita igreja pelo lado de fora, mas nada demais.

Catedral

Catedral

Daquela posição, já dava para ver que o castelo estava bem perto, mas teríamos que atravessar uma avenida que culmina numa ponte que atravessa o rio Danúbio. Ah, e essa ponte é a que possui o restaurante Ovni, um dos marcos da cidade.

Prestes a iniciar a subida

Prestes a iniciar a subida

Para atravessar a avenida, existe uma passagem subterrânea que leva ao outro lado, cheia de graffiti e pixos, não era um local muito bem cuidado. Saindo de lá, a subida propriamente dita até o Castelo de Bratislava começa na rua Blebavého, que é uma ruelinha de paralelepípedos íngreme.

A subida

Que subida horrorosa! Por muitas vezes pensei em desistir da caminhada, pois parecia que eu não aguentaria mais! Mas todas as vezes eu olhava para o lado e me impressionava com a vista, o que era uma motivação extra para continuar caminhando. Também agradeço as minhas amigas que me motivaram e caminhavam devagar para me ajudar a andar!

Mais escadas até o castelo!

Mais escadas até o castelo!

Chegou uma determinada hora que passamos pelo Portão Leopoldo, que é tipo o marco de entrada do castelo. Ali é íngreme também, e o piso de paralelepípedo não ajudava.

Após a passagem pelo portão, estava crente que eu já estaria chegando no topo do castelo, comecei a me empolgar achando que finalmente a subida estaria chegando ao fim, até que eu vi uma escadaria enorme para chegar até lá em cima! Eu quase entrei em desespero! Seriam mais alguns lances de escada até o destino final – mais uma peça que a vida me pregou!

O castelo e a vista

Sobrevivi e cheguei no topo! Foi difícil, foi sofrido, mas estava lá! Mas a moeda (como sempre) tinha dois lados.

Primeiro, tenho que falar da vista! Só de observar a cidade inteirinha lá de cima já compensou todo o esforço sofrido para chegar até lá. Acho que dava até pra ver a Áustria de lá de cima, já que Bratislava fica bem na fronteira entre a Eslováquia e seu vizinho germânico.

Parte da vista de Bratislava

Parte da vista de Bratislava

O vento que batia era bem gostoso, e todos nós tiramos muitas fotos, de várias maneiras. Todos jovens felizes e empolgados, foi muito bom estarmos todos juntos!

O segundo lado da moeda foi o castelo, justamente o motivo de todo nosso esforço para subir até lá. Honestamente, achei o Castelo de Bratislava nada demais. Todo branco por dentro e por fora, um amigo disse que parecia um convento, e não um castelo.

Foto torta da parte de dentro do castelo

Foto torta da parte de dentro do castelo

Realmente de perto, achei o castelo meio meh, já que ele não possui nem cor, nem arquitetura vibrante. Uma razão para isso deve ser as alterações que o Castelo de Bratislava sofreu durante toda a sua história, devido a guerras e outros tipos de deterioração. É possível que parte de seu estilo original tenha sido mudado com o passar do tempo.

O Castelo pode ser visto de vários ângulos por muitas partes da cidade. Dessa perspectiva, visto de longe, o castelo (na minha opinião) é mais bonito, ajudando a adicionar um toque medieval à paisagem urbana de Bratislava.

Quando nós fomos, estava acontecendo uma exposição fotográfica, grátis. Não entrei pois estava tirando fotos do lado de fora, mas os meus amigos chineses e filipinos entraram rapidamente. Segundo eles, não era nada demais (tanto é que eles saíram bem rápido dali).

Mas então, vale a pena visitar o Castelo de Bratislava?

Sim, vale! A vista da cidade é bem bonita, o que na minha opinião é o que mais encanta dali. O castelo em si, como disse, não me chamou tanta atenção, mas é melhor ir conhecer com seus próprios olhos e tirar suas próprias conclusões.

Bratislava from above

Bratislava from above

O entorno do castelo durante a subida é bem bonitinho e pitoresco (adoro essa palavra), mas fica a dica de ir usando um bom tênis e carregue uma garrafinha de água para se hidratar durante o caminho.

