O relato sobre a minha visita à Colonia del Sacramento

Olá pessoal! Quem me acompanha por aqui já sabe que eu estou fazendo relatos sobre os destinos da minha última viagem, onde conheci Montevidéu, Colonia del Sacramento e Buenos Aires. Não é segredo para ninguém que me encantei especificamente com o Uruguai, e realizei um pequeno sonho da minha vida ao conhecer a Colonia del Sacramento.

Para deixar o relato bem completo, dividi o post em algumas partes. Para concluir o raciocínio sobre Colonia del Sacramento, hoje vou contar pra vocês o relato da visita. Espero que gostem! :)

Acompanhe também: De Montevidéu a Colonia del Sacramento de ônibus

Detalhes das casas

Detalhes das casas

Então, saímos de Tres Cruces no ônibus das 9:30, e apesar do mapa indicar que a viagem entre Montevidéu e Colonia dura um pouco mais de 2h, a viagem chegou próximo de 3h devido as paradas que o ônibus faz no caminho. Até então tudo bem, pois tínhamos um pouco de folga, mas não queríamos abusar.

Chegamos em Colonia aproximadamente 12:30 e a nossa intenção era procurar um lugar para guardar as malas. Não existem muitos guarda-volumes disponíveis na região, e acabamos encontrando um bem em frente à rodoviária e a estação hidroviária, numa loja especializada em artigos para viagens. Pagamos 10 reais por duas malas e sem limite de tempo. Menos mal que eles aceitavam real, daí não gastaríamos mais nossos preciosos pesos só para guardar as malas!

Lá nessa loja onde deixamos as nossas malas, perguntei se eles tinham algum mapa de Colonia. O que eu tinha era o Google Maps: já tinha marcado com estrela os principais lugares da cidade, mas não queria ficar gastando a bateria do meu celular à toa. Gentilmente ele me deu um mapa e me explicou onde ficavam algumas das principais atrações da cidade. Agradeci e fui conhecer Colonia!

Farol da Colonia del Sacramento

Farol da Colonia del Sacramento

Acompanhe também: 8 fotos imperdíveis para tirar na Colonia del Sacramento

Saímos dali e fomos em direção à Av. General Flores, que é a principal da cidade. Pela maior parte de sua extensão, tinha muitas lojas, restaurantes, pessoas vestidas como gauchos tomando mate sentados nos bancos espalhados pela rua.

Tinham tantos restaurantes pelo caminho, e a maioria vendia adivinha o quê: carne! O cheirinho era bem gostoso, e ao mesmo tempo que a cidade aparenta ser (e é) turística, o clima era muito de cidade de interior.

Caminhamos, caminhamos e caminhamos, sempre em linha reta, até chegarmos na “fronteira” entre as partes nova e velha de Colonia. Confesso que não sabia nem pra onde olhar, já que estava muito feliz e emocionada de estar ali!

Fronteira

Fronteira

Saímos da Gen. Flores e entramos na rua Vasconcellos, em direção à Basílica del Santíssimo Sacramento. Igrejinha linda no centro de uma cidadezinha de aparência colonial é bem linda, já imaginem! Na frente da igreja tem uma pracinha e ficamos lá um pouco.

Depois nos dirigimos até o Farol: até hoje existem ruínas do que um dia foi um antigo convento português que foi demolido pelos espanhois. Dá para subir no topo do farol, mas devido ao nosso tempo reduzido, ficamos no chão.

Após o Farol, fomos em direção à orla de Colonia, onde tirei algumas fotos clichês com o rio como background, haha. Terminamos de andar pela orla, sempre apreciando a bela paisagem do río de la Plata e voltamos até o centro histórico de Colonia, que é bem pequeno.

Mapa da Colonia del Sacramento nos azulejos

Mapa da Colonia del Sacramento nos azulejos

Caminhamos pelas ruas que ainda não tínhamos entrado e achamos tudo lindo! Ruas de paralelepípedos, azulejos portugueses, e uma sensação de volta ao passado, tudo fantástico!

Para terminar o dia, nos sentamos no Pier de Colonia, sentindo o vento fresco no rosto e aproveitando a linda vista do río de la Plata. Alguns minutos depois, começamos a caminhada em direção ao guarda volumes e em seguida, ao terminal hidroviário, onde iríamos diretamente para Buenos Aires.

Acompanhe também: Atravessando o Río de la Plata

Esse trajeto durou aproximadamente duas horas, mas com certeza vale a pena pernoitar em Colonia. Fizemos assim com a intenção de ganhar um dia a mais em Buenos Aires, mas no final acabou não valendo a pena.

Deveria ter sido ótimo passar a tarde inteira aproveitando o centro histórico de Colonia, e ficamos com aquela sensação de que fizemos tudo correndo. Nem comer direito nós conseguimos!

A experiência faz o homem, então seria interessante aproveitar um dia inteiro em Colonia sem sombra de dúvida. A cidade é linda e encantadora, além fazer parte de um período importante na história do nosso Brasil. Já pensou se Colonia tivesse ficado definitivamente do lado português?

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Uma tarde no Pier 39

Olá a todos! Quando fomos a São Francisco, listamos uma série de lugares que pretendíamos conhecer, e muitos deles bem diferentes entre si tipo a Union Square, Chinatown, Lombard Street, Alcatraz, Golden Gate, Japanese Tea Garden, Haight Ashbury, entre outros.

Um dos lugares pretendidos era o Pier 39, local turístico na orla de São Francisco que possui uma série de lojas e restaurantes, e vou já contar como foi essa tarde por lá.

 

Placa indicativa no Pier 39

Placa indicativa no Pier 39

Então, a programação para aquele dia envolvia visitar Alcatraz, depois almoçar em algum lugar no Pier 39, e em seguida iríamos conhecer o resto da atração. Pois bem, primeiramente seguimos nosso roteiro e visitamos Alcatraz, e acabamos passando um bom tempo na ilha. O ponto de partida até esta prisão sai do Pier 33, uns 5 minutinhos de caminhada a partir do Pier 39.

Acompanhe também: Visita em Alcatraz

Mapa do Pier 39

Mapa do Pier 39

Como nosso ingresso para Alcatraz era para as 12:30 e considerando que passamos pelo menos umas duas horas visitando a prisão mais conhecida do mundo, imagine que já fomos almoçar bem tarde. Ao voltar para o continente a prioridade era encontrar um restaurante, e como estávamos em São Francisco, queríamos frutos do mar.

Enfim, escolhemos o Wipeout Bar & Grill, mais ou menos próximo do início da entrada do Pier 39. Tinha muita gente comendo ali, e geralmente partimos do pressuposto de que “se tá cheio, é bom”, e acabamos acertando! Pedi um combinado de salmão, peixe espada e camarão grelhados, e achei delicioso! Foi a minha primeira vez comendo peixe espada e achei sensacional!

Esse prato tava MUITO bom!

Esse prato tava MUITO bom!

