A Galeria Vittorio Emanuele II e seus detalhes

Quando as pessoas pensam em Milão, uma das primeiras imagens a aparecer é a da famosa Galleria Vittorio Emanuele II, com suas lojas requintadas cheias de turistas e habitantes locais dispostos a gastar bastante. A Galleria se encontra na Piazza Duomo, onde também se encontra a igreja com o mesmo nome.

Galleria Vittorio Emanuele II vista de dentro

Galleria Vittorio Emanuele II vista de dentro

O que é?

A Galleria Vittorio Emanuele II é um um dos shoppings mais antigos e conhecidos do mundo. Ela foi construída entre 1865 e 1877 e ela possui esse nome em homenagem ao primeiro rei da Itália após a reunificação, Vítor Emanuel II, nome aportuguesado para Vittorio Emanuele II.

Ali se encontram diversas lojas de luxo que são bem conhecidas nossas, como a Louis Vuitton, a Prada, e diversos cafés bem finos. Sobre essas lojas caras, não é raro de se encontrar turistas tirando foto na frente das vitrines, pois afinal de contas, ainda não é todo mundo que pode fazer compras muito exuberantes.

O prédio onde se encontra a Galleria é bem bonito e exuberante, especialmente à noite quando as luzes se acendem, mostrando todo o esplendor do luxo! Quem tiver tempo passando por lá, pode (na verdade, deve) passar ali apreciando todos os detalhes! As pessoas, a arquitetura, as lojas, e o clima de estar ali já faz a visita valer a pena (mesmo, em muitos casos, sem poder comprar nada, haha).

Galleria e Duomo

Galleria e Duomo

Onde fica?

A Galleria Vittorio Emanuele II tem forma de cruz e se encontra entre a Piazza Duomo e a Piazza della Scala.

Sugiro descer na estação de metrô Duomo linhas M1 (vermelha) e M3 (amarela), e depois de apreciar a Piazza Duomo, seguir direto pela Galleria até a Piazza della Scalla, onde existe a estátua do Leonardo da Vinci, o Teatro alla Scala e o Palazzo Marino, onde é possível de se visitar.

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Mapa de Milão: Galleria Vittorio Emanuele II no centro, Duomo em baixo e Piazza della Scala em cima.

Como já é de costumes em lugares famosos (vide pisar no marco zero de Paris para poder voltar à cidade e passar a mão na cabeça do menino Jesus na Charles Bridge em Praga para ter fertilidade), a Galleria também tem sua própria superstição. Existe um mosaico de touro no chão, e muitas pessoas dão três voltas com o calcanhar direito bem nos testículos do touro! Diz que dá sorte, mas confesso que nem tentei fazer isso. :)

A Galleria é conhecida como a “sala de visitas de Milão”, e não é por menos que esse lindo monumento encanta muita gente. Além da Galleria, obviamente existem outras coisas para se fazer na cidade, que aos poucos vou postando por aqui. Fiquem atentos aos próximos posts!

Acompanhe também: Passear ao ar livre em Milão

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Roteiro da minha primeira viagem à Europa – Parte 3

Olá! Esse é o post final sobre o roteiro da minha primeira viagem à Europa. Já descrevi bem detalhadamente o que aconteceu na primeira parte da viagem na parte 1 e na parte 2 do post, onde passamos por França, Luxemburgo, Alemanha, Áustria e Eslovênia. Hoje, terminarei de contar como foi a nossa experiência pela Itália, Vaticano, Suíça e a volta para a França.

Lembrando mais uma vez que essa é uma sugestão de roteiro para a Europa: como contratamos uma agência de turismo, todo o transporte e passeios eram por conta da empresa. Mas obviamente, é possível de recriar este trajeto por conta própria.