 

 

Passeio de barco na Amazônia

Oi gente! Acho que já devo ter comentado isso em posts anteriores, mas 2016 está sendo um ano bem fraquinho em relação a viagens para mim. Não gosto de não ter assunto para comentar aqui, o que me deixa bem triste pois sempre gosto de ficar atualizando tudo que eu passo e aprendo em experiências fora da minha cidade. Mas chega de choro e vamos à luta! Creio que em breve terei novidades para contar, e hoje vou falar sobre o itinerário de um passeio que fiz semana passada.

Então, aqui em Manaus existe uma série de empresas de turismo que fazem um passeio de barco pelos arredores da cidade, mostrando uma “palhinha” do que há de melhor da Amazônia. Com o almoço e água inclusos o passeio ainda oferecia:

  • Ida ao Encontro das Águas;
  • Visita à comunidade do Catalão;
  • Fotos com preguiça, cobra e jacaré;
  • Avistamento da Vitória Régia;
  • Ida no pesque e pague com direito à mergulho no rio;
  • Nado com os botos;
  • Visita à tribo indígena.

O passeio custou R$ 120 e até onde eu sei se encontra na faixa média de preços aplicados pela maioria das empresas do segmento. Geralmente esses passeios ocorrem na sexta, sábado e domingo, e tem uma duração de aproximadamente 7 horas. Acho interessante você não marcar nada no resto do dia, pois esse é um passeio extremamente gratificante, porém cansativo.

Então, saímos do Porto de Manaus localizado próximo à Praça da Matriz às 9 horas da manhã, num lindo sábado ensolarado. Sorte nossa que não choveu, e ainda pegamos uma boa época do ano para navegar. Agora no final de maio e início de junho é que tradicionalmente os rios se encontram mais cheios, e em 2016 o nível do rio não subiu tanto, comparado a outros anos como 2012, onde aconteceu a “cheia histórica” que inclusive alagou várias ruas no Centro da cidade. Entre meados de outubro e novembro o rio se encontra muito baixo, às vezes impedindo a navegação por certos trechos, o que não é tão interessante para o turista.

A primeira parada era o Encontro das Águas, que obviamente tem esse nome por ser o ponto de encontro entre os rios Negro e Solimões. As águas dos dois grandes rios nunca se misturam por diferenças de velocidade, temperatura e pH, o que deixa uma divisão óbvia para todos aqueles que passam por ali.

O rio Negro é o que banha quase toda a orla de Manaus, com águas escuras e ácidas. A nascente deste rio se encontra na Colômbia, e desce pela região noroeste do Amazonas, passando pelos municípios de São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos (que foi a primeira capital do Amazonas nos anos 1800). Para fins de curiosidade, o rio Negro também abriga os dois maiores arquipélagos fluviais do mundo: Mariuá e Anavilhanas.

Já o rio Solimões nasce no Peru, e aos poucos é alimentado por diversos rios tributários, e também aos poucos vai aumentando de largura e intensidade. De fato, o rio só se chama “Solimões” ao passar da tríplice fronteira Brasil-Peru-Colômbia, na cidade de Tabatinga. Após o Encontro das Águas, o Solimões passa a ser conhecido como rio Amazonas, e assim fica até a foz no Atlântico.

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Bem, existem alguns passeios em que é possível mergulhar no Encontro das Águas! Nesse não pudemos, por causa do tempo corrido. (O que pra mim está ótimo, risos)

Bem, em seguida passamos na frente da comunidade do Catalão, que tem todas as suas casas flutuantes! Tanto os “flutuantes” como as “palafitas” são tipos de construções bem presentes nas margens dos rios da Amazônia. Os flutuantes são construídos em cima de uma espécie de tonéis que flutuam na Água, assim a estrutura segue a altura dos rios o ano inteiro. Já as palafitas são construídas um pouco mais altas da terra, mas nem sempre elas são seguras, especialmente no caso de uma cheia muito forte que pode ultrapassar a altura do assoalho das casas.

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Flutuantes, atrás da vegetação

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Flutuantes

Palafitas ao longe

Palafitas ao longe

Essas comunidades são muito interessantes e se espalham ao redor dos rios da Amazônia. Seus habitantes geralmente são conhecido como “ribeirinhos” e sobrevivem da própria subsistência.