Depois do almoço, caminhamos por toda a extensão do Pier 39, e adorei muita coisa que vi pelo caminho! Vou listar aqui alguns destaques:

O carrossel que fica no Pier 39 é lindo! Ele tem dois andares, é bem decorado, e as crianças adoraram passear lá! Ele foi pintado na Itália e possui vários desenhos, dentre eles, atrações turísticas de San Fran como a Golden Gate e a Lombard Street.

Carrossel do Pier 39

Carrossel do Pier 39

Vocês lembram do filme “Quero ser grande” que o Tom Hanks fica dançando em cima de um piso/teclado musical gigante? Essa foi a inspiração para a Musical Stairs: cada degrau emite um som de teclado quando pisado! É bem divertido (até para os adultos) subirem e descerem essas escadas!

Musical stairs

Musical stairs

A Marina do Pier 39 possui mais de 300 docks para pessoas que tem interesses em deixar seus barcos lá mediante aluguel. Isso não atrai tanto os turistas, mas rende várias fotos boas.

Marina

Marina

O Hard Rock Café de São Francisco fica localizado bem na entrada do Pier 39. Para quem quer fugir de frutos do mar e comer um tradicional sanduíche, ali é a melhor escolha. Mas se não for pra comer, pelo menos vá para o gift shop da loja!

O Pier 39 possui várias lojas de lembrancinhas de São Francisco. Comprei muitas coisinhas legais lá, com o intuito de colocar na minha prateleira de coisinhas de viagem. O meu favorito é o mini bondinho.

O bondinho de São Francisco ao lado da Mafalda, do mate e de Hagia Sofia

O bondinho de São Francisco ao lado da Mafalda, do mate e de Hagia Sofia

Uma loja que adorei foi a Candy Baron, que como o nome já diz, vende doces. Ali tem todo tipo de doce possível e imaginável, e minha vontade era de sair provando de tudo um pouco!

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Doces!

Tinham tantas outras lojas que entrei e não tirei foto! Fora isso, vale a pena ressaltar o Aquarium of the Bay: o plano era visitá-lo, mas desistimos em cima da hora pelo fato de que já iríamos visitar o Monterey Bay Aquarium (então pra quê visitar dois aquários pra ver a mesma coisa?). Mas como falei em outro post, acabamos não visitando o Monterey Bay Aquarium também, haha. Moral da história: visite o Aquarium of the Bay! Os relatos que vejo em outros sites parecem ser muito positivos.

Acompanhe também: Algumas horas em Monterey

Pier

Pier

Então é isso! Passamos horas muito agradáveis visitando Alcatraz e o Pier 39, e é uma visita muito recomendada. Uma dica é levar bastante dinheiro! Os motivos são principalmente dois: ali é uma zona turística, então especialmente os restaurantes vão ser um pouco mais caros que outros lugares, mas nada tão absurdo; e claro, existem tantas besteirinhas pelo caminho que dá vontade de comprar tudo!

Staré Město, a cidade velha de Praga

Praga, sem dúvida alguma, é uma das cidades mais bonitas da Europa Central, e grande parte de sua beleza vem da Cidade Velha, ou Staré Město em tcheco. O local é chamado de Cidade Velha devido ao fato de que esta é a região mais antiga da capital Tcheca, datando do século XII.

A maior parte das atrações da cidade estão ou orbitam a Cidade Velha, fazendo com que a visita ali seja indispensável a qualquer viajante. Então, este é o post de hoje: o guia completo da Cidade Velha de Praga! :)

Praga-1

Praga-1

Onde se localiza e quais são suas características gerais?

Uma coisa que ajuda para um melhor entendimento de Praga é conhecer seu mapa. A capital da República Tcheca é dividida pelo rio Vltava em duas grandes partes. A Cidade Velha se encontra na parte leste, enquanto a Cidade Baixa e o Castelo de Praga se localizam a oeste.

Vou deixar a parte oeste da cidade em outro post, já que existem muitas coisas interessantes nessa região da cidade! Só a subida a pé para o Castelo de Praga já merece um post inteiro.

Falando agora de Staré Město, esta conserva muitas características de suas origens medievais. Este bairro é composto quase que inteiramente de ruelas pedestres, com pequenas casinhas coloridas alegrando o espaço com suas estátuas e pinturas.

Segundo o nosso guia do Walking Tour, Praga era uma cidade rodada por muralhas que hoje já não existem mais. Dentro dessas muralhas se localizava a Staré Město, considerada coração e área nobre da cidade.

Acompanhe também: Walking Tours em Praga

Mesmo com o passar do tempo e a transformação de várias partes da cidade, Staré Město continua com suas características medievais e pitorescas, sendo um lugar de encher os olhos e as câmeras de qualquer pessoa.

Antes de continuar a falar sobre Staré Město, preciso compartilhar que Praga é uma das cidades que mais vi turistas na rua! Não se espante com a quantidade de pessoas, especialmente em volta do relógio astronômico.

Algumas atrações de Staré Město

A Old Town Square é a praça principal da cidade, e em torno dela se encontram os principais museus, restaurantes e igrejas da cidade. Os prédios que a circulam são coloridos e alguns possuem pinturas na sua decoração.

No final de semana que estive lá, uma feirinha bem interessante se localizava nos arredores da praça. A grande maioria vendia comidinhas (comi um bratwürst lá), mas algumas barracas vendiam artesanato. Na minha opinião, essa feira combina muito com o local.

Old Town Square

Old Town Square

O relógio astronômico é provavelmente o principal símbolo de Praga. Sua estrutura, cores, e o significado de cada pequena estátua são amplamente estudados por historiadores e entusiastas. É impressionante a quantidade de pessoas que ficam em volta do relógio!

A cada hora durante o dia (acredito que só não funciona de madrugada), uma pequena apresentação com cucos, bonequinhos e música acontece. Em tempos antigos, isso era uma comemoração pelo fato de que mais uma hora do dia havia passado. Lembrando que em tempos medievais, as pessoas acreditavam que o fim do mundo podia vir a qualquer momento.

Eu já fiz um post bem detalhado sobre o relógio astronômico, onde procuro explicar um pouco da sua história e seus significados. O chamado “Orloj” de Praga certamente merece a atenção de quem passeia por Staré Město.

Acompanhe também: 10 coisas que você não sabia sobre o Orloj de Praga

Foto do Orloj tirada bem cedinho. Ainda não haviam muitos turistas na área.

Foto do Orloj tirada bem cedinho. Ainda não haviam muitos turistas na área.

A Torre da Pólvora (ou Torre do Pó) é uma estrutura localizada bem nos limites da Cidade Velha, e este é o único pedaço restante da antiga muralha que rodeava a capital tcheca.

Sua aparência semelhante a um portal não é em vão, já que a torre era uma estrutura que dava acesso às rotas comerciais do resto da Europa, já que Praga era um importantíssimo entreposto comercial.

Durante o reinado de Maria Teresa, a grande imperatriz da Áustria, essa torre teve a função de guardar pólvora, motivo pelo qual ela recebe este nome hoje em dia.

Sair por aí...

Sair por aí…

A ponte Carlos (Charles Bridge) é juntamente com o relógio astronômico, o principal símbolo de Praga. Essa ponte pedestre e medieval foi construída por Carlos, o rei tcheco mais conhecido, em meados do século XVI.

