Parques da Disney na Flórida ou na Califórnia?

Olá, internet! Muitas pessoas já me perguntaram se haviam muitas diferenças entre os parques da Disney da Califórnia e da Flórida. Nesse post, vou explicar para vocês o que eu achei de cada parque, e quais valem mais a pena visitar.

Contexto

MK, seu lindo!

Vários locais do mundo possuem parques da Disney, como por exemplo Paris, Tóquio, Hong Kong e mais recentemente, Xangai.  Nos Estados Unidos existem dois parques, sendo um em cada costa: um parque se localiza em Anaheim, na Califórnia, e o mais famoso, que fica em Orlando.

O parque de Anaheim é o mais antigo de todos, e ele é conhecido como Disneyland (Disneylândia, aportuguesando). Inaugurado em 1955, ele foi uma aposta de Walt Disney em criar um parque moderno cujas estrelas seriam os personagens que já haviam aparecido nos filmes e curtas do estúdio.

Como todos sabemos, o parque foi um sucesso, o que estimulou Disney a fazer uma aposta muito mais ambiciosa: construir um parque para atender as necessidades da costa leste dos Estados Unidos, visando preencher o mercado consumidor de New York, DC, Boston e outras cidades.

Ele acabou escolhendo a parte central da Flórida como O local a ser construído, já que esta parte não era tão habitada quanto outros lugares da costa leste. Alguns anos se passaram e surgiu o Walt Disney World, como conhecemos hoje.

Características da Califórnia

Como falei antes, a Disneyland fica bem no meio da cidade de Anaheim, na Califórnia. Por causa dessas características, o acesso ao parque é muito mais fácil e rápido. A maioria dos hoteis (o meu, inclusive) oferecem uma espécie de transporte para o parque, que só é necessário o agendamento. Em alguns casos, as pessoas vão até andando, sem necessidade de transporte.

Achei o estacionamento do parque muito pequenininho! Tivemos que dar várias voltas até encontrar uma pessoa que estivesse saindo, daí colocamos o carro nesse lugar.

Outra característica da Disneyland é a localização de Downtown Disney. Ali, o DD é coladinho ao parque, tipo como se fosse uma entrada. Vale a pena dizer que na Califórnia, o Downtown Disney ainda possui esse nome, sendo que na Flórida isso mudou há pouco tempo.

Características da Flórida

Apesar de serem localizados em Orlando, os parques são meio isolados da cidade e de outros estabelecimentos. Isso foi feito de propósito por Walt Disney, pois ele queria dar essa sensação de distância e de espaço. Por causa disso, os parques de Orlando não parecem ser tão compactos quanto os da Califórnia.

Existem quatro parques temáticos na Flórida (fora os aquáticos), e estes são o Magic Kingdom, Animal Kingdom, Disney Hollywood Studios e o Epcot, cada um com seu espaço, seu estacionamento e sua independência. Diferentemente de Anaheim, a estrutura é bem mais espaçosa. O Disney Springs (o antigo Downtown Disney) também é diferente do da Califórnia, pois ao invés de se localizar na entrada do parque, ele fica bem longe deles.

Os hoteis que pertencem à Disney oferecem uma série de serviços de transporte (seja barco, ônibus ou monotrilho), mas outros não possuem essa comodidade. Vale ressaltar também que ter carro É MUITO NECESSÁRIO em Orlando por causa da distância.

Semelhanças entre os dois parques

Ariel

A principal semelhança entre a Disneyland (Califórnia) e o Walt Disney World (Flórida) são as atrações e as estruturas. Obviamente existem algumas coisas que existem na Califórnia, mas não na Flórida, ou vice-versa.

Por exemplo, seções dos parques como a Main Street USA, Tomorrowland, Fantasyland, Frontierland e o Adventureland existem em ambos os parques. Claro que elas não são iguais 100%, mas o clima, estilo e decoração são semelhantes.

Algumas atrações existem em ambos os Magic Kingdoms (MK) como o Piratas do Caribe, a Mansão Mal Assombrada, o Jungle Cruise, a Space Mountain e a Big Thunder, fora muitas outras. No MK da Califórnia, existe o Fantasmic, atração que na Flórida já é apresentada no Hollywood Studios.

Só dei alguns exemplos, pois existem muuitas atrações que fazem parte de ambos os parques, porém em contextos diferentes.

Qual dos dois devo visitar?

Você vai gostar da Disneylândia caso o seu foco de viagem não seja somente nos parques. Se você tiver interesse em conhecer outros lugares pela região que possuam museus e belas paisagens, a Califórnia pode ser seu destino ideal!

Mas caso seu foco seja mais nos parques e em compras, Orlando parece ser a melhor opção! A variedade de shoppings e outlets é bem maior, e os parques, querendo ou não, são mais completos. Mas em compensação, a Flórida não é tão bonita (em termos de paisagens) quanto a Califórnia.

Espero que esse post tenha ajudado. Até logo! :)

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10 cidades históricas para você conhecer na Colômbia

Quando os brasileiros resolvem conhecer a Colômbia, normalmente ficam no eixo Bogotá – Cartagena – San Andrés. É compreensível, pois esses são os três locais mais falados no país, mas assim como o Brasil não se resume a somente Rio e São Paulo, a Colômbia também possui muitos outros lugares maravilhosos não tão frequentados por turistas.

Puxando um pouco a brasa para minha sardinha, hoje vou falar sobre 8 cidades coloniais que existem no departamento de Boyacá, onde ficam as origens da minha família. A região é linda, e é uma pena que poucas pessoas conheçam esse lugar.

Os textos vão ser bem reduzidos devido a quantidade de itens, mas o que está aqui é o suficiente para termos uma visão geral de cada cidade!