Enfim, logo após paramos numa pequena casa localizada no flutuante onde a família cria os animais que os turistas tiram foto: geralmente são a preguiça, a cobra e o jacaré. Eu não tive coragem de segurar a cobra e o jacaré, porém matei a curiosidade de saber como é a textura da pele deles!

Sandy e a preguiça

Eu e a preguiça

Para aqueles que acreditam que essa exposição dos animais é crueldade, não se espantem ao saber que essa prática de turistas tirarem foto é bem comum. E sendo daqui e conhecendo a realidade da região, não tem como ver maldade nisso. As famílias cuidam desses animais como se fossem domésticos e recebem comissão das empresas de turismo, o que acaba sendo uma espécie de fonte de renda para as elas.

Enfim, seguimos caminho e chegamos ao flutuante onde almoçaríamos. É bem comum irmos a flutuantes próximos à cidade no fim de semana, porém esse que fomos era mais direcionado ao turismo do que entretenimento, como os mais populares. Nesse flutuante também pudemos ver as Vitórias Régias, provavelmente uma das plantas mais reconhecidas da Amazônia.

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Essas plantas são bem grandes e reza a lenda de que elas aguentam o peso de uma criança pequena. Existem relatos de vitórias-régias encontradas com 2 metros de diâmetro, mas as mais comumente encontradas variam entre 1 e 1,5 metro de diâmetro.

Esse flutuante, assim como vários outros nas proximidades possui uma lojinha com souvenirs indispensáveis para quem vem à Amazônia. Porém acredito que existem locais mais baratos, como na feirinha da Eduardo Ribeiro aos domingos.

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Enfim, após o almoço fomos a um pesque e pague onde podíamos “pescar” o Pirarucu! Esse peixe é enorme, às vezes chegando a 2 metros de comprimento. Eu coloquei pescar entre aspas por que esse peixe não se pesca com vara, e sim com rede, devido ao peso e força do bicho! Mesmo assim, às vezes é necessário ter mais de um homem na água para ajudar com a rede.

Decidimos pagar 10 reais por 3 tentativas. Mesmo sabendo que não ia dar certo, foi ótimo sentir a força desse animal! Ele pega a isca com uma força descomunal, tendo que ter muita força nos braços! Vale lembrar que o pirarucu é ameaçado de extinção, e sua pesca só é permitida em viveiros autorizados. Até para levar a carne do peixe para fora de Manaus, por avião é necessária uma burocracia imensa, precisando apresentar nota fiscal e tudo.

No momento que pega a isca

No momento que pega a isca

Ainda dava para mergulhar ali, mas fiquei receosa por que ao meu ver, aquela área parecia ser ideal para os jacarés. Sou medrosa mesmo e admito, hehe.

Então, de lá partimos para nadar com os botos! A viagem seria longa, aproximadamente uma hora pelo rio Negro. Chegando lá, tomei coragem e fui nadar com os lindos!

Eu já tinha tido essa experiência anteriormente em Novo Airão, porém valeria a pena tentar uma segunda vez. Os botos ali eram de cor cinza, também conhecido como boto tucuxi. Eles são muito dóceis, gostam de brincar e de fazer gracinhas com as pessoas. A textura de sua pele lembra a de borracha, e esses minutos com os botos na água foram cheios de “oooohhs” e “ooownnns”.

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Vale lembrar da “lenda do boto”! Dizia que o boto em noite de lua cheia, se transformava em homem e vagava pelas praias dos rios à procura de mulheres para seduzir. Geralmente elas engravidavam e diziam que a criança era filha do boto. Hoje em dia percebemos que era uma desculpa que as meninas davam para os pais para justificar os filhos que nasciam antes do casamento.

Para finalizar, chegamos na tribo indígena. Existem algumas agências de turismo daqui de Manaus que oferecem uma estadia de fim de semana completo em algumas tribos, porém o nosso caso foi apenas uma visita rápida mesmo. Eles se apresentaram, fizeram umas danças típicas e no final nos chamaram para dançar com eles!