Originalmente a ponte que vemos hoje foi construída em substituição a outra que foi destruída por uma enchente. Também contei a história dela em outro post, onde tentei contar resumidamente tudo que envolve este belíssimo lugar!

Acompanhe também: A conexão de Praga

A ponte Carlos também serve como uma “fronteira” de Staré Město, mas ao mesmo tempo ela possui a função de ligar a Cidade Antiga com a Cidade Baixa, que como disse antes, fica do outro lado do rio. Hoje em dia existem outras pontes que fazem essa ligação, mas a Charles Bridge teve essa função originalmente.

Multidão na Charles Bridge

Multidão na Charles Bridge

Fora essas atrações importantes, é muito válido conhecer a pé as ruas de Staré Město. As ruas são muito bonitinhas, e existem muitas lojas que vendem uma série de artigos relacionados à República Tcheca. Fora isso, existe uma imensidade de museus (tipo o museu do chocolate, museu da cerveja, museus com temas medievais, entre outros) e lugares onde comidinhas típicas são vendidas.

Fachadas

Fachadas

Roupa típica tcheca

Roupa típica tcheca

Centro de Praga

Centro de Praga

Bem cedo e chovia muito

Bem cedo e chovia muito

Amei Praga e pretendo voltar. Só passei um fim de semana na cidade, e tinha tanta, mas tanta coisa pra fazer que com certeza acabei não conhecendo tudo que queria. Mesmo assim, procurei caminhar por todas as ruas que podia, e adorei o que vi. Com certeza, uma das cidades mais lindas da Europa!

 

 

Roteiro da minha primeira viagem à Europa – Parte 3

Olá! Esse é o post final sobre o roteiro da minha primeira viagem à Europa. Já descrevi bem detalhadamente o que aconteceu na primeira parte da viagem na parte 1 e na parte 2 do post, onde passamos por França, Luxemburgo, Alemanha, Áustria e Eslovênia. Hoje, terminarei de contar como foi a nossa experiência pela Itália, Vaticano, Suíça e a volta para a França.

Lembrando mais uma vez que essa é uma sugestão de roteiro para a Europa: como contratamos uma agência de turismo, todo o transporte e passeios eram por conta da empresa. Mas obviamente, é possível de recriar este trajeto por conta própria.

Acompanhe também:
Roteiro da minha primeira viagem à Europa – Parte 1
Roteiro da minha primeira viagem à Europa – Parte 2

Dia 10 – Veneza e Florença

Veneza - Florença (Google Maps)

Veneza – Florença (Google Maps)

Esse dia iria começar de uma bela maneira. Nós ficamos hospedados em Mestre, que é uma cidade italiana que se encontra no continente, mas é bem pertinho de Veneza. Provavelmente a agência escolheu esse hotel em Mestre por causa do preço, pois se hospedar em Veneza é possível, mas tudo na cidade é muito caro.

Acho que todos aqui devem lembrar que Veneza é uma cidade que foi construída num arquipélago, e que a melhor maneira de se locomover lá é por via aquática. Pois bem, para chegar até esse arquipélago, o ônibus parou num terminal fluvial: teríamos todos que descer para poder embarcar num barquinho, que nos levaria até Veneza, propriamente dita.

Campanário de São Marcos

Veneza

Era verão e o dia estava muito quente! O contraste do céu sem nuvens junto com as águas azuis ao redor de Veneza formavam um ambiente que trazia uma paz maravilhosa. O conjunto ficou completo quando começamos a avistar as construções centenárias da cidade.

O barquinho atracou e logo desembarcamos. O trajeto com guia seria relativamente curto: passeamos pelas margens de Veneza, conhecemos a Ponte dos Suspiros e fomos caminhando lentamente até a Piazza San Marco, coração da cidade. Um dos pontos interessantes dali é o Campanário, que permite ter uma bela vista de quase toda a cidade.

Tenho que dizer que a Piazza San Marco estava muito cheia! Nunca vi tantos turistas num só lugar, e tenho que dizer que Veneza ganha no quesito “lugares lotados”, mesmo em comparação com o Palácio de Versailles ou o Museu do Louvre. Também tenho que falar que nunca vi um lugar com tantas pombas! Elas já estão tão acostumadas com o convívio humano que elas até sobem nos braços das pessoas, quando possuem algo para beliscar tipo uma pipoca ou um pedacinho de pão.

@San Marco

@San Marco

Depois fomos caminhando até o “wow moment” de toda a viagem. A agência já havia reservado o passeio de gôndola pra gente, e assim fomos! Não gosto muito de andar de barcos, mas me senti muito segura e tranquila numa gôndola! Na verdade estava tão feliz nesse passeio que estava só apreciando o momento!

Todos os gondoleiros com as pessoas da nossa excursão seguiram o mesmo caminho, que era do ponto de partida até o Gran Canal. Lá, ficamos todos parados enquanto ficávamos ouvindo música: um tenor acompanhado de um sanfoneiro (é isso mesmo?) ficaram performando músicas italianas. Sensação de sonho!

Depois do passeio de gôndola, estávamos livres até o horário da partida, que deveria ser às 16h. Conseguimos almoçar e ainda visitamos algumas lojas na cidade. Sobre o almoço, tenho que dizer que nunca comi uma massa italiana tão gostosa e tão rápida na minha vida! O restaurante que escolhemos conseguiu conciliar rapidez e sabor de uma maneira tão incrível que nem acreditei. E os preços das coisas? Tudo muito caro! Veneza é linda, mas deixe pra fazer suas compras em outro lugar.

Depois de um dia maravilhoso em Veneza, seguimos nosso caminho e fomos em direção à Florença, capital da arte. Depois de uma gostosa viagem na estrada pela Toscana, chegamos em Firenze (o nome da cidade em italiano) próximo ao pôr-do-sol. Lá, iríamos nos preparar para o dia seguinte, mas estava com uma sensação muito estranha nos meus pés.

Durante o passeio de gôndola

Durante o passeio de gôndola

Dia 11 – Florença e Roma

Florença - Roma (Google Maps)

Florença – Roma (Google Maps)

Ah, Florença! Dentre todas as cidades italianas que passamos, essa foi a que mais me surpreendeu. Linda, cheia de arte e história em todas as esquinas, estávamos preparados para conhecer e explorá-la. Vale ressaltar que, de todos os dias de toda essa viagem, esse foi o dia que mais estive mal vestida. Só de olhar para a roupa que estava usando, não consigo imaginar o que tinha dado na minha cabeça para desfilar nessa cidade fina, com pessoas interessantes, vestida igual a um trapo. Enfim…

Continuando o “enfim” ali de cima, a primeira parada foi num mirante que permite ver toda a cidade. Esse mirante possui uma réplica da estátua de David, um dos clássicos da arte. A vista também é maravilhosa: nem imagino o quão incrível seja estar ali num pôr-do-sol.

