Airport Review: Aeropuerto Internacional de Carrasco (MVD)

O Aeroporto Internacional de Carrasco é o principal local de entrada e saída do Uruguai. Apesar de ser o aeroporto da capital do país, ele não é tão movimentado quanto outros da América Latina como Lima, Ezeiza ou Bogotá. Mesmo assim, esse aeroporto dá uma boa primeira impressão para os turistas que visitam Montevidéu, e isso inclui um grande percentual de brasileiros.

Aeroporto de Montevidéu

Voos de/para o Brasil:

Atualmente, as três maiores companhias aéreas do Brasil (obviamente Latam, Gol e Azul) possuem alguns voos diretos até Montevidéu, mas apenas 4 cidades do nosso país possuem voos diretos para a capital uruguaia.

A companhia com mais voos diretos é a Gol, que possui saídas de Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. A Latam possui saídas de São Paulo e do Rio, enquanto a Azul opera voos diretos a partir de Porto Alegre.

Eu fui para Montevidéu de Latam, e saí do Rio de Janeiro. As olimpíadas haviam acabado há pouco e o aeroporto estava perfeito, mas esse é assunto para outro post. :)

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Como sair do aeroporto em direção à Montevidéu?

Primeiramente, é necessário saber que o Aeroporto de Carrasco fica a 20 km do centro de Montevidéu, ou seja, não é tão pertinho assim. Sabendo disso, já imaginamos que o preço de um táxi sairia um pouco salgado, mas existem outras opções de vários preços.

Como já disse, temos os tradicionais táxis. Eles são bem tranquilos para se usar na cidade, e não são tão caros quanto em outras capitais. Confesso que quase só usei táxi durante os dias que passei em MVD, mas não o utilizei na saída do aeroporto. Vale ressaltar que o preço do táxi é tabelado e varia de acordo com o local onde você vai descer.

Uma opção mais barata são as vans compartilhadas, e esse foi o modo que escolhi para ir até o hotel. Se paga 350 pesos por pessoa, mas a desvantagem é ter que esperar por um certo número de pessoas para encher a van. No meu caso, saímos num grupo de 7 pessoas, todos brasileiros, e aguardamos cerca de 20 minutos para conseguir esse número.

Caso ainda exista alguma dúvida, o site do táxi pode ajudar a calcular o valor da corrida do aeroporto.

Outra opção popular é a Uber, mas não a utilizei por receio. Até então, nunca tinha utilizado o serviço e não queria fazê-lo em outro país de primeira vez.

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Câmbio no aeroporto

Tradicionalmente já sabemos que as casas de câmbio em aeroportos costumam ter uma taxa não tão favorável aos turistas, mas eu troquei um valor muito pequeno apenas por emergência, já que era noite e não teríamos a oportunidade de ir naquele mesmo dia ao centro para poder trocar nosso dinheiro.

Caso a dúvida seja para pagar o táxi ou a van compartilhada, fique tranquilo, pois o guichê destes aceita cartão de crédito.

Outra opção de câmbio é usar a Western Union ou o Transferwise, dois tópicos de posts futuros por aqui. (Spoiler: nunca usei nenhum dos dois sistemas, mas tenho interesse).

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Duty Free

Antes de chegar lá, li em vários sites e blogs que o Free Shop de Montevidéu é considerado um dos melhores da América Latina. O duty free parece ser bom (bons preços especialmente para os perfumes), mas ele é pequeno comparado a outros, como Ezeiza. Mas seu tamanho diminuto é ideal para o porte do aeroporto, que como citei antes, é pequeno.

O duty free fica logo antes da imigração, então se você quiser fazer compras, só tem essa chance. Falando nisso…

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Imigração

O Uruguai é um país bem amigo do Brasil. Ambos fazem parte do Mercosul (inclusive a sede do Mercosul fica em Montevidéu!), e a tradição de amizade e cooperação data de muitos e muitos anos. Lembram da Colônia del Sacramento?

Então meio que por causa disso, a imigração é bem tranquila. Só me perguntaram a data prevista de saída do Uruguai e carimbaram meu passaporte.

Falando em passaporte, ele é opcional ao visitar o Uruguai. Você pode entrar no país com uma identidade de bom estado e com menos de 10 anos de emissão (err… a minha já tem um pouco mais de 10 anos). Mas lembre-se, levar passaporte é sempre melhor.

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Wifi no aeroporto

Temos aqui mais um aeroporto com internet livre (*celebra*). Hoje em dia é difícil encontrar um aeroporto internacional sem algum tipo de conexão de dados, mesmo que por um período determinado de tempo. Parece que os aeroportos estão entendendo que esse é um detalhe que faz toda a diferença no conforto do passageiro, mesmo que seja em conexão.

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Visitando a Bodega Bouza, no Uruguai

Olá pessoal, como estão?! Antes de tudo, gostaria de desejar um excelente 2017 a todos com bastante prosperidade e sucesso! Tirei essa última semana de férias por aqui, já que fim do ano é sempre muito movimentado. Então, para começar o “ano letivo” por aqui vou contar como foi a visita a Bodega Bouza, próximo a Montevidéu.

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O Uruguai é um ótimo lugar para a produção de vinhos, e não estranha que o enoturismo seja muito presente no nosso vizinho do sul. Enquanto estávamos planejando nossa trip para Montevidéu, achamos que seria uma boa ideia visitar alguma vinícola, e a mais recomendada era a Bodega Bouza.

Para visitar a Bodega Bouza, é necessário fazer uma reserva no site da vinícola. Você manda um email para lá com o dia e horário solicitado, e também se você tem interesse em almoçar ali (o site mostra todas essas informações de dias e horários disponíveis). No meu caso, mandei esse email aproximadamente duas semanas antes da viagem e no dia seguinte já recebi a confirmação – o pagamento é feito na hora da conta do restaurante.