Tivemos tempo de comprar algumas lembrancinhas indígenas. Eu comprei uma flauta, daquelas tipo peruanas, e foi meu único investimento em souvenirs por toda a viagem.

A oca principal

A oca principal

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Amazonas, Brasil!!

Amazonas, Brasil!!

Assim o nosso passeio terminou. O dia foi repleto de paisagens incríveis, sensações inesquecíveis e claro, sentindo o grande prazer de fazer parte disso, de ser amazônida! As minhas amigas de São Paulo que estavam junto comigo procuraram se entregar ao clima e amaram a experiência! Esse tipo de turismo de aventura é essencial para quem quer visitar Manaus, e com certeza é um investimento que vale a pena!

Curiosidades e fatos sobre Manaus

Olá todo mundo! Hoje eu vou compartilhar com vocês algumas coisas sobre a minha querida cidade de Manaus e também sobre a linda Amazônia que nos rodeia. Não é sempre que as informações sobre a nossa região são apresentadas para o resto do país, ajudando a aumentar o clima exótico e cheio de mistérios que rodeiam nosso pequeno pedaço de mundo, então espero matar um pouco da curiosidade de vocês! :)

  • A região onde se encontra Manaus, assim como a maior parte da Amazônia se localizava no lado espanhol do Tratado de Tordesilhas. Durante a União Ibérica os portugueses começaram a estabelecer uma série de fortificações ao longo dos rios da bacia amazônica para fortalecer sua posição, o que foi ratificado pelo Tratado de Madri de 1750 com o estabelecimento de novas fronteiras.
  • A maior parte dessas fortificações originaram cidades pelo estado, como por exemplo Tabatinga, Tefé e até mesmo Manaus, na época chamada de vila da Barra do Rio Negro.
  • Hoje em dia não existem mais ruínas do que foi um dia o forte da Barra do Rio Negro. Historiadores estimam o lugar aproximado, porém nada foi encontrado.
  • Manaus não foi a primeira capital do Amazonas. O título pertenceu à cidade de Barcelos até 1808.
  • O nome “Manaus” originou-se a partir de uma tribo indígena que morava nos arredores da cidade e eram chamados de “Manaós”.20140928_164643
  • A cidade de Manaus passou a ser muito rica e próspera a partir da década de 1870 devido ao comércio da borracha, que começou a ter grande importância nas incipientes indústrias após a descoberta do processo de vulcanização. O látex extraído da seringueira brasileira tinha uma qualidade muito maior que as africanas, até então as líderes do mercado.
  • Com a riqueza da borracha, temos em Manaus a “Belle Époque”, época onde uma série de prédios clássicos foram construídos, como o Teatro Amazonas, o Palácio da Justiça, a Alfândega, a Igreja da Matriz, dentre outros.
  • Os prédios da Alfândega e o Teatro Amazonas foram pré-moldados na Europa e foram só montados aqui. A cúpula verde e amarela do teatro foi comprada posteriormente na Europa, onde foi vista numa exposição.
  • Manaus foi a primeira cidade do Brasil a ter energia elétrica pública, sendo Buenos Aires a pioneira da América Latina. Algumas pessoas oferecem esse título à cidade de Campos, no Rio de Janeiro, porém lá a energia provinha de combustível e não de transformadores como em Manaus. A tecnologia para o estabelecimento de redes de energia elétrica por aqui veio dos ingleses, que tinham muita influência econômica na região.
  • Os ingleses também construíram o porto flutuante da cidade, também conhecido como “Rodway”. Esse tipo de tecnologia foi pioneira no mundo inteiro.P1030892
  • As pessoas de Manaus eram tão ricas na época da borracha que as mulheres mandavam lavar sua roupa em Paris pois acreditavam que as águas escuras do rio Negro poderiam manchar os tecidos.
  • Falando em Paris, durante a época da borracha Manaus era conhecida como “Paris dos trópicos”, título mantido carinhosamente até hoje.
  • Por volta de 1910 a economia da borracha declinou drasticamente. O motivo foi que na década de 1870 sementes da seringueira foram contrabandeadas por um aventureiro inglês e a coroa britânica as plantou na Malásia, num sistema de cultura muito mais eficiente que acabou quebrando os seringalistas amazonenses assim que as árvores amadureceram. Esse foi considerado um dos primeiros casos de biopirataria do mundo e o ladrão foi nomeado lorde. Um tanto injusto, não?
  • A economia do Amazonas ficou estagnada até a década de 60, quando a Zona Franca de Manaus foi instalada. Até hoje o Pólo Industrial tem importância vital na economia do estado e representa uma boa fatia da produção industrial do Brasil.
  • A UFAM (Universidade Federal do Amazonas) foi fundada em 1909, e é considerada a universidade mais antiga do Brasil!