Florença

Florença

Em seguida fomos ao centro da cidade. O detalhe é que o centro não permite a entrada de ônibus, então fomos deixados num ponto às margens do rio Arno, e fomos andando com a guia até à estátua de Netuno, bem no centro. Eu adorei essa guia, já que ela contou muitas coisas sobre a história antiga da Itália e até da França, passando pelos mecenas, da Vinci e outros assuntos interessantes sobre história da arte. Até fui conversar com ela depois para tirar outras dúvidas.

Como disse, na noite anterior estava sentindo uma sensação estranha e o fato de andar muito até o centro de Florença me fez olhar pra baixo, para os meus pés (juro que ainda não tinha feito isso), e me assustei. Nunca havia visto meus pés tão inchados na minha vida! Por isso que achei aquela caminhada horrível, e para completar, ainda estava de havaianas.

Minha família inteira ficou preocupada com os meus pés, e o fato deles estarem tão inchados meio que prejudicou o andamento do dia. Mesmo assim, conhecemos a Ponte Vecchio, a Cattedrale de Santa Maria de Fiore, os arredores da Piazza della Reppublica e ainda fizemos muitas comprinhas!

Réplica da estátua de David, em frente ao museu Uffizi

Réplica da estátua de David, em frente ao museu Uffizi

Tudo que não compramos na Eslovênia, compramos em Florença. Entramos numa loja e compramos tanta coisa que nem lembro mais. Até a carteira que uso hoje ainda vem daquele dia e continua linda! Comprei um bonito (tá, e caro também) óculos de sol de armação branca do jeito que queria, mas a satisfação maior foi, ao chegar em São Paulo, ver esse mesmo óculos sendo vendido por R$1600. Saí ganhando nessa.

Mesmo com meus pés ruins (obviamente estava sentindo muita dor), conseguimos fazer boas caminhadas pelas ruelas do centro de Florença. A parte ruim foi voltar ao ponto de encontro, que era longe. Nunca estive tão cansada em toda a minha vida, e sentar no meu lugar foi o maior alívio que tinha. Agora iríamos em direção a Roma: só chegaríamos lá depois das 22h.

Dia 12 – Roma

Roma (Google Maps)

Roma (Google Maps)

Esse dia seria exclusivo em Roma, e confesso que não estava mais sentindo a empolgação habitual do início da viagem. Pra mim, esses passeios já haviam virado rotina! O primeiro lugar a ser visitado foi o Coliseu, mas teríamos que ser rápidos: os ônibus de turismo só podiam ficar estacionados por 15 minutos, o que nos obrigou apenas a tirar fotos rápidas do lado de fora.

Depois do Coliseu, o ônibus passou por locais onde haviam muitas ruínas romanas. Passamos pelo Fórum Romano, pelo Circus Maximus, por banhos romanos e outras ruínas e escadarias antigas por toda a cidade.

Imponente!

Imponente!

Mas o foco principal do dia seria o Vaticano. Nós visitamos o Museu Vaticano (Musei Vaticani), o que dá direito de ver várias obras de arte, esculturas, assim como relíquias medievais, todas propriedade da Igreja. Achei todo o acervo lindo, e a arquitetura do Vaticano é espetacular! Amava cada jardim, cada salão que entrava. Algo que me chamou muito a atenção foi a sala com os mapas – adoro cartografia e admirava todas as nuances dos mapas dali.

Caminhamos bastante, apreciando todas as obras de arte dali. Eventualmente chegamos num dos pontos fortes da visita, que era a Capela Sistina. Michelangelo passou 5 anos de sua vida pintando todas as paredes e teto da capela, resultando num trabalho maravilhoso e memorável, com seu ápice na tela que retrata o encontro da mão do homem com a mão de Deus.

@Vaticano

@Vaticano

Todas as minhas fotos da Capela Sistina ficaram horrorosas (minha câmera era péssima, gente), e todas as horas, os seguranças dali pediam para não utilizarem o Flash. Eu segui o pedido, mas muitas pessoas faziam uma de “João sem braço” e tiravam com flash mesmo assim. Existem ordem de confisco das câmeras com os desobedientes, por isso nem tentei.

Capela Sistina

Capela Sistina (mais uma vez, perdão pela foto desfocada! hehe)

Ainda visitamos a tumba dos Papas, onde a maioria estão enterrados. A morte do Papa João Paulo II ainda era recente, então muita gente se aglomerava para observá-lo.

Para concluir, havia um passeio dentro da Basílica de São Pedro. Essa visita ao Vaticano fora bem densa e demorada, e confesso que a guia não estava ajudando. Diferentemente da guia de Florença e da guia do Quartier Latin, não sentia interesse algum pela forma que ela explicava os fatos. O curioso era que estávamos num domingo, e excepcionalmente ali, não haveria missa.

@São Pedro

@São Pedro

Ainda passeamos bastante pelo centro de Roma, até que pegamos um táxi para voltar ao hotel, bem mais tarde. E o meu pé? Ainda dava para caminhar, mas não estava mais aguentando.

Dia 13 – Roma

Roma (Google Maps)

Roma (Google Maps)

Esse foi um péssimo dia. Meu pé estava numa condição que eu não conseguia mais pisar no chão! Nesse dia, estava programada uma visita extra à Nápoles, Capri, Pompeia e Herculano, com o custo de 200 euros, mas devido à minha condição excepcional, não valeria a pena, pois não aguentava caminhar.

Por causa disso, fiquei no hotel o dia inteiro com o meu avô – fiquei assistindo TV e dormindo. Essa seria uma decisão que não faria hoje, mesmo se meu pé estivesse dilacerado, continuaria a caminhar.

Olha o parênteses aberto aqui (De fato, continuei uma viagem com meu pé esquerdo dilacerado na Alemanha, onde sofri um acidente. Foi difícil, mas consegui!)

Neste dia, a minha família poderia ter ido pra Capri et al, mas não foram para não me chatear, pois era o passeio que mais queria fazer. No lugar, conheceram lugares de Roma que não tínhamos conhecido no dia anterior, como a Fontana de Trevi, a Catedral de ossos, a Piazza Venezia e outros.

Fontana de Trevi

Fontana de Trevi

Dia 14 – Pisa e Turim

Roma - Pisa - Turim

Roma – Pisa – Turim

Esse dia estava com um gostinho de saudades. Nesse ponto, não faríamos tantas paradas e passeios como nos outros dias, então nos restaria aproveitar longas viagens de estrada no ônibus, observando a paisagem.

Saímos de Roma cedo, e viajamos por uma estrada que ficava bem na margem do Mediterrâneo. Já estava com saudades, e aquele mar azul com aquele mesmo céu sem nuvens de Veneza já me trazia outra sensação: tristeza. Eu não queria voltar para casa.

Durante o caminho, passamos por algumas cidadezinhas bem antigas e pitorescas. Paisagens iam e vinham, até que vimos uma cidade de um porte um pouco maior: era Pisa.

A Torre Torta

A Torre Torta

Para descer em Pisa, lembrava um pouco Florença. O ônibus parava num determinado ponto, e teríamos que ir caminhando para o local onde fica a torre. Obviamente, o centro de Pisa possui bem mais que isso, mas o nosso foco seria a torre torta.