Mapa

Mapa

Prédio principal

Prédio principal

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Com as reservas feitas, fomos para Montevidéu despreocupadas, e posso dizer que tudo correu bem! O transfer nos levou até lá – a vinícola tem produção pequena, mas se encontra numa bela propriedade, digna de belas fotos.

O primeiro passo foi o passeio pelas dependências da Bodega, onde o guia explicava como se dava a produção do vinho, passo a passo. Ali eles produzem alguns tipos de vinhos, mas a uva tannat, de origem francesa mas que se adaptou perfeitamente ao solo uruguaio, é provavelmente a mais conhecida dali.

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O guia explica desde como é feita a colheita e seleção das uvas até os tipos de barris específicos para cada situação. A colheita é feita entre fevereiro e março, e estávamos lá em setembro, bem friozinho e infelizmente com as plantas pequenininhas! Aprendi bastante lá, mesmo não sendo tão entusiasta de vinhos.

Visitamos também o local onde os barris ficam armazenados, assim como as garrafas já devidamente preenchidas com os tipos de vinhos produzidos ali. O cheiro é fantástico, e todos os processos são feitos com qualidade, não deixando desejar a nenhuma vinícola de outros grandes centros.

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Depois da visita mais técnica, digamos, visitamos a coleção de carros clássicos que a família dona da Bodega possui. Localizada num galpão bem ao lado do restaurante, os carros e motos são encantadores!

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Para concluir nosso dia na Bodega Bouza, fomos almoçar no restaurante dali. Mas que comida maravilhosa! Tudo delicioso, atendimento impecável, e o ambiente muito requintado! Também é possível fazer a degustação de vinhos, para os que tem interesse!

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A visita valeu muito a pena, e é recomendável a todos que tem interesse em fazer um passeio diferente em Montevidéu. A Bodega Bouza não fica muito longe da capital uruguaia, somente como meia hora dirigindo na estrada. O passeio dura parte da manhã e da tarde, então se programe e aproveite tudo que o Uruguai proporcionar! :)

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O relato sobre a minha visita à Colonia del Sacramento

Olá pessoal! Quem me acompanha por aqui já sabe que eu estou fazendo relatos sobre os destinos da minha última viagem, onde conheci Montevidéu, Colonia del Sacramento e Buenos Aires. Não é segredo para ninguém que me encantei especificamente com o Uruguai, e realizei um pequeno sonho da minha vida ao conhecer a Colonia del Sacramento.

Para deixar o relato bem completo, dividi o post em algumas partes. Para concluir o raciocínio sobre Colonia del Sacramento, hoje vou contar pra vocês o relato da visita. Espero que gostem! :)

Acompanhe também: De Montevidéu a Colonia del Sacramento de ônibus

Detalhes das casas

Detalhes das casas

Então, saímos de Tres Cruces no ônibus das 9:30, e apesar do mapa indicar que a viagem entre Montevidéu e Colonia dura um pouco mais de 2h, a viagem chegou próximo de 3h devido as paradas que o ônibus faz no caminho. Até então tudo bem, pois tínhamos um pouco de folga, mas não queríamos abusar.

Chegamos em Colonia aproximadamente 12:30 e a nossa intenção era procurar um lugar para guardar as malas. Não existem muitos guarda-volumes disponíveis na região, e acabamos encontrando um bem em frente à rodoviária e a estação hidroviária, numa loja especializada em artigos para viagens. Pagamos 10 reais por duas malas e sem limite de tempo. Menos mal que eles aceitavam real, daí não gastaríamos mais nossos preciosos pesos só para guardar as malas!

Lá nessa loja onde deixamos as nossas malas, perguntei se eles tinham algum mapa de Colonia. O que eu tinha era o Google Maps: já tinha marcado com estrela os principais lugares da cidade, mas não queria ficar gastando a bateria do meu celular à toa. Gentilmente ele me deu um mapa e me explicou onde ficavam algumas das principais atrações da cidade. Agradeci e fui conhecer Colonia!

Farol da Colonia del Sacramento

Farol da Colonia del Sacramento

Acompanhe também: 8 fotos imperdíveis para tirar na Colonia del Sacramento

Saímos dali e fomos em direção à Av. General Flores, que é a principal da cidade. Pela maior parte de sua extensão, tinha muitas lojas, restaurantes, pessoas vestidas como gauchos tomando mate sentados nos bancos espalhados pela rua.

Tinham tantos restaurantes pelo caminho, e a maioria vendia adivinha o quê: carne! O cheirinho era bem gostoso, e ao mesmo tempo que a cidade aparenta ser (e é) turística, o clima era muito de cidade de interior.

Caminhamos, caminhamos e caminhamos, sempre em linha reta, até chegarmos na “fronteira” entre as partes nova e velha de Colonia. Confesso que não sabia nem pra onde olhar, já que estava muito feliz e emocionada de estar ali!

Fronteira

Fronteira

Saímos da Gen. Flores e entramos na rua Vasconcellos, em direção à Basílica del Santíssimo Sacramento. Igrejinha linda no centro de uma cidadezinha de aparência colonial é bem linda, já imaginem! Na frente da igreja tem uma pracinha e ficamos lá um pouco.

Depois nos dirigimos até o Farol: até hoje existem ruínas do que um dia foi um antigo convento português que foi demolido pelos espanhois. Dá para subir no topo do farol, mas devido ao nosso tempo reduzido, ficamos no chão.

