Como eu fui de São João del Rei a Tiradentes

Olá, internet! Hoje eu vou relatar como fiz o trajeto entre São João del Rei e Tiradentes, que são duas cidades históricas mineiras que você tem que conhecer! Já falei nesse post aqui que eu sempre quis conhecer Minas Gerais, já que sempre tive essa paixão por cidades antigas.

Infelizmente só pude passar oito dias em terrinhas mineiras, então tive que montar meu roteiro com muito cuidado, e escolhi a dedo os locais que queria conhecer, assim como o tempo que iria passar em cada local. Por isso, vou explicar direitinho nesse post como foi a experiência do trajeto entre essas duas cidades.

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@Tiradentes

Juntando as duas viagens numa só

São João del Rei e Tiradentes são muito próximas, então faz todo o sentido deixar essas duas cidades juntas num só trecho da viagem. O mapa diz que a distância aproximada entre elas é cerca de 25 minutos, então já podemos ver que um bate-volta é super possível.

Como falei neste post aqui, nós preferimos fazer essa viagem toda de ônibus, então não nos preocupamos com aluguel de carro nem nada. O que pretendíamos era deixar algumas cidades como “hubs”, de onde partiríamos para outras. No caso dessas duas cidades, escolhemos São João como nosso ponto de partida, justamente pela cidade ser maior, e ter acessos mais fáceis.

Sobre a Maria Fumaça

Nós vimos vários relatos da Maria Fumaça entre São João e Tiradentes, e claro que nos interessamos! Seria uma viagem excelente de ser feita, mas infelizmente não deu.

A questão é que como tínhamos pouco tempo de férias, os dias não batiam. O nosso roteiro definiu um determinado dia para que visitássemos Tiradentes, e nesse dia específico, não havia viagem da Maria Fumaça. Na verdade, os dias e horários desse passeio variam muito com a época do ano, e quando estivemos lá (outubro), esse passeio só estava sendo oferecido uma vez por semana, e os horários eram muito ruins. Como queríamos ir e voltar no mesmo dia, o tempo de permanência entre a chegada e a partida era muito pouco e achamos que não valeria a pena.

O preço é um ótimo determinante também. A passagem de ida e volta custa R$ 70, enquanto pagamos bem menos pelo outro método, haha. Também não faríamos muuuita questão de ir de trem: só queríamos ir para Tiradentes, passar o tempo que fosse necessário, e depois retornar ao hotel.

Qual foi o método que escolhemos?

Como a nossa preocupação era ir para Tiradentes e voltar no mesmo dia, acabamos preferindo ir nos bons e velhos ônibus. Como as duas cidades são bem próximas (na verdade Tiradentes é mais um distrito que uma cidade, mas enfim), existe uma linha de ônibus que faz esse trajeto direto, com pouquíssimas paradas.

O ônibus é da linha municipal de São João del Rei mesmo, então pagamos o preço de duas passagens comuns, coisa de 10 reais no total, considerando ida e volta. Se tivéssemos ido de Maria Fumaça, seria 140 para nós duas!

Tá que nem deve se comparar uma viagem de Maria Fumaça com a de um ônibus de linha, mas pra mim, a economia foi muito bem vinda!

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@Tiradentes

Como faz para pegar esse ônibus?

Nos dirigimos até o Museu Ferroviário, e bem na frente dele fica uma parada de ônibus que é bem movimentada. Essa parada fica bem em frente ao canal (ou riacho, enfim) que corta o centro de São João. Esperamos o ônibus como qualquer outra pessoa, até aparecer algum que tinha escrito “Tiradentes” no seu visor.

Os atendentes do hotel nos falaram que esse ônibus passa nas paradas a cada 50 minutos, aproximadamente. Acho que tínhamos acabado de perder o ônibus, pois passamos pelo menos uns 25 minutos esperando algum passar.

Quando esse ônibus apareceu, foi bem tranquilo. Entramos, pagamos nossas passagens, sentamos e só esperamos.

O trajeto

A ida até Tiradentes atravessou ainda uma parte de São João del Rei, mas depois que saímos da cidade, avistamos uns lugares muito lindos, e acredito que por ali deveria passar a linha ferroviária da Maria Fumaça. Uma boa parte da estrada era de paralelepípedos, e me senti num local bem bucólico! Realmente foi muito amável, e tivemos vistas muito gostosas!

Já a volta foi pela estrada, não mais pelos paralelepípedos. Como já estávamos cansadas de tanto ter caminhado por Tiradentes, aproveitamos o caminho para relaxar e sentir o vento no rosto.

Também é importante saber que os ônibus chegam e saem de Tiradentes pela estação rodoviária dali. Ela é bem pequenininha e é basicamente do lado dos pontos mais importantes da cidade, ou seja, não é uma caminhada longa.

Outros métodos

Além da Maria Fumaça e de ônibus, é muito possível pegar um táxi até Tiradentes. Até consideramos fazer isso caso o ônibus demorasse mais um pouco a passar na parada.

Nem preciso falar sobre carro próprio também, né? Se você tem os métodos para ir de carro (experiência dirigindo em estradas também), faça isso.

Valeu a pena ir de ônibus?

Como falei mais acima, o importante era chegar e sair de Tiradentes. O preço foi ótimo, mas já imaginamos que o conforto não foi tão significativo assim.

Como atingimos nosso objetivo, achei válido e recomendo a experiência.

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O que eu aprendi não visitando a Casa Rosada

Olá, internet! Já escrevi alguns posts sobre a minha experiência visitando Buenos Aires: cidade linda e muito charmosa, e que também é fácil de chegar para quem está no Brasil! Aos poucos, estou tentando escrever sobre pontos interessantes que visitei e que acho que uma visita possa valer a pena (ou não, né). Hoje eu queria falar sobre a Casa Rosada, mas acho que sobre um ponto de vista que eu nunca fiz (na verdade, com exceção sobre os banhos termais de Budapeste).