Acompanhe também:
Roteiro da minha primeira viagem à Europa – Parte 1
Roteiro da minha primeira viagem à Europa – Parte 2

Dia 10 – Veneza e Florença

Veneza - Florença (Google Maps)

Veneza – Florença (Google Maps)

Esse dia iria começar de uma bela maneira. Nós ficamos hospedados em Mestre, que é uma cidade italiana que se encontra no continente, mas é bem pertinho de Veneza. Provavelmente a agência escolheu esse hotel em Mestre por causa do preço, pois se hospedar em Veneza é possível, mas tudo na cidade é muito caro.

Acho que todos aqui devem lembrar que Veneza é uma cidade que foi construída num arquipélago, e que a melhor maneira de se locomover lá é por via aquática. Pois bem, para chegar até esse arquipélago, o ônibus parou num terminal fluvial: teríamos todos que descer para poder embarcar num barquinho, que nos levaria até Veneza, propriamente dita.

Campanário de São Marcos

Veneza

Era verão e o dia estava muito quente! O contraste do céu sem nuvens junto com as águas azuis ao redor de Veneza formavam um ambiente que trazia uma paz maravilhosa. O conjunto ficou completo quando começamos a avistar as construções centenárias da cidade.

O barquinho atracou e logo desembarcamos. O trajeto com guia seria relativamente curto: passeamos pelas margens de Veneza, conhecemos a Ponte dos Suspiros e fomos caminhando lentamente até a Piazza San Marco, coração da cidade. Um dos pontos interessantes dali é o Campanário, que permite ter uma bela vista de quase toda a cidade.

Tenho que dizer que a Piazza San Marco estava muito cheia! Nunca vi tantos turistas num só lugar, e tenho que dizer que Veneza ganha no quesito “lugares lotados”, mesmo em comparação com o Palácio de Versailles ou o Museu do Louvre. Também tenho que falar que nunca vi um lugar com tantas pombas! Elas já estão tão acostumadas com o convívio humano que elas até sobem nos braços das pessoas, quando possuem algo para beliscar tipo uma pipoca ou um pedacinho de pão.

@San Marco

@San Marco

Depois fomos caminhando até o “wow moment” de toda a viagem. A agência já havia reservado o passeio de gôndola pra gente, e assim fomos! Não gosto muito de andar de barcos, mas me senti muito segura e tranquila numa gôndola! Na verdade estava tão feliz nesse passeio que estava só apreciando o momento!

Todos os gondoleiros com as pessoas da nossa excursão seguiram o mesmo caminho, que era do ponto de partida até o Gran Canal. Lá, ficamos todos parados enquanto ficávamos ouvindo música: um tenor acompanhado de um sanfoneiro (é isso mesmo?) ficaram performando músicas italianas. Sensação de sonho!

Depois do passeio de gôndola, estávamos livres até o horário da partida, que deveria ser às 16h. Conseguimos almoçar e ainda visitamos algumas lojas na cidade. Sobre o almoço, tenho que dizer que nunca comi uma massa italiana tão gostosa e tão rápida na minha vida! O restaurante que escolhemos conseguiu conciliar rapidez e sabor de uma maneira tão incrível que nem acreditei. E os preços das coisas? Tudo muito caro! Veneza é linda, mas deixe pra fazer suas compras em outro lugar.

Depois de um dia maravilhoso em Veneza, seguimos nosso caminho e fomos em direção à Florença, capital da arte. Depois de uma gostosa viagem na estrada pela Toscana, chegamos em Firenze (o nome da cidade em italiano) próximo ao pôr-do-sol. Lá, iríamos nos preparar para o dia seguinte, mas estava com uma sensação muito estranha nos meus pés.

Durante o passeio de gôndola

Durante o passeio de gôndola

Dia 11 – Florença e Roma

Florença - Roma (Google Maps)

Florença – Roma (Google Maps)

Ah, Florença! Dentre todas as cidades italianas que passamos, essa foi a que mais me surpreendeu. Linda, cheia de arte e história em todas as esquinas, estávamos preparados para conhecer e explorá-la. Vale ressaltar que, de todos os dias de toda essa viagem, esse foi o dia que mais estive mal vestida. Só de olhar para a roupa que estava usando, não consigo imaginar o que tinha dado na minha cabeça para desfilar nessa cidade fina, com pessoas interessantes, vestida igual a um trapo. Enfim…

Continuando o “enfim” ali de cima, a primeira parada foi num mirante que permite ver toda a cidade. Esse mirante possui uma réplica da estátua de David, um dos clássicos da arte. A vista também é maravilhosa: nem imagino o quão incrível seja estar ali num pôr-do-sol.