Após o Farol, fomos em direção à orla de Colonia, onde tirei algumas fotos clichês com o rio como background, haha. Terminamos de andar pela orla, sempre apreciando a bela paisagem do río de la Plata e voltamos até o centro histórico de Colonia, que é bem pequeno.

Mapa da Colonia del Sacramento nos azulejos

Mapa da Colonia del Sacramento nos azulejos

Caminhamos pelas ruas que ainda não tínhamos entrado e achamos tudo lindo! Ruas de paralelepípedos, azulejos portugueses, e uma sensação de volta ao passado, tudo fantástico!

Para terminar o dia, nos sentamos no Pier de Colonia, sentindo o vento fresco no rosto e aproveitando a linda vista do río de la Plata. Alguns minutos depois, começamos a caminhada em direção ao guarda volumes e em seguida, ao terminal hidroviário, onde iríamos diretamente para Buenos Aires.

Acompanhe também: Atravessando o Río de la Plata

Esse trajeto durou aproximadamente duas horas, mas com certeza vale a pena pernoitar em Colonia. Fizemos assim com a intenção de ganhar um dia a mais em Buenos Aires, mas no final acabou não valendo a pena.

Deveria ter sido ótimo passar a tarde inteira aproveitando o centro histórico de Colonia, e ficamos com aquela sensação de que fizemos tudo correndo. Nem comer direito nós conseguimos!

A experiência faz o homem, então seria interessante aproveitar um dia inteiro em Colonia sem sombra de dúvida. A cidade é linda e encantadora, além fazer parte de um período importante na história do nosso Brasil. Já pensou se Colonia tivesse ficado definitivamente do lado português?

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Visitas guiadas no Teatro Solís

O Teatro Solís é um dos principais pontos de interesse de Montevidéu, e não tem como não notar sua forte presença no centro da capital uruguaia. Como sou apaixonada por teatros e qualquer construção que envolva arte e cultura, a visita ali é indispensável.

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Fachada

O que é?

O Teatro Solís é a mais famosa casa de espetáculos de Montevidéu. Suas origens remontam a meados do século XIX, quando arquitetos na cidade começaram a esboçar um projeto que criaria um teatro com condições de tornar a capital do Uruguai num importante centro da ópera.

Sua abertura oficial neste exato lugar ocorreu no ano de 1856, e o teatro permaneceu aberto até 1998, quando se iniciou uma grande renovação. Em 2004, o teatro foi reaberto ao público, onde permanece aberto à visitações e a espetáculos desde então.

Acompanhe também: Minha opinião sobre o Bus Turístico de Montevidéu

Onde fica e como visitar?

O Teatro Solís se localiza bem perto da Plaza Independencia, próximo à Cidade Velha, no cruzamento entre as avenidas Buenos Aires e Bartolomé Mitre. É totalmente possível de encaixar a visita guiada no dia que der para fazer os passeios no centro de Montevidéu.

Dependendo do dia da semana, os horários de visitação podem variar. O site do teatro apresenta todos os horários disponíveis para a visita guiada, e o tour em português custa só $60, bem baratinho!

O dia que conheci o Teatro Solís foi uma terça feira, e só tinha um horário de visitação disponível (16h). Mesmo assim, não precisa ter pressa em comprar os ingressos, já que a bilheteria só abre 30 minutos antes das visitas.

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Como é a visita e o que vemos?

Como eu falei um pouco acima, a visita guiada pode ser feita em português, e o nosso guia foi um uruguaio que falava um bom português, ainda com sotaque, mas sem problemas para compreender os fatos.

Ele contou a história do Teatro, fundação, origem dos materiais, estilo de arquitetura, curiosidades, origem do nome Solís, por que aquelas coisas funcionavam daquele determinado jeito, e por aí vai.

O grupo devia ter pelo menos uns 20 brasileiros (eu acredito que tinha mais gente no tour em português do que o de espanhol!), mas não foi difícil de acompanhar ou de escutar o guia.

A visita guiada começa no lado de fora, passa por uma espécie de hall onde as pessoas costumavam fazer o social antes das apresentações e termina no camarote, onde podemos tirar fotos e apreciar a beleza do local.

Durante esse tempo, o guia fica contando fatos interessantes sobre o teatro, construção e outros afins.

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Vale a pena visitar?

Então, eu acho que vale a pena visitar o Teatro Solís sim. O ingresso tem valor barato, é próximo ao centro histórico de Montevidéu e da Plaza Independencia, e querendo ou não, o Teatro Solís é um dos símbolos uruguaios mais importantes.

A visita não é longa: leva aproximadamente 45 minutos do início ao fim. Dessa maneira, uma visita ali não compromete outras coisas para fazer durante o dia.

Apesar de não ser tão vibrante em cores e ouro quanto o Teatro Colón ou a Ópera de Viena (duas das casas de espetáculo mais conhecidas do mundo), o Teatro Solís tem seu charme, fazendo com que ali seja um local agradabilíssimo.

 

De Montevidéu a Colonia del Sacramento de ônibus

Olá a todos! Hoje vou compartilhar com vocês como foi a viagem de ônibus entre Montevidéu e Colonia del Sacramento. Essa linda cidade na costa uruguaia é parada obrigatória no roteiro de qualquer viagem para Montevidéu ou Buenos Aires, e a viagem é tão fácil que nem parece real.

O roteiro

Antes de planejar qualquer viagem, é sempre bom ter o roteiro pronto em mãos. Dessa forma, já sabemos o que vamos fazer naquele determinado dia, otimizando nosso tempo e dinheiro.

No nosso caso, chegamos em Montevidéu na segunda à noite. Terça, quarta e quinta seriam os dias completos que passaríamos na capital uruguaia. Na sexta, partimos de ônibus até Colônia pela manhã, já que à tarde, pegaríamos o buque para Buenos Aires.