Você pode gostar também: O principal banho termal de Budapeste

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Dentro do Museu Casa Rosada (que é um museu aberto ao público atrás da própria Casa Rosada)

O que é a Casa Rosada?

É a sede da presidência Argentina, e ela se localiza na capital, Buenos Aires, bem em frente à Plaza de Mayo, que é outro local icônico para conhecer. Ali é onde o presidente trabalha, e a edificação em si é bem bonita.

Felizmente, ela é aberta ao público, e relatos dizem que a visita é bem interessante.

Pois é…

Acontece que a Casa Rosada era um dos meus pontos de interesse em Buenos Aires. Queria conhecer, marquei a localização no mapa e busquei a melhor maneira de chegar até lá. Era um domingo, e iria aproveitar a deixa para ir andando até San Telmo, ali pertinho.

Mas essa viagem foi diferente. Chegaríamos por Montevidéu, passaríamos algumas horas em Colonia, e o resto das nossas férias seriam em Buenos Aires. Um pouco antes da nossa ida, uma prima nossa nos deu várias dicas sobre a viagem, e nos recomendou uma empresa que montou um roteiro para ela. Era só elogios.

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Pensamos assim: fiquei de planejar a primeira parte da viagem, que englobava Montevidéu e Colonia. Como já teríamos o roteiro de Buenos Aires, nem me preocupei com nada, pois deixei a cargo dos profissionais. Isso quer dizer: zero pesquisas no google sobre Buenos Aires e o que visitar.

Como previsto, a primeira parte da viagem foi maravilhosa! Deu tudo certo, e tudo que planejei correu bem. Já a segunda não deu certo parte por culpa minha, e parte por causa desse roteiro.

A minha culpa ficou centralizada com a questão do dinheiro. Montevidéu foi tão bem planejada que até o dinheiro foi bem contadinho: o suficiente para fazer tudo que pretendíamos sem passar nenhum tipo de aperto. Já Buenos Aires é uma cidade bem mais cara que pensávamos, e conforme os dias foram passando, percebemos que a conta não iria fechar! Nem almoçamos no último dia pelo fato de que o único dinheiro que nós tínhamos era pro táxi para chegar ao aeroporto. Te juro que em toda minha vida de viajante eu nunca passei por tanto sufoco financeiro assim.

Por causa dos momentos de austeridade, não fomos ver o tango! “Como você pode ir em Buenos Aires e não assistir ao tango”, você pode perguntar. Pois é, fiquei chateada também. Essa empresa ofereceu passeios para ver o Tango, para ir até o rio Tigre e outras coisas, só que não tinha dinheiro! Por isso, parte da culpa foi minha também, ao não aproveitar os passeios que eles ofereciam.

Mas o resto que envolvia questão de roteiro teve dois furos que considero amadores. Nós até chegamos a perguntar se havia a possibilidade de recebermos o roteiro antes, só por curiosidade, mas a pessoa responsável disse que não. Até entendemos, pois qualquer outra pessoa pegaria o roteiro, sumiria e não daria mais satisfações, nem pagaria o que era devido. Por causa disso, só recebemos todo o roteiro no dia que chegamos.

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Então, logo nesse domingo, estava prevista uma visita à Casa Rosada, e fomos lá. A menina da agência disse que o passeio era maravilhoso e que nos encantaríamos com tudo. Até iríamos, se não fosse o fato de que é necessário um agendamento prévio da visita por email, e que as vagas são limitadas por dia (e olha que a visitação não é aberta todos os dias da semana). Ou seja, a visita à Casa Rosada de fato estava acontecendo no domingo, mas não pudemos entrar pelo fato de que não reservamos a visita por email. Foi bem frustrante ver várias pessoas entrando lá, e nós ficando de fora.

O outro furo que preciso falar foi o Malba. Muitas pessoas não gostam de visitar museus, mas eu adoro! A sigla Malba significa Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires, e dentre tantas obras expostas ali, uma das mais famosas é o Abaporu. Sempre sonhei em ver esse quadro tão icônico para a arte brasileira, e ele estava ali pertinho de mim. Acontece que neste roteiro, a visita para o Malba (e para o bairro de Palermo, em geral), estava prevista para a terça-feira, e adivinha o quê? O Malba abre todos os dias da semana, exceto às terças feiras!! 

Finalizando o desabafo

Qualquer empresa que trabalha com turismo de determinado local tem que ter uma expertise muito boa em proporcionar o melhor para seu cliente, então espera-se no mínimo que quem trabalhe com turismo em geral, saiba como funcionam alguns pontos de interesse importantes da sua cidade que muito, mas muito provavelmente seus clientes terão intenção de conhecer!

Então eu acho que essa situação da Casa Rosada e do Malba foi muita ingenuidade, pois quem faz seu trabalho com o conhecimento adequado já indicaria essas duas informações: dia de funcionamento de certo local, e que para visitar outro, é necessário um atendimento por email.

A minha parcela de culpa e o que eu aprendi

E sim, não nego que tive uma parcela de culpa muito grande por não ter pesquisado! Eu sempre faço isso com qualquer outra viagem, e por confiar tanto no relato da minha prima, e ao mesmo tempo por querer ficar mais “de boas” sem ter que me preocupar em planejar uma viagem, deixando nas mãos de pessoas que eu achava que teriam o mínimo de conhecimento adequado para o turismo.

Eu deveria ter pesquisado sobre a empresa, e obviamente sobre os lugares que eu queria conhecer (e isso inclui dias e horários de funcionamento, como funcionam os ingressos, quanto custa, e afins).