Florença

Florença

Em seguida fomos ao centro da cidade. O detalhe é que o centro não permite a entrada de ônibus, então fomos deixados num ponto às margens do rio Arno, e fomos andando com a guia até à estátua de Netuno, bem no centro. Eu adorei essa guia, já que ela contou muitas coisas sobre a história antiga da Itália e até da França, passando pelos mecenas, da Vinci e outros assuntos interessantes sobre história da arte. Até fui conversar com ela depois para tirar outras dúvidas.

Como disse, na noite anterior estava sentindo uma sensação estranha e o fato de andar muito até o centro de Florença me fez olhar pra baixo, para os meus pés (juro que ainda não tinha feito isso), e me assustei. Nunca havia visto meus pés tão inchados na minha vida! Por isso que achei aquela caminhada horrível, e para completar, ainda estava de havaianas.

Minha família inteira ficou preocupada com os meus pés, e o fato deles estarem tão inchados meio que prejudicou o andamento do dia. Mesmo assim, conhecemos a Ponte Vecchio, a Cattedrale de Santa Maria de Fiore, os arredores da Piazza della Reppublica e ainda fizemos muitas comprinhas!

Réplica da estátua de David, em frente ao museu Uffizi

Réplica da estátua de David, em frente ao museu Uffizi

Tudo que não compramos na Eslovênia, compramos em Florença. Entramos numa loja e compramos tanta coisa que nem lembro mais. Até a carteira que uso hoje ainda vem daquele dia e continua linda! Comprei um bonito (tá, e caro também) óculos de sol de armação branca do jeito que queria, mas a satisfação maior foi, ao chegar em São Paulo, ver esse mesmo óculos sendo vendido por R$1600. Saí ganhando nessa.

Mesmo com meus pés ruins (obviamente estava sentindo muita dor), conseguimos fazer boas caminhadas pelas ruelas do centro de Florença. A parte ruim foi voltar ao ponto de encontro, que era longe. Nunca estive tão cansada em toda a minha vida, e sentar no meu lugar foi o maior alívio que tinha. Agora iríamos em direção a Roma: só chegaríamos lá depois das 22h.

Dia 12 – Roma

Roma (Google Maps)

Roma (Google Maps)

Esse dia seria exclusivo em Roma, e confesso que não estava mais sentindo a empolgação habitual do início da viagem. Pra mim, esses passeios já haviam virado rotina! O primeiro lugar a ser visitado foi o Coliseu, mas teríamos que ser rápidos: os ônibus de turismo só podiam ficar estacionados por 15 minutos, o que nos obrigou apenas a tirar fotos rápidas do lado de fora.

Depois do Coliseu, o ônibus passou por locais onde haviam muitas ruínas romanas. Passamos pelo Fórum Romano, pelo Circus Maximus, por banhos romanos e outras ruínas e escadarias antigas por toda a cidade.

Imponente!

Imponente!

Mas o foco principal do dia seria o Vaticano. Nós visitamos o Museu Vaticano (Musei Vaticani), o que dá direito de ver várias obras de arte, esculturas, assim como relíquias medievais, todas propriedade da Igreja. Achei todo o acervo lindo, e a arquitetura do Vaticano é espetacular! Amava cada jardim, cada salão que entrava. Algo que me chamou muito a atenção foi a sala com os mapas – adoro cartografia e admirava todas as nuances dos mapas dali.

Caminhamos bastante, apreciando todas as obras de arte dali. Eventualmente chegamos num dos pontos fortes da visita, que era a Capela Sistina. Michelangelo passou 5 anos de sua vida pintando todas as paredes e teto da capela, resultando num trabalho maravilhoso e memorável, com seu ápice na tela que retrata o encontro da mão do homem com a mão de Deus.