Não imaginava que a Torre de Pisa era tão torta assim! Pessoas podem subir lá, mas devido à nossa falta de tempo, nem tentamos. O que nos restou? Fazer aquela fotinho clichê, tentando segurar a torre (zzzz). Ok, eu reclamo, mas o processo foi engraçado.

Ao lado da Torre de Pisa, fica o Batistério, o Duomo, e a Lupa Capitolina, numa espécie de parque gramado. Obviamente, é possível de visitar todos: existem muitos turistas lá!

Almoçamos rápido no Mc Donald’s – sim, cometemos essa heresia na Itália -, mas confesso que o sanduíche que pedi (um único da Itália) estava bem gostoso! Um dos melhores que já comi. Ainda deu tempo de comprar uns poucos souvenirs baratinhos (coisa de 1 euro cada, na época), e voltamos para os ônibus.

Passando por Genoa

Passando por Genoa

Vale ressaltar que nessa área onde os ônibus estacionam, uma série de imigrantes (aparentemente africanos) ficam vendendo uma série de produtos piratas, como bolsas, óculos de sol e afins. Reza a lenda que se te pegam comprando esses produtos, você pode ir preso, pelo fato de que esse tipo de falsificações é fortemente combatido na Itália.

Depois de Pisa, seguimos até Turim, nosso destino final. No caminho, passamos por uma série de cidades na costa noroeste da Itália que pareciam a coisa mais linda! Construídas em vales entre duas montanhas e o mar, parecia que ali as pessoas viviam em outro tempo, realidade totalmente diferente da nossa.

Enfim chegamos em Turim, quase no início da noite. Jantamos ali perto, meio com a sensação de dever cumprido. Nossa viagem estava chegando ao fim.

Dia 15 – Genebra e Paris

Turim - Genebra - Paris

Turim – Genebra – Paris

Considero Turim como apenas uma breve parada. Não deu tempo de conhecer nada da cidade, devido à hora que chegamos, e a hora que sairíamos no dia seguinte. Na verdade, saímos bem cedo desta cidade italiana, e o nosso destino seria Genebra, na Suíça.

No caminho, passaríamos pelos Alpes, e vimos algumas paisagens lindas (as usual). Na região do Vale do Aosta, várias casinhas lembravam as da Alemanha. Essa região durante o inverno é muito requisitada para esqui e outros esportes praticados durante essa época.

Falando em inverno, foi nos Alpes italianos que eu vi neve pela primeira vez. Lá no topo das montanhas, beeeem de longe! A princípio foi só um alarme falso, já que ao ver as primeiras montanhas com topo branco, já achei que fosse neve, mas não – eram montanhas onde eram extraídos mármore Carrara. Depois de algum tempo, a nossa guia nos confirmou que o que víamos era de fato, neve.

Depois dos Alpes italianos, atravessamos a fronteira com a França – país onde iniciamos nossa jornada. Oficialmente, atravessamos a fronteira em baixo de um túnel, que se localiza abaixo do Mont Blanc/Monte Bianco/Monte Branco. Essa montanha é a mais alta da Europa e é disputada por França e Itália, e o túnel que passamos, é o mais comprido do mundo.

Cidadezinha italiana próxima à fronteira com a França

Cidadezinha italiana próxima à fronteira com a França

Algum tempo depois, chegamos a Genebra. Apenas passamos num checkpoint rápido na fronteira com a Suíça, e em breve, nos deixaram na beira do Lago Genebra.

Estávamos na capital mundial dos relógios, então decidimos comprar alguns. Ali perto, compramos chocolates suíços maravilhosos que fiquei degustando por semanas a fio, de volta pra casa.

Para variar, nosso tempo em Genebra seria curtíssimo, então pedimos um Mc Donald’s (risos) e voltamos ao ponto de encontro. Foi só isso que conhecemos da Suíça – duas quadras.

Rua em Genebra

Rua em Genebra

Se você olhar no mapa, a distância de Turim até Paris é muito grande (era a maior de todos os dias da nossa viagem), então não tínhamos tempo a perder. Prontamente seguimos até à capital francesa, e quanto mais nos aproximávamos de Paris, mais sentíamos falta de todos esses dias que passamos na Europa.

A Lua estava enorme naquela noite, deixando o céu lindo! Era a Europa nos dando adeus e obrigada. No dia seguinte, pegamos o voo direto para casa.

Roteiro da minha primeira viagem à Europa – Parte 1

Olá, como vão?! Esse é um dos poucos posts sobre roteiro que tenho aqui, e espero ajudar aqueles que estão precisando de uma ajudinha para consolidar qual o trajeto total de sua viagem à Europa! Aqui, irei apresentar o roteiro completo da nossa primeira ida ao continente europeu!

A viagem compreendeu 8 países: França, Luxemburgo, Alemanha, Áustria, Eslovênia, Itália, Vaticano e Suíça. Paisagens incríveis e sensações inesquecíveis! Esse post será gigantesco, e o dividirei em partes 2 e 3! Espero que gostem! =)

Lembrando mais uma vez que essa é uma sugestão de roteiro para a Europa: como contratamos uma agência de turismo, todo o transporte e passeios eram por conta da empresa. Mas obviamente, é possível de recriar este trajeto por conta própria.

Acompanhe também:
Roteiro da minha primeira viagem à Europa – Parte 2
Roteiro da minha primeira viagem à Europa – Parte 3

Dia 1: Paris

Champs Élysees destacada no mapa

Champs Élysees (Google Maps)

Nosso voo chegou no fim da manhã. Imigração foi tranquila, e o motorista da empresa que a agência contratou nos levou ao hotel. Apenas deixamos nossas malas, e o mesmo motorista nos deixou no Arco do Triunfo.

Dali, passeamos por toda a avenida des Champs Elysées, entramos nas lojas, fizemos algumas compras e resolvemos almoçar em um dos bistrôs que se encontram ali. Não foi a comida mais gostosa do mundo, mas achamos o preço bom (considerando o lugar), e atendimento atencioso.

Já era fim da tarde e pegamos o metrô na estação Franklin D. Roosevelt em direção à Saint-Denis (norte de Paris), que era onde nosso hotel se localizava. O hotel era bem próximo do Stade de France, que foi onde o Brasil perdeu a copa de 1998. Conhecemos os arredores e a vizinhança, e decidimos nos recolher cedo, pois ainda estávamos cansados da viagem do dia anterior.

Arco do Triunfo

Arco do Triunfo

Dia 2: Paris e Versailles

Distância entre Paris e Versailles (Google Maps)

Paris – Versailles (Google Maps)

Esse era o primeiro dia do tour, em si. De cara, nós iríamos até Versailles, uma cidade da Região Metropolitana de Paris, que guarda um dos lugares mais admirados do mundo. O palácio que leva o nome da cidade foi transformado por Louis XIV, o rei Sol, na residência oficial da monarquia francesa. Lindo e opulente, reflete todo o luxo que os nobres viviam, e os detalhes de ouro reluziam muito, mesmo naquele dia chuvoso.