Então a lição que fica para sempre, e que eu vou falar isso para qualquer pessoa que me perguntar é: pesquise! Não confie 100% em outras pessoas enquanto você está fora da sua zona de conforto. Tenho certeza que eu, e outras pessoas que fazem tantos posts em seus blogs tem toda a boa vontade do mundo de ajudar, seja recomendando um local que você nem imaginava, ou dando dicas para melhorar a experiência em outros.

Post foi bem de desabafo hoje, mas eu sinto que precisava disso. É isto, e obrigada se você leu até aqui. :)

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Entrei numa mina de ouro!

A história do Brasil nos ensinou muita coisa sobre Ouro Preto, e muitos de nós aprendemos na escola a importância do ciclo da mineração para a economia do nosso país, mesmo enquanto colônia. O que muitas vezes passa despercebido pelas nossas aulas de história são as condições que os mineiros enfrentavam na extração do ouro.

Existiam algumas maneiras de captar ouro, e uma delas era através da própria escavação nas minas. Algumas delas estão abertas até hoje, mas elas são abertas ao público com uma função turística.

Como que decidimos visitar uma mina?

Então, mesmo já tendo conhecido uma parte de Ouro Preto a pé no dia anterior, decidimos contratar uma espécie de tour com um guia, e além dos pontos turísticos e tudo, iríamos aprender um pouco de história com as explicações que escutaríamos.

Conhecer algumas coisas por si mesmo é muito bom, mas dessa vez sentimos que seria legal fazer parte de uma excursão com um guia. Seria só um dia e teríamos o transporte pra cima e pra baixo, e como estávamos sem carro, ajudaria muito a chegar nos lugares mais distantes.

O passeio na mina estava incluso, e confesso que antes de contratar essa excursão eu nem tinha pensado em conhecer uma antiga mina de ouro, então foi uma boa surpresa.

O passeio

Dentre as outras coisas que visitaríamos, a mina me parecia o lugar mais interessante! Nem imaginava como iria ser!

A única mina que havia visitado era a Catedral de Sal, que é gigante e grandiosa. Com túneis amplos e grandes estruturas dentro da montanha, ela é muito diferente do que vimos.

Visitamos a Mina du Veloso, que fica quase saindo de Ouro Preto, no sopé de uma montanha. Como estávamos numa excursão, fomos todos juntos com um guia da mina.

Colocamos o capacete e fomos entrar, daí que a ficha caiu! A entrada é muito pequenininha, e você tem que andar agachado por alguns metros dentro da montanha até ser possível ficar de pé de novo.

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Essa é a entrada da mina, e tem que ser agachado!

O passeio tem cunho histórico muito forte! O guia contava muita coisa interessante sobre a história da mineração em Ouro Preto, como os mineiros encontravam o ouro, fora muitas outras curiosidades sobre tudo que envolvia isso.

O guia foi ótimo e nos contou muita informação nova e interessante. Ele também tentava passar de relance sobre como que era a vida de um mineiro que passava sua vida tentando encontrar alguma pepita em minas daquele jeito.

Uma das coisas que ele explicou que achei bem interessante foi a origem de algumas expressões populares que utilizamos muito aqui no Brasil. “Olha o passarinho”, “De cabo a rabo”, “Dar no couro” são todas expressões que nasceram ali, e é melhor não deixar o spoiler por aqui, haha.

Fiquei pensando

Agora só imagine: se hoje em dia algumas minas ao redor do mundo enfrentam alguns problemas de estrutura, insalubridade e afins, imagina há mais de 300 anos quando essas questões ainda não eram preocupação?

Fiquei muito aflita num determinado momento por causa do local que nós estávamos – um túnel com mais de 300 anos que corre adentro de uma montanha que sabe lá quantas toneladas ainda tinha acima das nossas cabeças.

Também não gosto muito de lugares muito fechados, então me segurei também pra tentar ficar calma!

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Como é a mina por dentro

Valeu a pena visitar?

Siim, claro! Muita informação nova, e uma experiência que era inédita pra mim! Não sei se eu faria uma espécie de passeio semelhante no futuro, pois fiquei muito nervosa em determinado ponto. Só imaginava que a montanha pudesse desmoronar a qualquer momento, haha. Mas a questão é que sou bem exagerada, e só ficava pensando no pior.

Mas claro, foi uma experiência muito boa e interessante!

 

Passagens compradas: Recife e mais

Antes de começar, preciso dizer que eu fico muito feliz em escrever posts assim, afinal de contas quem não gosta de sair um pouquinho de casa para conhecer lugares novos? :)

Pois é, início do mês que vem eu vou pra Pernambuco! Será minha primeira vez no estado, e faz tanto tempo que não vou pra praia que nem faço ideia do que levar, haha. A última vez que viajei pra entrar no mar foi quando eu fui para a Venezuela, e faz mais de 10 anos!

Nem mesmo aqui eu vou muito pra piscina, nem pro rio. Então precisarei comprar com urgência pelo menos uns dois pares de biquinis! Fora isso eu estou fazendo uma checklist do que comprar, e percebi que eu não tenho muita coisa. Canga, chapéu, saída de praia e até protetor solar, não tenho nada! Fora que eu tenho alergia a sol (!), então proteger o rosto é essencial.

Mas por que Pernambuco? Como compramos as passagens meio em cima da hora, não fizemos grandes planejamentos, então a meta era encontrar o local com maior custo-benefício. Qual lugar teria um preço de passagem mais acessível, ao mesmo tempo que teria locais que nos interessasse mais? Um local onde nunca estive seria preferencial também.

Como as nossas buscas se resumiam a somente Brasil, pesquisamos muito e achamos as passagens para Recife mais em conta. O voo de ida é direto também, o que ajuda bastante.

Reservamos um hotel em Ipojuca e provavelmente vamos ficar só por lá relaxando. Acho até que faremos alguns passeios, mas serão em praias, e não na cidade.