  1. Tunja (Pop: 191.000 hab)

Tunja é a capital de Boyacá, a cidade mais populosa do departamento, e ela é uma das cidades mais antigas do país, já que foi fundada em 1539. Com tanto tempo de história (pensando bem, essa cidade tem quase a idade do Brasil!), muitas construções da cidade ainda são antigas, especialmente as que se localizam na região central.

Existe uma parte da cidade chamada de Centro Histórico, cujo coração fica na Plaza de Bolívar. A partir de lá é muito gostoso caminhar pelas suas ruas de paralelepípedos, onde os prédios de dois pavimentos ainda te dão a sensação de volta ao tempo.

Tunja fica apenas a duas horas de Bogotá. Já fui de carro e ônibus para lá: a estrada é boa, e a rodoviária não fica muito longe dos principais pontos de interesse da cidade.

2. Villa de Leyva (Pop: 17.000 hab)

Assim como Tunja, Villa de Leyva é uma cidade muito antiga e que preserva muito seu passado colonial com características espanholas. Fundada em 1572, essa cidadezinha é um dos pontos turísticos mais reconhecidos no país por sua beleza histórica. Provavelmente de toda essa lista, esta é a cidade com mais turistas e curiosos a visitando.

Villa de Leyva possui todo seu centro pavimentado com paralelepípedos, e assim como o centro de Tunja, é muito gostosa para se caminhar, apreciando as casinhas coloniais em estilo espanhol. A diferença entre ela e outras cidades da região é que ela não cresceu muito, então seu “todo” é mais uniforme. Perto dali, se encontra o Centro de Investigaciones Paleontológicas, um dos principais centros de estudo sobre o assunto do país.

Uma outra característica sobre Villa de Leyva é que ela fica num vale, ou seja, temos que descer a montanha para chegar até lá, sendo que a grande parte das cidades boyacenses ficam no alto. Isso fez o meu ouvido estalar muito, e juro que doeu bastante *insira emoji rindo aqui*

3. Paipa (Pop: 31.000 hab)

Lanceros del Pantano de Vargas

Paipa é uma cidade que eu costumava frequentar bastante. Também pequenininha, ela possui um centro com uma linda catedral e prédios antigos ao redor, mas diferente de outras cidades da lista, ela possui uma mescla de passado e presente que combina bastante.

Paipa também é uma das cidades que conheci que conseguem criar uma simbiose de rural+urbano bem interessante. Prédios bonitos e modernos convivem lado a lado com casinhas antigas, com muitos detalhes de madeira tipicamente colombianos.

E falando de história, um dos lugares mais importantes da história da Colombia se localiza dentro do município de Paipa, mas ainda longe do centro da cidade. O Pântano de Vargas foi o local da batalha decisiva das tropas de Bolívar contra os espanhóis, e com isso, a independência da Gran Colombia veio às custas de muitos boyacenses.

Outra atração famosa de Paipa são seus banhos termais. Como a cidade se localiza em cima de uma espécie de “ponto quente”, as águas são bem quentes, o que ajuda a melhorar o turismo dali.

4. Chiquinquirá (Pop: 65.500 hab)

Chiquinquirá (sim, muitas cidades nessa região terminam com “rá”) é uma das cidades mais novas dessa lista, fundada apenas nos anos 1800. Ela é uma das maiores cidades de Boyacá, e muitas partes da cidade são bem modernas, mas seu centro ainda guarda muitas características coloniais antigas.

Provavelmente o maior interesse da cidade é a Basílica da Virgem de Chiquinquirá, que é uma bela igreja que lembra muito as catedrais de outras cidades pela América Latina, ainda que menor. Ela se localiza na Plaza de Bolívar (sim, também exstem muitas Plazas que levam o nome do Libertador na Colômbia), que também são rodeadas pelas famosas casinhas coloniais com detalhes em madeira.

O Palácio da Cultura também é um ponto de interesse bem importante de Chiquinquirá, e é considerado um monumento nacional.

5. Monguí (Pop: 4.900 hab)

Algumas listas de jornais da Colômbia e do Exterior sempre listam Monguí como um dos povoados mais bonitos do país. Fundada no século XVII, Monguí não cresceu muito, e toda sua cidade se mantém fiel ao que era há séculos atrás.

Eu não conheço a Espanha, mas pelas fotos me parece que Monguí me lembra muito a cidade de Ronda (que é um dos meus lugares de sonho para visitar), e a temperatura é bem agradável para quem gosta de frio. A temperatura média fica na casa dos 13 graus por boa parte do ano.

Uma curiosidade sobre Monguí é que ela também é conhecida como um pólo importante para a confecção de bolas de futebol, devido à qualidade do couro da região.

6. Ráquira (Pop: 13.500 hab)

Ráquira é uma das cidades que jamais vou esquecer na vida. Esse povoado é pequenininho, mas é muito conhecido pelas suas casas coloridas que vendem artesanatos. Muitos habitantes da cidade se tornaram artesãos, e com isso, o comércio desses produtos atrai consumidores de toda a região.

As principais ruas da cidade me lembram muito do Caminito em Buenos Aires: casinhas coloridas bem decoradas com cores vibrantes.

Compramos muitos desses artesanatos para decorar a nossa casa! O meu favorito de todos é essa tapeçaria (foto abaixo) que colocamos uma moldura.

7. El Cocuy (Pop: 5.200 hab)

El Cocuy é uma pequena cidade localizada bem ao norte de Boyacá, quase na fronteira com a Venezuela. Com isso, já imaginamos que essa cidadezinha fica bem mais longe de Tunja e outras cidades desta lista.

Assim como a maioria das cidades dessa lista, ela ainda preserva uma ou outra característica colonial espanhola, mas ela é visada por muitos mochileiros como um dos pontos de início para explorar a Sierra Nevada.