    Teatro Amazonas

  • Na sua fundação, a universidade era espalhada por vários prédios pelo centro da cidade, e nos anos 1970, o campus foi transferido para uma área verde próxima ao Distrito Industrial, onde se mantém até hoje. O campus da UFAM é considerado uma das maiores áreas verdes urbanas do Brasil.
  • Manaus é conhecida por ser uma cidade muito quente! A temperatura registrada mais baixa de toda a história foi de 12,1 graus em 1989 e a maior de 39 graus ano passado, com a sensação térmica passando dos 40 e poucos graus.
  • Pela localização, Manaus de vez em quando sente tremores de terra quando ocorrem terremotos nos Andes. Neste ano sentimos mais um desses reflexos devido a um terremoto no Peru próximo a fronteira com o Acre.
  • Em 2011 foi inaugurada a ponte Rio Negro, que liga Manaus ao município de Iranduba, localizado na outra margem do rio. Os dados são impressionantes: maior ponte estaiada do país e também a maior ponte fluvial do Brasil, com 3,6 km de extensão. O preço também foi impressionante: mais de 1 bilhão de reais.

    Manaus vista de longe

    Manaus vista do rio Negro

  • Ultimamente a ponte está no escuro. O motivo é que os fios de cobre que a iluminam foram roubados. Educação é difícil, hein?
  • Existe uma grande falha geológica nas proximidades da Ponte Rio Negro. Por bastante tempo não acreditei, mas meu pai que é geólogo confirmou isso, e que a descoberta se deu durante as construções da ponte.
  • O nosso lindo Teatro Amazonas por muitos anos foi de cor azul claro. Após uma restauração nos anos 90, ele foi pintado novamente de rosa, que era a cor original.
  • Na frente do Teatro Amazonas, encontra-se o Largo de São Sebastião, sempre com várias atividades culturais. Numa reforma nos anos 2000, uma série de esferas de borracha foram encontradas abaixo do largo: elas foram guardadas lá no caso de alguma crise econômica ou escassez da borracha.
  • Manaus é uma das cidades onde mais se consome peixe per capita no Brasil. Não é por menos, os peixes daqui são deliciosos e únicos no mundo inteiro, devido aos rios da Amazônia. Tem uma frase que diz: “quem come jaraqui não sai mais daqui”.