@Vaticano

@Vaticano

Todas as minhas fotos da Capela Sistina ficaram horrorosas (minha câmera era péssima, gente), e todas as horas, os seguranças dali pediam para não utilizarem o Flash. Eu segui o pedido, mas muitas pessoas faziam uma de “João sem braço” e tiravam com flash mesmo assim. Existem ordem de confisco das câmeras com os desobedientes, por isso nem tentei.

Capela Sistina

Capela Sistina (mais uma vez, perdão pela foto desfocada! hehe)

Ainda visitamos a tumba dos Papas, onde a maioria estão enterrados. A morte do Papa João Paulo II ainda era recente, então muita gente se aglomerava para observá-lo.

Para concluir, havia um passeio dentro da Basílica de São Pedro. Essa visita ao Vaticano fora bem densa e demorada, e confesso que a guia não estava ajudando. Diferentemente da guia de Florença e da guia do Quartier Latin, não sentia interesse algum pela forma que ela explicava os fatos. O curioso era que estávamos num domingo, e excepcionalmente ali, não haveria missa.

@São Pedro

@São Pedro

Ainda passeamos bastante pelo centro de Roma, até que pegamos um táxi para voltar ao hotel, bem mais tarde. E o meu pé? Ainda dava para caminhar, mas não estava mais aguentando.

Dia 13 – Roma

Roma (Google Maps)

Roma (Google Maps)

Esse foi um péssimo dia. Meu pé estava numa condição que eu não conseguia mais pisar no chão! Nesse dia, estava programada uma visita extra à Nápoles, Capri, Pompeia e Herculano, com o custo de 200 euros, mas devido à minha condição excepcional, não valeria a pena, pois não aguentava caminhar.

Por causa disso, fiquei no hotel o dia inteiro com o meu avô – fiquei assistindo TV e dormindo. Essa seria uma decisão que não faria hoje, mesmo se meu pé estivesse dilacerado, continuaria a caminhar.

Olha o parênteses aberto aqui (De fato, continuei uma viagem com meu pé esquerdo dilacerado na Alemanha, onde sofri um acidente. Foi difícil, mas consegui!)

Neste dia, a minha família poderia ter ido pra Capri et al, mas não foram para não me chatear, pois era o passeio que mais queria fazer. No lugar, conheceram lugares de Roma que não tínhamos conhecido no dia anterior, como a Fontana de Trevi, a Catedral de ossos, a Piazza Venezia e outros.

Fontana de Trevi

Fontana de Trevi

Dia 14 – Pisa e Turim

Roma - Pisa - Turim

Roma – Pisa – Turim

Esse dia estava com um gostinho de saudades. Nesse ponto, não faríamos tantas paradas e passeios como nos outros dias, então nos restaria aproveitar longas viagens de estrada no ônibus, observando a paisagem.

Saímos de Roma cedo, e viajamos por uma estrada que ficava bem na margem do Mediterrâneo. Já estava com saudades, e aquele mar azul com aquele mesmo céu sem nuvens de Veneza já me trazia outra sensação: tristeza. Eu não queria voltar para casa.

Durante o caminho, passamos por algumas cidadezinhas bem antigas e pitorescas. Paisagens iam e vinham, até que vimos uma cidade de um porte um pouco maior: era Pisa.

A Torre Torta

A Torre Torta

Para descer em Pisa, lembrava um pouco Florença. O ônibus parava num determinado ponto, e teríamos que ir caminhando para o local onde fica a torre. Obviamente, o centro de Pisa possui bem mais que isso, mas o nosso foco seria a torre torta.

Não imaginava que a Torre de Pisa era tão torta assim! Pessoas podem subir lá, mas devido à nossa falta de tempo, nem tentamos. O que nos restou? Fazer aquela fotinho clichê, tentando segurar a torre (zzzz). Ok, eu reclamo, mas o processo foi engraçado.