Esses últimos seis meses foram muito, muito cansativos e mal vejo a hora de descansar a cabeça e relaxar. Pelo menos até lá eu tenho uma meta ousada: fazer um post por dia aqui, haha. Será que eu consigo?

 

Andando pela Cidade Velha em Montevidéu

Olá, internet! Hoje preciso falar sobre a Cidade Velha de Montevidéu, que é provavelmente o local mais charmoso da cidade, e a visita é indispensável para todos que vão conhecer a capital uruguaia. A Cidade Velha é muito importante, pois Montevidéu nasceu ali, então já imaginem a quantidade de coisas interessantes que existem nos arredores!

Nesse post, vou falar sobre alguns pontos de interesse na Cidade Velha e também vou seguir uma “lógica” em relação ao caminho percorrido. Eu já fiz posts sobre alguns desses pontos, e vou deixar o link anexo com o texto mais completinho sobre cada um deles, para quem quiser. :)

1. Teatro Solís

A ordem dos fatores não altera o produto, mas acho que faz mais sentido começar a caminhada pela Cidade Velha visitando o Teatro Solís, o principal do Uruguai. Faz algum tempo que fiz um post mais explicadinho sobre ele, e vou já deixar o link disponível aqui embaixo. :)

Mas já adianto que se for possível, faça uma visita guiada ao teatro, e se for mais possível ainda, assista alguma apresentação lá dentro! Os horários das visitas e apresentações estão disponíveis no próprio site do teatro (que inclusive está no post que eu fiz, haha).

Você pode gostar também: Visitas guiadas no Teatro Solís

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2. Plaza Independencia

Essa provavelmente é a praça mais conhecida de Montevidéu e normalmente as pessoas a colocam como ponto de partida para começar a caminhar pela Cidade Velha. Por causa de sua localização, muitas coisas estão em seus arredores, fazendo com que esta praça seja um ponto de encontro perfeito.

Eu coloquei a Plaza Independencia logo depois do Teatro Solís só por uma questão de lógica e preferência minha, mas no fundo não acho que existe grande diferença sobre o que ver primeiro. Elas são bem próximas, coisa de dois minutinhos a pé.

Ali na praça se encontra uma estátua do general José Artigas, que é um dos heróis nacionais do Uruguai, e logo abaixo da praça existe seu mausoléu e memorial.

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3. Palácio Salvo

O Palácio Salvo é provavelmente o prédio mais icônico de Montevidéu, e por algum tempo (leia-se: início do século XX) ele era o prédio mais alto da América Latina. Hoje, existe um museu ali, mas infelizmente não é aberto todos os dias. Na verdade, só soube disso por causa de um senhor que nos avisou numa loja de lembrancinhas ali perto. Foi só depois que encontrei informações sobre, e muito poucas.

O Palácio Salvo fica do outro lado da rua, partindo da Plaza Independencia. Também acredito que a praça seja o melhor lugar para se tirar fotos dele.

4. Puerta de la Ciudadela

Como muitas outras cidades no passado, Montevidéu foi murada, e com o passar do tempo, a cidade cresceu tanto que não fazia mais sentido ter um muro que a protegesse. Então só um resquício dele ficou de pé para ser uma espécie de símbolo, e também algo como um ponto de referência.

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5. Peatonal Sarandí

A Peatonal Sarandí é uma rua exclusiva para pedestres que inicia logo depois (ou antes, dependendo do teu ponto de vista, haha) da Puerta de la Ciudadela. Algumas lojas, cafés e outros se encontram ao longo de toda a peatonal, fazendo com que seja uma caminhada bem interessante.

Algumas pessoas me falaram para ter cuidado lá por causa da quantidade de pessoas, mas achei tudo ali bem tranquilo, mas tenho que dizer que fiquei curiosa com a quantidade de prédios abandonados ali, que inclusive poderiam abrigar locais muito interessantes. Caminhar ali é essencial para quem quer conhecer direitinho o centro e suas ruelas.

6. Plaza Constitución

Em determinado momento, a Peatonal Sarandí chega na Plaza Constitución, que é uma praça bem bonitinha no coração do centro de Montevidéu. Tem bancos para que as pessoas sentem, o local é arborizado, e cercado por alguns cafés e restaurantes.

7. Catedral Basílica de Montevidéu

Bem em frente à Plaza Constitución fica a principal igreja de Montevidéu, a Catedral da cidade. É uma construção linda, que vale a pena visitar! Comparando com outras catedrais de outras cidades daqui da América Latina, ela é bem menor, mas isso não tira nada o seu brilho.

Também é um refúgio para quem busca conforto ao participar de uma missa ou outra celebração. Como ela é de fácil acesso, é tranquilo visitá-la.

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8. Café Brasileiro

Sempre quis fazer um post sobre o Café Brasileiro, mas eu simplesmente esqueci de tirar qualquer foto lá, haha. Fundado em 1872, esse é o café mais antigo de Montevidéu e ele é bem aconchegante e tradicional, além de ser bem pequenininho, haha. O mobiliário e outras coisinhas são bem retrô, e te dão a impressão que você está de fato em 1872.

Ele pode ter “café” no nome, mas ele na verdade é mais um restaurante que outra coisa. Fui almoçar lá e pedi um ravióli – estava bem gostoso, e não achei tão caro assim (apesar de achar o atendimento meio falho, principalmente por causa da pouca quantidade de atendentes para o local inteiro. Outro detalhe é que nesse dia eu fui almoçar umas 16h e confesso que não sei se foi um fator para isto.

9. Museu Andes 1972

Esse foi o local mais impactante que fui em Montevidéu. O museu Andes 1972 foca na história de sobrevivência do time uruguaio que sofreu um acidente aéreo na cordilheira dos Andes, aproximadamente na fronteira entre Chile e Argentina.