Portões de ouro de Versailles (perdoem-me, eu não gostava/sabia tirar fotos)

Portões de ouro de Versailles (perdoem-me, eu não gostava/sabia tirar fotos)

O palácio é maravilhoso por dentro e fora, e ainda vou me inspirar a fazer um post só dele por aqui. Os jardins parecem ser igualmente lindos, mas não conseguimos explorá-lo pela falta de tempo.

Tenho que falar outra coisa de Versailles: vocês devem imaginar, mas o palácio é muuuito cheio! São turistas a perder de vista!

Voltando a Paris, era hora de fazer o tour pelos principais pontos turísticos, só que dentro do ônibus. Foi ótimo conhecer todas aquelas partes da cidade, e ainda descobrindo curiosidades através da guia. O único lugar que paramos foi na Torre Eiffel, só para uma foto rápida.

Na noite, o guia nos havia oferecido um passeio para Montmartre e no Moulin Rouge. Outras pessoas da minha família decidiram conhecer o bairro boêmio de Paris, mas estava me sentindo mal e fiquei no hotel. Montmartre, creio eu, é o único “hotspot” da capital francesa que ainda não tive oportunidade de conhecer.

Silhueta: jardins de Versailles

Silhueta: jardins de Versailles

Dia 3: Paris

Bâteaux Mouches, Louvre, Notre Dame e Quartier Latin marcados com estrelas (Google Maps)

Bâteaux Mouches, Louvre, Notre Dame e Quartier Latin marcados com estrelas (Google Maps)

Esse seria nosso último dia em Paris, e a programação começava no Quartier Latin, que é um bairro muito antigo dali, que data do século XV. Ele se nos encontra nosarredores da Île-de-France, que foi o local que a capital francesa de fato, nasceu. Antes havia uma muralha que guardava todo o contorno da antiga Paris, como na maior parte das cidades europeias medievais: essa muralha obviamente não existe mais, mas as construções centenárias do bairro ainda persistem, e lá fizemos um agradável walking tour pelas ruas do bairro.

Na Île-de-France se localiza um dos principais ícones parisienses: a Catedral de Notre Dame. Também fizemos um passeio por dentro da catedral, e ficamos admirando toda a arquitetura do local, assim como seus belíssimos vitrais. Fiquei ali, próxima ao altar por algum tempo e consegui associar as histórias que a guia contava com o lugar que estávamos, como por exemplo, a história da auto coroação de Napoleão.

Fachada de Notre Dame

Fachada de Notre Dame

Também pisei no marco zero de Paris, que fica bem em frente à catedral. Reza a lenda de que quem pisa lá, sempre volta à cidade luz. Não custava nada tentar.

Logo depois, fizemos um passeio bem interessante que ajuda a ver Paris de uma outra perspectiva. O Bâteau Mouche é uma espécie de barco que é aberto na parte de cima, permitindo a visualização de Paris através do rio Sena.

Para completar o passeio do dia, terminamos no Louvre. Almoçamos no shopping anexo ao museu e depois passamos a tarde explorando as obras dali. Confesso que achei a Monalisa meio fraquinha, mas adorei a Vênus, e principalmente o quadro de David, que retrata a coroação da Josefina pelo Napoleão.

A pirâmide do Louvre

A pirâmide do Louvre

Dia 4 – Paris, Épernay e Luxemburgo

Paris - Épernay - Luxemburgo (Google Maps)

Paris – Épernay – Luxemburgo (Google Maps)

Saímos da capital francesa bem cedinho em direção à Champagne. Essa é uma região da França conhecida pela bebida que leva seu nome, e uma característica bem marcante dali é que muitas cidades possuem uma aparência bem medieval e pitoresca.

Além de passarmos por essas cidades de ônibus, também iríamos visitar uma das vinícolas que produzem champanhe! A escolhida foi a vinícola Mercier, que se situa na pequena cidade de Épernay, cuja boa parte de sua economia gira em torno da fabricalão da bebida.

Assistimos uma apresentação sobre a empresa, falando sobra a história e tal, e depois descemos de elevador até o “porão”, onde as bebidas ganham maturação. Nesse porão passeamos num trenzinho conduzido por uma guia, que explicava todas as etapas de fabricação do champanhe.

No final nos levaram para a lojinha. Lá você pode comprar vários produtos fabricados ali, inclusive uma série de champanhes raros no Brasil. Como nós não somos tão fãs de champanhe não compramos nenhuma bebida, mas adorei e levei uma bolsa que tinha lá. Ah, vale lembrar que eles também dão amostras grátis de champanhe aos visitantes!

Igreja em Épernay

Igreja em Épernay

Seguimos nosso caminho até o destino final do dia: Luxemburgo. Jamais em meus mais loucos sonhos pensei que iria conhecer esse lugar, e adorei o que vi! Já chegamos na pitoresca capital do país no início da noite, e só tínhamos uma hora livre.

Caminhamos um pouco pelo fofíssimo centro da cidade, e admiramos (de cima) o fosso que existe ali: coisa de conto de fadas! Por Luxemburgo já ser considerado “mundo germânico”, muitas lojas já haviam fechado pontualmente às 18h, mas ainda conseguimos parar numa pâtisserie e compramos alguns macarons. Perto das 19h, o ônibus nos levou ao hotel, que ficava em frente à Corte Europeia de Justiça.

Linda ponte sobre o fosso de Luxemburgo

Linda ponte sobre o fosso de Luxemburgo

Dia 5 – Cochem e Frankfurt

Luxemburgo - Cochem - Bacharach e Rudesheim - Frankfurt (Google Maps)

Luxemburgo – Cochem – Bacharach e Rudesheim – Frankfurt (Google Maps)

Saindo de Luxemburgo, nosso destino seria a Alemanha, onde dormiríamos em Frankfurt. Mas antes, iríamos nos deparar com outra paisagem que saía de sonho (as usual).

No meio do caminho, passaríamos uma boa parte do dia numa pequena cidade alemã chamada Cochem. Eu também nunca tinha ouvido falar nela, o que acabou sendo uma grande surpresa.

Cochem fica às margens do rio Mosela, um dos principais da Alemanha. Chegando na cidade, o guia falou algumas coisas interessantes sobre, e chegou um determinado momento que ele pediu que as pessoas sentadas no lado esquerdo do ônibus (onde eu estava) olhassem para sua janela. Víamos um precipício, e logo abaixo dele um castelo medieval estrategicamente posicionado numa colina. O som foi unânime: oooooh! (Choque e adimiração).

Castelo de Cochem

Castelo de Cochem

Cochem é outra cidade tão pitoresca quanto Luxemburgo, mas com um grande toque germânico. Aquelas casas alemãs feitas de encaixe tão tradicionais e icônicas no país existiam aos montes, muitas pessoas passeavam com seus cachorros na rua e os gansos nadavam na beira do rio. Aquela era a cena que presenciávamos.

Ficamos somente umas duas horas em Cochem: conseguimos explorar a cidade, mas não teríamos tempo de conhecer o castelo. Era um trade-off devido ao tempo corrido que a excursão nos limitava, e todas as pessoas que perguntei que foram ao castelo não puderam conhecer a cidade.