Ao lado da Torre de Pisa, fica o Batistério, o Duomo, e a Lupa Capitolina, numa espécie de parque gramado. Obviamente, é possível de visitar todos: existem muitos turistas lá!

Almoçamos rápido no Mc Donald’s – sim, cometemos essa heresia na Itália -, mas confesso que o sanduíche que pedi (um único da Itália) estava bem gostoso! Um dos melhores que já comi. Ainda deu tempo de comprar uns poucos souvenirs baratinhos (coisa de 1 euro cada, na época), e voltamos para os ônibus.

Passando por Genoa

Passando por Genoa

Vale ressaltar que nessa área onde os ônibus estacionam, uma série de imigrantes (aparentemente africanos) ficam vendendo uma série de produtos piratas, como bolsas, óculos de sol e afins. Reza a lenda que se te pegam comprando esses produtos, você pode ir preso, pelo fato de que esse tipo de falsificações é fortemente combatido na Itália.

Depois de Pisa, seguimos até Turim, nosso destino final. No caminho, passamos por uma série de cidades na costa noroeste da Itália que pareciam a coisa mais linda! Construídas em vales entre duas montanhas e o mar, parecia que ali as pessoas viviam em outro tempo, realidade totalmente diferente da nossa.

Enfim chegamos em Turim, quase no início da noite. Jantamos ali perto, meio com a sensação de dever cumprido. Nossa viagem estava chegando ao fim.

Dia 15 – Genebra e Paris

Turim - Genebra - Paris

Turim – Genebra – Paris

Considero Turim como apenas uma breve parada. Não deu tempo de conhecer nada da cidade, devido à hora que chegamos, e a hora que sairíamos no dia seguinte. Na verdade, saímos bem cedo desta cidade italiana, e o nosso destino seria Genebra, na Suíça.

No caminho, passaríamos pelos Alpes, e vimos algumas paisagens lindas (as usual). Na região do Vale do Aosta, várias casinhas lembravam as da Alemanha. Essa região durante o inverno é muito requisitada para esqui e outros esportes praticados durante essa época.

Falando em inverno, foi nos Alpes italianos que eu vi neve pela primeira vez. Lá no topo das montanhas, beeeem de longe! A princípio foi só um alarme falso, já que ao ver as primeiras montanhas com topo branco, já achei que fosse neve, mas não – eram montanhas onde eram extraídos mármore Carrara. Depois de algum tempo, a nossa guia nos confirmou que o que víamos era de fato, neve.

Depois dos Alpes italianos, atravessamos a fronteira com a França – país onde iniciamos nossa jornada. Oficialmente, atravessamos a fronteira em baixo de um túnel, que se localiza abaixo do Mont Blanc/Monte Bianco/Monte Branco. Essa montanha é a mais alta da Europa e é disputada por França e Itália, e o túnel que passamos, é o mais comprido do mundo.

Cidadezinha italiana próxima à fronteira com a França

Cidadezinha italiana próxima à fronteira com a França

Algum tempo depois, chegamos a Genebra. Apenas passamos num checkpoint rápido na fronteira com a Suíça, e em breve, nos deixaram na beira do Lago Genebra.

Estávamos na capital mundial dos relógios, então decidimos comprar alguns. Ali perto, compramos chocolates suíços maravilhosos que fiquei degustando por semanas a fio, de volta pra casa.

Para variar, nosso tempo em Genebra seria curtíssimo, então pedimos um Mc Donald’s (risos) e voltamos ao ponto de encontro. Foi só isso que conhecemos da Suíça – duas quadras.

Rua em Genebra

Rua em Genebra

Se você olhar no mapa, a distância de Turim até Paris é muito grande (era a maior de todos os dias da nossa viagem), então não tínhamos tempo a perder. Prontamente seguimos até à capital francesa, e quanto mais nos aproximávamos de Paris, mais sentíamos falta de todos esses dias que passamos na Europa.

A Lua estava enorme naquela noite, deixando o céu lindo! Era a Europa nos dando adeus e obrigada. No dia seguinte, pegamos o voo direto para casa.

