Passagens compradas: Uruguai e Argentina

Nem acredito que depois de mais de um ano eu estou escrevendo um post da categoria “Passagens Compradas”, hahaha. Para falar a verdade, eu escrevi sim. Eu iria viajar para Bogotá, rever minha família e visitar novamente alguns lugares como a Plaza Bolívar, o Hotel del Salto e provavelmente o povoado de Sotaquirá, que foi onde meu avô nasceu. Só que aconteceram algumas situações pessoais, o que me obrigou a cancelar a passagem próximo à data da viagem.

Quando cancelei a passagem, recebi as milhas de volta (12000 ida e volta, para duas pessoas, totalizando 48000 pontos), o que aumentou o meu saldo. Com isso, acabei comprando posteriormente duas passagens para conhecer dois países que ainda não conhecia, o Uruguai e a Argentina! :)

A passagem pra Montevidéu custou 11000 milhas, e a volta por Buenos Aires, 9000. Isso totaliza 40000 pontos para duas pessoas mais as taxas. Ou seja, comparando com as milhas que recebi com a devolução da passagem pra Colômbia, ainda fiquei com um saldo de 8000!

Ou seja, vale a pena comprar passagem de milhas para a Argentina e o Uruguai! Lembrando que eu moro em Manaus, então encontrar passagens de milhas baratas (inclusive para dentro do Brasil) não é fácil. Mas vale ressaltar que ainda temos que pagar as taxas! Para a chegada no Uruguai, o valor foi um pouco menor (R$326,40), mas a volta pela Argentina foi bem cara (R$ 559,12).

Eu voltei pra casa hoje e ainda vou postar uma série de coisas que fiz e/ou percebi nessa viagem, pra aproveitar e tirar a poeira do blog :). Mas basicamente o meu roteiro foi esse, e aos poucos vou fazendo outros posts.

Dia 1: Chegada em MVD às 18h15
Dia 2: Ciudad Vieja, Teatro Solís, Mercado del Puerto e adjacências.
Dia 3: Visita à vinícola.
Dia 4: Bus turístico e o que ficou faltando da Ciudad Vieja (sendo que o planejado era andar pela Rambla e explorar a região de Punta Carretas e Pocitos).
Dia 5: Ida até à Colônia del Sacramento e pegar o Buque até Buenos Aires (chegada no fim da tarde).
Dia 6: El Caminito, Bombonera, Cemitério da Recoleta e Feirinha de artesanato.
Dia 7: Casa Rosada, Museu del Bicentenario, Feirinha de San Telmo, Puerto Madero, Floralis Genérica.
Dia 8: Teatro Colón, Tribunales, El Ateneo, Shopping.
Dia 9: Dia de Compras: Calle Florida e Galerias Pacífico. Packing back.
Dia 10: Saída de EZE às 05:15.

Olhando pro nosso itinerário final, eu mudaria algumas coisas. Acho que vale a pena um pernoite na Colônia del Sacramento e tirar um dia de Buenos Aires (no caso, o último dia, destinado às compras). O motivo eu explicarei quando fizer um post sobre a Calle Florida e as Galerias Pacífico, mas já adianto que não gostei e não recomendo o passeio.

Eu também levaria um pouco mais de dinheiro, pois essa era uma viagem que teria a intenção de ter um cunho um pouco mais gastronômico. Mesmo assim, achei a comida muito cara em ambos os países, o que acabou comprometendo alguns planos! Nisso eu incluo o show de tango, que o mais barato que nos recomendaram era R$170 por pessoa. Eu poderia pensar que esse seria um dos “arrependimentos” que sempre temos uma vez ou outra quando viajamos, porém estou bem de cabeça tranquila. Eu consegui o que queria, que era conhecer a cidade e aprender alguns de seus truques. Numa futura viagem, vou aprofundar algumas experiências, como o próprio Tango e a visita ao Café Tortoni, que tinha filas muito longas ambas as vezes que fui lá.

Para concluir, em Montevidéu eu fiquei hospedada em Pocitos e em Buenos Aires, na Recoleta. Acho que acertamos em relação à localização, pois ambos os bairros eram agradáveis e tinham toda a estrutura que necessitávamos, além da segurança.

Em breve, mais posts! Estava com saudades daqui <3 <3

 

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7 coisas que você precisa saber antes do seu mochilão na Europa

Tá pensando em fazer um mochilão no Velho Continente? Saiba que a pedida é a certa! Para quem nunca teve experiência em viagens, a estreia em um mochilão é maravilhosa, mas ao mesmo tempo cheia de pequenas dúvidas que podem deixar qualquer um “encucado”. Para isso, resolvi dar uma mãozinha e colocar aqui algumas dicas para quem vai partir nessa aventura!