A partir de El Cocuy existem várias trilhas de exploração para o Parque Nacional Sierra Nevada, que é um dos destinos mais bonitos, mas também é um dos mais subestimados da Colômbia. Eu mesma queria muito conhecer a Sierra Nevada, mas ainda me faltam culhões de exploradora. Enquanto isso, fico com as cidades coloniais. :)

8. Sotaquirá (Pop: 7.500 hab)

Pracinha de Sotaquirá

Claro que Sotaquirá não poderia ficar de fora desta lista! A cidade natal do meu avô e de boa parte dos meus parentes é linda! A maioria de suas casas segue um padrão de telhados laranja, paredes divididas entre o branco e o verde, e para completar, lindos detalhes em madeira por todos os lugares!

Eu já fiz um post só sobre Sotaquirá, mas tem algum tempo. Desde então eu não voltei lá, então infelizmente não possuo informações mais novas. Ali existem vistas maravilhosas, e curiosamente o meu local favorito é o cemitério. A sua vista é fantástica, e me traz uma paz de espírito sensacional! Não tem como não amar a minha Boyacá!

Livraria El Ateneo, outro achado de Buenos Aires

Olá pessoal! Já ouviram falar na livraria El Ateneo? Ela é considerada uma das livrarias mais lindas do mundo, e está localizada bem no coração de Buenos Aires, no bairro da Recoleta. Em 2008 o jornal The Guardian a elegeu como a segunda livraria mais bonita do mundo, só atrás de uma outra loja na Holanda.

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Antes de continuar a falar especificamente do El Ateneo, fica registrado que Buenos Aires é uma cidade cheia de livrarias, reflexo cultural de seu povo altamente interessado em leitura. Para uma fanática por leitura como eu, visitar o El Ateneo foi uma ótima escolha.

Enfim, essa livraria tem um charme diferente por estar localizada num antigo teatro desativado. Por causa disso, o lugar ainda conserva características inerentes de teatros como o palco, camarotes, afrescos pintados no teto, a forma curvada, dentre outros.

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Esse teatro se chamava Grand Splendid, e ele foi construído em 1919 por um empresário de artes e mídias de Buenos Aires. Pintado e decorado por artistas italianos, o Grand Splendid tinha capacidade para mais de 1000 pessoas, e vários artistas se apresentaram lá, incluindo o lendário Carlos Gardel.

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Afresco

Muito tempo depois, já no ano 2000, a rede de livrarias El Ateneo (uma das maiores da Argentina) arrendou o edifício e converteu a parte do teatro em uma loja – assim nasceu a El Ateneo Grand Splendid como conhecemos hoje em dia.

A livraria é belíssima, e também é super completa! Ali existem alguns andares de livros de diversos tipos e estilos, e se você quiser, dá para ficar algum tempo descobrindo o lugar sem pressa. Vale ressaltar que a grande maioria dos livros são em espanhol, mas é possível encontrar um ou outro em português ou inglês.

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A localização é excelente, bem na Avenida Santa Fe, no bairro da Recoleta. Caso você esteja fazendo uma caminhada pela região, considere seriamente fazer um pit stop lá. No meu caso, comprei os ingressos para visitar o Teatro Colón e acabei indo a pé para o El Ateneo – uns 20 minutos de caminhada na ida e outros 20 na volta.

Dá para ir de metrô também (Linha D – descer na estação Callao), só que tem que andar 3 quadras e meia até chegar no destino.

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Dica: na Av. Santa Fe existe uma série de lojas e restaurantes, e caso esteja pensando em comprar algumas coisas, vale a pena explorar a região a pé. Considere almoçar por perto também.

Então é isso: fica a dica para os bibliófilos em plantão – visitar a livraria El Ateneo Grand Splendid é um ótimo passatempo em Buenos Aires.

Endereço: Av. Santa Fe 1860 – Buenos Aires.

 

No topo da Willis Tower e o Skydeck

Chicago guarda muitas surpresas e atrações. A cidade dos ventos tem várias coisas pra se fazer, incluindo alguns dos melhores passeios nos Estados Unidos. Certamente um dos aspectos que deixam a cidade de Chicago única é a sua skyline, especialmente marcadas por prédios dentro do Loop, e um desses edifícios é a famosa Willis Tower.

(Spoiler: não tenho fotos de paisagens da minha visita à Willis Tower. As fotos a seguir são do Street View. Desculpe. :( )

A Willis Tower foi por algum tempo o prédio mais alto do hemisfério ocidental (ou seja, das Américas) e antigamente ela era conhecida como Sears Tower. Com uma mudança na administração, o nome mudou mas a altura continua a mesma! Dá um frio na barriga e uma sensação de grandeza.

O prédio em si, ainda age de maneira comercial, mas não com a administração da Sears, que foi forçada a sair de lá depois de uma grave crise e uma quase falência. Uma das empresas instaladas por lá hoje é a United Airlines, ocupando cerca de 20 andares por ali.

Mas enfim, o que interessa mesmo aos visitantes é o Skydeck, que é um deck de observação localizado no centésimo terceiro andar do prédio, a 412 metros do chão! Para chegar lá, é preciso chegar pela entrada própria do Skydeck (no térreo), comprar os ingressos e subir pelo elevador.

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Para aqueles que não gostam de andar de elevador (como eu, risos), é mais de um minuto de subida até o deck propriamente dito. Nesse um minuto de subida, algumas informações úteis vão sendo apresentadas por um vídeo. Lá também tem uma timeline que indica o momento que a altura da Willis Tower ultrapassa outros edifícios pelo mundo.