Passear ao ar livre em Milão

Hoje estava editando algumas coisas no blog quando eu percebi que estava cometendo uma heresia: tenho somente 3 posts sobre a Itália! Pois bem, vou tentar amenizar o prejuízo e buscarei fazer uma programação mais precisa sobre pautas importantes sobre a bota.

Enfim, hoje resolvi focar um pouco no último lugar na Itália que estive, a charmosíssima Milão, que é uma das cidades mais economicamente fortes do país. Apesar de não possuir tantos monumentos históricos como Roma e até outros locais da Toscana devido à destruição das guerras, Milão é uma cidade extremamente agradável para apreciar a culinária, sua arquitetura e também para fazer compras!

Milão também é uma cidade que ainda conserva alguns parques, fazendo com que estes sejam uma alternativa e claro, uma boa opção para quem gosta de caminhar e apreciar algum tempo livre de maneira mais tranquila.

Dependendo do clima, conhecer parques é algo que me interessa muito. Apreciar a natureza (infelizmente não da forma mais natural, mas já ajuda), tirar boas fotos, tomar um sorvete e sentir (um pouco de) ar puro foram escapatórias naturais para essa viagem que tinha um cunho gastronômico forte assim como de compras.

Enfim, decidi conhecer dois parques em Milão: o Giardini Pubblici Indro Montanelli e o Parco Sempione, que é onde se localiza o Castello Sforzesco. Fui para lá no final de dezembro e como se pode esperar, estava bem frio, e além disso, Milão estava bem nublada e sempre com neblina. Ponto importante: meu hotel era bem próximo ao Duomo, então fiz todos os percursos a pé.

Giardini Pubblici bem sereno

Giardini Pubblici bem sereno

O primeiro parque que visitei foi o Giardini Pubblici (vou chamar só assim) e estava, apesar do frio, todo verdinho. O caminho do hotel até lá levou uns 20 minutos a pé e foi bem tranquilo: poucas pessoas na rua, e apesar do frio, não ventava.

O Giardini Pubblici fica bem próximo à Porta Venezia, que é um portal que remonta a tempos medievais; fica a dica que já dá para visitar outro ponto turístico da cidade ali perto. A Porta Venezia também possui uma estação de metrô para àqueles que preferirem.

Porta Venezia

Street view básico da Porta Venezia

Uma coisa interessante sobre esse parque é que ele é mais frequentado por moradores da cidades que turistas, então dificilmente você verá outros turistas com suas câmeras, e sim, cidadãos comuns passeando com seus cachorros e seus filhos. No parque também se localizam um planetário e o Museu de História Natural, e infelizmente ambos estavam fechados quando eu fui, devido às festividades do fim do ano.

Uma das coisas que me lembro bem dali são os patinhos da lagoa. Eles não se assustam com os humanos e nem se intimidaram com o frio! Me lembro também de um parquinho com carrossel para as crianças, assim como barraquinhas de comida.

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Área livre para cães <3

Vale ressaltar que achei o Giardini Pubblici muito bem cuidado e organizado! Certamente foi uma boa escolha passear por ali considerando também que consegui o meu objetivo, que era uma manhã tranquila e agradável observando a natureza no centro de Milão.

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Em outro dia, fui até o Parco Sempione e o Castello Sforzesco, após uma manhã de boas compras na Via Orefici e na Via Dante (sim, sou humana também, haha). Também fui a pé até o Parco e de cara já achei que ali é uma região onde é necessário um pouco mais de atenção, comparada à Porta Venezia e ao Giardini Pubblici. Creio que seja pela quantidade de turistas e de pessoas em geral, o que pode atrair mais gente “indesejada”, digamos assim.

Enfim, como já era tarde e ainda não havíamos almoçado, decidimos apenas caminhar rapidamente pelo Parco, para conhecer, e tirar algumas fotos do exterior do Castello Sforzesco. Creio que foi a melhor escolha, pois eu achei aquele parque bem perigoso. Não sei se foi só falta de sorte, mas lembro ter visto mendigos e gente bêbada ali.