O local possui vários artefatos como os destroços, utensílios que as pessoas utilizavam para sobreviver, roupas, fora toda a questão gráfica de dados, e os depoimentos das pessoas. Fiz um post mais detalhadinho com mais informações sobre o acidente, o museu e seu conteúdo.

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10. Palácio Taranco

O Palácio Taranco é um lindo museu próximo à Plaza Zabala. Ele já fica um pouco depois da peatonal Sarandí, mas nada muuuito longe. Ele foi uma residência particular no passado, e hoje abriga o museu de Artes Decorativas de Montevidéu. Como amo decoração, adorei visitar esse museu, e estava bem tranquilo quando fomos.

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11. Mercado do Porto

Com certeza o Mercado do Porto é o local mais icônico de Montevidéu. Na verdade, tudo que envolve comida é maravilhoso, especialmente quando esta comida é a mais típica deste lugar. Não é novidade para ninguém que os uruguaios amam carne, e me lembro que li em algum lugar que o Uruguai era o país que mais consumia kgs de carne per capita no mundo.

Primeiro que o local onde se encontra o Mercado é bem diferente, pois ele parece mais uma estação de trem que um mercado. Segundo que o cheiro é maravilhoso. Terceiro é que o local é sempre bem cheio e frequentado. E quarto que a comida é deliciosa!

Vou deixar um link sobre o Mercado aqui em baixo, mais detalhadinho sobre como foi minha experiência lá.

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Como foi viajar de ônibus em Minas Gerais?

Olá, internet! Voltando a falar sobre Minas Gerais, queria parar um momento e falar sobre as viagens internas que fizemos dentro do estado. A intenção era conhecer algumas coisas do interior de Minas, mas sem ter a necessidade de alugar carro, então recorremos aos bons e velhos ônibus.

Assim, primeiramente eu tenho que dizer que amo dirigir, e amo viajar de estrada! Então o caminho mais óbvio seria alugar um carro, não? Pra mim sim, e confesso que se dependesse só de mim eu faria isso sempre. Mas acontece que normalmente viajo com a minha mãe e ela detesta a ideia de alugar carro, então só nos resta buscar outras alternativas.

Então, passamos cerca de uma semana em Minas Gerais, e fizemos um roteiro que englobava idas à São João del Rei, Tiradentes, Ouro Preto e Mariana, além de Belo Horizonte, claro. Infelizmente não daria tempo de visitar Diamantina, então não pudemos colocar esse destino na nossa lista. E como iríamos depender totalmente de ônibus, existe um problema logístico: não existem linhas de ônibus que ligam essas cidades entre si. Teríamos que ir e voltar para Belo Horizonte para poder realizar esses passeios.

Já que não havia outra maneira, estabelecemos uma “base” em BH, de onde iríamos partir para nossos destinos. Assim quando chegamos na capital mineira, pegamos um ônibus que liga o aeroporto até a Rodoviária, e já aproveitamos e compramos todas as passagens de ônibus que necessitaríamos.

A primeira passagem foi até São João del Rei, ida e volta, e alguns dias depois iríamos até Ouro Preto, e também compramos ida e volta. Para duas pessoas tudo deve ter saído por volta de uns 500 reais (talvez 550).

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São João del Rei

A rodoviária de Belo Horizonte

Primeiramente, tenho que dizer que a rodoviária de BH foi projetada por Niemeyer, então já começamos por aí. Mas ao mesmo tempo que ela é uma pérola arquitetônica, ela se assemelha muito a um padrão de rodoviárias pelo Brasil, que particularmente não me agrada muito. Achei esse terminal não muito bem cuidado, além de estar precisando de modernizações urgentes.

Mas de qualquer maneira, é fácil encontrar os guichês que vendem as passagens para vários destinos, dentro e fora de MG. Existem alguns locais que vendem lanches, água e outras comidas.

A plataforma de embarque fica embaixo do terminal, e ela é bem simples. Normalmente começam a chamar os passageiros para o embarque faltando uns 15 minutos pra partida, e não adianta ir cedo esperar o ônibus, até por que não fica muita gente na plataforma e pode ser perigoso.

Os ônibus

Eu não achei os ônibus muito confortáveis, e muito disso se dá pela falta do ar condicionado. Eu sofri muito com a viagem de volta de São João del Rei, morri de dor de cabeça e desconforto, e mesmo com água e comida as coisas não ficavam melhores. Olha que sou do Norte, então deveria ser acostumada com calor, haha.

A viagem até São João é mais longa (acho que no total dá umas 4h), e ela ainda faz uma parada de aproximadamente 30 minutos em Congonhas, que é a cidade que possui as estátuas do Aleijadinho. Aparentemente o terminal de Congonhas fica longe de onde ficam as esculturas (na verdade, achei o local bem isolado), então nem dá para ir lá rapidinho e voltar.

Você pode gostar também: Como eu fui de São João del Rei a Tiradentes

Já a viagem até Ouro Preto é mais rápida, e basicamente existem ônibus de hora em hora saindo de BH. Eu achava que por ser um destino mais frequente, pegaríamos um ônibus com ar condicionado, mas isso não aconteceu nem na ida nem na volta. Pelo menos a viagem é mais curta, varia de 1h30 a 2h.

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OP é cercada por montanhas

Voltando para Belo Horizonte

Os terminais de ônibus de São João e Ouro Preto são bem simples, afinal são cidades menores. É bem fácil de chegar aos terminais, e não é necessário chegar com muito tempo de antecedência. Assim como Belo Horizonte, as pessoas só começam a embarcar nos ônibus cerca de 15 minutos antes da partida.

Algo que me “estressava” um pouco era o trânsito na chegada a BH. Isso fazia que o tempo de viagem aumentasse um pouco, coisa de meia hora ou quarenta minutos a mais. Como era muito quente dentro do ônibus, isso me deixava bem cansada.