Chegando ao skydeck, um andar inteirinho cheio de informações está a disposição. Mas o importante mesmo é ver a vista! Dá pra observar a cidade inteira, muito do Lago Michigan e alguns até dizem que até pedaços do Michigan e do Wyoming. É impressionante observar todas as atrações da cidade de uma nova perspectiva, e por um certo ponto, perceber o quanto somos pequenos. Além do mais, o quanto podemos construir.

Eu não tive nenhum problema com fila nem nada. Fui no fim de tarde de um domingo para lá e haviam poucas pessoas no skydeck. Era Maio, uma época que não é tão de alta temporada quanto Julho por exemplo. Não deixe pra fazer como a gente, e se puder, compre os ingressos antes! :)

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De maneira geral, a visita ao skydeck da Willis Tower deve estar no topo de prioridades para uma visita a Chicago! Obviamente a vista não é tão alta quanto do Burj Khalifa, o Taipei 101 ou das Torres Petronas, que são prédios mais altos que a Willis Tower.

A Willis Tower foi o prédio mais alto do mundo até a construção das Torres Petronas em Kuala Lumpur nos anos 90, mas mesmo assim continuou a mais alta nos Estados Unidos. Mas no momento, o One World Trade Center (a.k.a. Freedom Tower) tomou o posto original.

Além da vista, você pode também ficar de pé em cima de um piso de vidro chamado The Ledge, estando bem acima do chão! Fotógrafos ficam ali para tirar fotos, e confesso que senti um grande medo de altura ali, haha.

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Em geral, a visita é interessante e ideal para um final do dia, quem sabe um pôr-do-sol? Andando a pé a partir da Willis Tower, boa parte do centro financeiro de Chigago se encontra numa distância tranquila. Aproveite a visita!

O que fazer no Városliget, em Budapeste

O Parque da Cidade, ou Városliget em Húngaro, é um dos lugares favoritos dos húngaros e turistas para aproveitar e relaxar um pouco. O parque foi projetado em 1896 para comemorar os mil anos da nação húngara e possui uma área total de mais de 1 km2 com uma série de atrações no seu interior. Nesse post, vou mostrar para vocês o que tem para fazer lá, e se vale a pena visitar.

  1. Banhos termais

Acompanhe também: O principal banho termal de Budapeste

O Széchenyi Fürdő é o maior banho termal da Europa e o mais conhecido de Budapeste. A Hungria possui naturalmente uma série de reservas de águas termais e medicinais, e o costume de utilizar esses banhos como tratamento médico e diversão se difundiram após a ocupação de 700 anos pelos otomanos.

A entrada dos banhos termais lembra um palacete de estilo barroco, mas o que importa são suas piscinas com águas de diferentes temperaturas! Até durante o inverno tem gente que visita o lugar, um dos cartões postais de Budapeste.

Há uns dois anos, fiz um post sobre os banhos termais de Budapeste, e a minha saga não bem sucedida para visitar suas piscinas. Se quiser, acessa lá. :)

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2. Castelo de Vajdahunyad

Esse castelo lindíssimo também foi construído nas celebrações do milênio, que comemorou os 1000 anos da Hungria em 1896. O modelo e a inspiração para a construção foi o castelo de Hunyad na Transilvânia, que até então fazia parte da Hungria. (Interesting fact: muitos húngaros ainda não aceitam o fato da Transilvânia ter sido dada à Romênia como compensação de guerra).

Assim que cheguei em Budapeste, meu amigo me levou de carro até Vajdahunyad, e me falou que lá eles brincavam que esse castelo era uma cópia do da Transilvânia, e que ele era símbolo da falta da criatividade dos húngaros. Bem, foi um húngaro que disse isso, só estou repassando…

Entrada do Castelo de Vajdahunyad

Entrada do Castelo de Vajdahunyad

3. Zoológico de Budapeste

Acompanhe também: Passeio ao Zoológico de Budapeste

Eu não sei se hoje em dia eu faria visitas a algum zoológico onde quer que fosse, mas confesso que adorei a visita quando eu morava lá. Achei a visita interessante e o zoológico, na medida do possível, tentava recriar um habitat semelhante ao original dos animais.

Os animais me fascinaram tanto! É incrível como seres tão diferentes de nós conseguem evoluir e se adaptar à sua realidade. Para crianças, aquele lugar é sensacional! E os ingressos não eram tão caros: se tens interesse em zoológicos, conheça; se não tens interesse (como eu hoje em dia), não se sinta culpado em passar.

Preguiça fazendo pose!

Preguiça fazendo pose

4. Praça dos Herois

A Praça dos Herois (Hősök tere em húngaro) é a praça mais icônica de Budapeste, e seu significado é único. Ela simboliza a liberdade do povo húngaro, especialmente durante as épocas de ocupação nazista e comunista. Por causa de seu peso, a maioria das manifestações políticas acontecem ali.

Falando de aparências, a praça é extremamente bela! Atrás da praça existem algumas colunas, cada uma delas representando figuras importantes da história da Hungria. O lugar é extremamente fotogênico, e vale muito a pena tirar fotos lá.

Praça dos Herois

Praça dos Herois

5. O lago

O parque da cidade possui um lago artificial bem no seu coração. Dependendo da época do ano, uma série de atividades podem ser feitas ao seu redor. Por exemplo, agora nessa época de fim de ano, o lago congela e ele vira um ice rink, por sinal, o maior da Europa Central! Durante o inverno, esse rink de patinação se torna um dos principais pontos turísticos de Budapeste, e as recomendações pela internet são muito boas.

Na época que morei em Budapeste era primavera, então, nada de patinação no gelo. Tem uma parte do lago que possui tipo uma pequena passarela (coisa de 30 cm) que corta o lago de lado a lado. Deu a louca na minha roomate e ela atravessou tudo aquilo a pé, mas a bichinha ficou morrendo de medo no meio do caminho e não tinha como voltar! Eu fiquei com medo de cair na água, então dei a volta no lago inteiro até chegar no outro lado, haha.