Vista parcial do Parco Sempione

Vista parcial do Parco Sempione

Na noite anterior havia nevado, então o parque estava coberto de neve! Tudo estava com uma aparência linda, mas infelizmente incoveniente para sentar em bancos, e até de tirar fotos com a pobre câmera que possuía na época.

Mas de qualquer maneira, gostei de ter conhecido o Parco Sempione e de ter aproveitado a visão das muralhas, do castelo e de alguns artistas que ficam por ali, como gente tocando violino e afins. Como estava apavorada de fome, decidi não visitar o castelo, o que já torna presença obrigatória na minha próxima ida a Milão. E assim que me programar, espero me lembrar de agendar minha visita à igreja onde “A última ceia” está pintada. :)

Cruzamento da Piazza Castello

Cruzamento da Piazza Castello

 

 

 

 

A tal magia do Natal

Essa época de fim de ano é cheia de celebrações especiais, peças de teatro, um milhão de confraternizações e muitas outras coisas. Especialmente na Europa, uma das principais atrações de natal são os chamados Christmas Markets, que são nada mais nada menos que um grande mercado ao ar livre, com vários produtos da região à venda, como comidas típicas, acessórios para frio e artesanatos em geral.

Os Christmas Markets tem nomes diversos, de acordo com a região que se encontram, podendo variar do Marché de Noël francês até o Weihnachtsmarkt alemão. Dizem que a sua origem é germânica, mas muitos outros países como a Itália, a França, Reino Unido e diversos países do leste europeu abraçaram essa ideia, deixando esses mercadinhos como fofos símbolos do natal e do inverno.

Mas enfim, quais são as atrações de um típico mercado de natal?

Primeiro, obviamente posso falar das compras! Como citei lá no primeiro parágrafo, existem muitos artigos fofos sendo vendidos. Posso citar artigos feitos de lã como luvas, gorros, cachecóis e afins, assim como, calçados feitos à mão, artigos em madeira como cucos, bonecos, decorações para casa, e muitos ursinhos de pelúcia são vendidos de certeza!

E claro que todo christmas market tem muita comida típica à venda! Saudades eternas do cheiro do caramelo no ar friozinho do inverno! Me lembro de maçãs do amor, pretzels, diversos tipos de castanhas caramelizadas, frutas cristalizadas, todo tipo de pães, algumas frituras e muitos bratwursts (especialmente em países germânicos)!

E onde tem comida, claro que tem bebida! Especialmente na Alemanha (onde essa tradição de mercadinhos de natal é mais forte), tem sempre alguma barraquinha vendendo cerveja aberta! Foco também para outras bebidas alcóolicas como o Eierpunsch (feita a partir de ovos) e o Glühwein (uma espécie de vinho).

Outros detalhes importantes dos christmas markets é que eles são obviamente movidos pelo ar religioso do natal em si. É comum de encontrarmos um presépio bem bonito e às vezes decorado de acordo com a cultura do local. Assim como é quase obrigatório que cada mercado de natal possua uma árvore de natal bem decorada!

Cada vez mais, os mercados aderem à tecnologia para o design, mas o clima pitoresco ainda é o mais conhecido e aceito! Isso também se aplica à música, já que sempre tem algumas bandas que animam o clima dos mercados.

Os christmas markets mais conhecidos ficam em Frankfurt, Sttutgart, Nuremberg, Augsburg, Dresden e Erfurt, todas na Alemanha. Porém outros mercados em Praga, Estocolmo, Dublin, Budapeste e Copenhague são bem conhecidos também. Assim que a viagem para a Europa no fim do ano esteja confirmada, é bom já ir pesquisando se terá algum Christmas Market para conhecer.

Airport review: Aeroporto di Milano – Malpensa (MXP)

O aeroporto de Malpensa em Milão junto com o aeroporto de Fiumicino em Roma são os hubs centrais para se chegar à Itália de avião. Hoje especialmente vim falar de Malpensa, dando algumas dicas úteis para quem pretende passar por lá.