Por causa disso, não precisaríamos comprar a passagem de volta para Montevidéu, fazendo com que essa passagem fosse só de ida.

Acompanhe também: 8 fotos imperdíveis para tirar na Colonia del Sacramento

Farol da Colonia del Sacramento

Farol da Colonia del Sacramento

Comprando a passagem

Aqui, nós acabamos correndo um grande risco sem saber, já que decidimos sair do hotel na sexta de manhã, lá pelas 8h, em direção à rodoviária de Tres Cruces. Somente chegando lá é que compraríamos as nossas passagens para Colonia.

Antes de sair do hotel, verificamos a tabela de horário de partidas e vimos um ônibus que saía às 9:30 da manhã pela empresa COT. Na maioria dos relatos que vi pela internet, essa era a empresa mais recomendada e conhecida do país, então decidimos confiar.

Assim que chegamos em Tres Cruces fomos nos dirigindo ao lado esquerdo, e logo encontramos o guichê da COT. Tinha fila ali, mas não demorou muito até sermos atendidas. O custo da passagem foi de 350 pesos por pessoa, e pagamos no cartão de crédito com o intuito de não pagar o IVA.

A rodoviária de Tres Cruces me surpreendeu: ampla e muito bem organizada, atende muito bem ao conforto dos passageiros! Ponto positivo do Uruguai!

Para consultar horários, empresas e preços, o site da Rodoviária de Tres Cruces oferece a tabela completa! Existem mais de 1 ônibus por hora que saem de Montevidéu em direção a Colonia, e o mesmo se aplica para Punta del Este, cidade que é balneário turístico do país localizada na direção oposta.

@Tres Cruces

@Tres Cruces

Os assentos

Eu falei um pouco acima do risco que corremos, já que que as nossas passagens eram as últimas com lugares juntos à venda. Por consequência, ficamos com os últimos lugares, perto do banheiro.

No início achei bem ruim ter que ficar ao lado do banheiro, mas ao entrar no ônibus vi que não era bem assim. Nós realmente ficamos na última fila do lado esquerdo, mas a porta do banheiro batia bem ao lado dos lugares que ficavam à nossa frente, então acredito que a inconveniência ali era maior.

@Tres Cruces

@Tres Cruces

Do nosso lado não vinha ninguém, o que foi bem tranquilo. As poltronas também são muito confortáveis, e mesmo sendo último lugar, há espaço para recliná-las.

Mas, caso sentar na frente e junto com uma pessoa seja primordial, recomendo comprar a passagem com antecedência. Para evitar qualquer transtorno, logo após a chegada em Montevidéu, passe em Tres Cruces para comprar a passagem no dia, horário e locais desejados. Aparentemente é possível comprar pela internet, mas o desconto do IVA torna a passagem mais barata se comprada pessoalmente.

Interior do Uruguai, no caminho a Colonia

Interior do Uruguai, no caminho a Colonia

Conclusão

Foi muito fácil fazer a viagem Montevidéu – Colonia del Sacramento por conta própria. Não precisamos de guia, de agência de turismo nem de nada! O que foi muito útil foram os mapas, relatos da internet que vimos previamente, e obviamente nossas pernas e disposição.

Montevidéu - Colonia del Sacramento (Google Maps)

Montevidéu – Colonia del Sacramento (Google Maps)

No mapa, a distância entre as duas cidades parece ser um pouco mais de 2h, mas na realidade com todas as paradas que o ônibus faz, a viagem beira as 3h. Acabamos chegando em Colonia por volta das 12h30, e o relato de como foi esse dia fica para outro post. Espero que tenham gostado e até logo! :)

Acompanhe também: O relato sobre a minha visita à Colonia del Sacramento

 

 

Atravessando o Río de la Plata

Olá a todos!

Hoje vou falar como foi o trajeto entre Colonia del Sacramento e Buenos Aires no ferry boat. Esse post será uma mistura entre relato pessoal e dicas, espero que gostem! :)

Se você olhar no mapa, as duas cidades são muito próximas, porém o magnífico Río de la Plata faz as vias de fronteira natural. Por causa disso, a única maneira de transitar entre as duas cidades é por água, através de empresas de ferry boats que especializadas nessa travessia.

Acompanhe também: O relato sobre a minha visita à Colonia del Sacramento

Entre especificamente essas duas cidades, três empresas fazem esse trajeto: Buquebús, Seacat e Colonia Express. Eu escolhi a Buquebús, por ser a mais tradicional e conhecida, e vou contar como tudo foi agora.

Vista dos barcos no porto

Vista dos barcos no porto

Comprando a passagem

Existem duas formas de comprar passagens: pelo site do Buquebús e diretamente no guichê da empresa no porto de Colonia. Como sempre gosto de sair com todas as minhas passagens devidamente compradas, fiz questão de comprar as passagens diretamente pelo site.

Antes de comprar, vai uma dica: no canto direito superior da tela, veja se o site é o uruguaio. Se for o argentino, existe uma possibilidade dos preço da passagem ser maior. Para mudar, é só clicar neste ícone e escolher o site do Uruguai. :)

Comprar passagens no site do Buquebús é bem tranquilo. Ele só pede algumas informações com o intuito de filtrar a melhor passagem, como por exemplo: porto de partida, número de passageiros, se vai levar carro e data da viagem.

Depois de selecionar todas as suas preferências de datas e afins, o site vai oferecer uma série de horários disponíveis daquele determinado dia, assim como seus respectivos preços.