Vale a pena viajar de ônibus em Minas Gerais?

Apesar do desconforto com o calor, vale muito a pena sim, se você não tiver interesse de alugar carro! Não é difícil de chegar nem de sair dos terminais rodoviários, o serviço em si não é ruim, apesar de achar interessante que a estrutura das rodoviárias sofra algum tipo de melhoria.

As estradas são boas e as paisagens são bem bonitas! Gostei muito de apreciar a vista e confesso que a criação de uma playlist offline me ajudou me distrair com a passagem de tempo, haha.

Faria essa viagem de novo? No momento acho que não pois não estou no momento de passar por toda essa logística novamente. Mas valeu a pena? Muito. :)

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Olha só a topografia no Grande Hotel! A rua é bem íngreme

O que é importante saber sobre Villa de Leyva

Olá, internet! Faz tempo que eu queria fazer um post específico sobre Villa de Leyva, mas o problema é que eu havia visitado essa linda cidade boyacense há muitos anos, quando eu nem era adolescente ainda! Também faltavam informações mais concretas sobre o lugar, já que eu havia esquecido de muitas coisas e também não havia buscado nada muito específico na minha primeira visita.

Ontem (amém que finalmente estou de férias!) eu fiz um post estilo relato sobre a cidade e prometi a mim mesma que eu iria escrever um texto mais informativo sobre VdL ainda hoje. Então vamos lá!

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O que é?

Villa de Leyva é uma das cidades coloniais colombianas mais conhecidas pelo público em geral. Ela foi fundada em 1572 e muitos dos seus edifícios são bem antigos ou mantém características originais.

Para ajudar a “continuar com o clima colonial”, mesmo novas construções na cidade precisam manter algumas características, como o tipo de telha, número de pavimentos, cor das casas e esquadrias assim como o material e o acabamento destes. Isso faz com que toda a cidadezinha mantenha o mesmo padrão, o que deixa tudo bem mais charmoso.

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Como chegar

Antes de começar, vale ressaltar que esse é o ponto de vista de uma pessoa com carro, mas existem ônibus que saem para Villa de Leyva todos os dias, tanto de Bogotá quanto de Tunja.

Villa de Leyva fica no departamento de Boyacá (que eu já falei muitas e muitas vezes aqui), e chegar lá não é difícil para quem sai de Bogotá. De acordo com o mapa, a viagem pela estrada via Tunja dura mais ou menos 2h40 para quem sai da capital, mas eu não recomendaria isso.

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Bogotá a Villa de Leyva via Tunja

Se você tiver tempo, fique alguns dias em Boyacá! Não é somente por causa de minhas origens, mas também (e mais importante) pelo fato de Boyacá ser absolutamente deslumbrante! Existem muitos lugares lindos a serem visitados, e muitos deles não tem aquela congestão de turistas. Preços são acessíveis, e também ajuda o fato de que Boyacá é um dos departamentos mais seguros e um dos que possuem idh mais alto na Colômbia.

Mas (voltando ao tema do tópico) se realmente não for possível, não se preocupe com a qualidade da estrada até Villa de Leyva, mas já vou falar de uma ressalva. A estrada parece um tapete, e até Tunja (que é a capital de Boyacá) a via é duplicada. Lembrando que estamos nos Andes e alguns trechos da estrada são sinuosos, e é preciso ter cuidado após Tunja, já que Villa de Leyva fica num vale, então passamos por vários trechos de descida com curvas.

A ressalva é o caminho via Arcabuco. Como havia pico y placa em Tunja, evitamos passar por lá na ida e decidimos pegar esse caminho alternativo, só que a estrada não está em boas condições. Na verdade, parte dela nem é asfaltada, e isso atrasou muito nossa chegada.

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Saímos de Paipa e fizemos o desvio rosa na ida (que demorou muito mais)

 

Pontos de interesse em Villa de Leyva

Primeiramente tenho que dizer que a cidadezinha por si já é um encanto! Apreciar as ruas e as construções já é o maior charme que você poderá ver! Como muitas das construções são bem antigas e todas seguem o mesmo padrão (e é muito difícil de encontrar cidades assim tão bem conservadas), é muito legal de ver o conjunto da obra, digamos assim.

Talvez o ponto de partida para começar a explorar Villa de Leyva seja a Plaza Mayor, e ao redor dela existem vários lugarzinhos a serem explorados como alguns museus, e a Igreja de Nossa Senhora do Rosário. Também existem uma série de lugarzinhos onde vendem comida, tanto típicas quanto algo mais internacional.

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Construções típicas de Villa de Leyva

Eu também gostei de ir numa chocolateria quase ao lado da Igreja do Rosário. O nome do lugar é Museu del Chocolate, mas na verdade é uma loja que vendem uns doces maravilhosos! Não achei tão caro e é bem gostoso, de verdade!

Nos arredores de Leyva (daí precisa de um tipo de transporte próprio) também é interessante ver a Casa de Terracota e o museu paleontológico (já que alguns fósseis de dinossauro foram encontrados por ali).

Não é difícil de encontrar locais para hospedagem dentro do coração da cidade. Como o local é pequeno, é bem fácil de se locomover a pé. Acho que só é ruim puxar as malas pela cidade por causa da rua que é revestida de pedras gigantes.

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Vista desde a Plaza Mayor

Ráquira

Como falei mais acima, Boyacá tem muita, muita coisa para fazer! Existem algumas cidadezinhas ao redor de Villa de Leyva que merecem uma visita, mesmo que rápida.

Por exemplo, Ráquira é conhecida como a capital das artesanias de Boyacá. Uma série de produtos feitos pelos locais são vendidos pelas ruas, e a preços muito bons! Fora que a cidade em si é um encanto, cheia de cores e sensações.