    Ponte Rio Negro

    Ponte Rio Negro

  • Falando nisso, existem pouquíssimos peixes (e animais em geral) no rio Negro. O motivo é simples, pois o rio Negro possui águas muito ácidas e com pouco oxigênio.
  • Mesmo com um grande “rio mar” na nossa frente, existem bairros na periferia de Manaus que não tem água. Em alguns casos, os habitantes dessas localidades só conseguem ter água na torneira durante à madrugada, devido ao baixo uso e melhor pressão vindas das áreas centrais da cidade.
  • A praia da Ponta Negra hoje em dia é artificial e fica aberta o ano todo. Antes, só havia praia durante o período da seca.
  • Muitas pessoas tomam banho na praia da Ponta Negra, mas a maioria dos manauaras não fazem isso por saberem que a qualidade da água ali não é das melhores. Além da Ponta Negra, existem muitas praias nos arredores da cidade que merecem ser visitadas como a praia da Lua, a praia do Tupé, a praia do Japonês e a praia Dourada.
  • Um dos passatempos favoritos do manauara aos fins de semana é ir aos flutuantes! Além de tomar banho de rio e praticar atividades como SUP (modinha entre os manauaras desde meados de 2013), os flutuantes servem boa comida, bebidas e alguns tem música ao vivo.P1130710
  • Uma das atrações mais buscadas pelos turistas é o “Encontro das Águas”, onde as águas do rio Negro e do rio Solimões se encontram. As águas nunca se misturam por diferenças de velocidade, temperatura e pH. A partir do encontro, o grande rio fica conhecido como “Amazonas”.
  • A impressão que eu tenho é que Manaus é mais reconhecida internacionalmente do que dentro do Brasil, em relação a turismo. Manaus sempre figura nas listas de destinos dentro do Brasil a se conhecer em listas internacionais.
  • Manaus possui o maior jardim botânico do mundo, o MUSA, localizada na reserva Adolpho Ducke, no bairro de Santa Etelvina. Lá, existe uma torre de observação gigantesca no meio da reserva, que ultimamente virou um destino turístico requisitado.
  • Manaus sozinha abriga 60% da população do Amazonas. Além da capital, a cidade de Parintins é a única a possuir mais de 100 mil habitantes no estado.
  • O estado do Amazonas também possui alguns fatos interessantes! É o maior estado do Brasil, possui o maior arquipélago fluvial do mundo (Mariuá, com mais de 700 ilhas) e nele também se localiza o Pico da Neblina, ponto mais alto do país com 2994 metros.

Em volta da Praça Vermelha

Olá viajantes, como estão? Eu vou muito bem, especialmente pelo fato de que hoje é um dia especialíssimo para mim, pois há exatamente quatro anos eu comecei a minha jornada de cinco dias que me levaria até a mãe Rússia.

Nem parece que esse tempo todo se passou, e para comemorar esse fato, hoje tem post sobre a maior capital do continente europeu, com foco especial na região da cidade onde tudo começou: a Praça Vermelha.

Como assim, Sand? A região ao redor da Praça Vermelha (mais notadamente o Kremlin) é tipo o marco zero de Moscou. Ao analisar o mapa da cidade, é importante notar que a cidade é como um círculo, com as partes mais externas sendo compostas pela periferia e construções mais recentes, e o interior obviamente mais antigo. O centro desse círculo é justamente a Praça Vermelha, coração das atrações turísticas da cidade, assim como o principal centro político e econômico do país.

Moscou vista de cima, de acordo com o Google Earth

Moscou vista de cima, de acordo com o Google Earth

Então, pela região da Praça Vermelha ser culturalmente viva em Moscou, segue uma lista com o que fazer de melhor ali e em suas imediações:

1. Kremlin

O Kremlin em Moscou é um complexo fortificado que possui uma série de construções medievais, incluindo muitas igrejas ortodoxas. Historiadores russos usualmente se referem aos Kremlins como os primeiros assentamentos humanos fortificados em certas regiões, que no futuro dariam origem a grandes cidades. Um outro exemplo de cidade russa que nasceu a partir de um Kremlin é Nizhny Novgorod, que ainda preserva suas fortificações como Moscou.

 

Normalmente o Kremlin é associado com o poder político na Rússia. Isso se dá pelo fato de que o palácio presidencial e a residência oficial do presidente russo se encontram dentro das paredes vermelhas do Kremlin.

É possível de visitar o complexo, já que existem partes abertas para turistas. Quando eu fui, não era permitido tirar fotos no local e o ingresso custava 500 rublos.

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Catedral de São Basílio e o Relógio do Kremlin, com um pedacinho do palácio presidencial

2. Gum

O Gum é considerado um dos shopping centers mais sofisticados do mundo (se não o mais sofisticado de todos!), e se encontra bem na frente da Praça Vermelha. Todas as lojas do shopping – sem exceção – são de grifes, e algumas são mais acessíveis (como a Zara) e outras mais exclusivas (como a Louis Vuitton).

Em tempos soviéticos, o Gum também era uma espécie de centro comercial, porém mais focado na distribuição de produtos para a população. Mesmo com um cunho socialista, ainda não eram todas as pessoas que podiam “fazer compras ali”.