Escolhendo o horário, ele só pede os dados do cartão de crédito e os nomes dos passageiros, assim como suas nacionalidades. Depois disso, recebi o cartão de confirmação no meu email e só imprimi.

Eu disse acima que é possível comprar a passagem no guichê da empresa no dia da partida, só que é grande a probabilidade do preço ser um pouquinho mais caro que a compra antecipada no site. É muito difícil de um certo horário lotar, então é alta a chance de sobrarem lugares.

Eu acabei pagando aproximadamente R$100 por pessoa, mas já comprei as passagens na véspera da viagem, com um valor um pouco maior do que as primeiras pesquisas me indicavam.

O porto de Colonia

O porto da cidade de Colonia del Sacramento é bem bonito e inclusive parece muito novo. Acho que por causa disso, não existem muitas coisas instaladas ali: uma casa de câmbio, uma lanchonete e vários espaços vazios.

Mas obviamente por ser novo, tudo é muito calmo, claro e organizado. Pegamos nossas passagens que recebemos no email e fizemos check in no guichê do Buquebús. Lá despachamos as malas e recebemos o cartão de embarque.

Aguardando na sala de embarque

Aguardando na sala de embarque

Fora o check in, não há muito o que fazer no porto. Tem wi-fi grátis, mas a qualidade não é das melhores. Menos mal que o centro histórico de Colonia fica a alguns minutos de caminhada dali.

Acompanhe também: 8 fotos imperdíveis para tirar na Colonia del Sacramento

A imigração e o embarque

Após o check in, fomos direcionadas à imigração do porto. Como qualquer lugar de embarque de passageiros intenacionais do mundo, uma vez que você ganha o carimbo no passaporte, não se pode voltar atrás.

Na imigração do Porto de Colonia, você já faz duas coisas: primeiro, a saída do Uruguai; no guichê seguinte, ganha o carimbo de entrada na Argentina. O oficial da imigração argentina só me perguntou qual seria o país que eu visitaria depois. Prontamente disse que voltaria para casa, aqui no Brasil.

Todo o procedimento foi bem rápido, e o mais chato seria esperar até a hora do embarque de fato no Buquebús. Meia hora depois, entramos no ferry e só aguardamos a chegada a Buenos Aires.

Uruguai + Argentina

Uruguai + Argentina

Dentro do Buquebús

O Buque é um ferry bem grande que faz a travessia de não só pessoas, mas também de carros e outros veículos para o outro lado do Río de la Plata. Por ser muito grande, o barco possui muitos lugares e vários serviços.

Como falei um pouco acima, é muito improvável que um buque fique lotado, então não faltarão lugares para os passageiros. Os lugares são bem confortáveis, então não tive muito o que reclamar da travessia.

Segundo andar

Segundo andar

O buque possui free shop, que abre uns 10 minutos após a partida. Quando a poeira baixou um pouquinho, fui até lá e comprei algumas coisas – especialmente chocolates e outros doces. Fora isso, neste free shop são vendidas bebidas, brinquedos, roupas, óculos de sol, cosméticos e outros acessórios.

O free shop em si não é tão grande, mas oferece uma boa quantidade de coisas. Gostei dos preços em geral, e para quem não perde uma comprinha em duty free, comprar ali é ótimo!

Melhor parte: doces

Melhor parte: doces

Como fiquei no free shop por um bom tempo, mal percebi e já estava vendo os prédios de Puerto Madero. O desembarque foi bem tranquilo: as malas saíram rápido, e depois pegamos um táxi pro hotel.

Conclusão: vale a pena a travessia com o Buquebús?

A resposta é sim! Gostei da travessia com o Buquebús, e recomendaria para qualquer pessoa que me perguntasse. Como não conheci o trabalho das outras empresas (que suponho que são boas também), ainda não posso recomendar.

Ainda assim, faço um resuminho de dicas para quem tem o interesse de fazer essa mesma travessia que fiz:

  • compre passagens pela internet: de preferência com antecedência e no site uruguaio;
  • é bom fazer o check in cedo, mas a imigração não precisa ser com muuuita antecedência;
  • não deixe para comer no porto;
  • as principais atrações da Colonia del Sacramento ficam poucos minutos a pé do porto;
  • se gosta de fazer compras no free shop, guarde dinheiro para fazer compras.

No mais, é isso! Espero ter ajudado.

Río de la Plata

Río de la Plata

8 fotos imperdíveis para tirar na Colônia del Sacramento

Olá, pessoal! Hoje eu preparei uma lista especial para as pessoas que gostam de apreciar o ambiente tirando fotos. Essa foi uma paixão redescoberta há pouco tempo, e combinada a lugares marcantes, pode render imagens inesquecíveis.

Há pouco tempo conheci a Colônia del Sacramento, no Uruguai. Sonhava em conhecer esse local há muito tempo, desde o ensino médio, onde estudávamos história do Brasil. Estava tão feliz naquele dia, pois conheci um lugar em que sempre me encantava pelos livros.

Acompanhe também: O relato sobre a minha visita à Colonia del Sacramento

Já estou preparando um post de como foi o meu dia na Colônia del Sacramento assim como outras informações úteis, mas por enquanto vou listar para vocês as 8 fotografias imperdíveis que você precisa tirar nessa cidadezinha histórica do Uruguai!

  1. Farol da Colônia del Sacramento
    Farol da Colonia del Sacramento

    Farol da Colonia del Sacramento

    Essa estrutura branca é o Farol da Colonia del Sacramento, um dos marcos da cidade. Se prestar bem a atenção, existem umas ruínas que o cercam, e como a placa em destaque diz, elas pertenciam ao antigo convento de San Francisco.
    O convento foi construído pelos jesuítas em 1694 e destruído em 1704 pelos espanhóis (10 aninhos só), para dar local ao farol. Esse é um dos reflexos das disputas entre Portugal e Espanha no local: os espanhóis queriam apagar vestígios de estruturas portuguesas.