Rüdeshein am Rhein

Rüdeshein am Rhein

A próxima parada seria numa cidade na beira do rio Reno chamada Bacharach. Lá pegaríamos um barco onde desceríamos em Rudesheim, outra cidade alemã na beira deste importante rio alemão. Esse barco tinha restaurante e acabamos almoçando lá, mas o mais importante vinha do lado de fora: o rio Reno tem uma série de castelos medievais nas suas margens, o que proporcionava a melhor visão durante o almoço.

Única imagem decente de castelo que consegui tirar

Única imagem decente de castelo que consegui tirar

Enfim, descemos em Rudesheim e seguimos a viagem até Frankfurt, onde passaríamos a noite. Para ser sincera, fizemos uma curta parada em Römerberg, que é uma pracinha em Frankfurt cercada pelas casinhas tradicionais alemãs, e uma catedral gótica. Naquele momento estava acontecendo um casamento – espero eu, um sinal de boa sorte.

Enfim, depois continuarei com as partes 2 e 3 deste post, e já digo que está sendo muito gostoso escrever sobre isso! Só boas lembranças de lindos lugares.

10 coisas que você precisa saber sobre Las Vegas

“What happens here stays here” é o que eles dizem. Enfim, Las Vegas é uma cidade que é o paraíso do entretenimento em todos os níveis, e o que não faltam são oportunidades de diversão para pessoas de qualquer idade. Mas fugindo um pouco do conceito de “o que fazer em Las Vegas em … dias”, vou te dizer aqui 10 coisas que você precisa saber sobre essa cidade maravilhosa!

  1. Todo hotel/cassino possui um tema diferente 

    Las Vegas é uma cidade cuja grande parte de sua renda vem do turismo, então ali existem uma série de hoteis e cassinos para suprir a demanda, mas qual seu diferencial perante à concorrência que é forte?
    Uma coisa simples e óbvia que as grandes redes de hoteis fazem é a renovação e modernização, o que as ajuda a se manterem no topo. Mas outro atrativo que parece bem mais determinante são os temas! Se hospedar num hotel de tema romano, ou medieval, ou egípcio, que tal? Os hoteis realmente entram no clima do lugar ou cultura que eles representam, então a melhor coisa a se fazer é literalmente “se jogar”. Seja andando de gôndola em “Veneza” ou comendo numa pâtisserie em “Paris”.

    Fachada do cassino "New York, New York"

    Fachada do cassino New York, New York

  2. A entrada nos cassinos é gratuita 

    Mesmo se você não se hospedar em determinado hotel, você é muito mais que bem vindo nos cassinos que eles possuem! Obviamente eles querem que você jogue e gaste seu rico dinheirinho nas mesas de pôker e nas máquinas de apostas dos cassinos.
    Mesmo que você não saiba jogar ou nem goste de gastar dinheiro em jogos de azar (eu, nos dois casos), conhecer os cassinos é uma boa experiência turística, mas é sempre bom ficar de olho: os cassinos são muito espertos e hoje eles possuem uma tecnologia que dificulta muito que as máquinas deem resultados positivos aos apostadores.
    Para entrar em qualquer cassino, é só ir entrando, e nada mais!

    Tem cassino até no aeroporto de Las Vegas!

    Tem cassino até no aeroporto de Las Vegas!

  3. Alguns hoteis não permitem a entrada de crianças 

    Em algumas cidades dos Estados Unidos, certos estabelecimentos proíbem a entrada de crianças: o que é polêmico para muitos, especialmente aqui no Brasil onde essa ideia já começou a chegar. Nesta viagem para a Califórnia e Nevada em especial percebi muitos lugares que tinham essa política.
    Enfim, Las Vegas possui alguns hoteis que nem permitem a estadia de famílias com crianças, e se você se enquadrar nestes casos, recomendo que verifique a política do hotel que você tem em mente.
    Que fique claro que eu estou falando sobre hospedagem e o simples trânsito dentro do hotel, já que só dá para apostar e jogar com 18 anos de idade.

    Fachada do Wynn (que é um que não aceita crianças)

    Fachada do Wynn e do Encore (que descobri que não aceitam crianças)

  4. Las Vegas é um excelente lugar para se fazer compras 

    Observei e comparei Las Vegas com outras cidades dos Estados Unidos que possuem uma tradição maior em compras, como New York, Orlando e Miami. Minha opinião é: Las Vegas é uma ótima opção para quem está interessado em gastar dinheiro com compras!
    Por ser uma cidade turística, é natural achar que shoppings e centros de compras se atraem por Las Vegas. Os maiores cassinos possuem várias lojas no seu interior, e também existem shoppings e outlets no entorno da cidade. Descontos são comuns em muitas lojas, inclusive comprei várias coisas no estilo “compre um produto e ganhe 50% de desconto no segundo”.
    Dentro dos cassinos, os melhores centros de compras se encontram no Venetian/Palazzo, no Bellagio, no Ceasar’s Palace e no Planet Hollywood. Na strip, adorei o shopping Fashion Show, próximo ao Wynn, e talvez os outlets mais famosos sejam os Outlets Premium, em North e South Las Vegas.
    Algumas das lojas desses centros de compras (só pra dar um gostinho) são Prada, Gucci, Louis Vuitton, Michael Kors, Dolce and Gabbana, Ralph Lauren, Jimmy Choo… é pra enlouquecer de vez!

    Shopping Fashion Show (com essa estrutura em cima)

    Shopping Fashion Show (com essa estrutura em cima)

  5. Tudo é motivo para gastar dinheiro 

    Em Las Vegas parece que o dinheiro voa das mãos, tipo nos desenhos animados. É possível de gastar dinheiro com o que literalmente você quiser (fica aqui o esclarecimento), mas qualquer coisinha é motivo de ver seus dólares indo pelo ralo.
    Já citei os cassinos e as compras, mas fora isso existem uma série de shows e atrações que você não pode perder (tipo o Cirque du Soleil, que vou falar mais abaixo). Fora isso, você TEM que entrar na loja do M&M’s! Quatro andares com absolutamente tudo que você imaginar que é derivado de M&M’s, fora aquela parede maravilhosa que vem todos os M&M’s separados por cor. Bem ao lado fica também a loja da Coca-Cola e juro que quase paguei 50 dólares só para tirar uma foto com aquele urso branco que aparece nos comerciais de natal, haha.

    Muita variedade de chocolates na loja do M&M's <3

    Muita variedade de chocolates na loja do M&M’s <3

  6. Se você nunca assistiu a uma apresentação do Cirque du Soleil, faça isso em LV 

    Las Vegas possui 8 apresentações permanentes do Cirque du Soleil, e todos os dias da semana vão existir shows onde você poderá ir! Como eu moro no Norte, nunca veio nenhuma performance do Cirque pra cá, e nunca pensei em me programar para ir em alguma outra cidade do Brasil, então juntei o útil ao agradável e fiz questão de assistir uma apresentação durante as minhas férias.
    Acabei assistindo ao espetáculo “O” e contei a minha experiência nesse post aqui. Simplesmente incrível, vale cada centavo! E vale muito a pena sentar próximo ao palco: você vê todos os detalhes e formas, coisa que acredito que nos últimos lugares, com os ingressos mais baratos, você acaba não tendo essa impressão.