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Pedacinho do lago: o lugar onde minha amiga atravessou, haha.

6. Estátua do anônimo

O Parque da cidade possui uma série de estátuas, mas uma que se destaca bastante é a estátua do anônimo. Na realidade, ele foi baseado num monge húngaro do século XII, cujo nome se perdeu na história. Reza a lenda que se você pegar no capuz dele, você terá boa sorte com os estudos.

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7. Museu de belas artes e Kunsthalle

Esses dois museus se encontram um em cada lado da Praça dos Herois, e são dois dos lugares mais interessantes para os entusiastas da arte na capital húngara. As coleções são fantásticas (inclui egípcia, antiga, moderna…) e merecem a visita dos turistas interessados por arte mundial.

O museu de belas artes é mais eclético enquanto o Kunsthalle foca mais em arte contemporânea. Ambos os museus foram abertos no início do século XX, e são ótimos lugares para uma visita despreocupada.

Museu

Museu

 

 

A rua mais sinuosa do mundo – Lombard Street

Olá pessoal! Ainda tenho muitas coisas para falar sobre São Francisco, dentre elas uma das atrações mais conhecidas da cidade: a Lombard Street. Localizada no bairro de Russian Hill, essa é uma das principais ruas de San Fran, mas um pequeno trecho dela ganhou fama mundial.

Essa rua é super sinuosa, com 8 curvas muito fechadas! Parece desenho animado e vou já explicar como isso aconteceu!

(Spoiler do post: as fotos que tiramos da Lombard Street foram todas em família, por isso, as fotos que postarei aqui vou tirar da internet).

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Fonte: Wikimedia Commons

A rua

Quando pensamos em San Francisco já imaginamos uma série de coisas, especialmente a quantidade de ladeiras presentes na cidade – herança que vem principalmente dos filmes no meu caso. Muitas ruas do bairro de Russian Hill são assim – e inclusive me perguntava como existiam pessoas que conseguiam estacionar em ruas tão íngremes!

Dentro do carro, passeando pelo bairro, cheguei a ver um senhorzinho idoso carregando duas sacolas (aparentemente pesadas) subindo uma dessas ladeiras sem aparente cansaço.

E uma parte da Lombard Street se localizava numa dessas ladeiras, fato que incomodava os moradores dali. Eram os anos 1920, e as pessoas queriam comprar carros, mas aquele trecho era impróprio para automóveis. Meio que por causa disso também, o valor das propriedades ali era mais baixo que em outros lugares.

A inclinação da rua beira os 27 graus, que é muito íngreme! Um engenheiro chamado Clyde Healy propôs um design diferente para a rua: ela teria curvas ao invés de uma ladeira reta. Em 1922 a rua ficou pronta: a cidade de São Francisco pagou a obra e os moradores teriam a responsabilidade de cuidar dela depois.

Lombard Street in San Francisco 1933:

Fonte: Pinterest

Dito e feito! Além da curvatura que chama a atenção, as casas e seus jardins ajudam a tornar a Lombard Street hiper fotogênica! Essa ideia valorizou imensamente as casas da região, e foi muito decisiva ao tornar a Lombard Street um dos pontos mais conhecidos de São Francisco!

Como cheguei até lá e tempo de duração

No meu caso, eu fui de carro e todo o trajeto foi muito tranquilo – só colocar o endereço no GPS que ele já calculou a rota para passar pela rua. Descer a rua mais sinuosa do mundo foi muito divertido!

Depois estacionamos nosso carro depois da esquina com a Hyde Street e ficamos um tempo lá tirando fotos nossas.

Como já devem imaginar, o passeio não é tão demorado. Eu diria que no máximo, descendo a rua e tirando fotos, a visita dura uma meia hora, com folga. Por não exigir muito tempo, é super válido encaixar com outros passeios em São Francisco, de preferência em lugares próximos como o Fisherman’s Wharf.

Fonte: Google Street View

Fonte: Google Street View

O relato sobre a minha visita à Colonia del Sacramento

Olá pessoal! Quem me acompanha por aqui já sabe que eu estou fazendo relatos sobre os destinos da minha última viagem, onde conheci Montevidéu, Colonia del Sacramento e Buenos Aires. Não é segredo para ninguém que me encantei especificamente com o Uruguai, e realizei um pequeno sonho da minha vida ao conhecer a Colonia del Sacramento.

Para deixar o relato bem completo, dividi o post em algumas partes. Para concluir o raciocínio sobre Colonia del Sacramento, hoje vou contar pra vocês o relato da visita. Espero que gostem! :)

Acompanhe também: De Montevidéu a Colonia del Sacramento de ônibus

Detalhes das casas

Detalhes das casas

Então, saímos de Tres Cruces no ônibus das 9:30, e apesar do mapa indicar que a viagem entre Montevidéu e Colonia dura um pouco mais de 2h, a viagem chegou próximo de 3h devido as paradas que o ônibus faz no caminho. Até então tudo bem, pois tínhamos um pouco de folga, mas não queríamos abusar.

Chegamos em Colonia aproximadamente 12:30 e a nossa intenção era procurar um lugar para guardar as malas. Não existem muitos guarda-volumes disponíveis na região, e acabamos encontrando um bem em frente à rodoviária e a estação hidroviária, numa loja especializada em artigos para viagens. Pagamos 10 reais por duas malas e sem limite de tempo. Menos mal que eles aceitavam real, daí não gastaríamos mais nossos preciosos pesos só para guardar as malas!

Lá nessa loja onde deixamos as nossas malas, perguntei se eles tinham algum mapa de Colonia. O que eu tinha era o Google Maps: já tinha marcado com estrela os principais lugares da cidade, mas não queria ficar gastando a bateria do meu celular à toa. Gentilmente ele me deu um mapa e me explicou onde ficavam algumas das principais atrações da cidade. Agradeci e fui conhecer Colonia!