2. Muelle de Yates

Pier e Río del Plata

Pier e Río de la Plata

A Muelle de Yates (algo como Pier de Iates) não é um dos lugares mais visados da Colônia, mas foi onde eu tirei algumas das minhas melhores fotos. Depois de um tempo caminhando, ali parece ser um lugar tranquilo para relaxar e ao mesmo tempo apreciar o Río de la Plata e o que acontece ao seu redor.
Local tranquilo, calmo e organizado.

3. Azulejos portugueses

Mapa da Colonia del Sacramento nos azulejos

Mapa da Colonia del Sacramento nos azulejos

Como Colonia del Sacramento é uma cidade que conseguiu manter muitas características coloniais de Portugal, em vários lugares podemos ver os clássicos azulejos portugueses: azuis e brancos.
Esse mapinha da cidade pintado em azulejos é uma graça, mas confesso que acho que eles não são portugueses de fato. Mas em todas as ruas do centro histórico, os nomes destas são indicados nesses azulejos, assim como outros prédios são adornados por eles.

4. Paseo de San Gabriel

Pracinha localizada ali

Pracinha localizada ali

O Paseo de San Gabriel é uma rua que margeia o Río de la Plata. Ela não é tão pitoresca quanto as demais ruelas da cidade, mas ainda conserva as ruas de pedrinhas, possui muitas árvores, e essa pracinha onde tirei essa foto.
Um outro lugar onde acho que acredito que dá para tirar fotos incríveis são os rochedos localizados logo abaixo: até queria ir, mas o medo de me molhar era maior, haha.

5. Margens do Río de la Plata próximo à Esquina del Faro

Pessoa nos rochedos

Pessoa nos rochedos

Na minha opinião, esse é o melhor lugar para tirar fotos mais naturais com o Río de la Plata ao fundo. Próximo ao Farol da Colonia, existem infinitas possibilidades de fotos ali.
Informal, bonito, natural e divertido. Fora o gostoso vento que bate ali.

6. Ruelas antigas

Ruelinha

Flagrada mandando snapchat no meio da ruelinha

A maioria das ruas da Colonia del Sacramento são assim – de pedra. Então o simples fato de caminhar em ruelas coloniais já é motivo para tirar muitas e muitas fotos.
Como dá pra ver, essa foto não foi da minha autoria, haha. Estava tão empolgada que estava registrando tudo!

7. Ruas novas

Rua na Colônia del Sacramento

Rua na Colonia del Sacramento

Conhecer a parte antiga da Colonia del Sacramento é imprescindível, mas caminhar pela parte nova também é muito agradável. A cidade de maneira geral é pequena, com menos de 30 mil habitantes, então já imagine que ali possui o ar gostoso de interior!
Algumas das principais ruas da parte nova da cidade são assim: arborizadas e amplas.

8. Casas antigas, em geral

Detalhes das casas

Detalhes das casas

Como Colonia é uma cidade colonial (nossa, olha o pleonasmo), muitas casinhas são assim: feitas de pedra, ou possuem uma aparência bem antiga. Cada uma é diferente entre si e possuem seu charme característico.
É fácil de se encantar com cada esquina!

 

Espero que tenham gostado! :)
Em breve, postarei um relato de como foi esse dia na Colônia del Sacramento, no Uruguai! Vou incluir informações importantes para visitantes, e tudo que você precisa saber para ir até lá!

Almoçando no Mercado del Puerto

Em Montevidéu, o lugar que 11 a cada 10 pessoas indicam como must go é o Mercado del Puerto, localizado na Cidade Velha. Eu coloquei essa estatística impossível ali em cima para enfatizar o quão importante e tradicional é a visita a este formidável lugar na capital do Uruguai.

Mercado del Puerto por dentro

Mercado del Puerto por dentro

O prédio onde se localiza o Mercado del Puerto tem uma aparência que para mim lembrava uma estação de trem com seus detalhes em metal, fato que foi confirmado por um guia de turismo de uns americanos que almoçavam na mesa ao lado.

Alguns dizem que o local deveria originalmente abrigar uma estação ferroviária, até o projeto ser parcialmente abandonado e depois ser retomado por um grupo de empresários uruguaios que pretendiam abrir um mercado na cidade, fora outras lendas que envolvem a Bolívia e naufrágios. É, mais ou menos… esse grupo de empresários realmente existiu e eles pretendia m construir um mercado de alimentos em Montevidéu, e para isso contrataram um grupo de arquitetos e ferreiros ingleses que acabaram fazendo a obra, com as inspirações em construções em metal que ainda eram inéditas na América do Sul.

Mercado del Puerto

Mercado del Puerto

Enfim, atualmente o Mercado del Puerto é o principal pólo gastronômico da cidade, o que reforça seu posto de principal atração turística dali. Dentro do mercado, existem uma série de restaurantes, e cabe a você escolher onde você vai comer. Por causa do atrativo turístico, os preços são meio salgados, mas nada muito fora do orçamento: o prato para duas pessoas saiu por volta de 80 reais.

Mas e aí, a comida?!
Quando pensamos em Uruguai, a primeira coisa que imaginamos comer é… carne! Li em algum livro (que provavelmente já está guardado na biblioteca) que o Uruguai é o país com o maior consumo de carne per capita do mundo! A Argentina vem logo depois, consolidando os nossos dois vizinhos do Cone Sul como especialistas em carne, de modo geral.