Ráquira fica bem pertinho mesmo de Villa de Leyva, e acho que vale a pena conferir.

Villa de Leyva e memórias

A primeira vez que fui a Villa de Leyva foi em 2003. Eu já era grandinha o suficiente para me lembrar de muitos detalhes, e algumas coisas foram tão marcantes que sempre quis ter a oportunidade de voltar lá e ver tudo… de novo!

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Me lembro que tinha uma praça central – normalmente na América Espanhola essas praças são chamadas de Plaza Mayor – e o piso dela era de pedras amarelas. Não de paralelepípedos, mas pedras grandes, e era muito difícil de caminhar. Dava pra estacionar bem no meio da praça, e foi lá que ficamos.

Ao redor da Plaza Mayor haviam várias casinhas brancas com telhado de barro, e elas eram divididas em várias lojinhas, que vendiam artesanatos. Era cada coisa linda! Saíamos de uma loja e entrávamos em outra, e sempre com uma sacolinha a mais! Compramos tanta coisa que por muito tempo a decoração da nossa casa era puramente colombiana, e algumas dessas coisinhas vieram dali.

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Uma loja ao redor da Plaza Mayor que vende ruanas e ponchos

Me lembro que não haviam tantos turistas. Quando víamos algum, eles falavam espanhol, e pareciam latinos mesmo. Os mais “exóticos” eram nós, os brasileiros.

Como não esquecer da viagem de carro até lá? Villa de Leyva fica num vale, e pra isso precisamos descer a montanha numa estrada cheia de curvas. O ouvido espocava e estalava, e nunca havia sentido essa dor na minha vida. Na volta me lembro claramente do meu primo me oferecendo um chiclete apimentado de metro que tinha o desenho de uma régua. A quantidade de centímetros que você mastigava te dava um apelido, algo como “você é forte por conseguir mastigar essa quantidade de chiclete”.

Pois é… recentemente consegui voltar para Villa de Leyva. Agora em Boyacá eu falei com meus primos e disse que topava viajar para qualquer lugar dali que eles quisessem, mas eu dei todas as indiretas possíveis sobre Villa de Leyva, haha. Fizemos uma programação e encaixamos essa viagem para um determinado dia lá.

Quando cheguei, vi que muita coisa continuava a mesma, mas tudo estava muito diferente! As ruas com suas pedras gigantes continuavam as mesmas. As casinhas ainda eram brancas e ainda possuíam telhadinhos de barro. As ruas continuavam floridas. As montanhas estavam iguais! O cenário que vi enquanto meu primo me dava o chiclete apimentado há muitos anos era o mesmo!

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Ruas adjacentes seguem esse padrão: piso de pedras, casas brancas com esquadrias de madeira (pintadas de verde escuro) e telhadinhos de barro

Não conseguimos estacionar o carro no meio da Plaza Mayor, nem nas ruas adjacentes. Hoje é proibido e os oficiais multam mesmo! Isso é uma coisa boa (eu acho), pois ajuda a preservar o local, impedindo que uma variedade de carros entupam sua área mais icônica.

Cadê os artesanatos? A estrutura das lojas continua no mesmo lugar, mas seu conteúdo mudou. As “artesanías” viraram bares, pizzarias e outros estabelecimentos mais internacionais, quero dizer, sem muita essência boyacense.

Enquanto em 2003 nós éramos provavelmente os únicos estrangeiros dali, hoje em 2018 vi muitos gringos nos arredores da Plaza Mayor. Alguns até aparentavam estar perdidos, mas quando estava quase indo na direção deles para oferecer ajuda (aparentemente eles não falavam espanhol), eles pegaram suas malas e saíram sem rumo como se estivessem procurando alguma coisa.

Assim, eu fico muito feliz que Villa de Leyva esteja atraindo visitantes que não são da Colômbia. Boyacá em geral é muito bonita e basicamente desconhecida do público internacional, então me enche de orgulho saber que uma pequena parte de minha terra esteja atraindo pessoas de lugares tão diversos.

É impressionante ver como a cidade cresceu. Ela ainda continua pequena se compararmos com outras cidades, mas me lembro claramente de alguns lugares nos arredores que eram cercados pelo nada e que hoje já possuem comércios e uma vida mais animada.

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Uma varandinha

Uma frase que eu sempre falo é “o tempo passa e nem percebemos”. Tempo passou muito rápido. 15 anos se passaram num piscar de olhos. É interessante comparar a primeira e a segunda visita e ver o que mudou e o que continua igual. Sabe… isso não é uma comparação ruim tipo aquelas que dizem que tal coisa é raiz e outra coisa é nutella. O passado foi muito bom, mas o presente também é bom no seu tempo. O mais legal é ver que você presenciou duas situações diferentes: como era, e como é.

Leyvinha continua linda! Hoje é meu primeiro dia de férias (teoricamente ainda não estou 100% de férias, mas falta bem pouco), então me inspirei em fazer um relato mais pessoal, mas eu queria muito em breve (tipo amanhã) escrever sobre algumas coisas interessantes para fazer em Villa de Leyva, assim como outras informações importantes.

Mas o importante é que me senti muito realizada com a minha volta para Villa de Leyva. Sinto que realizei um pequeno sonho de visitar novamente esse local.

Museu Botero: finalmente

Olá, internet! Apesar de já conhecer bem a capital da Colômbia, ainda existiam lugares que eu ainda não havia visitado. Um deles era o Museu Botero, e juro que sempre quis ir, mas nunca conseguia! Dessa vez eu bati o pé e disse que iria de qualquer maneira, e deu certo, haha. Hoje vou tentar explicar um pouco como foi.

Mas esse museu é de quê? E quem é Botero?