Farol da Colonia del Sacramento

Farol da Colonia del Sacramento

Acompanhe também: 8 fotos imperdíveis para tirar na Colonia del Sacramento

Saímos dali e fomos em direção à Av. General Flores, que é a principal da cidade. Pela maior parte de sua extensão, tinha muitas lojas, restaurantes, pessoas vestidas como gauchos tomando mate sentados nos bancos espalhados pela rua.

Tinham tantos restaurantes pelo caminho, e a maioria vendia adivinha o quê: carne! O cheirinho era bem gostoso, e ao mesmo tempo que a cidade aparenta ser (e é) turística, o clima era muito de cidade de interior.

Caminhamos, caminhamos e caminhamos, sempre em linha reta, até chegarmos na “fronteira” entre as partes nova e velha de Colonia. Confesso que não sabia nem pra onde olhar, já que estava muito feliz e emocionada de estar ali!

Fronteira

Fronteira

Saímos da Gen. Flores e entramos na rua Vasconcellos, em direção à Basílica del Santíssimo Sacramento. Igrejinha linda no centro de uma cidadezinha de aparência colonial é bem linda, já imaginem! Na frente da igreja tem uma pracinha e ficamos lá um pouco.

Depois nos dirigimos até o Farol: até hoje existem ruínas do que um dia foi um antigo convento português que foi demolido pelos espanhois. Dá para subir no topo do farol, mas devido ao nosso tempo reduzido, ficamos no chão.

Após o Farol, fomos em direção à orla de Colonia, onde tirei algumas fotos clichês com o rio como background, haha. Terminamos de andar pela orla, sempre apreciando a bela paisagem do río de la Plata e voltamos até o centro histórico de Colonia, que é bem pequeno.

Mapa da Colonia del Sacramento nos azulejos

Mapa da Colonia del Sacramento nos azulejos

Caminhamos pelas ruas que ainda não tínhamos entrado e achamos tudo lindo! Ruas de paralelepípedos, azulejos portugueses, e uma sensação de volta ao passado, tudo fantástico!

Para terminar o dia, nos sentamos no Pier de Colonia, sentindo o vento fresco no rosto e aproveitando a linda vista do río de la Plata. Alguns minutos depois, começamos a caminhada em direção ao guarda volumes e em seguida, ao terminal hidroviário, onde iríamos diretamente para Buenos Aires.

Acompanhe também: Atravessando o Río de la Plata

Esse trajeto durou aproximadamente duas horas, mas com certeza vale a pena pernoitar em Colonia. Fizemos assim com a intenção de ganhar um dia a mais em Buenos Aires, mas no final acabou não valendo a pena.

Deveria ter sido ótimo passar a tarde inteira aproveitando o centro histórico de Colonia, e ficamos com aquela sensação de que fizemos tudo correndo. Nem comer direito nós conseguimos!

A experiência faz o homem, então seria interessante aproveitar um dia inteiro em Colonia sem sombra de dúvida. A cidade é linda e encantadora, além fazer parte de um período importante na história do nosso Brasil. Já pensou se Colonia tivesse ficado definitivamente do lado português?

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Airport review: Orlando Int’l Airport (MCO)

Olá todo mundo! Tem mais de um mês que não escrevo algum post Airport Review, o que significa que tenho que conhecer mais destinos o mais rápido possível para poder produzir material para vocês, haha.

Enfim, hoje vou trazer um resumo/análise do Aeroporto de Orlando, ponto de entrada de muitos brasileiros nos Estados Unidos. Já fiz essa parada obrigatória em MCO algumas vezes, e seguindo o padrão de postagens da categoria Airport Review, vou compartilhar o mais importante para vocês.

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Conexão direta com o Brasil

Atualmente, 3 companhias aéreas operam voos diretos para Orlando, saindo de três destinos diferentes. A Azul possui voos saindo de Campinas e Recife, já a LATAM e a Delta tem voos diretos saindo de São Paulo-Guarulhos.

Pelo o que vem sendo noticiado na mídia, é provável que a Azul passe a ter operações para Orlando em mais aeroportos pelo Brasil, mas isso é algo que só o tempo dirá.

Voos domésticos X Voos internacionais

Eu já tive a experiência de fazer tanto voos domésticos quanto internacionais através do aeroporto de Orlando. Os trechos domésticos foram em direção a Chicago O’Hare e voltando de Las Vegas, já os internacionais foram através da Cidade do Panamá, que para mim, é a maneira mais fácil de chegar a Orlando.

Para mim, não existe muita diferença entre os dois terminais: você desembarca, passa pela imigração (se voo internacional), pega o monotrilho, e chega ao átrio principal do aeroporto, que às vezes lembra um shopping.

Imigração

Já cheguei a fazer um post sobre imigração nos Estados Unidos, mas apaguei por achar que não ficou da maneira que queria. Ainda vou encontrar uma maneira clara de explicar todos os nuances da imigração nos Estados Unidos e outros lugares, mas já adianto que acho a imigração de Orlando muito tranquila, muito melhor que de outros lugares, tipo Miami.

Os oficiais estão acostumados a receber turistas brasileiros em Orlando, e outra coisa que ajuda é que a grande maioria deles fala espanhol, idioma bem mais parecido com o nosso português do que o inglês.

Mas assim, de forma bem genérica, os oficiais da imigração seguem alguns passos:

  • pedem o passaporte;
  • perguntam a data da última ida aos Estados Unidos (caso não seja a primeira visita)
  • começa aí uma série de perguntas: qual o motivo da ida aos Estados Unidos, qual o tempo de duração da viagem, qual o hotel que vai ficar, e uma vez em Miami chegaram até a perguntar minha profissão e minhas atribuições no trabalho;
  • pedem para posar para uma foto tirada ali na hora;
  • pedem as digitais;
  • carimbam o passaporte;
  • e pronto, só aproveitar a viagem!