Então, o Mercado del Puerto foca na tradicional parrilla, que é o churrasco na brasa deles. Cada restaurante mostra a carne sendo assada ao vivo, e se você quiser, pode sentar tanto no balcão para uma experiência mais informal, ou numa mesa mesmo.

Melhor foto das carnes que vi que tirei haha

Melhor foto das carnes que vi que tirei haha

Ainda existem as opções de comer uma parrillada, que é como se fosse um prato composto de um pedaço de cada carne, assim como um prato tradicional, que dependendo do que escolher dá para duas ou mais pessoas. Como comemos pouco, não valia tanto a pena comer uma parrillada, que é mais cara, e vem em maior quantidade, então preferimos ir pela veia mais simples e pedimos um prato para duas pessoas, mas pedimos uma sugestão ao garçom sobre o que comer. Assim, eles nos sugeriu o Baby Beef, e nos surpreendemos, pois estava uma delícia!

Uma coisa que percebi no Uruguai foi que eles não servem muitas guarnições, como no Brasil. Por exemplo, o que acompanhou nosso Baby Beef foi uma porção de batata frita, mas tinha a opção de uma saladinha também. Normalmente os restaurantes oferecem também o chimichurri, que é um molho de ervas – uma delícia, sempre faço aqui em casa.

Pedaço que cortei do Baby Beef (e ainda tinha mais!)

Pedaço que cortei do Baby Beef (e ainda tinha mais!)

Vale também lembrar que por serem muitos restaurantes, os atendentes ficam te chamando para comerem no deles. Decidi ir onde tinha mais gente, pois para mim é um indicativo de que ali é realmente bom.

Ali no Mercado também se encontram lojinhas de souvenirs, e encontrei bons preços! Comprei umas lembrancinhas pra dar de presente, assim como os famosos alfajores uruguaios. Na minha opinião, ali e nos arredores da Plaza Independencia é onde se encontram os melhores preços de souvenirs.

E lembre-se, sempre sai mais barato comprar no cartão de crédito no Uruguai, por causa do desconto do IVA. ;)
Endereço: Rambla 25 de Agosto de 1825, 228

Palácio Taranco, o achado de Montevidéu

No nosso primeiro dia em Montevidéu, decidimos conhecer a Cidade Velha, que é onde a maioria das atrações da capital do Uruguai se encontram. Saindo da peatonal em direção ao Mercado del Puerto, nos deparamos com uma linda pracinha: alguns bancos, jardim e uma estátua no meio.

Essa praça é a Plaza Zabala, e existe um pouquinho de histórias interessantes por trás dela. Antigamente no mesmo local existia o chamado Forte de Montevidéu, que eventualmente foi destruído em 1878 com o propósito de criar uma praça pública. A praça só foi construída em 1890, e esta foi construída com uma forte influência francesa, que remonta o estilo parisiense.

Jardins

Jardins

Para concluir, ela foi batizada com o nome de “Zabala” em homenagem a Bruno Mauricio de Zabala, espanhol que fundou a cidade de Montevidéu. A estátua localizada ali (obviamente do Zabala) só foi confeccionada cerca de 50 anos depois, sendo inaugurada em 1931.

Enfim, quando estávamos naquela praça, vimos uma mansão antiga, porém com seu charme medieval – algo que me chama bastante a atenção particularmente. Fomos até lá investigar o que era e descobrimos que era um museu! Prontamente fomos  ver se estava aberto.

Este local é o Palácio Taranco, que hoje abriga o Museu de Artes Decorativas de Montevidéu. E falando por mim, eu gosto muito dessa modalidade de museus, que envolve decoração e afins e então decidimos entrar. Outra boa notícia: a entrada é gratuita!

Fiquei impressionada com a beleza do local: estilo clássico, que brinca com cores e texturas. Facilmente dá para sentir como aquelas pessoas moravam, voltando no tempo para o início do século XX, que foi quando o local foi construído.

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Falando um pouquinho mais do Palácio Taranco, este local foi projetado pelos mesmos arquitetos que projetaram o Petit Palais e o Arco do Triunfo de Paris, o que ratifica a influência francesa do lugar. Originalmente, o palácio pertencia à família Taranco Ortíz, que bancou sua construção, e foi vendido ao governo uruguaio em 1947, mas somente em 1972 o local virou um museu.

Foi impressionante ver um pedacinho da França – e com grande estilo – no centro de Montevidéu. Confesso que não conhecia o palácio, o que acabou sendo uma ótima surpresa! A visita não é longa, o que não compromete outros pontos de interesse em Montevidéu, e digo que vale muito a pena conhecer o Palácio Taranco!

O Palácio Taranco se localiza na av. 25 de Mayo.

Minha opinião sobre o Bus Turístico de Montevidéu

Planejar viagens é essencial. Montar roteiros, previsão de gastos, conhecer os horários de funcionamento das atrações e estudar mapas é totalmente necessário para que a sua viagem tenha mais chances de correr bem. Mas obviamente imprevistos acontecem e acabamos fazendo algo completamente diferente do que havíamos planejado.

Pois bem, eu havia planejado um passeio mais informal no dia 3 em Montevidéu. Já tínhamos conhecido o centro histórico no primeiro dia e visitamos uma vinícola no segundo, então o meu planejamento incluía conhecer a Rambla, o letreiro de Montevidéu, explorar o resto de Punta Carretas e, se estivéssemos com tempo e disposição, dar um pulinho no estádio Centenário. Aquele seria o único dia de sol na cidade, então seria o dia perfeito para fazer esse passeio.