Fernando Botero é um artista plástico colombiano conhecido especialmente por retratar as pessoas mais gordinhas, seja através de pinturas, esculturas, e desenhos à mão livre. Algumas obras dele são bem conhecidas, como a pintura da Monalisa e a Mão gigante.

Pois bem, ele doou algumas de suas obras ao Banco da República em meados dos anos 2000, e após isso, este banco abriu o museu e o mantém até hoje.

Algumas informações

O Museu Botero está localizado bem no coração da Candelária, bairro central de Bogotá com muita influência colonial espanhola. No mesmo edifício se encontra o Palácio da Moeda e um museu de arte Contemporânea. A entrada para os três é gratuita e é possível (na verdade, recomendado) visitar os três numa manhã (ou tarde) inteira.

(comentário em off: o prédio onde se encontra o museu é lindo, uma obra à parte!)

Vale ressaltar que o Museu Botero abre todos os dias, menos às terças-feiras.

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Um pedacinho do edifício onde se encontra o museu Botero

 

Interação

O museu é um dos locais mais visitados na Candelaria, e é bem interessante de interagir com as obras, seja através de fotos, ou até mesmo apreciando todos os detalhes das pinturas. É fácil ver o padrão estético que o artista segue e na minha opinião, cada obra é igual, mas ao mesmo tempo diferente, única!

Certamente, a visita ao museu é interessantíssima! Ali é um ótimo local para aprender e tirar fotos. Os arredores também são imperdíveis, e é recomendável pegar um mapa e conhecer tudo que a Candelária tem a oferecer!

Desde já desculpa pelas imagens tremidas, aaa! Meu telefone estava nas últimas e não é recomendável andar com câmeras na Candelária :(

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A Casa dos Contos de Ouro Preto

Como boa cidade histórica, Ouro Preto possui uma série de lugares interessantes pra visitar: alguns são maravilhas a céu aberto, e outros são museus um pouco mais convencionais. Um dos lugares que mais chamam a atenção é a Casa dos Contos, e vou explicar o motivo nesse post!

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Maquete da Casa dos Contos

Um pouco sobre onde fica e o que é a Casa dos Contos

Localizado na rua São José e cercado por vários comércios e restaurantes (ou seja, sempre tem muita gente ao redor), a Casa dos Contos é um museu focado em história numismática e algumas outras coisas. A casa onde o museu se encontra tem tudo a ver com o motivo deste.

Originalmente ela foi uma residência pertencente a João Rodrigues de Macedo, e dentre várias coisas, chegou até a abrigar os inconfidentes por algum tempo. Por causa de dívidas do dono, esta edificação virou propriedade do estado no final dos anos 1700s, e algumas instituições tiveram sede ali. A mais notória era a fundição do ouro, onde uma parte do ouro de Minas Gerais era padronizada através de barras de ouro.

O edifício foi construído no estilo barroco, e acabou sofrendo uma restauração completa em tempos recentes, com o objetivo de transformá-lo em museu! Atualmente, o prédio e o museu são mantidos pelo Ministério da Fazenda e a entrada é franca.

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Varanda interna da Casa dos Contos

Numismática, finanças e economia

A visita começa pela parte de cima da casa, onde subimos uma escadaria e já nos deparamos com um balcão.

Como falei brevemente acima, a Casa dos Contos possui uma grande coleção numismática (exposição de moedas e notas de dinheiro antigas e atuais), e contempla períodos da história brasileira como colônia, império e república. É interessantíssimo ver a “evolução do dinheiro” de acordo com a necessidade da época, e fora isso as salas de exposição possuem vídeos explicativos e paineis com textos explicativos para os curiosos.

Além das notas e moedas, alguns utensílios relacionados estão presentes, como prensa para cunhar as moedas e alguns tipos de impressoras estão em exposição.

Como pessoa da área de economia e finanças, achei essa parte da visita sensacional! Aprendi fatos interessantes, relembrei algumas coisas da época da faculdade, e para mim, é importante ver com meus próprios olhos algumas coisas que só imaginávamos que existiam.

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Algumas notas em exposição

Escravidão

Após visitar a parte superior da casa, vamos para a segunda parte da visita que contempla o térreo e o subsolo. Essa parte da visita não pode ser fotografada, que contempla o porão da casa e a senzala. O timing da casa já indica que parte de sua história abrangeu o período da escravidão, e a primeira parte da visita acaba que nos faz esquecer disso.

A senzala é uma espécie de jardim dos fundos bem pequeno, e não assusta tanto. Já a cozinha e o porão são chocantes ao perceber as condições insalubres que aquelas pessoas viviam: pouca ventilação, pouca luz, fora todo o desconforto do local. Não encontrei informações de quantas pessoas moravam ali, mas aposto que eram muitas.

Uma seção possui alguns objetos em exposição; alguns eram utilizados pelos escravos no seu dia a dia, como utensílios de cozinha e alguns outros tipos de ornamento, e outros focavam mais em métodos de tortura utilizados contra essas pessoas. Justamente por sinal de respeito é pedido que as pessoas não tirem fotos, e aparentemente todos que estavam lá não fizeram isso.

Vale a pena visitar?

Eu sou a louca dos museus: onde tem um, faço questão de visitar! Adoro saber curiosidades sobre muitos assuntos, e o método de exposição de muitos museus me é interessante.

Os assuntos abordados na Casa dos Contos foram interessantes pra mim: o aspecto financeiro apresentado na parte superior, e um choque de realidade que a nossa história traz na segunda parte da visita.

Acho que vale a pena visitar sim pelo fato de que é nossa história (devemos conhecer o que se passa), a entrada é gratuita e o passeio não leva muito tempo. Ao redor do museu existem outras coisas para se ver, além de muitos restaurantes. Fora que o edifício em si (arquitetonicamente falando) é uma outra obra de arte a ser apreciada.

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Moedas – valores e anos