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Alimentação

Escrevi um pouco acima que o Aeroporto de Orlando parece um shopping, então já imagine que existe uma grande quantidade de restaurantes, lanches e afins. No átrio central do aeroporto existe uma praça de alimentação bem grande, com coisas que vão de cafés a fast food.

Wifi, tomadas e cadeiras

O Wifi em Orlando é grátis e ilimitado! Fico feliz em perceber que hoje em dia a maioria dos grandes aeroportos já disponibilizam gratuitamente algo tão simples como um sinal de wifi.

Tomadas e cadeiras também não são um grande problema em Orlando. Na área do embarque existe lugar para todos.

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Transporte para o centro

Normalmente eu escrevo esse tópico em posts do Airport Review, mas Orlando é um pouquinho diferente. Não tem jeito, é necessário alugar carro ali, e se possível, faça a reserva com antecedência, ainda aqui no Brasil.

Mas é muito fácil alugar e dirigir em Orlando: com a reserva em mãos, se dirija ao balcão da locadora (as placas indicam o lugar, mas elas ficam próximas ao check in), e o atendente vai confirmar sua reserva, você assina alguns papeis e logo já temos o número do nosso carro na mão!

Como assim? A pessoa te dá um certo número, tipo 271. Logo em frente às locadoras se encontra um grande edifício garagem, cheio de carros. Lá, você vai para o andar da sua locadora, e procura a vaga 271. Existem placas que não deixam dúvida de nada e lá dentro se encontra a chave do carro, e é só ir embora.

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E o free shop, vale a pena?

No caso de Orlando, eu não daria atenção somente para o free shop. Existem várias lojinhas pelo saguão do aeroporto, incluindo lojas oficiais da Disney e da Universal, os dois principais parques da cidade.

Fora isso, existem lojas de souvenirs e outras coisas especiais para viajantes como malas e afins. Também existem lojas de roupas e outros acessórios.

Enfim, espero que tenham gostado do post! De maneira geral, o aeroporto de Orlando é muito auto explicativo e simples de circular. Um ótimo local para começar uma viagem que tem tudo para ser bem divertida! :)

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Aos domingos, tem Feira de San Telmo!

Quando você for a Buenos Aires, reserve seu domingo para conhecer a Feira de San Telmo. Criada em 1970, essa feira já virou tradição e ponto turístico indispensável para quem procura fazer uma programação diferente e divertida! Nesse post vou contar tudo que vi e o que vale a pena lá em San Telmo.

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Pessoas

O que é?

A feira de San Telmo é um mercado de pulgas especializado numa variedade enorme de coisas: antiguidades, artesanatos produtos de couro, pinturas, decoração, lustres souvenirs, pulseiras e qualquer outro tipo de quinquilharia interessante que chame a atenção dos compradores.

Como falei logo no início, a feira acontece somente aos domingos, e lá, 270 feirantes montam suas barraquinhas por grande parte da extensão da calle Defensa, a partir da praça Dorrego (localizada na calle Humberto). A feira atrai cerca de 10 mil pessoas, sendo turistas a grande maioria.

Hoje em dia, a Feira de San Telmo se estende por mais de 1 km, mas ela começou pequenininha, lá em 1970, com somente 30 barracas. Aos poucos, ela foi ganhando corpo e tradição, e hoje ela já é a principal feira de rua de Buenos Aires.

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Qual o melhor horário para visitar?

Quando eu fiz minhas pesquisas para definir o horário certo de ida até San Telmo, quase todos os sites indicavam o período da manhã. A feira inicia às 10h, então chegar cedo parecia ser primordial.

No meu caso, cheguei aproximadamente ao meio dia e a feira já estava bem cheia! Caminhar não estava impossível, mas tinha muita gente ao redor. Mesmo assim, conseguimos aproveitar e conhecer toda a extensão dali.

Mafalda

Um dos lugares mais fofos de Buenos Aires pode ser visitado enquanto você conhece a Feira de San Telmo. Na esquina da calle Defensa (rua da feira) com a av. Chile se localiza o banco da Mafalda, ótimo e indispensável lugar para tirar fotos!

A Mafalda nasceu em tirinhas feitas pelo cartunista argentino Quino. Diferentemente de muitos personagens de quadrinhos, a Mafalda traz um humor inteligente, que te faz refletir. Ela ganhou muito destaque na América Latina e acabou virando também um símbolo argentino.

Prova disso é que você consegue encontrar uma série de coisas da Mafalda à venda por toda Buenos Aires! Você pode ver por aí todo tipo de objeto e souvenir com estampas da Mafalda como almofadas, estojos, cadernos, pelúcias, nécessaires e outros. Quis muito comprar umas nécessaires da Mafalda que achei lindas, mas BsAs me deixou sem dinheiro antes disso, haha.

Para sentar no banco da Mafalda (e tirar fotos, né?), fiquei numa fila por aproximadamente 15 minutos. Valeu a pena! Gentilmente o casal de brasileiros que estava na minha frente se ofereceu para tirar nossas fotos, o que foi muito agradável!

Cuidados em San Telmo

Bem, como a Feira de San Telmo é muito cheia, especialmente em certos horários do dia, é indispensável ter cuidado com suas coisas! Com certeza alguns batedores de carteira se espreitam pela multidão, então o cuidado tem que ser redobrado!

Para tanto, naquele dia preferi não levar minha câmera. Seria muito incômodo tirar e colocar minha câmera na bolsa toda hora, (abrindo, fechando e expondo as coisas lá dentro) e também seria muito perigoso ficar com ela pendurada no peito pela extensão da feira. Estava com medo de ser visada, e todo cuidado é pouco dentro da multidão.