Gum iluminado

Gum iluminado

3. Tumba do Lênin

Eu já escrevi sobre o Mausoléu do Lênin e dei algumas informações sobre aqui. Vale ressaltar que independente da posição ideológica, é super interessante ver o corpo embalsamado de uma figura histórica há mais de 90 anos ali – na sua frente.

Eu ainda tenho essa curiosidade, pois apesar de ter passado 7 dias inteiros em Moscou, não consegui visitar o Mausoléu. O motivo é simples: ele fecha cedo e eu acordava sempre muito tarde. *risos*

Mausoléu do Lênin (e tentando fazer pose de turista)

Mausoléu do Lênin (e tentando fazer pose de turista)

4. Catedral de São Basílio

A Catedral de São Basílio é geralmente a imagem que o mundo tem de Moscou. Com suas torres e abóbadas coloridas, a Catedral é normalmente confundida com o Kremlin, e não dá pra negar que geralmente ela é a primeira estrutura a ser notada assim que a pessoa entra na Praça Vermelha.

O preço do ingresso é acessível e dá direito a visitar todo o interior de madeira da catedral. O valor é de 250 rublos.

St Basil's

St Basil’s

5. Museu do Exército

Esse foi um lugar bem interessante de se visitar. Em um dos cantinhos do Kremlin se encontra a entrada para o Armoury Chamber, local de exposição permanente de artigos de guerra e objetos pessoais dos antigos czares.

Ali não é permitida a entrada com eletrônicos, e consequentemente, não pode tirar fotos. Todos os visitantes recebem um audioguia explicativo, o que deixa o passeio bem interessante.

Pra quem gosta de apreciar coisas antigas, essa exposição vale muito a pena. O preço do ingresso é bem salgado também – 700 rublos a entrada.

6. Rua Arbat

Também já escrevi sobre a rua Arbat aqui. Ela não é exatamente ~na~ Praça Vermelha, mas um dos meus passeios favoritos em Moscou era andar pela rua inteira e seguir direto até à praça.

O local é super boêmio: possui vários artistas de rua, bares, lojas de artesanato locais e muitas outras coisas tradicionais. Vale a pena comprar algumas coisas de souvenirs, como matrioshkas, pelo preço ser bem mais em conta do que em outras feirinhas locais.

Rua Arbat

Rua Arbat

7. Teatro Bolshoi

O Teatro Bolshoi também não é exatamente na Praça Vermelha, mas só fica a alguns metros dela. Para assistir a alguma apresentação, é recomendável fazer reservas com algum tempo de antecedência. Eu não consegui assistir a nenhuma apresentação por causa disso, então já tenho mais outra desculpa para voltar para Moscou *mais risos*

O Teatro também é aberto para visitações, mas só é preciso ter cuidado para visitá-lo em horários que não tenham apresentações acontecendo.

8. Parque Alexandrovsky

Esse parque fica ao lado da Praça Vermelha. Não é tão grande e conhecido como o Parque Gorky, mas é um belo lugar para relaxar após um dia rondando pelos museus da região. Existe um shopping na frente do parque, que é o Okhotny Ryad, que possui alguns restaurantes e várias lojas, com preços mais acessíveis que o Gum.

Ali possuem algumas estátuas que remetem à época comunista, assim como a chama eterna e o túmulo do soldado desconhecido.

Caminhos do parque

Caminhos do parque

9. Museu Histórico do Estado

Esse museu fica bem ao lado de duas entradas da Praça Vermelha, e o prédio é um dos mais imponentes do local. Grande construção medieval e vermelha, o Museu histórico do Estado conta a história da Rússia, desde assentamentos antigos até os dias de hoje.

Museu, no fundo

Museu, no fundo

10. Catedral de Kazan

Bem no cantinho da Praça Vermelha próximo ao Gum, fica uma pequena, mas charmosa igrejinha ortodoxa, chamada de Catedral de Kazan. Como muitas coisas na Rússia (e na Europa em geral), essa igreja não é original, e sim restaurada.

Ela foi destruída pelo regime comunista, e reconstruída entre 1990 e 1993, após a queda do regime soviético. Na época da demolição, Stálin havia ordenado a demolição de algumas igrejas da região.