    Dentro do Bellagio, que é o hotel que acontece a apresentação do "O"

    Dentro do Bellagio, que é o hotel que acontece a apresentação do “O”

  7. Entrega de panfletos sobre “serviços” nas ruas 

    Uma coisa que eu achava curiosa e que também me perturbava um pouco é que em locais determinados da strip, uns homens ficam entregando panfletos para a multidão. Muitos desses panfletos eventualmente terminam no chão sujando tudo (o que é obviamente um problema), mas o conteúdo deles era o que chamava a atenção.
    Todos eles ofereciam serviços de “escort”, que é uma maneira bonitinha de dizer prostituição. Curiosamente essas pessoas só entregavam os panfletos para homens, e lá nos panfletos tinha telefone, endereço e outras coisas que indicavam onde encontrar esses serviços.

    High Roller ao fundo

    High Roller ao fundo

  8. A Strip está cheia 24h por dia 

    Diferentemente da grande maioria das cidades do mundo, Las Vegas possui multidões de pessoas em todas as horas do dia! Claro, com shows, nightclubs, bares e outras atrações, a cidade não para nunca!
    As calçadas e ruas estão sempre movimentadas, e se você encontrar algum lugar com menos gente, é bom ficar alerta, pois possivelmente aquele lugar não deve ser seguro.

    Show das fontes, que acontece todas as noites

    Show das fontes, que acontece todas as noites

  9. Mantenha-se 100% hidratado 

    Tá, comecei esse tópico com uma piada, mas a dica de beber muita água durante sua estadia em Las Vegas é muito séria. Se você olhar ao redor, a cidade fica no meio do nada, bem no meio do deserto de Mojave, então já imaginamos que a umidade é bem baixa.
    Confesso que minha pele do rosto e meu cabelo amaram a secura, mas meus tornozelos não, haha. Então além de beber muita água, não se esqueça de passar um hidratante e também o bom e velho protetor solar.

    Fachada do Venetian/Palazzo

    Fachada do Venetian/Palazzo

  10. A Strip é muito engarrafada 

    Basicamente quase tudo que você pode imaginar em Las Vegas se encontra na Strip, e por incrível que pareça, essa larga avenida de 4 vias por sentido fica congestionada quase todo o tempo!
    É muita gente entrando e saindo dos estacionamentos e parando nas calçadas o tempo todo, o que irrita um pouco. Às vezes compensa ir caminhando de um ponto a outro, mas não se engane pois a strip pode parecer curta, só que não é! Com a questão da umidade baixa, é fácil ficar com sede durante caminhadas longas, então é sempre bom ir tomando algo no caminho.

    Fachada do Paris

    Fachada do Paris

Então, espero que vocês tenham gostado! Aproveite a ida à sin city e não se esqueça da primeira frase do post: o que acontece em Las Vegas fica em Las Vegas.

Passagens compradas: Uruguai e Argentina

Nem acredito que depois de mais de um ano eu estou escrevendo um post da categoria “Passagens Compradas”, hahaha. Para falar a verdade, eu escrevi sim. Eu iria viajar para Bogotá, rever minha família e visitar novamente alguns lugares como a Plaza Bolívar, o Hotel del Salto e provavelmente o povoado de Sotaquirá, que foi onde meu avô nasceu. Só que aconteceram algumas situações pessoais, o que me obrigou a cancelar a passagem próximo à data da viagem.

Quando cancelei a passagem, recebi as milhas de volta (12000 ida e volta, para duas pessoas, totalizando 48000 pontos), o que aumentou o meu saldo. Com isso, acabei comprando posteriormente duas passagens para conhecer dois países que ainda não conhecia, o Uruguai e a Argentina! :)

A passagem pra Montevidéu custou 11000 milhas, e a volta por Buenos Aires, 9000. Isso totaliza 40000 pontos para duas pessoas mais as taxas. Ou seja, comparando com as milhas que recebi com a devolução da passagem pra Colômbia, ainda fiquei com um saldo de 8000!

Ou seja, vale a pena comprar passagem de milhas para a Argentina e o Uruguai! Lembrando que eu moro em Manaus, então encontrar passagens de milhas baratas (inclusive para dentro do Brasil) não é fácil. Mas vale ressaltar que ainda temos que pagar as taxas! Para a chegada no Uruguai, o valor foi um pouco menor (R$326,40), mas a volta pela Argentina foi bem cara (R$ 559,12).

Eu voltei pra casa hoje e ainda vou postar uma série de coisas que fiz e/ou percebi nessa viagem, pra aproveitar e tirar a poeira do blog :). Mas basicamente o meu roteiro foi esse, e aos poucos vou fazendo outros posts.

Dia 1: Chegada em MVD às 18h15
Dia 2: Ciudad Vieja, Teatro Solís, Mercado del Puerto e adjacências.
Dia 3: Visita à vinícola.
Dia 4: Bus turístico e o que ficou faltando da Ciudad Vieja (sendo que o planejado era andar pela Rambla e explorar a região de Punta Carretas e Pocitos).
Dia 5: Ida até à Colônia del Sacramento e pegar o Buque até Buenos Aires (chegada no fim da tarde).
Dia 6: El Caminito, Bombonera, Cemitério da Recoleta e Feirinha de artesanato.
Dia 7: Casa Rosada, Museu del Bicentenario, Feirinha de San Telmo, Puerto Madero, Floralis Genérica.
Dia 8: Teatro Colón, Tribunales, El Ateneo, Shopping.
Dia 9: Dia de Compras: Calle Florida e Galerias Pacífico. Packing back.
Dia 10: Saída de EZE às 05:15.

Olhando pro nosso itinerário final, eu mudaria algumas coisas. Acho que vale a pena um pernoite na Colônia del Sacramento e tirar um dia de Buenos Aires (no caso, o último dia, destinado às compras). O motivo eu explicarei quando fizer um post sobre a Calle Florida e as Galerias Pacífico, mas já adianto que não gostei e não recomendo o passeio.

Eu também levaria um pouco mais de dinheiro, pois essa era uma viagem que teria a intenção de ter um cunho um pouco mais gastronômico. Mesmo assim, achei a comida muito cara em ambos os países, o que acabou comprometendo alguns planos! Nisso eu incluo o show de tango, que o mais barato que nos recomendaram era R$170 por pessoa. Eu poderia pensar que esse seria um dos “arrependimentos” que sempre temos uma vez ou outra quando viajamos, porém estou bem de cabeça tranquila. Eu consegui o que queria, que era conhecer a cidade e aprender alguns de seus truques. Numa futura viagem, vou aprofundar algumas experiências, como o próprio Tango e a visita ao Café Tortoni, que tinha filas muito longas ambas as vezes que fui lá.

Para concluir, em Montevidéu eu fiquei hospedada em Pocitos e em Buenos Aires, na Recoleta. Acho que acertamos em relação à localização, pois ambos os bairros eram agradáveis e tinham toda a estrutura que necessitávamos, além da segurança.

Em breve, mais posts! Estava com saudades daqui <3 <3