Apesar de ali ser bem cheio, não achei San Telmo um local tão inconveniente quanto a Calle Florida, que é um lugar que particularmente não voltarei mais.

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Acompanhe também: Não me encantei pela Calle Florida

Meio que também por causa disso, tirei pouquíssimas fotos desse dia, e a todas foram do meu celular. (Deixa para pedir desculpas pela não abundância de fotos nesse post!)

Então eu recomendaria andar com uma bolsa bem segura, e sempre próxima ao corpo.

Além da feira, quais são outros highlights?

A Feira de San Telmo já meio que possui hoje um background bem cultural, então existe uma série de manifestações artísticas nas ruas. Já imagine desde agora que você escuta Tango toda hora!

Fora isso, existem algumas igrejas localizadas próximas à feira, no Bairro de San Telmo: Iglesia de Santo Domingo e Iglesia de San Pedro Telmo. Mas acho que tão ou mais interessantes que as igrejas, existe uma série de galerias de arte no entorno da feira.

Vale a pena a visita?

Para quem tem interesse em fazer um passeio diferente num domingo, a Feira de San Telmo é um excelente lugar! Dá para se imergir um pouco na cultura argentina ao perceber as nuances culturais da feirinha.

A ressalva é a quantidade de pessoas que passeiam ali na feira, o que exige um pouco de atenção para quem frequenta o lugar. A foto no banco da Mafalda é indispensável, mas tem que ficar um pouquinho na fila.

Enfim, aproveite a ida à San Telmo e se deleite com todas as manifestações culturais que esse pedacinho de Buenos Aires pode trazer! :)

Visitando o Museu Sisi e os Kaiserappartements

Olá pessoal! Há algum tempo atrás fiz um post sobre lugares interessantes para se visitar no centro de Viena. Essa cidade é maravilhosa, cheia de arte, cultura, música e história, e grande parte das principais coisas da capital austríaca tem um dedo de influência da família Habsburgo.

Acompanhe também: No coração de Viena

Os Habsburgos foram uma linhagem imperial que dominou a Áustria até pouco depois da Primeira Guerra Mundial. Essa família era uma das mais importantes da Europa, assim como eram também muito tradicionalistas. Eles buscavam exprimir toda sua influência política e financeira através de construções, decorações e também em convenções sociais.

Um dos símbolos mais importantes de toda essa influência está presente no palácio Hofburg, localizado bem no centro de Viena. Ali, existe um museu que mostra um pouco como era a realidade da família imperial austríaca, assim como uma dedicatória à imperatriz Sisi, esposa do último imperador da Áustria, o Sisi Museum e os Kaiserappartements.

O museu começa com uma mostra de como os nobres austríacos viviam antigamente, através da prataria que pertencia à família imperial. Ali, o museu expõe alguns dos seus utensílios diários utilizados pelos nobres como pratos, talheres, e uma série de outros arranjos. Todos decorados e ornamentados com ouro, pinturas que remontavam à família imperial austríaca e claro, muito luxo.

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Depois, somos direcionados à entrada do Sisi Museum, museu que é uma espécie de tributo à Sisi, a última imperatriz austríaca, eternizada em filmes, livros, e claro, uma série de pôsteres e cartões postais pela capital da Áustria. Lá, se encontram uma série de coisas sobre a Sisi, como roupas, cartas, diários, réplicas de joias e etc.

(Spoiler: não pode tirar fotos dentro do museu. Para tanto, as fotos deste post são do site oficial do Hofburg)

Acompanhe também: Sisi, a imperatriz da Áustria

Nesse post acima, contei um breve resumo da vida da Sisi, desde sua infância como princesa na Baviera até a seu assassinato em Genebra por um terrorista italiano. Apesar de sua história ser digna de um conto de fadas, historiadores e outros estudiosos hoje em dia afirmam que a pobre Sisi passou sua vida inteira sofrendo de uma série de problemas como a anorexia, doenças respiratórias e a depressão.

O Sisi museum apresenta algumas coisas que ajudam a retratar esse quadro. Uma das partes mais impressionantes do museu apresenta um manequim com as medidas reais da Sisi, e é impressionante como ela era alta e extremamente magra! A cintura dela era tão fina que algumas pessoas inclusive conseguem fechar a mão ao redor desta!

Um aspecto que também chama a atenção é o cabelo, gigantesco, que ia até a altura dos joelhos. Normalmente ele era adornado com cristais Svarowski, e arrumá-lo levava algumas horas por dia.

The Sisi Myth - click to enlarge image (opens in a lightbox)
(Créditos da imagem: Hofburg)

Room "The assassination" - click to enlarge image (opens in a lightbox)
(Créditos da imagem: Hofburg)

Room "Death" - click to enlarge image (opens in a lightbox)
(Créditos da imagem: Hofburg)

Para concluir a visita, passamos pelos Kaiserappartements, que são cômodos decorados da mesma maneira que costumavam ser há mais de 100 anos, quando a família imperial austríaca morava ali. Para variar, o local era muito luxuoso.

Waiting Room - click to enlarge image (opens in a lightbox)
(Créditos da imagem: Hofburg)

Bedroom of Emperor Franz Joseph - click to enlarge image (opens in a lightbox)
(Créditos da imagem: Hofburg)

Dressing and exercise room of Empress Elisabeth Elisabeth - click to enlarge image (opens in a lightbox)
(Créditos da imagem: Hofburg)

O museu funciona das 9:00 às 17:30 entre setembro e junho, e das 9:00 às 18:00 em julho e agosto. O preço do ingresso varia: com audioguia (€ 12,90) e no tour guiado (€ 15,90).