1. Pesquise bastante!
Pesquisar é preciso! Desde hostels, meios de transporte, localização, wifi, segurança, clima, eventos, coisas para fazer, festas e tudo que envolve lazer e entretenimento. Quando você chega em algum lugar sem alguma noção do que se passa por lá, a chance de algo dar errado aumenta muito. Claro que se você quiser partir “na louca” numa viagem para o desconhecido aumenta a tal da adrenalina, mas como já dizia a minha avó, é melhor prevenir do que remediar. ;)

Sair por aí só com uma mochilinha nas costas e pronto! :)

Sair por aí só com uma mochilinha nas costas e pronto! :)

2. Saiba o que é Zona Schengen e como tirar proveito dela.
A tal da Zona Schengen é um conjunto de países na Europa que fizeram um acordo de livre circulação de pessoas. Isso significa que você não precisa passar na imigração em cada país europeu que faz parte da Zona Schengen. Lembrando que a partir do momento da entrada no primeiro aeroporto da Zona Schengen, você tem direito a 90 dias de turismo até a saída para um país não-Schengen.

@Venice

@Venice

3. Esteja preparado para andar.
Mochilão é mochilão, e isso quer dizer que você vai andar bastante! Às vezes, as melhores coisas são encontradas ao acaso, no meio de uma caminhada. Se você não tem fôlego para andar, pense duas vezes antes de partir no seu mochilão!

@Prague

@Prague

4. Tenha um mapa físico em mãos.
Apps para o celular em viagens são bastante úteis, especialmente quando eles tratam de assuntos relacionados a turismo, dicas e coisas do tipo. Mas para casos de emergência, tenha um bom e velho mapa na sua mão. Existem momentos em que gastar a tão preciosa bateria no celular é desnecessário, já que você o pode utilizar na hora de tirar fotos, fazer check in, comunicar com amigos que podem estar próximos e afins.

Uns mapas que guardei de lembrança.

Uns mapas que guardei de lembrança.

5. Leve sua carteirinha de estudante.
Muitos lugares na Europa aceitam a carteirinha de faculdade para conseguir meia entrada. Por exemplo, a minha carteira está vencida desde Maio de 2012 (em letras maiúsculas e vermelhas) e consegui meia entrada em quase todos os museus que fui, com exceção do Museu Nacional Húngaro, que só aceitava a carteira da ISIC. Fora isso, muitos países dão a meia entrada automática para jovens com menos de 25 anos.

Middle of nowhere

Middle of nowhere

6. Não se esqueça da sua câmera e dos adaptadores.
Na Europa, a tomada é aquela de duas bolinhas, comum no Brasil também. Leve toda a munição de benjamins para carregar seus aparatos eletrônicos!

Companheiros de cabine e de viagem!

Companheiros de cabine e de viagem!

7. Fique de olho na moeda de cada país!
Pesquise quais as moedas dos países que você vai passar! Nem todos os países da Europa usam o euro oficialmente! ;)

Moedas de alguns lugares

Moedas de alguns lugares

 

Hungria: dúvidas e respostas

Sziasztok! Tá indo viajar pra Hungria? Seja para passar uma semana ou um ano, a vida na Hungria é bem curiosa e incrível! Mas já que estamos falando de um novo país, novas pessoas, nova cultura, novo idioma e por aí vai, dúvidas são obviamente comuns. Nada mais prudente que buscar todas as respostas possíveis, e olhar na internet relatos de pessoas já é um bom início! Compartilhando agora algumas dúvidas, de amigos e pessoas que me perguntaram sobre!

O Danúbio, ao acender das luzes

O Danúbio, ao acender das luzes

Preciso de visto para ir para a Hungria?
Depende do seu propósito. Para viagens a turismo, voluntariado, cursos rápidos e afins, só é necessária a presença do passaporte com no mínimo 6 meses de validade. A Hungria faz parte da zona Schengen, ou seja, uma zona de trânsito comum na União Europeia, e eles permitem uma viagem de até 90 dias para brasileiros. Caso o objetivo seja estudar por mais tempo (até 1 ano), é necessário tirar um visto de 30 dias e depois buscar uma extensão com a Residence Permit.

Consigo me comunicar em inglês normalmente?
Budapeste é uma cidade cosmopolita e cheia de pessoas do mundo inteiro, especialmente estudantes. Ali muitas pessoas falam inglês normalmente, o que pode prejudicar um pouco o interesse em tentar aprender um pouco de húngaro. Em cidades do interior, é um pouco mais escasso de pessoas muito fluentes em inglês, porém muitos (especialmente jovens) conseguem se comunicar em inglês. Alguns jovens inclusive tem um certo conhecimento de alemão, já que algumas escolas o ensinam.