Terminal 1 em Malpensa

Terminal 1 em Malpensa

Conexão direta com o Brasil? 

A LATAM oferece um voo direto de Guarulhos para Milão, e vice versa diariamente num A330. O voo de ida dura cerca de 11h30, e a volta, um pouco mais de 12h. O atendimento em solo é bom e não tenho nenhuma reclamação sobre o serviço em geral. O voo sai de São Paulo próximo à meia-noite e chega em Milão durante a tarde, pelas 15h. Na volta, o voo sai de Milão também à noite, próximo das 22h e chega em Guarulhos pouco antes das 6 da manhã.

Transporte para o centro: 

Existem 3 maneiras de ir ao centro de Milão. O aeroporto de Malpensa fica bem longe do centro da cidade (na verdade, o aeroporto se encontra num enclave no território de 7 comunas), o que deixa o transporte por táxi bem caro (cerca de uns 80 euros até o centro). As outras duas maneiras de chegar em Milão são por ônibus e pelo Malpensa Express.

Qual o sistema que escolhi afinal? 

Escolhi o Malpensa Express devido à praticidade do sistema, pois estava carregando muitas malas. O terminal onde se compram os tickets fica dentro do aeroporto, e é preciso apenas descer uma escada rolante, validar a passagem e entrar no trem. Existem dois destinos principais que o Malpensa Express leva: a estação central de Milão e a estação Milano Cadorna.
Acabei indo até Milano Cadorna, que havia uma baldiação com a linha vermelha do metrô. A estação mais próxima do meu hotel era a Duomo, e chegamos lá rapidamente.

Duty free: 

Encontrei em Malpensa um dos melhores duty frees que já vi. Existe uma enorme variedade de perfumes, bolsas, chocolates, souvenirs, doces, bebidas e sim, muitas (!!!) massas e temperos italianos à venda! Fora isso, existem outras lojas de estilistas italianos com produtos bem baratos.

Alimentação: 

Existe uma boa variedade de restaurantes e fast food por lá. Não é desculpa para ninguém ficar com fome! ;)

Imigração: 

A princípio ela é super tranquila, até demais. O oficial de imigração apenas pediu nossos passaportes e carimbou, sem fazer nenhuma pergunta. Pegamos as nossas malas, e na saída, uma série de policiais (estavam com um distintivo, semelhante à da Polícia Federal aqui no Brasil) abordavam todas as pessoas. Um deles me abordou e perguntou quanto tempo eu iria ficar na Itália. Eu respondi em inglês que iria ficar por lá até o natal, e que depois iria até a Alemanha. Ele me deixou passar sem problemas.

Wifi: 

O aeroporto oferece 3o minutos de wifi grátis por dia. Para isso, é necessário fazer um cadastro rápido e o acesso é facilmente liberado.

Atendimento especial: 

Na volta, havia machucado meu pé num acidente e só conseguia andar com a ajuda de muletas. Recebi todo o apoio da TAM (que inclusive chegou a me oferecer uma cadeira de rodas, mas recusei) e do aeroporto para passar pelo raio-x e imigração. Na hora do embarque, tive prioridade e fui a primeira a entrar no avião, além de receber um atendimento todo especial pelos comissários de bordo da TAM. Ganharam pontos comigo. De maneira geral, o aeroporto de Malpensa tem um ok para mobilidade especial.

Tomadas: 

Não é difícil de se encontrarem tomadas no terminal.

Qual a diferença entre o terminal 1 e o 2? 

O terminal 1 é aquele que atende à quase todas as companhias aéreas, incluindo destinos dentro da Itália, UE e resto do mundo. O terminal 2 atende apenas operadoras low-cost, atendendo especialmente a EasyJet. Existe um shuttle que liga os dois terminais, com a duração de viagem estimada em uns 15 minutos entre terminais.

O aeroporto de Malpensa não é um hub aéreo como Frankfurt, Londres ou até mesmo Istambul. Mesmo assim, a viagem passando por lá certamente será tranquila e sem grandes problemas.

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