Quando acordamos, minha mãe perguntou se valeria a pena passear no Bus Turístico, já que ela tinha visto relatos em outros blogs assim como o hotel havia sugerido como possível passeio. Particularmente não gosto de passeios de ônibus turísticos, e desde sempre falei que não tinha interesse em fazê-lo por achar um desperdício de dinheiro. Só que assim, ela queria tanto e ficou até chateada comigo com a minha negação que decidi fazer uma concessão e acabamos indo fazer o passeio.

Saímos do nosso hotel em Punta Carretas e pegamos um táxi até o Mercado do Porto. Ali é o ponto zero do passeio, onde o tour inicia. Existe um guichê rosa próximo às entradas do mercado e compramos nossos ingressos ali: 570 pesos uruguaios por pessoa (por 24h). Ainda ganhamos um mapa e um guia dos locais e horários que o ônibus passava.

O sistema funciona assim: são 11 paradas, cada uma indicada com uma espécie de obelisco cor-de-rosa indicando o local e os horários estimados de chegada dos ônibus. Se você se interessar por alguma das paradas, você pode descer, conhecer o que quiser, e pegar o ônibus seguinte para continuar a viagem.

Vista de cima do Bus Turístico

Vista de cima do Bus Turístico

Então, apesar da parada zero ser o Mercado do Porto, não começamos o tour ali. Queríamos pegar algumas informações no centro de informações turísticas, localizado ali perto, e decidimos seguir andando até a parada 1, que é a Puerta de la Ciudadela.

A Puerta de la Ciudadela é o marco inicial da Cidade Velha. Próxima ao teatro Solís e bem em frente à Plaza Independencia, tem boa localização e possui muitas coisas interessantes em volta. Em posts futuros sobre a Cidade Velha posso explicar os pontos turísticos localizados ali, mas já adianto que a Puerta de la Ciudadela é um dos lugares onde as pessoas tiram mais fotos em Montevidéu.

No horário correto o ônibus chegou. Ao entrar, um fiscal carimba sua entrada e oferece um fone de ouvido, onde você pode escutar as informações dos lugares onde você está passando. Como disse, o dia estava ensolarado sem nuvens, porém ainda fazia um pouco de frio, coisa de 15 graus. Enfim, acabamos optando pelo andar de cima, no lado esquerdo.

Seguimos direto pela av. 18 de Julio até a parada 2, a Explanada Municipal. Ali possui um mirante famoso, mas não tivemos a oportunidade de visitá-lo. No primeiro dia, havíamos passeado a pé por quase toda a extensão da av. 18 de Julio, então foi bom ver a avenida por outra perspectiva.

Explanada Municipal

Explanada Municipal

A parada 3 se dá no Palácio Legislativo, um pouco mais afastado do centro histórico. O prédio é muito grande em bonito, feito de mármore e as pessoas não paravam de tirar fotos dele. Com certeza foi um dos pontos altos do passeio.

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Palacio Legislativo

A parada 4 fica no Mercado Agrícola e a parada 5 em La Diligencia, ambos que não me interessaram muito. Mas aproximadamente nesta parte do passeio, passamos pelo bairro de El Prado. Tenho que falar que adorei a vizinhança! Cheio de belos casarões, ruas amplas e arborizadas, parques e afins, com certeza deve ser o bairro com a melhor qualidade de vida da cidade.

Rua no El Prado

Rua no El Prado

O jardim botânico é a parada 6. Na minha impressão, ali seria um excelente lugar para passar um domingo despreocupado, fazendo um piquenique, ou até outra atividade ao ar livre, como corridas e afins.

A parada 7 se localiza no terminal rodoviário de Tres Cruces. Como no dia seguinte nós iríamos até lá para pegar o ônibus para Colonia, foi interessante saber onde se localizava, mas no mais, nada demais. A próxima parada é o estádio Centenário, que era onde eu queria ir naquele dia. Olhando ao redor não parecia nada demais, mas acredito que a visita dentro dele deva ser mais interessante.

Exterior do El Centenario

Exterior do El Centenario

As paradas 9 e 10 se localizam respectivamente no World Trade Center, onde se encontram vários escritórios e centros comerciais, e no Punta Carretas Shopping, que já havíamos visitado na noite anterior.

Punta Carretas Shopping

Punta Carretas Shopping

A última parada se encontra no Parque Rodó, que também ficava próximo ao nosso hotel. No caminho entre Punta Carretas e o Parque, passamos pela parte da Rambla que eu queria visitar. Vi o letreiro, vi o forte e todos os lugares que eu queria tirar foto, e me contentei apenas com uma passagem rápida, porém divertida. Estava ventando muito, e frio! Adorei sentir todo aquele vento no meu rosto, combinado com as passagens que eu estava vendo.

Rambla de Montevidéu

Rambla de Montevidéu

Enfim, voltamos à parada zero no Mercado do Porto e tivemos que descer ali. O passeio terminou e eu tenho uma posição ainda ambígua sobre tudo. A manhã no Bus Turístico foi agradável e informativa sim, porém ainda não me fez comprar esse tipo de passeio. Existem coisas que me agradaram – tipo a passagem pelo El Prado e pela Rambla – porém tiveram outras que não me chamaram tanto a atenção como o Shopping, o World Trade Center, e o Mercado Agrícola.

Se eu recomendo esse passeio a quem vai para Montevidéu? Para uma pessoa tipo a minha mãe que adora esse tipo de passeio, obviamente sim. Inclusive ela adorou bastante todo o passeio e ficou muito feliz (a concessão valeu a pena!). Mas para uma pessoa que já não se interessa muito nesse tipo de turismo, acredito que ele seja facultativo, pois não é nada que não dê pra se ver sozinho. Mas de qualquer maneira, foi um passeio válido e interessante, um dentre tantos em Montevidéu.