Como posso levar dinheiro?
Com a subida do IOF, dinheiro vivo é certamente a melhor opção para levar em qualquer lugar! Cartão de crédito gera milhas, o que pra mim não é muito atrativo. Mas é necessário ter cuidado com dinheiro, assim como em qualquer lugar. Enfim, para a Hungria especificamente, recomendo levar Euro, tanto pela proximidade com outros países que adotam o euro (como Áustria, Alemanha, Eslováquia e afins) assim como pela comodidade.
Caso você não tenha forints em mãos, os lojistas são obrigados a aceitar o Euro, devidamente corrigido com uma cotação similar. Existem diversas casas de câmbio para trocar Euros por Forints próximas às grandes atrações da cidade, e recomendo trocar um pouco no aeroporto e depois ir trocando mais Euros aos poucos de acordo com a necessidade.

Como posso comprar os tickets para o transporte público?
Em Budapeste, é em qualquer estação de metrô! O ticket mensal para cidadãos não europeus e não estudantes custa 9700 HUF (o que era o meu, snif). Para estudantes europeus o ticket é muito mais barato. Em cidades do interior sistemas semelhantes existem, mas dependendo da cidade, andar a pé ou de bicicleta é a melhor pedida.

Museus e atrações turísticas são muito lotados?
Não exatamente muito lotados, mas sempre existem turistas que estão pela cidade. Budapeste não é como Londres, Paris e até Praga, com turistas saindo por tudo que é espaço, mas existem muitos que passeiam pela cidade a turismo. Ainda dá para se aproveitar bastante os pontos turísticos da cidade. Exemplo disso que estou citando? Nunca precisei pegar uma fila muito grande para comprar algum ingresso. Mesmo assim, é interessante ter um pouco de atenção e precaução, especialmente em meses de alta temporada.

Hoje foram 5 dúvidas! Mais respostas virão nos próximos posts! :)

Dinheiro na Rússia

Priviet! Hoje vim falar sobre um detalhe muito importante para quem vai passar alguns dias na mãe Rússia, que é o câmbio. Dúvidas sobre como trocar dinheiro, quanto levar e outros pequenos detalhes são sempre frequentes para todos aqueles que me pedem dicas para viagem.

Primeiro, é necessário saber que a moeda vigente na Rússia é o rublo russo, e não RUBRO, plmdds. Na época que eu viajei, 1 real equivalia a 17 rublos. Hoje em dia, de acordo com o conversor do Bacen, real equivale a cerca de 13 rublos, ou seja, o rublo “se tornou mais forte”.

Enfim, vou esquecer a macroeconomia por um momento, mas fica meio óbvio para todos os viajantes, que com uma taxa de câmbio dessa proporção, já é possível notar que as notas do rublo tem valores “altos”. Existem moedas de 50 kopeeks (centavos), 1 rublo, 2 rublos, 5 rublos e 10 rublos.

Em notas, existem notas de 5, 10, 50, 100, 500, 1000 e 5000 rublos. A de 5 rublos aos poucos está entrando em desuso, então fica a dica.

Notas do rublo.

Notas do rublo.

E qual a melhor maneira de levar dinheiro pra Rússia? Escrevi esse post explicando as melhores maneiras de se levar dinheiro pro exterior, com prós e contras pra cada. Mas a melhor dica de todas é: diversifique! Leve papel moeda, cartão de crédito, débito, VTM, Western Union… melhor prevenir do que remediar!

Caso você pense em levar papel moeda, casas de câmbio que trocam rublos ainda são raras no Brasil, então o recomendável é que você troque uma terceira moeda (o euro seria mais recomendável), e troque uma pequena quantidade de dinheiro, como uns 50 euros no aeroporto, seja na conexão aérea ou já na Rússia. É obrigatório ter uma pequena quantidade de rublos ao sair do aeroporto para questões como transporte e primeiras despesas.

Eu friso a importância do papel moeda na Rússia pois muitos lugares ainda não aceitam cartão de crédito ou tecnologia semelhante. Mesmo em Moscou, uma cidade rica e cosmopolita, alguns lugares só aceitam dinheiro vivo. Então o recomendável mesmo é andar com dinheiro na Rússia.

Os melhores lugares para fazer essa troca de dinheiro do euro/dólar para o rublo são em casas de câmbio e em bancos. Mesmo com a dificuldade na comunicação, ainda é possível fazer essas trocas cambiais com segurança e com nenhum contratempo nos bancos. Também existem casas de câmbio, mas geralmente elas ficam em becos e não parecem nada confiáveis. Uma delas era tão bizarra que fiquei com medo de entrar sozinha.

Um ponto de atenção que posso dar também é que em alguns bancos, eles não aceitam notas amassadas, com resquícios de água, ou velhas. Fica a dica em levar notas bem novinhas.

Também já ouvi falar de uma praça em Moscou que trocam reais por rublos. Nunca fui até lá, mas não pense duas vezes: não confie em trocar reais diretamente por lá!

Aproveite sua viagem pra Rússia tranquilamente! E também prepare-se para gastar bastante em Moscou!